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domingo, 22 de janeiro de 2012

São Cipriano e Santa Justina

Para falar sobre a vida de São Cipriano, seu encontro com Santa Justina e Deus, antes cabe entendermos melhor o que é Santo:

Santo é algo sagrado ou canonizado. Canonizar é o processo por via do qual se inscreve alguém nos cânones da igreja, ou seja, no rol de santos reconhecidos pela Igreja Católica Apostólica Romana. Canonizar significa por isso “tornar santo”.

Através da canonização, a igreja estabelece o culto público a uma pessoa já desencarnada e cujos feitos, ou o exemplo de vida, tenha se tornado motivo de inspiração à fé cristã. Para tornar uma pessoa santa a Igreja Católica promove um longo e complexo processo. Para santificação é necessária antes a beatificação.

A canonização de um beato é um assunto sério e um processo complexo dentro da Igreja, a ponto de só poder ser tratada pela Santa Sé em si, por uma comissão de altos membros e com a aprovação final do Papa. Canonização é a confirmação final da Santa Sé para que um Beato seja declarado Santo. Só o Papa tem a autoridade de conceder o estatuto de Santo. 
O Código de Direito Canônico da Igreja, no seu cânon 1186 estabelece: "Para fomentar a santificação do povo de Deus, a Igreja recomenda à veneração peculiar e filial dos fiéis a Bem-aventurada sempre Virgem Maria, Mãe de Deus, que Jesus Cristo constituiu Mãe de todos os homens, e promove o verdadeiro e autêntico culto dos outros Santos, com cujo exemplo os fiéis se edificam e de cuja intercessão se valem."; e, ainda no artigo 1187: "Só é lícito venerar com culto público os servos de Deus, que foram incluídos pela autoridade da Igreja no álbum dos Santos ou Beatos." ¹

São Cipriano foi canonizado pelo sacrifício que fez em nome da fé, tendo sido martirizado e pagado com a própria vida o preço pela inabalável fé em Deus, em Jesus Cristo e no Divino Espírito Santo.

Cipriano, o Bruxo que se tornou Santo

O nome verdadeiro de Cipriano era Tascius Caecilius Cyprianus, ele nasceu em 250 d.C. na Antioquia, região situada entre a Síria e Arábia; que na época era a terceira maior cidade do Império Romano. A região era na época conhecida pelos hábitos devassos e depravados da maioria de seus habitantes, costumes estes tão baixos que por inúmeras vezes chegaram a causar grande preocupação às administrações imperiais de Roma, governantes e, no então, proprietárias daquele território.

A cidade de Antioquia floresceu na margem esquerda do rio Orontes, na Turquia. Foi nesta mesma cidade que São Paulo pregou seu primeiro sermão, numa Sinagoga, nos tempos em que o cristianismo era apenas uma pequena facção religiosa; foi igualmente em Antioquia que os seguidores de Jesus foram chamados pela primeira vez de cristãos.

Esta metrópole da exercia grande fascínio no mundo antigo. Por sua beleza arquitetônica e riqueza artística era conhecida por "Antioquia, a bela", ou a "rainha do Oriente". Ali as belezas da arte romana e do luxo oriental se fundiam num cenário descrito nos livros de história como deslumbrante. A população de Antioquia era formada majoritariamente na origem romano/helênica, e o culto dos deuses originários desta tradição era a religião oficial.

Os cultos religiosos mais populares estavam associados as deusas do amor e da fertilidade, o que explica em parte a lascívia e libertinagem praticas livremente naquela cidade. Foi neste ambiente social, religioso e cultural que Cipriano nasceu. Filho de Édeso e Caledônia, descendeu de uma família próspera. Seus pais eram ricos e fiéis às divindades oficiais do antigo Império Romano, sendo assim Cipriano, ainda em sua infância, foi consagrado por seus pais ao serviço dos deuses. Com sete anos de idade, foi entregue aos magos para o estudo da magia e do ocultismo, tendo sido posteriormente, aos dez anos de idade, enviado à Grécia, como iniciado.


Cipriano entrou assim em contato com as ciências ocultas, e aprofundou-se com dedicação nos estudos da feitiçaria, rituais de sacrifício, evocação de espíritos, astrologia e adivinhação. Ele nutria verdadeira vocação e gosto por seus estudos místicos e religiosos. Assim, Cipriano dedicou boa parte de sua vida ao estudo e prática do ocultismo, adquirindo o epíteto de ‘O Feiticeiro’ e alcançando grande fama. Seu nome foi reconhecido enquanto um poderoso feiticeiro, capaz de grandes prodígios.


Cipriano não se limitou aos estudos e sacerdócio na Antioquia, aprofundando-se nas ciências ocultas durante viagens de estudo que fez ao Egito e Grécia. Desta forma absorveu conhecimento com vários mestres e sacerdotes místicos da época, estudando desde as mais ancestrais técnicas astrológicas, passando por numerologia hebraica e profecias, até os rituais de magia do antigo Egito.

Por volta dos 30 anos de idade Cipriano esteve na Babilônia, onde encontrou a bruxa Évora. Estudando com ela, Cipriano desenvolveu notórias capacidades premonitórias, e outras matérias sobre a arte da bruxaria, segundo as tradições místicas dos Caldeus. Após o falecimento da Bruxa Évora, Cipriano herdou seus manuscritos esotéricos, dos quais acabou por extrair muito de sua sabedoria ocultista.

Passado algum tempo, Cipriano já dominava com maestria as artes das ciências ocultas e da magia negra, contatando espíritos das trevas e demônios. Diz a lenda que Cipriano se aprofundou tanto e com tal dedicação, nestes contatos com o além, ao espantoso ponto de tornar-se amigo intimo de Lúcifer e Satanás; para os quais conseguia - em troca de poder e favores - angariar a perdição de muitas belas e jovens mulheres, o que acabou por lhe trazer grandes poderes sobrenaturais.


"Acredite em mim", ele disse: "Eu vi o príncipe das trevas, pois propiciei-lhe por sacrifícios. Cumprimentei-o e falei com ele e os seus anciãos, ele gostava de mim, elogiou meu entendimento, e antes de todo mundo ele disse: 'Aqui está um novo Jambres, sempre pronto para a obediência e digno da comunhão com a gente!" E prometeu fazer de mim um príncipe depois da minha partida do corpo, e para o curso da vida terrena para me ajudar em tudo. E ele me deu uma legião de demônios para me servir. 


Por conseguinte, todos os seus príncipes estavam atentos para mim, vendo a honra que me demonstrou a mim. A aparência externa do príncipe das trevas foi como uma flor. Sua cabeça foi coroada por uma coroa - espiritual - feita de ouro e pedras preciosas, como um resultado do qual todo o espaço ao seu redor estava iluminado, e sua roupa era surpreendente.  Quando ele se voltava para um lado ou outro, todo lugar tremia, uma multidão de espíritos malignos de vários graus estava obedientemente em seu trono. Entreguei-me totalmente a seu serviço naquela época, obedecendo a seu comando todos os dias. “²

Mestre no domínio do poder infernal, Cipriano construiu uma carreira sólida na bruxaria, alcançando grande fama e produzindo feitos extraordinários, o que lhe rendeu a reputação de Grande Feiticeiro. Muitas pessoas de todos os quadrantes geográficos procuravam seus serviços místicos e os seus ganhos financeiros, com estas práticas, eram bastante significativos.

Cipriano foi autor de diversas obras e tratados místicos, e era já um feiticeiro respeitado, reputado e temido, quando foi contatado por um rapaz chamado Aglaide. O rapaz estava ardentemente apaixonado por uma belíssima donzela cristã chamada Justina. Sendo rico, Aglaide rapidamente conseguiu o consentimento dos pais de Justina para unir-se a ela em casamento. Entretanto a jovem donzela professava uma forte fé cristã e desejava manter sua pureza, oferecendo sua virgindade a Deus, por esse motivo Justina recusou-se a contrair matrimônio com Aglaide.

Desgostoso e contrariado, mas com forte determinação em possuir a donzela Justina, Aglaide encomendou os serviços de Cipriano. O Grande Feiticeiro usou toda extensão de sua bruxaria, para fazer Justina oferecer-se a Aglaide, cair em tentação carnal e renunciar a fé cristã. Cipriano fez uso de diversos trabalhos de magia, contudo nenhum deles surtiu qualquer efeito. Para espanto de Cipriano, toda gama de feitiços que usava era repelido pela jovem donzela, apenas através do sinal-da-cruz e orações.

Acostumado a fazer belas moças caírem em tentação carnal; levando-as a entrar pelos caminhos da luxúria e conquistando-as para si mesmo, ou fazendo-as se abrirem a quem lhe encomendava os serviços de feitiçaria, Cipriano não conseguia entender o que estava acontecendo. Ele encontrou muitas dificuldades, e noite após noite visitava a jovem Justina com a sua infernal quantidade de feitiços. Nada resultou.

Cipriano desiludiu-se então profundamente com as suas artes místicas, que até então tinham funcionado de maneira infalível. Viu todo seu conhecimento de magia e ciências ocultas, todo seu poder, ser derrotado por uma mera donzela com fé no Deus de Cristo. Foi então que, aconselhado por um amigo seu, de nome Eusébio, e observando o enorme poder sobrenatural da fé de Justine, Cipriano resolveu converter-se ao cristianismo. Assim feito, o Grande Feiticeiro destruir todas suas obras esotéricas e tratados de magia negra, bem como ofereceu e distribuiu todos seus bens materiais e riquezas entre os pobres.

Depois de converter-se, Cipriano foi fortemente atormentado pelos espíritos de bruxas e demônios que o perseguiam, mas ele não vacilou, foi forte e manteve sua fé, afastando de si estas aparições malignas que pretendiam fazer com que ele retornasse aos caminhos do maligno. A fama de Cipriano era, contudo, grande e as noticias da sua conversão ao cristianismo chegaram até a corte do Imperador Diocleciano que no então tinha fixado residência na Nicomédia. A notícia despertou a ira do imperador Diocleciano, implacável perseguidor do povo cristão.

Cipriano e Justina foram então perseguidos, tendo sido aprisionados e lavados à presença do imperador, diante do qual foram forçados a negar sua fé. Ao negarem renunciar a fé cristã Justina foi despida e chicoteada, enquanto Cipriano era martirizado com um chicote de pentes de ferro. Mesmo assim, a cada açoite do chicote com dentes de ferro, e tendo a carne arrancada do corpo, Cipriano não renegou a sua recém adquirida fé, e Justina manteve-se sofredoramente fiel a Deus.

Mesmo sob tortura, Cipriano e Justina negaram-se a renunciar a fé em Cristo, então o imperador ordenou que fossem executados. Cipriano e Justina acabaram por ser decapitados, em 26 de Setembro de 304 d.C., juntamente com outro mártir católico, de nome Teotiso. Aceitaram a sua execução com grande fé e serenidade, tendo desencarnado com coragem e dignidade. Seus corpos nem sequer foram sepultados, ficaram expostos por seis dias, até que um grupo de cristãos, comovidos pela barbárie, acabou recolhendo-os.

Constantino

Mais tarde, o Imperador, cristão, Constantino, (272 – 337 d.C.), primeiro Imperador Romano a confirmar o cristianismo como religião oficial, ouviu falar de Cipriano. Diz a lenda que na noite antes de uma batalha decisiva, as portas de Roma - a Batalha da Ponte Mílvia, que aconteceu em 28 de outubro de 312 d.C -, o imperador sonhou com uma cruz e ouviu uma voz que lhe disse: “sob este símbolo vencerás”. Constantino interpretou o sonho como uma mensagem divina, e, de fato, venceu a batalha, conquistando assim o mais alto cargo de poder do império romano e governando-o até morrer.

A tradição sustenta que, ao anoitecer de 27 de outubro, quando os exércitos se preparavam para a batalha, Constantino teve uma visão quando olhava para o sol que se punha. As letras gregas XP (Chi-Rho, as primeiras duas letras de Χριστός, "Cristo") entrelaçadas com uma cruz apareceram-lhe enfeitando o sol, juntamente com a inscrição "In Hoc Signo Vinces" — latim para "Sob este signo vencerás".

Constantino, que era pagão na altura (apesar de que provavelmente sua mãe fosse cristã), colocou o símbolo nos escudos dos seus soldados. De fato, existem duas narrativas mais ou menos contemporâneas do episódio: Segundo o historiador Lactâncio, Constantino teria recebido num sonho a ordem de inscrever "o sinal celeste nos escudos dos seus soldados" - o que teria feito ordenando que fosse neles traçado um "estaurograma", uma cruz latina com sua extremidade superior arredondada em "P". 
Segundo Eusébio de Cesaréia, o próprio Constantino teria lhe dito que, numa data incerta - e não necessariamente na véspera da batalha - teria tido, ao olhar para o sol, uma visão de uma cruz luminosa sobre a qual estaria escrito, em grego, "Εν Τουτω Νικα", ou, em latim, in hoc signo vinces - "com este sinal vencerás", e que, na noite seguinte, Cristo lhe teria explicado em sonho que esta frase deveria ser usada contra seus inimigos.
Cristograma de Constantino
No dia seguinte, os dois exércitos confrontaram-se e Constantino saiu vitorioso. Já conhecido como um general hábil, Constantino começou a empurrar o exército de Maxêncio de volta ao rio Tibre e Maxêncio decidiu recuar, para defender-se mais próximo de Roma. Mas só havia uma escapatória, pela ponte, e os homens de Constantino infligiram grandes perdas no exército em fuga. 
Finalmente, uma ponte de barcas colocada ao lado da ponte Mílvio, pela qual muitas das tropas escapavam, sofreu o colapso, tendo os homens que ficaram na margem norte do rio Tibre sido mortos, ou feitos prisioneiros, com Maxêncio entre os mortos. 
Constantino entrou em Roma pouco depois, onde foi aclamado como o único Augusto ocidental. Ele teve creditada a vitória na ponte Mílvia à "Divindade" - ou a "uma Divindade" (na formulação deliberadamente ambígua escolhida pelo Senado, simpatizante do paganismo, para ser colocada no seu arco do triunfo), e ordenou o fim de todas as perseguições aos cristãos nos seus domínios, um passo que ele já tinha tomado na Britânia,na Gália e Hispânia em 306. Com o imperador como patrono, o Cristianismo, que já era muito difundido no império, explodiu em conversões e poder. ³

Foi Constantino que convocou o concilio de Nicéia, onde se fixou a data da Páscoa cristã, assim como fora editada a bíblia original, adaptando-a aos interesses de dominação da Igreja Católica, agora religião oficial do Império Romano. Foi também Constantino que através do Édito de Constantino, fixou o domingo como dia de descanso cristão, o correspondente ao Sabbath judaico, arrebanhando, desta forma, um maior número de fiéis.

Constantino ordenou que os restos mortais de Cipriano fossem sepultados na Basílica de São João Latrão, localizada na praça com o mesmo nome em Roma, que é a catedral do Bispo de Roma, ou seja: o papa. A basílica de São João de Latrão, (Archibasilica Sanctissimi Salvatoris), é a “mãe” de todas as igrejas, aquela na qual o Santo Padre exerce o seu mais alto oficio divino. A Basílica de São João de Latrão encontra-se localizada na praça de mesmo nome em Roma e é a Catedral do Bispo de Roma: o Papa. O seu nome oficial é Arquibasílica do Santíssimo Salvador, e é considerada a "mãe” de todas as igrejas do mundo. Foi na Omnium Urbis et Orbis Ecclesiarum Mater et Caput, (mãe e cabeça de todas as igrejas do mundo), que São Cipriano, o santo e mártir, encontrou o seu eterno repouso.

Existiram outras figuras como Cipriano ao longo da história

Maria Madalena amava profundamente a luxúria e era prostituta, uma mulher totalmente entregue ao prazer da carne, da vaidade e da luxúria, e que mais tarde viria a ser Santa; Paulo perseguia a matava homens e mulheres inocentes apenas por serem cristãos. Era um sanguinário predador de homens, um assassino que assistiu á morte de São Estevão, (o primeiro mártir), e que perseguiu e matou cristãos na estrada que conduzia a Damasco, e que depois ascendeu a Santo; Maria Egípcia, viveu na Alexandria, (Egito), onde se tornou prostituta. Não vendia o corpo pensando em dinheiro, mas apenas pelo vício do prazer. A quem lhe queria pagar, ela recusava o dinheiro e dizia que se prostituía apenas para ter quantos homens fosse possível, fazendo de graça o que lhe dava prazer. Também ela se tornou Santa Maria do Egito, a ermitã.

Conclusão

Todo percurso de São Cipriano é um verdadeiro hino á vida no esplendor da sua existência: do ‘Diabo’ a Deus, dos anjos aos ‘demônios’, da feitiçaria é fé crista, da ‘magia negra’ à ‘magia branca’, em tudo São Cipriano mergulhou, estudou e viveu. Do pecado á virtude, da luxúria á santidade, da riqueza á pobreza, do poder ao martírio, se alguém é digno de um percurso existencial completo, rico e enriquecedor, eis que este santo assim o representa. Uma vida vitoriosa que, ao encontra Santa Justina, viu a fé como simples e simplificando sua própria vida libertou-se dos laços infernais. A vida em Cristo é transparente, não tem interesse avaro, ganacioso, desumano ou qualquer ação que possa prejudicar o próprio autor, pois a lei do retorno é imutável. Aqui se faz, aqui se paga, ou, aqui se planta, aqui se colhe.

São Cipriano
Em São Cipriano, é controversa e polêmica a própria noção de evolução espiritual através da profunda vivência das mais diversas realidades espirituais - do mais profano excesso, á mais sacrificada ascese -, encontra corpo na vida e obra deste feiticeiro e mártir.

A história está repleta de santos que foram pecadores, e grandes pecadores que se tornaram santos. São Cipriano é também um desses exemplos da natureza humana em toda a sua complexa extensão: de ‘pecador’ dedicado á feitiçaria; conquistando pela bruxaria belas mulheres para as entregar ás mãos do perdição, insanidade e luxúria, chegou a santo na mais devota assunção do termo. Muito mais que apenas um feiticeiro, ou apenas um santo: é um símbolo da mais íntima natureza humana, na sua ampla dualidade.

O dia de São Cipriano é celebrado em 2 de Outubro, sendo que na última noite deste mesmo mês, em 31 Outubro, é celebrado o dia dos mortos, ou o dia das bruxas. O mês 9 de todos os anos, é um mês de profunda tradição na bruxaria.

Poderosa Oração a São Cipriano e Santa Justina

Ó Deus Onipotente e Eterno que por meio de vossa serva Justina, com quem vou perder a vida temporal para alcançar a eterna, eu vos peço humildemente perdão de todos os malefícios que cometei durante o tempo que meu espírito esteve preocupado com o dragão infernal; em pagamento do sacrifício de minha vida, suplico-vos que minhas preces sejam ouvidas a favor de todos aqueles que de bom coração vos suplicarem a saúde de seu corpo e alma, recordando–vos, Senhor, que com uma só palavra tirastes o maligno espírito daquele santo varão de que nos fala a Escritura, que ressuscitastes Lázaro, morto há três dias, que devolvestes a vista ao santo Tobias, cego por instigação de Satanás, que sois o soberano Dominador de vivos e mortos.

Compadecei-vos, Senhor, de todos aqueles que sabeis serem vossos por sua fé, esperança e boas obras, e vos suplico que aqueles que estejam ligados com feitiços, bruxarias ou possuídos do espírito maligno, os desateis para que possam, com toda liberdade, vos servir com tantas e boas obras e que os desenfeiticei para que possam usar de seu arbítrio em vosso serviço; que os desembruxeis para que o lobo raivoso não possa dize que tem domínio sobre alguma ovelha de vosso rebanho, comparada a custo de vosso preciosismo sangue derramado no monte do Gólgota.

Livrai-nos, Senhor Todo-Poderoso, do anjo rebelde, para que, já livres do inimigo comum, vos louvemos, bendigamos, adoremos, exaltemos, santifiquemos e confessemos a Vós, ao Pai e ao Espírito Santo, com todo o coro de Anjos, Patriarcas, Profetas, Santos, Santas, Virgens, Mártires, Confessores de vossa Santa Glória.

E vos suplico, Senhor, que em nome de Santa Justina preserveis ao vosso servidor... (citar o nome da pessoa) de todos os malefícios, perfídias, enganos e ardis de Lúcifer e de perseguir Vosso Santo Nome, que para sempre louvado seja. 

Preservai a vista, o pensamento, as obras, os filhos, os bens, animais, semeaduras, árvores, comestíveis e bebidas, não permitindo que vosso servidor... (citar o nome da pessoa) sofra qualquer investida do demônio, antes, iluminai-o, dando-lhe a vista conveniente para ver e observar vossas maravilhas na obra da Natureza; retificai meu entendimento para que possa contemplar vossos favores e dirigir os negócios a um bom fim; desatai minha língua para cantar os louvores de vossa bondade, dizendo: louvado seja Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo, três pessoas em um só Deus, que tudo criou do nada; se tenho preguiça nas ações, dignais-vos fazer que a preguiça de mim fuja para poder me empregar em ações de vosso agrado; se má direção há nos bens, filhos e demais dependentes deste vosso servidor... (citar o nome da pessoa), suplico-vos, Senhor, a troqueis em boa, para empregá-la em todo vosso santo serviço; e finalmente, aceitai, ouvi e conceda-me o que eu vos vou pedir em paga do sacrifício que fizeram de suas vidas vossos mártires Cipriano e Justina, com as seguintes preces:

Senhor, apiedai-vos de mim.
Jesus Cristo, apiedai-vos de mim.
Senhor, ouvi-me.

Deus Pai que estais no céu,
Deus Filho, redentor do mundo,
Deus Espírito Santo, apiedai-vos de mim.
Santa Trindade, apiedai-vos de mim.
Todos os Santos Apóstolos, Evangelistas e Discípulos do Senhor, rogai por mim.

De todo mal, livrai-me, Senhor.
De todo pecado, livrai-me Senhor.
De vossa ira, livrai-me Senhor.
De morte repentina, livrai-me Senhor.
Dos laços do demônio, livrai-me Senhor.
Da ira, ódio e má vontade, livrai-me Senhor.
De terremotos, livrai-me Senhor.

Anjos do céu, ouvi-me.
Prestai-me vossa ajuda.
Sem vós, meu coração perde toda a sua força.
Fiquem cheios de confusão os que tentam contra a minha vida espiritual.
Eia, eia! – vão eles gritando. Logo cairás em nossos laços, seguiremos os teus passos e neles acabarás caindo.

Mas os que amais Senhor, e vos honram dia e noite, por isso que invocam o seu Libertador.
Deus clemente, vós conheceis minha miséria, minha pobreza e minha fraqueza; não me negueis vosso auxílio.

Sede, Senhor, meu defensor na perseguição de meus inimigos.
Fugi, amigos de minha desgraça; em meu Deus encontrei graças; fugi.
Que estes inimigos sejam confundidos e afastados, Senhor.
Que venham trovões e tempestades de má influência, para que se afastem de minha presença.
Sejam inúteis, Senhor, os passos de meus inimigos.
Livrai-me de suas emboscadas, Senhor.

Concedei-me essa graça, Senhor.
Salvai, Senhor, vosso servo; eu vos suplico por vosso amor.
Senhor, ouvi minha súplica; e que o grito de meu coração cheguei até vós meu Deus.

Um comentário:

HSHSHSHS disse...

Acenda duas velas brancas juntas no mesmo pires branco, rodeando-as com açúcar branquinho e reze esta poderosa oração dos livros de São Cipriano, para prender e amansar alguém: "Eu te polvilho sob a graça de Deus para que enquanto ele criar peras nos escalheiros, tu não me contraries nos meus desejos nem te separes de mim." Faça o sinal da cruz e diga: "Que te abençoe pereira ferrão, que tirem mil dores e gerem amores: bendita seja o sol da manhã." FIZ E DEU CERTO