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terça-feira, 2 de novembro de 2021

Emmanuel: 'Oração no Dia dos Mortos'

Medite a respeito da questão n.° 823 de 'O Livro dos Espíritos':  "823. Donde nasce o desejo que o homem sente de perpetuar sua memória por meio de monumentos fúnebres?  'Último ato de orgulho.'  a — Mas a suntuosidade dos monumentos fúnebres não é antes devida, as mais das vezes, aos parentes do defunto, que lhe querem honrar a memória, do que ao próprio defunto?  'Orgulho dos parentes, desejosos de se glorificarem a si mesmos. Oh! sim, nem sempre é pelo morto que se fazem todas essas demonstrações. Elas são feitas por amor-próprio e para o mundo, bem como por ostentação de riqueza. Supões, porventura, que a lembrança de um ser querido dure menos no coração do pobre, que não lhe pode colocar sobre o túmulo senão uma singela flor? Supões que o mármore salva do esquecimento aquele que na Terra foi inútil?'" - Allan Kardec e Espíritos Superiores

"Senhor Jesus!

Enquanto nossos irmãos na Terra se consagram hoje à lembrança dos mortos-vivos que se desenfaixaram da carne, oramos também pelos vivos-mortos que ainda se ajustam à teia física…

Pelos que jazem sepultados em palácios silenciosos, fugindo ao trabalho, como quem se cadaveriza, pouco a pouco, para o sepulcro;

pelos que se enrijeceram gradativamente na autoridade convencional, adornando a própria inutilidade com títulos preciosos, à feição de belos epitáfios inúteis;

pelos que anestesiaram a consciência no vício, transformando as alegrias desvairadas do mundo em portões escancarados para a longa descida às trevas;

pelos que enterraram a própria mente nos cofres da sovinice, enclausurando a existência numa cova de ouro;

pelos que paralisaram a circulação do próprio sangue, nos excessos da mesa;

pelos que se mumificaram no féretro da preguiça, receando as cruzes redentoras e as calúnias honrosas; pelos que se imobilizaram no paraíso doméstico, enquistando-se no egoísmo entorpecente, como desmemoriados, descansando no espaço estreito do esquife…

E rogamos-te ainda, Senhor, pelos mortos das penitenciárias que ouviram as sugestões do crime e clamam agora na dor do arrependimento;

pelos mortos dos hospitais e dos manicômios, que gemem, relegados à solidão, na noite da enfermidade; pelos mortos de desânimo, que se renderam, na luta, às punhaladas da ingratidão;

pelos mortos de desespero, que caíram em suicídio moral, por desertores da renúncia e da paciência;

pelos mortos de saudade, que lamentam a falta dos seres pelos quais dariam a própria vida;

e por esses outros mortos, desconhecidos e pequeninos, que são as crianças entregues à via pública, exterminadas na vala do esquecimento…

Por todos esses nossos irmãos, não ignoramos que choras também como choraste sobre Lázaro morto…

E trazendo igualmente hoje a cada um deles a flor da esperança e o lume da oração, sabemos que o teu amor infinito clarear-nos-á o vale da morte, ensinando-nos o caminho da eterna ressurreição."


Chico Xavier e Emmanuel
Reunião pública de 2 de Novembro de 1959


Medite a respeito da questão n.° 823 de 'O Livro dos Espíritos':

"823. Donde nasce o desejo que o homem sente de perpetuar sua memória por meio de monumentos fúnebres?

'Último ato de orgulho.'

a — Mas a suntuosidade dos monumentos fúnebres não é antes devida, as mais das vezes, aos parentes do defunto, que lhe querem honrar a memória, do que ao próprio defunto?

'Orgulho dos parentes, desejosos de se glorificarem a si mesmos. Oh! sim, nem sempre é pelo morto que se fazem todas essas demonstrações. Elas são feitas por amor-próprio e para o mundo, bem como por ostentação de riqueza. Supões, porventura, que a lembrança de um ser querido dure menos no coração do pobre, que não lhe pode colocar sobre o túmulo senão uma singela flor? Supões que o mármore salva do esquecimento aquele que na Terra foi inútil?'"


Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais. Esta oração foi transcrita do livro 'Religião dos Espíritos', de Francisco Cândido Xavier (encarnado) e Emmanuel (espírito). Para adquirir o livro e ler na íntegra siga o link abaixo...



quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Oração por todos os defuntos


"Ó Deus, onipotente e eterno, Senhor dos vivos e dos mortos, cheio de piedade para todas as tuas criaturas, conceda o perdão e a paz a todos os nossos irmãos falecidos, para que, imersos em tua bem-aventurança te louvemos para sempre. Por Cristo nosso Senhor. Amém."


Fonte: tradução livre de sanfrancesco - PREGHIERA PER TUTTI DEFUNTI | Foto: F.A.M.G. - Facebook



 

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O Culto aos Mortos numa Visão Kardecista


por Jorge Hessen

"O Homem só começa a ser Homem, quando começa a enterrar seus mortos, diz-nos o historiador Aníbal de Almeida Fernandes, em "A Genealogia como fator básico na formação da Civilização", e conclui: É o marco divisório entre o animal e o primeiro homem, e ocorreu há cerca de 40.000 anos com o Homo Sapiens e o Homo Neanderthal, antes mesmo da agricultura, e é o início da história humana.

O sentimento de cultuar os mortos foi moldado, pois, a partir de época bem remota e está sedimentado em quase todas as tendências religiosas.

As comunidades primitivas, peninsulares, agropastoris, inclinadas ao culto agrícola e ao culto da fertilidade, acreditavam, originariamente, que, em sepultando seus mortos nas proximidades dos campos agrícolas, os espíritos desses cadáveres ressurgiriam à vida com mais vigor, quais sementes plantadas em solo fértil, mas criam que isso se daria como algo secreto e misterioso.

Com essa crença, reverenciavam-se os mortos próximos às tumbas, com festas e, sobretudo, com muita alegria, prática que se estendeu viva em algumas culturas contemporâneas. Os costumes dos povos primitivos foram se modificando devido à influência de outros, vindos, provavelmente, do norte da África (os Iberos) e do centro da Europa (os Celtas).

Veja-se o que nos revela um dos expoentes da Doutrina Espírita: "É dos gauleses que vem a comemoração dos mortos, (...) só que, em vez de comemorar nos cemitérios, entre túmulos, era no lar que eles celebravam a lembrança dos amigos afastados, mas não perdidos, que eles evocavam a memória dos espíritos amados que algumas vezes de manifestavam por meio das druidisas e dos bardos inspirados". (1)

Ressalte-se, aqui, que os gauleses evocavam os ancestrais mortos (divindades) nos recintos de pedra bruta. As druidisas (sacerdotisas) e os bardos (poetas e oradores inspirados) eram verdadeiros "médiuns" e somente eles tinham consentimento para consultarem os oráculos (na Antiguidade, resposta de uma divindade a quem a consultava).

Os gauleses, portanto, não veneravam os restos cadavéricos, mas a alma sobrevivente, e era na intimidade de cada habitação que celebravam a lembrança de seus mortos, longe das catacumbas, diferentemente dos povos primitivos. A Festa dos Espíritos era de suma importância para eles, pois homenageavam Samhain, "O Senhor da Morte", festividade, essa, iniciada sempre na noite anterior a 1º de novembro, ou seja, no dia 31 de outubro.

Essa celebração marcava o fim do verão e o fim da última colheita do ano. Acreditavam que os espíritos dos mortos, nos meses de inverno, sairiam dos túmulos gelados para visitarem suas antigas moradias aquecidas e orientar seus familiares. Os bons, supostamente, os protegeriam, mas, para confundirem os maus espíritos, vestiam-se de fantasias, o que deu origem à tradicional festa de Halloween dos nossos dias.

Porém, uma densa bruma desceu sobre a terra das Gálias, através do tacão de Roma, que expulsou os druidas e impôs o Cristianismo clérico. Esse período histórico de frenética agitação, mais tarde foi mutilado pelos bárbaros, sobrevindo uma madrugada de dez séculos (a obscura Idade Média), que proscreveu o espiritualismo e entronizou a superstição, o sobrenatural, o milagre, a beatificação, a santificação e a definitiva narcotização da consciência humana, levando-a ao analfabetismo espiritual.

A história oficial da Igreja registra que foi no Mosteiro beneditino de Cluny, no sul da França, no ano de 998, que o Abade Odilon promovia a celebração do dia 2 de novembro, em memória dos mortos, dentro de uma perspectiva catolicista.

Pela influência que esse Mosteiro, então, exercia na Europa setentrional, propagou-se com rapidez a nova celebração, até porque veio de encontro aos costumes já arraigados em todas as culturas, cada qual com seu entendimento e sua prática, obviamente, quanto a cultuar os mortos. Somente em 1311 foi sancionada, em Roma, oficialmente, a memória dos falecidos, mas foi Bento XV quem universalizou tal celebração, em l915, dentre os católicos, cuja expansão da religião auxiliou, ainda mais, a difusão desse costume.

A legislação vigente chega a declarar o dia 2 de novembro como feriado nacional, com o objetivo de as pessoas poderem homenagear seus parentes e amigos falecidos. Nós, os espíritas, somos questionados sobre o tema: como o Espiritismo analisa o dia dos mortos?

Respondemos a essa questão, da seguinte maneira: as religiões falham, excessivamente, no que tange aos ensinos das essenciais noções sobre a imortalidade da alma, muito embora haja uma ou outra que já tenha alguma noção do que seja. Mesmo assim, ainda insigne, se comparada aos ensinamentos de luz, ditados a Allan Kardec, e contidos em "O Livro dos Espíritos".

Daí a razão pela qual, no dia dos finados, as pessoas se dirigem aos "campos santos", como se o cemitério fosse a morada eterna daqueles que desencarnam. "O Livro dos Espíritos" nos ensina o respeito aos desencarnados como um impositivo de fraternidade, sem que materializemos esse sentimento frente aos túmulos, nem que tais lembranças ou homenagens sejam realizadas em um dia especial, oficialmente estabelecido.

Nos dias de hoje, essa celebração se desviou, e muito, do ritual religioso, transportando-se do foco sentimental e emocional para o comercial, uma vez que a mercantilização de flores, velas, santinhos, escapulários, e a eventual preocupação para a conservação dos túmulos (normalmente, só são lembrados em novembro) respondem por esse protocolo social.

O zelo com que são cuidados os túmulos só tem algum sentido para os encarnados, que, aliás, devem se precaver para não criarem um estranho tipo de culto. Não devemos converter as necrópoles vazias em "salas de visita do além", como diz Richard Simonetti, (2) até porque, há locais mais indicados para nos lembrarmos daqueles que desencarnaram.

Ainda que não reprovemos, de maneira absoluta, as pompas fúnebres, pois a homenagem à memória de um homem de bem, "são justas e de bom exemplo"(3), o Espiritismo revela que o desejo de perpetuar a própria memória nos monumentos fúnebres vem do derradeiro ato de orgulho .
"A suntuosidade dos monumentos fúnebres determinada por parentes que desejam honrar a memória do falecido, e não por este, ainda faz parte do orgulho dos parentes, que querem honrar-se a si mesmos. Nem sempre é pelo morto que se fazem todas essas demonstrações, mas por amor-próprio, por consideração ao mundo e para exibição de riqueza ."(4)
A tumba é o lugar-comum de encontro de todos os homens e nela se findam, impiedosamente, todas as distinções sociais. Em face disso, é inútil o rico tentar perpetuar a sua memória por meio de faustosos monumentos. Os anos os destruirão, assim como o seu próprio corpo. Essa é a Lei da natureza. A recordação das boas e más ações será menos perecível que o seu túmulo. A pompa dos funerais não o deixará limpo de suas torpezas e não o fará ascender sequer um degrau na hierarquia espiritual.(5)


Procuramos, mais, o lado cômodo, arraigando-nos ao formalismo material e desprezamos a essencialidade do ser, motivo pelo qual obrigou Jesus a se expressar aos escribas e fariseus da sua época: " sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos de cadáveres e de toda espécie de podridão". (6)

Da questão 320 à 329 do Livro matriz, que deu origem ao Espiritismo, recebemos lições de extrema importância sobre funerais e celebração em memória dos "mortos", vejamos: os Benfeitores afirmam que os chamados "mortos" são sensíveis à saudade dos que os amavam na Terra e que, de alguma forma, " a sua lembrança aumenta-lhes a felicidade, se são felizes, e se são infelizes, serve-lhes de alívio."(7)

Porém, em se referindo ao dia dos "finados", atestam que é um dia como outro qualquer, até porque os espíritos são sensíveis aos nossos pensamentos, não às solenidades humanas. No dia dos finados eles só " reúnem-se em maior número, porque maior é o número de pessoas que os chamam. Mas cada um só comparece em atenção aos seus amigos, e não pela multidão dos indiferentes." (8)

Não podemos desconhecer que o pensamento é uma força e que é o atributo característico do ser espiritual; "é ele que distingue o espírito da matéria; sem o pensamento o espírito não seria espírito. (...) se tem a força de agir sobre os órgãos materiais, quanto maior não deve ser sobre os elementos fluídicos que nos rodeiam!

O pensamento age sobre os fluídos ambientes, como o som sobre o ar; esses fluidos nos trazem o pensamento, como o ar nos traz o som. Assim, pela comunhão de pensamentos, os homens se assistem entre si e, ao mesmo tempo, assistem os Espíritos e são por estes assistidos ". (9)

A tradicional visita ao túmulo, em massa, não significa que venha trazer satisfação ao "morto", até porque uma prece feita em sua intenção vale mais. É bem verdade que a " visita ao túmulo é uma maneira de manifestar que se pensa no Espírito ausente: é a exteriorização desse fato (...) mas é a prece que santifica o ato de lembrar; pouco importa o lugar se a lembrança é ditada pelo coração. "(10)

Conhecemos pessoas (aliás muitas delas) que solicitam, antes mesmo de morrerem, que sejam enterradas em tal ou qual cemitério. Essa atitude, sem sombra de dúvida, demonstra inferioridade moral. "O que representa um pedaço de terra, mais do que outro, para o Espírito elevado?" (11)

Quanto às honras que tributam aos despojos mortais de parentes e amigos, o Espiritismo esclarece que no momento em que o Espírito chega a um certo grau de perfeição não tem mais a vaidade da sociedade humana e compreende a futilidade de tais solenidades, contudo, faz uma ressalva sobre alguns, pois há "Espíritos que, no primeiro momento da morte, gozam de grande satisfação com as honras que lhes tributam, ou se desgostam com o abandono a que lançam o seu envoltório, pois conservam ainda alguns preconceitos deste mundo." (12)

O defunto assiste ao seu enterro? "Muito frequentemente o assiste". (13) Esclarecem os Benfeitores - "algumas vezes não percebe o que se passa, se ainda estiver perturbado" (14) - complementam.

Muitas vezes o falecido presencia seus herdeiros em reuniões de partilhas, engalfinhando-se quais chacais em disputa pela herança. "Nessa ocasião que [o falecido] vê quanto valiam os protestos que lhe faziam. Todos os sentimentos se tornam patentes, e a decepção que experimenta, vendo a rapacidade dos que dividem o seu espólio." (15)

Reflitamos juntos: o dia 02 de novembro é consagrado aos falecidos libertos ou aos mortos que ainda estão jungidos à vida material? Existem duas possibilidades de mortos: os que se sentem totalmente livres do arcabouço carnal, porém "vivos" para uma vida espiritual plena, e os que permanecem com a sensação de que, ainda, estão encarnados, porém "mortos" para a vida física, pois somente vivenciam, na espiritualidade, a vida animal.

"Para o mundo, mortos são os que despiram a carne; para Jesus, são os que vivem imersos na matéria, alheios à vida primitiva que é a espiritual. É o que explica aquele célebre ensinamento evangélico, em que a pessoa prontificou-se a seguir o Mestre, mas antes queria enterrar seu pai que havia falecido, e Jesus conclamou" (16) - "Deixai aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos, tu, porém, vai anunciar o Reino de Deus". (17)

A visitação aos túmulos é um ato exterior, que evoca a lembrança dos entes queridos desencarnados e é a maneira de as pessoas demonstrarem a saudade e o carinho que sentem por eles, mas só terá o seu devido valor, se essa atitude for realizada com subida intencionalidade.

Não deve, portanto, representar um compromisso social e nem ser eivada de manifestações de desespero, de cobranças, de acusações, como sói ocorre em muitas ocasiões. Em verdade, se a visitação aos túmulos não é condenável, ela é totalmente desnecessária, até porque o falecido não se encontra no cemitério, podendo ser lembrado e homenageado através da prece, a qualquer momento e em qualquer lugar. Portanto, nossos entes queridos já falecidos podem ser lembrados na própria intimidade e aconchego do lar, ao invés da frieza dos cemitérios e catacumbas.

É óbvio que "faz sentido rememorar com alegria e não lastimar os que já partiram, e que estão plenamente vivos. Finados é uma mistura de alegria e dor, de presença-ausência, de festa e saudade. Aos que ficamos por aqui, cabe-nos refletir e celebrar a vida com amor e ternura, para depois, quiçá, não amargar no remorso. Aos que partiram, nossa prece, nossa gratidão, nossa saudade, nosso carinho, nosso amor!" (18)

Se formos capazes de orar, com serenidade e confiança, transformando a saudade em esperança, sentiremos a presença dos parentes e amigos desencarnados entre nós, envolvendo-nos o coração com alegria e paz. Por esta razão e muitas outras, façamos do dia 2 de novembro um dia de reverência à vida, lembrando carinhosamente os que nos antecederam de retorno à pátria espiritual, e também os que conosco ainda jornadeiam pelos caminhos da existência terrena."

Jorge Hessen

Fontes:

(4)  Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2001, Pergs. 823 e 823a.
(5)  Idem (Ver item 320 e seguintes)
(6)  (Mateus 23:27)
(7)  Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2001, Perg. 320
(8)  Idem pergunta 321-a
(10) Idem pergunta 323
(11) Idem pergunta 325
(12) Idem pergunta 326
(13) Idem pergunta 327
(14) Idem pergunta 328
(15) Artigo de João Demétrio intitulado: Finados a Luz do Espiritismo,
(17) (Lucas nove, 51-62)
(18) Editorial do Jornal Mundo Espírita – novembro 2006

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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Finados † 2 de Novembro † Dia de Orações Pelos que Partiram

Vista do alto do Cemitério São João Batista (Rio de Janeiro/RJ)


2 de novembro, é o dia reservado pela tradição católica à veneração das almas dos nosso fiéis defuntos, os finados. Todos querem levar uma flor à sepultura daquele ente querido que partiu, acender uma vela na Cruz das Almas. O Dia de Finados é para muitos um dia de saudade e recordação. Entretanto na religião a visão da morte é diferente e vislumbra, na recordação dos mortos, um luminoso raio de alegria.

No prefácio da Missa dos mortos, a Igreja Católica lembra: 
Aos que a certeza da morte entristece, a promessa da imortalidade consola. Para os que crêem, a vida não é tirada, mas transformada. E desfeita a nossa habitação terrestre, nos é dada no céu uma eterna mansão
Segundo São Paulo (2° Cor. 5,1): 
Se nossa tenda for destruída, teremos no céu morada eterna, feita não por mãos humanas. É que para nós, cristãos, a morte não é o fim. É passagem, como o é a do nascimento da criança, que passa do escuro do seio materno para a luz do dia
O desfecho da vida biológica culmina sempre com a morte. A vida, na visão do salmista (Salmo 89) é como a flor viçosa na madrugada que reabre em sorrisos para a aurora, mas que a tarde fenece e fica seca. Há, no culto dos mortos, talvez o desejo inconsciente de que eles estivessem vivos, bem perto de nós. Enfeitam-se os enterros de flores. Erguem-se monumentos nos cemitérios com afetuosas inscrições. Conservam-se nas paredes os retratos dos entes queridos.

Lembramos então no dia de hoje os nossos, que partiram. O que fazer hoje por eles? O 2º livro dos Macabeus (2º Mac. 12) responde: rezar por quem morreu, que é sinal de fé na ressurreição dos mortos. Dia dos finados – dia de oração em favor dos que partiram.

Oração de Santa Gertrudes pelas almas do Purgatório

Jesus prometeu à Santa Gertrudes que salvaria mil almas do purgatório todos os dias, por cada pessoa que rezar com fervor esta Oração:

"Eterno Pai, Ofereço-Vos o Preciosíssimo Sangue de Vosso Divino Filho Jesus, em união com todas as Missas que hoje são celebradas em todo o mundo; por todas as Santas almas do purgatório, pelos pecadores de todos os lugares, pelos pecadores de toda a Igreja, pelos de minha casa e de meus vizinhos. 

Amém!"

Terço de jaculatórias pelas almas do Purgatório

"Com a oração ditada por Nosso Senhor à Santa Gertrudes

- Faz-se o sinal da Santa Cruz.

- Reza-se o ato penitencial (“Confesso a Deus Todo Poderoso que pequei...”)

- Evocação a Deus Espírito (“Vinde Espírito Santo, Vinde por meio da poderosa intercessão do Imaculado Coração de Maria...”)

- Creio, Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória."

Nas Contas do Pai-Nosso, reza-se a Oração ditada por Nosso Senhor à Santa Gertrudes:

“Eterno Pai, ofereço-vos o Preciosíssimo Sangue do Vosso Divino Filho Jesus, em união com todas as santas Missas que hoje são celebradas em todo o mundo, por todas as santas almas do Purgatório, pelos pecadores em todos os lugares, pelos pecadores na Igreja Católica, pelos pecadores em todas as outras igrejas, pelos de minha casa e meus vizinhos. Amém!”

Nas contas da Ave-Maria:

“Jesus, Maria e José eu Vos amo, salvai almas!”

Na conta da salve Rainha:

- “Sagrado Coração de Jesus, sede nosso Amor”!

- “Doce Coração de Maria, sede nossa Salvação”!

No encerramento:

“Dai-lhes Senhor o descanso eterno e que a luz perpétua as ilumine, Descansem em paz. Amém”.

Terço de oferecimento dos méritos infinitos das Santas Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo pelas almas do Purgatório

"Disse Nosso Senhor Jesus Cristo à Santa Gertrudes:
Muitíssimo grata Me é a oração pelas almas do Purgatório, porque por ela tenho ocasião de libertá-las das suas penas e introduzi-las na gloria eterna
Certa vez pregava São Domingos sobre a importância de rezarmos o Rosário, quando um homem que o ouvia atenta e piedosamente, teve uma visão espiritual, concedida por Deus, para comprovar a veracidade das palavras de São Domingos: Ele viu muitas almas dos que estavam morrendo, adentrarem profundamente no purgatório. Ao mesmo tempo via Nossa Senhora com uma laçada de ouro, era o Rosário, através do qual a Mãe de Misericórdia retirava desse local de forte purificação, as pobres almas sofredoras.


Tudo o que damos por caridade às Almas do Purgatório, converte-se em graças para nós, e após a morte encontramos o seu valor centuplicado 
~Santo Ambrosio
Socorrendo as almas, praticamos a caridade em toda a sua extensão. A devoção às almas do purgatório encerra todas as obras de misericórdia, cuja prática, elevada ao sobrenatural, nos há de merecer o Céu” 
~São Francisco de Sales
Poupai Vossas lágrimas pelos defuntos e dai-lhes mais orações
~São José Crisóstomo

Início do terço:

(Propício para rezar todos os dias; em especial nos cemitérios, dia de finados e velórios.)

- Fazer cinco vezes o sinal da sana cruz em honra as cinco grandes Chagas do Senhor

- Ato penitencial (Confesso a Deus, Todo Poderoso, que pequei muitas vezes...)

- invocação ao Espírito Santo (vinde Espírito Santo, vinde por meio da poderosíssima intercessão do Imaculado Coração de Maria, Vossa amadíssima Esposa!) repetir três vezes

- Salmo 129:

“Do profundo abismo em que me encontro, clamo a Vos! Sejas Vossos Ouvidos atentos a voz de minhas súplicas. Se olhardes, Senhor, para as nossas iniqüidades, quem poderá, Senhor, subsistir em Vossa presença?

Porém, Vós sois cheio de misericórdia, e eu espero em Vós, Senhor, por causa de Vossa Lei.

Coloquei minha confiança no Senhor e em sua palavra.

Espere assim todo Israel no Senhor, desde a aurora ate a noite. Porque o Senhor é cheio de misericórdia e Nele se encontra copiosa redenção. E Ele mesmo há de remir Israel de todas as iniqüidades.

- “O descanso eterno concedei-lhes, Senhor! E a luz perpetua as ilumine. Amém”.

- “Senhor, ouvi as minhas orações! E meus clamores cheguem até Vós! Amém.

-“Divino Jesus, ofereço-vos este terço que vou rezar, contemplando os mistérios da Vossa Dolorosíssima Paixão. Concedei-me, por intercessão de Maria, Vossa Mãe Santíssima, a quem nos dirigimos, as virtudes que nos são necessárias para bem rega-lo e a graça de ganharmos as indulgências anexas a esta santa devoção. Assim seja. Amém.

“Tende misericórdia, ó Senhor, das almas dos fieis que padecem no purgatório. Dai-lhes, Senhor, o descanso eterno. Amém.

“Pai eterno, eu Vos ofereço o Sangue preciosíssimo de nosso Senhor Jesus Cristo em expiação dos meus pecados, pelas necessidades da Santa Igreja Católica, pelas almas do Purgatório pela alma de.... que pela misericórdia Vossa descanse em paz. Amém.

Pai Nosso...

Na 1ª Ave-Maria: “Glorifico-vos ó Pai Criador e pelo Imaculado e puríssimo Coração de Vossa Filha predileta, a Santíssima Virgem Maria, peço-vos pelas almas do purgatório e pela alma de......., que pela Vossa Misericórdia descanse em paz”. Ave-Maria...

Na 2ª Ave-Maria: “Glorifico-vos ó Filho Redentor do mundo, nosso Senhor Jesus Cristo, e pelo Imaculado e puríssimo Coração de Vossa Mãe, a Santíssima Virgem Maria, peço-vos pelas almas do purgatório e pela alma de ....., que pela Vossa misericórdia descanse em paz”! Ave-Maria...

Na 3ª Ave-Maria: “Glorifico-vos ó Espírito Santo de Deus, nosso santificador, e pelo Imaculado e puríssimo Coração de Vossa amadíssima Esposa, a Santíssima Virgem Maria, peço-vos pelas almas do purgatório e pela alma de ......, que pela Vossa misericórdia descanse em paz”. Ave-Maria...

1° Mistério doloroso: A agonia do Senhor no Horto das Oliveiras.

Ofereço-vos ó Divino Salvador, os vossos preciosissimos suor e sangue, que derramastes em vossa santa agonia, pelas almas de meus parentes, em todos os graus.

- Pai-nosso, 10 Ave-Marias (ao final de cada uma, acrescentar a seguinte jaculatória: “Misericordiosissimo Jesus, dai-lhes o repouso eterno”)

2° Mistério doloroso: A Flagelação do Senhor.

Ofereço-vos ó Divino Salvador, o Vosso preciosissimo Sangue derramado na impiedosa, brutal e dolorosissima flagelação pelas almas dos meus benfeitores espirituais e materiais, principalmente por aquelas almas que mais padecem por minha causa.

- Pai-nosso, 10 Ave-Maria (ao final de cada uma...)

3° Mistério doloroso: A Coroação de espinhos do Senhor.

Ofereço-vos ó Divino Salvador, o Vosso preciosissimo sangue derramado na dolorosissima Coroação de espinhos pelas almas do purgatório, especialmente pelas mais aflitas e abandonadas.

- Pai-nosso, 10 Ave-Marias (ao final de cada uma...)

4° Mistério doloroso: O Senhor carrega a pesada Cruz.

Ofereço-Vos ó Divino Salvador, o Vosso preciosissimo Sangue derramado de vosso sagrado Ombro, de Vossa sagrada Face, de todo o Vosso Santo Corpo, ferido por terríveis golpes e torturas as vossas fadigas, incontáveis e inimagináveis dores e sofrimentos que suportastes ao levar a pesada cruz ao calvário, por todas as almas que entram neste momento nas chamas do purgatório, pelas almas dos sacerdotes, religiosos e profetas dos últimos séculos, autênticos videntes e confidentes de Jesus e Maria; enfim, por todas aquelas almas que me foram recomendadas.

- Pai-nosso, 10 Ave-Marias (ao final de cada uma...)

5° Mistério doloroso: A Crucificação e Morte do Senhor.

Ofereço-vos ó Divino Salvador, o Vosso preciosissimo sangue derramado desde o despojar de suas vestes, coladas em vossas feridas, das vossas mãos e dos vossos pés perfurados e todas as vossas agonias na hora de vossa morte, pela alma de....... Que o sangue precioso e a água sagrada emanada de vosso puríssimo coração lanceado e trespassado pela dura lança, abram-lhe a porta dos céus, a fim de que unida aos santos anjos, santos e principalmente a vossa mãe santíssima, vos bendiga para sempre junto ao eterno Pai na unidade do Espírito Santo, Amém.

- Pai-nosso, 10 Ave-Marias (acrescentando ao final de cada uma: “Misericordiosissimo Jesus, dai-lhes o repouso eterno”)

- Salve Rainha

Ladainha pelas almas do purgatório

"Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos.

Pai Celeste, verdadeiro Deus, tende piedade das almas do purgatório. Filho, redentor do mundo, verdadeiro Deus, tende piedade das almas do purgatório. Espírito Santo, verdadeiro Deus, tende piedade das almas do purgatório.

Santíssima Trindade, um único Deus, tende piedade das almas do purgatório!

Santa Maria, Rogai pelas almas do purgatório. Santa Mãe de Deus, Rogai pelas almas do purgatório. São Miguel Arcanjo, Rogai pelas almas do purgatório.

Santos Anjos e Arcanjos, Rogai pelas almas do purgatório!

Coros de Espíritos bem aventurados, Rogai pelas almas do purgatório. São João Batista, Rogai pelas almas do purgatório. São José, Rogai pelas almas do purgatório.

Santos Patriarcas e Santos Profetas, Rogai pelas almas do purgatório!

São Pedro, Rogai pelas almas do purgatório. São Paulo, Rogai pelas almas do purgatório. São João, Rogai pelas almas do purgatório. Santos Apóstolos e Santos Evangélicos, Rogai pelas almas do purgatório. Santo Estevão, São Lourenço, Rogai pelas almas do purgatório.

Santos Mártires, Rogai pelas almas do purgatório!


São Gregório, Santo Ambrosio, Rogai pelas almas do purgatório. Santo Agostinho, São Jerônimo, Rogai pelas almas do purgatório. Santos Doutores, Rogai pelas almas do purgatório. São Pio V, São Pio X, Rogai pelas almas do purgatório. Santos Pontífices, Rogai pelas almas do purgatório. São João Maria Viamey, Rogai pelas almas do purgatório.

Santos Sacerdotes, confessores e levitas, Rogai pelas almas do purgatório. SSão Pio de Pietralina, Rogai pelas almas do purgatório. Santos Frades e Santos Eremitas, Rogai pelas almas do purgatório. Santa Terezinha e Santa Paulina, Rogai pelas almas do purgatório. Santas Virgens e religiosas, Rogai pelas almas do purgatório. Santa Rita de Cássia, Rogai pelas almas do purgatório. Santas Viúvas, Rogai pelas almas do purgatório. Vós todos, santos amigos de Deus, Rogai pelas almas do purgatório:

Sede-nos propício, perdoai-lhes Senhor!
Sede-nos propício, ouvi-nos Senhor!
De seus sofrimentos, livrai-as Senhor!
Da vossa santa cólera, livrai-as Senhor!
Da severidade da vossa justiça, livrai-as Senhor!
Do remorso da consciência, livrai-as Senhor!
Das tristes trevas que as cercam, livrai-as Senhor!
Dos prantos e gemidos, livrai-as Senhor!
Pela vossa encarnação, livrai-as Senhor!
Pelo vosso nascimento, livrai-as Senhor!
Pelo vosso doce nome, livrai-as Senhor!
Pela vossa profunda humildade, livrai-as Senhor!
Pela vossa obediência, livrai-as Senhor!
Pelo vosso infinito amor, livrai-as Senhor!
Pela vossa agonia e sofrimentos, livrai-as Senhor!
Pela vossa paixão e santa cruz, livrai-as Senhor!
Pela vossa santa ressurreição, livrai-as Senhor!
Pela vossa admirável ascensão, livrai-as Senhor!
Pela vinda do Espírito Santo, o Consolador, no dia do julgamento, livrai-as Senhor!

Ainda que sejamos pobres e miseráveis pecadores, nós vós pedimos, ouvi-nos!

Vós que perdoais aos pecadores sinceramente arrependidos e por isto salvastes o bom ladrão, nós vós pedimos, ouvi-nos!

Vós que nos salvais por amor e misericórdia, nós vos pedimos, ouvi-nos!

Vós que tendes as chaves da vida e da morte da Salvação Purificação e perdição eterna, nós vos pedimos, ouvi-nos!

Dignai-vos livrar das chamas nossos parentes, amigos e benfeitores, nós vos pedimos, ouvi-nos!

Dignai-vos salvar todas as almas que gemem longe de vós, nós vos pedimos, ouvi-nos!

Dignai-vos ter piedade daquelas que não tem intercessores neste mundo, nós vos pedimos, ouvi-nos!

Dignai-vos admiti-las no número de vossos eleitos, nós vos pedimos, ouvi-nos!

- Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, dai-lhes o descanso eterno! (3 vezes)

Oração: Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e de vossas servas, a remissão de todos os pecados, a fim de que, pelas humildes orações da vossa Igreja, eles obtenham o perdão que sempre desejaram. É o que vos pedimos por elas, ó Jesus, que viveis e reinais por todos os séculos. Amém!"

O Terço das Almas

310 mil dias de indulgência, aplicáveis às almas do Purgatório.

"- Nas contas do Pai-Nosso:
Meu Jesus, Misericordioso, Meu Deus!
Creio em Vós, porque sois a mesma verdade.
Espero em Vos, porque sois fiel às Vossas promessas.
Amo-Vos, porque sois infinitamente Bom e Amável.

- Nas três contas junto da Cruz do Terço: Meu Bom Jesus, não me deixeis morrer sem receber os últimos sacramentos.

- Nas contas das Ave-Marias nas dezenas: Doce Coração de Maria, sede a minha salvação."

Oração de agradecimento por São José

"Santíssima Trindade, eu vos ofereço os Corações de Jesus e de Maria, com os seus merecimentos e o seu Amor, em nome de São José, para vos agradecer todos os dons que lhe concedestes, sobretudo por tê-lo feito Pai adotivo de Jesus e Esposo verdadeiro de Maria Virgem."

Oração pelas almas do Purgatório

"Ó Deus de bondade, de Misericórdia Tende piedade das benditas almas dos fiéis, que estão sofrendo e que padecem no purgatório, aliviai as suas penas, dai-lhe Senhor o descanso Eterno, e Fazei nascer para elas a Luz perpétua. Amém.

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós."

Porque rezar pelas almas do Purgatório?

O purgatório é um lugar de sofrimentos em que as almas se purificam, solvendo suas dívidas, antes de serem admitidas no céu, onde só entrará quem for puro. Sua existência se baseia no testemunho da Sagrada Escritura e da Tradição. Vários Concílios o definiram como dogma; Santos Padres e Doutores da Igreja o atestam a uma voz. Há uma prisão da qual não se sairá senão quando tiver pago o último centavo. (Mal. 18).

A Igreja, querendo que não nos esqueçamos das almas, consagrou um dia inteiro todos os anos à oração pelos finados. Determinou que em todas as missas houvesse uma recomendação e um momento especial pelos mortos. Ela aprova, sustenta e estimula a caridade pelos falecidos.

Como são esquecidos os mortos! Exclamava Santo Agostinho! E no entanto acrescenta S. Francisco de Sales, em vida eles nos amavam tanto. Nos funerais: lágrimas, soluços, flores. Depois, um túmulo e o esquecimento. Morreu... acabou-se!

Se cremos na vida eterna, cremos no purgatório. E se cremos no purgatório, oremos pelos mortos. O purgatório é terrível e bem longo para algumas almas, por isso devemos rezar muito pelas almas, socorrendo as almas, praticando a caridade em toda sua extensão. A devoção as almas do purgatório diz São Francisco de Sales encerra todas as obras de misericórdia, cuja prática, elevada ao sobrenatural nos há de merecer o céu.

A Santa Missa é o sacrifício de expiação por excelência. É a renovação do calvário, que salvou o gênero humano. A cada Missa, diz São Jerônimo, saem muitas almas do purgatório. Depois da Missa...

A Comunhão. A Eucaristia é um Sacramento de descanso e paz para os defuntos, diz Santo Ambrósio. E o mesmo afirmam São Cirilo e São João Crisóstomo. Procuremos fazer boas comunhões lembrando-nos que quanto melhor as fizermos tanto mais aliviaremos os mortos. O Papa Paulo V estimulou a prática das comunhões pelas almas padecentes. Temos também as indulgências que entregamos a Deus para solver as dívidas das almas. Recitemos pequenas jaculatórias indulgenciadas. É tão fácil repeti-las em toda hora.

É uma mina de ouro que está a nossa disposição. Nossas orações são um meio de ajudar a salvar almas do purgatório.

São João Damasceno diz que há muito testemunho encontrado na vida dos Santos que provou claramente as vantagens da oração que se fazem pelos defuntos. Nossos sofrimentos junto a prece tem uma eficácia extraordinária para obter de Deus todas as graças. Aliviemos as almas do purgatório', com tudo que nos mortifica. A Via Sacra é uma prática das mais ricas de piedade. O Rosário é a rainha das devoções indulgenciadas.

Santa Gertrudes afirmava que uma palavra dita do fundo do coração e animada de sólida devoção tem mais eficácia que grande número de orações, feitas com pouco fervor.

Mais uma forma de ajudar as almas é dar esmola ao pobre em sufrágio das almas benditas. As lágrimas que vossas esmolas enxugarem, o alívio que tiverdes dado aos que padecem fome, sede e frio, serão o alívio no purgatório para as almas sofredoras. É uma dupla caridade, socorrer os pobres por amor das almas. É dar duas vezes. Socorre os vivos e os mortos.

A Água benta e seu uso em favos das Almas do Purgatório

Usada com fé e confiança, a água benta tem grande valor para o corpo e alma, assim como constitui recurso eficiente em favor das almas do Purgatório.

Cada vez que o Sacerdote benze a água, ele o faz em nome da Igreja e na qualidade de seu representante, cujas orações nosso Divino Salvador sempre aceita com benevolência.

Por conseguinte, quando se toma água benta e com algumas gotas asperge a si ou um objeto, presente ou ausente, é como se de novo subissem ao Céu as orações da Igreja, para atrair as bênçãos divinas sobre o corpo e a alma, assim como sobre os objetos aspergidos com a água benta. É também a água benta uma poderosa arma para se dissipar os maus espíritos. São muitos os exemplos demonstrativos do temor e horror que Satanás e os demônios têm pela água benta.

Como, porém, se explica que também se possa aplicar a água benta em favor de pessoas distantes e até às almas do Purgatório?

Cada vez que se oferece, mesmo à distância (no mundo espiritual não existe a distância física), água benta, na intenção de um ente querido, sobe aos Céus a oração da Igreja anexa à mesma e induz o Coração Sacratíssimo de Jesus a tomar sob sua proteção no corpo e na alma esses teus entes queridos.

O mesmo acontece quando usamos a água benta em favor das almas do Purgatório.

Quanto alívio podemos nós concedermos a uma alma sofredora, por meio de uma gotinha de água benta!

O Venerável Padre Domingos de Jesus, segundo o costume da Ordem Carmelitana, tinha uma caveira sobre a mesa de sua cela. Certo dia, ao ter aspergido essa caveira com água benta, a mesma começou a bradar em alta voz suplicando: mais água benta! porque ela alivia o ardor das chamas horrivelmente dolorosas.

E com efeito, uma gotinha de água benta tem muitas ve­zes maior eficácia do que uma longa oração porque nossa oração muitas vezes é feita com descuido e distraidamente. Diferente é a oração da Igreja intercedendo, por meio da água benta. Oração que agrada sempre a Nosso Senhor Jesus Cristo, em qualquer lugar onde lhe for apresentada em nome da Santa Igreja.

Por isso, as almas do Purgatório tanto anseiam pelo uso da água benta e se pudéssemos ouvir as suas súplicas por uma gotinha de água benta, certamente nos aplicaríamos mais assiduamente em seu uso, ao menos de manhã e à noite e algumas vezes durante o dia.

Quantas vezes por dia entras e sais do quarto! Não te será difícil deixar cair nessas ocasiões uma gotinha de água benta no Purgatório.

Que alegria causarias com isso às almas do Purgatório e que mérito colherias por meio da prática desse ato de caridade para ti mesmo e os teus; pois as benditas almas não se mostram ingratas. No mesmo momento em que as favorecemos, levantam suas mãos ao céu e rezam com tal fervor por seus benfeitores como não poderão fazer as pessoas mais justas do mundo. E Deus ouve-lhes com predileção a oração e envia suas graças abundantes sobre os benfeitores delas.

Há católicos que não saem de casa sem, antes, aspergirem três gotinhas de água benta; uma para si e seus entes queridos, a fim de que Nosso Senhor os proteja de todos os perigos no corpo e na alma; uma outra para os moribundos, especialmente para os pecadores moribundos, a fim de que Deus, na última hora, ainda lhes conceda a graça da conversão; e uma terceira em favor das almas benditas. Quanto é meritório tal modo de proceder. Imitemo-lo!

"Saravá o Povo da Calunga!"





segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Dia dos Mortos, ou Fiéis Defuntos, os nossos Sempre Vivos!

No México, o Dia dos Mortos é uma celebração de origem indígena, que honra os defuntos no dia 2 de novembro. Começa no dia 1 de novembro e coincide com as tradições católicas do Dia dos Fiéis Defuntos e o Dia de Todos os Santos. Além do México, também é celebrada em outros países da América Central e em algumas regiões dos Estados Unidos, onde a população mexicana é grande. A UNESCO declarou-a como Patrimônio da Humanidade.  As origens da celebração no México são anteriores à chegada dos espanhóis. Há relatos que os astecas, maias, purépechas, náuatles e totonacas praticavam este culto.   Os rituais que celebram a vida dos ancestrais se realizavam nestas civilizações pelo menos há três mil anos. Na era pré-hispânica era comum a prática de conservar os crânios como troféus, e mostrá-los durante os rituais que celebravam a morte e o renascimento.  O festival que se tornou o Dia dos Mortos era comemorado no nono mês do calendário solar asteca, por volta do início de agosto, e era celebrado por um mês completo. As festividades eram presididas pela deusa Mictecacíhuatl, conhecida como a "Dama da Morte" (do espanhol: Dama de la Muerte) - atualmente relacionada à La Catrina, personagem de José Guadalupe Posada - e esposa de Mictlantecuhtli, senhor do reino dos mortos. As festividades eram dedicadas às crianças e aos parentes falecidos.  É uma das festas mexicanas mais animadas, pois, segundo dizem, os mortos vêm visitar seus parentes. Ela é festejada com comida, bolos, festa, música e doces, os preferidos das crianças são as caveirinhas de açúcar.  O Dia dos Fiéis Defuntos, Dia dos Mortos ou Dia de Finados é celebrado pela Igreja Católica no dia 2 de Novembro, logo a seguir ao dia de Todos-os-Santos.  Desde o século II, alguns cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. No século V, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava. Também o abade de Cluny, santo Odilon, em 998 pedia aos monges que orassem pelos mortos.   Desde o século XI os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia aos mortos. No século XIII esse dia anual passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1 de novembro é a Festa de Todos os Santos. A doutrina católica evoca algumas passagens bíblicas para fundamentar sua posição (cf. Tobias 12,12; Jó 1,18-20; Mt 12,32 e II Macabeus 12,43-46), e se apóia em uma prática de quase dois mil anos.  Hoje é um dia de alegria, não de tristeza. Os finados vem nos visitar e muitos vão até os cemitérios venerá-los. É uma data em que os povos do plano astral e material confraternizam em nome da paz e do amor. Tristes das pessoas, que muitas vezes por crenças equivocadas, crêem que após a morte, nada mais resta senão o juízo. Ajudemos, hoje e sempre, estas almas para que vivam na luz de Oxalá, na senda do bem e do progresso.   Aproveitemos esta data venerável para meditar, comunicando-se assim com os espíritos de nossos ancestrais. É importante hoje lembrarmos de nossos parentes e amigos que já fizeram a passagem à vida espiritual. Muitos reencarnaram, outros tantos continuam ainda do outro lado, alguns não mais voltarão a este Planeta. Um dia todos nós estaremos lá, do outro lado da vida, no mundo real que não este. Salve os Fiéis Defuntos!

No México, o Dia dos Mortos é uma celebração de origem indígena, que honra os defuntos no dia 2 de novembro. Começa no dia 1 de novembro e coincide com as tradições católicas do Dia dos Fiéis Defuntos e o Dia de Todos os Santos. Além do México, também é celebrada em outros países da América Central e em algumas regiões dos Estados Unidos, onde a população mexicana é grande. A UNESCO declarou-a como Patrimônio da Humanidade.

As origens da celebração no México são anteriores à chegada dos espanhóis. Há relatos que os astecas, maias, purépechas, náuatles e totonacas praticavam este culto. 

Os rituais que celebram a vida dos ancestrais se realizavam nestas civilizações pelo menos há três mil anos. Na era pré-hispânica era comum a prática de conservar os crânios como troféus, e mostrá-los durante os rituais que celebravam a morte e o renascimento.

O festival que se tornou o Dia dos Mortos era comemorado no nono mês do calendário solar asteca, por volta do início de agosto, e era celebrado por um mês completo. As festividades eram presididas pela deusa Mictecacíhuatl, conhecida como a "Dama da Morte" (do espanhol: Dama de la Muerte) - atualmente relacionada à La Catrina, personagem de José Guadalupe Posada - e esposa de Mictlantecuhtli, senhor do reino dos mortos. As festividades eram dedicadas às crianças e aos parentes falecidos.

É uma das festas mexicanas mais animadas, pois, segundo dizem, os mortos vêm visitar seus parentes. Ela é festejada com comida, bolos, festa, música e doces, os preferidos das crianças são as caveirinhas de açúcar.

O Dia dos Fiéis Defuntos, Dia dos Mortos ou Dia de Finados é celebrado pela Igreja Católica no dia 2 de Novembro, logo a seguir ao dia de Todos-os-Santos.

Desde o século II, alguns cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram. No século V, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava. Também o abade de Cluny, santo Odilon, em 998 pedia aos monges que orassem pelos mortos. 

Desde o século XI os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia aos mortos. No século XIII esse dia anual passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1 de novembro é a Festa de Todos os Santos. A doutrina católica evoca algumas passagens bíblicas para fundamentar sua posição (cf. Tobias 12,12; Jó 1,18-20; Mt 12,32 e II Macabeus 12,43-46), e se apóia em uma prática de quase dois mil anos.

Hoje é um dia de alegria, não de tristeza. Os finados vem nos visitar e muitos vão até os cemitérios venerá-los. É uma data em que os povos do plano astral e material confraternizam em nome da paz e do amor. Tristes das pessoas, que muitas vezes por crenças equivocadas, crêem que após a morte, nada mais resta senão o juízo. Ajudemos, hoje e sempre, estas almas para que vivam na luz de Oxalá, na senda do bem e do progresso. 

Aproveitemos esta data venerável para meditar, comunicando-se assim com os espíritos de nossos ancestrais. É importante hoje lembrarmos de nossos parentes e amigos que já fizeram a passagem à vida espiritual. Muitos reencarnaram, outros tantos continuam ainda do outro lado, alguns não mais voltarão a este Planeta. Um dia todos nós estaremos lá, do outro lado da vida, no mundo real que não este. Salve os Fiéis Defuntos!


ORAÇÃO POR TODOS FALECIDOS

"Lembrai-vos de nossos entes queridos, de nossos irmãos que partiram tragicamente;
por todos que sofreram de alguma doença,
por todos os irmãos que anteciparam sua ida,
por todos lembrados e esquecidos."

OREMOS

"Ó Deus, que pela morte e Ressurreição de vosso Filhos Jesus Cristo nos revelastes o enigma da morte, acalmastes nossas angústias e fizestes florescer a semente da eternidade que vós mesmo plantastes em nós:

Concedei aos vossos filhos e filhas já falecidos a paz definitiva da vossa presença.
Enxugai as lágrimas dos nossos olhos e dai-nos a todos a alegria da esperança na Ressurreição prometida.
Isto vos pedimos, por Jesus Cristo, Oxalá, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Que todos aqueles que buscaram o Senhor com o coração sincero e que morreram na esperança da Ressurreição descansem em paz até sua reencaranação. 

Assim Seja!"

ORAÇÃO PELO DIA DE FINADOS NO BRASIL

"Senhor Jesus!

Nós Te agradecemos Mestre Querido , esta oportunidade de mais uma vez aqui estarmos para estudar a Tua Doutrina Querida. Neste dia em que o povo brasileiro estará relembrando os seus mortos, permita que lembremos os nossos Sempre Vivos, além do véu da morte. Assim, que estes amigos e companheiros que já partiram rumo ao mundo maior recebam o nosso abraço carinhoso, de sempre. Jesus, abençoa-nos a todos.

Graças a Deus!"

O Dia de Finados na Umbanda

Para os umbandistas, esta data tem grande importância por tratar-se do dia em que louvamos a força e o poder do Divino Orixá Pai Omulu, o Senhor da Morte e das Transições no Universo Divino. 

De uma forma geral, na sua doutrina, a Umbanda se apega intensamente na Vida, ou seja,em como devemos nos comportar enquanto encarnados para então, quando chegar a hora do desencarne, podermos garantir um lugar bom nas esferas espirituais.

Hoje vibre seus pensamentos nos antepassados, seus parentes desencarnados, solicitando ao Pai Omulu que ilumine a todos, pois se algum antepassado estiver precisando de ajuda por estar perdido nas suas questões emocionais e ainda não ter alcançado a luz, pode ser oportuno de acontecer este resgate, em contraponto aquele que já esteja em situação privilegiada, se sentirá gratificado pelas vibrações.

O culto ao Orixá Omulu é o momento de exaltação da Divindade e o que mesmo representa, pois como entendemos que ele é a Divindade do “fim”, logo ele não está presente apenas na tão temida morte física, gerando uma imagem temerosa em relação a esse Orixá.

Sua vibração se faz presente centenas de vezes durante nossa Vida, por exemplo, o fim um relacionamento amoroso é o rompimento de cordões emocionais e o fim de um ciclo de convivência entre duas pessoas. Neste momento de finalização lá está presente a vibração desse Orixá para encaminhar os envolvidos em seus caminhos individuais...

Por tudo isso acima escrito e descrito, em homenagem aos desencarnados, ao Pai Omolú e a gloriosa Falange dos Caveiras, digo: Ato-tô Abaluaiê, Ato-tô Babá! Laroiê Exu! Emogibá - é Mojubá - Emojibá!


Fontes bibliográficas: Wikipédia - RuaDasFlores.com - Templo Umbandista Estrela Dourada - 'Doutrina e Teologia de Umbanda' de Rubens Saraceni.



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