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sábado, 13 de junho de 2020

Oração à Exu Caveira, com pedido de ajuda e proteção

"Salve Seu Exú Caveira, Senhor das encruzilhadas  e nosso amigo protetor nas noites escuras desta vida.  Laroyê, Seu Exú Caveira!  Na Calunga, quando ele aparece, Credo e cruz, eu rezo prece pra Exú, dono da rua.  Sinto a força deste momento, E firmo o meu pensamento nos quatros cantos da rua.  E peço a ele que me proteja, Onde quer que eu esteja ao longo desta caminhada.  Confio em sua ajuda verdadeira, Ele é Exú Caveira, Senhor das Encruzilhadas. Laroyê, Exú Caveira!"
Imagem ilustrativa de Exu Caveira (reprodução/internet)


"Salve Seu Exú Caveira,
Senhor das encruzilhadas 
e nosso amigo protetor
nas noites escuras desta vida.

Laroyê, Seu Exú Caveira!

Na Calunga, quando ele aparece,
Credo e cruz, eu rezo prece
pra Exú, dono da rua.

Sinto a força deste momento,
E firmo o meu pensamento
nos quatros cantos da rua.

E peço a ele que me proteja,
Onde quer que eu esteja
ao longo desta caminhada.

Confio em sua ajuda verdadeira,
Ele é Exú Caveira, Senhor das Encruzilhadas.
Laroyê, Exú Caveira!"
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Fonte: site "Raízes Espirituais": Laroyê, Seu Exú Caveira! Senhor das encruzilhadas nas noites escuras (publicado em 11 de setembro de 2017) - Imagem: "Casa do Médium Oriente": Exu Caveira, fiel guardião do livro da Lei nas zonas abissais do planeta (reprodução)





quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Oração do Sr. João Caveira



"Quando abrires a tronqueira, eu estarei lá
Quando andares nos sete caminhos, estarei presente
Quando distraído andares, estarei a teu lado
Quando o perigo rondar, estarei contigo
Quando o inimigo a maldade desejar, junto a ti estarei
Quando estiver numa aflição, chama por mim que venho em teu socorro
Quando chorar, dar-te-ei meu ombro amigo
Quando não sentir a minha presença e precisar urgentemente de um auxílio, chame por mim, que eu estarei a teu lado.
Pois merecendo ou não... Eu sou vosso Guardião."
LAROYÊ SEU JOÃO CAVEIRA!
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Fonte: Reprodução de postagem do Facebook, em "Exú Sr. João Caveira" (Acessado em 07 de agosto de 2019)

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Exu Caveira

       Sarabumba Seu Exu Caveira! Agô!      


Representação artística de Exu Caveira na porteira da Calunga
Saravá Seo Exú Caveira, Rei da Porteira do Cemitério (imagem ilustrativa: reprodução/internet) 
 

Exu Caveira foi nomeado durante a criação da vida humana, como guardião, para cuidar das pessoas na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, na vida espiritual e material. Braço direito de Seu Omolú na Terra, é a emanação do próprio Orixá. Vem das Águas Ancestrais, das quais Zambi e Oxalá criaram tudo que vemos e também o que não vemos.

Exu Caveira é desdobramento do Sr. Omolú que assume a forma de Caveira para trabalhar ativamente na Umbanda e na Quimbanda, que são a continuação uma da outra.

Ele cuida da vida e garante a liberdade dos justos. Cuida de seus protegidos, para que não façam uso indevido de seu livre arbítrio de forma a abreviar sua existência. Tem poder de livrar as pessoas de toda espécie de doença, infortúnio, maldade, feitiço ou bruxaria.

Exu Caveira disse certa vez que encarnou na Terra pela 1ª vez - por sua própria escolha - há pouco mais de 30.000 anos: "Quando encarnei pela primeira vez na Terra, há mais de 30.000 anos, estava tudo desolado e tive que me alimentar de um óleo que brotava do chão para sobreviver", disse ele explicando porque costuma beber azeite de dendê puro. 


Imagem de Exu Caveira
Cascão de Exu Caveira ao trabalhar nas regiões abissais


Em suas passagens terrenas sofreu as mesmas provações que os seres humanos comuns, para aprender e alcançar um maior grau de evolução. 

Teve encanações como: caçador, pagé, bruxo, adivinho, mago, profeta, sacerdote, padre inquisidor, xamã, eremita, monge, senhor de engenho, navegador e jesuíta, entre outras.

Observando o respeito mostrado por outros Exus ao Seu Caveira, durante a Gira, chamando-o de 'chefe' podemos constatar que sua falange principal é composta por um total de 49 Exus, sendo que por sua vez e pela ordem, cada um destes têm mais 7 Exus a seu serviço, e assim por diante, formando uma grande legião.

A falange do Sr. Caveira é formada basicamente pelos Exus: Tata Caveira, João Caveira, José Caveira, Exu Caveirinha, Sete Covas, Pomba Gira Rainha do Cemitério e Rosa Caveira, dentre outros...

Um fato curioso que vem sendo amplamente divulgado pelos próprios Caveiras é que uma vez encarnaram todos juntos, na mesma geração no antigo Egito. Os Caveiras fizeram parte de uma mesma seita aonde Seu Tata era o sacerdote. Por praticarem o monoteísmo foram todos condenados a serem queimados vivos. 

Ao que parece a encarnação, desencarne e reencarnação desses espíritos, partindo da idade da pedra, passando pelo oriente, Egito antigo, e muitas outras outras, para encarnar em nosso Brasil colonial. Aqui no Brasil encarnaram como senhores de engenho, fazendeiros, barões e feitores de escravos; o que fundamenta terem que, por Lei, obedecer aos Pretos e Pretas-Velhos dentro dos trabalhos nos terreiros. Missão que escolheram e cumprem com amor.

Ponto riscado de Exu Caveira (Porteira da Calunga)
Ponto Riscado de Exú Caveira (Firmeza da Porteira da Calunga)

Segundo o livreto "Catecismo de Umbanda", do início do século XX, Exu Caveira, juntamente com Tata Caveira, são responsáveis diretos pela administração do vício como objeto de pena cármica. 

O vício é usado como ferramenta de trabalho por Exu no dever de fazer cumprir o Karma, ou como provação visando a evolução.

A falange dos Caveira mexe profundamente com o nosso conjunto dos processos psíquicos conscientes e inconscientes. Em parte esta influência se manifesta devido ao grande medo da morte e do desconhecido que trazemos incutido em nosso ser enquanto encarnados.


Exu Caveira não faz o mal



Os Terreiros tradicionais, da mesma linha de trabalho que os do início do século passado, tem grande receio em invocar esta entidade e só o fazem no final da Gira, para limpeza espiritual ou quando a coisa fica pesada, para quebrar qualquer energia negativa. Quando ocorrem fatores desconhecidos que fogem muitas vezes ao controle, que eles não compreendem ou mesmo não sabem lidar chamam Exu para resolver. 

Há testemunhos falaciosos, os quais dizem que este poderoso e maravilhoso Exu é louco, intrigueiro e irresponsável, carapuça que deve servir mais aos que lhe designam estes pobres substantivos abstratos. No mais as características do Exu incorporado - a terceira energia, que é o médium incorporado - depende muito do aparelho (médium) e da casa (terreiro ou centro espírita) com os quais a entidade escolhe trabalhar.

Ainda segundo o livreto "Catecismo de Umbanda", Exu Caveira e sua falange tem em especial poder em favorecer qualquer espécie de especulação, ensinando todas as táticas e artimanhas da guerra, tendo em vista a vitória sobre os inimigos, é encarregado de vigiar a entrada dos cemitérios ou qualquer lugar aonde hajam pessoas enterradas.

Seu poder é tal que muitas vezes incutem medo nos que o evoca. Não existe trabalho ou despacho a ser realizado em um cemitério sem a presença de Exu Caveira.

Lembrem-se sempre que Exu que trabalha dentro da Lei - como no caso de Seu Caveira - é um amigo bondoso e fiel, exigindo apenas fé, amor no coração, fidelidade, firmeza de caráter e idoneidade por parte dos que tem fé nele, sendo que cada um dá o que pode desses atributos, cabe a cada indivíduo sua evolução. Quanto maiores os passos à evolução maior o agrado a Deus e por conseguinte mais amizade e afinidade Exu terá conosco, pois sua maior missão é nos fazer evoluir. Evoluímos junto com Exu ao passo que ele também evolui com a gente.

Ponto riscado de Exu Caveira. Dois garfos redondos cruzados com a caveira no centro
Ponto Riscado do Senhor Exú Caveira

Características

Seu Caveira apresenta-se na maioria das vezes como uma caveira grande, de altura respeitável, vestido de preto e trazendo na mão alguma arma, sendo mais comuns: foice, tridente, espada, gládio, elmo e escudo. A arma escolhida por ele varia de acordo com a ocasião, afinal para cada trabalho existe uma ferramenta mas tem sempre seu tridente à mão.

Ele pode aparecer com a o crânio coberto, mostrando a caveira, ou não, pode-se identificá-lo facilmente pelas 'mãos', são grandes garras de caveira. Sua cor é o preto mas não raro usa também velas, ponteiros e pemba vermelha e branca. 

Do sincretismo com a divindade pagã Sergulath é que vem a estatueta 'demoníaca' de Exu Caveira encontrada em terreiros e casas de artigos religiosos. Ele até pode assumir aquela forma, caso queira, para trabalhar nas esferas abissais ou no limbo (inferno), mas pode assumir a aparência - 'cascão' - que quiser. 

É raro ver Exu Caveira incorporado fora de Terreiros de Umbanda e Quimbanda... Exu se dedica muito à pratica da caridade nas tendas onde o espírito manifesta-se para  fazer o bem. Ele também, não raro, se faz presente em cultos como: Santeria, Vodu, as Macumbas, Candomblé, Omolokô e Batuques, cultos aonde preserva sempre aparelhos disponíveis para incorporação caso seja invocado ou precise estar. Presta caridade igualmente no espiritismo Kardecista, muitas vezes usando outro nome e aparência, geralmente de alguma de suas encarnações passadas.

Ponto riscado de Exu Caveira, cruzando calunga e encruzilhada
Ponto Riscado de Exú Caveira (Firmeza de todas as energias - quatro cantos - da Calunga Pequena)

Firmeza de pensamentos e pés no chão

Devemos estar atentos para o fato de existirem espíritos mal intencionados, conhecidos por "Exú Pagão", que tentam passar-se por Exu que trabalha na Lei, inclusive por  Exu Caveira, que é uma entidade popular e conhecida. Estes zombeteiros se aproveitam e podem se apresentar como Exú aos leigos e incautos, prometendo barbaridades em troca de alguns patacos e oferendas. Ó retorno triste que é gerado nesses casos. 

Cada um colhe o que planta. Tenham sempre pensamentos firmes e pés no chão! Pratique o bem porque o bem sempre vence...

Tenha certeza, Seu Caveira é um Exu bastante antigo, amigo e companheiro, capaz de realizar verdadeiros milagres. Quando é de nosso merecimento é mais que irmão; é só cuidar pra, digamos assim: 'não sair da linha'. Como dizem no ponto cantado de Seu Caveirinha:

"...não sai da linha mano, pra não se dar mal" 

Sem medo, Exú só faz o bem e jamais faz o mal. Então, que nos permita ter saúde, que a nossa vida seja longa e próspera, evoluindo sempre. Que tudo corra bem durante nossa passagem pela Terra, bem como quando adentrarmos no mundo espiritual. Tenhamos todos nosso lugar ao Sol no planeta em que encarnamos e também lá na Aruanda.

Saravá Exu Caveira, "Rei das Catacumbas do Inferno", sempre merecedor de grande respeito por parte daqueles que o recebem, cultuam e evocam.

"Abre nossos caminhos oh Exu Caveira,
livra-nos de todo e qualquer mal,
Nos ajuda a evoluir de forma próspera e saudável, 
Com Zambi e Oxalá nos guiando, protegendo e provendo sempre,
Que assim seja!"

Laroiê Exu! Emojibá!

Ponto cantado transmitido mediunicamente pela entidade

'Salve o Morro do Calvário,
Salve o povo inteiro,
Salve Exu Caveira;
Que vem neste Terreiro,
Salve filho de fé,
Salve Calunga inteira,
Salve Exu Caveira,
Que vem trabalhar!
Emojibá!'
____
Texto editado e atualizado (do original de 2005: "Saravá Exu Caveira!"), pelo autor, em 19 de dezembro de 2019 - se reproduzir cite a fonte com link








sexta-feira, 9 de março de 2012

Vento de Caveira




Ponto cantado de Exu Caveira: 'Vento de Caveira'

Eu entrei lá na calunga
E parei lá no cruzeiro
Veio um vento forte e levantou poeira
Eu entrei lá na calunga
E parei lá no cruzeiro
Veio um vento forte e levantou poeira
Zua zuo zua zueira
Aquele vento era Exu Caveira
Zua zuo zua zueira
Aquele vento era Exu Caveira
Marimbondo pequenino não tem medo de ninguém
Ele é o Exu Caveira
E só trabalha para o bem
Se você não acredita
É melhor acreditar
Ele é o Exu Caveira
Aqui e em qualquer lugar
Zua zuo zua zueira
Aquele vento era Exu Caveira
Zua zuo zua zueira
Aquele vento era Exu Caveira
Vento forte vento fraco
Na Calunga tem poder
Esta poeira é do Caveira
E ele vem nos defender
Vento forte vento fraco
Na Calunga tem poder
Esta poeira é do Caveira
E ele vem nos defender
Zua zuo zua zueira
Aquele vento era Exu Caveira
Zua zuo zua zueira
Aquele vento era Exu Caveira




domingo, 4 de março de 2012

Reza de Exu Caveira para pedir a Cura de Doenças

Imagem psicografada de Exu Caveira, mostra uma caveira alta e esguia, vestindo uma capa preta com capuz
"Estou enfermo(a), Senhor, preciso de sua ajuda verdadeira como Exu ou como doutor. Sei que sofreu muito em vida, sofreu pelos caminhos que passou, da forte poeira ástrica somente osso lhe restou, mas é neste momento de muita dor e aflição que imploro sua proteção.

Cure-me de todos os males, Seu Caveira!

Por favor, sei que na sua morada não tem cumieira mas tem uma forte porteira. Sabendo que o sal queima como o fogo, lançarei 7 pedras de sal numa fogueira e certo(a) estarei de ficar curado(a) de todo o mal, na fé de Exu Caveira.

Laroiê Exu, é Mojubá!"

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domingo, 7 de agosto de 2011

A Caveira Celta



O cranio faz mais do que apenas proteger o cérebro, através dos séculos ele também estimula a mente e a imaginação da raça humana. A caveira é usada há milhares de anos para representar a mortalidade dos seres humanos, e também seu poder. A caveira é símbolo de conhecimento, mortalidade e poder, tem sido - por dezenas de milhares de anos - empregado em cerimonias, rituais e na arte. 

Todas as culturas usam cranios e caveiras para expressar idéias sobre a vida e a morte. Sabemos disso através de artefatos arqueológicos, descobertos em túmulos pré-históricos. Até hoje caveiras são usadas na magia, em rituais, na arte e até em logomarcas; elas representam uma imagem comum, que todos temos dentro de nosso corpo, mas que - para a maioria - se revela apenas após o desencarne.

Na cultura Celta antiga a caveira tinha grande importancia. Para os celtas o cranio simboliza:

- Tempo
- Concentração
- Iniciação
- Criação
- Portal de entrada e saída
- Divindade
- Poder

A cultura celta, não diferentemente de outras culturas ancestrais, viu na cabeça, ou cranio, uma fonte de poder. Alguns textos antigos apontam o cranio como a casa da alma. Achados arqueológicos nos mostram cranios celtas jogados em poços sagrados, como oferenda. Aquela civilização possuia profundos conhecimentos de magia. 

Eles sabiam que a água carrega informação, significados de purificação, limpeza e fluidez de movimento - as emoções são também representadas pela água. Então, se as caveiras simbolizam a morada da alma e do poder, talvez, atirando os cranios às profundezas escuras da água do poço sagrado, havia a intenção de limpar a alma, ou oferecer clareza divina, renovação para a alma.

Poços sagrados não são o único lugar onde foram encontrados cranios - como objetos ritualísticos - nos reinos celtas. Foram encontradas várias esculturas de cranios, usados para decorar portas e corredores dos antigos pontos cerimoniais e santuários.

O folclore Celta fala também de cranios falantes. A cabeça decepada de Bran, o Abençoado - um lendário deus celta de proporções gigantes - manteve-se animada após sua desencarnação. Bran sabia que ia morrer de qualquer jeito - devido a um ferimento feito por uma lança envenenada - então ele pediu a seus homens para cortarem sua cabeça, enterrando-a em solo sagrado. A lenda conta que a cabeça de Bran manteve os homens entretidos durante a viagem. Falando, cantando e contando piadas por todo o percurso.

Claro, isso é um mito, fica difícil legitimar uma lenda que conta sobre um cranio falante. Entretanto, se olharmos de maneira ampla, podemos enxergar as coisas por outra perspectiva. Os Celtas eram obcecados e ficavam extasiados com a idéia de passagens, portas, portais, orifícios, que levavam ou passavam por outras dimensões. Considerando os cinco orifícios existentes no cranio humano - dois olhos, duas cavidades do nariz e uma na boca - o número de orifícios no crânio se encaixa perfeitamente com o poder místico dos celtas, relacionado ao número cinco.

De fato, quase todas as culturas que possuiram capacidade espiritual para observar seu mundo, e o Universo em que ele gira, tem cinco temas simbólicos principais. Os quatro primeiros temas intemporais são os quatro pilares da vida, encontrados em inúmeras culturas - incluindo a Celta - e que são bastante simples de serem compreendidos. Eles lidam com estruturas clássicas, como, por exemplo:

Quatro elementos: Fogo, Terra, Ar, Água
Quatro direções: Norte, Sul, Leste, Oeste
Quatro estações: Verão, Inverno, Primavera, Outono

O quinto elemento foi descoberto por iluminação, através da sagacidade ​​espiritual, quando as culturas ancestrais libertaram suas mentes do confinamento rígido dos "quatro lados" da caixa. 

Eles começaram então a compreender o conceito de uma essencia mais expansiva, aglutinadora dos quatro elementos comuns. 

É aí que o quinto elemento faz sua aparição, no pensamento esotérico, transcendente. Os celtas perceberam que os quatro pilares são unidos por um quinto elemento. Juntos - os cinco elementos - são fonte de um poder, que equilibra e unifica, e que, possivelmente, pode ser aproveitado pela mente humana.

Explorando o equilíbrio cinco vezes, quem sabe que tipo de consciencia pode ser adquirida?

Os Druidas nos mostraram uma iluminação abrangente, ao equilibrar racionalmente os cinco aspectos da natureza, dentro de compreensão humana. Os significados celtas, por trás desse conceito, podem facilmente encher um livro... Além disso, existem tres grandes aberturas no cranio, e tres é também um número sagrado para os celtas, significa uma dança progressiva entre o banal e o cósmico, gerando um novo rumo na percepção. Ao alinharmos estes tres orifícios principais, encontrados no cranio humano, encontramos um triangulo, outra símbologia com forte apelo, pois representa a transição, a magia e a criação.
Ainda sob o aspecto da geometria divina, a cabeça - ou o cranio, em si - é, como podemos perceber, circular. Os olhos são circulares também, e os círculos são símbolos celtas comuns para os ciclos de tempo, bem como à imortalidade e integridade. Os círculos representam uma essencia de conectividade energética, vasta e infinita.

Talvez os celtas, em sua percepção expandida da realidade, tenham também usado o símbolo do cranio como um oráculo. Podemos concluir que, quando mergulhados em transe profundo, ou meditação, os olhos e a boca do cranio se abriam, como janelas cósmicas, portais que levavam ao conhecimento etérico. É elementar chegarmos a esta conclusão, especialmente levando-se em conta que a cabeça ou cranio - de acordo com a filosofia Celta - era um símbolo que representava a morada do poder divino dentro do corpo humano.


Como 'casa do pensamento, da alma', a cabeça ou cranio, tinha profundo significado na vida dessas pessoas. Este fato pode ser atestado através da presença prolífica do cranio humano - em sua forma natural - em representações rituais ou artisticas, nos achados arqueológicos de oferendas, trabalhos artísticos e escritos celticos, que corroboram a relevante importancia simbólica do cranio, da caveira, no folclore daquela civilização.

O estudo dos fatos históricos, ligados à mitologia e a cultura Celta, nos levam a ver a caveira com outros olhos, com os olhos de nossa própria caveira, comum a todos os seres humanos. Espero que este post, sobre os significados e simbologia do cranio na cultura Celta, lhe ofereça uma nova perspectiva, mais ampla, do que poderia potencialmente ser um assunto macabro.

Leva algum tempo até pensarmos de acordo com a perspectiva Celta a respeito dos cranios. Pois antes nos vemos obrigados a fazer um balanço de nossas próprias crenças e opiniões. Particularmente, mantenho entre minhas pedras e cristais, um pequeno cranio celta, fundido em metal, o qual minha irmã trouxe da Inglaterra e me ofereceu como presente. Considero um amuleto poderoso, o qual, principalmente, me faz lembrar humildemente qual minha natureza e qual será o destino do meu corpo, como veículo temporário do meu espírito.

A simbologia contida na caveira celta me traz a percepção do potencial humano, servindo como memorável símbolo de humildade, mostrando a temporalidade cíclica da vida terrena.  

A representação de crânios, caveiras, como objetos de magia, contém a simbologia da dualidade entre o terreno e o cósmico, o divino e o mortal, alojados em harmonia dentro de um mesmo veículo. A caveira é a raiz, suporte e proteção à vida biológica que nos conecta ao divino que se encontra oculto dentro de nós.

Se voce ainda sente medo ao olhar ou imaginar uma caveira. Se voce acha que o cranio humano é um símbolo macabro, ou objeto de adoração demoníaca... talvez a a lenda da Caveira Celta possa lhe ajudar a enxergar a caveira com outros olhos... com os olhos do seu próprio crânio. Esta lenda pode lhe ajudar a ver através das janelas de sua própria alma, abrindo-lhe as portas da percepção.

A Lenda da Caveira Celta

Era uma vez um granjeiro que tinha apenas um filho. Este filho morreu e o pai não quis ir ao enterro porque antes houve uma briga entre eles. Passado um tempo, morreu um vizinho e ele foi ao seu enterro. Depois da cerimônia e ainda estando o granjeiro no cemitério, olhando distraído ao redor viu uma caveira.

Juntou-a e disse, pensativo:

- Gostaria de saber alguma coisa sobre ti...

E a caveira falou:

- Amanhã irei passar a noite contigo, se vieres passar outra noite comigo.

- Assim farei - disse o granjeiro.

No caminho de volta, encontrou um sacerdote e comentou o que tinha ocorrido. O sacerdote lhe disse que deveria ter sonhado, posto que as caveiras não falam. O granjeiro lhe contou que na noite seguinte seria visitado pela caveira, e o sacerdote concordou em ir. Assim, na noite seguinte, estavam o granjeiro e o sacerdote conversando quando, em seguida, chamaram à porta e apareceu a caveira. Ela subiu à mesa e comeu tudo que nela havia. Depois, saiu e desapareceu.

- Por que não falaste nada? - inquiriu o granjeiro ao sacerdote.

- Por que TU não falaste? - respondeu o outro.

Na noite seguinte, como dia combinado com a caveira, o granjeiro foi até o cemitério e, não vendo nada, desceu os tres degraus que estavam junto à Igreja. De pronto se encontrou no meio de um campo, cheio de homens que lutavam entre si. Ao ver o granjeiro, perguntaram-lhe se procurava o crânio. Ao assentir, eles disseram:

- Acaba de ir para o campo ao lado.

No outro campo viu homens e mulheres que lutavam entre si.

- Estás procurando um cranio? - perguntaram - Pois bem, acaba se ir ao campo do lado.

O granjeiro se foi ao campo do lado e viu uma grande casa. Ao entrar viu que era a habitação de uma dama e uma criada. A dama caminhava de um lado a outro da casa, e cada vez que chegava perto do fogo para se aquecer, a criada a empurrava. Também lhe perguntaram se buscava um cranio e que se era isso, que saira pela porta esquerda da casa e por ali saiu o granjeiro. 

Ao entrar na casa contígua, encontrou a caveira e esta lhe perguntou se queria cear, com o que assentiu o granjeiro. A caveira o conduziu a cozinha onde estavam tres mulheres. A caveira pediu a uma delas que servisse a ceia, e esta serviu pão preto e uma jarra d'água, o que ele não conseguiu comer. 

Em seguida pediu à segunda mulher que fizesse o mesmo, e ela serviu pior ao granjeiro do que a primeira. Por fim a caveira pediu à terceira mulher, e esta serviu uma deliciosa refeição, com uma profusão de pratos e excelentes vinhos. Depois de comer, perguntou ao cranio o que tinha sido aquilo.

- Os homens que viste no primeiro campo se dedicavam a lutar entre si enquanto estavam vivos, porque tinham terras próximas e se acostumavam a mover as estacas e agora precisam lutar entre si para sempre. 

Os homens e mulheres que viste eram casais casados que viviam a brigar e agora devem seguir eternamente em brigas. A senhora que viste na casa e que a criada não deixava se aquecer fez o mesmo com a criada, que um dia chegou molhada e com frio, e agora a criada faz o mesmo com ela, até o dia do Juízo Final. 

As tres mulheres na cozinha foram minhas tres esposas. Quando pedia à primeira que me preparasse a ceia, me oferecia pão preto e água, a segunda ainda coisa pior mas a terceira me servia o banquete que ceiaste.

A caveira então olhou lugubremente o lavrador e disse:

- E quanto a ti, foste trazido a este lugar por não querer ir ao funeral do teu filho, apesar de teres ido ao de um vizinho. Assim, sugiro que, se queres te salvar, vá onde enterraram teu filho e pede-lhe perdão e, caso o obtenhas, saiba que desde o dia que saíste de casa até chegar aqui se passaram 700 anos.

O lavrador ficou petrificado e, como despertando de um sonho, se viu caminhando pelos campos, por lugares que antes ele havia passado mas que haviam mudado de forma pelo tempo transcorrido. Ao fim chegou ao cemitério e conseguiu localizar a tumba do filho . Ali se ajoelhou e pediu perdão. O perdão a seu filho. Por fim surgiu uma mão da tumba, que tomou a sua e ambos, pai e filho, subiram juntos ao céu.

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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Dica de leitura: 'O Guardião da Meia-Noite'


Ao ler esta obra, você estará entrando num mundo que deve ser sentido, explorado e vivido e que tem a intenção de faze-lo evoluir na sabedoria do conhecimento Divino. A busca de um homem por sua alma perdida nas transgressões à Lei Divina. Um nobre rico e poderoso, mas extremamente cruel, paga pelos seus atos.

A história narra a saga de um poderoso barão, que se casa com uma jovem ainda virgem. Durante a noite de núpcias o barão não percebe sangramento algum no defloramento de sua esposa e concluí, erroneamente, que ela não era mais virgem. O fato leva o barão a um sentimento de ódio, ele sente-se traído pela jovem que acabara de desposar, enlouquecendo. O ciúme e a ira levam-no a arquitetar um plano diabólico. Usando um jovem escravo o barão faz com que sua mulher seja surpreendida em seu quarto na companhia do negro. Na presença de amigos o barão mata o escravo, desonrando e expulsando a jovem inocente somente com a roupa do corpo.

Após anos de uma vida repleta de amarguras o barão morre, mas não se dá conta, pois continua a sentir-se como se estivesse vivo. Ele se vê sendo velado, enterrado e preso dentro de sua sepultura, sentindo dor, sentindo-se como se estivesse enterrado vivo. O barão pode ver e sentir os vermes comendo seu corpo e toda espécie de bicho peçonhento invadindo seu túmulo.

Seu corpo na morte se converte em sua prisão, julgado pelos vivos e condenado pelos mortos... Em desespero constante, durante anos e anos, o barão fica cada vez mais apavorado. Ele reza mas suas preces não são ouvidas, até que uma entidade poderosa vem lhe fazer uma visita. Esta figura de caveira, vestindo uma capa preta, lhe propõe um pacto. Sem saída e desesperado o barão acaba aceitando a proposta da entidade, ali inicia-se uma nova etapa em sua vida pós morte, como escravo das trevas. O barão agora não é mais dono do seu destino, deve seguir e cumprir as ordens daqueles que o libertaram de seu caixão.

Mas a luz dissipa as trevas, das trevas nasce a luz!

O Guardião da Meia-Noite é, sem dúvida, um dos mais belos trabalhos já realizados por Rubens Saraceni, um marco na literatura espiritualista, tendo se tornado um clássico no genero. Para quem conhece a filosofia oriental e esotérica, é surpreendente a exatidão com que os conceitos espirituais são apresentados: "Luz e Trevas são os dois lados do Criador" ~ "A maior pirâmide não prescinde da menor de suas pedras".

O Guardiao da Meia-Noite
Autor: Saraceni, Rubens
Editora: Madras
Categoria: Religião / Religião (Diversos)






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