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quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Santos católicos do mês de Novembro

Homenagem a todos os Santos, sejam eles populares ou anônimos, conhecidos ou não. Rogai por nós!


1. Dia de Todos os Santos

Neste dia é celebrada a Igreja Triunfante, constituída por todos os bem-aventurados que salvaram sua alma e estão no Paraíso, na posse da visão beatífica de Deus. 

Os inumeráveis heróis anônimos, na sua imensa maioria esquecidos pelos demais homens e pela História, que ao longo dos tempos foram passando desta vida para a Eternidade em estado de graça, e pelos méritos da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo foram sendo admitidos no Paraíso. 

Todos esses, embora esquecidos na Terra, são santos e são honrados pela Igreja neste dia.

2. Dia dos Mortos † Fiéis Defuntos †

Depois de ter celebrado, no dia 1° deste mês, seus filhos admitidos à Glória eterna, a Igreja, mãe compassiva e misericordiosa, recorda hoje aqueles que já salvaram suas almas mas ainda não puderam entrar no Paraíso, por estarem se purificando no Purgatório. Ela incentiva os fiéis a rezarem por essas almas padecentes e abre com liberalidade, em benefício delas, os tesouros de suas indulgências. Este dia também é conhecido por Dia de Finados.

☞ Veja também: Finados :: 2 de Novembro :: Dia de Orações Pelos que Partiram e Oração por todos os fiéis defuntos

3. São Martinho de Lima (+ Lima, 1639)

São Martinho de Lima (ou de Porres), era filho natural de um nobre espanhol e de uma panamenha de origem africana, ingressou aos 15 anos como oblato de um convento dominicano de Lima, no qual mais tarde professou como irmão leigo. Exerceu habitualmente os mais humildes serviços com despretensão e amor de Deus. 

Encarregado da enfermaria, possuía um verdadeiro dom para tratar os doentes, curando-os não apenas fisicamente mas também às suas almas fazendo bem. Tinha grande espírito de oração e penitência, praticava jejuns severos e se flagelava diariamente. Recebeu graças místicas extraordinárias, e eram tão freqüentes os milagres que fazia que certa ocasião seu superior até o proibiu de os fazer, por achar que eles estavam atrapalhando a calma do convento. O Santo humildemente obedeceu. 

Algum tempo depois, ele caminhava pelas ruas de Lima quando viu um pedreiro cair de um andaime alto. Lembrando-se de que não podia fazer milagres, gritou ao pobre homem: "Espere aí que já volto!" E foi correndo ao superior, pedir licença para fazer o milagre de salvar o homem. O superior, atônito, consentiu, e São Martinho retornou ao local do acidente, e fez com que o homem pousasse suavemente no chão. Durante todo esse tempo ele ficara milagrosamente suspenso no ar, sem cair...

4. São Carlos Borromeu (+ Milão, 1584)

De uma nobre família italiana, foi feito cardeal e arcebispo de Milão por seu tio, o Papa Pio IV. Sentindo-se atraído pela vida contemplativa, pensou em renunciar à arquidiocese. Mas seu amigo o Venerável D. Frei Bartolomeu dos Mártires, arcebispo de Braga, o dissuadiu dessa idéia, convencendo-o de que, naquele século em que o alto Clero tantas vezes dava mau exemplo, seria melhor que ele, altamente colocado na escala social e ademais sobrinho de um Papa, desse o bom exemplo de vida santa como arcebispo. Foi o que fez São Carlos Borromeu, modelo perfeito de pastor de almas zeloso, que aplicou em Milão as reformas ordenadas pelo Concílio de Trento. Faleceu com 46 anos.

5. São Zacarias e Santa Isabel (+ Palestina, séc. I)

Pais de São João Batista, o Precursor do Messias. A Sagrada Escritura lhes faz em breves e concisas palavras um dos mais altos elogios que podem ser feitos de alguém: "ambos eram justos diante de Deus, e de modo irrepreensível seguiam todos os mandamentos e preceitos do Senhor" (São Lucas 1,6).

6. Beato Nuno Álvares Pereira (+ Lisboa, 1431)

Condestável do Reino de Portugal, venceu brilhantemente os castelhanos nas batalhas de Atoleiros, Aljubarrota e Valverde, assegurando assim à nação lusa a independência e a fidelidade ao verdadeiro Papa. Rico e poderoso, tinha o senhorio de aproximadamente um terço do território português, mas a tudo renunciou por amor de Deus, ingressando como irmão leigo no Mosteiro do Carmo de Lisboa, que ele mesmo edificara, e adotando o nome religioso de Frei Nuno de Santa Maria. 

Sua espada sempre invicta, que tinha gravada na lâmina o santo nome de Maria, foi depositada no altar, nas mãos do Profeta Elias, fundador da Ordem carmelita. Uma filha do Santo Condestável casou com D. Afonso, filho do rei D. João I de Portugal. Desse casal procede a Sereníssima Casa de Bragança, que reinou em Portugal até 1889 e no Brasil até 1889.

7. Beato Francisco Palau (+ Tarragona, Espanha, 1872)

A personalidade extraordinária do carmelita Francisco Palau, com seu zelo ardente e combativo pela causa de Deus e da Igreja, faz lembrar a do profeta Elias, patriarca da família carmelitana. Nascido em Aytona, na Catalunha, Francisco Palau professou solenemente, aos 21 anos de idade, no convento carmelita de Barcelona. 

Ordenado sacerdote, apoiou com suas pregações os carlistas, então em guerra civil contra os monárquicos liberais. Possuía um particular discernimento do papel desempenhado pelo demônio no mundo, e empenhou-se para que a Igreja ampliasse o uso do exorcismo como arma espiritual adequada às necessidades dos fiéis. Em conseqüência de suas opiniões religiosas e políticas, foi perseguido e exilado. Fundou duas congregações religiosas femininas - a das Carmelitas Missionárias e a das Carmelitas Missionárias Teresianas - e duas masculinas, que vieram a se extinguir: a dos Irmãos Carmelitas do Ensino e a dos Irmãos Carmelitas Terciários. 

Em 1868, em meio a uma tempestade anticristã e anticlerical, deu início à publicação de "El Ermitaño", semanário religioso, político e literário. Nesse órgão divulgava, acerca do futuro da Igreja e das várias nações européias, análises e previsões de impressionante agudez de espírito. Foi beatificado em 1988.

8. Cinco Santos Escultores (+ Panônia, 306)

Na Panônia, atual Hungria, cinco escultores cristãos foram decapitados porque se recusaram a esculpir estátuas de ídolos. Seus corpos foram lançados ao rio Danúbio.

9. São Teodoro (+ Ásia Menor, séc. III)

Era militar e foi decapitado por ter confessado corajosamente a fé cristã. Seu túmulo, em Achaita, atual Turquia, foi grande foco de peregrinações. Juntamente com São Jorge e São Demétrio constitui uma tríade de Santos militares orientais.

10. São Leão Magno  (+ Roma, 461)

Foi Papa durante 21 anos, num período agitado e difícil. Combateu as heresias do eutiquianismo e do donatismo e enfrentou sozinho Átila, rei dos Hunos, que não invadiu a Cidade Eterna porque ficou impressionado pela extraordinária força moral do Pontífice. Durante o IV Concílio de Calcedônia, de que participavam 500 bispos, encerrou as discussões definindo, por escrito, a verdadeira doutrina católica sobre a dualidade de naturezas na unidade de Pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Esclarecidos pelo Papa infalível, os bispos reunidos no Concílio aclamaram essa decisão: "Essa a fé dos Apóstolos! Foi Pedro que falou pela boca de Leão!"


11. São Martinho de Tours (+ Candes, França, 397)

Era filho de um oficial romano que servia na Panônia, atual Hungria. Foi ele próprio militar. Dois anos depois de se ter convertido à fé católica e batizado na Gália, deixou o exército e passou a levar vida solitária, sob a orientação espiritual de Santo Hilário de Poitiers. Eleito mais tarde bispo de Tours, exerceu de modo admirável suas funções de pastor. 

É considerado o iniciador da vida monástica na Gália. Fundou, perto de Tours, o Mosteiro de Marmoutier, que se tornaria centro de grande expansão missionária e civilizadora. De Marmoutier saiu São Patrício, que evangelizou a Irlanda. A devoção a São Martinho é tão intensa na França que nada menos que 3600 igrejas e 480 povoados daquele país o tomaram como patrono.

Clique aqui e saiba mais sobre o glorioso São Martinho de Tours 

No dia 11 de novembro também é homenageado São Menas (285/c.309) - também chamado de São Minas, Mina, Mena ou Mennas -, taumaturgo e mártir, foi um dos mais famosos santos egípcios, tanto no oriente quanto no ocidente, principalmente por conta dos milagres que são atribuídos à sua intercessão e às suas preces. Clique aqui, saiba mais sobre São Menas e faça sua oração...

12. São Josafá Kuncewycz (+ Vitebsk, Rússia, 1623)

Em 1595, um numeroso grupo de orientais membros da religião cismática russa se converteu à Igreja Católica Apostólica Romana. Esses católicos, que aderiram ao Papado e à verdadeira Igreja, conservaram a liturgia oriental de São João Crisóstomo e foram chamados Uniatas. São Josafá foi um deles. Monge basiliano e depois arcebispo de Polotsk, era entusiasta do Papado e da aproximação com Roma, incorrendo por isso no desagrado de cismáticos que o consideravam renegado e mau patriota. "Vereis que ainda me vão matar", previu muitas vezes. E assim de fato aconteceu em 1623, quando foi cruelmente ferido e lançado a um rio. Contava então 43 anos de idade.

13. Santo Estanislau Kostka (+ Roma, 1567)

Pertencia a uma das mais nobres e ricas famílias da Polônia e estudava em Viena, em companhia de um irmão mais velho. Convidado a ingressar na Companhia de Jesus pela própria Santíssima Virgem, encontrou grandes dificuldades para atender ao chamado. Seu pai, embora católico, opôs-se inabalavelmente à vocação religiosa de Estanislau. 

Em Viena, o provincial da Companhia se dispôs a admiti-lo... desde que ele fosse autorizado pelo pai, pois era menor de idade. Conhecendo a obstinação paterna, Estanislau compreendeu que nunca obteria sua autorização. Aconselhou-se então com o Pe. Francisco Antônio, jesuíta português que era confessor da imperatriz, e fez um voto heróico: o de peregrinar pela Terra inteira, se necessário fosse, até encontrar uma casa da Companhia de Jesus que o quisesse aceitar sem a licença do pai. 

Fugiu ocultamente de Viena e caminhou a pé 700 km, despistando o irmão que o perseguia, à procura de São Pedro Canísio, superior dos jesuítas da Alemanha. Este o acolheu com bondade e o encaminhou a Roma, com uma carta de recomendação a São Francisco de Borja. Mais 800 km Estanislau caminhou a pé, até a Cidade Eterna. Lá, teve a alegria de ser aceito como noviço da Companhia, mas permaneceu nessa condição somente 9 meses, pois morreu, como desejava, na festa da Assunção de Nossa Senhora do ano de 1567. Não chegou a completar 17 anos de idade.

14. São Serapião (+ Alexandria, séc. III)

Foi martirizado no Egito, durante a perseguição do imperador Décio. O historiador Eusébio de Cesaréia registra seu martírio, com as seguintes palavras: "Preso Serapião em sua casa, foram-lhe infligidas cruéis torturas. Desfizeram-lhe todas as juntas dos membros e o precipitaram do andar de cima da casa, de cabeça para baixo".

15. Santo Alberto Magno (+Colônia, Alemanha, 1280)

Foi sem dúvida um dos maiores sábios de todos os tempos. Não apenas dominava como Mestre a Filosofia e a Teologia (matérias em que teve como discípulo a São Tomás de Aquino) mas estendia seu saber às ciências naturais. Foi físico e químico, estudou astronomia, meteorologia, mineralogia, zoologia, botânica, escreveu livros sobre tecelagem, navegação, agricultura. Tão assombroso acúmulo de ciência não o impediu de ser um dominicano, piedoso e observante. Nomeado bispo de Regensburg, mostrou-se pastor zeloso e exemplar, mas logo que pôde pediu e obteve dispensa das funções episcopais e retornou a sua cela de monge humilde e sábio. Foi chamado "o Doutor Universal".

16. Santa Gertrudes, a Grande (+ Helfta, Alemanha, 1302)

Entrou com 5 anos de idade no Mosteiro de Helfta, na Saxônia, lá recebendo, sob a orientação de Santa Mectildes, ótima formação cultural e religiosa. Foi uma das maiores místicas da Idade Média. Teve, aos 25 anos de idade, a primeira das visões que, conforme o seu próprio depoimento, transformaram sua vida. Propagou a celebração litúrgica do Sagrado Coração de Jesus.

17. Santa Isabel da Hungria (+Turíngia, Alemanha, 1231)

Era filha de André II, rei da Hungria, e foi casada com o piedoso duque Luís IV, soberano da Turíngia. Tinha 20 anos e era mãe de três filhos pequenos quando ficou viúva; o marido, que havia partido em Cruzada, morreu quando estava a caminho da Terra Santa. Hostilizada cruelmente pela família do marido, foi abandonada com os filhos na mais negra miséria. 

Sofreu com admirável paciência toda espécie de humilhações, pois até mendigos que ela outrora socorrera tinham agora a baixeza e a ingratidão de a insultarem, porque sabiam que não se encontrava nas boas graças da Corte. Ofereceu-se para ajudar num hospital de leprosos e ali praticou atos de caridade heróica. 

Quando os cruzados que haviam acompanhado seu marido retornaram à Alemanha, ficaram indignados com o tratamento inqualificável de que estava sendo objeto aquela que, até pouco antes, fora soberana do país, e conseguiram reconduzi-la à Corte, onde faleceu pouco depois, aos 24 anos.

18. São Romão - ou Romano (+ Antioquia, 303)

Era diácono e sofreu o martírio por ter incentivado os cristãos perseguidos a permanecerem firmes e constantes em sua fé. Foi aprisionado e morreu estrangulado.

19. Santos Roque González Afonso Rodríguez e João del Castillo (+ Rio Grande do Sul, 1628)

Estes três sacerdotes jesuítas de origem espanhola foram martirizados por índios selvagens, atiçados pelos seus pajés, em território que então pertencia à Coroa espanhola e hoje integram o Estado do Rio Grande do Sul. Os dois primeiros foram chacinados na redução de Caaró e o terceiro o foi poucos dias depois, em localidade não muito distante. 

Segundo depuseram 53 testemunhas, do coração do Padre Roque González, arrancado de seu peito pelos índios enfurecidos, saía uma voz que dizia: "Matastes a quem tanto vos amava e queria. Matastes, porém, só o meu corpo, porque minha alma está no Céu!" Os índios, ouvindo aquela voz, irritados atravessaram o coração com uma flecha e o lançaram ao fogo, mas as chamas milagrosamente o preservaram. Esse coração, ainda hoje intacto, é venerado como relíquia preciosa em Assunção.


20. São Félix de Valois (+ Cerfroid, França, 1212)

Era príncipe da Casa real francesa. Vivia como ermitão numa floresta quando São João da Mata o convidou para, juntos, fundarem uma ordem religiosa que se destinasse a libertar cristãos prisioneiros dos maometanos. Foi assim que nasceu a Ordem da Santíssima Trindade para a Libertação dos Cativos.

21. São Gelásio (+ Roma, 496)

Segundo o testemunho de Dionísio, o Menor, reportado pelo Martirológio Romano-Monástico, "procurou mais servir do que exercer a sua autoridade, associou a castidade aos méritos da doutrina, e morreu pobre, após ter enriquecido os indigentes".

22. Santa Cecília (+ Roma, séc. III)

Era nobre e cristã, e tinha feito voto de virgindade, quando seu pai a casou com Valeriano. De acordo com os costumes do tempo, não era necessário o consentimento da noiva para o casamento, e o pai de Cecília a casou sem tê-la antes consultado. Ela declarou ao marido sua condição de cristã e de virgem consagrada a Deus, e conseguiu convertê-lo, assim como ao cunhado, de nome Tibúrcio, sofrendo os três glorioso martírio por amor a Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Santa Cecília, cujo corpo foi reencontrado no século IX, é invocada como padroeira da música e do canto, porque de acordo com antiga tradição ela cantou, para Valeriano, a beleza da castidade, e o fez de modo tão eficaz que ele se determinou a respeitar na esposa o voto que ela fizera. 

Santa Cecília foi das santas mais veneradas desde tempos imemoriais, e teve seu nome incluído no Cânon da Missa. Ela tem a glória de se ter assemelhado a Maria Santíssima num ponto: ambas foram casadas e permaneceram virgens.

23. São Clemente I (+ Roma, 97)

Foi o terceiro sucessor de São Pedro. Escreveu uma famosa carta aos católicos de Corinto, restabelecendo com sua autoridade a paz ameaçada internamente naquela diocese. Trata-se de um documento de grande importância apologética, porque demonstra que, já naqueles tempos, se entendia que o Papa possuía uma verdadeira e efetiva autoridade sobre os demais bispos e as suas dioceses, e não apenas uma posição honorífica de precedência. Segundo a tradição, São Clemente sofreu o martírio na Criméia, para onde fora exilado e condenado a trabalhos forçados pelo imperador Domiciano.

24. Santo André Dung-Lac e Companheiros (+ Vietnã, séc. XVI)

De acordo com o Martirológio Romano-Monástico, André Dung-Lac e Companheiros, eram cristãos convertidos no século XVI pelos missionários dominicanos que começaram a difundir o Evangelho no Vietnã, e foram martirizados porque acusados de estarem introduzindo no país uma religião estranha. O Papa João Paulo II os canonizou em 1988.

25. Santa Catarina de Alexandria (+ Egito, 305)

É sem dúvida uma das santas mais populares da História da Igreja, universalmente venerada. De acordo com um relato muito antigo de sua vida, era uma jovem de grande beleza e tinha recebido de Deus o dom da sabedoria. 

Conduzida diante do imperador por ser cristã, censurou-o corajosamente por perseguir a Religião verdadeira, fez a apologia do Cristianismo e demonstrou a falsidade dos cultos idolátricos. Não conseguindo discutir com ela, o imperador convocou os cinqüenta filósofos mais cultos do Egito para que refutassem os argumentos da jovem, mas eles também não o conseguiram e, ao final do debate se declararam cristãos. O imperador, encolerizado, condenou à morte os cinqüenta sábios e sua mestra, a qual teve o corpo dilacerado por rodas com lâminas cortantes.

26. São Leonardo de P. Maurício (+ Roma, 1751)

São Leonardo de Porto Maurício foi nascido na Ligúria, ingressou na Ordem franciscana e foi pregador popular de grande sucesso, em várias regiões da Itália. Pregava sobre a Paixão de Nosso Senhor com um fervor tal que comovia todos os corações, por mais endurecidos que estivessem. 

Foi grande propagador da devoção ao Sagrado Coração de Jesus e incentivou a prática do exercício da Via Sacra. Profetizou, numa carta escrita pouco antes de morrer, a proclamação do dogma da Imaculada Conceição, da qual era defensor apaixonado e intransigente. Quando morreu, tal era a fama de sua virtude que o próprio Papa foi ajoelhar-se diante de seu corpo.

27. Santa Catarina Labouré (+ Paris, 1876)

Em 1830, Nossa Senhora apareceu, em Paris, a Santa Catarina Labouré, então jovem religiosa, e lhe ensinou a devoção da Medalha Milagrosa. "Fazei cunhar uma medalha com este modelo. Todas as pessoas que a usarem receberão grandes graças, trazendo-a ao pescoço. As graças serão abundantes para as pessoas que a usarem com confiança" - prometeu a Santíssima Virgem. A promessa efetivamente se cumpriu. 

Em março de 1832, quando iam ser confeccionadas as primeiras medalhas, uma terrível epidemia de cólera, proveniente da Europa oriental, atingiu Paris. Mais de 18 mil pessoas morreram em poucas semanas. Num único dia, chegou a haver 861 mortes. No fim de junho, as primeiras medalhas ficaram prontas e começaram a ser distribuídas entre os flagelados. Na mesma hora refluiu a peste e tiveram início, em série, os prodígios que em poucos anos tornariam a Medalha Milagrosa mundialmente célebre. 

Em 1876, ano da morte de Santa Catarina Labouré, mais de um bilhão de Medalhas Milagrosas já espalhavam graças pelo mundo. Em 1894, a Santa Igreja instituiu a festa litúrgica de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, a ser celebrada neste mesmo dia 27 de novembro.

28. São Tiago da Marca (+ Nápoles, 1476)

Franciscano, tinha vida austeríssima, fazendo continuamente jejuns e penitências. Pediu a Nossa Senhora de Loreto a graça de pregar eficazmente as verdades eternas. A oração foi atendida e, desde então, sua palavra obteve verdadeiros prodígios, conseguindo conversões que pareciam de todo impossíveis. 

Acompanhou São João de Capistrano na pregação da Cruzada contra os turcos e foi um dos artífices da gloriosa vitória de Belgrado, em 1456. Depois de ter feito maravilhas nas regiões da Alemanha, dispunha-se a ir pregar aos próprios turcos, na esperança de receber assim a palma do martírio, mas o Papa Calixto III o chamou a Roma, confiando-lhe o cargo de inquisidor-mor. Desempenhou com dedicação esse cargo e teve a alegria de conseguir converter grande número de hereges, mas, como não podia deixar de ser, atraiu sobre si ódios e perseguições. Morreu com 90 anos, em Nápoles.

29. São Saturnino (+ França, séc. III)

Foi um dos sete bispos enviados por Roma para a evangelização das Gálias, onde fundou a diocese de Toulouse. Segundo um relato do século V, incorreu na ira dos sacerdotes de Júpiter, porque sua simples presença tornava mudo o ídolo ao qual eles costumavam sacrificar um touro. Certo dia, os devotos de Júpiter prenderam São Saturnino e exigiram que fosse ele próprio sacrificar o touro. Diante da recusa do Santo, que ademais desafiou Júpiter a fulminá-lo com um raio se fosse capaz disso, os pagãos o condenaram a ser arrastado até à morte pelo mesmo touro. Por uma piedosa lembrança, os toureiros o têm, na Espanha, como seu protetor especial.

30. Santo André (+ séc. I)

Foi um dos primeiros discípulos de Nosso Senhor. Era irmão de São Pedro, que apresentou ao Mestre. Segundo antiga tradição, pregou na região dos Bálcãs e sofreu o martírio sendo crucificado numa cruz em forma de X (conhecida heraldicamente como Cruz de Santo André).

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Santos católicos do mês de Outubro

Alguns Santos e Santas católicos do mês de Outubro

1. Santa Teresinha do Menino Jesus, Virgem e Doutora da Igreja (+ Lisieux, França, 1897)

Teresa de Lisieux, nascida Marie-Françoise-Thérèse Martin, conhecida como Santa Teresinha do Menino Jesus e da Santa Face, foi uma freira carmelita descalça francesa conhecida como um dos mais influentes modelos de santidade para católicos e religiosos por seu "jeito prático e simples de abordar a vida espiritual". 

Juntamente com São Francisco de Assis, é uma das santas mais populares da história da Igreja.

Discreta e silenciosa, durante a vida quase não chamou a atenção sobre si. Parecia uma freira comum, sem nada de excepcional. Faleceu aos 24 anos, tuberculosa, depois de passar por terríveis sofrimentos. 

Enquanto agonizava, ouviu duas freiras comentarem entre si, do lado de fora de sua cela: "Coitada da Irmã Teresa! Ela não fez nada na vida... 

O que nossa Madre poderá escrever sobre ela, na circular em que dará aos outros conventos a notícia da sua morte?" Assim viveu Santa Teresinha, desconhecida até mesmo das freiras que com ela compartilhavam a clausura do Carmelo. Somente depois de morta seus escritos e seus milagres revelariam ao mundo inteiro a verdadeira envergadura da grande Santa e Mestra da espiritualidade. 

A jovem e humilde carmelita que abriu, na espiritualidade católica, um caminho novo para atingir a santidade (a célebre "Pequena Via"), foi declarada pelo Papa João Paulo II Doutora da Igreja. 

☞ Veja: "Novena milagrosa de Santa Teresinha das Rosas"

2. Santos Anjos da Guarda

Este dia é consagrado pela Igreja ao culto dos Santos Anjos da Guarda. Deus, em sua misericórdia, atribui a cada homem um Anjo, que o acompanha em todos os passos da vida, reza por ele, protege-o contra os perigos do corpo e da alma. Infelizmente, a maior parte dos homens não se beneficia devidamente desse celeste protetor. Rezemos a cada dia, ao nosso Anjo da Guarda, a tradicional oração: "Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, já que a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, guarda, governa e ilumina. Amém".

☞ Mais orações para os Santos Anjos da Guarda clique aqui...
☞ Veja também: 2 de Outubro, Dia de São Cipriano e Santa Justina

3. São Francisco de Borja, Confessor (+ Roma, 1572)

Pertencia a uma das famílias mais nobres da Espanha. Era duque de Gandia e exerceu as elevadas funções de vice-rei da Catalunha. Certa ocasião foi incumbido de acompanhar o transporte do cadáver da imperatriz Isabel, que falecera em Toledo, até Granada, onde se faria o sepultamento. O transporte foi lento e durou 15 dias. No momento de sepultar a imperatriz, o protocolo exigia que fosse aberto o caixão para ser reconhecido o cadáver. Aquela que fora admirada em toda a Cristandade por sua beleza deslumbrante estava reduzida a um amontoado de podridão. 

Tocado pela graça a propósito daquela cena chocante, Francisco compreendeu a vaidade de toda a glória mundana, e decidiu que se algum dia enviuvasse, se consagraria inteiramente a Deus. Assim de fato aconteceu: enviuvou aos 40 anos de idade, renunciou a todos os seus títulos e bens e ingressou na Companhia de Jesus como filho espiritual de Santo Inácio de Loyola, chegando a ser superior geral daquela família religiosa.

4.  São Francisco de Assis, Confessor (+ Assis, Itália, 1226)

Numa época em que o apego intemperante às riquezas minava profundamente a espiritualidade medieval, Deus suscitou Francisco, o enamorado da Dama Pobreza, para restaurar o equilíbrio necessário. Francisco foi uma das colunas sobre as quais a Igreja se sustentou naquele século. Renunciou à rica herança paterna e decidiu viver sem nada, levando a prática da virtude da pobreza até um radicalismo difícil de conceber. 

Fundou a Ordem dos Frades Menores, que em poucos anos se transformou numa das maiores da Cristandade. Fundou, com Santa Clara de Assis, o ramo feminino da mesma Ordem. Para os leigos que viviam no mundo, mas desejavam ser fiéis ao espírito de pobreza e participar das graças e privilégios da espiritualidade franciscana, fundou a Ordem Terceira. 

Por sua semelhança com o Divino Salvador, mereceu ter gravados em seu corpo os estigmas da Santa Paixão. Leia mais e conheça sua oração.

Saiba mais e conheça a "Oração de São Francisco de Assis"
☞ Saiba mais lendo: Dia de São Francisco de Assis

5. São Benedito, o Preto, Confessor (+ Sicília, 1589)

No Brasil celebra-se neste dia a festa de São Benedito, o Preto. Em outros países, é a 4 de abril que se comemora essa festa. Benedito nasceu na Sicília, por volta de 1526, filho de pretos que haviam sido escravos ou que descendiam de outros que o tinham sido. Ingressou num convento franciscano de Palermo, capital da Sicília, e foi religioso exemplar, primando pelo espírito de oração, pela humildade e pela obediência. 

Embora simples irmão leigo e analfabeto, a sabedoria e o discernimento que possuía fizeram com que fosse nomeado mestre de noviços e mais tarde fosse eleito superior do convento. Atendia a consultas de muitas pessoas que o procuravam para pedir conselhos e orientação segura. Foi favorecido por Deus com o dom dos milagres. 

Tendo concluído seu período como superior, retornou com humildade e naturalidade para a cozinha do convento, reassumindo com alegria as funções modestas que antes desempenhara. E assim, na mais sublime indiferença pela sua própria pessoa, faleceu com fama de eminente santidade. 

Foi canonizado em 1807 e é um dos padroeiros de Palermo. No Brasil, entre os escravos e as pessoas de cor, foi muito difundida sua devoção, geralmente associada à de Nossa Senhora do Rosário, à de Santo Elesbão, Imperador negro da Etiópia, e à de Santa Efigênia, princesa também negra e igualmente etíope.

6. São Bruno Abade, Confessor (+ Calábria, 1101)

Era natural de Colônia, na Alemanha. Ordenado sacerdote, passou 25 anos lecionando em Reims, na França. Ao cabo desse tempo, sendo já cinqüentenário, decidiu, com mais seis companheiros, adotar uma nova forma de vida eremítica em um local deserto e inóspito do sul da França. Nasceu assim a Grande Cartuxa. Mais tarde foi chamado a Roma pelo Papa Urbano II, que tinha sido seu discípulo em Reims. Recusou terminantemente aceitar um bispado, e fundou uma nova Cartuxa, na Calábria. Foi nesta sua segunda fundação que entregou a alma ao Senhor, aos 66 anos de idade.

7. Nossa Senhora do Rosário

Festa instituída pelo Papa São Pio V, como ação de graças pela prodigiosa vitória de Lepanto, obtida em 1571 pela armada católica, comandada por D. João d'Áustria, contra os turcos maometanos. O Papa ordenara que, em toda a Cristandade, se rezasse o Rosário pedindo essa vitória que, segundos os cálculos humanos, parecia impossível. 

A importância do Rosário em nossos dia foi, ainda recentemente, destacada por São João Paulo II: 
"Esta oração simples e profunda, cara aos indivíduos e às famílias, outrora muito difundida entre o povo cristão. Que alegria seria se também hoje fosse redescoberta e valorizada, especialmente no interior das famílias! Ela ajuda a contemplar a vida de Cristo e os mistérios da salvação; graças à incessante invocação da Virgem, afasta os germes da desagregação familiar; é o vínculo seguro de comunhão e paz. Exorto a todos, e de modo especial às famílias cristãs, a encontrar no santo Rosário o conforto e o sustento quotidiano para caminhar nas vias da fidelidade" (João Paulo II, alocução de 25/10/98)


8. Santa Pelágia, Penitente (+ Palestina, séc. IV)

Depois de ter vivido escandalosamente em Antioquia, entregue à libertinagem, foi convertida e batizada pelo bispo de Edessa, e terminou os dias fazendo rudes penitências no Monte das Oliveiras, onde Nosso Senhor Jesus Cristo havia sofrido sua Agonia.

9. São Luís Bertrán, Confessor (+ Espanha, 1581)

Natural de Valência, na Espanha, ingressou na Ordem dominicana contra a vontade paterna. Ordenado sacerdote, foi com apenas 23 anos mestre de noviços. Conseguindo dos superiores licença para ir pregar aos índios do Novo Mundo, esteve sete anos evangelizando regiões americanas que hoje pertencem à Colômbia. 

Converteu e batizou muitos milhares de indígenas, correndo nesse apostolado grandes riscos: duas vezes chegou a ser envenenado e em quatro outras ocasiões esteve muito próximo de receber o martírio. Retornou à Espanha e foi superior em três conventos de sua Ordem, procurando em todos restaurar a disciplina tradicional e aplicar as regras do Concílio de Trento. 

Despertou com isso muitas antipatias, e chegou a colocar, à maneira de desafio, na porta de sua cela, um letreiro com as palavras do Apóstolo São Paulo: "Se quisesse agradar aos homens eu não seria servo de Cristo". 

Ainda sete vezes exerceu as funções de mestre de noviços. Por suas mãos de formador experimentado passaram centenas de jovens, muitos dos quais tiveram causas de beatificação introduzidas.

10. São Paulino de York, Confessor (+ Inglaterra, 644)

Era monge beneditino em Roma, quando o Papa São Gregório Magno o mandou, como missionário, para a Inglaterra. Evangelizou as regiões de Kent e da Nortúmbria, convertendo à fé católica o rei Edwin, e fundando o Bispado de York.


11. Santo Alexandre Sauli, Confessor (+ Ásti, Itália, 1592)

Nascido em Milão, ingressou na Congregação dos Barnabitas, chegando a ser, aos 31 anos de idade, superior geral dessa família religiosa. Foi professor de Filosofia e Teologia na Universidade de Pavia, e ao mesmo tempo se destacou como pregador e apóstolo do confessionário. 

Dirigia espiritualmente comunidades inteiras que se submetiam a ele. Nomeado pelo Papa São Pio V bispo de Aléria, na Córsega, encontrou uma diocese completamente decadente e abandonada, sem clero capacitado, sem locais de culto decente, com o rebanho perdido nas trevas da ignorância e da superstição. 

À custa de esforços ingentes que se prolongaram por 21 anos, conseguiu reformar por inteiro a diocese, transformando-a num modelo de fervor e organização. Nomeado pelo Papa Gregório XIV bispo de Pavia, começou imediatamente a visitação de sua nova diocese, mas faleceu logo depois. É venerado como o Apóstolo da Córsega.

12. Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil

Foi em 1717 que, nas águas benditas do rio Paraíba, três pescadores encontraram a imagem milagrosa de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, que viria a ser constituída Rainha e Padroeira do Brasil. Sua festa, atualmente celebrada no dia 12 de outubro, é desde 1988 feriado nacional. 

Não há brasileiro digno desse nome que não se comova profundamente ao ouvir as estrofes despretensiosas mas cheias de unção do velho hino mariano: "Viva a Mãe de Deus e nossa / Sem pecado concebida / Viva a Virgem Imaculada / A Senhora Aparecida".

☞ Veja: Nossa Senhora da Conceição
☞ Oração a Nossa Senhora Aparecida

13. Santo Eduardo III, Rei (+ Inglaterra, 1066)

Rei da Inglaterra, venerado por sua piedade e por seu espírito de caridade. De comum acordo com a esposa, conservaram ambos perfeita castidade. Restaurou a Abadia de Westminster, onde foi sepultado.

14. São João Ogilvie, Mártir (+ Glasglow, 1615)

Nobre escocês natural de Drum, foi educado no calvinismo. Tendo conhecido em Louvain, na Bélgica, o Padre Cornélio a Lapide, famoso exegeta da Companhia de Jesus, foi por ele convertido à religião católica. Tornou-se também jesuíta, foi ordenado sacerdote e retornou corajosamente a sua terra natal, para ali dar assistência aos católicos perseguidos e postos fora da lei. Depois de exercer, durante 18 meses, seu perigoso ministério, e ter conseguido converter para a verdadeira Religião a muitos hereges, um traidor o denunciou ao arcebispo protestante de Glasgow. 

Aprisionado, sofreu torturas prolongadas: durante oito dias e nove noites, não pôde dormir, porque tinha o corpo continuamente perfurado por agulhas e estiletes. Foi afinal condenado à morte e enforcado, aos 36 anos de idade. 

Momentos antes de morrer, graças a uma armadilha verbal que montou para um pastor protestante que estava presente à execução, conseguiu que este declarasse formalmente que sua condenação era exclusivamente devida ao fato de ele ser católico. Essa declaração tornava indubitável o martírio, e São João Ogilvie morreu satisfeito, dizendo: "Daria mais cem vidas, de boa vontade, se as tivesse".

15. Santa Teresa d'Ávila, Virgem (+ Alba de Tormes, Espanha, 1582)

Nascida em Ávila, ingressou aos 20 anos no mosteiro carmelita de sua cidade, encontrando-o decadente e pouco fervoroso. Iniciou a reforma desse convento e pouco a pouco foi ampliando o raio de sua ação, reformando outros conventos e realizando mais de trinta novas fundações. 

Auxiliada por São João da Cruz, que se empenhava em idêntica tarefa no ramo masculino dos carmelitas, e enfrentando incompreensões e perseguições atrozes, conseguiu levar a cabo sua imensa obra sem descuidar a vida de oração e contemplação. É uma das maiores mestras da espiritualidade católica e deixou escritos de grande valor, pelo que foi declarada Doutora da Igreja.

16. Santa Margarida Maria Alacoque, Virgem (+ Paray-le-Monial, França, 1690 )

Precisamente quando o jansenismo - espécie de infiltração do espírito protestante dentro da Igreja - destruía nas almas a noção da misericórdia de Deus e da confiança filial que devemos ter em relação ao Pai Celeste, o Sagrado Coração de Jesus apareceu a Santa Margarida Maria, jovem religiosa da Ordem da Visitação, para transmitir sua mensagem de misericórdia e confiança. 

A Santa recebeu a missão de espalhar pelo mundo a devoção ao Sagrado Coração ofendido pela ingratidão dos homens. Foi incompreendida e perseguida, tachada de visionária, histérica e alucinada, até que a Providência colocou em seu caminho o jesuíta São Cláudio La Colombière, que lhe deu orientação segura e conseguiu fazer com que sua mensagem começasse a ser vista com outros olhos. Pouco a pouco, essa mensagem foi se impondo aos conventos da Visitação, e depois se espalhou por toda a Igreja. Santa Margarida Maria, falecida aos 43 anos, foi canonizada em 1920.

☞ Outra Santa Católica muito popular no Brasil, que tem sua data comemorada em 16 de Outubro é Santa Edwiges, clique aqui e saiba mais...

17. Santo Inácio de Antioquia, Mártir (+ Roma, 107)
 
Foi o terceiro bispo de Antioquia, sucedendo a São Pedro e Santo Evódio. Já idoso, levaram-no prisioneiro a Roma. Tendo sabido que os cristãos da Cidade Eterna faziam esforços para libertá-lo, escreveu-lhes uma carta célebre, em que dizia que seu mais veemente anseio era ser triturado pelos dentes das feras, como o trigo é moído para se transformar no pão que é apresentado ao Senhor. Sofreu, efetivamente, glorioso martírio no Coliseu, lançado às feras. É considerado um dos mais ilustres Padres Apostólicos, e dele restam escritos de grande valor teológico e incomparável beleza literária.

18. São Lucas, Evangelista (+ séc. I)

Exercia a profissão de médico em Antioquia, quando foi convertido por São Paulo, que o chama de "médico bem amado". Acompanhou o Apóstolo dos Gentios em várias viagens missionárias e esteve com ele no cárcere. São Lucas possuía sólida cultura científica e literária, tendo escrito o terceiro Evangelho e os Atos dos Apóstolos. 

Segundo uma antiga tradição, foi pintor e deixou um retrato da Santíssima Virgem. Não se conhece com certeza como foi o término de sua vida terrena. Embora uma tradição autorizada assegure que foi mártir, um documento do século III diz que morreu de morte natural aos 74 anos de idade, solteiro e virgem, com a alma cheia do Espírito Santo.

☞ Veja: 18 de Outubro: São Lucas Evangelista

19. São Paulo da Cruz, Confessor (+ Roma, 1775)

Nascido no norte da Itália, na região de Gênova, ainda jovem adotou o nome de Paulo da Cruz e começou a pregar a devoção aos sofrimentos de Nosso Senhor em sua Paixão e Morte. Ordenado sacerdote, arregimentou discípulos -- dentre os quais o mais ilustre foi São Vicente Maria Strambi - e fundou a Congregação dos Padres Passionistas, cujos membros se obrigam, por um voto especial, a pregar por toda a parte sobre a Paixão de Jesus Cristo. Faleceu em 1775, depois de mais de 40 anos de pregação contínua.

20. São Pedro de Alcântara, Confessor (+ Arenas, Espanha,  1562)

Franciscano espanhol, realizou em sua Ordem uma reforma análoga àquela que São João da Cruz e Santa Teresa d'Ávila fizeram entre os carmelitas. Rigorosíssimo no espírito de pobreza e mortificação, deu nova vida à então decadente espiritualidade franciscana. Dormia apenas duas horas por noite, comia somente um dia sim outro não, e costumava colocar cinza sobre a comida para não sentir nenhum prazer no alimento. 

Pregou na Espanha e em Portugal. Assistiu aos últimos momentos do piedoso rei D. João III, de Portugal, e muitas vezes respondeu a consultas que lhe fez o imperador Carlos V. À hora de morrer, ardendo em febre, recusou um copo de água que lhe ofereciam porque Jesus Cristo também sofrera sede. Pouco depois expirou e Santa Teresa, de quem tinha sido amigo e confidente, teve uma visão de sua alma subindo ao Céu. 

É padroeiro principal do Brasil. A Família Real portuguesa e a Imperial brasileira sempre tiveram grande devoção por esse Santo admirável. Lembre-se, de passagem, que o imperador D. Pedro II tinha o nome de Pedro de Alcântara em homenagem a ele.
   
21. São Gaspar del Búfalo, Confessor (+ Itália, 1836)

Jovem sacerdote, esteve durante cinco anos preso porque se recusou a prestar juramento de fidelidade a Napoleão Bonaparte. Pregou missões populares no centro da Itália, obtendo excelentes resultados. Fundou o Instituto dos Padres do Precioso Sangue.

22. Santa Maria Salomé, Viúva (+ Palestina, séc. I)

Citada duas vezes no Evangelho de São Marcos, era uma das Santas Mulheres. Segundo a tradição, era parente próxima de Nossa Senhora e mãe de São João Evangelista e São Tiago o Maior.


23. São João de Capistrano, Confessor (+ Villackum, Bálcãs, 1456)
Nasceu na Itália, onde foi juiz de direito e governador de uma cidade. Devido a intrigas políticas, esteve algum tempo preso, e pouco depois perdeu a esposa, ainda jovem. Desiludido do mundo, quis ingressar na Ordem franciscana. O superior do convento, receando que estivesse movido por um capricho passageiro, quis experimentar sua vocação: ordenou-lhe que andasse pelas ruas de Perugia montado num jumento, com trajes ridículos e uma mitra de papelão na qual estavam escritos alguns pecados que cometera. Isso, na cidade em que pouco antes ele exercera elevadas funções e onde todos o tinham na conta de homem sério e ajuizado! 

O Santo obedeceu heroicamente à espantosa arbitrariedade do superior. Essa foi, entretanto, apenas a primeira de uma série de humilhações que teve de sofrer para ser religioso. Duas vezes foi expulso do convento, por ser considerado inútil. Mas, com humildade, ficou do lado de fora do edifício implorando a readmissão até que lhe abriram as portas. Afinal foi aceito e professou na Ordem. 

Desde esse dia até à morte, durante 36 anos, somente se alimentou um vez por dia e nunca comeu carne. Foi amigo de São Bernardino de Sena e juntos trabalharam para a restauração do autêntico espírito franciscano na Ordem. Pregador inspirado, conseguiu certa ocasião, na cidade de Leipzig, com um único sermão pregado em latim, atrair para a vida religiosa 120 jovens estudantes. Superou tal façanha em Cracóvia, onde 130 estudantes se tornaram religiosos depois de ouvirem um sermão seu. 

Já alquebrado pela idade e pelas doenças, ainda pregou uma cruzada contra os turcos maometanos que ameaçavam a Cristandade. Com habilidade diplomática conseguiu articular alianças de príncipes, afervorou as tropas reunidas e foi a grande alma propulsora da gloriosa vitória obtida pelas armas cristãs em Belgrado, no ano de 1456, sobre inimigos muito mais numerosos. Durante a batalha, percorria as fileiras católicas com um crucifixo nas mãos, incentivando os guerreiros a combaterem por amor a Jesus Cristo. Três dias depois da vitória, entregou sua alma santa ao Criador. Contava 71 anos de idade.

24. Santo Antônio Maria Claret, Bispo (+ França, 1870)

Nasceu na Catalunha, filho de um próspero fabricante de tecidos. Sendo de vocação tardia, somente aos 22 anos ingressou no seminário, onde estudou latim em companhia de meninos de 10 ou 12 anos. Ordenado sacerdote, foi ardoroso pregador popular na Catalunha e nas Ilhas Canárias, e fundou a Congregação dos Missionários Filhos do Coração Imaculado de Maria (Padres Claretianos). 

Nomeado Arcebispo de Santiago de Cuba, exerceu naquela ilha fecunda atividade apostólica. Foi conselheiro e confessor da rainha Isabel II, da Espanha, à qual dizia, com liberdade apostólica, verdades duras de ouvir. Durante o Concílio Vaticano I foi um dos mais destacados defensores da infalibilidade pontifícia. 

Sofreu várias tentativas de morte, por parte de inimigos da Fé e da Religião, chegando a ser uma vez esfaqueado, mas não teve a glória de morrer mártir. A par de tantas atividades, conseguiu desenvolver copiosa atividade literária, tendo publicado 160 livros ou opúsculos, sem contar as cartas pastorais que escreveu em Cuba. Morreu exilado na França, no mosteiro cisterciense de Fontfroide.

25. Frei Galvão, Confessor (+ São Paulo, 1822)

O Beato Frei Antônio de Sant'Ana Galvão, nascido em Guaratinguetá, em 1739, de uma família de muitas posses, descendia dos primeiros povoadores da Capitania e corria em suas veias sangue de bandeirantes. Foi ele próprio chamado "Bandeirante de Cristo", porque tinha na alma a grandeza, o arrojo e fortaleza de um verdadeiro bandeirante. Renunciou a uma brilhante situação no mundo e ingressou na Ordem franciscana. 

Fundou, em 1774, juntamente com Madre Helena Maria do Espírito Santo, o Mosteiro concepcionista de Nossa Senhora da Luz, na capital paulista. Não somente formou e conduziu nas vias da espiritualidade franciscana e concepcionista as religiosas desse mosteiro, mas também o edificou materialmente, ao longo de quase 50 anos de esforços contínuos. 

Foi o arquiteto, o engenheiro, o mestre de obras e muitas vezes o operário da sua edificação, que somente se tornou possível porque ele incansavelmente pedia, ao povo fiel, esmolas para a magnífica construção. Entregou sua alma a Deus em 1822 e foi beatificado em 1998. Até hoje sua sepultura, na capela do mosteiro, é visitada por multidões que acorrem a lhe pedir graças e milagres, e também à procura das famosas e prodigiosas "pílulas de Frei Galvão". 

A origem dessas pílulas é contada num folheto distribuído no próprio mosteiro: "Certo dia, Frei Galvão foi procurado por um senhor muito aflito, porque sua mulher estava em trabalho de parto e em perigo de perder a vida. Frei Galvão escreveu em três papelinhos o versículo do Ofício da Santíssima Virgem:  Post partum Virgo Inviolata permansisti: Dei Genitrix intercede pro nobis (Depois do parto, ó Virgem, permanecestes intacta: Mãe de Deus, intercedei por nós). Deu-os ao homem, que por sua vez levou-os à esposa. Apenas a mulher ingeriu os papelinhos, que Frei Galvão enrolara como uma pílula, a criança nasceu normalmente. 

Caso idêntico deu-se com um jovem que se estorcia com dores provocadas por cálculos visicais. Frei Galvão fez outras pílulas semelhantes e deu-as ao moço. Após ingerir os papelinhos, o jovem expeliu os cálculos e ficou curado. Esta foi a origem dos milagrosos papelinhos, que, desde então, foram muito procurados pelos devotos de Frei Galvão, e até hoje o Mosteiro fornece para as pessoas que têm fé na intercessão do Servo de Deus".

Veja: Dia de Frei Galvão, o nosso Santo Antônio de Sant'Ana Galvão
☞ Veja também: 25 de Outubro: Santos Marciano e Martírio

26. Santo Evaristo, Papa e Mártir (+ Roma, séc. I)

Foi o quinto Papa da História, tendo sucedido a São Clemente I. Segundo o antigo *Liber Pontificali, era de origem grega mas nasceu em Antioquia, e sofreu o martírio durante o reinado do imperador Trajano, perto do ano 100. Foi sepultado no Vaticano, junto ao Apóstolo São Pedro.

☞ Veja: Oração a São Evaristo, o Santo do dia 26 de outubro

27. São Frumêncio, Bispo e Confessor (+ Etiópia, séc. IV)

Natural da Índia e levado como escravo para o Egito, foi sagrado bispo em Alexandria, por Santo Atanásio. Empenhou-se na evangelização da Etiópia, sendo considerado o apóstolo daquele império.

28. São Simão e São Judas Tadeu, Apóstolos (+ séc. I)

Os dois Apóstolos são, desde tempos imemoriais, venerados conjuntamente nesta data. São Simão, também chamado Zelota e Cananeu, é o Apóstolo sobre o qual as Escrituras contêm menos informações. Segundo uma antiga tradição, era aparentado com Nosso Senhor e foi crucificado pelos judeus. São Judas Tadeu era irmão do Apóstolo São Tiago o Menor, sendo ambos filhos de Cleófas e de Maria, primos de Nosso Senhor. 

Há notícias de mais dois filhos do mesmo casal, um dos quais de nome Simão (que alguns autores identificam com o Apóstolo celebrado neste dia). São Judas Tadeu pregou a Boa Nova do Evangelho em várias regiões do Oriente Próximo e é autor de uma Epístola. Não há informações seguras sobre o local e as condições em que verteu seu sangue por amor ao Divino Mestre. 

Clique aqui e leia mais sobre São Judas Tadeu, conheça suas orações, ladainha e hino. São Judas Tadeu, rogai por nós!

29. São Narciso, Bispo e Confessor (+ Jerusalém, 212)

Já era octogenário quando o elegeram bispo de Jerusalém. Algum tempo depois, foi acusado de um ato infame por três caluniadores que, para dar credibilidade a seu depoimento chamaram sobre si a cólera de Deus, porque um deles disse: "Que eu seja queimado vivo se estiver mentindo!"; outro disse: "Que a lepra me devore se eu não estiver falando a verdade!"; e o terceiro: "E eu que fique cego se não for verdade o que digo!". 

Assim caluniado, São Narciso se retirou de Jerusalém sem dizer aonde ia, e foi viver recolhido na oração e no isolamento. Novo bispo tomou posse em seu lugar, depois outro e mais outro. Entretanto, aos três caluniadores aconteceram os castigos que eles pediram para si mesmos: o primeiro morreu carbonizado num incêndio com sua família, o segundo morreu leproso e o terceiro perdeu a visão. 

Anos depois, São Narciso retornou a Jerusalém e foi recebido festivamente, reassumindo com glória suas funções. Segundo o historiador Eusébio, viveu até os 119 anos.

☞ Em 29 de Outubro também comemoramos Santa Anastásia, saiba mais clicando aqui...

30. São Germano, Bispo e Confessor (+ Cápua, 541)

Neste dia o Martirológio Romano-Monástico registra o falecimento de São Germano, bispo de Cápua de 516 a 541. Quando faleceu, São Bento, que era seu amigo, viu sua alma sendo levada ao Céu por Anjos, numa bola de fogo. São Gregório Magno o chama de "venerabilíssimo bispo Germano".

31. Santo Afonso Rodrigues, Confessor (+ Palma de Majorca, 1617)

Natural de Segóvia, foi comerciante e pai de família. Tendo perdido a esposa e os filhos, ingressou na Companhia de Jesus como simples irmão coadjutor. Durante quase quarenta anos foi religioso exemplar, exercendo o humilde mister de porteiro. Dotado de dons sobrenaturais e carismas, desenvolveu grande apostolado, chegando a possuir numeroso grupo de discípulos, entre os quais São Pedro Claver. Deixou escritos que revelam uma sabedoria nada livresca, muito verdadeira e profunda.

sábado, 1 de setembro de 2018

Santos católicos do mês de Setembro


1. Santa Beatriz da Silva e Menezes, Virgem (+ Toledo, 1490)

Pertencia à mais alta nobreza de Portugal, sendo aparentada com a própria Família Real. 

Ainda jovem, acompanhou como dama de honra sua prima D. Isabel, Infanta portuguesa que partiu para Castela a fim de se casar com o rei daquela nação. 

Na Corte castelhana, a beleza deslumbrante de Beatriz logo atraiu para ela todas as atenções, e a nova rainha, enciumada, concebeu o propósito de matá-la. Para isso prendeu-a numa arca sem ventilação. 

Dias depois, abriu a arca esperando encontrar um cadáver, mas achou Santa Beatriz viva e em perfeita saúde. A Santíssima Virgem lhe aparecera durante a prisão e lhe fizera companhia, preservando miraculosamente sua vida e incumbindo-a de fundar uma Ordem religiosa destinada a cultuar a Imaculada Conceição. Beatriz retirou-se para um convento dominicano, em Toledo, e ali viveu mais de 30 anos, não como religiosa, mas como pensionista, à espera da hora em que pudesse realizar a fundação. 

Já idosa, recebeu certo dia a visita da rainha Isabel, a Católica, filha daquela que tentara matá-la. Auxiliada por Isabel, fundou a Ordem das Concepcionistas. 

Desde que se afastou da Corte, Beatriz havia adotado o costume de conservar sempre o rosto velado, para evitar que sua beleza fosse ocasião de pecado. No leito de morte, quando lhe foi ministrada a santa Unção, descobriram-lhe o rosto e, para grande surpresa, constatou-se que ela, embora tivesse mais de 60 anos de idade, tinha conservado a mesma fisionomia de jovem. Deus quis, por esse milagre, mostrar como Lhe era agradável a ilibada pureza de Santa Beatriz.

2. São Guilherme, Bispo e Confessor (+ Dinamarca, 1070)

Sensibilizado pela situação de abandono em que viviam os pagãos dinamarqueses, dedicou-se a evangelizá-los. Foi bispo de Roskilde.

3. São Gregório Magno, Papa (+ Roma, 604)

É considerado o último dos Papas do antigo Império Romano e o primeiro dos Papas medievais. Teve que enfrentar a peste e a fome em Roma, bem como a devastação produzida pelos invasores Lombardos, que chegaram a assediar a cidade e só foram contidos graças à diplomacia do Pontífice. Apesar dessas dificuldades, seu Pontificado é tido a justo título como um dos mais fecundos e grandiosos da História da Igreja...

Reformou, ademais, a Liturgia Romana, e fundou uma escola de canto sacro que influenciou toda a Europa, nela propagando o que ficou sendo conhecido como Canto Gregoriano. Zelou ainda pelos bens da Igreja, até então dispersos e mal administrados; é a ele que se deve a primeira organização sistemática do Patrimônio de São Pedro. Sem embargo de tão intensa e variada atividade e de sua má saúde, nos 14 anos de seu pontificado, não abandonou os estudos teológicos e místicos, e escreveu diversas obras de espiritualidade que tiveram e ainda têm grande influência.

4. Santa Rosália, Virgem (+ Palermo, séc. XII)

Segundo antiga tradição, nasceu de uma família nobre do sul da Itália e descendia remotamente do grande imperador Carlos Magno. Tinha 14 anos e era belíssima quando Nossa Senhora lhe apareceu e recomendou que deixasse o mundo, pois sua alma nele correria perigo. Rosália, obedecendo à Virgem, fugiu ocultamente de casa, sem avisar os pais. 

Dois Anjos, com figuras humanas, a acompanharam até uma gruta onde ela se ocultou, levando vida de oração e penitência. Alguns meses depois, os mesmos Anjos a advertiram de que convinha afastar-se ainda mais, porque seus pais a estavam procurando pela região. Novamente escoltada pelos mensageiros celestes, Santa Rosália foi para o alto do Monte Pelegrino, onde passou 16 anos. Faleceu com 30 anos de idade e é venerada como padroeira da cidade de Palermo.

5. São Bertino, Confessor (+ França, 700)

Natural de Konstanz, na Alemanha, recebeu formação monástica no célebre Mosteiro de Luxeuil, que seguia a austera regra de São Columbano. Fundou, auxiliado por Santo Omer, São Momelino e outros companheiros, o Mosteiro de São Pedro, na Ilha de Sithiu, no Artois, e governou-o durante cerca de 60 anos, até que morreu com mais de 100 anos de idade. Esse mosteiro, que depois passou a se chamar de São Bertino, teve nada menos que 22 monges elevados pela Igreja às honras dos altares. Foi em torno dele que se constituiu a cidade de Saint-Omer.

6. Santo Eleutério, Abade e Confessor (+ Roma, séc. VI)

Abade do Mosteiro de São Marcos Evangelista, em Espoleto, com suas orações curou doentes e até ressuscitou um morto. São Gregório Magno, que o conheceu pessoalmente, se refere a ele como "santíssimo velho" e "homem de vida venerável".

7. São Clodoaldo, Confessor (+ França, séc. VI)

Conhecido na França como Saint-Cloud, era filho do rei Clodomiro e neto do rei Clóvis e da rainha Santa Clotilde. Abandonou o mundo para servir somente a Deus, na solidão da vida contemplativa. Foi a princípio eremita nos arredores de Paris, onde viveu orientado por São Severino. Retirou-se depois para a Provença, onde passou alguns anos, e retornou mais tarde para perto de Paris, onde construiu uma igreja que daria origem à cidade de Saint-Cloud.

8. Natividade de Nossa Senhora

Precisamente nove meses depois de comemorar a Imaculada Conceição da Virgem, a Igreja celebra a festividade do seu Nascimento. Assim se exprimiu o Padre Antônio Vieira sobre essa celebração: 

"Quereis saber quão feliz, quão alto é e quão digno de ser festejado o Nascimento de Maria? Vede o para que nasceu. Nasceu para que dEla nascesse Deus. (...) Perguntai aos enfermos para que nasce esta celestial Menina, dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde; perguntai aos pobres, dirão que nasce para Senhora dos Remédios; perguntai aos desamparados, dirão que nasce para Senhora do Amparo; perguntai aos desconsolados, dirão que nasce para Senhora da Consolação; perguntai aos tristes, dirão que nasce para Senhora dos Prazeres; perguntai aos desesperados, dirão que nasce para Senhora da Esperança. Os cegos dirão que nasce para Senhora da Luz; os discordes, para Senhora da Paz; os desencaminhados, para Senhora da Guia; os cativos, para Senhora do Livramento; os cercados, para Senhora da Vitória. Dirão os pleiteantes que nasce para Senhora do Bom Despacho; os navegantes, para Senhora da Boa Viagem; os temerosos da sua fortuna, para Senhora do Bom Sucesso; os desconfiados da vida, para Senhora da Boa Morte; os pecadores todos, para Senhora da Graça; e todos os seus devotos, para Senhora da Glória. E se todas estas vozes se unirem em uma só voz, dirão que nasce para ser Maria e Mãe de Jesus" - Sermão do Nascimento da Mãe de Deus.

9. São Pedro Claver, Confessor (+ Cartagena, 1654)

Natural da Catalunha, ingressou aos 22 anos na Companhia de Jesus e fez uma parte de seus estudos em Palma de Maiorca, onde recebeu a ótima influência de Santo Afonso Rodrigues. Partiu como missionário para a América espanhola, sendo ordenado sacerdote em Bogotá. Penalizado com a triste situação de abandono em que se encontravam os pretos trazidos da África como escravos, decidiu consagrar sua vida ao apostolado com eles, chegando mesmo a se obrigar por voto a ser "aethiopum semper servus" (sempre escravo dos negros). Cumpriu heroicamente esse voto, por mais de 40 anos.

10. São Nicolau de Tolentino, Confessor (+ Itália, 1305)

Pertenceu à Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho e passou a maior parte da vida num convento, praticando austeridades difíceis de imaginar em nossos tempos, e recolhido em oração e na mais alta contemplação. Sua vida é repleta de milagres e de fenômenos místicos extraordinários. 

Era obedientíssimo. Conta-se que, por penitência, jamais comia carne, mas certa vez, estando doente, seu superior lhe deu ordem de comer um pouco de carne. O Santo obedeceu comendo um pedaço bem pequeno, e depois disse: "Já obedeci. Agora, por favor, não me aborreçam mais com essas gulodices". Foi grande apóstolo pela pregação e pelo confessionário.
11. São João-Gabriel Perboyre, Mártir (+ China, 1840)

Nascido na França, de uma família modesta e piedosa, ingressou, juntamente com dois irmãos, na Congregação da Missão, fundada por São Vicente de Paulo. Duas irmãs suas entraram para a mesma família espiritual vicentina, como Irmãs de Caridade. Algum tempo depois de ordenado sacerdote, foi mandado como missionário para a China. Pedia sempre a Deus a graça de morrer mártir. Depois de quatro anos de pregação, foi preso pelas autoridades pagãs. Permaneceu um ano no cativeiro, sofrendo torturas cruéis, até ser crucificado.

12. São Guido, Confessor (+ Brabante, Bélgica, 1012)

Nascido numa família de camponeses, distribuiu seus poucos bens aos pobres e se consagrou inteiramente ao serviço de Deus. Peregrinou durante sete anos, visitando os principais santuários da Europa, Roma e a Terra Santa. Depois retornou à sua região de origem e se santificou no humilde ofício de sacristão de uma igreja. Depois de morto, milagres e prodígios ocorreram em sua sepultura, e somente então foi glorificado aquele que, durante toda a vida, permanecera oculto e apagado.

13. São João Crisóstomo, Bispo (+ Ponto, Ásia Menor, 407)

Passou alguns anos como eremita solitário no deserto e depois foi sacerdote em Antioquia. Nomeado bispo e patriarca de Constantinopla, esforçou-se para moralizar o Clero, no qual havia desvios e escândalos, e chegou a depor bispos indignos. Denunciou também, corajosamente, abusos de autoridades civis. Despertou, por tudo isso, antipatias em pessoas poderosas, tanto na ordem espiritual quanto na temporal. Foi, em conseqüência, duas vezes desterrado e morreu no exílio. 

Era amigo íntimo e tinha sido colega de estudos de São Basílio Magno. Sua eloqüência extraordinária lhe valeu o título de Crisóstomo, que em grego significa "Boca de Ouro " e a designação, pelo Papa São Pio X, como o patrono da eloqüência sagrada. É considerado um dos quatro grandes Doutores da Igreja Oriental e deixou uma produção intelectual abundante e variada, composta de aproximadamente 600 sermões e discursos.


14. São Materno, Bispo (+ Trèves, séc. IV)

Neste dia, além da Exaltação da Santa Cruz, se comemora a festa de São Materno, apóstolo das regiões do Mosela, do Mosa e do Reno inferior. Fundou a Diocese de Colônia e foi também Bispo de Trèves. Era amigo do imperador Constantino e participou ativamente dos Concílios de Roma e de Arles. 


15. Nossa Senhora das Dores

Trata-se de uma devoção muito antiga, na qual Nossa Senhora é venerada enquanto tendo sido traspassada, no alto do Calvário, por uma espada de dor, à vista da Paixão e Morte de seu Divino Filho. Ela Se uniu homogeneamente ao sacrifício do Redentor, pelo que mereceu ser chamada por muitos santos e teólogos Corredentora do gênero humano.


16. São Cornélio e São Cipriano, Mártires (+ séc. III)

São Cornélio condenou os erros dos hereges novacianos, que promoveram um cisma na Igreja e procuraram depô-lo. Nessa emergência, foi apoiado e encorajado por São Ciprino, Bispo de Cartago (norte da África). São Cornélio foi martirizado durante a perseguição de Galiano, no ano 252, e São Cipriano, que tinha sido professor de retórica e era célebre como pregador, sofreu o martírio em 258. Ambos aparecem juntos no Cânon tradicional da Missa.

17. São Roberto Belarmino, Bispo (+ Roma, 1621)
Nascido na Toscana, passou alguns anos em Louvain, na Bélgica, inicialmente como aluno e depois como professor, e desempenhou cargos de importância na Companhia de Jesus, na qual ingressou aos 18 anos de idade. Brilhante intelectual, refutou perfeitamente os erros do protestantismo nas suas Controvérsias, redigiu um catecismo popular que teve muita divulgação durante séculos e destacou-se como exegeta com magníficos e eruditos comentários aos Salmos. 

Refutou ainda os erros de Jaime I, rei da Inglaterra. Foi diretor espiritual de São Luís Gonzaga, assistindo-o nos seus últimos momentos. Nomeado cardeal e bispo de Cápua, entregou-se com zelo ao cumprimento dos deveres episcopais, sendo modelo de prelado e pastor de almas. Foi conselheiro de vários Papas - aos quais, com coragem e evangélica franqueza, não hesitava em censurar respeitosamente, quando julgava necessário - e esteve ele próprio muito próximo de ser eleito Papa.

18. São José de Cupertino, Confessor (+ Itália, 1663)

Teve uma das vidas mais maravilhosas e surpreendentes que se encontram no calendário litúrgico. Filho de camponeses do sul da Itália, sabia-se tão pouco dotado intelectualmente que a si mesmo dava, com humildade, o nome de Frei Asno; mas pela santidade, e pelos dons sobrenaturais que recebia, compensou largamente a pouca inteligência. 

Diversas vezes tentou ingressar na vida religiosa sem o conseguir, por notória incapacidade. Só à custa de muita insistência foi admitido num convento franciscano. Quando se preparava para o sacerdócio, era ajudado sobrenaturalmente em todas as provas e exames. Certa vez, somente conseguira estudar e assimilar uma frase da Escritura: "Bem-aventuradas as entranhas que te trouxeram". 

Por milagre, no exame lhe pediram que explicasse exatamente essa frase, e ele se saiu maravilhosamente. É por isso considerado o patrono dos estudantes em apuros. Ordenado sacerdote, vivia arrebatado em êxtases e era objeto de fenômenos místicos extraordinários. Era comum ser visto em levitação, erguido do solo a alturas elevadas. Praticava milagres espantosos, curando doentes de todos os gêneros. 

Embora pouco inteligente, era iluminado pelo Divino Espírito Santo e dava conselhos acertadíssimos, sendo procurado, por isso, por pessoas altamente colocadas, que desejavam consultá-lo. Até o Papa quis conhecê-lo, e aconteceu que, durante a audiência com o Pontífice, o humilde franciscano entrou num êxtase e deixou o Papa admirado. Em suma, aquele que quase não fora admitido no convento, atingiu um santidade tão consumada e maravilhosa que se transformou numa das glórias da Ordem franciscana.

19. Santos Januário e Companheiros, Mártires (+ Pozzuoli, Itália, 305)

São Januário (também conhecido como San Gennaro), bispo de Benevento, cidade situada a 70 km de Nápoles, foi martirizado durante a perseguição de Diocleciano, juntamente com seis clérigos de sua diocese: Santos Sósio, Próculo, Festo, Desidério, Eutíquio e Acúrcio. Lançados ao fogo, as chamas, milagrosamente, não os feriram. Expostos às feras, estas também os deixaram ilesos. Foram, por fim, decapitados. 

Uma ampola contendo o sangue de São Januário foi conservada com respeito e até hoje, 17 séculos depois, liqüefaz-se milagrosamente três vezes por ano, em datas certas dos meses de maio, setembro e dezembro. Diante dos olhos de toda a multidão reunida, o sangue deixa o estado sólido e passa ao líquido, crescendo consideravelmente de volume e tomando a coloração avermelhada do sangue recém-derramado. Há na Europa mais três casos de sangues de santos se liqüefazerem em determinados dias do ano, mas nenhum deles é tão espetacular e conhecido quanto o de São Januário.
20. Santos Eustáquio e Companheiros, Mártires (+ Roma, sécs. I-II)
Segundo antiga tradição, nos tempos do imperador Trajano, em data não muito determinada, sofreram o martírio Santo Eustáquio, que tinha sido um dos mais prestigiosos e heróicos generais do Império, sua esposa Santa Teopista, e os dois filhos do casal, Santos Agapeto e Teopisto. Foram todos colocados dentro de uma estátua de metal com forma de touro, aquecida em brasa.  


21. São Mateus Evangelista, Apóstolo e Mártir (+ séc. I)

Era cobrador de impostos e possuía grande fortuna quando Nosso Senhor o convidou a segui-Lo, dizendo simplesmente: "Segue-Me! ". Mateus obedeceu sem hesitação, e veio a se transformar no primeiro dos Evangelistas. Segundo antiga tradição, pregou na Palestina e depois na Etiópia.  

22. Santos Maurício e Companheiros, Mártires (+ séc. III)

São Maurício comandava a célebre Legião Tebana, constituída por cristãos do Egito. Por volta do ano 286, enquanto reinava Diocleciano, essa divisão estava servindo em território da atual Suíça, quando o comandante supremo, Maximiano, ordenou que todos os soldados oferecessem sacrifícios aos deuses pagãos. Os membros da Legião Tebana se recusaram e foram todos mortos por amor a Jesus Cristo.  

23. São Lino, Papa e Mártir (+ Roma, séc. I)

Foi o segundo Papa, escolhido pelo próprio São Pedro para sucedê-lo. Sagrou quinze novos bispos, que mandou como missionários a várias regiões da Itália. Ordenou dezoito sacerdotes para exercerem seu ministério na Diocese de Roma, que dividiu em paróquias. Durante seu pontificado, que durou 12 anos, Jerusalém foi tomada e destruída. Sofreu o martírio por volta do ano 77, sendo sepultado ao lado de São Pedro. 

24. São Vicente Maria Strambi (+ Roma, 1824)

Em 1768, jovem sacerdote, ingressou na Congregação Passionista, que acabava de ser fundada. Foi discípulo perfeito e biógrafo de seu fundador, São Paulo da Cruz. Dedicou-se com grande sucesso às pregações populares, até que foi feito bispo de Macerata e Tolentino. Recusou prestar juramento de fidelidade a Napoleão Bonaparte, que invadira e usurpara os Estados Pontifícios e, em conseqüência, foi desterrado durante 7 anos. Já idoso, renunciou ao bispado e passou os últimos tempos de vida em Roma, como conselheiro e diretor espiritual do Papa Leão XII. Ofereceu sua vida a Deus para que esse Papa, gravemente enfermo, não morresse, e foi atendido: São Vicente Maria morreu e o Papa recuperou a saúde.  

25. São Firmino, Bispo e Mártir (+ Amiens, séc. IV)

São Firmino, primeiro bispo de Amiens, na França, foi martirizado nessa cidade, por amor a Jesus Cristo.

26. São Vicente de Paulo, Confessor (+ Paris, 1660)

Foi o fundador da  Congregação da Missão e, juntamente com Santa Luísa de Marillac, das Irmãs da Caridade. Sua vida é tão movimentada e cheia de aventuras que faz lembrar uma obra de ficção. Nasceu de uma família muito pobre em Landes, França; quando menino guardou porcos, e só pôde completar seus estudos porque auxiliado por um advogado caridoso, cujos filhos ajudou a educar ao mesmo tempo em que ele próprio estudava. Ordenado sacerdote aos 19 anos, passou a dar aulas particulares para se manter. 

Durante uma viagem marítima, caiu prisioneiro de piratas maometanos e foi conduzido à África, como escravo. Foi comprado por um médico árabe que lhe ensinou os segredos da medicina, e em troca São Vicente o converteu à Fé católica. Conseguindo retornar à França, empenhou-se na prática da caridade cristã, tanto espiritual quanto corporal, chegando a ter grande penetração na Corte. Foi capelão e conselheiro da rainha Margarida de Valois e prestou assistência ao rei Luís XIII moribundo. 

Fez parte do Conselho da Regência, durante a menoridade de Luís XIV, e exerceu grande influência sobre a rainha Ana d'Áustria. Fortunas espantosas, provenientes de coletas entre a alta nobreza, passavam por suas mãos e eram por ele distribuídas aos necessitados de toda a França, sem em nada alterar sua pobreza e simplicidade. Aos próprios parentes, pobres e necessitados, nunca quis favorecer, confiando-os à Divina Providência. 

Recebeu um benefício eclesiástico muito rendoso, que lhe assegurava uma vida sem preocupações econômicas, mas renunciou a ele, por achar que não era conveniente para sua santificação. Aproveitou a enorme influência política que desfrutava para conseguir a nomeação de Bispos virtuosos, dispostos a promover na França uma salutar reforma religiosa e a combater os erros do jansenismo. Incentivou a idéia de uma expedição armada contra a Inglaterra protestante que proibia, sob pena de morte, a atuação dos católicos em seu reino. Morreu em 1660, cercado da consideração geral, e foi canonizado em 1737.

27. São Cosme e São Damião, Mártires (+ Cilícia, Ásia Menor, sécs. III-IV)

Sofreram o martírio durante a perseguição de Diocleciano (284-305). Eram irmãos gêmeos e médicos, exercendo sua profissão gratuitamente, por caridade cristã, e nela obtendo curas espantosas. Durante a perseguição de Diocleciano (284-305) foram açoitados e em seguida decapitados, porque se recusaram a sacrificar aos ídolos. Tiveram seus nomes incluídos no Cânon da Missa e são invocados como protetores contra as doenças do corpo e da alma.  


28. São Venceslau, Mártir (+ Boêmia, 929)

Era menino de 13 anos quando herdou o Ducado da Boêmia, por morte de seu pai Vratislau. Na Corte, duas influências opostas se defrontavam: de um lado, a piedosa Ludmila, mãe de Vratislau, que era católica fervorosa e educou no catolicismo o neto Venceslau; de outro lado, a duquesa Draomira, viúva de Vratislau, regente na menoridade de Venceslau. Sendo pagã fanática e não conseguindo ter influência sobre o jovem duque, manifestava clara preferência pelo filho mais jovem, Boleslau, que também era pagão. 

Draomira mandou estrangular a sogra e passou a perseguir os católicos, mas não ousou tocar em São Venceslau. Este, impotente, tomou uma atitude prudentemente discreta até que, ao atingir os 18 anos, deu um golpe de força e destituiu a mãe, tomando posse do seu ducado e modificando radicalmente a situação. 

Favoreceu o catolicismo, chamou de volta os missionários, mandou edificar igrejas, submeteu-se como vassalo do Sacro Império. Muito piedoso, fazia questão de preparar pessoalmente, com trigo de suas plantações e uvas de suas videiras, as hóstias e o vinho destinados ao Sacrifício da Missa. Fez um breve mas memorável governo e morreu aos 23 anos, assassinado por Boleslau, que, em conluio com a mãe, o atraíra para uma cilada.  

29. São Miguel, São Gabriel e São Rafael, Arcanjos

Neste dia, a Igreja celebra os três gloriosos Arcanjos citados nominalmente nas Sagradas Escrituras: - São Miguel, o Príncipe da Milícia Celeste, aquele que no prélio magno ocorrido no Céu, derrotou o revoltoso satanás e seus sequazes, precipitando-os no Inferno; - São Gabriel, o Embaixador de Deus, que levou à Santíssima Virgem o convite para ser Mãe do Messias; - e São Rafael, um dos sete Anjos que assistem ante o trono divino, que curou a vista do velho Tobias e foi guia e protetor do jovem de mesmo nome. 


30. São Jerônimo, Confessor e Doutor da Igreja (+ Palestina, 419)

Natural da Dalmácia, recebeu formação católica, mas só foi batizado aos 20 anos. Possuidor de uma cultura clássica das maiores do tempo, é considerado um dos mestres da língua latina. Aproveitou integralmente sua imensa cultura no serviço da Igreja, lutando contra as heresias e defendendo a Fé católica. Atraído pela vida isolada e recolhida, na oração e nas austeridades, nem por isso deixava de participar ativamente, desde os vários locais em que viveu como ermitão, das grandes controvérsias do mundo culto de então. Foi secretário do Papa São Dâmaso, e recebeu deste o encargo de traduzir para o latim os Livros Sagrados, de modo a haver uma única versão oficial das Escrituras, para que não fossem estas deturpadas pelos hereges dos séculos futuros. Essa foi a origem da Vulgata . Na fase final de sua vida, permaneceu em Belém, na Palestina, onde dirigiu um mosteiro de monges e deu assistência a um mosteiro feminino. 

☞ Saiba mais sobre São Jerônimo, que nas religiões de matriz africana é sincretizado com Xangô, Orixá da Justiça...

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