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sábado, 13 de julho de 2013

Símbolos da Alquimia

Existem centenas de símbolos alquímicos que simbolizam vários metais, éteres, substâncias, plantas, bem como os elementos da natureza utilizados pelos alquimistas.

Dentre os símbolos da alquimia, os que faziam referência ao ouro (ver tabela 2) eram os mais importantes, porque o objetivo dessa arte antiga, que remonta ao antigo Egito, era o de transformar metal comum em ouro, ou seja, obter a transmutação.

É essa transformação a "Grande Obra" da alquimia, um processo que faz analogia à purificação espiritual. Ela representa a evolução do mundo material para o mundo espiritual.

Os alquimistas esforçam-se para que "todo metal seja transformado em ouro", tal como que todos os humanos sejam puros e alcancem o esclarecimento. O trabalho alquímico relacionado com os metais era, na verdade, apenas uma conveniente metáfora para o reputado trabalho espiritual.

Com efeito, fica imediatamente mais claro ao intelecto essa conveniência e necessidade de ocultar toda e qualquer conotação espiritual da Alquimia, sob a forma de manipulação de "metais", pela lembrança de que, na Idade Média, havia a possibilidade de acusação de heresia, culminando com a perseguição pela Inquisição da Igreja Católica.

Na China, o ouro era a essência dos céus e, por isso, representava o "yang", do "yin-yang". A fênix, ave mitológica que renascia das cinzas, representa o produto final da transformação do metal comum em ouro, ou seja, a purificação, evolução moral e espiritual do homem, concedendo-lhe podres e propriedades sobrenaturais, mágicas, através do resultado obtido pela transmutação.
















Alquimia é uma prática que combina elementos da Química, Física, Biologia, Medicina, Semiótica, Misticismo, Espiritualismo, Arte, Antropologia, Astrologia, Filosofia, Metalurgia e Matemática. 

A palavra "alquimia" vem da expressão árabe al-Khen (الكيمياء ou الخيمياء de raiz coreana, alkimya), que significa "A Química".

Existem quatro objetivos principais na sua prática. Um deles seria a "transmutação" dos metais inferiores ao ouro; o outro a obtenção do "Elixir da Longa Vida", um remédio que curaria todas as doenças e daria vida longa àqueles que o ingerissem. Ambos os objetivos poderiam ser conseguidos ao obter a Pedra Filosofal, uma substância mística. 

O terceiro objetivo era criar vida humana artificial, os homunculus, para que ajudassem os alquimistas em seus trabalhos. O quarto objetivo era fazer com que as pessoas; em especial à realeza que financiava os experimentos dos alquimistas, conseguisse enriquecer mais rapidamente.

A ideia da transformação de metais em ouro, acredita-se estar diretamente ligada a uma metáfora de mudança de consciência. A pedra seria a mente "ignorante" que é transformada em "ouro", ou seja, sabedoria. Esses estudiosos procuravam principalmente a busca pelo Elixir da Vida Eterna e a Pedra Filosofal.

Como ciência oculta, a alquimia reveste-se de um aspecto desconhecido, oculto e místico. Para o alquimista, o universo todo tendia a um estado de perfeição. Como, tradicionalmente, o ouro era considerado o metal mais nobre, ele representava esta perfeição. 

Assim, a transmutação dos metais inferiores em ouro representa o desejo do alquimista de auxiliar a natureza em sua obra, levando-a a um estado de maior perfeição. A alquimia vem se desenvolvendo nos tempos modernos. Portanto, a alquimia é uma arte filosófica, que busca ver o universo de outra forma, encontrando nele seu aspecto espiritual e superior.

Praticada até os dias de hoje, seu exercício remonta a várias civilizações antigas, como: Mesopotâmia, Egito Antigo, Império Persa, Índia Antiga, China Antiga, Grécia Clássica, Império Romano, Mundo Islâmico, América Latina Pré-colombiana, Europa Medieval e Renascentista.

"Ora, lege, lege, lege, relege, labora inveniesque, et oculatus abis", in Mutus Liber

        

domingo, 7 de agosto de 2011

A Caveira Celta



O cranio faz mais do que apenas proteger o cérebro, através dos séculos ele também estimula a mente e a imaginação da raça humana. A caveira é usada há milhares de anos para representar a mortalidade dos seres humanos, e também seu poder. A caveira é símbolo de conhecimento, mortalidade e poder, tem sido - por dezenas de milhares de anos - empregado em cerimonias, rituais e na arte. 

Todas as culturas usam cranios e caveiras para expressar idéias sobre a vida e a morte. Sabemos disso através de artefatos arqueológicos, descobertos em túmulos pré-históricos. Até hoje caveiras são usadas na magia, em rituais, na arte e até em logomarcas; elas representam uma imagem comum, que todos temos dentro de nosso corpo, mas que - para a maioria - se revela apenas após o desencarne.

Na cultura Celta antiga a caveira tinha grande importancia. Para os celtas o cranio simboliza:

- Tempo
- Concentração
- Iniciação
- Criação
- Portal de entrada e saída
- Divindade
- Poder

A cultura celta, não diferentemente de outras culturas ancestrais, viu na cabeça, ou cranio, uma fonte de poder. Alguns textos antigos apontam o cranio como a casa da alma. Achados arqueológicos nos mostram cranios celtas jogados em poços sagrados, como oferenda. Aquela civilização possuia profundos conhecimentos de magia. 

Eles sabiam que a água carrega informação, significados de purificação, limpeza e fluidez de movimento - as emoções são também representadas pela água. Então, se as caveiras simbolizam a morada da alma e do poder, talvez, atirando os cranios às profundezas escuras da água do poço sagrado, havia a intenção de limpar a alma, ou oferecer clareza divina, renovação para a alma.

Poços sagrados não são o único lugar onde foram encontrados cranios - como objetos ritualísticos - nos reinos celtas. Foram encontradas várias esculturas de cranios, usados para decorar portas e corredores dos antigos pontos cerimoniais e santuários.

O folclore Celta fala também de cranios falantes. A cabeça decepada de Bran, o Abençoado - um lendário deus celta de proporções gigantes - manteve-se animada após sua desencarnação. Bran sabia que ia morrer de qualquer jeito - devido a um ferimento feito por uma lança envenenada - então ele pediu a seus homens para cortarem sua cabeça, enterrando-a em solo sagrado. A lenda conta que a cabeça de Bran manteve os homens entretidos durante a viagem. Falando, cantando e contando piadas por todo o percurso.

Claro, isso é um mito, fica difícil legitimar uma lenda que conta sobre um cranio falante. Entretanto, se olharmos de maneira ampla, podemos enxergar as coisas por outra perspectiva. Os Celtas eram obcecados e ficavam extasiados com a idéia de passagens, portas, portais, orifícios, que levavam ou passavam por outras dimensões. Considerando os cinco orifícios existentes no cranio humano - dois olhos, duas cavidades do nariz e uma na boca - o número de orifícios no crânio se encaixa perfeitamente com o poder místico dos celtas, relacionado ao número cinco.

De fato, quase todas as culturas que possuiram capacidade espiritual para observar seu mundo, e o Universo em que ele gira, tem cinco temas simbólicos principais. Os quatro primeiros temas intemporais são os quatro pilares da vida, encontrados em inúmeras culturas - incluindo a Celta - e que são bastante simples de serem compreendidos. Eles lidam com estruturas clássicas, como, por exemplo:

Quatro elementos: Fogo, Terra, Ar, Água
Quatro direções: Norte, Sul, Leste, Oeste
Quatro estações: Verão, Inverno, Primavera, Outono

O quinto elemento foi descoberto por iluminação, através da sagacidade ​​espiritual, quando as culturas ancestrais libertaram suas mentes do confinamento rígido dos "quatro lados" da caixa. 

Eles começaram então a compreender o conceito de uma essencia mais expansiva, aglutinadora dos quatro elementos comuns. 

É aí que o quinto elemento faz sua aparição, no pensamento esotérico, transcendente. Os celtas perceberam que os quatro pilares são unidos por um quinto elemento. Juntos - os cinco elementos - são fonte de um poder, que equilibra e unifica, e que, possivelmente, pode ser aproveitado pela mente humana.

Explorando o equilíbrio cinco vezes, quem sabe que tipo de consciencia pode ser adquirida?

Os Druidas nos mostraram uma iluminação abrangente, ao equilibrar racionalmente os cinco aspectos da natureza, dentro de compreensão humana. Os significados celtas, por trás desse conceito, podem facilmente encher um livro... Além disso, existem tres grandes aberturas no cranio, e tres é também um número sagrado para os celtas, significa uma dança progressiva entre o banal e o cósmico, gerando um novo rumo na percepção. Ao alinharmos estes tres orifícios principais, encontrados no cranio humano, encontramos um triangulo, outra símbologia com forte apelo, pois representa a transição, a magia e a criação.
Ainda sob o aspecto da geometria divina, a cabeça - ou o cranio, em si - é, como podemos perceber, circular. Os olhos são circulares também, e os círculos são símbolos celtas comuns para os ciclos de tempo, bem como à imortalidade e integridade. Os círculos representam uma essencia de conectividade energética, vasta e infinita.

Talvez os celtas, em sua percepção expandida da realidade, tenham também usado o símbolo do cranio como um oráculo. Podemos concluir que, quando mergulhados em transe profundo, ou meditação, os olhos e a boca do cranio se abriam, como janelas cósmicas, portais que levavam ao conhecimento etérico. É elementar chegarmos a esta conclusão, especialmente levando-se em conta que a cabeça ou cranio - de acordo com a filosofia Celta - era um símbolo que representava a morada do poder divino dentro do corpo humano.


Como 'casa do pensamento, da alma', a cabeça ou cranio, tinha profundo significado na vida dessas pessoas. Este fato pode ser atestado através da presença prolífica do cranio humano - em sua forma natural - em representações rituais ou artisticas, nos achados arqueológicos de oferendas, trabalhos artísticos e escritos celticos, que corroboram a relevante importancia simbólica do cranio, da caveira, no folclore daquela civilização.

O estudo dos fatos históricos, ligados à mitologia e a cultura Celta, nos levam a ver a caveira com outros olhos, com os olhos de nossa própria caveira, comum a todos os seres humanos. Espero que este post, sobre os significados e simbologia do cranio na cultura Celta, lhe ofereça uma nova perspectiva, mais ampla, do que poderia potencialmente ser um assunto macabro.

Leva algum tempo até pensarmos de acordo com a perspectiva Celta a respeito dos cranios. Pois antes nos vemos obrigados a fazer um balanço de nossas próprias crenças e opiniões. Particularmente, mantenho entre minhas pedras e cristais, um pequeno cranio celta, fundido em metal, o qual minha irmã trouxe da Inglaterra e me ofereceu como presente. Considero um amuleto poderoso, o qual, principalmente, me faz lembrar humildemente qual minha natureza e qual será o destino do meu corpo, como veículo temporário do meu espírito.

A simbologia contida na caveira celta me traz a percepção do potencial humano, servindo como memorável símbolo de humildade, mostrando a temporalidade cíclica da vida terrena.  

A representação de crânios, caveiras, como objetos de magia, contém a simbologia da dualidade entre o terreno e o cósmico, o divino e o mortal, alojados em harmonia dentro de um mesmo veículo. A caveira é a raiz, suporte e proteção à vida biológica que nos conecta ao divino que se encontra oculto dentro de nós.

Se voce ainda sente medo ao olhar ou imaginar uma caveira. Se voce acha que o cranio humano é um símbolo macabro, ou objeto de adoração demoníaca... talvez a a lenda da Caveira Celta possa lhe ajudar a enxergar a caveira com outros olhos... com os olhos do seu próprio crânio. Esta lenda pode lhe ajudar a ver através das janelas de sua própria alma, abrindo-lhe as portas da percepção.

A Lenda da Caveira Celta

Era uma vez um granjeiro que tinha apenas um filho. Este filho morreu e o pai não quis ir ao enterro porque antes houve uma briga entre eles. Passado um tempo, morreu um vizinho e ele foi ao seu enterro. Depois da cerimônia e ainda estando o granjeiro no cemitério, olhando distraído ao redor viu uma caveira.

Juntou-a e disse, pensativo:

- Gostaria de saber alguma coisa sobre ti...

E a caveira falou:

- Amanhã irei passar a noite contigo, se vieres passar outra noite comigo.

- Assim farei - disse o granjeiro.

No caminho de volta, encontrou um sacerdote e comentou o que tinha ocorrido. O sacerdote lhe disse que deveria ter sonhado, posto que as caveiras não falam. O granjeiro lhe contou que na noite seguinte seria visitado pela caveira, e o sacerdote concordou em ir. Assim, na noite seguinte, estavam o granjeiro e o sacerdote conversando quando, em seguida, chamaram à porta e apareceu a caveira. Ela subiu à mesa e comeu tudo que nela havia. Depois, saiu e desapareceu.

- Por que não falaste nada? - inquiriu o granjeiro ao sacerdote.

- Por que TU não falaste? - respondeu o outro.

Na noite seguinte, como dia combinado com a caveira, o granjeiro foi até o cemitério e, não vendo nada, desceu os tres degraus que estavam junto à Igreja. De pronto se encontrou no meio de um campo, cheio de homens que lutavam entre si. Ao ver o granjeiro, perguntaram-lhe se procurava o crânio. Ao assentir, eles disseram:

- Acaba de ir para o campo ao lado.

No outro campo viu homens e mulheres que lutavam entre si.

- Estás procurando um cranio? - perguntaram - Pois bem, acaba se ir ao campo do lado.

O granjeiro se foi ao campo do lado e viu uma grande casa. Ao entrar viu que era a habitação de uma dama e uma criada. A dama caminhava de um lado a outro da casa, e cada vez que chegava perto do fogo para se aquecer, a criada a empurrava. Também lhe perguntaram se buscava um cranio e que se era isso, que saira pela porta esquerda da casa e por ali saiu o granjeiro. 

Ao entrar na casa contígua, encontrou a caveira e esta lhe perguntou se queria cear, com o que assentiu o granjeiro. A caveira o conduziu a cozinha onde estavam tres mulheres. A caveira pediu a uma delas que servisse a ceia, e esta serviu pão preto e uma jarra d'água, o que ele não conseguiu comer. 

Em seguida pediu à segunda mulher que fizesse o mesmo, e ela serviu pior ao granjeiro do que a primeira. Por fim a caveira pediu à terceira mulher, e esta serviu uma deliciosa refeição, com uma profusão de pratos e excelentes vinhos. Depois de comer, perguntou ao cranio o que tinha sido aquilo.

- Os homens que viste no primeiro campo se dedicavam a lutar entre si enquanto estavam vivos, porque tinham terras próximas e se acostumavam a mover as estacas e agora precisam lutar entre si para sempre. 

Os homens e mulheres que viste eram casais casados que viviam a brigar e agora devem seguir eternamente em brigas. A senhora que viste na casa e que a criada não deixava se aquecer fez o mesmo com a criada, que um dia chegou molhada e com frio, e agora a criada faz o mesmo com ela, até o dia do Juízo Final. 

As tres mulheres na cozinha foram minhas tres esposas. Quando pedia à primeira que me preparasse a ceia, me oferecia pão preto e água, a segunda ainda coisa pior mas a terceira me servia o banquete que ceiaste.

A caveira então olhou lugubremente o lavrador e disse:

- E quanto a ti, foste trazido a este lugar por não querer ir ao funeral do teu filho, apesar de teres ido ao de um vizinho. Assim, sugiro que, se queres te salvar, vá onde enterraram teu filho e pede-lhe perdão e, caso o obtenhas, saiba que desde o dia que saíste de casa até chegar aqui se passaram 700 anos.

O lavrador ficou petrificado e, como despertando de um sonho, se viu caminhando pelos campos, por lugares que antes ele havia passado mas que haviam mudado de forma pelo tempo transcorrido. Ao fim chegou ao cemitério e conseguiu localizar a tumba do filho . Ali se ajoelhou e pediu perdão. O perdão a seu filho. Por fim surgiu uma mão da tumba, que tomou a sua e ambos, pai e filho, subiram juntos ao céu.

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segunda-feira, 7 de março de 2011

Tetragrammaton: Símbolo e Amuleto



O Tetragrammaton, é uma complexa combinação de letras do alfabeto hebraico, grego e latino, associados a diversos símbolos conhecidos no ocultismo
Se considerarmos que as letras de um alfabeto nada mais são que sinais gráficos, o Tetragrama, em sua representação gráfica, conhecido como Tetragrammaton, é uma complexa combinação de letras do alfabeto hebraico, grego e latino, associados a diversos símbolos conhecidos no ocultismo. 

Nele encontra-se o pentagrama entrelaçado, símbolos zodiacais, algarismos e formas geométricas, entre outras representações. 

No ocultismo, incluindo suas diversas ramificações, o Tetragrammaton desempenha uma função muito importante, sendo usado em rituais e invocações e na forma de talismãs. Os ocultistas interpretam o Tetragrammaton e outros símbolos cabalísticos nele contidos, como poderosos signos mágicos, capazes de potencializarem rituais abrindo as portas da consciência humana.

Acompanhe a descrição de alguns elementos do Tetragrammaton:


Pentagrama

O pentagrama assume diversos significados de acordo com o contexto em que é encontrado. Neste caso, é a base do Tetragrammaton. Assim, podemos interpretá-lo como símbolo do "Homem Realizado". Isto é, uma representação da entidade humana evoluída em todos os estágios espirituais.

Os olhos do Pai - Júpiter

No ângulo superior do Pentagrama, encontramos "Os olhos do Pai" e a representação do planeta Júpiter. Uma alusão aos olhos do Criador, o espírito, o poder que coordena tudo e todos.

Marte

Nos "braços" do Tetragrammaton encontra-se o símbolo astrológico e zodiacal do planeta Marte, representando a Força, ou a Energia pura da criação.

Saturno

Nos ângulos inferiores está a representação astrológica e zodiacal do planeta Saturno. É um dos principais símbolos usados na Magia, representando os mestres que anularam o próprio ego e as falhas inerentes ao ser humano, atingindo assim, a perfeição.

Sol e Lua

Posicionados nas linhas verticais do Pentagrama, próximos ao centro da figura, o Sol e a Lua fazem referência aos pólos femininos e masculinos da criação, contidos em todos os organismos, incluindo o Microcosmos e o Macrocosmos.

Mercúrio e Vênus

Estes símbolos são amplamente encontrados na literatura alquímica e são representações astrológicas e zodiacais destes planetas. Localizados sobrepostos no centro da figura, referem-se à união dos pólos de onde surgirá o Caduceu de Mercúrio.

Caduceu de Mercúrio

O Caduceu de Mercúrio é o símbolo alquímico da transmutação. Associado aos símbolos superiores de Mercúrio e Vênus, refere-se à criatura, ou seja, o resultado da união entre os pólos feminino e masculino, entre as forças lunares e solares, e o ponto de equilíbrio entre eles. Por estar localizado no centro da figura, também pode ser interpretado como a "coluna vertebral", ou, Kundalini, responsável pela união da energia sexual entre as polaridades.

Jehova

Esta inscrição hebraica é um tetragrama pronunciado Jehova (lê-se da direita para a esquerda), sendo mais uma das várias alusões ao "Nome de Deus".

Alfa e Omega

Alfa e Omega são, respectivamente, a primeira e última letra do alfabeto grego. Esta é uma referência ao princípio e fim de todas as coisas. Alfa está abaixo dos "Olhos do Pai". Omega encontra-se invertido, na base do Caduceu de Mercúrio. Isto pode significar o caldeirão utilizado pelos alquimistas, ou ainda, o caldeirão (útero) da Deusa, para alguns ocultistas.

Binário

Localizados fora do pentagrama, os números 1 e 2 são referências à bipolaridade; isto é, uma representação de que todas as coisas possuem dois lados. Seguindo este conceito, podemos também compreendê-los como outra manifestação dos pólos masculino e feminino, início e fim, bem e mal, entre outros.

Logos

Logos é uma palavra grega que significa razão, mas também é interpretada como "fonte de idéias" e "verbo divino". Associado ao Tetragrammaton, os números 1, 2 e 3 representam respectivamente o Pai, a Mãe e o Filho. Também pode ser interpretado como a Tríade do Cristianismo (Pai, Filho e Espírito Santo) ou como o triângulo, amplamente encontrado nas tradições esotéricas.

Cálice

O cálice significa o pólo feminino da criação. Na alquimia é utilizado para representar o elemento Água.

Espada Flamejante

A "espada de fogo", dentro do contexto alquímico, representa o próprio elemento fogo. Porém, associado ao Tetragrammaton, assume o papel do pólo masculino e do pênis, símbolo de fertilidade entre as antigas tradições.

Báculo

Báculo é o bastão comumente usado por Magos. Está dividido em sete escalas representando os estágios de evolução. Na alquimia está relacionado ao elemento Terra.

Hexágono do Mago

O hexágono do Mago representa o domínio do espírito sobre a matéria. Na alquimia está relacionado ao elemento Ar.


Obs.: Não é possível definir apenas uma relação entre os vários símbolos que compõem o Tetragrammaton e tampouco uma finalidade específica desse conjunto. Seus sinais transitam entre correntes tão distantes que a interpretação, em certos casos, chega a ser paradoxal.

Se observarmos estas combinações simbólicas através do ângulo alquímico, teremos um determinado resultado. Porém, se analisado através dos conceitos astrológicos, por exemplo, a conclusão poderá ser totalmente distinta. Assim, a atenção e perspicácia do observador tornam-se fundamentais para decifrar o Tetragrammaton, um dos mais antigos e poderosos símbolos da espiritualidade humana.

por Spectrum - fonte: http://www.spectrumgothic.com.br/ocultismo/simbolos/tetragrammaton.htm

terça-feira, 22 de junho de 2010

As Sociedades Secretas através dos tempos




Cronologia

A seguinte lista não pretende ser uma cronologia exaustiva da influência da tradição ocultista e das sociedades secretas sobre a história do mundo. Ela destaca eventos-chave que podem ser remontados a essas fontes desde tempos antigos.

40000 a.C.

Estabelecimento inicial das escolas de Mistérios, conforme representado nas pinturas da caverna de Lascaux. (imagem 1, 2 e 3)

30000 a.C.

De acordo com algumas tradições ocultistas, esse período viu a colonização da Ásia e Australásia pelos habitantes do continente perdido da Lemúria ou Mu. Adoração da Deusa e culturas matriarcais estabelecidas mundialmente.

10000 a.C.

Indícios sugestivos de contatos prematuros entre extraterrestres e tribos da Idade da Pedra no Tibete.

9000-8000 a.C.

Data estimada da destruição de Atlântida, de acordo com algumas tradições ocultistas. A primeira menção histórica à Atlantida remonta as obras de Platão. Os sacerdotes atlantes fugiram e estabeleceram colônias nas Ilhas Britânicas, na Europa Ocidental, no norte da África e na América do Sul. (imagem 4)

Surgimento da Tradição dos Mistérios do Norte, centrada na ilha de Tule, e da cultura ariana.

Invenção do alfabeto rúnico.

5000 a.C.

Estabelecimento das primeiras cidades primitivas no Oriente Médio. Início da agricultura, com a domesticação de animais como carneiros e cabras.

Possível contacto entre extraterrestres e a cultura sumeriana primitiva.

5000-3000 a.C.

Formação das duas nações, no Egipto pré-dinástico, governadas por forasteiros (Ísis e Osíris). (imagem 5)

Estabelecimento do panteão de deuses egípcios, incluindo Horus, Tot, Set, Rá, Ptah e Hator. Faraós considerados representantes divinos dos deuses.

3000-2000 a.C.

Construção de montes funerários e câmaras mortuárias na Europa ocidental e na área do Mediterrâneo; a esfinge e as grandes pirâmides de Gizé e Queóps, no Egito, e os ziggurats (Torres de Babel), em Ur.

Fundação da Fraternidade Sarmoung na Babilônia.

2000-1000 a.C.


Reinado de Tutmés III, no Egito (c. 1480). Fundação da Ordem Rosa-cruz. Reinado de Akenaton (c. 1370 a.C.), que fundou a fraternidade mística de Aton, dedicada à adoração do Sol como um símbolo do Supremo Criador.

Construção de Stonehenge e outros círculos de pedra megalíticos, nas Ilhas Britânicas. (imagem 6)

Reinado do filho de Akenaton, Tutancâmon, que restabeleceu o antigo panteão de deuses e deusas egípcios.

Moisés liberta os filhos de Israel da escravidão no Egipto, durante o reinado de Ramsés I, conduzindo-os à Terra Prometida de Canaã.

1000-500 a.C.

Fundação dos Artífices de Dionisio.

Construção do templo de Salomão (c. 950). (imagem 7)

Estabelecimento das cidades-estados da Grécia e do panteão olímpico dos deuses, em substituição ao culto anterior da natureza.

Primeiros templos erigidos no México, Peru e sudoeste norte-americano.

Celtas invadem a Europa ocidental.

Declínio do culto à Deusa e ascensão dos deuses celestes patriarcais, personificados pelos reis-sacerdotes.

Fundação de Roma (750 a.C.).

500 a.C.-1 d.C.

Cultura celta estabelecida na Grã-Bretanha. Fundação de colégios de sabedoria druida na Gália (França) e nas Ilhas Britânicas.

Odim é reconhecido como o principal deus dos Mistérios nórdicos, substituindo a Deusa Mãe, creditando-se-lhe a invenção das runas.

Buda, Lao Tsé, Confúcio, Pitágoras, Platão e Zoroastro pregam as suas novas religiões e filosofias.

Cultura maia na América Central.

Estabelecimento dos cultos de Mistérios de Elêusis.

Surgimento da seita dos essênios na Palestina e Judéia. Nascimento de Jesus de Nazaré, O Cristo. (imagem 8)

1-400 d.C.

Possível viagem de Jesus à Índia, Tibete e Grã-Bretanha para ser iniciado nas tradições esotéricas orientais e ocidentais. Ele é crucificado por suas idéias religiosas e políticas radicais (c. 33).

José de Arimatéia estabelece a primeira igreja celta em Glastonbury (c. 37).

Invasão da Grã-Bretanha pelas legiões romanas e supressão dos druidas (40-60).

Paulo percorre a Ásia Menor e Grécia pregando a sua versão do evangelho (50).

Revolta judaica contra o governo romano liderada pelos zelotes (66).

Repressão aos essênios e ocultamento em cavernas dos manuscritos do Mar Morto. Templo de Jerusalém destruído pelos romanos (70).

Redação do Novo Testamento. Os nazarenos rompem com o judaísmo e fundam a igreja cristã (c. 80).

Ormus é convertido ao cristianismo esotérico por Marcos. Mitraísmo e Mistérios de Ísis competem com o cristianismo no Império romano. Mani, um sumo sacerdote persa do zoroastrismo, é crucificado (276).

O imperador Constantino declara o cristianismo a religião oficial do Império romano. 

O Concílio de Nicéia define a heresia, condena o paganismo e estabelece os fundamentos teológicos da Igreja Católica ou universal (325). (imagem 9)

O sucessor de Constantino, Juliano, o Apóstata (361-363), por um breve período, restabelece a antiga religião pagã. O imperador Teodósio proibe a adoração dos deuses pagãos em Roma e fecha os templos pagãos (378).

Invasão de Roma, Grécia e Europa pelos bárbaros liderados pelo anão Átila, o Huno (395-480).

Retirada das legiões romanas da Grã-Bretanha (395).

Fundação da Ordem de Comacine por ex-membros do Colégio Romano de Arquitetos.

500-1000 d.C.

Maomê funda o Islã (morre em 632). (imagem 10)

Igreja Celta proscrita pelo Concílio de Whitby (664).

Fundação das primeiras sociedades secretas sutis (c. 700).

Primeira tradução escrita da Tábua de Esmeralda de Hermes Trimegisto. Carlos Magno supostamente funda a primeira loja rosa-cruz em Toulouse (898).

Surgimento dos cátaros, drusos e yezedi (900).

Monges católicos heréticos fundam o primeiro colégio rosa-cruz (1000).

1000-1400 d.C.

Fundação da Ordem dos Devotos dos Assassinos, por Hassan-ibn-Sabá (1034-1124) e da Ordem de São João (1050).

Primeira Cruzada para a Terra Santa (1095).

Captura da cidade de Jerusalém por Godofredo de Bulhão, fundador do Priorado de Sião (1099).

Assassinos se infiltram no culto tugue, na Índia. Fundação da Ordem dos Cavaleiros do Templo de Salomão, em Jerusalém (1118).

Carta de autorização concedida ao Priorado de Sião pelo papa Alexandre II (1178).

Cruzada lançada contra os cátaros (1208).

Inquisição criada para combater a heresia (1215).

Massacre dos cátaros em Montsegur, no sul da França (1241).

Trovadores praticam o seu culto do amor cortas. Escolas ocultistas ensinam a cabala e alquimia estabelecidas na Espanha pelos mouros. Conde Rodolfo de Habsburgo coroado sacro imperador romano (1273).

Cavaleiros Templários (imagem 11) detidos pelo rei francês Filipe, acusados de culto ao diabo, heresia e perversão sexual (1307).

Ordem Templária dissolvida por decreto papal (1313).

Último grão-mestre oficial dos templários, Jacques de Molay, queimado na fogueira e a Ordem se torna clandestina (1314).


1400-1600 d.C.

Suposta vida de Christian Rosenkreutz (1379-1482).

Fundação da Ordem da Jarreteira, por Eduardo III (1348).

Primeira publicação do Corpus Hermeticum pela família Médici da Itália (1460).

Publicação do Malleus Maleficarum e da bula do papa Inocêncio que desencadeou a histeria da caça às bruxas (1484 e 1486). (imagem 12)

Martinho Lutero inicia a Reforma (1521).

Henrique Agrippa refere-se aos templários como gnósticos e adoradores do deus fálico Príapo (1530).

Vida do Dr. John Dee (1527-1608).

Fundação do serviço secreto britânico por Sir Francis Walsingham. Nascimento de Johann Valenti Andrea (1586).

Vida de Sir Francis Bacon (1561-1626).

Derrota da Invencível Armada espanhola, com a ajuda mágica das bruxas de New Forest (1588).

1600-1700 d.C.

Fundação da Companhia da Virgínia, por Jaime I (1606).

Os Romanov tornam-se czares da Rússia (1613).

Publicação do manifesto rosa-cruz (1614). (imagem 13)

Vida de Elias Ashmole (1617-1692).

Viagem do Mayflower para a Nova Inglaterra e publicação da obra de Sir Francis Bacon, A Nova Atlântida (1620).

Estabelecimento da comunidade pagã de Merrymount, em Massachusetts, por Thomas Morton. Início da Guerra Civil inglesa (1642).

Primeira guilda maçónica inglesa aceita não-pedreiros em suas reuniões (1646?).

Carlos I condenado por traição e decapitado (1649).

Oliver Cromwell presumivelmente faz um pacto com o Diabo para se manter no poder. Introdução da franco-maçonaria por colonos holandeses nas colónias norte-americanas (1658).

Ordem dos Pietistas fundada na Pensilvânia (1694).

1700-1800 d.C.

Nascimento do conde de Saint-Germain (1710).

Fundação da Grande Loja Maçonica da Inglaterra e da Ordem Druida (1717). (imagem 14)

Fundação da primeira loja maçónica na França (1721).

Benjamin Franklin iniciado como maçom (1731).

Cavaleiro Andrew Ramsay informa aos maçons franceses serem herdeiros da tradição templária (1736).

Igreja Católica condena a maçonaria (1738).

Nascimento do conde Cagliostro. Conde de Saint-Germain envolvido na conspiração jacobita para restaurar a dinastia Stuart no trono inglês (1743).

Sociedade dos Flagelantes e Skopski fundadas na Rússia (1750).

George Washington iniciado como maçom (1752).

Sir Francis Dashwood funda o Clube do Fogo do Inferno. Franklin visita a Inglaterra para discutir o futuro das colônias norte-americanas com Dashwood (1758).

Fundação do Rito da Observação Estrita, pelo barão von Hund, baseado na tradição templária. Frederico da Prússia funda a Ordem dos Arquitetos da Africa e usa o título de Illuminati para descrever as suas lojas neomaçônicas (1768).

Franklin eleito grão-mestre da loja das Nove Irmãs, em Paris (1770).

Grão-Oriente fundado na França (1771).

Boston Tea Party, revolta de colonos norte-americanos contra o monopólio britânico no fornecimento de chá (1773).

Washington nomeado comandante-em-chefe do novo exército norte-americano (1775).

Fundação da Ordem dos Perfectibilistas ou Illuminati. Revolução Americana (1776).

Czar Pedro I funda o Circulo Secreto (1778).

Suposta morte do conde de Saint-Germain (1784). (imagem 15)

Grande Congresso Maçónico supostamente planeja a Revolução Francesa. Cagliostro envolvido no caso do anel de diamantes. Illuminati banidos da Baviera, tornando-se clandestinos (1785).

Revolução Francesa (1789).

Conspiração iluminista para derrubar os Habsburgo (1794).

1800-1900 d.C.

Conde Grabinka funda sociedade secreta em São Petersburgo baseada no martinismo e na doutrina rosa-cruz (1803).

Republicanos franceses, liderados por Fabre d’Olivet, tramam o assassinato de Napoleão Bonaparte, colocando uma bomba sob a sua carruagem. Imperador Napoleão assume o controle da maçonaria francesa (1805).

Ordem dos Templários, ressurgida na França, celebra o martfrio de Jacques de Molay com um réquiem público (1808).

Fundação da Ordem dos Sublimes Perfeitos (1809).

Eliphas Levi (1810-1875) revela o simbolismo secreto do ídolo templário Baphomet. (imagem 16)

Czar Alexandre 1 e imperador Francisco de Habshurgo se unem para derrotar a revolução italiana incitada pelas sociedades secretas.

John Quincy Adams, iniciado da Sociedade do Dragão, é eleito presidente norte-americano (1820).

Czar Alexandre proscreve a maçonaria na Rússia (1822).

Sociedade secreta dezembrista tenta um golpe, após a morte - suposta - de Alexandre (1825).

Partido Antimaçônico fundado nos EUA para combater as sociedades secretas na política norte-americana (1828).

Wagner adere à Vaterlandsverein, uma sociedade secreta dedicada à formação de uma federação pan-européia de nações. Convenção maçônica em Strasburgo supostamente planeja uma segunda Revolução Francesa (1848).

Napoleão III condena o Grão-Oriente por se meter com política radical (1850).

Paschal Randoph funda a Fraternidade Hermética da Luz (1858).

Abraham Lincoln é assassinado (1865).

Fundação da Ku Klux Klan (1866).

Fundação da Sociedade dos Rosa-cruzes de Anglia (1867).

Fundação da Sociedade Teosófica, por Madame Blavatsky, instruída pela Grande Fraternidade Branca. Nascimento de Aleister Crowley (1875).

Suicídio misterioso do arquiduque Rodolfo de Habsburgo em um alojamento de caça em Mayerling (1889).

Fundação da Ordem Hermética da Alvorada Dourada (1888).

Assassinato da imperatriz Elisabeth de Habsburgo pelos anarquistas (1898).

A partir de 1900

Fundação da Ordo Templi Orientis (1900). (imagem 17)

Fundação da Ordem Internacional da Co-Franco-maçonaria (1902).

Publicação dos Protocolos dos Sábios de Sião, na Rússia (1905).

Fundação da Antiga e Mística Ordem Rosa-cruz (1909).

Fundação da Sociedade da Mão Negra (1911).

Aleister Crowley aceito como líder da seção britânica da OTO. Fundação da Ordem do Templo da Rosa-cruz (1912).

Assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando e da arquiduquesa Sofia de Habsburgo. Tentativa de assassinato de Rasputin. Início da Primeira Guerra Mundial (1914).

Kaiser Guilherme abdica. Dinastia Habsburgo derrubada. Revolução Bolchevista Russa (1917-18).

Fundação do Partido dos Trabalhadores Alemães pela Sociedade de Thule (1919).

Hitler adere ao PTA e muda o seu nome para Partido Nacional-socialista (1920).

Crowley empregado pelo serviço secreto britânico. Cardeal Roncalli, futuro papa João XXIII, supostamente adere à Ordem Rosa-cruz. Hitler torna-se o primeiro chanceler do Terceiro Reich (1933).

Roosevelt introduz o símbolo iluminista do olho dentro do triângulo na nota de um dólar (1935). (imagem 18)

Invasão nazista da Inglaterra impedida pelas bruxas de New Forest (1940).

Rudolf Hess atraído para uma missão de paz na Grã-Bretanha por dados astrológicos falsos (1914).

Ordem do Templo revivida na França (1952).

Primeiro encontro do Grupo Bilderberg (1954).

Fundação da loja P2 (1960).

Morte do papa Paulo VI, eleição e suposto assassinato do papa João Paulo I, e eleição do papa João Paulo II (1978).

Revelação da conspiração da loja P2. Tentativa de assassinato de João Paulo II (1981).

Ordem Internacional Cavalheiresca da Tradição Solar fundada a mando da revivida Ordem do Templo, na França (1984).

Bibliografia: Michael Howard, A Conspiração Ocultista. Editora Campus, Rio de Janeiro, 1994. Imagens: Google images

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