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quinta-feira, 19 de setembro de 2019

São Januário (São Genaro) ☧ 19 de Setembro

♱ São Januário, Rogai Por Nós ♱
São Januário (em italiano Gennaro), é patrono da cidade de Nápoles e foi bispo de Benevento no século III. De acordo com a tradição, Januário chamava-se Prócolo e pertencia à família patrícia dos "Ianuarii", consagrada ao deus Jano.

Foi executado pelos romanos no ano 305, quando se iniciou a última perseguição que sofreu a Igreja antes da paz de Constantino: a do imperador romano, Diocleciano. É considerado santo e mártir tanto para a Igreja Católica como para as Igrejas Ortodoxas. Sua devoção é à Caridade e o dia de sua celebração 19 de Setembro.

Devoção a São Januário

No Brasil é um santo de especial devoção na Mooca, tradicional bairro da colônia italiana na cidade de São Paulo que tem uma igreja em homenagem a ele. Na cidade de Ubá, na zona da mata mineira, também encontramos uma igreja em sua honra e, anualmente, o Santo recebe uma festa em sua homenagem: a Festa de San Gennaro, que é feita de setembro a outubro, sendo uma das festas religiosas mais tradicionais da cidade de São Paulo.

São Januário também é o santo padroeiro do Clube Atlético Juventus, tradicional clube do Futebol Paulista fundado por imigrantes italianos que trabalhavam no Cotonifício Crespi, e viviam no bairro da Mooca.

No Rio de Janeiro o santo dá nome ao estádio do Club de Regatas Vasco da Gama, o Estádio de São Januário. O nome São Januário se popularizou devido à rua homônima que fica próxima ao estádio. São Januário também é padroeiro da cidade de Ubá, em Minas Gerais, onde é feriado em 19 de setembro, dia do santo.

Tesouro de São Januário

A riqueza oferecida durante séculos pelos devotos do santo, patrono de Nápoles, é de um valor incalculável. O tesouro é considerado a maior coleção de pedras preciosas do mundo e suplanta largamente outras coleções de referência, as joias do Czar da Rússia e da Coroa Britânica.

A coleção foi enriquecida ao longo dos anos pelas ofertas feitas por papas, reis, imperadores (Napoleão Bonaparte foi um deles), aristocratas europeus e ricas famílias napolitanas.

Milagre do Sangue de São Januário

A liquefação do sangue preservado num relicário no tesouro é festejada no dia 19 de setembro, 16 de dezembro e no sábado anterior ao primeiro domingo de maio.

A falta do milagre sempre esteve ligada a momentos nefastos da história da cidade: em setembro de 1939 e 1940, datas do início da 2ª Guerra Mundial e da entrada da Itália na guerra; em setembro de 1943, durante o início da ocupação nazista; em 1973, quando Nápoles foi atingida por uma epidemia de cólera; e, em 1980, por fim, ano em que se deu um terremoto de alta magnitude em Irpínia. Pode se dizer que o sangue liquefeito também tem o poder de proteger Napoli e cercanias do poder do Vesúvio.

Em dezembro de 2016, a liquefação não aconteceu. Às 19h15min do dia 16 de dezembro de 2016, a ampola foi recolocada no relicário que a custodia, e a Capela do Tesouro de São Januário, na Catedral de Nápoles, foi fechada. Nos anos seguintes o milagre da liquefação do sangue de São Januário tem se repetido normalmente, inclusive na data da publicação desta postagem (vide vídeo abaixo).

Oração de São Januário

"Deus, nosso Pai, São Januário derramou o seu sangue pelo nome de Jesus. Animados pelo seu testemunho, vivamos hoje atentos aos sinais de vossas maravilhas no mundo e em nossos corações. 

Cheios de alegria, rendamos graças a vós, Deus santo, vivo e verdadeiro. É por vosso amor que existimos, nos movemos e somos. Sois na verdade um Pai zeloso, e o vosso desejo é que sejamos felizes, vivamos em paz e concórdia, repudiemos o ódio, a vingança e a guerra. ✝︎

Amém!"

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Fonte: Com informações de domínio público disponíveis na Wikipédia e secular Oração a San Gennaro.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Santos católicos do mês de Novembro

Homenagem a todos os Santos, sejam eles populares ou anônimos, conhecidos ou não. Rogai por nós!


1. Dia de Todos os Santos

Neste dia é celebrada a Igreja Triunfante, constituída por todos os bem-aventurados que salvaram sua alma e estão no Paraíso, na posse da visão beatífica de Deus. 

Os inumeráveis heróis anônimos, na sua imensa maioria esquecidos pelos demais homens e pela História, que ao longo dos tempos foram passando desta vida para a Eternidade em estado de graça, e pelos méritos da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo foram sendo admitidos no Paraíso. 

Todos esses, embora esquecidos na Terra, são santos e são honrados pela Igreja neste dia.

2. Dia dos Mortos † Fiéis Defuntos †

Depois de ter celebrado, no dia 1° deste mês, seus filhos admitidos à Glória eterna, a Igreja, mãe compassiva e misericordiosa, recorda hoje aqueles que já salvaram suas almas mas ainda não puderam entrar no Paraíso, por estarem se purificando no Purgatório. Ela incentiva os fiéis a rezarem por essas almas padecentes e abre com liberalidade, em benefício delas, os tesouros de suas indulgências. Este dia também é conhecido por Dia de Finados.

☞ Veja também: Finados :: 2 de Novembro :: Dia de Orações Pelos que Partiram e Oração por todos os fiéis defuntos

3. São Martinho de Lima (+ Lima, 1639)

São Martinho de Lima (ou de Porres), era filho natural de um nobre espanhol e de uma panamenha de origem africana, ingressou aos 15 anos como oblato de um convento dominicano de Lima, no qual mais tarde professou como irmão leigo. Exerceu habitualmente os mais humildes serviços com despretensão e amor de Deus. 

Encarregado da enfermaria, possuía um verdadeiro dom para tratar os doentes, curando-os não apenas fisicamente mas também às suas almas fazendo bem. Tinha grande espírito de oração e penitência, praticava jejuns severos e se flagelava diariamente. Recebeu graças místicas extraordinárias, e eram tão freqüentes os milagres que fazia que certa ocasião seu superior até o proibiu de os fazer, por achar que eles estavam atrapalhando a calma do convento. O Santo humildemente obedeceu. 

Algum tempo depois, ele caminhava pelas ruas de Lima quando viu um pedreiro cair de um andaime alto. Lembrando-se de que não podia fazer milagres, gritou ao pobre homem: "Espere aí que já volto!" E foi correndo ao superior, pedir licença para fazer o milagre de salvar o homem. O superior, atônito, consentiu, e São Martinho retornou ao local do acidente, e fez com que o homem pousasse suavemente no chão. Durante todo esse tempo ele ficara milagrosamente suspenso no ar, sem cair...

4. São Carlos Borromeu (+ Milão, 1584)

De uma nobre família italiana, foi feito cardeal e arcebispo de Milão por seu tio, o Papa Pio IV. Sentindo-se atraído pela vida contemplativa, pensou em renunciar à arquidiocese. Mas seu amigo o Venerável D. Frei Bartolomeu dos Mártires, arcebispo de Braga, o dissuadiu dessa idéia, convencendo-o de que, naquele século em que o alto Clero tantas vezes dava mau exemplo, seria melhor que ele, altamente colocado na escala social e ademais sobrinho de um Papa, desse o bom exemplo de vida santa como arcebispo. Foi o que fez São Carlos Borromeu, modelo perfeito de pastor de almas zeloso, que aplicou em Milão as reformas ordenadas pelo Concílio de Trento. Faleceu com 46 anos.

5. São Zacarias e Santa Isabel (+ Palestina, séc. I)

Pais de São João Batista, o Precursor do Messias. A Sagrada Escritura lhes faz em breves e concisas palavras um dos mais altos elogios que podem ser feitos de alguém: "ambos eram justos diante de Deus, e de modo irrepreensível seguiam todos os mandamentos e preceitos do Senhor" (São Lucas 1,6).

6. Beato Nuno Álvares Pereira (+ Lisboa, 1431)

Condestável do Reino de Portugal, venceu brilhantemente os castelhanos nas batalhas de Atoleiros, Aljubarrota e Valverde, assegurando assim à nação lusa a independência e a fidelidade ao verdadeiro Papa. Rico e poderoso, tinha o senhorio de aproximadamente um terço do território português, mas a tudo renunciou por amor de Deus, ingressando como irmão leigo no Mosteiro do Carmo de Lisboa, que ele mesmo edificara, e adotando o nome religioso de Frei Nuno de Santa Maria. 

Sua espada sempre invicta, que tinha gravada na lâmina o santo nome de Maria, foi depositada no altar, nas mãos do Profeta Elias, fundador da Ordem carmelita. Uma filha do Santo Condestável casou com D. Afonso, filho do rei D. João I de Portugal. Desse casal procede a Sereníssima Casa de Bragança, que reinou em Portugal até 1889 e no Brasil até 1889.

7. Beato Francisco Palau (+ Tarragona, Espanha, 1872)

A personalidade extraordinária do carmelita Francisco Palau, com seu zelo ardente e combativo pela causa de Deus e da Igreja, faz lembrar a do profeta Elias, patriarca da família carmelitana. Nascido em Aytona, na Catalunha, Francisco Palau professou solenemente, aos 21 anos de idade, no convento carmelita de Barcelona. 

Ordenado sacerdote, apoiou com suas pregações os carlistas, então em guerra civil contra os monárquicos liberais. Possuía um particular discernimento do papel desempenhado pelo demônio no mundo, e empenhou-se para que a Igreja ampliasse o uso do exorcismo como arma espiritual adequada às necessidades dos fiéis. Em conseqüência de suas opiniões religiosas e políticas, foi perseguido e exilado. Fundou duas congregações religiosas femininas - a das Carmelitas Missionárias e a das Carmelitas Missionárias Teresianas - e duas masculinas, que vieram a se extinguir: a dos Irmãos Carmelitas do Ensino e a dos Irmãos Carmelitas Terciários. 

Em 1868, em meio a uma tempestade anticristã e anticlerical, deu início à publicação de "El Ermitaño", semanário religioso, político e literário. Nesse órgão divulgava, acerca do futuro da Igreja e das várias nações européias, análises e previsões de impressionante agudez de espírito. Foi beatificado em 1988.

8. Cinco Santos Escultores (+ Panônia, 306)

Na Panônia, atual Hungria, cinco escultores cristãos foram decapitados porque se recusaram a esculpir estátuas de ídolos. Seus corpos foram lançados ao rio Danúbio.

9. São Teodoro (+ Ásia Menor, séc. III)

Era militar e foi decapitado por ter confessado corajosamente a fé cristã. Seu túmulo, em Achaita, atual Turquia, foi grande foco de peregrinações. Juntamente com São Jorge e São Demétrio constitui uma tríade de Santos militares orientais.

10. São Leão Magno  (+ Roma, 461)

Foi Papa durante 21 anos, num período agitado e difícil. Combateu as heresias do eutiquianismo e do donatismo e enfrentou sozinho Átila, rei dos Hunos, que não invadiu a Cidade Eterna porque ficou impressionado pela extraordinária força moral do Pontífice. Durante o IV Concílio de Calcedônia, de que participavam 500 bispos, encerrou as discussões definindo, por escrito, a verdadeira doutrina católica sobre a dualidade de naturezas na unidade de Pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Esclarecidos pelo Papa infalível, os bispos reunidos no Concílio aclamaram essa decisão: "Essa a fé dos Apóstolos! Foi Pedro que falou pela boca de Leão!"


11. São Martinho de Tours (+ Candes, França, 397)

Era filho de um oficial romano que servia na Panônia, atual Hungria. Foi ele próprio militar. Dois anos depois de se ter convertido à fé católica e batizado na Gália, deixou o exército e passou a levar vida solitária, sob a orientação espiritual de Santo Hilário de Poitiers. Eleito mais tarde bispo de Tours, exerceu de modo admirável suas funções de pastor. 

É considerado o iniciador da vida monástica na Gália. Fundou, perto de Tours, o Mosteiro de Marmoutier, que se tornaria centro de grande expansão missionária e civilizadora. De Marmoutier saiu São Patrício, que evangelizou a Irlanda. A devoção a São Martinho é tão intensa na França que nada menos que 3600 igrejas e 480 povoados daquele país o tomaram como patrono.

Clique aqui e saiba mais sobre o glorioso São Martinho de Tours 

No dia 11 de novembro também é homenageado São Menas (285/c.309) - também chamado de São Minas, Mina, Mena ou Mennas -, taumaturgo e mártir, foi um dos mais famosos santos egípcios, tanto no oriente quanto no ocidente, principalmente por conta dos milagres que são atribuídos à sua intercessão e às suas preces. Clique aqui, saiba mais sobre São Menas e faça sua oração...

12. São Josafá Kuncewycz (+ Vitebsk, Rússia, 1623)

Em 1595, um numeroso grupo de orientais membros da religião cismática russa se converteu à Igreja Católica Apostólica Romana. Esses católicos, que aderiram ao Papado e à verdadeira Igreja, conservaram a liturgia oriental de São João Crisóstomo e foram chamados Uniatas. São Josafá foi um deles. Monge basiliano e depois arcebispo de Polotsk, era entusiasta do Papado e da aproximação com Roma, incorrendo por isso no desagrado de cismáticos que o consideravam renegado e mau patriota. "Vereis que ainda me vão matar", previu muitas vezes. E assim de fato aconteceu em 1623, quando foi cruelmente ferido e lançado a um rio. Contava então 43 anos de idade.

13. Santo Estanislau Kostka (+ Roma, 1567)

Pertencia a uma das mais nobres e ricas famílias da Polônia e estudava em Viena, em companhia de um irmão mais velho. Convidado a ingressar na Companhia de Jesus pela própria Santíssima Virgem, encontrou grandes dificuldades para atender ao chamado. Seu pai, embora católico, opôs-se inabalavelmente à vocação religiosa de Estanislau. 

Em Viena, o provincial da Companhia se dispôs a admiti-lo... desde que ele fosse autorizado pelo pai, pois era menor de idade. Conhecendo a obstinação paterna, Estanislau compreendeu que nunca obteria sua autorização. Aconselhou-se então com o Pe. Francisco Antônio, jesuíta português que era confessor da imperatriz, e fez um voto heróico: o de peregrinar pela Terra inteira, se necessário fosse, até encontrar uma casa da Companhia de Jesus que o quisesse aceitar sem a licença do pai. 

Fugiu ocultamente de Viena e caminhou a pé 700 km, despistando o irmão que o perseguia, à procura de São Pedro Canísio, superior dos jesuítas da Alemanha. Este o acolheu com bondade e o encaminhou a Roma, com uma carta de recomendação a São Francisco de Borja. Mais 800 km Estanislau caminhou a pé, até a Cidade Eterna. Lá, teve a alegria de ser aceito como noviço da Companhia, mas permaneceu nessa condição somente 9 meses, pois morreu, como desejava, na festa da Assunção de Nossa Senhora do ano de 1567. Não chegou a completar 17 anos de idade.

14. São Serapião (+ Alexandria, séc. III)

Foi martirizado no Egito, durante a perseguição do imperador Décio. O historiador Eusébio de Cesaréia registra seu martírio, com as seguintes palavras: "Preso Serapião em sua casa, foram-lhe infligidas cruéis torturas. Desfizeram-lhe todas as juntas dos membros e o precipitaram do andar de cima da casa, de cabeça para baixo".

15. Santo Alberto Magno (+Colônia, Alemanha, 1280)

Foi sem dúvida um dos maiores sábios de todos os tempos. Não apenas dominava como Mestre a Filosofia e a Teologia (matérias em que teve como discípulo a São Tomás de Aquino) mas estendia seu saber às ciências naturais. Foi físico e químico, estudou astronomia, meteorologia, mineralogia, zoologia, botânica, escreveu livros sobre tecelagem, navegação, agricultura. Tão assombroso acúmulo de ciência não o impediu de ser um dominicano, piedoso e observante. Nomeado bispo de Regensburg, mostrou-se pastor zeloso e exemplar, mas logo que pôde pediu e obteve dispensa das funções episcopais e retornou a sua cela de monge humilde e sábio. Foi chamado "o Doutor Universal".

16. Santa Gertrudes, a Grande (+ Helfta, Alemanha, 1302)

Entrou com 5 anos de idade no Mosteiro de Helfta, na Saxônia, lá recebendo, sob a orientação de Santa Mectildes, ótima formação cultural e religiosa. Foi uma das maiores místicas da Idade Média. Teve, aos 25 anos de idade, a primeira das visões que, conforme o seu próprio depoimento, transformaram sua vida. Propagou a celebração litúrgica do Sagrado Coração de Jesus.

17. Santa Isabel da Hungria (+Turíngia, Alemanha, 1231)

Era filha de André II, rei da Hungria, e foi casada com o piedoso duque Luís IV, soberano da Turíngia. Tinha 20 anos e era mãe de três filhos pequenos quando ficou viúva; o marido, que havia partido em Cruzada, morreu quando estava a caminho da Terra Santa. Hostilizada cruelmente pela família do marido, foi abandonada com os filhos na mais negra miséria. 

Sofreu com admirável paciência toda espécie de humilhações, pois até mendigos que ela outrora socorrera tinham agora a baixeza e a ingratidão de a insultarem, porque sabiam que não se encontrava nas boas graças da Corte. Ofereceu-se para ajudar num hospital de leprosos e ali praticou atos de caridade heróica. 

Quando os cruzados que haviam acompanhado seu marido retornaram à Alemanha, ficaram indignados com o tratamento inqualificável de que estava sendo objeto aquela que, até pouco antes, fora soberana do país, e conseguiram reconduzi-la à Corte, onde faleceu pouco depois, aos 24 anos.

18. São Romão - ou Romano (+ Antioquia, 303)

Era diácono e sofreu o martírio por ter incentivado os cristãos perseguidos a permanecerem firmes e constantes em sua fé. Foi aprisionado e morreu estrangulado.

19. Santos Roque González Afonso Rodríguez e João del Castillo (+ Rio Grande do Sul, 1628)

Estes três sacerdotes jesuítas de origem espanhola foram martirizados por índios selvagens, atiçados pelos seus pajés, em território que então pertencia à Coroa espanhola e hoje integram o Estado do Rio Grande do Sul. Os dois primeiros foram chacinados na redução de Caaró e o terceiro o foi poucos dias depois, em localidade não muito distante. 

Segundo depuseram 53 testemunhas, do coração do Padre Roque González, arrancado de seu peito pelos índios enfurecidos, saía uma voz que dizia: "Matastes a quem tanto vos amava e queria. Matastes, porém, só o meu corpo, porque minha alma está no Céu!" Os índios, ouvindo aquela voz, irritados atravessaram o coração com uma flecha e o lançaram ao fogo, mas as chamas milagrosamente o preservaram. Esse coração, ainda hoje intacto, é venerado como relíquia preciosa em Assunção.


20. São Félix de Valois (+ Cerfroid, França, 1212)

Era príncipe da Casa real francesa. Vivia como ermitão numa floresta quando São João da Mata o convidou para, juntos, fundarem uma ordem religiosa que se destinasse a libertar cristãos prisioneiros dos maometanos. Foi assim que nasceu a Ordem da Santíssima Trindade para a Libertação dos Cativos.

21. São Gelásio (+ Roma, 496)

Segundo o testemunho de Dionísio, o Menor, reportado pelo Martirológio Romano-Monástico, "procurou mais servir do que exercer a sua autoridade, associou a castidade aos méritos da doutrina, e morreu pobre, após ter enriquecido os indigentes".

22. Santa Cecília (+ Roma, séc. III)

Era nobre e cristã, e tinha feito voto de virgindade, quando seu pai a casou com Valeriano. De acordo com os costumes do tempo, não era necessário o consentimento da noiva para o casamento, e o pai de Cecília a casou sem tê-la antes consultado. Ela declarou ao marido sua condição de cristã e de virgem consagrada a Deus, e conseguiu convertê-lo, assim como ao cunhado, de nome Tibúrcio, sofrendo os três glorioso martírio por amor a Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Santa Cecília, cujo corpo foi reencontrado no século IX, é invocada como padroeira da música e do canto, porque de acordo com antiga tradição ela cantou, para Valeriano, a beleza da castidade, e o fez de modo tão eficaz que ele se determinou a respeitar na esposa o voto que ela fizera. 

Santa Cecília foi das santas mais veneradas desde tempos imemoriais, e teve seu nome incluído no Cânon da Missa. Ela tem a glória de se ter assemelhado a Maria Santíssima num ponto: ambas foram casadas e permaneceram virgens.

23. São Clemente I (+ Roma, 97)

Foi o terceiro sucessor de São Pedro. Escreveu uma famosa carta aos católicos de Corinto, restabelecendo com sua autoridade a paz ameaçada internamente naquela diocese. Trata-se de um documento de grande importância apologética, porque demonstra que, já naqueles tempos, se entendia que o Papa possuía uma verdadeira e efetiva autoridade sobre os demais bispos e as suas dioceses, e não apenas uma posição honorífica de precedência. Segundo a tradição, São Clemente sofreu o martírio na Criméia, para onde fora exilado e condenado a trabalhos forçados pelo imperador Domiciano.

24. Santo André Dung-Lac e Companheiros (+ Vietnã, séc. XVI)

De acordo com o Martirológio Romano-Monástico, André Dung-Lac e Companheiros, eram cristãos convertidos no século XVI pelos missionários dominicanos que começaram a difundir o Evangelho no Vietnã, e foram martirizados porque acusados de estarem introduzindo no país uma religião estranha. O Papa João Paulo II os canonizou em 1988.

25. Santa Catarina de Alexandria (+ Egito, 305)

É sem dúvida uma das santas mais populares da História da Igreja, universalmente venerada. De acordo com um relato muito antigo de sua vida, era uma jovem de grande beleza e tinha recebido de Deus o dom da sabedoria. 

Conduzida diante do imperador por ser cristã, censurou-o corajosamente por perseguir a Religião verdadeira, fez a apologia do Cristianismo e demonstrou a falsidade dos cultos idolátricos. Não conseguindo discutir com ela, o imperador convocou os cinqüenta filósofos mais cultos do Egito para que refutassem os argumentos da jovem, mas eles também não o conseguiram e, ao final do debate se declararam cristãos. O imperador, encolerizado, condenou à morte os cinqüenta sábios e sua mestra, a qual teve o corpo dilacerado por rodas com lâminas cortantes.

26. São Leonardo de P. Maurício (+ Roma, 1751)

São Leonardo de Porto Maurício foi nascido na Ligúria, ingressou na Ordem franciscana e foi pregador popular de grande sucesso, em várias regiões da Itália. Pregava sobre a Paixão de Nosso Senhor com um fervor tal que comovia todos os corações, por mais endurecidos que estivessem. 

Foi grande propagador da devoção ao Sagrado Coração de Jesus e incentivou a prática do exercício da Via Sacra. Profetizou, numa carta escrita pouco antes de morrer, a proclamação do dogma da Imaculada Conceição, da qual era defensor apaixonado e intransigente. Quando morreu, tal era a fama de sua virtude que o próprio Papa foi ajoelhar-se diante de seu corpo.

27. Santa Catarina Labouré (+ Paris, 1876)

Em 1830, Nossa Senhora apareceu, em Paris, a Santa Catarina Labouré, então jovem religiosa, e lhe ensinou a devoção da Medalha Milagrosa. "Fazei cunhar uma medalha com este modelo. Todas as pessoas que a usarem receberão grandes graças, trazendo-a ao pescoço. As graças serão abundantes para as pessoas que a usarem com confiança" - prometeu a Santíssima Virgem. A promessa efetivamente se cumpriu. 

Em março de 1832, quando iam ser confeccionadas as primeiras medalhas, uma terrível epidemia de cólera, proveniente da Europa oriental, atingiu Paris. Mais de 18 mil pessoas morreram em poucas semanas. Num único dia, chegou a haver 861 mortes. No fim de junho, as primeiras medalhas ficaram prontas e começaram a ser distribuídas entre os flagelados. Na mesma hora refluiu a peste e tiveram início, em série, os prodígios que em poucos anos tornariam a Medalha Milagrosa mundialmente célebre. 

Em 1876, ano da morte de Santa Catarina Labouré, mais de um bilhão de Medalhas Milagrosas já espalhavam graças pelo mundo. Em 1894, a Santa Igreja instituiu a festa litúrgica de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, a ser celebrada neste mesmo dia 27 de novembro.

28. São Tiago da Marca (+ Nápoles, 1476)

Franciscano, tinha vida austeríssima, fazendo continuamente jejuns e penitências. Pediu a Nossa Senhora de Loreto a graça de pregar eficazmente as verdades eternas. A oração foi atendida e, desde então, sua palavra obteve verdadeiros prodígios, conseguindo conversões que pareciam de todo impossíveis. 

Acompanhou São João de Capistrano na pregação da Cruzada contra os turcos e foi um dos artífices da gloriosa vitória de Belgrado, em 1456. Depois de ter feito maravilhas nas regiões da Alemanha, dispunha-se a ir pregar aos próprios turcos, na esperança de receber assim a palma do martírio, mas o Papa Calixto III o chamou a Roma, confiando-lhe o cargo de inquisidor-mor. Desempenhou com dedicação esse cargo e teve a alegria de conseguir converter grande número de hereges, mas, como não podia deixar de ser, atraiu sobre si ódios e perseguições. Morreu com 90 anos, em Nápoles.

29. São Saturnino (+ França, séc. III)

Foi um dos sete bispos enviados por Roma para a evangelização das Gálias, onde fundou a diocese de Toulouse. Segundo um relato do século V, incorreu na ira dos sacerdotes de Júpiter, porque sua simples presença tornava mudo o ídolo ao qual eles costumavam sacrificar um touro. Certo dia, os devotos de Júpiter prenderam São Saturnino e exigiram que fosse ele próprio sacrificar o touro. Diante da recusa do Santo, que ademais desafiou Júpiter a fulminá-lo com um raio se fosse capaz disso, os pagãos o condenaram a ser arrastado até à morte pelo mesmo touro. Por uma piedosa lembrança, os toureiros o têm, na Espanha, como seu protetor especial.

30. Santo André (+ séc. I)

Foi um dos primeiros discípulos de Nosso Senhor. Era irmão de São Pedro, que apresentou ao Mestre. Segundo antiga tradição, pregou na região dos Bálcãs e sofreu o martírio sendo crucificado numa cruz em forma de X (conhecida heraldicamente como Cruz de Santo André).

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Orações a São Vicente de Paulo

Para pedir o auxílio fraterno de São Vicente de Paulo:  "Glorioso São Vicente, celeste padroeiro de todas as associações de caridade e pai de todos os infelizes que, enquanto vivestes sobre a terra, nunca faltastes àqueles que se valeram de vossa proteção; vede a multidão de males de que estamos oprimidos e correi em nosso auxílio; alcançai do Senhor socorro para os pobres, auxilio aos enfermos, consolação aos aflitos, proteção aos desamparados, conversão aos pecadores, zelo aos sacerdotes, paz à Igreja, tranqüilidade aos povos e a todos Salvação.  Sim, que todos experimentem os efeitos de vossa benéfica intercessão, e que, socorridos assim por vós nas misérias desta vida, possamos reunir-nos convosco lá no céu, onde não haverá mais tristeza, nem lágrimas, nem dor, mas uma alegria, uma bem-aventurança eterna.   Amém!"
S. Vicente de Paulo e o Sagrado Coração de Jesus
São Vicente de Paulo ✝︎ Rogai Por Nós

Protetor das Associações de Caridade e dos Pobres

Festa: 27 de Setembro

Vicente de Paulo, nascido Vincent de Paul ou Vincent Depaul, (24/04/1581 — 27/09/1660) foi um sacerdote católico francês, canonizado, ou seja, declarado santo pelo Papa Clemente XII no ano de 1737. Exemplo de fé, humildade, caridade e amor ao próximo, ele foi um dos grandes protagonistas da Reforma Católica na França do século XVII.

São Vicente de Paulo nasceu em uma terça-feira de Páscoa, em 24 de abril de 1581, na aldeia Pouy, sul da França. Como era então frequente, Vicente foi batizado no mesmo dia de seu nascimento. Era o terceiro filho do casal João de Paulo (Jean de Paul) e Bertranda de Moras (Bertrande de Moras), camponeses profundamente católicos. Seus seis filhos receberam o ensino religioso em casa através de Bertranda.

Desde cedo destacou-se pela notável inteligência e devoção. Fez seus primeiros estudos em Dax, onde, após 4 anos, tornou-se professor. Isto lhe permitiu concluir os estudos de teologia na Universidade de Toulouse. Foi ordenado sacerdote, aos dezenove anos, em 23 de setembro de 1600.

Obra

Vicente fundou a Confraria do Rosário e todos os dias visitava os doentes. Atendendo a um pedido de padre Berulle, partiu e foi ser o preceptor dos filhos do general das galés e residir no Palácio dos Gondi. Sua piedade heróica conferiu-lhe o cargo de Capelão Geral e Real da França. Vendo o abandono espiritual dos camponeses, fundou a Congregação da Missão, que são os Padres Lazaristas, para evangelização do "pobre povo do interior". A Congregação da Missão demorou de 1625 até 12 de janeiro de 1633 para receber a Bula do Papa Urbano VIII, reconhecendo-a.

Inspirado por seu amor a Deus e aos pobres, Vicente de Paulo foi o criador de muitas obras de amor e caridade. Sua vida é uma história de doação aos irmãos pobres e de amor a Deus. Existem diversas biografias suas, mas sabemos que nenhuma delas conseguirá descrever com total fidelidade o amor que tinha por seu irmãos necessitados. 


Legado

Muitos acham que a maior virtude de São Vicente é a caridade, mas sua humildade suplantava essa virtude. Sempre buscava o bem da Igreja. São Vicente de Paulo foi um pai dos Pobres e um reformador do clero. 

Basta dizer que a Associação dos Filhos de Maria, hoje Juventude Mariana Vicentina, criada a pedido da Virgem Maria que apareceu a Santa Catarina Labouré na noite de 18 de julho de 1830, e as Conferências Vicentinas, fundadas por Antônio Frederico Ozanam e seus companheiros, em 23 de abril de 1833, foram inspiradas por ele. Espalhadas no mundo inteiro, vivem permanentemente de seus exemplos e ensinamentos.

Segundo São Francisco de Sales, Vicente de Paulo era o "padre mais santo do século". Faleceu em 27 de setembro de 1660 e foi sepultado na capela-mãe da Igreja de São Lázaro, em Paris. Foi canonizado pelo Papa Clemente XII em 16 de junho de 1737. Em 12 de maio de 1885 é declarado patrono de todas as obras de caridade da Igreja Católica, por Leão XIII.


Oração a São Vicente de Paulo

"Ó glorioso São Vicente, patrono de toda caridade, pai daqueles que estão na miséria e que, enquanto na Terra, jamais deixou de amparar a todos que a Vós recorreram, considerai os males que estão nos oprimindo e vinde em nosso socorro. 

Obtende junto do Senhor ajuda aos pobres, alívio para os enfermos, consolo para os aflitos, proteção para os abandonados, espírito de generosidade para os ricos, a graça da conversão para os pecadores, entusiasmo para os padres, paz para a Igreja, tranqüilidade e ordem para as nações e salvação para todos. 

Permiti-nos comprovar os efeitos da vossa misericordiosa intercessão e assim sermos ajudados nas misérias da vida.

Possamos nós estar unidos com o Senhor no paraíso, onde não existe mais dor, choro ou tristeza, mas alegria, contentamento e duradoura felicidade. 

Amém!"

Oração para aliviar a pobreza

"São Vicente, que tanto vos compadecestes dos pobres, eu vos peço, olhai para mim ! Sou pobre. Estou passando necessidade.

O dinheiro é curto e nunca chega para comprar tudo o que necessito. Precisaria comprar mais comida, mais roupa, trocar meus sapatos velhos, falta roupa de cama, seria necessário comprar algumas telhas para tirar as goteiras da casa e algumas mata-juntas para fechar as frestas por onde passa o vento frio do inverno. Tomo chá, porque não posso comprar remédio.

São Vicente! Sou pobre, mas tenho fé! Há gente mais pobre do que eu: são aqueles que não têm fé; porque esses têm a alma vazia.

São Vicente, conservai minha riqueza, que é a fé; mas eu vos peço, aliviai também a minha pobreza. Ajudai-me a adquirir ao menos o necessário para me alimentar bem, para me vestir honestamente e comprar os remédios que me conservam a saúde e as forças necessárias para fazer bem os meus trabalhos e cumprir as minhas obrigações e assim poder ser útil à minha família e a todos os que precisarem de minha ajuda.

Assim seja!"

Para pedir o auxílio fraterno de São Vicente de Paulo

"Glorioso São Vicente, celeste padroeiro de todas as associações de caridade e pai de todos os infelizes que, enquanto vivestes sobre a terra, nunca faltastes àqueles que se valeram de vossa proteção; vede a multidão de males de que estamos oprimidos e correi em nosso auxílio; alcançai do Senhor socorro para os pobres, auxilio aos enfermos, consolação aos aflitos, proteção aos desamparados, conversão aos pecadores, zelo aos sacerdotes, paz à Igreja, tranqüilidade aos povos e a todos Salvação.

Sim, que todos experimentem os efeitos de vossa benéfica intercessão, e que, socorridos assim por vós nas misérias desta vida, possamos reunir-nos convosco lá no céu, onde não haverá mais tristeza, nem lágrimas, nem dor, mas uma alegria, uma bem-aventurança eterna. 

Amém!"


Pedido de inspiração à prática da caridade

"Ó São Vicente de Paulo, que olhastes fraternalmente para os pobres e miseráveis, e formastes mulheres e homens para o trabalho da evangelização dos pobres e da promoção humana, inspira-nos, pela vossa intercessão ao nosso Deus, em nossa ação missionária dentro da presente realidade.

Faz com que vejamos a miséria humana em que vivem milhões de irmãs e irmãos nossos. Desperta em nossa vida o senso de paz e de justiça num mundo de tantas desigualdades sociais. 

Ensina-nos a humildade e a mansidão quando procuramos a grandeza e a fama a custa da exploração de nossos irmãos. Fortalece nossas ações em favor das crianças abandonadas, dos jovens desnorteados, dos idosos solitários, dos desempregados, dos sem terra e sem teto, dos que sofrem por causa do nosso egoísmo, da multidão dos marginalizados e excluídos que passam fome e que não têm nem voz e nem vez em nossa sociedade. 

Ajuda-nos a seguir Jesus Cristo “evangelizador dos pobres” e a deixarmos “Deus por Deus” quando servimos efetivamente nossos irmãos. 

Amém!"

Socorro dos pobres e libertação dos encarcerados

"São Vicente de Paulo, vós que dedicastes a vida inteira aos pobres e encarcerados, lá do céu, dirigi o vosso olhar caridoso para os pobres e auxiliai-os em suas necessidades.

Socorrei os encarcerados, privados de sua liberdade. Aliviai os seus sofrimentos, abreviai a sua pena. Não permitais que o desânimo entre em seu coração. Infundi-lhes pensamentos positivos. Abrandai-lhes os sentimentos de ódio, rancor e vingança. Ajudai-os a perdoar aqueles que Ihes fizeram algum mal. Esclarecei os seus advogados, as testemunhas e o próprio réu a fim de que encontrem argumentos e motivos suficientes para apressar o dia de sua liberdade.

Ó São Vicente! Abri as portas das cadeias!

Libertai os apenados e depois acompanhai-os na liberdade, com vossa graça; orientai-os na prática do bem; iluminai o seu caminho para que nunca mais retornem á cadeia!

São Vicente, ajudai os pobres e libertai os apenados!

Amém!"
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Fonte: com informações de Wikipédia e orações católicas tradicionais  - Imagem: anastpaul.wordpress.com

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Oração a São Bartolomeu




"Aqui está um verdadeiro Israelita, em quem não há fingimento" (Jo 1, 47)

São Bartolomeu Apóstolo foi um dos 12 apóstolos de Jesus Cristo. Seu nome vem do aramaico, com uma referência patronímica: Bar Talmay - filho de Talmay, ou ainda Bar Ptolomeu - Filho de Ptolomeu. Segundo a tradição, ele é o Natanael de que falam outras passagens bíblicas, e isso fica evidente através da comparação entre os quatro Evangelhos. Natanael significa "Deus deu" - o significado desse nome fica claro levando-se em conta que ele vinha de Caná, onde deve ter testemunhado a ação de Jesus nas Bodas de Caná (Jo 2, 1-11).

João (1,45-49) assim narra o encontro entre Jesus e Natanael: 
"45. Filipe achou Natanael, e disse-lhe: Achamos aquele de quem Moisés escreveu na lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José. 46. Disse-lhe Natanael: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? Disse-lhe Filipe: Vem, e vê. 47. Jesus viu Natanael vir ter com ele, e disse dele: Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há fingimento. 48. Disse-lhe Natanael: De onde me conheces tu? Jesus respondeu, e disse-lhe: Antes que Filipe te chamasse, te vi eu, estando tu debaixo da figueira. 49. Natanael respondeu, e disse-lhe: Rabi, tu és o Filho de Deus; tu és o Rei de Israel."
Evangelho de Bartolomeu

O Evangelho de Bartolomeu é uma obra perdida entre os apócrifos do Novo Testamento, mencionado em diversas fontes nos primeiros anos do cristianismo. É possível que ele seja o mesmo texto chamado de Questões de Bartolomeu ou a Ressurreição de Cristo ou mesmo um terceiro distinto de ambos.

Inicialmente, o texto descreve como Jesus desceu até o inferno em palavras dele mesmo, logo pulando para uma discussão sobre a imaculada conceição, quando Maria chega entre os apóstolos. Em seguida, eles pedem para ver o inferno e os anjos enrolam a terra para permitir, retornando-a assim que eles puderam ter um lampejo do inferno.

Finalmente, Bartolomeu pede para ver Satã e seis mil anjos trazem Belial (Satanás) acorrentado das profundezas do inferno, o que faz os apóstolos caírem como se estivessem mortos. Mas Jesus imediatamente os põem de pés e enchendo-os de ânimo dá a Bartolomeu o controle sobre Satã. O apóstolo pergunta a Satã como ele se afastou de Deus e como faz para enganar os homens. Logo é revelado que até nos sonhos o inimigo dos homens pode lançar setas para estes pequem enquanto dormem, também fala da hierarquia dos anjos.

Bartolomeu, o Santo

São Bartolomeu levou o cristianismo até na Índia e morreu por esfolamento em Albanópolis, atual Derbent, na província russa de Daguestão junto ao Cáucaso, a mando do governador, em 24 de agosto de 51 d.C, surgindo, a partir da data de sua morte, a escolha para prestar homenagem ao santo. 

Na Capela Sistina na cidade do Vaticano, ele é pintado segurando a própria pele na mão esquerda e na outra o instrumento de seu suplício, um alfange. Segundo a Igreja Católica, mais tarde suas relíquias foram levadas para a Europa e jazem em Roma, na Igreja a ele dedicada.

O Dia de São Bartolomeu é comemorado anualmente em 24 de agosto. Para os católicos, São Bartolomeu é considerado o padroeiro dos padeiros, dos alfaiates, dos sapateiros e dos mercadores de Florença. 

Na região nordeste do Brasil, acredita-se que no dia de São Bartolomeu o Diabo anda solto pela Terra, aprontando e fazendo coisas más. Ele é sincretizado, nas regiões de matriz africana, com o orixá Oxumaré. Em astrologia, São Bartolomeu é o santo protetor do signo de Libra.

Bento XVI a respeito deste apóstolo quase misterioso: "A adesão a Jesus pode ser vivida mesmo sem obras sensacionais".

Oração

"Ó glorioso São Bartolomeu, concedei-me um coração verdadeiro e sem fingimento, assim como o teu. Quero também que minhas atitudes sejam assim. 

Quero ter a coragem que tivestes para entregar toda a minha vida a Deus e seguir os passos de Jesus. Também quero ter coragem de ir levar o nome do meu Senhor e Salvador aos povos que ainda o desconhecem ou o renegam. Então por favor, São Bartolomeu, rogai a Deus para que me conceda força e coragem para seguir teus exemplos e tornar-me um cristão melhor. 

Escute minha oração! 

Amém!"



São Bartolomeu segura a própria pele.
Detalhe do Juízo Final de Michelangelo.
Ajuda em dificuldades financeiras

"São Bartolomeu, faz-me puro de espírito, torna minha alma digna de grandeza, para que eu possa ajudar e ter uma palavra de consolo a quem amo nos momentos de dificuldade financeira. 

As minhas orações não podem ser em vão. 

Ajude-me a só levar harmonia!

Amém!"


Para fazer um pedido a São Bartolomeu

"Glorioso São Bartolomeu, modelo sublime de virtude e puro frasco das graças do Senhor! Proteja este seu servo que humildemente se ajoelha a seus pés e implora que tenha a bondade de pedir por mim junto ao trono do Senhor.

São Bartolomeu, use todos os recursos para me proteger dos perigos que diariamente me rodeiam! Lance seu escudo protetor em minha volta e me proteja do meu egoísmo e de minha indiferença a Deus e ao meu vizinho. 

São Bartolomeu, me inspire em imita-lo em todas as minhas ações. Derrame em mim suas graças para que eu possa servir e ver a Cristo nos outros e trabalhar para a Vossa maior gloria. Graciosamente obtenha de Deus os favores e as graças que eu muito necessito, nas minhas misérias e aflições da vida.

Eu aqui invoco sua poderosa intercessão, confiante na esperança que ouvirás minhas orações e que obtenha para mim esta especial graça e favor que eu reclamo de seu poder e bondade fraternal, e com toda a minha alma imploro que me conceda a graça ... (mencionar aqui a graça desejada), e ainda a graça da salvação de minha alma e para que eu viva e morra como filho de Deus, alcançando a doçura do Vosso amor e a eterna felicidade. 

Amém!"

Oração de São Bartolomeu para prosperidade

“São Bartolomeu, vós que sois o Senhor do Vento. Vós que fazeis a varri dela sobre a Terra fria. Vós que fazeis dobrar as árvores e palmeiras, com a força de vossa ventania.

São Bartolomeu, que comandais os tufões, os furacões e todos os tipos de tempestades.

São Bartolomeu que comandais os ciclones, rasgando com o poder de vossa força, devastando e destruindo, arrebatando tudo que encontrais no caminho. Reduzindo a destroços por onde passar a varrida de vossas forças. Atingindo sempre os locais onde Deus quer castigar, pois o homem por natureza é mau, egoísta e pretensioso.

Vós, São Bartolomeu, fostes o escolhido por Deus para abalar e castigar os locais que, por natureza, devem mostrar com mais força a presença de Deus. Pois o homem na sua infinita ignorância, a cada dia que passa de Deus se esquece e passa a se considerar um deus sobre esta Terra fria.

São Bartolomeu, fostes escolhido para mostrar ao homem que a força de Deus ainda reina por todos os séculos e quando o homem ignora por completo a Sua presença.

Vós, São Bartolomeu, sois a entidade incumbida de mostrar a ira do Rei do Mundo e como sois conhecido nos 4 cantos da Terra comandando os tufões e furacões.

É que vos peço que carregueis no vosso vento, todo o mal, todo o embaraço, toda a amarração e a falsidade dos meus inimigos. Hoje por esta noite e amanhã por todo o dia. Assim Seja.

Amém!”

Exorcismo

Este pequeno exorcismo foi encontrado em livro muito antigo, escrito por Frei Bento do Rosário, religioso descalço da Ordem de Santo Agostinho:

"Em nome do Padre, do Filho e do Espírito Santo. Em nome de São Bartolomeu, de Santo Agostinho, de São Caetano, de Santo André Avelino, eu te arrenego, anjo mau, que pretendes introduzir-te em mim e perverter-me. Pelo poder da cruz de Cristo, pelo poder de suas divinas chagas, eu te esconjuro maldito, para que não possas tentar a minha alma sossegada. 

Amém."

(Deve ser rezada três vezes acompanhada do sinal da cruz ✝︎ sobre o peito)


sábado, 18 de agosto de 2018

Oração a São Tomé




São Tomé, foi um dos doze apóstolos originalmente escolhidos por Jesus. Conta a tradição que Tomé ficara tão desanimado com a crucificação de Jesus que não conseguia acreditar na Sua ressureição. 

Após alguns dias, Cristo apareceu a Tomé e disse: 

"Põe teu dedo aqui e vê minhas mãos! Estende tua mão e ponha no meu lado e não sejas incrédulo, mas fiel! Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram." (João, 20:25-28)

São Tomé é padroeiro dos geólogos, geógrafos, geometristas, dos arquitetos, dos construtores, dos pedreiros, dos cegos e das pessoas em dúvida. Ele é padroeiro da Índia, e sua data festiva comemora-se em 3 de julho, dia da trasladação das relíquias de Santo Tomé a Edesa. Em Malabar e em todas as igrejas sírias esta data é a da festa principal, pois o martírio teve lugar em 3 de julho do ano 72.

Oração a São Tomé
(Para obter um esclarecimento em caso ou negócio difícil ou duvidoso)

Fazer o Sinal da Cruz ✝︎
(Em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo)

Glorioso Apóstolo São Tomé, que, depois de haverdes duvidado da ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, obtivestes a graça de tocar com as vossas mãos as chagas sacratíssimas do corpo de Nosso Senhor Jesus Cristos, que então vos disse: “Bem aventurados os que não viram e creram”, eu vos peço, humildemente, a graça de obterdes da misericórdia do Senhor as luzes para meu espírito.

Desejo e peço-vos, São Tomé, o auxílio de que necessito neste momento. Protegei-me e inspirai-me, São Tomé, apóstolo mártir. 

(Fazer uma pausa aqui e meditar sobre o assunto a respeito do qual existem dúvidas)

Pelo sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Que assim seja!

(Rezar 1 Pai-Nosso, 1 Credo e 1 Ave-Maria)


Oração a São Tomé II

Ó glorioso São Tomé, sua tristeza e aflição pela ausência de Jesus era tão grande que você não acreditou que Ele tivesse se levantado dos mortos e você e só você de verdade foi o único que tocou seus ferimentos. Mas seu amor por Jesus foi igualmente grande e fez com que você desse sua vida por ele.Ele o amava de modo especial, pois voltou para que você e só você o tocasse querido servo São Tomé.

Peça por nós a Ele por nossos temores e pelo perdão dos nossos pecados, os quais causam os sofrimentos de Cristo. Ajude-nos a usar nossas forças em Seu serviço de modo que o titulo de “abençoado” seja estendido a todos aqueles que acreditam nele sem te-Lo visto.

Que assim seja!

Oração a São Tomé III

Caro São Tomé, você que uma vez não acreditou que nosso do Senhor tenha tido uma gloriosa ascensão mas mais tarde O viu e O tocou e exclamou “Jesus Meu Senhor e Meu Deus”. De acordo do com uma antiga historia você rendeu a Ele a maior assistência em construir em Sua honra uma igreja no lugar de um templo pagão.

Por favor abençoe os arquitetos, os construtores e os carpinteiros que através de você honraram a Jesus nosso Senhor.

Que assim seja!

Oração a São Tomé IV

Ó Senhor, peço-Vos perdão por todas as vezes que fui incrédulo e não permiti que Vossa mão poderosa conduzisse minha vida.

Agora meu Jesus, pelo exemplo de São Tomé, coloco-me aos Vossos pés e clamo com todo o meu amor e devoção: 

“Meu Senhor e meu Deus!”.

São Tomé, rogai por mim, agora e sempre!

Que assim seja!

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

São Roque: História e Orações para Cura, Benção e Agradecimento

São Roque, grande milagreiro, rogai por nós que recorremos a Vós!

São Roque de Montpellier é um santo da Igreja Católica Romana, protetor contra a peste e padroeiro dos inválidos e cirurgiões. É também considerado por algumas comunidades católicas como protetor do gado contra doenças contagiosas.

A sua popularidade, devido à intercessão contra a peste, é grande sendo padroeiro de múltiplas comunidades em todo o mundo católico e padroeiro de diversas profissões ligadas à medicina, ao tratamento de animais e dos seus produtos e aos cães. Sua festa é celebrada no dia 16 de Agosto.

História

São Roque nasceu em Montpellier, na França, por volta de 1350, e faleceu na mesma cidade em 1379. Diz a lenda que Roque teria nascido com um sinal em forma de cruz avermelhada na pele do peito, o que o predestinaria à santidade. Roque era filho de um mercador rico, de nome João, que teria funções governativas na cidade, e de sua mulher Libéria. Estava ligada a famílias importantes de Montpellier, sendo herdeiro de considerável fortuna.



Roque ficou órfão de pai e mãe muito jovem, sendo a sua educação confiada a um tio. Ele estudou medicina em sua cidade natal, entretanto não concluiu os estudos. Levando desde muito cedo uma vida ascética e praticando a caridade para com os menos afortunados, ao atingir a maioridade, por volta dos 20 anos, distribuiu todos os seus bens aos pobres, partindo em seguida para uma peregrinação a Roma.

Depois de visitar Roma, onde rezava diariamente sobre o túmulo de São Pedro e onde também curou vítimas da peste, na viagem de volta para Montpellier, ao chegar a Piacenza, foi ele próprio contagiado pela doença, o que o impediu de prosseguir a sua obra de assistência. Para não contagiar alguém, isolou-se na floresta próxima daquela cidade, onde, diz a lenda, teria morrido de fome se um cão não lhe trouxesse diariamente um pão e se da terra não tivesse nascido uma fonte de água com a qual matava a sede. 

Miraculosamente curado, regressou a Montpellier, mas logo foi preso e levado diante do governador, que alguns biógrafos afirmam seria um seu tio materno, que declarou não o conhecer. Roque foi considerado um espião e passou alguns anos numa prisão até morrer, abandonado e esquecido por todos, só sendo reconhecido depois de morto, pela cruz que tinha marcada no peito.

Descoberta a cruz no peito, a fama da sua santidade rapidamente se espalhou por todo o sul de França e pelo norte da Itália, sendo-lhe atribuídos numerosos milagres. Passou a ser invocado em casos de epidemia, popularizando-se como o protector contra a peste e a pestilência. O primeiro milagre póstumo que lhe é atribuído foi a cura do seu carcereiro, que se chamaria Justino e coxeava. Ao tocar com a perna no corpo de Roque, para verificar se estaria realmente morto, a perna ficou milagrosamente curada.

Roque, o Santo

Não se conhece a data de sua canonização, a qual terá sido por devoção popular e não por decisão eclesiástica, como aliás era comum na época. A primeira decisão oficial da Igreja sobre o culto a São Roque aconteceu em 1414, quando no decurso do Concílio de Constança se declarou uma epidemia de peste. Levados pela fé popular em São Roque, os padres conciliares ordenaram preces e procissões em sua honra, tendo de imediato o contágio cessado. O papa Urbano VIII aprovou os ofícios eclesiásticos para serem recitados a 16 de Agosto, dia da sua festa.

Suas relíquias foram transportadas para Veneza em 1485, sendo objeto de grande veneração. A magnificente igreja seiscentista que as alberga, a Scuola Grande di San Rocco, foi decorada por Tintoretto. A cidade dedica-lhe uma festa anual.

Embora sem provas que o consubstanciem, afirma-se que Roque terá pertencido à Ordem Terceira de São Francisco. É sincretizado nas religiões afro-brasileiras com o orixá Omulú, juntamente com São Lázaro.  Na astrologia, Roque é o santo protetor do signo de Virgem. Reze para ele e receba as bênçãos dos céus para tudo aquilo que precisa!

Imagem

São Roque é geralmente representado em trajes de peregrino, por vezes com a vieira típica dos peregrinos de Santiago de Compostela, e com um longo bordão do qual pende uma cabaça. Um dos joelhos é geralmente mostrado desnudado a perna, sendo aí visível uma ferida (bubão da peste). Por vezes é acompanhado por um cão, que aparece a seu lado trazendo-lhe na boca um pão. 

No livro "A Caminho de Santiago, roteiro do peregrino", do Conde de Almada, em Janeiro de 2000, na página 91, chama a atenção que curiosamente a lâmina do "O Louco", do Tarô de Marselha, se identifica muito com ele, pelo ar de viajante, pelo bordão e o cão que lhe sobe a perna.

Oração

"Ó São Roque, tu que deixaste a tranquilidade do lar e foste socorrer os doentes. Não recuaste nem mesmo diante da peste e da morte. Lembra-te de nós e socorre-nos com igual amor. Defende as nossas criações da peste e da doença.

Dá-nos saúde, paz na família e espírito comunitário. Fortalece em nós a fé e a esperança, na presença de Deus que nos encoraja, na construção de um mundo humano e justo. Concede-nos estas graças, pelos méritos de Jesus Cristo, com o qual partilhaste a dor e o sofrimento e que agora vive com o Pai, na unidade do Espírito Santo.

Amém!"

Oração a São Roque para pedir a cura de alguém

"Meu caro peregrino São Roque, que cuidou dos doentes atingidos pela praga e estava sempre pronto a ajudar os outros com suas fervorosas orações. Você não tinha casa e acabou sendo preso em um calabouço, mas os inválidos tem confiança em invocar sua ajuda. Por favor me conceda a graça da cura para (dizer o nome da pessoa) e nos ajude a conseguir a saúde espiritual e a salvação de nossa alma.

Que assim seja!"

Peça do altar, tumba e estátua de São Roque, na igreja que leva seu nome, em Veneza, Itália Foto: Pietro Bon (CC0)

A São Roque, para cura de doentes


"São Roque, que vos dedicastes com todo o amor aos doentes contagiados pela peste, embora também a tenhais contraído, dai-nos paciência no sofrimento e na dor. São Roque, protegei não só a mim, mas também aos meus irmãos e irmãs, livrando-nos das doenças infecciosas. Por isso, hoje, rezo especialmente por uma pessoa muito querida (dizer o nome da pessoa), para que fique livre do seu mal.

Enquanto eu estiver em condições de me dedicar aos meus irmãos, proponho-me ajuda-los em suas reais necessidades, aliviando um pouco o seu sofrimento.

São Roque, abençoai os médicos, fortalecei os enfermeiros e atendentes dos hospitais e defendei a todos das doenças e dos perigos. 

Amém!"

Rezar 1 Pai-Nosso, 1 Ave-Maria e 1 Glória ao Pai

Novena a São Roque para pedir a cura de alguém


"Ó Deus, por intercessão de São Roque, curai as feridas do corpo e curai as feridas da alma.

Ó Deus, por intercessão de São Roque, curai as feridas do corpo e curai as feridas da alma.
Ó Deus, por intercessão de São Roque, curai as feridas do corpo e curai as feridas da alma.

São Roque vós que não tivestes medo de se dedicar de corpo e alma aos cuidados dos doentes, e como prova de Vossa fé e confiança, contraístes a doença, mas Deus não o abandonou. Deus o alimentou e de um modo milagroso também o curou.

São Roque, nesta novena pedimos, protegei-nos contra as doenças infecciosas, livrai-nos do contágio, livrai-nos das feridas abertas, físicas e espirituais. São Roque, nesta novena eu peço de modo especial, livrai-me desta enfermidade que agora vos apresento: 

(Diga agora você que está enfermo qual é a sua enfermidade e se você tem uma ferida)

Senhor peço por intercessão de São Roque, pelos doentes dos hospitais, alívio das dores e dos sofrimentos. Eu me comprometo de também agir na caridade com aqueles que sofrem.

São Roque, abençoai os médicos, fortalecei os enfermeiros, os intensivistas de UIT, os atendentes de hospitais, os voluntários e os cuidadores dos doentes. De modo especial curai as feridas expostas e as doenças graves.

São Roque, livrai-nos de todo o mal.
São Roque, livrai-nos das infecções.
São Roque, rogai por nós.

Amém!"

Oração de súplica a São Roque

"Glorioso São Roque, rogai por nós que, por nossos pecados, não nos atrevemos apresentar-nos diante de Deus.
Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória...

Roque santo, rogai por nós a Deus, que é Pai de misericórdia, agora que estais perto de sua vista na glória celestial.
Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória...

São Roque glorioso, apresentai nossas humildes súplicas, unindo-as as da Imaculada Virgem Maria e as de todos os Santos Franciscanos, para que sejamos ouvidos e possamos dar a todos as graças no nome de Jesus.
Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.

A cruz santa + sele nossa fronte.
A cruz, santa + sele nossa boca.
A cruz santa + sele nosso coração.

Pelo amor a cruz que professou São Roque, em cujo sinal livrou aos povos do mal contagioso, livrai-nos, Senhor.

V. Rogai a Cristo, Roque santo, em todas nossas fraquezas.
R. Para que sejamos dignos de suas promessas."

Oração de agradecimento a São Roque

"Veneramos a vós, São Roque, por proteger as pessoas que têm doenças contagiosas e aquelas que estão ao seu lado, por cuidar de outros tipos de enfermos que se encontram em seu leito de morte, esperando apenas o chamado de Deus, e por vosso enorme amor ao valorizar e amparar os cães, é que não nos cansamos de elevar o vosso nome a Deus Pai Todo-Poderoso. 

Somente uma alma pura e bondosa como a vossa, poderia ter tanta luz e tanta misericórdia a oferecer. Por tudo isso e pela grandeza de espírito, nós o veneramos e oramos diariamente por vós, agradecendo as bênçãos alcançadas por cada um dos fiéis que reconhece o vosso trabalho divino.

Amém!"

Oração para receber a bênção de São Roque

"Meu querido São Roque, pela imensidão de sua devoção a Jesus Cristo, filho de Deus, incansável ajuda aos doentes de vários lugares da terra em suas caminhadas, fé derradeira e confiança naquilo que fazia, nunca deixou um amigo ou familiar à deriva. Curava a todos com sua luz divina, por mais pobres que fossem. 

Dê-me, meu São Roque, essa mesma disposição para amparar familiares e amigos necessitados. Que eu possa amenizar os sofrimentos através das minhas bênçãos gloriosas.

Amém!"

Livros sobre a visa, obra, milagres e orações de São Roque: clique aqui...
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Fonte: com informações de Wikipédia (Roque de Montpellier), pesquisa de orações selecionadas na internet e nas redes sociais, do folclore místico, popular e cristão do culto a São Roque (OPN)

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Santos católicos do mês de Agosto


1. Santo Afonso Maria de Ligório (+ Itália, 1787)

Nobre napolitano, doutorou-se em Direito com 16 anos e iniciou uma carreira brilhante. Poucos anos depois, um insucesso profissional fez com que se desiludisse das glórias mundanas e passasse a aspirar somente à perfeição cristã. Foi ordenado sacerdote e fundou a Congregação do Santíssimo Redentor, de padres dedicados a pregar missões populares entre os próprios católicos. Aos 60 anos viu-se forçado a aceitar a sagração episcopal. 

Sua obra intelectual é vastíssima, compondo-se de mais de 100 livros de assuntos muito variados: escreveu tratados e compêndios de Teologia Moral -- matéria em que sua autoridade é máxima, na Igreja -- obras de Ascética, Espiritualidade, Mariologia etc. Fez e cumpriu um voto tão heróico que ele mesmo não o recomendava a ninguém: o de jamais perder um minuto na vida. Teve que padecer incompreensões por parte dos religiosos da Congregação que fundara, chegando a ser injustamente expulso dela. Faleceu aos 91 anos de idade.

2. São Pedro Julião Eymard (+ França, 1868)

Grande santo do século XIX, foi inicialmente sacerdote secular zelosíssimo, a ponto de ser comparado ao Santo Cura d'Ars. Tão fervorosa era sua paróquia que, certo ano, conseguiu que cumprissem a obrigação pascal todos os seus fiéis que estavam em idade de a cumprir, sem nenhuma exceção. Passou, a seguir, 17 anos como religioso na Sociedade de Maria, chegando a ocupar cargos dos mais altos nessa família religiosa. Somente depois recebeu de Maria Santíssima a missão de fundar uma obra dedicada à adoração perpétua da Eucaristia. Efetivamente fundou a Congregação dos Padres do Santíssimo Sacramento.

3. São Pedro de Anagni, Bispo (+ Itália, 1105)

Provinha da nobre família dos príncipes de Salerno e era monge beneditino em Anagni, quando o Papa Alexandre II, que ali se encontrava exilado, nomeou-o bispo da mesma cidade. Esteve em Constantinopla, a mandado de Alexandre II, como embaixador junto ao imperador. Participou da primeira Cruzada e retornou à sua diocese. Foi canonizado apenas cinco anos decorridos do seu falecimento. 

4. São João Maria Vianney (+ Ars, 1859)

Ars era uma aldeiazinha de 230 habitantes, mas ficou famosa no mundo inteiro graças ao seu pároco. João Maria Vianney, oriundo de uma família modesta, somente pôde aprender a ler aos 18 anos de idade. Sentiu-se chamado para o sacerdócio, mas não foi capaz de seguir o curso normal de seminário, porque não conseguiu dominar o latim e a filosofia. Afinal, considerando a virtude notória do candidato e a falta de padres na diocese, o bispo resolveu ordená-lo, embora achando que ele nunca teria discernimento suficiente para atender confissões. Foi exatamente o contrário que se deu. 

O Padre Vianney revelou-se extraordinário apóstolo do confessionário, com luzes sobrenaturais que o faziam ler as consciências, converter os pecadores, reconciliá-los com Deus. Começaram a acorrer de toda a França, e até do estrangeiro, peregrinos desejosos de se confessar com ele ou de lhe pedir orientação. Desde 1830 até sua morte, acorriam anualmente 100 mil peregrinos a Ars, o que perfazia uma média de mais de 270 por dia. Para atender a tanta gente o zeloso pároco precisava passar no confessionário de 12 a 18 horas diárias. Levava, ademais, uma vida muito austera e sacrificada, e durante 35 anos Deus permitiu que o demônio o atormentasse com contínuos ataques. Foi canonizado em 1925 e é venerado como padroeiro dos párocos.

5. Santa Afra, Mártir (+ Alemanha, 304)

Era prostituta e vivia com grande luxo quando recebeu a graça de se converter ao Cristianismo e mudou radicalmente de vida. A notícia espalhou-se logo pela cidade de Augsburg, onde ela vivia e era muito conhecida. Chamada pelas autoridades pagãs, deram-lhe ordem de sacrificar aos deuses, mas ela recusou dizendo que não queria acrescentar mais um pecado aos muitos que já havia cometido. Foi queimada viva por amor a Nosso Senhor Jesus Cristo.

6. Transfiguração de Cristo

Neste dia a Igreja celebra, conforme as palavras do Martirológio Romano-Monástico: 

"...o mistério pelo qual Cristo manifestou sua glória divina, atestada pela voz do Pai e pela presença de Moisés e de Elias, para preparar seus discípulos para a provação da Cruz..."

7. São Caetano de Tiene (+ Nápoles, 1547)


Fundou, juntamente com Mons. Pedro Caraffa, bispo de Chieti e futuro Papa Paulo IV, a Ordem dos Clérigos Regulares, conhecidos como teatinos, os quais praticavam heroicamente a virtude da confiança em Deus, vivendo só de esmolas e, por paradoxo, nunca podendo pedi-las. Em outras palavras, deviam esperar que Deus inspirasse aos benfeitores o desejo de ajudá-los. Foi muito grande o papel dos teatinos na obra de reforma do Clero italiano ameaçado pelos avanços do protestantismo.

8. São Domingos de Gusmão (+ Bolonha, 1221)

Nascido na cidade espanhola de Burgos, foi filho da Beata Joana de Aza e do nobre Félix de Gusmão. Compreendendo todo o mal que a heresia dos albigenses produzia no sul da França, decidiu fundar uma Ordem mendicante com a finalidade de defender a ortodoxia católica e pregar contra as heresias. Nasceu assim a Ordem dos Pregadores, ou Dominicanos, que, entre muitos outros luminares, teve a glória de dar à Igreja o grande São Tomás de Aquino. 

9. São Juliano, Mariano e 8  Companheiros (+ Constantinopla, séc. VIII)

Padeceram muitos tormentos e afinal foram mortos pela espada, porque defenderam a veneração às santas imagens, contra os adeptos da heresia iconoclasta.

10. São Lourenço, Mártir (+ Roma, 258)

Era o principal dos diáconos de Roma e, entre outras funções, administrava os bens da Igreja e distribuía entre os pobres as esmolas colhidas entre os fiéis. Durante a perseguição de Valeriano, os pagãos exigiram que revelasse onde estava escondido o tesouro dos cristãos. O Santo prometeu fazê-lo e compareceu diante das autoridades levando consigo um grande número de viúvas, órfãos, doentes e desamparados dizendo que aquele era o tesouro da Igreja. Colocado vivo sobre uma grelha em brasa, morreu assado lentamente. Foi um dos santos mais celebrados em Roma. Seu nome passou a ser diariamente lembrado no Cânon da Santa Missa.

11. Santa Clara de Assis (+ 1253)

Pertencia a uma família nobre e tinha grande beleza. Enfrentando a oposição da família, que pretendia arranjar-lhe um casamento vantajoso, seguiu a São Francisco de Assis e fundou o ramo feminino da Ordem franciscana, também conhecidas como Damas Pobres ou Clarissas. Viveu na prática e no amor da mais estrita pobreza. Certa ocasião, quando seu convento estava sendo invadido por maometanos, enfrentou-os corajosamente, portando nas mãos o Santíssimo Sacramento. Os agressores, tomados de repente por inexplicável pânico, fugiram. Sua irmã mais jovem, Santa Inês de Assis, acompanhou-a na vida de desprendimento e renúncia.

12. Santo Euplúsio, Mártir (+ Sicília, séc. IV)

Obedecendo a um impulso excepcional da graça divina, apresentou-se voluntariamente ao tribunal de Catânia, na Sicília, e professou sua fé em Jesus Cristo. Quando o governador pagão lhe ordenou que sacrificasse aos deuses, respondeu que de boa vontade oferecia ao único Deus verdadeiro o sacrifício de sua própria vida. Sofreu vários tormentos e foi, afinal, decapitado. Segundo alguns autores, era diácono. 

13. São João Berchmans (+ Roma, 1621)

Natural da Bélgica, ingressou na Companhia de Jesus procurando em tudo ser um perfeito religioso. " * Antes mil vezes morrer do que cometer o mais leve pecado ou transgredir uma regra da Orde" era seu propósito. Destacou-se pela pureza e pela inocência de vida. Foi aluno brilhante e esforçado, modelar de todos os pontos de vista. Faleceu aos 22 anos. 

14. São Maximiliano Kolbe (+ Auschwitz, 1941)

Sacerdote franciscano natural da Polônia, fundou a Milícia da Imaculada, associação destinada ao apostolado católico e mariano. Instalou uma tipografia católica e editou uma revista marial que alcançou a tiragem de um milhão de exemplares. Chegou a instalar uma emissora de rádio e a estender suas atividades apostólicas até o Japão. 

Foi aprisionado pelos nazistas, que temiam sua influência na Polônia. Estava no campo de concentração de Auschwitz, em agosto de 1941, quando dez prisioneiros foram sorteados e condenados a morrer de fome e sede. O Padre Kolbe, que tinha então 47 anos, ofereceu-se para substituir um dos infelizes, que se lamentava em alta voz, dizendo que tinha mulher e filhos. Na realidade, o Padre Kolbe aceitava o martírio para praticar heroicamente seu múnus sacerdotal, dando assistência religiosa e ajudando a morrer virtuosamente aqueles pobres condenados.

15. Nossa Senhora da Assunção

É uma das mais antigas festas marianas. Em Portugal, chamava-se Festa de Santa Maria de Agosto. Foi na " ...vespora de Sancta Maria de Agosto..." do ano de 1385 que se travou a decisiva Batalha de Aljubarrota, na qual o Beato Nuno Álvares Pereira, Condestável de Portugal, triunfou sobre o exército do rei de Castela, adepto do anti-Papa de Avinhão. Em 1950, Pio XII proclamou solenemente como dogma que 

"...a Imaculada Mãe de Deus, a Sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial..."

16. Santo Estevão da Hungria (+ 1038)

Rei da Hungria, foi convertido por Santo Adalberto, Bispo de Praga, e dedicou a vida a fazer de seu reino, tanto quanto possível, uma imagem do Reino dos Céus. Foi casado com a Beata Gisela, irmã do imperador Santo Henrique. Deixou por escrito normas de governo para seu filho e herdeiro, Santo Américo, o qual não chegou a reinar pois faleceu antes do pai. A coroa real de Santo Estevão, oferecida pelo Papa Silvestre II, até hoje é venerada como relíquia e como símbolo da nacionalidade.

☞ No Brasil e na Itália, bem como nos 4 cantos do mundo, é celebrada também, no dia 16 de abril, a festa de São Roque. Roque de Montpellier (c.1295/1327) é um santo da Igreja Católica Romana, protetor contra a peste e padroeiro dos inválidos e cirurgiões. É também considerado por algumas comunidades católicas como protetor do gado contra doenças contagiosas. 

17. São Jacinto (+ Polônia, 1257)

Nascido perto de Cracóvia, foi recebido na Ordem dos Pregadores pelo seu próprio fundador, São Domingos de Gusmão. Formou a província polonesa da Ordem dominicana e pregou na Rússia e na Prússia. É considerado o Apóstolo da Polônia.

18. Santa Helena (+ Nicomédia, 330)

Era de modesta origem, tendo sido criada numa pensão. Um oficial romano, de nome Constâncio Cloro, atraído por sua beleza e sua elevação de alma, tomou-a à maneira de esposa morganática. Dessa união nasceu Constantino, o primeiro imperador cristão. Muito piedosa, Santa Helena partiu em peregrinação para a Terra Santa, onde teve a graça de encontrar a verdadeira Cruz do Salvador.

19. São João Eudes (+ Caen, França, 1680)

Foi inicialmente membro da Congregação do Oratório, e durante anos se dedicou a pregar missões no interior da França. Depois sentiu-se chamado por Deus a deixar seu instituto religioso e fundar outro, dedicado não só às missões mas também à reforma do Clero. Foi assim que nasceu a Congregação de Jesus e Maria, dos Padres Eudistas. Fundou também a Congregação de Nossa Senhora da Caridade, com o objetivo, entre outros, de regenerar mulheres perdidas. Foi grande propagandista da devoção aos Sagrados Corações de Jesus e Maria e combateu arduamente os erros do jansenismo.

20. São Bernardo de Claraval (+ 1153)

O "Doutor Melífluo" foi, sem dúvida, o monge mais afamado e de maior influência religiosa, cultural e política de seu século. Nasceu na Borgonha, de uma família nobre aparentada com os duques da Borgonha. Quando, ainda jovem, ingressou na recém fundada Abadia de Cister, que contava somente 20 monges, arrastou atrás de si, com seu exemplo e entusiasmo, um tio, quatro irmãos e 25 amigos, todos da nobreza. Dois anos depois foi mandado, por seu superior, para a fundação de um novo mosteiro, em Claraval. Em breve esse novo mosteiro já contava com 500 monges e se tinha tornado famoso em toda a Europa. 

Nos 38 anos que São Bernardo dirigiu, de Claraval, a Ordem cisterciense, esta cresceu até atingir 165 mosteiros, dentre os quais 68 fundados pessoalmente por ele. Pregou, por ordem do Papa Eugênio IV, a segunda Cruzada. Escreveu a regra para a Ordem dos Cavaleiros Templários. Era conselheiro espiritual de Papas, soberanos e prelados. Foi por conselho seu que D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, prestou vassalagem a São Pedro. É imensa sua obra intelectual, que lhe valeu o título de Doutor da Igreja. Muito devoto da Santíssima Virgem, deu grande desenvolvimento à Mariologia.

21. São Pio X (+ Roma, 1914)

Nascido numa humilde família do norte da Itália, foi com grande sacrifício que Giuseppe Sarto conseguiu estudar e ordenar-se sacerdote. De grande inteligência e ainda maior piedade, fez uma carreira eclesiástica brilhante, sendo sucessivamente coadjutor de paróquia rural, pároco, cônego da Catedral de Treviso, bispo de Mântua, cardeal-patriarca de Veneza e, por fim, Papa. Seu lema, "Tudo restaurar em Cristo", acompanhou-o desde a humilde aldeiazinha em que começou a trabalhar até o sólio de São Pedro.

Seu Pontificado foi dos mais fecundos da História da Igreja. Foi chamado o "Papa da Eucaristia", pois incentivou a prática da Comunhão freqüente e permitiu a Primeira Comunhão a crianças pequenas, tão logo atingissem o uso da razão. Restaurou o canto gregoriano, ordenou a codificação do Direito Canônico, reformou a Cúria Romana e o Breviário, defendeu os direitos da Igreja lesados por governos anticatólicos e, sobretudo, foi o Papa que fulminou a grande heresia de nosso século, o modernismo, chamado por ele "a síntese de todas as heresias". Foi canonizado em 1954.

22. Nossa Senhora Rainha

Neste dia se celebra a Festa de Nossa Senhora enquanto Rainha do Céu e da Terra. Antigamente, era a 31 de maio que se celebrava a Realeza de Maria, mas a última reforma do Calendário litúrgico transferiu essa celebração para a oitava da Assunção, no mesmo dia anteriormente consagrado ao Imaculado Coração de Maria.

23. Santa Rosa de Lima (+ Lima, 1617)

O Peru constituiu, no século XVII, um verdadeiro viveiro de santos. Santa Rosa de Lima, Padroeira oficial da América Latina e das Filipinas, embora sem ingressar num convento, viveu de acordo com a mais estrita perfeição religiosa, em oração e em penitências contínuas. Recebeu graças místicas extraordinárias. Foi perseguida pelo demônio mas, em contrapartida, tinha freqüentes conversações com Nossa Senhora e com seu Anjo da Guarda. Pertenceu à Ordem Terceira de São Domingos e faleceu aos 31 anos de idade. 

24. São Bartolomeu (+ séc. I)

Também chamado Natanael, recebeu de Nosso Senhor Jesus Cristo um elogio magnífico: "Eis um verdadeiro israelita no qual não há fraude" (São João, 1,47). Já na ocasião em que o Apóstolo São Filipe o apresentava ao Mestre, São Bartolomeu reconheceu a realeza e a divindade de Jesus Cristo: "Mestre, tu és o Filho de Deus, és o Rei de Israel" (id., 1,49). Segundo a Tradição, São Bartolomeu foi martirizado no Oriente, para onde levou o Evangelho.

25. São Luís IX, Rei da França (+ Tunísia, 1270)

Embora o calendário litúrgico registre considerável número de monarcas santos, talvez nenhum deles tenha realizado de modo tão completo a imagem ideal de Rei cristão quanto São Luís IX. Herdou a coroa com 12 anos, assumindo a regência sua mãe D. Branca de Castela, dama de excepcionais virtudes. Dizia ela ao filho que preferia mil vezes vê-lo morto a vê-lo manchado por um pecado mortal. Fiel aos ensinamentos maternos, São Luís foi sempre homem de muita oração e piedade. Era modelo de governante, de guerreiro e de legislador. 

Considerava um dos principais deveres do monarca fazer justiça aos súditos, e por isso costumava sentar-se todos os dias à sombra de um carvalho, e ali atendia a todos os queixosos que se apresentassem, qualquer que fosse a condição social deles. Realizou duas Cruzadas para libertar a Terra Santa da opressão maometana, e morreu durante a segunda delas, vitimado pela peste. 

Tão grande era seu prestígio moral que, tendo caído prisioneiro dos maometanos, estes o tomavam como juiz para resolver pendências que tinham entre si. Mandou construir em Paris a Sainte Chapelle, um dos mais belos monumentos da arquitetura medieval, para guardar a Coroa de espinhos de Nosso Senhor. Foi casado com Margarida da Provença, da qual teve onze filhos. 

Em 1864, o Príncipe Gastão de Orléans, Conde d'Eu, que trazia em suas veias o sangue de seu antepassado São Luís, casou com a Princesa Isabel, filha do Imperador D. Pedro II e herdeira do trono do Brasil. Em conseqüência desse casamento, a Família Imperial do Brasil tem a glória de descender, por linha direta, varonil e legítima, do grande rei cruzado.

26. Micaela do Santo Sacramento (+ Valência, Esp., 1865)

Nascida em Madri, possuía o título de Viscondessa de Jorbalán e empregou toda a sua fortuna em obras de misericórdia. Fundou a Congregação das Senhoras Adoradoras e Escravas do Santíssimo Sacramento, destinada a acolher pecadoras públicas arrependidas. Estendeu sua obra a várias cidades espanholas. Morreu vitimada pela cólera, a que se expusera voluntariamente para ir assistir em Valência a suas filhas espirituais atingidas pela epidemia.

27. Santa Mônica (+ Óstia, Itália, 387)

Foi modelo de esposa e de mãe. Conseguiu, com suas orações e seu bom exemplo, converter o marido pagão, que lhe era infiel e tinha gênio muito difícil. Conseguiu também converter o filho, que foi adepto da heresia maniquéia e teve vida devassa, mas transformou-se depois no grande Santo Agostinho, bispo de Hipona e Doutor da Igreja. 

28. Santo Agostinho (+ Hipona, 430)

Nascido na cidade africana de Tagaste, depois de uma juventude viciosa e cheia de desvios doutrinários, converteu-se por influência de Santo Ambrósio, bispo de Milão, e sobretudo graças às orações e lágrimas de sua mãe Santa Mônica. Ordenado sacerdote, foi durante 34 anos bispo de Hipona, no norte da África. Além de pastor dedicado e zeloso, foi intelectual brilhantíssimo, dos maiores gênios já produzidos em dois mil anos de História da Igreja. Escreveu numerosas obras de Filosofia, Teologia e Espiritualidade, que exerceram e ainda exercem enorme influência. Combateu vigorosamente as heresias de seu tempo. De Santo Agostinho, disse o Papa Leão XIII: "É um gênio vigoroso que, dominando todas as ciências humanas e divinas, combateu todos os erros de seu tempo".  

29. Martírio de São João Batista (séc. I) 

Neste dia a Igreja celebra a morte santa de São João Batista, o Precursor de Nosso Senhor Jesus Cristo, que fora santificado ainda no seio materno por ocasião da Visitação de Nossa Senhora a sua prima Santa Isabel. São João Batista, inflexível ao condenar a vida escandalosa de Herodes com sua cunhada Herodíades, foi por isso degolado.

30. São Félix e Santo Adauto (+ início séc. IV)

Segundo uma antiga narrativa, durante o reinado de Diocleciano São Félix era sacerdote e foi condenado à morte por ser cristão. Quando estava sendo conduzido para a execução, um homem desconhecido se aproximou da escolta militar que o cercava e declarou ser também cristão. Foram, por isso, degolados os dois juntos. Como era desconhecido o nome do segundo mártir, os fiéis lhe deram o nome de Adauto, que significa adicionado.


31. São Raimundo Nonato (+ Cardona, 1240)

Ingressou, com 24 anos, na Ordem dos Mercedários, destinada ao resgate de cativos. Ofereceu-se voluntariamente para ficar escravo entre os mouros, a fim de permitir a libertação de um católico que estava periclitando na fé. Visava também exercer seu ministério entre os demais pobres cativos e, mais ainda, pregar a Religião católica aos próprios maometanos. Para impedi-lo de pregar, os mouros lhe furaram os lábios com um ferro quente, e mantinham sua boca fechada com um cadeado. Passou oito meses prisioneiro, sofrendo atrozmente. Depois de libertado, foi nomeado cardeal, em reconhecimento pelos seus méritos. Faleceu com apenas 36 anos. Recebeu o nome de Nonato (do latim non natus, isto é, não nascido) porque sua mãe morreu antes de dá-lo à luz e ele precisou ser extraído do corpo já inerte da mãe. É por isso invocado como padroeiro das parturientes e das parteiras.




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