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domingo, 27 de setembro de 2020

O Espírito de São Vicente de Paulo e a Caridade

Essa instrução de São Vicente de Paulo, com algumas modificações que a reduziram, foi inserida por Allan Kardec em O Evangelho segundo o Espiritismo. Corresponde, na edição definitiva de 1866, ao capítulo XIII, item 12.

N. do T.: Essa instrução de São Vicente de Paulo, com algumas modificações que a reduziram, foi inserida por Allan Kardec em O Evangelho segundo o Espiritismo. Corresponde, na edição definitiva de 1866, ao capítulo XIII, item 12.

"Sede bons e caridosos, eis a chave dos céus que tendes em vossas mãos; toda a felicidade eterna está encerrada nessa máxima: amai-vos uns aos outros.

A alma não pode se elevar às regiões espirituais senão pelo devotamento ao próximo; não encontra felicidade e consolação senão no impulso da caridade; sede bons, sustentai vossos irmãos, deixai de lado essa horrível chaga do egoísmo; esse dever cumprido deve vos abrir o caminho da felicidade eterna.

De resto, dentre vós, quem não sentiu seu coração pulsar, sua alegria interior dilatar pela ação de uma obra caridosa? Não deveríeis pensar senão nessa espécie de volúpia, que uma boa ação proporciona, e permaneceríeis, sempre, no caminho do progresso espiritual. Os exemplos não faltam; não há senão a boa vontade, que é rara. Vede a multidão de homens de bem, dos quais vossa historia vos evoca a piedosa lembrança. Eu vo-los citaria aos milhares aqueles cuja moral não tinha por objetivo senão melhorar vosso globo.

O Cristo não vos disse tudo o que concerne a essas virtudes de caridade e de amor? Por que deixar de lado esses divinos ensinamentos? Por que fechar os ouvidos às suas divinas palavras; o coração a todas essas doces máximas? Gostaria que as leituras evangélicas fossem feitas com mais interesse pessoal; abandona-se esse livro, dele se faz uma palavra oca.

Uma carta fechada; deixa-se esse código admirável no esquecimento: vossos males não provêm senão do abandono voluntário em que deixais esse resumo das leis divinas. Lede, pois, essas páginas ardentes do devotamento de Jesus, e meditai-as. Estou envergonhado comigo mesmo, de ousar vos prometer um trabalho sobre a caridade, quando penso que nesse livro encontrareis todos os ensinamentos que devem vos conduzir, pela mão, às regiões celestes.

Homens fortes, cingi-vos; homens fracos, fazei vós armas de vossa doçura, de vossa fé; tende mais persuasão, mais constância na propagação de vossa nova doutrina; não é senão um encorajamento que viemos vos dar; senão para estimular vosso zelo e vossas virtudes que Deus nos permite nos manifestar a vós; mas, querendo, não se teria necessidade senão da ajuda de Deus e de sua própria vontade: as manifestações espíritas não são feitas senão para os de olhos fechados e os corações indóceis.

Há, entre vós, homens que têm a cumprir missões de amor e de caridade; escutai-os, elevai sua voz; fazei resplandecer seus méritos, e vos exaltareis a vós mesmos pelo desinteresse e pela fé viva com a qual vos penetrarão.

As advertências detalhadas seriam muito longas para dar, sobre a necessidade de alargar o círculo da caridade, e dela fazer participar todos os infelizes, cujas misérias são ignoradas, todas as dores que devem ser procuradas, em seus redutos para consolá-los em nome desta virtude divina: a caridade.

Vejo com felicidade quantos homens eminentes e poderosos ajudam esse progresso que deve ligar, entre elas, todas as classes humanas: os felizes e os infelizes. Os infelizes, coisa estranha! se dão todos a mão e sustentam suas misérias, uns pelos outros. Por que os felizes são mais retardatários para escutarem a voz dos infelizes? Por que é preciso que seja mão possante e terrestre que dê o impulso às missões caridosas? Por que não se responde com mais ardor a esses chamados? Por que deixar as misérias mancharem, como por prazer, o quadro da Humanidade?

A caridade é a virtude fundamental, que deve sustentar todo o edifício das virtudes terrestres; sem ela, as outras não existem: sem caridade, não há fé nem esperança; porque, sem a caridade, não há esperança em uma sorte melhor, nenhum interesse moral que nos guie. Sem a caridade, não há fé, porque a fé não é senão um raio puro que faz brilhar uma alma caridosa; é a sua conseqüência decisiva.

Quando deixar o coração se abrir ao pedido do primeiro infeliz que vos estende a mão; quando lhe der, sem perguntar se sua miséria não é fingida, ou se o mal num vício lhe é causa; quando deixar toda justiça nas mãos divinas; quando deixar o castigo das misérias mentirosas ao Criador; enfim, quando fizer a caridade tão-só pela felicidade que ela proporciona, e sem procurar a sua utilidade, então, sereis os filhos que Deus amará e que ele chamará para si.

A caridade é a âncora eterna da salvação em todos os globos: é a mais pura emanação do próprio Criador; é sua a própria virtude, que ele dá à criatura. Como desejaríeis desconhecer essa suprema bondade? Qual seria, com esse pensamento, o coração bastante perverso para pisotear e enxotar esse sentimento todo divino? Qual seria o filho bastante mau para se revoltar contra essa doce carícia: a caridade?

Não ouso falar daquilo que fiz, porque os Espíritos também têm o pudor das suas obras; mas creio que a obra que comecei, é uma daquelas que devem mais contribuir para o alívio de vossos semelhantes.

Vejo, freqüentemente, Espíritos pedirem, por missão, para continuarem a minha obra; eu as vejo, minhas doces e caras irmãs, em seu piedoso e divino ministério; vejo-as praticar as virtudes, que vos recomendo, com toda a alegria que proporciona essa existência de devotamento e de sacrifício; é uma grande felicidade, para mim, ver quanto o seu caráter é honroso, quanto sua missão é amada e docemente protegida Homens de bem, de boa e forte vontade, uni-vos para continuar, grandemente, a obra de propagação de caridade; encontrareis a recompensa dessa virtude pelo seu próprio exercício; não há alegria espiritual que ela não dê desde a vida presente. Sede unidos; amai-vos uns aos outros, segundo os preceitos do Cristo. Assim seja."


-o-o-o-

Revista Espírita, agosto de 1858 - Sociedade de estudos espíritas, 8 de junho de 1858:

"Agradecemos a São Vicente de Paulo pela bela e boa comunicação que consentiu nos dar - Gostaria que fosse proveitosa a todos.
Poderíeis nos permitir algumas perguntas complementares, a respeito do que acabais de nos dizer?

- Eu o desejo muito; meu objetivo é vos esclarecer; perguntai o que quiserdes.

1. A caridade pode entender-se de dois modos: a esmola propriamente dita, e o amor aos semelhantes. Quando nos dissestes que é preciso deixar seu coração abrir ao pedido do infeliz que nos estende a mão, sem perguntar se sua miséria não é fingida, não quisestes falar da caridade do ponto de vista da esmola?

- R. Sim, unicamente nesse parágrafo.

2. Dissestes que é preciso deixar à justiça de Deus a apreciação da miséria fingida; parece-nos, entretanto, que dar sem discernimento às pessoas que não têm necessidade, ou que poderiam ganhar sua vida por um trabalho honroso, é encorajar o vício e a preguiça. Se os preguiçosos encontrassem, muito facilmente, a bolsa dos outros aberta, eles se multiplicariam ao infinito, em prejuízo dos verdadeiros infelizes. 

- R. Podeis discernir aqueles que podem trabalhar, e então a caridade vos obriga tudo fazer para lhes proporcionar trabalho; mas há, também, pobres mentirosos que sabem simular o jeito das misérias que não têm; é para estes que é preciso deixar a Deus toda a justiça.

3. Aquele que não pode dar senão cinco francos, e deve escolher entre dois infelizes que lhe pedem, não tem razão em perguntar, quem tem, realmente, maior necessidade, ou deve dar sem exame ao primeiro que chega?

- R. Deve dar àquele que pareça ser o mais sofredor.

4. Não se pode considerar, também, como fazendo parte da caridade, a maneira de praticá-la?

- R. É, sobretudo, na maneira pela qual se presta o serviço, que a caridade é verdadeiramente meritória; a bondade é, sempre, o indício de uma alma bela.

5. Que gênero de mérito concedeis àqueles que chamam benfeitores ásperos?

- R. Não fazem o bem senão pela metade. Recebem seus benefícios, mas eles não comovem.

6. Jesus disse: "Que vossa mão direita não saiba o que dá a vossa mão esquerda." Aqueles que dão por ostentação têm alguma espécie de mérito?

- R. Não têm senão o mérito do orgulho, pelo qual serão punidos.

7. A caridade cristã, em sua mais larga acepção, não compreende também a doçura, a benevolência e a indulgência pelas fraquezas alheias?

- R. Imitai Jesus; Ele vos disse tudo isso; escutai-o mais do que nunca.

8. A caridade é bem intencionada quando feita exclusivamente entre as pessoas de uma mesma seita, ou de um mesmo partido?

- R. Não; é sobretudo esse Espírito de seita e de partido que é preciso abolir, porque todos os homens são irmãos. É sobre essa questão que concentramos nossos esforços.

9. Suponho um indivíduo que vê dois homens em perigo; deles não pode salvar senão um, mas um é seu amigo e o outro seu inimigo; a quem deve salvar?

- R. Deve salvar seu amigo, porque esse amigo podia reclamar daquele que crê amá-lo; quanto ao outro, Deus se encarregará dele."

Fonte: http://www.oconsolador.com.br/linkfixo/bibliotecavirtual/revista-espirita-1858.pdf

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Oração da Medalha Milagrosa de Nossa Senhora das Graças

Imagem de Nossa Senhora das Graças (da Medalha Milagrosa) na Igreja de São Vicente de Paulo, em Curitiba, Paraná, Brasil. Foto: Ronald Stresser


O dia 27 de novembro de 1830 ficou marcado pela manifestação da Imaculada Virgem Maria que, do Céu veio trazer-nos o seu retrato da Medalha bendita, à qual por causa dos seus prodígios e milagres, o povo cristão deu o título de Milagrosa. 

Era um belo dia de sábado, antes do primeiro domingo do Advento...

Neste dia, estando a venerável irmã Catarina Labouré; da comunidade das Filhas da Caridade, fundada por São Vicente de Paulo, na oração da tarde, nessa Capela da Comunidade, rua du Bac, Paris, a Rainha do Céu se lhe mostrou, primeiro, junto do arco cruzeiro, do lado da epístola, onde hoje está o altar Virgo Potens, e depois por detrás do Sacrário, no altar-mor.

A Virgem Santíssima, diz a irmã, estava de pé sobre um globo, vestida de branco, com o feitio que se diz à Virgem, isto é, subido e com mangas justas; véu branco a cobrir-lhe a cabeça, manto azul prateado que lhe descia até aos pés; o cabelo em tranças, seguro por uma fita debruada de pequena renda, sobre ele pousava, o rosto bem descoberto de uma formosura indescritível.

As mãos, elevadas até à cinta, sustentavam outro globo, figura do mundo, rematado por uma cruzinha de ouro; a Senhora toda rodeada de tal esplendor que era impossível fixá-la; o rosto iluminou-se-lhe de radiante claridade no momento em que com os olhos levantados para o céu, oferecia ao Senhor esse globo. 

Santa Catarina Labouré, canonizada em 27 de julho de 1947 pelo Papa Pio XII, nos deixou, daquele 27 de novembro de 1830, o seguinte relato:

"De repente os dedos cobriram-se de anéis e pedrarias preciosas de extraordinária beleza, de onde se desprendiam raios luminosos para todos os lados, envolvendo a Senhora em tal esplendor que já se lhe não via a túnica nem os pés. As pedras preciosas eram maiores umas, menores outras e proporcionais eram também os raios luminosos."

"O que então experimentei e aprendi naquele momento é impossível explicar."

"Como estivesse ocupada em contemplá-la, a Virgem Santíssima baixou para mim os olhos, e uma voz interior me disse no íntimo do coração: ‘Este globo que vês representa o mundo inteiro e em especial a França e cada pessoa em particular’. Aqui não sei exprimir o que descobri de beleza e brilho nos raios tão resplandecentes. A Santíssima Virgem acrescentou: ‘Eis o símbolo das graças que derramo sobre as pessoas que mas pedem’.”

Oração da Medalha Milagrosa de Nossa Senhora das Graças

(Para fazer um pedido)

“Ó Imaculada Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe, ao contemplar-vos de braços abertos derramando graças sobre os que vos pedem, cheios de confiança na vossa poderosa intercessão, inúmeras vezes manifestada pela Medalha Milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade por causa de nossas inúmeras culpas, acercamo- nos de vossos pés para vos expor, durante esta oração, as nossas mais prementes necessidades

(momento de silêncio e de pedir a graça desejada)

Concedei, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa, este favor que confiantes vos solicitamos, para maior Glória de Deus, engrandecimento do vosso nome, e o bem de nossas almas. E para melhor servirmos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmar sempre como verdadeiros cristãos.

Amém!”


Simbolismo da Medalha Milagrosa


A própria medalha contém as palavras por que a Santa Mãe de Deus quis ser invocada: Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós

Essa inscrição já sintetiza boa parte da mensagem que a Virgem Mãe revelou: a Imaculada Conceição, pela primeira vez objeto de revelação particular, em 1858 ratificada em Lourdes, e transformada em dogma pelo papa Pio IX, com a bula Ineffabilis Deus, e a mediação da Mãe de Deus junto ao seu Divino Filho. Usar essa invocação, portanto, significa acreditar que a Virgem das virgens é a Medianeira Imaculada.

A Virgem Maria prometeu conceder grandes graças a quem usar a sua medalha revelada a Santa Catarina Labouré.


Nossa Senhora das Graças é uma invocação especial pela qual é conhecida a Santíssima Virgem Maria, também invocada com a mesma intenção sob o nome de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa e Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças. Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós.


Simbologia:

A serpente: Maria aparece esmagando a cabeça da serpente. A mulher que esmaga a cabeça da serpente, que é o demônio, já estava predita na Bíblia, no livro do Gênesis: "Porei inimizade entre ti e a mulher... Ela te esmagará a cabeça e tu procurarás, em vão, morder-lhe o calcanhar". Deus declara iniciada a luta entre o bem e o mal. Essa luta é vencida por Jesus Cristo, o "novo Adão", juntamente com Maria, a co-redentora, a "nova Eva". É em Maria que se cumpre essa sentença de Deus: a mulher finalmente esmaga a cabeça da serpente, para que não mais a morte pudesse escravizar os homens.

Os raios: Simbolizam as graças que Nossa Senhora derrama sobre os seus devotos. A Santa Igreja, por isso, a chama Tesoureira de Deus.

As 12 estrelas: Correspondem aos doze apóstolos e representam a Igreja. Simbolizam as 12 tribos de Israel. Maria Santíssima também é saudada como "Estrela do Mar" na oração Ave, Stella Maris.

O coração cercado de espinhos: É o Sagrado Coração de Jesus. Foi a Virgem Maria quem o gerou em Seu ventre. Nosso Senhor prometeu a Santa Margarida Maria Alacoque a graça da vida eterna aos devotos do seu Sagrado Coração, que simboliza o seu infinito e ilimitado Amor.

O coração transpassado por uma espada: É o Imaculado Coração de Maria, inseparável ao de Jesus: mesmo nas horas difíceis de Sua Paixão e Morte na Cruz, Ela estava lá, compartilhando da Sua dor, sendo a nossa co-redentora.

O M: Significa Maria. Esse M sustenta o travessão e a Cruz, que representam o calvário. Essa simbologia indica a íntima ligação de Maria e Jesus na história da salvação.

O travessão e a Cruz: Simbolizam o calvário. Para a doutrina católica, a Santa Missa é a perpetuação do sacrifício do Calvário, portanto, ressaltam a importância do Sacrifício Eucarístico na vida do cristão.
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Fonte: Com informações de Portal São Francisco e Wikipédia - Imagens: Imagem de Nossa Senhora das Graças (Medalha Milagrosa), na Igreja de São Vicente de Paulo, em Curitiba, Paraná, Brasil (Foto: Ronald Stresser) e "Medalha Milagrosa" (Wikimedia Commons)

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Orações a São Vicente de Paulo

Para pedir o auxílio fraterno de São Vicente de Paulo:  "Glorioso São Vicente, celeste padroeiro de todas as associações de caridade e pai de todos os infelizes que, enquanto vivestes sobre a terra, nunca faltastes àqueles que se valeram de vossa proteção; vede a multidão de males de que estamos oprimidos e correi em nosso auxílio; alcançai do Senhor socorro para os pobres, auxilio aos enfermos, consolação aos aflitos, proteção aos desamparados, conversão aos pecadores, zelo aos sacerdotes, paz à Igreja, tranqüilidade aos povos e a todos Salvação.  Sim, que todos experimentem os efeitos de vossa benéfica intercessão, e que, socorridos assim por vós nas misérias desta vida, possamos reunir-nos convosco lá no céu, onde não haverá mais tristeza, nem lágrimas, nem dor, mas uma alegria, uma bem-aventurança eterna.   Amém!"
S. Vicente de Paulo e o Sagrado Coração de Jesus
São Vicente de Paulo ✝︎ Rogai Por Nós

Protetor das Associações de Caridade e dos Pobres

Festa: 27 de Setembro

Vicente de Paulo, nascido Vincent de Paul ou Vincent Depaul, (24/04/1581 — 27/09/1660) foi um sacerdote católico francês, canonizado, ou seja, declarado santo pelo Papa Clemente XII no ano de 1737. Exemplo de fé, humildade, caridade e amor ao próximo, ele foi um dos grandes protagonistas da Reforma Católica na França do século XVII.

São Vicente de Paulo nasceu em uma terça-feira de Páscoa, em 24 de abril de 1581, na aldeia Pouy, sul da França. Como era então frequente, Vicente foi batizado no mesmo dia de seu nascimento. Era o terceiro filho do casal João de Paulo (Jean de Paul) e Bertranda de Moras (Bertrande de Moras), camponeses profundamente católicos. Seus seis filhos receberam o ensino religioso em casa através de Bertranda.

Desde cedo destacou-se pela notável inteligência e devoção. Fez seus primeiros estudos em Dax, onde, após 4 anos, tornou-se professor. Isto lhe permitiu concluir os estudos de teologia na Universidade de Toulouse. Foi ordenado sacerdote, aos dezenove anos, em 23 de setembro de 1600.

Obra

Vicente fundou a Confraria do Rosário e todos os dias visitava os doentes. Atendendo a um pedido de padre Berulle, partiu e foi ser o preceptor dos filhos do general das galés e residir no Palácio dos Gondi. Sua piedade heróica conferiu-lhe o cargo de Capelão Geral e Real da França. Vendo o abandono espiritual dos camponeses, fundou a Congregação da Missão, que são os Padres Lazaristas, para evangelização do "pobre povo do interior". A Congregação da Missão demorou de 1625 até 12 de janeiro de 1633 para receber a Bula do Papa Urbano VIII, reconhecendo-a.

Inspirado por seu amor a Deus e aos pobres, Vicente de Paulo foi o criador de muitas obras de amor e caridade. Sua vida é uma história de doação aos irmãos pobres e de amor a Deus. Existem diversas biografias suas, mas sabemos que nenhuma delas conseguirá descrever com total fidelidade o amor que tinha por seu irmãos necessitados. 


Legado

Muitos acham que a maior virtude de São Vicente é a caridade, mas sua humildade suplantava essa virtude. Sempre buscava o bem da Igreja. São Vicente de Paulo foi um pai dos Pobres e um reformador do clero. 

Basta dizer que a Associação dos Filhos de Maria, hoje Juventude Mariana Vicentina, criada a pedido da Virgem Maria que apareceu a Santa Catarina Labouré na noite de 18 de julho de 1830, e as Conferências Vicentinas, fundadas por Antônio Frederico Ozanam e seus companheiros, em 23 de abril de 1833, foram inspiradas por ele. Espalhadas no mundo inteiro, vivem permanentemente de seus exemplos e ensinamentos.

Segundo São Francisco de Sales, Vicente de Paulo era o "padre mais santo do século". Faleceu em 27 de setembro de 1660 e foi sepultado na capela-mãe da Igreja de São Lázaro, em Paris. Foi canonizado pelo Papa Clemente XII em 16 de junho de 1737. Em 12 de maio de 1885 é declarado patrono de todas as obras de caridade da Igreja Católica, por Leão XIII.


Oração a São Vicente de Paulo

"Ó glorioso São Vicente, patrono de toda caridade, pai daqueles que estão na miséria e que, enquanto na Terra, jamais deixou de amparar a todos que a Vós recorreram, considerai os males que estão nos oprimindo e vinde em nosso socorro. 

Obtende junto do Senhor ajuda aos pobres, alívio para os enfermos, consolo para os aflitos, proteção para os abandonados, espírito de generosidade para os ricos, a graça da conversão para os pecadores, entusiasmo para os padres, paz para a Igreja, tranqüilidade e ordem para as nações e salvação para todos. 

Permiti-nos comprovar os efeitos da vossa misericordiosa intercessão e assim sermos ajudados nas misérias da vida.

Possamos nós estar unidos com o Senhor no paraíso, onde não existe mais dor, choro ou tristeza, mas alegria, contentamento e duradoura felicidade. 

Amém!"

Oração para aliviar a pobreza

"São Vicente, que tanto vos compadecestes dos pobres, eu vos peço, olhai para mim ! Sou pobre. Estou passando necessidade.

O dinheiro é curto e nunca chega para comprar tudo o que necessito. Precisaria comprar mais comida, mais roupa, trocar meus sapatos velhos, falta roupa de cama, seria necessário comprar algumas telhas para tirar as goteiras da casa e algumas mata-juntas para fechar as frestas por onde passa o vento frio do inverno. Tomo chá, porque não posso comprar remédio.

São Vicente! Sou pobre, mas tenho fé! Há gente mais pobre do que eu: são aqueles que não têm fé; porque esses têm a alma vazia.

São Vicente, conservai minha riqueza, que é a fé; mas eu vos peço, aliviai também a minha pobreza. Ajudai-me a adquirir ao menos o necessário para me alimentar bem, para me vestir honestamente e comprar os remédios que me conservam a saúde e as forças necessárias para fazer bem os meus trabalhos e cumprir as minhas obrigações e assim poder ser útil à minha família e a todos os que precisarem de minha ajuda.

Assim seja!"

Para pedir o auxílio fraterno de São Vicente de Paulo

"Glorioso São Vicente, celeste padroeiro de todas as associações de caridade e pai de todos os infelizes que, enquanto vivestes sobre a terra, nunca faltastes àqueles que se valeram de vossa proteção; vede a multidão de males de que estamos oprimidos e correi em nosso auxílio; alcançai do Senhor socorro para os pobres, auxilio aos enfermos, consolação aos aflitos, proteção aos desamparados, conversão aos pecadores, zelo aos sacerdotes, paz à Igreja, tranqüilidade aos povos e a todos Salvação.

Sim, que todos experimentem os efeitos de vossa benéfica intercessão, e que, socorridos assim por vós nas misérias desta vida, possamos reunir-nos convosco lá no céu, onde não haverá mais tristeza, nem lágrimas, nem dor, mas uma alegria, uma bem-aventurança eterna. 

Amém!"


Pedido de inspiração à prática da caridade

"Ó São Vicente de Paulo, que olhastes fraternalmente para os pobres e miseráveis, e formastes mulheres e homens para o trabalho da evangelização dos pobres e da promoção humana, inspira-nos, pela vossa intercessão ao nosso Deus, em nossa ação missionária dentro da presente realidade.

Faz com que vejamos a miséria humana em que vivem milhões de irmãs e irmãos nossos. Desperta em nossa vida o senso de paz e de justiça num mundo de tantas desigualdades sociais. 

Ensina-nos a humildade e a mansidão quando procuramos a grandeza e a fama a custa da exploração de nossos irmãos. Fortalece nossas ações em favor das crianças abandonadas, dos jovens desnorteados, dos idosos solitários, dos desempregados, dos sem terra e sem teto, dos que sofrem por causa do nosso egoísmo, da multidão dos marginalizados e excluídos que passam fome e que não têm nem voz e nem vez em nossa sociedade. 

Ajuda-nos a seguir Jesus Cristo “evangelizador dos pobres” e a deixarmos “Deus por Deus” quando servimos efetivamente nossos irmãos. 

Amém!"

Socorro dos pobres e libertação dos encarcerados

"São Vicente de Paulo, vós que dedicastes a vida inteira aos pobres e encarcerados, lá do céu, dirigi o vosso olhar caridoso para os pobres e auxiliai-os em suas necessidades.

Socorrei os encarcerados, privados de sua liberdade. Aliviai os seus sofrimentos, abreviai a sua pena. Não permitais que o desânimo entre em seu coração. Infundi-lhes pensamentos positivos. Abrandai-lhes os sentimentos de ódio, rancor e vingança. Ajudai-os a perdoar aqueles que Ihes fizeram algum mal. Esclarecei os seus advogados, as testemunhas e o próprio réu a fim de que encontrem argumentos e motivos suficientes para apressar o dia de sua liberdade.

Ó São Vicente! Abri as portas das cadeias!

Libertai os apenados e depois acompanhai-os na liberdade, com vossa graça; orientai-os na prática do bem; iluminai o seu caminho para que nunca mais retornem á cadeia!

São Vicente, ajudai os pobres e libertai os apenados!

Amém!"
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Fonte: com informações de Wikipédia e orações católicas tradicionais  - Imagem: anastpaul.wordpress.com

domingo, 2 de maio de 2010

Oração a São Vicente de Paulo (combate a pobreza)




"deixe que tudo seja feito com caridade"
São Vicente de Paulo O.P.N.
"Deus, Senhor Nosso , que ao bem aventurado Vicente de Paulo concedestes o privilégio de imitar os Vossos divinos mistérios; assim falastes pela boca do rei Davi: “Aos pobres de Sião saciarei de pães; seus sacerdotes vestirei de graça saudável, em alegria exultarão seus Santos”

Glorioso S. Vicente de Paulo, vós que fostes na Terra a personificação da caridade divina, dignai-vos atender à prece que vos dirige este fiel devoto. Pelos vossos méritos alcançai de Nosso Senhor Jesus Cristo o perdão dos meus pecados. 

Oxalá assim seja!

Sede propício, S. Vicente de Paulo, obtendo do Altíssimo, pela vossa intercessão, a graça de nunca faltar pão à minha mesa e de serem afastadas de mim as aflições dos que passam necessidades.

Rogo-vos obter a tranquilidade na aquisição do meu alimento, do meu vestuário da minha habitação e condução, a fim de que seja sempre manifesta, no mundo, a vossa caridade e os vossos méritos perante o Altíssimo. 

Oxalá assim seja!"

Rezar: 1 Credo, 1 Pai-Nosso e 1 Ave-Maria

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Orações de São Cipriano




ORAÇÃO A SANTO ANTONIO
(Para fazer um pedido)*

✝︎ (fazer o Sinal da Cruz) Meu glorioso Santo Antonio, com sua força bendita, ajudai-me nesta jornada, para que eu possa conseguir (fazer o pedido); com o seu cordão de prata, que traz em sua cintura, prender o que eu desejo, até que venha em minhas mãos, sem prejudicar os meus irmãos. 

Mesmo com minhas necessidades, mostrai-me o caminho a seguir, na vontade de Deus. Se estiver em meu caminho alguma cilada, desmanchai-a e o mal que nele estiver por vós destruído, com a permissão do Pai, pelo vosso poder e merecimento, meu glorioso Santo Antonio.

Assim seja.

*Instruções: Fazer esta prece, em ponto de meio-dia e ás seis horas da tarde com uma vela acesa, 3 dias seguidos.


ORAÇÃO A SÃO VICENTE DE PAULO CONTRA A POBREZA

Sinal da Cruz ✝︎

Deus Senhor Nosso, que ao Bemaventurado Vicente de Paulo concedestes o privilégio de imitar os Vossos divinos mistérios, assim falastes pela boca do rei Davi: “Aos pobres de Sião saciarei de pães; seus sacerdotes vestirei de graça saudável, em alegria exultarão seus santos”.

Glorioso S. Vicente de Paulo, vós que fostes na terra a personificação da caridade divina, dignai-vos atender a prece que vos dirige este fiel devoto. Pelos vossos méritos alcançai de Nosso Senhor Jesus Cristo o perdão dos meus pecados.

Sede propício, S. Vicente de Paulo, obtendo do Altíssimo, pela vossa intercessão, a graça de nunca faltar pão à minha mesa e de serem afastadas de mim as aflições dos que passam necessidades.

Rogo-vos obter a tranquilidade na aquisição do meu alimento, do meu vestuário da minha habitação, a fim de que seja sempre manifesta no mundo, a vossa caridade e os vossos méritos perante o Altíssimo.

Assim seja!

Rezar 1 Credo, 1 Pai-Nosso e 1 Ave-Maria.


ORAÇÃO PARA QUEBRAR DIFICULDADES E EMBARAÇOS EM NEGÓCIOS

Glória a Deus nas alturas e Paz na terra aos homens de boa vontade.
Louvo São Judas Tadeu, São Benedito, Santo Antão, São Policarpo.
Louvo Santo Expedito pelo bom êxito dos meus negócios, pela minha tranquilidade, pela minha paz.

Graças vos sejam dadas, meu Bom Jesus, pela Vossa misericordiosa protecção.
Louvado seja Deus, Criador do céu e da terra, Eterno Pai de todas as criaturas.
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo, pela sua misericórdia.
Louvado seja o Divino Espírito Santo, pela sua sabedoria.
Louvado seja para todo o sempre a Santíssima Trindade.

Meu Deus, embora eu seja pecador, com toda humildade vos peço a graça de me amparardes em meus trabalhos, em minha profissão, em meus negócios.
Senhor Jesus Cristo, Vós disseste: “Pedi e recebereis”. Com firme confiança em vossa justiça e misericórdia, rogo o vosso amparo, afastando as dificuldades, os obstáculos, os impedimentos de meu caminho.

Concedei-me, Senhor, a felicidade de colher o fruto dos meus esforços. Dai-me Senhor, a ventura de poder sustentar-me com o meu trabalho e assim dar um exemplo de fidelidade aos vossos mandamentos, aos meus filhos, aos meus amigos, aos meus conhecidos.

Ceio em vós, senhor, e tenho certeza de que não serei desamparado.

Que assim seja!


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