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sexta-feira, 19 de maio de 2017

Como será a vida após a morte?




Como saber se uma pessoa desencarnada está bem ou mal no plano espiritual?

por Hugo Lapa | Mensagem Espírita

Para responder essa pergunta é preciso esclarecer que não existe “estar bem” ou “estar mal” no plano espiritual. O estado positivo ou negativo nos planos imateriais é um reflexo da natureza de uma alma e do seu estado de elevação e libertação. No plano físico a ideia de estar bem ou estar mal faz sentido. 

Reconhecemos que estar bem é estar devidamente servido em quesitos básicos de sobrevivência, como ter estabilidade material, dinheiro, conforto, fazer o que gosta, ter saúde física e mental, ter nossas necessidades supridas e estar satisfeito com a vida que se leva. Todas essas são condições físicas que nos sustentam materialmente, nos dão conforto e estabilidade para vivermos nossa vida. No entanto, no plano incorpóreo, não existem condições externas que dão suporte ao espírito. 

Ao atravessar o limiar da vida e da morte, a alma perde todos os alicerces externos e passa a ser exatamente aquilo que ela é. Sua natureza interna aparece com toda a clareza e ela passa a manifestar aquilo que estava oculto. No plano físico existem muitas formas de uma pessoa dissimular seu interior. 

Um homem arrogante pode fingir ser humilde; um homem egoísta pode fingir ser muito caridoso e doar grandes somas em dinheiro para instituições; um homem pode fingir honestidade e ser ladrão e mentiroso; pode também fingir felicidade diante de todos, mas sentir-se profundamente infeliz. 

Podemos enganar outras pessoas quando estamos no mundo, mas jamais podemos mascarar qualquer coisa e ludibriar alguém após a morte. No plano espiritual ninguém pode dissimular nada: as almas manifestam com total limpidez aquilo que são. 



Por isso, a pergunta que se faz sobre a alma estar bem ou mal no plano espiritual não faz sentido. O espírito se encontrará bem se ele for bom, e se encontrará mal se ele for mau. Ele será luz se existir luz em si, e será escuridão caso seu interior seja obscuro. Ele estará bem se for uma alma pura, e estará em sofrimento se for uma alma atormentada. A alma expressará exatamente aquilo que ela é e o que plantou em suas múltiplas existências terrenas. 

Após a morte, a alma não pode jamais sentir-se bem se não tem esse bem dentro de si. Nos termos da Psicologia, podemos dizer que o inconsciente e o consciente passam a ser um só, não havendo mais divisão entre ambos. 

Por esse motivo, ao chegarem no plano espiritual e sentirem exatamente como são, as almas anseiam pela reencarnação para que possam se purificar e aprender. Esse inclusive é um estímulo muito importante para que a alma manifeste seu intento de retornar e refazer sua vida, para que possa se depurar e eliminar todas as impurezas do seu ser. 

Diante dessas explicações, aqueles que desejam saber como está seu ente querido ou amigo após a morte, basta que se lembrem de como ele foi em vida, que tipo de pessoa ele era e qual o grau de pureza, simplicidade e desprendimento de sua alma.

(Hugo Lapa)
Fonte: http://www.mensagemespirita.com.br/md/ad/como-saber-se-uma-pessoa-desencarnada-esta-bem-ou-mal-no-plano-espiritual

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Sinais que sua alma reencarnou nesta vida

A reencarnação está se tornando um tema comum. Enquanto pesquisas descobriram que a crença americana em Deus diminuiu, a crença na reencarnação permanece estável em cerca de 25%.

Reencarnação é a crença de que você não nasce, vive, e morre para sempre. É a ideia de que nós nascemos, morremos, e, em seguida, nascemos de novo.

Alguns pensam que a reencarnação tem o  propósito de ensinar nossas almas alguma grande lição, o que lhes permite serem purificadas e chegar aos céus. Outros acreditam que é um processo contínuo e não há como pará-lo.

Com cada vez mais e mais pessoas assumindo a ideia da reencarnação, confira a seguir os sinais de que este não é o primeiro rodeio da sua alma:

1. Você tem o melhor detector de coisas ruins

É aparentemente curiosa a forma como você pode sentir coisas estranhas no ar. Você é inexperiente, mas tem a incrível sensação de que já fez tudo isso antes. Você não tem tempo para isso. Isso porque você já passou pela vida algumas vezes e está familiarizado com coisas estranhas. Estime isso. Nem todo mundo possui esse “dom”.

2. Você não se sente em casa em lugar nenhum

É uma sensação muito estranha não saber exatamente onde sua casa é. Nenhum lugar na Terra realmente te atrai, permitindo-lhe o repouso dos olhos cansados. É como se você estivesse com saudades de sua casa de infância, como se você ainda estivesse lá.

Sua alma pode ter saudade do que alguns chamam de “Paraíso” ou “O Mundo Espiritual”. Talvez o lugar para onde vamos ”entre vidas” seja impressionante… ou talvez seja apenas bonito, maravilhoso e pacífico. Talvez encontremos nossos velhos amigos e parentes lá. É difícil saber quanto tempo podemos passar lá durante o nosso ”intervalo de vidas”.

3. Você está especialmente interessado em lições de vida

Por todos os lados, você parece estar aprendendo alguma grande lição. Você está passando por coisas emocionalmente e sente como se nesta vida estivesse evoluindo muito. Isso pode significar que a sua alma está amadurecendo, que está pronta para embarcar em sua próxima aventura  não-terrestre.

Pensa-se que as almas podem crescer ao longo do tempo e vidas e que as dificuldades que experimentamos também. Se você sente que está aprendendo muitas lições na vida, sua alma está provavelmente crescendo.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O Culto aos Mortos numa Visão Kardecista


por Jorge Hessen

"O Homem só começa a ser Homem, quando começa a enterrar seus mortos, diz-nos o historiador Aníbal de Almeida Fernandes, em "A Genealogia como fator básico na formação da Civilização", e conclui: É o marco divisório entre o animal e o primeiro homem, e ocorreu há cerca de 40.000 anos com o Homo Sapiens e o Homo Neanderthal, antes mesmo da agricultura, e é o início da história humana.

O sentimento de cultuar os mortos foi moldado, pois, a partir de época bem remota e está sedimentado em quase todas as tendências religiosas.

As comunidades primitivas, peninsulares, agropastoris, inclinadas ao culto agrícola e ao culto da fertilidade, acreditavam, originariamente, que, em sepultando seus mortos nas proximidades dos campos agrícolas, os espíritos desses cadáveres ressurgiriam à vida com mais vigor, quais sementes plantadas em solo fértil, mas criam que isso se daria como algo secreto e misterioso.

Com essa crença, reverenciavam-se os mortos próximos às tumbas, com festas e, sobretudo, com muita alegria, prática que se estendeu viva em algumas culturas contemporâneas. Os costumes dos povos primitivos foram se modificando devido à influência de outros, vindos, provavelmente, do norte da África (os Iberos) e do centro da Europa (os Celtas).

Veja-se o que nos revela um dos expoentes da Doutrina Espírita: "É dos gauleses que vem a comemoração dos mortos, (...) só que, em vez de comemorar nos cemitérios, entre túmulos, era no lar que eles celebravam a lembrança dos amigos afastados, mas não perdidos, que eles evocavam a memória dos espíritos amados que algumas vezes de manifestavam por meio das druidisas e dos bardos inspirados". (1)

Ressalte-se, aqui, que os gauleses evocavam os ancestrais mortos (divindades) nos recintos de pedra bruta. As druidisas (sacerdotisas) e os bardos (poetas e oradores inspirados) eram verdadeiros "médiuns" e somente eles tinham consentimento para consultarem os oráculos (na Antiguidade, resposta de uma divindade a quem a consultava).

Os gauleses, portanto, não veneravam os restos cadavéricos, mas a alma sobrevivente, e era na intimidade de cada habitação que celebravam a lembrança de seus mortos, longe das catacumbas, diferentemente dos povos primitivos. A Festa dos Espíritos era de suma importância para eles, pois homenageavam Samhain, "O Senhor da Morte", festividade, essa, iniciada sempre na noite anterior a 1º de novembro, ou seja, no dia 31 de outubro.

Essa celebração marcava o fim do verão e o fim da última colheita do ano. Acreditavam que os espíritos dos mortos, nos meses de inverno, sairiam dos túmulos gelados para visitarem suas antigas moradias aquecidas e orientar seus familiares. Os bons, supostamente, os protegeriam, mas, para confundirem os maus espíritos, vestiam-se de fantasias, o que deu origem à tradicional festa de Halloween dos nossos dias.

Porém, uma densa bruma desceu sobre a terra das Gálias, através do tacão de Roma, que expulsou os druidas e impôs o Cristianismo clérico. Esse período histórico de frenética agitação, mais tarde foi mutilado pelos bárbaros, sobrevindo uma madrugada de dez séculos (a obscura Idade Média), que proscreveu o espiritualismo e entronizou a superstição, o sobrenatural, o milagre, a beatificação, a santificação e a definitiva narcotização da consciência humana, levando-a ao analfabetismo espiritual.

A história oficial da Igreja registra que foi no Mosteiro beneditino de Cluny, no sul da França, no ano de 998, que o Abade Odilon promovia a celebração do dia 2 de novembro, em memória dos mortos, dentro de uma perspectiva catolicista.

Pela influência que esse Mosteiro, então, exercia na Europa setentrional, propagou-se com rapidez a nova celebração, até porque veio de encontro aos costumes já arraigados em todas as culturas, cada qual com seu entendimento e sua prática, obviamente, quanto a cultuar os mortos. Somente em 1311 foi sancionada, em Roma, oficialmente, a memória dos falecidos, mas foi Bento XV quem universalizou tal celebração, em l915, dentre os católicos, cuja expansão da religião auxiliou, ainda mais, a difusão desse costume.

A legislação vigente chega a declarar o dia 2 de novembro como feriado nacional, com o objetivo de as pessoas poderem homenagear seus parentes e amigos falecidos. Nós, os espíritas, somos questionados sobre o tema: como o Espiritismo analisa o dia dos mortos?

Respondemos a essa questão, da seguinte maneira: as religiões falham, excessivamente, no que tange aos ensinos das essenciais noções sobre a imortalidade da alma, muito embora haja uma ou outra que já tenha alguma noção do que seja. Mesmo assim, ainda insigne, se comparada aos ensinamentos de luz, ditados a Allan Kardec, e contidos em "O Livro dos Espíritos".

Daí a razão pela qual, no dia dos finados, as pessoas se dirigem aos "campos santos", como se o cemitério fosse a morada eterna daqueles que desencarnam. "O Livro dos Espíritos" nos ensina o respeito aos desencarnados como um impositivo de fraternidade, sem que materializemos esse sentimento frente aos túmulos, nem que tais lembranças ou homenagens sejam realizadas em um dia especial, oficialmente estabelecido.

Nos dias de hoje, essa celebração se desviou, e muito, do ritual religioso, transportando-se do foco sentimental e emocional para o comercial, uma vez que a mercantilização de flores, velas, santinhos, escapulários, e a eventual preocupação para a conservação dos túmulos (normalmente, só são lembrados em novembro) respondem por esse protocolo social.

O zelo com que são cuidados os túmulos só tem algum sentido para os encarnados, que, aliás, devem se precaver para não criarem um estranho tipo de culto. Não devemos converter as necrópoles vazias em "salas de visita do além", como diz Richard Simonetti, (2) até porque, há locais mais indicados para nos lembrarmos daqueles que desencarnaram.

Ainda que não reprovemos, de maneira absoluta, as pompas fúnebres, pois a homenagem à memória de um homem de bem, "são justas e de bom exemplo"(3), o Espiritismo revela que o desejo de perpetuar a própria memória nos monumentos fúnebres vem do derradeiro ato de orgulho .
"A suntuosidade dos monumentos fúnebres determinada por parentes que desejam honrar a memória do falecido, e não por este, ainda faz parte do orgulho dos parentes, que querem honrar-se a si mesmos. Nem sempre é pelo morto que se fazem todas essas demonstrações, mas por amor-próprio, por consideração ao mundo e para exibição de riqueza ."(4)
A tumba é o lugar-comum de encontro de todos os homens e nela se findam, impiedosamente, todas as distinções sociais. Em face disso, é inútil o rico tentar perpetuar a sua memória por meio de faustosos monumentos. Os anos os destruirão, assim como o seu próprio corpo. Essa é a Lei da natureza. A recordação das boas e más ações será menos perecível que o seu túmulo. A pompa dos funerais não o deixará limpo de suas torpezas e não o fará ascender sequer um degrau na hierarquia espiritual.(5)


Procuramos, mais, o lado cômodo, arraigando-nos ao formalismo material e desprezamos a essencialidade do ser, motivo pelo qual obrigou Jesus a se expressar aos escribas e fariseus da sua época: " sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos de cadáveres e de toda espécie de podridão". (6)

Da questão 320 à 329 do Livro matriz, que deu origem ao Espiritismo, recebemos lições de extrema importância sobre funerais e celebração em memória dos "mortos", vejamos: os Benfeitores afirmam que os chamados "mortos" são sensíveis à saudade dos que os amavam na Terra e que, de alguma forma, " a sua lembrança aumenta-lhes a felicidade, se são felizes, e se são infelizes, serve-lhes de alívio."(7)

Porém, em se referindo ao dia dos "finados", atestam que é um dia como outro qualquer, até porque os espíritos são sensíveis aos nossos pensamentos, não às solenidades humanas. No dia dos finados eles só " reúnem-se em maior número, porque maior é o número de pessoas que os chamam. Mas cada um só comparece em atenção aos seus amigos, e não pela multidão dos indiferentes." (8)

Não podemos desconhecer que o pensamento é uma força e que é o atributo característico do ser espiritual; "é ele que distingue o espírito da matéria; sem o pensamento o espírito não seria espírito. (...) se tem a força de agir sobre os órgãos materiais, quanto maior não deve ser sobre os elementos fluídicos que nos rodeiam!

O pensamento age sobre os fluídos ambientes, como o som sobre o ar; esses fluidos nos trazem o pensamento, como o ar nos traz o som. Assim, pela comunhão de pensamentos, os homens se assistem entre si e, ao mesmo tempo, assistem os Espíritos e são por estes assistidos ". (9)

A tradicional visita ao túmulo, em massa, não significa que venha trazer satisfação ao "morto", até porque uma prece feita em sua intenção vale mais. É bem verdade que a " visita ao túmulo é uma maneira de manifestar que se pensa no Espírito ausente: é a exteriorização desse fato (...) mas é a prece que santifica o ato de lembrar; pouco importa o lugar se a lembrança é ditada pelo coração. "(10)

Conhecemos pessoas (aliás muitas delas) que solicitam, antes mesmo de morrerem, que sejam enterradas em tal ou qual cemitério. Essa atitude, sem sombra de dúvida, demonstra inferioridade moral. "O que representa um pedaço de terra, mais do que outro, para o Espírito elevado?" (11)

Quanto às honras que tributam aos despojos mortais de parentes e amigos, o Espiritismo esclarece que no momento em que o Espírito chega a um certo grau de perfeição não tem mais a vaidade da sociedade humana e compreende a futilidade de tais solenidades, contudo, faz uma ressalva sobre alguns, pois há "Espíritos que, no primeiro momento da morte, gozam de grande satisfação com as honras que lhes tributam, ou se desgostam com o abandono a que lançam o seu envoltório, pois conservam ainda alguns preconceitos deste mundo." (12)

O defunto assiste ao seu enterro? "Muito frequentemente o assiste". (13) Esclarecem os Benfeitores - "algumas vezes não percebe o que se passa, se ainda estiver perturbado" (14) - complementam.

Muitas vezes o falecido presencia seus herdeiros em reuniões de partilhas, engalfinhando-se quais chacais em disputa pela herança. "Nessa ocasião que [o falecido] vê quanto valiam os protestos que lhe faziam. Todos os sentimentos se tornam patentes, e a decepção que experimenta, vendo a rapacidade dos que dividem o seu espólio." (15)

Reflitamos juntos: o dia 02 de novembro é consagrado aos falecidos libertos ou aos mortos que ainda estão jungidos à vida material? Existem duas possibilidades de mortos: os que se sentem totalmente livres do arcabouço carnal, porém "vivos" para uma vida espiritual plena, e os que permanecem com a sensação de que, ainda, estão encarnados, porém "mortos" para a vida física, pois somente vivenciam, na espiritualidade, a vida animal.

"Para o mundo, mortos são os que despiram a carne; para Jesus, são os que vivem imersos na matéria, alheios à vida primitiva que é a espiritual. É o que explica aquele célebre ensinamento evangélico, em que a pessoa prontificou-se a seguir o Mestre, mas antes queria enterrar seu pai que havia falecido, e Jesus conclamou" (16) - "Deixai aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos, tu, porém, vai anunciar o Reino de Deus". (17)

A visitação aos túmulos é um ato exterior, que evoca a lembrança dos entes queridos desencarnados e é a maneira de as pessoas demonstrarem a saudade e o carinho que sentem por eles, mas só terá o seu devido valor, se essa atitude for realizada com subida intencionalidade.

Não deve, portanto, representar um compromisso social e nem ser eivada de manifestações de desespero, de cobranças, de acusações, como sói ocorre em muitas ocasiões. Em verdade, se a visitação aos túmulos não é condenável, ela é totalmente desnecessária, até porque o falecido não se encontra no cemitério, podendo ser lembrado e homenageado através da prece, a qualquer momento e em qualquer lugar. Portanto, nossos entes queridos já falecidos podem ser lembrados na própria intimidade e aconchego do lar, ao invés da frieza dos cemitérios e catacumbas.

É óbvio que "faz sentido rememorar com alegria e não lastimar os que já partiram, e que estão plenamente vivos. Finados é uma mistura de alegria e dor, de presença-ausência, de festa e saudade. Aos que ficamos por aqui, cabe-nos refletir e celebrar a vida com amor e ternura, para depois, quiçá, não amargar no remorso. Aos que partiram, nossa prece, nossa gratidão, nossa saudade, nosso carinho, nosso amor!" (18)

Se formos capazes de orar, com serenidade e confiança, transformando a saudade em esperança, sentiremos a presença dos parentes e amigos desencarnados entre nós, envolvendo-nos o coração com alegria e paz. Por esta razão e muitas outras, façamos do dia 2 de novembro um dia de reverência à vida, lembrando carinhosamente os que nos antecederam de retorno à pátria espiritual, e também os que conosco ainda jornadeiam pelos caminhos da existência terrena."

Jorge Hessen

Fontes:

(4)  Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2001, Pergs. 823 e 823a.
(5)  Idem (Ver item 320 e seguintes)
(6)  (Mateus 23:27)
(7)  Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2001, Perg. 320
(8)  Idem pergunta 321-a
(10) Idem pergunta 323
(11) Idem pergunta 325
(12) Idem pergunta 326
(13) Idem pergunta 327
(14) Idem pergunta 328
(15) Artigo de João Demétrio intitulado: Finados a Luz do Espiritismo,
(17) (Lucas nove, 51-62)
(18) Editorial do Jornal Mundo Espírita – novembro 2006

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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Dica de leitura: 'O Guardião da Meia-Noite'


Ao ler esta obra, você estará entrando num mundo que deve ser sentido, explorado e vivido e que tem a intenção de faze-lo evoluir na sabedoria do conhecimento Divino. A busca de um homem por sua alma perdida nas transgressões à Lei Divina. Um nobre rico e poderoso, mas extremamente cruel, paga pelos seus atos.

A história narra a saga de um poderoso barão, que se casa com uma jovem ainda virgem. Durante a noite de núpcias o barão não percebe sangramento algum no defloramento de sua esposa e concluí, erroneamente, que ela não era mais virgem. O fato leva o barão a um sentimento de ódio, ele sente-se traído pela jovem que acabara de desposar, enlouquecendo. O ciúme e a ira levam-no a arquitetar um plano diabólico. Usando um jovem escravo o barão faz com que sua mulher seja surpreendida em seu quarto na companhia do negro. Na presença de amigos o barão mata o escravo, desonrando e expulsando a jovem inocente somente com a roupa do corpo.

Após anos de uma vida repleta de amarguras o barão morre, mas não se dá conta, pois continua a sentir-se como se estivesse vivo. Ele se vê sendo velado, enterrado e preso dentro de sua sepultura, sentindo dor, sentindo-se como se estivesse enterrado vivo. O barão pode ver e sentir os vermes comendo seu corpo e toda espécie de bicho peçonhento invadindo seu túmulo.

Seu corpo na morte se converte em sua prisão, julgado pelos vivos e condenado pelos mortos... Em desespero constante, durante anos e anos, o barão fica cada vez mais apavorado. Ele reza mas suas preces não são ouvidas, até que uma entidade poderosa vem lhe fazer uma visita. Esta figura de caveira, vestindo uma capa preta, lhe propõe um pacto. Sem saída e desesperado o barão acaba aceitando a proposta da entidade, ali inicia-se uma nova etapa em sua vida pós morte, como escravo das trevas. O barão agora não é mais dono do seu destino, deve seguir e cumprir as ordens daqueles que o libertaram de seu caixão.

Mas a luz dissipa as trevas, das trevas nasce a luz!

O Guardião da Meia-Noite é, sem dúvida, um dos mais belos trabalhos já realizados por Rubens Saraceni, um marco na literatura espiritualista, tendo se tornado um clássico no genero. Para quem conhece a filosofia oriental e esotérica, é surpreendente a exatidão com que os conceitos espirituais são apresentados: "Luz e Trevas são os dois lados do Criador" ~ "A maior pirâmide não prescinde da menor de suas pedras".

O Guardiao da Meia-Noite
Autor: Saraceni, Rubens
Editora: Madras
Categoria: Religião / Religião (Diversos)






quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Ressureição e Imortalidadade de Láhiri Mahasáya

Sri Yukteswar
Sri Yuktéswar e Yogananda

"Graças ao meu paramguru meu livro “A Ciência Sagrada” esgotou rapidamente. “Na manhã seguinte ao término de meus esforços literários”, continuou o mestre, “fui ao ghat Raí banhar-me no Ganges. O ghat estava deserto; detive-me silencioso um instante gozando uma paz radiante. 

Depois de imersão nas águas cintilantes, voltei para casa. Naquele silêncio, o único ruído que ouvia era o da toalha ensopada das águas do Ganges farfalhando a cada passo meu. Como passasse além das grandes banyans, próximas da margem, forte impulso forçou-me a olhar para trás. Ali, à sombra de uma banyan, cercado por alguns discípulos, estava o Grande Bábají!

"-Saudações Swamijí!" A bela voz do mestre fez-se ouvir para assegurar-me que eu não estava sonhando. "Vejo que você teve pleno sucesso com seu livro. Como havia prometido, aqui estou para agradecer-lhe".

Com o coração batendo descompassadamente, prostreí-me completamente aos seus pés. '- Paramgurují', disse eu súplice, 'não poderíeis vós e vossos chelas honrar minha miserável casa com vossa presença?'

- A palavra paramguru refere-se ao guru de um guru. Assim, Bábají, o guru de Láirhi Mahásaya, é o paramguru de Sri Yuktéswar. Mahavatar Bábají é o supremo guru na linha indiana de Mestres que assumem a responsabilidade do bem-estar espiritual de todos os membros SRF-YSS que fielmente pratiquem Kryia Yoga -

“O supremo guru declinou amavelmente: '- Não filho', disse ele. '- Somos gente que aprecia o abrigo das árvores. Este lugar é bastante confortável.'

“- Peço-lhe, então, demore-se mais um pouco, mestre', supliquei-lhe contemplando-o. 'Volto num instante com deliciosas iguarias'.

“Quando após alguns minutos retornei com um prato de manjares, a nobre banyan não mais abrigava o grupo celestial. Procurei-os pelo ghat, mas em meu coração senti que o pequeno grupo já estava então escapando em vôos etéreos.

“Fiquei profundamente magoado. 'Não obstante nosso novo encontro, eu não poderia estar incomodando ao falar com Bábají', disse a mim mesmo. 'Ele foi grosseiro ao abandonar-me tão repentinamente.' Isto eram só arrufos de amor, naturalmente, e nada mais. Poucos meses depois, visitei Láhiri Mahásaya em Benares. Ao entrar na sala de visitas, meu guru. sorriu -me em saudação.

“- Benvindo Yuktéswar”, disse ele, “Você pode ver o virtuoso Bábají à soleira de meu quarto?”

“Não, por quê?” respondi surpreso.

"Venha cá.” Láhiri Mahásava tocou-me gentilmente a testa; desta vez contemplei junto à porta a figura de Bábají florescente como um perfeito lótus.

Lembrei-me de minha mágoa e não o saudei. Láhiri Mahásaya olhou-me com espanto.

“O divino guru estava me contemplando com olhos perscrutadores. '- Você ficou aborrecido comigo?'

“- Senhor, por que não deveria ficar? “respondi. Do ar vieste com vosso grupo, e no rarefeito ar vos desvanecestes.

“- 'Falei-lhe que ia vê-lo, mas eu não disse que ficaria mais tempo'. Bábají riu afavelmente. 'Você estava muito excitado. Asseguro -lhe que eu já estava quase extinto no éter pelo pé-de-vento de seu ressentimento.'

“Fiquei instantaneamente satisfeito por esta explanação pouco lisonjeira. Ajoelhei-me aos seus pés; o supremo guru bateu-me afavelmente no ombro.

“- 'Filho, você deve meditar mais', disse ele. 'Sua contemplação não é perfeita. Você nem pôde ver-me sumindo através da luz do sol.' Com estas palavras em voz semelhante ao som de uma flauta celestial Bábají desapareceu dentro de um esplendor.

“Esta fora uma de minhas últimas visitas a Benares para ver meu guru”, concluiu Sri Yuktéswar. “Como Bábají predissera na Kumbha Mela, a encarnação de chefe de família de Láhiri Mahásaya estava se encaminhando para o fim,

Durante o verão de 1895, desenvolveu-se um pequeno tumor nas costas de seu robusto corpo. Quiseram lancetá-lo, ele protestou; saldava em sua própria carne o mau carma de alguns de seus discípulos. Afinal, dois ou três chelas tornaram-se muito insistentes; o mestre respondeu, enigmaticamente:

“- O corpo tem de encontrar uma causa para a morte; concordo, façam o que bem entenderem.

“Pouco tempo depois, o incomparável guru abandonou seu corpo em Benares. Não mais necessito procurá -lo em sua pequena sala de recepção; todos os dias de minha vida são abençoados por ele, meu guia onipresente. (26 de setembro de 1895 foi a data em que Láhiri Mahásaya abandonou o corpo. Alguns dias depois ele teria completado 67 anos.)

“ Anos mais tarde, dos lábios de Swâmi Keshabananda, um discípulo adiantado, ouvi muitos detalhes admiráveis sobre a partida de Láhiri Mabásaya.

“- Poucos dias antes de meu guru abandonar o corpo - contou-me Keshabananda - ele se materializou diante de mim, quando me encontrava sentado em meu eremitério de Hardwar.

“- Venha imediatamente a Benares. - Com estas palavras, Láhiri Mahásaya desapareceu.

“Tomei o trem imediatamente para Benares. Em casa de meu guru, encontrei muitos discípulos reunidos. Durante horas, naquele dia, o mestre explicou o Gíta; depois, com simplicidade, dirigiu -se a nós:
“- Volto para o meu lar.

“Nossos soluções de angústia prorromperam, irresistíveis.

“- Consolem-se; eu ressuscitarei. - Após esta afirmação, Láhiri Mahásaya levantou-se de seu assento, três vezes girou seu corpo em círculo, sentou-se em posição de lótus encarando o norte e gloriosamente entrou em mahásamádhi.

“O belo corpo de Láhiri Mahásaya, tão caro a seus devotos, foi cremado segundo os ritos solenes reservados aos chefes de família, em Manikarnika Chat, junto ao Ganges sagrado - continuou Kesbabananda. - No dia seguinte, às dez horas da manhã, enquanto ainda me encontrava em Benares, meu quarto inundou-se de uma grande luz. À minha frente apareceu, em carne e osso, de pé, Láhiri Mahásaya. Seu corpo parecia-se exatamente ao interior, embora mais jovem e mais radiante. Meu divino guru me disse:

“- Keshabananda, sou eu mesmo. Com os átomos que se desintegraram de meu corpo cremado, remodelei minha forma, ressuscitei. Minha tarefa como chefe de família no mundo terminou; mas não deixo a Terra inteiramente.

Doravante, passarei uma temporada com Bábají no Himalaia e outra com Bábají no cosmo.

“Abençoando-me com algumas palavras, o transcendente mestre desapareceu. Uma inspiração maravilhosa saturou-me o coração; fui elevado em Espírito, à semelhança dos discípulos de Cristo e de Kabir, que contemplaram seus gurus redivivos após a morte física.

“Quando regressei a meu eremitério isolado, em Hardwar - prosseguiu Kesbabananda -levei comigo uma parcela das cinzas sagradas de meu guru. Sabia que ele escapara à prisão do espaço e do tempo; o pássaro da onipresença estava livre. Entretanto, era um consolo para meu coração guardar suas sagradas cinzas em meu santuário.”

Outro discípulo abençoado com a visão do ressuscitado guru foi o santo Panchanon Bhattachárya. Visitei-o em sua morada em Calcutá e ouvi com deleite a história de sua convivência de muitos anos com o mestre. Em remate, narrou-me o acontecimento mais maravilhoso de sua vida.

-Aqui em Calcutá -disse Pancharion -às dez horas da manhã seguinte à sua cremação, Láhiri Mahásaya apareceu diante de mim, gloriosamente vivo.

Swâmi Pranabananda, “o santo com dois corpos”, também me fez confidências detalhadas de sua sublime experiência. Durante sua visita à minha escola de Ranchi, Pranabananda contou-me:

-Alguns dias antes de Lábiri Mahásaya abandonar o corpo, recebi dele uma carta solicitando minha ida imediata a Benares. Fui, porém, inevitavelmente retardado e não pude partir no mesmo instante, Exatamente quando me preparava para partir para Benares, cerca de dez horas da manhã, senti-me dominado por súbita alegria ao ver em meu quarto a figura resplandecente de meu guru.

“- Por que se apressa a ir em Benares? - disse Láhiri Mahásaya, sorrindo. - Não me encontrará mais ali.

“Quando compreendi o significado de suas palavras, chorei tristemente, acreditando que o contemplava apenas numa visão.

“O mestre aproximou-se de mim, confortadoramente: - Toque à minha carne - disse ele -estou vivo, como sempre. Não se lamente; não estou consigo por toda a eternidade?”

Dos lábios destes três, grandes discípulos emergiu uma história de maravilhosa verdade: um dia após a entrega às chamas do corpo de Lábiri Mabásaya, o mestre ressurrecto, em corpo real mas transfigurado, apareceu diante de três discípulos, em cidades diferentes, à mesma hora, dez da manhã.

“E quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, a este corpo mortal se revestir de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: - Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó sepulcro, a tua vitória?"

I Coríntios, 15:54-55 “Por que se julgaria uma coisa incrível entre vós, que Deus ressuscitasse os mortos?” (Ats, 26:8).


sábado, 19 de setembro de 2009

Pinga Fogo (1971) - Reencarnação



Pinga-Fogo foi um programa de televisão veiculado pela extinta TV Tupi Canal 4 de São Paulo. Estreou no ano de 1955 e terminou no início da década de 1980, com a crise financeira que culminou com o fechamento da emissora. 

Nesse período, marcou a história da televisão no Brasil a personalidade de Francisco Cândido Xavier como entrevistado. 

Em 28 de julho de 1971 a convite da produção do programa, o médium foi ao ar ao vivo, retransmitido em rede nacional (coisa pouco comum para as emissoras televisivas à época).

O programa com previsão inicial para uma hora de duração, acabou por se estender por mais de três horas. Alcançou a maior audiência ja registrada na história da TV brasileira, com 75% dos televisores brasileiros ligados no programa. 

A impressionante repercussão junto à audiência levou a emissora a repetir o convite, indo ao ar, na noite de 21 de dezembro do mesmo ano, uma edição especial de fim de ano com o médium. Desta vez o programa acabou por estender-se por mais de 4 horas. A audiência estimada foi de 20 milhões de brasileiros.

Pergunta a Chico Xavier com relacao a 'Adao e Eva' e reencarnação. Exibido no programa Pinga fogo, no ano de 1971, através da saudosa TV Tupi:

Parte 01:

Parte 02:



quinta-feira, 2 de abril de 2009

2 de abril - São Francisco de Paula, eremita


São Francisco de Paula (Paola, 27 de março de 1416 — Tours, 2 de abril de 1507) foi um eremita, fundador da Ordem dos Mínimos e santo da Igreja Católica.

É também conhecido como "O Eremita da Caridade", por sua opção de desprezo absoluto pelos valores transitórios da vida e dedicação integral ao socorro do próximo. Consta que num só dia o venerado de Paula atendeu em seu Mosteiro a mais de trezentas pessoas necessitadas do espírito e do corpo, realizando curas prodigiosas.

Francisco de Paula fundou a Ordem dos Mínimos, uma fraternidade que exige do interessado em nela ingressar uma única condição: que se considere um "mínimo", pois Jesus dissera que se alguém quer ser o primeiro, que seja o último e o servo de todos.

Venerado pelos pobres, pelos reis e pelos nobres de seu tempo, Francisco de Paula deu o exemplo numa época em que prosperavam os abusos eclesiásticos e quando se cultivavam os prazeres efêmeros e subalternos da vida. Por essa razão, foi considerado um missionário especial, por sua capacidade extraordinária de resgatar os mais puros e preciosos valores evangélicos, tal qual seu mais famoso inspirador, Francisco de Assis, que vivera dois séculos antes.

EVANGELHO (JO 8, 51-59):

"Em verdade, em verdade vos digo: se alguém guardar a minha palavra, jamais verá a morte"

Jesus não fala da morte que encerra esta nossa vida. Ele mesmo, Filho de Deus encarnado, morreu. Fala da morte como porta do nada, negação de toda vida, fim de toda esperança e de toda felicidade. Se crermos nele, a morte não será um fim para nós. Pelo contrário, será início de uma nova vida, em que poderemos encontrar a total realização de todos os nossos anseios de felicidade.

Oração a São Francisco de Paula


Senhor, creio em vossa palavra, confio em vossas promessas. A vida passa rápida, e a morte é inevitável. Como vós aceito a morte inseparável da minha limitação humana. Acredito que depois terei uma vida nova, muito melhor, se aceitar vossa amizade e me deixar transformar por vós. Entrego-me confiante a vosso amor misericordioso, e espero essa vida que dura para sempre. Assim seja.

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