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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Sociedade Teosófica: Caráter Sagrado do Compromisso

PARTE TRÊS – O TRABALHO DA SOCIEDADE TEOSÓFICA

3.4 – CARÁTER SAGRADO DO COMPROMISSO
 


P: Há algum sistema de ética que se aplique na Sociedade?

T: A nossa é bastante clara e fácil para quem quiser segui-la. É a essência da ética do mundo, tirada dos ensinamentos de todos os grandes reformadores do universo. 

Nela podem-se ver representados: Confúcio, Zoroastro, Lao-Tsé e o Bhagavad-Gítâ, os preceitos de Gautama Buddha e Jesus de Nazaré, de Hillel e sua escola, assim como os de Pitágoras, Sócrates, Platão e suas respectivas escolas.

P: E os membros da Sociedade seguem esses preceitos? Entendo que existem grandes dissensões e disputas entre eles.

T: É muito natural, pois, apesar da reforma, em seu estado atual pode se considerar como nova. Os homens e as mulheres que precisam ser reformados são as mesmas naturezas humanas pecadoras dos tempos passados. 

Como já disse, são poucos os membros ativos, zelosos e ardentes; mas muitos são os sinceros e bem dispostos, que tratam de defender, o melhor que podem, os ideais da Sociedade e os seus próprios. 

Nosso dever é ajudar os membros individualmente, em seu progresso intelectual, moral e espiritual, e não censurar os que erram ou fracassam. 

Não temos o direito de negar a admissão a pessoa alguma -- especialmente na seção esotérica — onde "quem entra é igual a um recém-nascido". Mas se algum membro, apesar de seus compromissos sagrados, contraídos sob palavra de honra e em nome do "Eu" imortal, continua depois desse "novo nascimento" com os vícios e defeitos da vida antiga, tolerando-os e satisfazendo-os não obstante pertencer à Sociedade, então, naturalmente, é muito provável que será convidado a se demitir ou, no caso de negar-se a isso, será expulso. Temos regras rigorosas para tais casos.

P. Pode citar algumas delas?

T: Sim: nenhum membro da Sociedade -- seja exotérico ou esotérico — tem o direito de impor suas opiniões pessoais a outro membro. É uma ofensa contra a Sociedade. Quanto à seção interna, agora chamada esotérica, possui uma regra apresentada e adotada desde 1880: "Nenhum irmão poderá servir-se para seu uso egoísta de nenhum conhecimento que lhe for dado por qualquer membro de grau superior, sendo a violação desta regra punida com a expulsão". 

Antes que possam ser comunicados esses conhecimentos, o aspirante deve comprometer-se sob juramento solene a não fazer uso dos mesmos com objetivos egoístas, nem a revelar nada do que lhe foi confiado, exceto estando autorizado a isso.

P: Mas uma pessoa expulsa ou demissionária pode revelar o que aprendeu, ou violar qualquer cláusula do compromisso adquirido?

T: Certamente que não. Sua expulsão ou demissão somente a exonera da obrigação de obediência ao mestre e de tomar parte ativa na obra da Sociedade, mas certamente não do sagrado compromisso do segredo.

P: Mas essa razão é justa?

T: Seguramente. Todo homem ou mulher dotado do mínimo sentimento de honra, sua promessa de segredo tomada sob sua palavra de honra — e muito mais — em nome de seu Eu superior (o Deus interno), é inviolável enquanto for vivo. E, mesmo deixando a Sociedade, nenhum homem ou mulher dignos pensará em atacar ou prejudicar uma corporação a que pertenceram em virtude de semelhante compromisso.

P: Isto não é extremar as coisas?

T: Pode ser que sim, levando-se em conta o relaxamento destes tempos e da moral; mas, se a promessa não fosse firme, que necessidade haveria de compromisso? 

Como pode alguém aspirar a ser instruída na ciência secreta, se espera poder libertar-se quando bem entender, de todas as obrigações que lhe impuseram? 

Que segurança, confiança ou crédito poderiam existir entre os homens, se tais compromissos não tivessem valor ou alguma força real? 

Acredite: a lei de retribuição (Karma) muito rapidamente daria o merecido a quem dessa maneira quebrasse seu compromisso; tão depressa talvez como se manifestaria o desprezo de todo homem honrado, até mesmo neste plano físico. 

Como disse muito bem o Path (julho, 1889, Nova York), quanto a este assunto: "Uma vez adquirido um compromisso, obriga-nos para sempre no mundo moral e no mundo oculto. Se alguma vez o violamos e sofremos as conseqüências, isto não justifica o violarmos de novo; e sempre que o façamos reagirá sobre nós a poderosa balança da Lei (do Karma)".


Fonte: H.P.B. (HELENA PETROVNA BLAVATSKY)

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quinta-feira, 27 de março de 2014

ABRACADABRA!

Abracadabra é uma palavra mística usada como encantamento e considerada por alguns a frase mais pronunciada universalmente em outras linguagens sem tradução. É normalmente usada como encantamento por mágicos de palco, principalmente por ilusionistas.

Entretanto, originalmente acreditava-se no poder de tal palavra para a cura de febres e inflamações. A primeira menção conhecida à mesma foi feita no segundo século depois de Cristo; durante o governo de Septímio Severo, num poema chamado De Medicina Praecepta. No então, o médico Serenus Sammonicus, prescreveu o verso ao imperador de Roma Caracala, que receitando que o imperador usasse um amuleto com a palavra escrita num cone vertical para curar sua doença.

De acordo com Helena Petrovna Blavatsky, o termo é uma corruptela da palavra gnóstica "Abraxas" e essa, por sua vez, era uma corruptela de uma palavra antiga sagrada copta ou egípcia, uma fórmula mágica que significava "não me firas". Era comumente utilizado sobre o peito sob as vestimentas.

Thelema

"Abrahadabra", palavra que aparece no Livro da Lei, e é descrita por Aleister Crowley como a "Palavra do Aeon" e que ela "representa a Grande Obra completa", sendo assim é um arquétipo de todas as operações mágicas menores" (A.C.) Não deve ser confundida com a Palavra da Lei do Aeon, que é Thelema.

domingo, 25 de março de 2012

Tirando a limpo A verdadeira e pura Maçonaria



Pra você que é compelido a pensar que a Maçonaria é 'do mal', e que ela que faz parte de uma conspiração para dominar o mundo, saiba que esta ignóbia ideia ganha terreno através da deterioração do verdadeiro propósito iniciático, que se desvia do propósito espiritual. Me pergunto se hoje algumas lojas não se distanciaram de seu real propósito; como por exemplo dos nobres preceitos inseridos na proposta inicial da ordem Martiniana (circa 1900), que nada mais pregava que idéias liberais, afim de colocar a liberdade de pensamento fluente sobre o véu obscuro da intolerância, sempre através de grande esforço altruístico, dissipando as trevas do ignorantismo e da superstição.

O propósito desta ordem é fortalecer intuitos superiores, a concórdia, a tolerância e a harmonia, polindo arestas ligadas a superstições tolas e ao fanatismo. União, tolerância, aperfeiçoamento, trabalho honesto, auxílio mútuo, resignação na adversidade, perdão e crença inabalável são os verdadeiros pilares da Maçonaria.

Não se deixe enganar por teorias da conspiração e contos da carochinha, estas distrações são plantadas por representantes de monarquias que detém domínio sobre as instituições representantes do atraso das trevas. Como, por exemplo, instituições financeiras que prosperam através da especulação e todas as crenças derivadas do cristianismo, que usam das palavras e ensinamentos do maior avatar da humanidade para obter, gerir e manter poder político, financeiro e psicológico através da superstição entrópica.

Mas nem tudo está perdido, subvertido ou muito menos corrompido; pois a maioria dos componentes da nossa raça, que é a raça humana, sem distinção de cor, ideologia ou credo, compartilha de um consciente coletivo uno e poderoso. Pessoas altruísticas não se deixam dominar ou levar por inserções psicológicas plantadas ao melhor estilo da propaganda dirigida à bovinização das massas através de lavagem cerebral.

Somos UM e o Deus é um só. O capital do conhecimento, o capital humano, não necessitam da vil moeda para prosperar através dos tempos. Amigos que se ajudam e repudiam a competição fazem parte da mais pura natureza humana, somos uma tribo, e enquanto loja não vendemos nada, doamos. A chave da prosperidade está na colaboração e não na competição. Ajude quem te ajuda, goste de quem gosta de você, fortaleça aquele que te fortalece. Bloqueie, vete, aqueles que competem e cobiçam os bens alheios, não dê ouvidos as vozes ditadoras da fofoca, da vaidade, da ganância e da cobiça destruidora. Escute seu espírito e seja você mesm@!

Tod@s temos poder criativo, imaginação e opinião própria, não deixe outros pensarem por você, pense por sí própri@. A real independência não é material, é espiritual. A partir do momento em que você se libertar e aceitar o devir, seu sustento estará garantido, seu caminho traçado sem desvios e as dúvidas irão se dissipar, junto com os sentimentos inferiores que diminuem a grandeza da espécie humana, somos reflexo do divino.

Fique sabendo, você que se deixa levar por mentalidade e pensamento alheio, você consegue pensar por si! Talvez seja apenas uma míope visão - ademais de um leigo em se tratando do assunto - a que coloquei nas linhas acima, entretanto só posso acreditar que Maçonaria não é conspiração, é união. União pela luz, pela verdade, pela evolução mental e espiritual da raça humana. Juntos somos fortes! 

Paz e Luz!

terça-feira, 22 de junho de 2010

As Sociedades Secretas através dos tempos




Cronologia

A seguinte lista não pretende ser uma cronologia exaustiva da influência da tradição ocultista e das sociedades secretas sobre a história do mundo. Ela destaca eventos-chave que podem ser remontados a essas fontes desde tempos antigos.

40000 a.C.

Estabelecimento inicial das escolas de Mistérios, conforme representado nas pinturas da caverna de Lascaux. (imagem 1, 2 e 3)

30000 a.C.

De acordo com algumas tradições ocultistas, esse período viu a colonização da Ásia e Australásia pelos habitantes do continente perdido da Lemúria ou Mu. Adoração da Deusa e culturas matriarcais estabelecidas mundialmente.

10000 a.C.

Indícios sugestivos de contatos prematuros entre extraterrestres e tribos da Idade da Pedra no Tibete.

9000-8000 a.C.

Data estimada da destruição de Atlântida, de acordo com algumas tradições ocultistas. A primeira menção histórica à Atlantida remonta as obras de Platão. Os sacerdotes atlantes fugiram e estabeleceram colônias nas Ilhas Britânicas, na Europa Ocidental, no norte da África e na América do Sul. (imagem 4)

Surgimento da Tradição dos Mistérios do Norte, centrada na ilha de Tule, e da cultura ariana.

Invenção do alfabeto rúnico.

5000 a.C.

Estabelecimento das primeiras cidades primitivas no Oriente Médio. Início da agricultura, com a domesticação de animais como carneiros e cabras.

Possível contacto entre extraterrestres e a cultura sumeriana primitiva.

5000-3000 a.C.

Formação das duas nações, no Egipto pré-dinástico, governadas por forasteiros (Ísis e Osíris). (imagem 5)

Estabelecimento do panteão de deuses egípcios, incluindo Horus, Tot, Set, Rá, Ptah e Hator. Faraós considerados representantes divinos dos deuses.

3000-2000 a.C.

Construção de montes funerários e câmaras mortuárias na Europa ocidental e na área do Mediterrâneo; a esfinge e as grandes pirâmides de Gizé e Queóps, no Egito, e os ziggurats (Torres de Babel), em Ur.

Fundação da Fraternidade Sarmoung na Babilônia.

2000-1000 a.C.


Reinado de Tutmés III, no Egito (c. 1480). Fundação da Ordem Rosa-cruz. Reinado de Akenaton (c. 1370 a.C.), que fundou a fraternidade mística de Aton, dedicada à adoração do Sol como um símbolo do Supremo Criador.

Construção de Stonehenge e outros círculos de pedra megalíticos, nas Ilhas Britânicas. (imagem 6)

Reinado do filho de Akenaton, Tutancâmon, que restabeleceu o antigo panteão de deuses e deusas egípcios.

Moisés liberta os filhos de Israel da escravidão no Egipto, durante o reinado de Ramsés I, conduzindo-os à Terra Prometida de Canaã.

1000-500 a.C.

Fundação dos Artífices de Dionisio.

Construção do templo de Salomão (c. 950). (imagem 7)

Estabelecimento das cidades-estados da Grécia e do panteão olímpico dos deuses, em substituição ao culto anterior da natureza.

Primeiros templos erigidos no México, Peru e sudoeste norte-americano.

Celtas invadem a Europa ocidental.

Declínio do culto à Deusa e ascensão dos deuses celestes patriarcais, personificados pelos reis-sacerdotes.

Fundação de Roma (750 a.C.).

500 a.C.-1 d.C.

Cultura celta estabelecida na Grã-Bretanha. Fundação de colégios de sabedoria druida na Gália (França) e nas Ilhas Britânicas.

Odim é reconhecido como o principal deus dos Mistérios nórdicos, substituindo a Deusa Mãe, creditando-se-lhe a invenção das runas.

Buda, Lao Tsé, Confúcio, Pitágoras, Platão e Zoroastro pregam as suas novas religiões e filosofias.

Cultura maia na América Central.

Estabelecimento dos cultos de Mistérios de Elêusis.

Surgimento da seita dos essênios na Palestina e Judéia. Nascimento de Jesus de Nazaré, O Cristo. (imagem 8)

1-400 d.C.

Possível viagem de Jesus à Índia, Tibete e Grã-Bretanha para ser iniciado nas tradições esotéricas orientais e ocidentais. Ele é crucificado por suas idéias religiosas e políticas radicais (c. 33).

José de Arimatéia estabelece a primeira igreja celta em Glastonbury (c. 37).

Invasão da Grã-Bretanha pelas legiões romanas e supressão dos druidas (40-60).

Paulo percorre a Ásia Menor e Grécia pregando a sua versão do evangelho (50).

Revolta judaica contra o governo romano liderada pelos zelotes (66).

Repressão aos essênios e ocultamento em cavernas dos manuscritos do Mar Morto. Templo de Jerusalém destruído pelos romanos (70).

Redação do Novo Testamento. Os nazarenos rompem com o judaísmo e fundam a igreja cristã (c. 80).

Ormus é convertido ao cristianismo esotérico por Marcos. Mitraísmo e Mistérios de Ísis competem com o cristianismo no Império romano. Mani, um sumo sacerdote persa do zoroastrismo, é crucificado (276).

O imperador Constantino declara o cristianismo a religião oficial do Império romano. 

O Concílio de Nicéia define a heresia, condena o paganismo e estabelece os fundamentos teológicos da Igreja Católica ou universal (325). (imagem 9)

O sucessor de Constantino, Juliano, o Apóstata (361-363), por um breve período, restabelece a antiga religião pagã. O imperador Teodósio proibe a adoração dos deuses pagãos em Roma e fecha os templos pagãos (378).

Invasão de Roma, Grécia e Europa pelos bárbaros liderados pelo anão Átila, o Huno (395-480).

Retirada das legiões romanas da Grã-Bretanha (395).

Fundação da Ordem de Comacine por ex-membros do Colégio Romano de Arquitetos.

500-1000 d.C.

Maomê funda o Islã (morre em 632). (imagem 10)

Igreja Celta proscrita pelo Concílio de Whitby (664).

Fundação das primeiras sociedades secretas sutis (c. 700).

Primeira tradução escrita da Tábua de Esmeralda de Hermes Trimegisto. Carlos Magno supostamente funda a primeira loja rosa-cruz em Toulouse (898).

Surgimento dos cátaros, drusos e yezedi (900).

Monges católicos heréticos fundam o primeiro colégio rosa-cruz (1000).

1000-1400 d.C.

Fundação da Ordem dos Devotos dos Assassinos, por Hassan-ibn-Sabá (1034-1124) e da Ordem de São João (1050).

Primeira Cruzada para a Terra Santa (1095).

Captura da cidade de Jerusalém por Godofredo de Bulhão, fundador do Priorado de Sião (1099).

Assassinos se infiltram no culto tugue, na Índia. Fundação da Ordem dos Cavaleiros do Templo de Salomão, em Jerusalém (1118).

Carta de autorização concedida ao Priorado de Sião pelo papa Alexandre II (1178).

Cruzada lançada contra os cátaros (1208).

Inquisição criada para combater a heresia (1215).

Massacre dos cátaros em Montsegur, no sul da França (1241).

Trovadores praticam o seu culto do amor cortas. Escolas ocultistas ensinam a cabala e alquimia estabelecidas na Espanha pelos mouros. Conde Rodolfo de Habsburgo coroado sacro imperador romano (1273).

Cavaleiros Templários (imagem 11) detidos pelo rei francês Filipe, acusados de culto ao diabo, heresia e perversão sexual (1307).

Ordem Templária dissolvida por decreto papal (1313).

Último grão-mestre oficial dos templários, Jacques de Molay, queimado na fogueira e a Ordem se torna clandestina (1314).


1400-1600 d.C.

Suposta vida de Christian Rosenkreutz (1379-1482).

Fundação da Ordem da Jarreteira, por Eduardo III (1348).

Primeira publicação do Corpus Hermeticum pela família Médici da Itália (1460).

Publicação do Malleus Maleficarum e da bula do papa Inocêncio que desencadeou a histeria da caça às bruxas (1484 e 1486). (imagem 12)

Martinho Lutero inicia a Reforma (1521).

Henrique Agrippa refere-se aos templários como gnósticos e adoradores do deus fálico Príapo (1530).

Vida do Dr. John Dee (1527-1608).

Fundação do serviço secreto britânico por Sir Francis Walsingham. Nascimento de Johann Valenti Andrea (1586).

Vida de Sir Francis Bacon (1561-1626).

Derrota da Invencível Armada espanhola, com a ajuda mágica das bruxas de New Forest (1588).

1600-1700 d.C.

Fundação da Companhia da Virgínia, por Jaime I (1606).

Os Romanov tornam-se czares da Rússia (1613).

Publicação do manifesto rosa-cruz (1614). (imagem 13)

Vida de Elias Ashmole (1617-1692).

Viagem do Mayflower para a Nova Inglaterra e publicação da obra de Sir Francis Bacon, A Nova Atlântida (1620).

Estabelecimento da comunidade pagã de Merrymount, em Massachusetts, por Thomas Morton. Início da Guerra Civil inglesa (1642).

Primeira guilda maçónica inglesa aceita não-pedreiros em suas reuniões (1646?).

Carlos I condenado por traição e decapitado (1649).

Oliver Cromwell presumivelmente faz um pacto com o Diabo para se manter no poder. Introdução da franco-maçonaria por colonos holandeses nas colónias norte-americanas (1658).

Ordem dos Pietistas fundada na Pensilvânia (1694).

1700-1800 d.C.

Nascimento do conde de Saint-Germain (1710).

Fundação da Grande Loja Maçonica da Inglaterra e da Ordem Druida (1717). (imagem 14)

Fundação da primeira loja maçónica na França (1721).

Benjamin Franklin iniciado como maçom (1731).

Cavaleiro Andrew Ramsay informa aos maçons franceses serem herdeiros da tradição templária (1736).

Igreja Católica condena a maçonaria (1738).

Nascimento do conde Cagliostro. Conde de Saint-Germain envolvido na conspiração jacobita para restaurar a dinastia Stuart no trono inglês (1743).

Sociedade dos Flagelantes e Skopski fundadas na Rússia (1750).

George Washington iniciado como maçom (1752).

Sir Francis Dashwood funda o Clube do Fogo do Inferno. Franklin visita a Inglaterra para discutir o futuro das colônias norte-americanas com Dashwood (1758).

Fundação do Rito da Observação Estrita, pelo barão von Hund, baseado na tradição templária. Frederico da Prússia funda a Ordem dos Arquitetos da Africa e usa o título de Illuminati para descrever as suas lojas neomaçônicas (1768).

Franklin eleito grão-mestre da loja das Nove Irmãs, em Paris (1770).

Grão-Oriente fundado na França (1771).

Boston Tea Party, revolta de colonos norte-americanos contra o monopólio britânico no fornecimento de chá (1773).

Washington nomeado comandante-em-chefe do novo exército norte-americano (1775).

Fundação da Ordem dos Perfectibilistas ou Illuminati. Revolução Americana (1776).

Czar Pedro I funda o Circulo Secreto (1778).

Suposta morte do conde de Saint-Germain (1784). (imagem 15)

Grande Congresso Maçónico supostamente planeja a Revolução Francesa. Cagliostro envolvido no caso do anel de diamantes. Illuminati banidos da Baviera, tornando-se clandestinos (1785).

Revolução Francesa (1789).

Conspiração iluminista para derrubar os Habsburgo (1794).

1800-1900 d.C.

Conde Grabinka funda sociedade secreta em São Petersburgo baseada no martinismo e na doutrina rosa-cruz (1803).

Republicanos franceses, liderados por Fabre d’Olivet, tramam o assassinato de Napoleão Bonaparte, colocando uma bomba sob a sua carruagem. Imperador Napoleão assume o controle da maçonaria francesa (1805).

Ordem dos Templários, ressurgida na França, celebra o martfrio de Jacques de Molay com um réquiem público (1808).

Fundação da Ordem dos Sublimes Perfeitos (1809).

Eliphas Levi (1810-1875) revela o simbolismo secreto do ídolo templário Baphomet. (imagem 16)

Czar Alexandre 1 e imperador Francisco de Habshurgo se unem para derrotar a revolução italiana incitada pelas sociedades secretas.

John Quincy Adams, iniciado da Sociedade do Dragão, é eleito presidente norte-americano (1820).

Czar Alexandre proscreve a maçonaria na Rússia (1822).

Sociedade secreta dezembrista tenta um golpe, após a morte - suposta - de Alexandre (1825).

Partido Antimaçônico fundado nos EUA para combater as sociedades secretas na política norte-americana (1828).

Wagner adere à Vaterlandsverein, uma sociedade secreta dedicada à formação de uma federação pan-européia de nações. Convenção maçônica em Strasburgo supostamente planeja uma segunda Revolução Francesa (1848).

Napoleão III condena o Grão-Oriente por se meter com política radical (1850).

Paschal Randoph funda a Fraternidade Hermética da Luz (1858).

Abraham Lincoln é assassinado (1865).

Fundação da Ku Klux Klan (1866).

Fundação da Sociedade dos Rosa-cruzes de Anglia (1867).

Fundação da Sociedade Teosófica, por Madame Blavatsky, instruída pela Grande Fraternidade Branca. Nascimento de Aleister Crowley (1875).

Suicídio misterioso do arquiduque Rodolfo de Habsburgo em um alojamento de caça em Mayerling (1889).

Fundação da Ordem Hermética da Alvorada Dourada (1888).

Assassinato da imperatriz Elisabeth de Habsburgo pelos anarquistas (1898).

A partir de 1900

Fundação da Ordo Templi Orientis (1900). (imagem 17)

Fundação da Ordem Internacional da Co-Franco-maçonaria (1902).

Publicação dos Protocolos dos Sábios de Sião, na Rússia (1905).

Fundação da Antiga e Mística Ordem Rosa-cruz (1909).

Fundação da Sociedade da Mão Negra (1911).

Aleister Crowley aceito como líder da seção britânica da OTO. Fundação da Ordem do Templo da Rosa-cruz (1912).

Assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando e da arquiduquesa Sofia de Habsburgo. Tentativa de assassinato de Rasputin. Início da Primeira Guerra Mundial (1914).

Kaiser Guilherme abdica. Dinastia Habsburgo derrubada. Revolução Bolchevista Russa (1917-18).

Fundação do Partido dos Trabalhadores Alemães pela Sociedade de Thule (1919).

Hitler adere ao PTA e muda o seu nome para Partido Nacional-socialista (1920).

Crowley empregado pelo serviço secreto britânico. Cardeal Roncalli, futuro papa João XXIII, supostamente adere à Ordem Rosa-cruz. Hitler torna-se o primeiro chanceler do Terceiro Reich (1933).

Roosevelt introduz o símbolo iluminista do olho dentro do triângulo na nota de um dólar (1935). (imagem 18)

Invasão nazista da Inglaterra impedida pelas bruxas de New Forest (1940).

Rudolf Hess atraído para uma missão de paz na Grã-Bretanha por dados astrológicos falsos (1914).

Ordem do Templo revivida na França (1952).

Primeiro encontro do Grupo Bilderberg (1954).

Fundação da loja P2 (1960).

Morte do papa Paulo VI, eleição e suposto assassinato do papa João Paulo I, e eleição do papa João Paulo II (1978).

Revelação da conspiração da loja P2. Tentativa de assassinato de João Paulo II (1981).

Ordem Internacional Cavalheiresca da Tradição Solar fundada a mando da revivida Ordem do Templo, na França (1984).

Bibliografia: Michael Howard, A Conspiração Ocultista. Editora Campus, Rio de Janeiro, 1994. Imagens: Google images

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Maçonaria - O Bem, o Mal e a Lição da Pedra Bruta




"Uma análise dos símbolos maçônicos que têm como objetivo a edificação e aprimoramento do ser humano, e a necessidade de se lapidar e trabalhar o espírito. Ao entrar para a Ordem, a primeira imagem com a qual o Aprendiz Maçom toma contato, sob um ponto de vista sintetiza boa parte (senão todos) dos símbolos pertinentes a seu presente estágio e, sob outro aspecto, ela traz em si a indicação do trabalho que começou a ser realizado por aquele que iniciou o seu longo aprendizado.

Descrevendo rapidamente, a imagem apresenta um jovem olhando em direção a um bloco disforme de pedra. Este jovem, provavelmente um pedreiro ou um escultor, traz consigo os instrumentos de seu ofício: um malho e um cinzel. Em uma primeira vista, logo notamos que, pelo menos os já citados quatro elementos básicos da imagem, saltam aos nossos olhos. Repetindo, são eles: o próprio pedreiro, o malho, o cinzel e a pedra bruta.

Para podermos iniciar nossas rápida exposição – tanto sobre esses elementos quanto sobre o conjunto que a imagem em si representa, como um todo – é necessário que voltemos um pouco no tempo para nos lembrar da época em que assim chamada Maçonaria, hoje especulativa, era considerada operativa.

Naquele tempo, com a evolução da arte de se construir, o material utilizado nas edificações aos poucos passaria de madeira para pedra e, depois, da pedra para a pedra trabalhada. Assim, as construções iam se tornando mais sólidas e belas. 

O trabalho na pedra bruta visava, principalmente, a preparar um conjunto de peças para que essas se moldassem e se encaixassem em um todo maior de pedras, e que todo as estivessem em conformidade com o projeto dos “construtores”. No campo operativo, boa parte do trabalho de lapidação executado pelo novos Pedreiros era feito com o suo de, entre tantos outros materiais, três elementos básicos : a Pedra em si, o Martelo (ou Malho) e o Prego (ou Cinzel).

Talvez como efeito do avanço industrial, quando a máquina começava a substituir a mão-de-obra humana, por volta da segunda década do século 18, a Maçonaria passaria a ser considerada de ordem especulativa. Assim, boa parte dos componentes materiais até então utilizados no ofício e na arte da construção passaria a compor símbolos, cuja natureza, ainda associada às edificações, agora também estariam relacionados a aspectos internos do ser humano, sejam esses aspectos de ordem moral, sejam de ordem espiritual.

Dessa forma, o que antes era visto como a preparação para se produzir peças perfeitas, agora ganhava os contornos de símbolos que visavam à edificação do verdadeiro homem. Para tal, assim como acontecia com os blocos de pedra bruta, o próprio homem necessitaria ser trabalhado, ou lapidado, para que sua perfeição enfim se mostrasse.

Na já citada imagem do Grau de Aprendiz, vemos o jovem pedreiro trabalhando a pedra bruta. Para a realização desse trabalho, ele emprega o Cinzel e o Malho. O Malho se encontra em sua mão direita, enquanto o Cinzel está na esquerda. Comparando a pedra com o homem, é mostrado que ela, em seu estado bruto, se encontra disforme, distante de um possível estado de perfeição que, mais tarde, será representado pela Pedra Cúbica; igualmente, esse trabalho de lapidação poderá ocorrer com o próprio ser humano.

Ora se identificando com a Pedra, ora com o Pedreiro, o Aprendiz terá todos os elementos necessários para trabalhar a si próprio. Esses elementos estão representados pelos já mencionados Malho e Cinzel.

Superficialmente, alguns autores relacionam o Malho ao elemento ativo da obra de desbaste da Pedra Bruta, enquanto que o Cinzel seria o elemento passivo. O primeiro estaria associado à força e ao intelecto, enquanto que o segundo diria respeito à arte de esculpir propriamente dita. 

Em uma análise um pouco mais criteriosa, o Malho seguro pela mão direita, é entendido como sendo um símbolo da ação pura da vontade o Aprendiz, atuando com perseverança e continuidade sobre a Pedra, enquanto o Cinzel é visto como a capacidade de orientação e observação, a capacidade de saber discernir o que deve ou não ser retirado do bloco em trabalho. 

Sob o ponto de vista iniciático, Malho e Cinzel podem ser percebidos, respectivamente, como a Tradição, que prepara, e como a Tradição, que prepara, e como a Revelação, que cria. Um é inútil sem o outro, e eles atuam em conformidade com o Princípio Hermético da Polaridade, que diz que “tudo é duplo”.

Se uma forma de assimilação do símbolo do Grau de Aprendiz o mostra trabalhando a Pedra Bruta, um outro entendimento, de ordem ainda superior, nos fala que o Aprendiz, sendo a própria Pedra a ser desbastada, “sofrerá” a ação do Grande Escultor, que fará uso dos elementos necessário à realização da Obra final.

Mas qual seria a relação direta do Bem e do Mal com a lição Pedra Bruta? Estes dois conceitos, Bem e Mal, ocuparam e certamente continuarão ocupando a mente de todos e quaisquer estudantes das Ciências Antigas. 


Genericamente tomados como conceitos absolutos – nos quais primeiramente poderíamos simplesmente optar por um (normalmente o Bem) e esquecer o outro – tais aspectos da criação são de tamanha relatividade que defini-los satisfatoriamente pode parecer tarefa assaz dura, senão francamente impossível. Assim, iremos nos limitar a dissertar de modo livre e sucinto sobre os mesmos sempre tendo em mente o símbolo da Pedra Bruta, bem como nossa fé e confiança no Grande Artesão.

Em princípio, quanto mais livre de conceitos (sobremodo conceitos religiosos) preestabelecidos estiver a mente de alguém, mais apta esta mente estará para perceber os notáveis equívocos, alguns seculares, com os quais estamos obrigados a conviver. Por exemplo, tornou-se uso comum associar Deus tão somente ao Bem, relegando todos os aspectos supostamente vis da criação, as “coisas” ruins, ao seu eterno opositor. Dessa forma, a perene luta Bem versus Mal, tendo seu palco há muito armado, segue seu rumo em direção ao eterno.

Somente como ilustração para este equívoco, citamos um trecho, extraído dos códigos de uma das crenças mais populares de nosso país. Este trecho afirma, de modo claro, taxativo, lapidar e final ser “[....] Deus, soberanamente justo e bom...”. A suposição de que algo seja “justo e bom”, mesmo muito antes de poder ser considerada primária, deve ser vista como realmente é, ou seja, ilógica, até mesma contraditória.

O Segundo Princípio elaborado por aquele Três Vezes Grande, o Princípio de Correspondência nos diz que “o que está em cima é como o que está em baixo...”. Segundo a lógica hermética, sabemos que, em tese, um juiz, quando emite uma sentença ou julga uma causa humana, intenta nada mais ser senão justo. Ele não deseja ser nem bom e nem mau, mas apenas justo. As demais partes envolvidas são as que, segundo a conveniência de cada uma, entendem ter sido o seu veredicto, a sentença, boa ou má.

Da mesma forma, seguindo o Princípio Hermético das Correspondências, podemos supor o mesmo a respeito do Grande Juiz, o Criador. Se Ele é justo, como o crêem todos, é apenas justo. Nós, suas criaturas, é que, dentro de nossa limitada compreensão, entendemos serem as Sua ações mera conseqüência de um possível Bem o Mal. E exatamente nisto, em Sua Justiça, está a Sua Perfeição. Não é à toa que os maçons se utilizam do mote “Justo e Perfeito”, e nunca “Justo e Bom”.

Seguindo o raciocínio sobre o Bem e o Mal, no trabalho de lapidação da Pedra Bruta duas vontades parecem agir de modo concomitante : a primeira vontade seguirá os desígnios do Criador, que é soberana. A vontade secundária partiria da própria Pedra, ou do indivíduo a ser trabalhado, no caso, o Aprendiz. Em ambas possibilidades, intenta-se obter o produto final na forma de uma pedra Justa e Perfeita. Ela é Justa, pois está adequada à Sua Obra, e é Perfeita, pois também está em conformidade com a Perfeição de Seu Plano Maior.

O livre-arbítrio que, em princípio, parece dirigir a vontade de Aprendiz, nada mais é do que a faculdade que lhe dá a chance de estar em harmonia com a vontade Maior que o criou. Nesse caso, as duas vontades, sendo harmônicas, passam a ser uma única Vontade. Então, poderíamos entender o Bem como sendo a capacidade do Aprendiz de pôr a própria vontade em sintonia com a vontade Superior, enquanto o Mal simplesmente representaria a opção contrária a esta.

Um outro aspecto do símbolo, presente no processo de tornar desbastada a pedra bruta, também muito teria a acrescentar. Sob um certo ponto de vista, a Pedra Bruta é entendida como um estado original de liberdade, enquanto que a pedra trabalhada é vista como sendo nade mais do que o produto da submissão de uma individualidade pela força. Mas por hora, devido á densidade deste particular modo de entendimento da lição da Pedra Bruta, não gostaria de me aprofundar.

Para encerrar, diria apenas que cabe a cada um de nós descobrir a sutil diferença entre a perfeição da pedra trabalhada e a submissão que o desbastar da pedra por vezes representa. Não reconhecer tal diferença pode nos levar a ser, simplesmente, um mero produto de nosso meio, mais uma peça moldada à revelia de nossa própria vontade, de nosso próprio querer.

Enfim, talvez a diferença possa estar no fato de que, enquanto uma traz em si mesma o objetivo de toda Iniciação, ou seja, a fiel expressão da vontade do conjunto Criador e Criatura, constituindo uma verdadeira jóia una – a outra não passara de um mero capricho da manipulação profana, apenas mais um tijolo na parede, fadado a nada mais senão o esquecimento." 
Artigo redigido por Carlos Raposo*

“All in all you’re just another brick in the wall” (The Wall, Pink Floyd)

*Mais textos e informações sobre o autor, Carlos Raposo, você encontra em: http://orobas.blogspot.com/

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