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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Emmanuel: 'Oração da Caridade'

"Amigo!  Em meu manto, constelado de amor, guardo todas as criaturas.  Tenho estado contigo, desde a hora primeira.  Embalei-te o berço frágil.  Acalentei-te nos beijos de tua mãe.  Segui-te os passos na escola, orientei-te as mãos no trabalho.  Venho ao teu encontro, por inspiração de Jesus, a quem obedeço, em nome do Pai Excelso.  Com Ele estive, em todos os instantes de apostolado.  Fui eu quem lavou as chagas dos leprosos tocados pelas Divinas Mãos, em sublime retorno à Luz.  Reuni os pobres e os fracos, os desesperados e os oprimidos, para que Lhe ouvissem, na Terra, o Sermão da Montanha.  Conversei com Zaqueu iludido pela vaidade da posse e abracei a Madalena, que os homens desprezavam…  Fui ainda eu quem Lhe escutou a solicitação, nos tormentos da cruz, pedindo socorro e compreensão para Judas, o apóstolo desditoso!  Procuro-te agora, suplicando asilo e cooperação.  Alivia comigo as chagas dos que padecem e dar-te-ei o esquecimento das próprias dores.  Cede-me tua palavra, para que o fel se extinga no mundo e entrega-me teus braços, para que o bem se espalhe vitorioso…  Ouve-me e perceberás as revelações de Deus. Acompanha-me e conhecerás a felicidade.  Não te detenhas. Ainda hoje necessito de ti, para que gemidos emudeçam e lágrimas se estanquem.  Não importa o que tenhas sido. Importa que te rendas ao Cristo, para que a Terra te abençoe a passagem.  Vem e socorre-me!  Levanta-te e ajuda-me!  Amando e servindo, chegaremos juntos à Glória Celestial."    Chico Xavier e Emmanuel

"Amigo!

Em meu manto, constelado de amor, guardo todas as criaturas.

Tenho estado contigo, desde a hora primeira.

Embalei-te o berço frágil.

Acalentei-te nos beijos de tua mãe.

Segui-te os passos na escola, orientei-te as mãos no trabalho.

Venho ao teu encontro, por inspiração de Jesus, a quem obedeço, em nome do Pai Excelso.

Com Ele estive, em todos os instantes de apostolado.

Fui eu quem lavou as chagas dos leprosos tocados pelas Divinas Mãos, em sublime retorno à Luz.

Reuni os pobres e os fracos, os desesperados e os oprimidos, para que Lhe ouvissem, na Terra, o Sermão da Montanha.

Conversei com Zaqueu iludido pela vaidade da posse e abracei a Madalena, que os homens desprezavam…

Fui ainda eu quem Lhe escutou a solicitação, nos tormentos da cruz, pedindo socorro e compreensão para Judas, o apóstolo desditoso!

Procuro-te agora, suplicando asilo e cooperação.

Alivia comigo as chagas dos que padecem e dar-te-ei o esquecimento das próprias dores.

Cede-me tua palavra, para que o fel se extinga no mundo e entrega-me teus braços, para que o bem se espalhe vitorioso…

Ouve-me e perceberás as revelações de Deus. Acompanha-me e conhecerás a felicidade.

Não te detenhas. Ainda hoje necessito de ti, para que gemidos emudeçam e lágrimas se estanquem.

Não importa o que tenhas sido. Importa que te rendas ao Cristo, para que a Terra te abençoe a passagem.

Vem e socorre-me!

Levanta-te e ajuda-me!

Amando e servindo, chegaremos juntos à Glória Celestial."


Chico Xavier e Emmanuel, em "À Luz da Oração"

Imagem: Jesus Cristo caminha ao lado de jovem junto ao mar - reprodução/internet/autoria desconhecida




domingo, 27 de setembro de 2020

O Espírito de São Vicente de Paulo e a Caridade

Essa instrução de São Vicente de Paulo, com algumas modificações que a reduziram, foi inserida por Allan Kardec em O Evangelho segundo o Espiritismo. Corresponde, na edição definitiva de 1866, ao capítulo XIII, item 12.

N. do T.: Essa instrução de São Vicente de Paulo, com algumas modificações que a reduziram, foi inserida por Allan Kardec em O Evangelho segundo o Espiritismo. Corresponde, na edição definitiva de 1866, ao capítulo XIII, item 12.

"Sede bons e caridosos, eis a chave dos céus que tendes em vossas mãos; toda a felicidade eterna está encerrada nessa máxima: amai-vos uns aos outros.

A alma não pode se elevar às regiões espirituais senão pelo devotamento ao próximo; não encontra felicidade e consolação senão no impulso da caridade; sede bons, sustentai vossos irmãos, deixai de lado essa horrível chaga do egoísmo; esse dever cumprido deve vos abrir o caminho da felicidade eterna.

De resto, dentre vós, quem não sentiu seu coração pulsar, sua alegria interior dilatar pela ação de uma obra caridosa? Não deveríeis pensar senão nessa espécie de volúpia, que uma boa ação proporciona, e permaneceríeis, sempre, no caminho do progresso espiritual. Os exemplos não faltam; não há senão a boa vontade, que é rara. Vede a multidão de homens de bem, dos quais vossa historia vos evoca a piedosa lembrança. Eu vo-los citaria aos milhares aqueles cuja moral não tinha por objetivo senão melhorar vosso globo.

O Cristo não vos disse tudo o que concerne a essas virtudes de caridade e de amor? Por que deixar de lado esses divinos ensinamentos? Por que fechar os ouvidos às suas divinas palavras; o coração a todas essas doces máximas? Gostaria que as leituras evangélicas fossem feitas com mais interesse pessoal; abandona-se esse livro, dele se faz uma palavra oca.

Uma carta fechada; deixa-se esse código admirável no esquecimento: vossos males não provêm senão do abandono voluntário em que deixais esse resumo das leis divinas. Lede, pois, essas páginas ardentes do devotamento de Jesus, e meditai-as. Estou envergonhado comigo mesmo, de ousar vos prometer um trabalho sobre a caridade, quando penso que nesse livro encontrareis todos os ensinamentos que devem vos conduzir, pela mão, às regiões celestes.

Homens fortes, cingi-vos; homens fracos, fazei vós armas de vossa doçura, de vossa fé; tende mais persuasão, mais constância na propagação de vossa nova doutrina; não é senão um encorajamento que viemos vos dar; senão para estimular vosso zelo e vossas virtudes que Deus nos permite nos manifestar a vós; mas, querendo, não se teria necessidade senão da ajuda de Deus e de sua própria vontade: as manifestações espíritas não são feitas senão para os de olhos fechados e os corações indóceis.

Há, entre vós, homens que têm a cumprir missões de amor e de caridade; escutai-os, elevai sua voz; fazei resplandecer seus méritos, e vos exaltareis a vós mesmos pelo desinteresse e pela fé viva com a qual vos penetrarão.

As advertências detalhadas seriam muito longas para dar, sobre a necessidade de alargar o círculo da caridade, e dela fazer participar todos os infelizes, cujas misérias são ignoradas, todas as dores que devem ser procuradas, em seus redutos para consolá-los em nome desta virtude divina: a caridade.

Vejo com felicidade quantos homens eminentes e poderosos ajudam esse progresso que deve ligar, entre elas, todas as classes humanas: os felizes e os infelizes. Os infelizes, coisa estranha! se dão todos a mão e sustentam suas misérias, uns pelos outros. Por que os felizes são mais retardatários para escutarem a voz dos infelizes? Por que é preciso que seja mão possante e terrestre que dê o impulso às missões caridosas? Por que não se responde com mais ardor a esses chamados? Por que deixar as misérias mancharem, como por prazer, o quadro da Humanidade?

A caridade é a virtude fundamental, que deve sustentar todo o edifício das virtudes terrestres; sem ela, as outras não existem: sem caridade, não há fé nem esperança; porque, sem a caridade, não há esperança em uma sorte melhor, nenhum interesse moral que nos guie. Sem a caridade, não há fé, porque a fé não é senão um raio puro que faz brilhar uma alma caridosa; é a sua conseqüência decisiva.

Quando deixar o coração se abrir ao pedido do primeiro infeliz que vos estende a mão; quando lhe der, sem perguntar se sua miséria não é fingida, ou se o mal num vício lhe é causa; quando deixar toda justiça nas mãos divinas; quando deixar o castigo das misérias mentirosas ao Criador; enfim, quando fizer a caridade tão-só pela felicidade que ela proporciona, e sem procurar a sua utilidade, então, sereis os filhos que Deus amará e que ele chamará para si.

A caridade é a âncora eterna da salvação em todos os globos: é a mais pura emanação do próprio Criador; é sua a própria virtude, que ele dá à criatura. Como desejaríeis desconhecer essa suprema bondade? Qual seria, com esse pensamento, o coração bastante perverso para pisotear e enxotar esse sentimento todo divino? Qual seria o filho bastante mau para se revoltar contra essa doce carícia: a caridade?

Não ouso falar daquilo que fiz, porque os Espíritos também têm o pudor das suas obras; mas creio que a obra que comecei, é uma daquelas que devem mais contribuir para o alívio de vossos semelhantes.

Vejo, freqüentemente, Espíritos pedirem, por missão, para continuarem a minha obra; eu as vejo, minhas doces e caras irmãs, em seu piedoso e divino ministério; vejo-as praticar as virtudes, que vos recomendo, com toda a alegria que proporciona essa existência de devotamento e de sacrifício; é uma grande felicidade, para mim, ver quanto o seu caráter é honroso, quanto sua missão é amada e docemente protegida Homens de bem, de boa e forte vontade, uni-vos para continuar, grandemente, a obra de propagação de caridade; encontrareis a recompensa dessa virtude pelo seu próprio exercício; não há alegria espiritual que ela não dê desde a vida presente. Sede unidos; amai-vos uns aos outros, segundo os preceitos do Cristo. Assim seja."


-o-o-o-

Revista Espírita, agosto de 1858 - Sociedade de estudos espíritas, 8 de junho de 1858:

"Agradecemos a São Vicente de Paulo pela bela e boa comunicação que consentiu nos dar - Gostaria que fosse proveitosa a todos.
Poderíeis nos permitir algumas perguntas complementares, a respeito do que acabais de nos dizer?

- Eu o desejo muito; meu objetivo é vos esclarecer; perguntai o que quiserdes.

1. A caridade pode entender-se de dois modos: a esmola propriamente dita, e o amor aos semelhantes. Quando nos dissestes que é preciso deixar seu coração abrir ao pedido do infeliz que nos estende a mão, sem perguntar se sua miséria não é fingida, não quisestes falar da caridade do ponto de vista da esmola?

- R. Sim, unicamente nesse parágrafo.

2. Dissestes que é preciso deixar à justiça de Deus a apreciação da miséria fingida; parece-nos, entretanto, que dar sem discernimento às pessoas que não têm necessidade, ou que poderiam ganhar sua vida por um trabalho honroso, é encorajar o vício e a preguiça. Se os preguiçosos encontrassem, muito facilmente, a bolsa dos outros aberta, eles se multiplicariam ao infinito, em prejuízo dos verdadeiros infelizes. 

- R. Podeis discernir aqueles que podem trabalhar, e então a caridade vos obriga tudo fazer para lhes proporcionar trabalho; mas há, também, pobres mentirosos que sabem simular o jeito das misérias que não têm; é para estes que é preciso deixar a Deus toda a justiça.

3. Aquele que não pode dar senão cinco francos, e deve escolher entre dois infelizes que lhe pedem, não tem razão em perguntar, quem tem, realmente, maior necessidade, ou deve dar sem exame ao primeiro que chega?

- R. Deve dar àquele que pareça ser o mais sofredor.

4. Não se pode considerar, também, como fazendo parte da caridade, a maneira de praticá-la?

- R. É, sobretudo, na maneira pela qual se presta o serviço, que a caridade é verdadeiramente meritória; a bondade é, sempre, o indício de uma alma bela.

5. Que gênero de mérito concedeis àqueles que chamam benfeitores ásperos?

- R. Não fazem o bem senão pela metade. Recebem seus benefícios, mas eles não comovem.

6. Jesus disse: "Que vossa mão direita não saiba o que dá a vossa mão esquerda." Aqueles que dão por ostentação têm alguma espécie de mérito?

- R. Não têm senão o mérito do orgulho, pelo qual serão punidos.

7. A caridade cristã, em sua mais larga acepção, não compreende também a doçura, a benevolência e a indulgência pelas fraquezas alheias?

- R. Imitai Jesus; Ele vos disse tudo isso; escutai-o mais do que nunca.

8. A caridade é bem intencionada quando feita exclusivamente entre as pessoas de uma mesma seita, ou de um mesmo partido?

- R. Não; é sobretudo esse Espírito de seita e de partido que é preciso abolir, porque todos os homens são irmãos. É sobre essa questão que concentramos nossos esforços.

9. Suponho um indivíduo que vê dois homens em perigo; deles não pode salvar senão um, mas um é seu amigo e o outro seu inimigo; a quem deve salvar?

- R. Deve salvar seu amigo, porque esse amigo podia reclamar daquele que crê amá-lo; quanto ao outro, Deus se encarregará dele."

Fonte: http://www.oconsolador.com.br/linkfixo/bibliotecavirtual/revista-espirita-1858.pdf

domingo, 6 de março de 2011

'Orações Sagradas dos 7 Planetas', por Samael Aun Weor

por V.M. Samael Aun Weor ¹

Samael Aun Weor


"No núcleo estelar de todo sol sideral, de todo planeta, de todo satélite lunar, de todo cometa, existe um TEMPLO-CORAÇÃO, que é a morada sagrada de um gênio sideral. Assim temos a todo infinito como um sistema de corações. Por isso, a astrologia esotérica vem a ser a religião da luz e do coração.

Cada um de nossos planetas tem seu Reitor Sideral:

GABRIEL é o reitor da Lua.
RAFAEL é o reitor de Mercúrio
URIEL é o reitor de Vênus.
MICHAEL é o reitor do Sol.
SAMAEL é o reitor de Marte.
ZACARIEL é o reitor de Júpiter.
ORIFIEL é o reitor de Saturno.

Esses são os 7 Espíritos Diante do Trono de Deus. Esses são os 7 anjos que repartem entre si o governo do mundo em 7 épocas distintas, pois a história do mundo se resume em 7 épocas. Os sete planetas são as cordas de uma lira divina onde ressoa com sua mais inefável melodia a Palavra do Criador. Todo o sistema solar vem a ser o corpo celeste de um grande Ser, o Logos do sistema solar, o Inefável...

O sistema solar visto de longe parece um homem caminhando através do infinito inefável.
Os 7 Espíritos Diante do Trono vêm a ser, dissemos, seus ministros e reitores da evolução cósmica deste sistema solar.

Pois bem, vós sabeis que toda roda tem seu eixo e, por isso, compreenderão que no centro de toda massa reside a base do movimento. Somente se pode dominar a massa a partir de seu centro e o centro de toda massa é o Espírito. Assim afirmamos que em todo centro sideral existe um templo-coração, que é morada do gênio da Estrela, sendo precisamente esses gênios celestes os autênticos governadores do infinito, os regentes e os senhores de nossos próprios destinos humanos.

Os astrólogos profanos dirão que, por exemplo, uma quadratura de Saturno com Marte indica uma catástrofe ou que uma oposição de Vênus com Marte, um fracasso amoroso etc. No entanto, esses prognósticos da astrologia profana podem falhar, ainda que os cálculos matemáticos sejam exatos, porque as forças siderais não são forças cegas.

Essas forças são precisamente os raios dos gênios planetários e esses senhores podem modificar todos os acontecimentos humanos, ainda que o horóscopo esteja cheio de quadraturas e oposições, de maneira que a astrologia de aritmética não é exata, porque não se pode ser astrólogo autêntico sem se ser Teurgo e Alquimista.

Jâmblico, o grande teurgo, invocava os gênios planetários e os materializava no mundo físico para com eles conversar, sendo por intermédio deles que realizava suas grandes maravilhas.

Características Inefáveis dos Deuses Planetários


Quando o discípulo já está prático na Astroteurgia, os Deuses siderais aceitam-no como leigo e lhe entregam uma túnica de cor CINZA e uma vara. Esta é a túnica do Astrólogo esoterista. É a inefável túnica do teurgo; a túnica do autêntico alquimista. Doravante, conforme for progredindo em sua sabedoria vai recebendo distintos graus.

Ali o discípulo aprenderá a combinar as mais variadas substâncias alquímicas para produzir diferentes acontecimentos nos diversos planos cósmicos.

Ficamos abismados ao contemplar a esses "Meninos Gênios das estrelas" trabalhando nos laboratórios alquimistas de seus templos para provocar os mais diversos acontecimentos no plano físico.

Samael, o obreiro do ferro, trabalhando nas fornalhas de Marte.

Anael, o gênio do amor e da arte, dentro de seu laboratório do amor, na estrela Vênus, parece um menino de 12 anos com seu cabelo loiro e seu rosto corado.

Michael, indescritível e inefável, governando a criação desde o coração do Sol. Quem de vós tem coragem para descer por esse abismo, em cujo fundo palpita a vida do sistema solar?
Rafael, o Gênio de Mercúrio, parece um ancião de longa barba e rosto cor de fogo. Tem o tridente dos Átomos Transformativos em sua mão e lá dentro de seu templo, em Mercúrio, parece um monarca terrível, fazendo estremecer a Mente Cósmica. Quem ousaria desobedecer a suas sagradas ordens?

E quem é este outro, de branca túnica e capa branca, diante do qual tremem as colunas de anjos e demônios? Olhai-o ali no templo de Júpiter, dando o cetro aos reis e dirigindo a economia dos homens; diante desse gênio tremem os tiranos. Ele é Zacariel, o gênio de Júpiter.

No centro da pálida Lua está o templo de Gabriel, o pescador; ele dirige a vida dos mares e as lágrimas das mulheres. Quereis aprender a fazer-vos invisíveis? Chamai-o noite após noite para que prepare vosso corpo; tende por Gabriel uma devoção diária. Um corpo físico bem preparado é o instrumento mais extraordinário para o exercício da magia prática. Um corpo bem preparado pode fazer-se invisível. Em um corpo bem preparado não entra bala nem punhal.

E que diremos agora do ancião do céu, o Senhor da Lei, o velho Orifiel? Ah! Saturno! Tu és a espada da justiça que nos alcança desde os céus. Em tua mão está a vida e os bens de todos os humanos.

Escutai-me bem, discípulos, escolhei sempre o planeta com que vais trabalhar.

Marte é guerreiro.
Vênus, amoroso.
Mercúrio, sábio.
Saturno, melancólico e determinado.
A Lua, maternal.
O Sol, dirigente.
Júpiter, senhor dos altos personagens.

Nunca entreis em alguma dessas moradas sem primeiro bater na porta.

Os magos negros invadem as mansões do céu. Os magos brancos primeiro batem na porta. O templo-coração é a porta de entrada de toda estrela. Os intrusos entram como ladrão em casa alheia. Os filhos da luz primeiro pedem permissão ao dono da casa para conhecer sua morada.
O templo-coração de uma estrela é a porta de entrada e de saída da estrela. Na casa de meu Pai há muitas moradas.

Como Realizar uma Prática de Alta Magia com os Anjos Planetários


Sentai-vos em uma cômoda poltrona e fechai os vossos olhos.
Apartai da mente todo pensamento terreno e enfocai o pensamento em vosso Mestre Interno, orando assim:

Oração

"Meu Pai, tu que és meu verdadeiro ser, te suplico como todo o meu coração e com toda a minha alma, que penetres no templo-coração da estrela de Vênus para que te prostes aos pés de Uriel e lhe peça o seguinte favor: (suplica-se o favor que se deseja)."

Em seguida o discípulo, saudando mentalmente o guardião da coluna da direita, dará um profundo suspiro e pronunciará a palavra de passe: Jackin. Em continuação, fará o mesmo com o guardião da coluna da esquerda e pronunciará a palavra de passe: Boaz, isto é, primeiro o suspiro profundo, depois se rogará a seu Mestre Interno, dizendo-lhe: "Senhor, dá agora sete passos para o interior do templo para que faças a súplica, meu Pai, meu Senhor, meu Deus...

Feita a súplica, pede-se com todo o coração ao Anjo do planeta que se estiver trabalhando um Coro de Anjos para realizar a obra. (Eles cantando criam).

Se o Anjo concede vossa petição, o coro de Anjos, que são seus filhos e que moram com ele no templo do núcleo planetário, começará a cantar em linguagem sagrada para fazer o trabalho solicitado. Assim é como o Exército da Voz cria por meio do Verbo.

Qualquer observador profano, se observar o céu nesses instantes, poderá ver o planeta brilhando e resplandecendo de maneira intensificada e rara. O observador ficaria simplesmente espantado ao contemplar o original cintilar do planeta trabalhado nesses instantes.

As Hierarquias Divinas concedem o que pedimos quando o Karma permite. Mas, se a súplica não chegar a ser concedida, então o Anjo mostrará o relógio do Destino e, neste caso, não lhe restará outro remédio que inclinar a cabeça diante do veredito da lei. Em seguida, faça a oração do planeta ao qual estiver realizando as práticas de Alta Magia. Por fim, feche os olhos e entre em meditação profunda, com muita concentração e devoção sincera."

Exorcismo da Lua

"Treze mil Raios têm o Sol, Treze mil Raios têm a Lua, Treze mil vezes se arrependam nossos Inimigos Ocultos...

Com infinita humildade e grande amor, em nome do terrível Tetragrammaton, eu vos invoco, Seres Inefáveis.

Em nome de Adonai e por Adonai, Adonai, Eye, Eye, Eye, Kadosh, Kadosh, Kadosh, Achim, Achim, Achim, La, La, La, Forte La... Que resplandeceis sempre gloriosos na montanha do Ser, eu vos rogo por misericórdia que me auxilieis agora. Tende piedade de mim que nada valho, que nada sou.

Adonai, Sabaoth, Amathai, Ya, Ya, Ya, Marinat, Abim, Iehia, Criador de tudo o que é e será.
Vos rogo em nome de todos os Elohim que governam a primeira Legião, sob o comando de Orfamiel, pelos treze mil Raios da Lua e por Gabriel, para que me socorrais agora mesmo. Vinde a nós, por Adonai, o Anjo da Alegria e da Luz. Reconheço que sou tão só um mísero verme do lodo da terra. Ámen..."

Exorcismo de Mercúrio

"Vos rogo, Divinos Elohim, em nome do Sagrado Tetragrammaton e pelos nomes inefáveis de Adonai Elohim, Shadai, Shadai, Shadai, Eye, Eye, Eye, Asamie, Asamie, Asamie; Em nome dos anjos da segunda legião planetária, sob o governo de Rafael, Senhor de Mercúrio, como também pelo santo nome posto sobre a testa de Aarão, ajudai-me, auxiliai-me, concorrei ao meu chamado. Ámen..."

Exorcismo de Vênus

"Vos rogo mui humildemente, divinos Elohim, pelos místicos nomes On, Hey, Heya, Ya, Ye, Adonai, Shadai, acudi ao meu chamado. Vos suplico auxílio em nome do tetragrammaton e pelo sacro poder dos anjos da terceira legião, governados por Uriel, o Regente de Vênus, a estrela da aurora. Vinde, Anael, Vinde, Vinde, reconheço minhas imperfeições, mas vos adoro e vos invoco. OM Seja Amor... OM Seja Amor... OM Seja Amor... Ámen..."

Exorcismo do Sol

"Sou um infeliz mortal que, plenamente convencido de sua nulidade e miséria, se atreve a invocar aos Leões de Fogo e ao Bendito Michael. Pelo tetragrammaton, chamo agora à quarta legião de anjos do Sol, esperando que Miguel se compadeça de mim.

(Traçar no ar, com o dedo indicador da mão direita o signo do Infinito - ou seja, um Oito deitado, antes de vocalizar os seguintes mantras): OM-TAT-SAT-TAM-PAM-PAZ... Ámen..."

Exorcismo de Marte

"Reconheço o que sou, realmente sou um pobre pecador que clama e invoca aos anjos da força, mediante os mantras Yah, Yah, Yah, He, He, He, Va, Hy, Ha, Va, Va, Va, An, An, An, Aie, Aie, Aie, Ecl, Ai, Elohim, Elohim, Tetragrammaton.

Eu vos invoco em nome do Elohim Gibor e pelo Regente do planeta Marte, Samael, concorrei ao meu chamado. Que a quinta legião do planeta Marte me assista em nome do Venerável Anjo Acimoy. Ámen..."

Exorcismo de Júpiter

"Sem orgulho, reconheço que nada valho, que nada sou e que só meu Deus tem o Poder, a Sabedoria e o Amor. Vos suplico, Devas Inefáveis, pelos nomes sagrados Kadosh, Kadosh, Kadosh, Eschereie, Eschereie, Eschereie, Hatim, Hatim, Hatim, Yah, o Confirmador dos Séculos, Cantime, Jaym, Janic, Anie, Caibar, Sabaoth, Betifai, Alnaim, e em nome de Elohim e do Tetragrammaton. Pelo divino Zacariel, que governa o planeta Júpiter e a sexta legião de anjos cósmicos, concorrei ao meu chamado. Vos suplico, seres inefáveis, assisti-me neste trabalho. Vos rogo pelo terrível Tetragrammaton, auxiliai-me aqui e agora. Ámen..."

Exorcismo de Saturno

"Reconhecendo minha tremenda nulidade e miséria interior, com inteira humildade... Cashiel, Machatori, Sarakiel, concorrei ao meu chamado. Vos suplico em nome do Santo e Misterioso Tetragrammaton, vinde até aqui. Escutai-me, por Adonai, Adonai, Adonai, Eye, Eye, Eye, Acim, Acim, Acim, Kadosh, Kadosh, Kadosh, Ima, Ima, Ima, shadai... Yo, Sar, Senhor Orifiel, Regente do planeta Saturno, chefe da sétima legião de anjos inefáveis. Vinde, seres inefáveis de Saturno. Vinde em nome de Orifiel e do poderoso Elohim Cashiel. Vos chamo pedindo auxílio em nome do anjo Booel, pelo astro Saturno e por seus santos selos. Ámen..."

1- Samael Aun Weor, pseudônimo de Victor Manuel Gómez Rodríguez (Girardot, Cundinamarca, 6 de Março de 1917 — Cidade do México, 24 de Dezembro de 1977), foi um escritor, doutrinador e professor colombiano de ocultismo, além de fundador do gnosticismo samaelino. Foi o reformulador dos conhecimentos apresentados pela Gnose escrevendo um novo tratado de ocultismo no qual cita ensinamentos contidos no budismo, hinduísmo, rosacrucianismo e teosofia constituindo a base do gnosticismo samaelino Contemporâneo. Também fundou o Instituto Gnóstico de Antropologia e escreveu mais de setenta livros. Em seu trabalho autobiográfico As Três Montanhas, Samael explana maneiras para assimilar e compreender o ensinamento esotérico e o conhecimento oculto. Ele relata fatos como o porquê de nascermos sem consciência, recapitula a prática da meditação e analisa suas encarnações passadas e o caminho que trilhou.



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