Nosso conteúdo é vasto! Faça sua busca personalizada e encontre o que está procurando...

Translate

Mostrando postagens com marcador fiéis defuntos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fiéis defuntos. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 2 de novembro de 2021

Emmanuel: 'Oração no Dia dos Mortos'

Medite a respeito da questão n.° 823 de 'O Livro dos Espíritos':  "823. Donde nasce o desejo que o homem sente de perpetuar sua memória por meio de monumentos fúnebres?  'Último ato de orgulho.'  a — Mas a suntuosidade dos monumentos fúnebres não é antes devida, as mais das vezes, aos parentes do defunto, que lhe querem honrar a memória, do que ao próprio defunto?  'Orgulho dos parentes, desejosos de se glorificarem a si mesmos. Oh! sim, nem sempre é pelo morto que se fazem todas essas demonstrações. Elas são feitas por amor-próprio e para o mundo, bem como por ostentação de riqueza. Supões, porventura, que a lembrança de um ser querido dure menos no coração do pobre, que não lhe pode colocar sobre o túmulo senão uma singela flor? Supões que o mármore salva do esquecimento aquele que na Terra foi inútil?'" - Allan Kardec e Espíritos Superiores

"Senhor Jesus!

Enquanto nossos irmãos na Terra se consagram hoje à lembrança dos mortos-vivos que se desenfaixaram da carne, oramos também pelos vivos-mortos que ainda se ajustam à teia física…

Pelos que jazem sepultados em palácios silenciosos, fugindo ao trabalho, como quem se cadaveriza, pouco a pouco, para o sepulcro;

pelos que se enrijeceram gradativamente na autoridade convencional, adornando a própria inutilidade com títulos preciosos, à feição de belos epitáfios inúteis;

pelos que anestesiaram a consciência no vício, transformando as alegrias desvairadas do mundo em portões escancarados para a longa descida às trevas;

pelos que enterraram a própria mente nos cofres da sovinice, enclausurando a existência numa cova de ouro;

pelos que paralisaram a circulação do próprio sangue, nos excessos da mesa;

pelos que se mumificaram no féretro da preguiça, receando as cruzes redentoras e as calúnias honrosas; pelos que se imobilizaram no paraíso doméstico, enquistando-se no egoísmo entorpecente, como desmemoriados, descansando no espaço estreito do esquife…

E rogamos-te ainda, Senhor, pelos mortos das penitenciárias que ouviram as sugestões do crime e clamam agora na dor do arrependimento;

pelos mortos dos hospitais e dos manicômios, que gemem, relegados à solidão, na noite da enfermidade; pelos mortos de desânimo, que se renderam, na luta, às punhaladas da ingratidão;

pelos mortos de desespero, que caíram em suicídio moral, por desertores da renúncia e da paciência;

pelos mortos de saudade, que lamentam a falta dos seres pelos quais dariam a própria vida;

e por esses outros mortos, desconhecidos e pequeninos, que são as crianças entregues à via pública, exterminadas na vala do esquecimento…

Por todos esses nossos irmãos, não ignoramos que choras também como choraste sobre Lázaro morto…

E trazendo igualmente hoje a cada um deles a flor da esperança e o lume da oração, sabemos que o teu amor infinito clarear-nos-á o vale da morte, ensinando-nos o caminho da eterna ressurreição."


Chico Xavier e Emmanuel
Reunião pública de 2 de Novembro de 1959


Medite a respeito da questão n.° 823 de 'O Livro dos Espíritos':

"823. Donde nasce o desejo que o homem sente de perpetuar sua memória por meio de monumentos fúnebres?

'Último ato de orgulho.'

a — Mas a suntuosidade dos monumentos fúnebres não é antes devida, as mais das vezes, aos parentes do defunto, que lhe querem honrar a memória, do que ao próprio defunto?

'Orgulho dos parentes, desejosos de se glorificarem a si mesmos. Oh! sim, nem sempre é pelo morto que se fazem todas essas demonstrações. Elas são feitas por amor-próprio e para o mundo, bem como por ostentação de riqueza. Supões, porventura, que a lembrança de um ser querido dure menos no coração do pobre, que não lhe pode colocar sobre o túmulo senão uma singela flor? Supões que o mármore salva do esquecimento aquele que na Terra foi inútil?'"


Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais. Esta oração foi transcrita do livro 'Religião dos Espíritos', de Francisco Cândido Xavier (encarnado) e Emmanuel (espírito). Para adquirir o livro e ler na íntegra siga o link abaixo...



terça-feira, 15 de junho de 2021

Coletânea de Preces Espíritas: pelos que já não são da Terra

 'O Evangelho Segundo o Espiritismo', por Allan Kardec
IV. PRECES PELOS QUE JÁ NÃO SÃO DA TERRA

"PRECE — Digna-te, ó meu Deus, de acolher, benévolo, a prece que te dirijo pelo Espírito N… Faze-lhe entrever as claridades divinas e torna-lhe fácil o caminho da felicidade eterna. Permite que os bons Espíritos lhe levem as minhas palavras e o meu pensamento.  Tu, que tão caro me eras neste mundo, escuta a minha voz, que te chama para te oferecer novo penhor da minha afeição. Permitiu Deus que te libertasses antes de mim e eu disso me não poderia queixar sem egoísmo, porquanto fora querer-te sujeito ainda às penas e sofrimentos da vida. Espero, pois, resignado, o momento de nos reunirmos de novo no mundo mais venturoso no qual me precedeste.  Sei que é apenas temporária a nossa separação e que, por mais longa que me possa parecer, a sua duração nada é em face da ditosa eternidade que Deus promete aos seus escolhidos. Que a sua bondade me preserve de fazer o que quer que retarde esse desejado instante e me poupe assim à dor de te não encontrar, ao sair do meu cativeiro terreno.  Oh! quão doce e consoladora é a certeza de que não há entre nós mais do que um véu material que te oculta às minhas vistas! de que podes estar aqui, ao meu lado, a me ver e ouvir como outrora, senão ainda melhor do que outrora; de que não me esqueces, do mesmo modo que eu te não esqueço; de que os nossos pensamentos constantemente se entrecruzam e que o teu sempre me acompanha e ampara.  Que a paz do Senhor seja contigo." O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec
Imagem de Adriano Gadini por Pixabay


POR ALGUÉM QUE ACABA DE MORRER

"59. PREFÁCIO — As preces pelos Espíritos que acabam de deixar a Terra não objetivam, unicamente, dar-lhes um testemunho de simpatia: também têm por efeito auxiliar-lhes o desprendimento e, desse modo, abreviar-lhes a perturbação que sempre se segue à separação, tornando-lhes mais calmo o despertar. Ainda aí, porém, como em qualquer outra circunstância, a eficácia está na sinceridade do pensamento e não na quantidade das palavras que se profiram mais ou menos pomposamente e em que, amiúde, nenhuma parte toma o coração. As preces que deste se elevam ressoam em torno do Espírito, cujas ideias ainda estão confusas, como as vozes amigas que nos fazem despertar do sono. (capítulo XXVII, n.° 10.)


60. PRECE — Onipotente Deus, que a tua misericórdia se derrame sobre a alma de N…, a quem acabaste de chamar da Terra. Possam ser-lhe contadas as provas que aqui sofreu, bem como ter suavizadas e encurtadas as penas que ainda haja de suportar na Espiritualidade!

Bons Espíritos que o viestes receber e tu, particularmente, seu anjo guardião, ajudai-o a despojar-se da matéria; dai-lhe luz e a consciência de si mesmo, a fim de que saia presto da perturbação inerente à passagem da vida corpórea para a vida espiritual. Inspirai-lhe o arrependimento das faltas que haja cometido e o desejo de obter permissão para as reparar, a fim de acelerar o seu avanço rumo à vida eterna bem-aventurada.

N…, acabas de entrar no mundo dos Espíritos e, no entanto, presente aqui te achas entre nós; tu nos vês e ouves, por isso que de menos do que havia, entre ti e nós, só há o corpo perecível que vens de abandonar e que em breve estará reduzido a pó.

Despiste o envoltório grosseiro, sujeito a vicissitudes e à morte, e conservaste apenas o envoltório etéreo, imperecível e inacessível aos sofrimentos. Já não vives pelo corpo; vives da vida dos Espíritos, vida essa isenta das misérias que afligem a Humanidade.

Já não tens diante de ti o véu que as nossas vistas oculta os esplendores da vida no Além. Podes, doravante, contemplar novas maravilhas, ao passo que nós ainda continuamos mergulhados em trevas.

Vais, em plena liberdade, percorrer o espaço e visitar os mundos, enquanto nós rastejaremos penosamente na Terra, à qual se conserva preso o nosso corpo material, semelhante, para nós, a pesado fardo.

Diante de ti, vai desenrolar-se o panorama do Infinito e, em face de tanta grandeza, compreenderás a vacuidade dos nossos desejos terrestres, das nossas ambições mundanas e dos gozos fúteis com que os homens tanto se deleitam.

A morte, para os homens, mais não é do que uma separação material de alguns instantes. Do exílio onde ainda nos retém a vontade de Deus, bem assim os deveres que nos correm neste mundo, acompanhar-te-emos pelo pensamento, até que nos seja permitido juntar-nos a ti, como tu te reuniste aos que te precederam.

Não podemos ir onde te achas, mas tu podes vir ter conosco. Vem, pois, aos que te amam e que tu amaste; ampara-os nas provas da vida; vela pelos que te são caros; protege-os, como puderes; suaviza-lhes os pesares, fazendo-lhes perceber, pelo pensamento, que és mais ditoso agora e dando-lhes a consoladora certeza de que um dia estareis todos reunidos num mundo melhor.

Nesse, onde te encontras, devem extinguir-se todos os ressentimentos. Que a eles, daqui em diante, sejas inacessível, a bem da tua felicidade futura! Perdoa, portanto, aos que hajam incorrido em falta para contigo, como eles te perdoam as que tenhas cometido para com eles.


NOTA — Podem acrescentar-se a esta prece, que se aplica a todos, algumas palavras especiais, conforme as circunstâncias particulares de família ou de relações, bem como a posição social que ocupava o defunto.

Se trata-se de uma criança, ensina-nos o Espiritismo que não está ali um Espírito de Criação recente, mas um que já viveu e que pode, mesmo, já ser muito adiantado. Se foi curta a sua última existência, é que não devia passar de uma completação de prova, ou constituir uma prova para os pais. (capítulo V, n.° 21.)


61. OUTRA ¹ — Senhor Onipotente, que a tua misericórdia se estenda sobre os nossos irmãos que acabam de deixar a Terra! Que a tua luz brilhe para eles! Tira-os das trevas; abre-lhes os olhos e os ouvidos! Que os bons Espíritos os cerquem e lhes façam ouvir palavras de paz e de esperança!

Senhor, ainda que muito indignos, ousamos implorar a tua misericordiosa indulgência para este irmão nosso que acaba de ser chamado do exílio. Faze que o seu regresso seja o do filho pródigo. Esquece, ó meu Deus, as faltas que haja cometido, para te lembrares somente do bem que haja praticado. Imutável é a tua justiça, nós o sabemos; mas, imenso é o teu amor. Suplicamos-te que abrandes aquela, na fonte de bondade que emana do teu seio.

Brilhe a luz para os teus olhos, irmão que vens de deixar a Terra! Que os bons Espíritos de ti se aproximem, te cerquem e ajudem a romper as cadeias terrenas! Compreende e vê a grandeza do nosso Senhor: submete-te, sem queixumes, a sua justiça, porém, não desesperes nunca da sua misericórdia. Irmão! que um sério retrospecto do teu passado te abra as portas do futuro, fazendo-te perceber as faltas que deixas para trás e o trabalho cuja execução te incumbe para as reparares! Que Deus te perdoe e que os bons Espíritos te amparem e animem. Por ti orarão os teus irmãos da Terra e pedem que por eles ores.


PELAS PESSOAS A QUEM TIVEMOS AFEIÇÃO ²

62. PREFÁCIO — Que horrenda é a ideia do Nada! Quão de lastimar são os que acreditam que no vácuo se perde, sem encontrar eco que lhe responda, a voz do amigo que chora o seu amigo! Jamais conheceram as puras e santas afeições os que pensam que tudo morre com o corpo; que o gênio, que com a sua vasta inteligência iluminou o mundo; é uma combinação de matéria, que, qual sopro, se extingue para sempre; que do mais querido ente, de um pai, de uma mãe, ou de um filho adorado não restará senão um pouco de pó que o vento irremediavelmente dispersará.

Como pode um homem de coração conservar-se frio a essa ideia? Como não o gela de terror a ideia de um aniquilamento absoluto e não lhe faz, ao menos, desejar que não seja assim? Se até hoje não lhe foi suficiente a razão para afastar de seu espírito quaisquer dúvidas, aí está o Espiritismo a dissipar toda incerteza com relação ao futuro, por meio das provas materiais que dá da sobrevivência da alma e da existência dos seres de além-túmulo. Tanto assim é que por toda a parte essas provas são colhidas com júbilo; a confiança renasce, pois que o homem doravante sabe que a vida terrestre é apenas uma breve passagem conducente a melhor vida; que seus trabalhos neste mundo não lhe ficam perdidos e que as mais santas afeições não se despedaçam sem mais esperanças. (capítulo IV, n.° 18; capítulo V, n.° 21.)


63. PRECE — Digna-te, ó meu Deus, de acolher, benévolo, a prece que te dirijo pelo Espírito N… Faze-lhe entrever as claridades divinas e torna-lhe fácil o caminho da felicidade eterna. Permite que os bons Espíritos lhe levem as minhas palavras e o meu pensamento.

Tu, que tão caro me eras neste mundo, escuta a minha voz, que te chama para te oferecer novo penhor da minha afeição. Permitiu Deus que te libertasses antes de mim e eu disso me não poderia queixar sem egoísmo, porquanto fora querer-te sujeito ainda às penas e sofrimentos da vida. Espero, pois, resignado, o momento de nos reunirmos de novo no mundo mais venturoso no qual me precedeste.

Sei que é apenas temporária a nossa separação e que, por mais longa que me possa parecer, a sua duração nada é em face da ditosa eternidade que Deus promete aos seus escolhidos. Que a sua bondade me preserve de fazer o que quer que retarde esse desejado instante e me poupe assim à dor de te não encontrar, ao sair do meu cativeiro terreno.

Oh! quão doce e consoladora é a certeza de que não há entre nós mais do que um véu material que te oculta às minhas vistas! de que podes estar aqui, ao meu lado, a me ver e ouvir como outrora, senão ainda melhor do que outrora; de que não me esqueces, do mesmo modo que eu te não esqueço; de que os nossos pensamentos constantemente se entrecruzam e que o teu sempre me acompanha e ampara.

Que a paz do Senhor seja contigo.


PELAS ALMAS SOFREDORAS QUE PEDEM PRECES

64. PREFÁCIO — Para se compreender o alívio que a prece pode proporcionar aos Espíritos sofredores, faz-se preciso saber de que maneira ela atua, conforme atrás ficou explicado. (capítulo XXVII, n.° 9, 18 e seguintes.) Aquele que se ache compenetrado dessa verdade ora com mais fervor, pela certeza que tem de não orar em vão.


65. PRECE — Deus clemente e misericordioso, que a tua bondade se estenda por sobre todos os Espíritos que se recomendam às nossas preces e particularmente sobre a alma de N…

Bons Espíritos, que tendes por única ocupação fazer o bem, intercedei comigo pelo alívio deles. Fazei que lhes brilhe diante dos olhos um raio de esperança e que a luz divina os esclareça acerca das imperfeições que os conservam distantes da morada dos bem-aventurados. Abri-lhes o coração ao arrependimento e ao desejo de se depurarem, para que se lhes acelere o adiantamento. Fazei-lhes compreender que, por seus esforços, podem eles encurtar a duração de suas provas.

Que Deus, em sua bondade, lhes dê a força de perseverarem nas boas resoluções!

Possam essas palavras repassadas de benevolência suavizar-lhes as penas, mostrando-lhes que há na Terra seres que deles se compadecem e lhes desejam toda a felicidade.


66. OUTRA — Nós te pedimos, Senhor, que espalhes as graças do teu amor e da tua misericórdia por todos os que sofrem, quer no espaço como Espíritos errantes, quer entre nós como encarnados. Tem piedade das nossas fraquezas. Falíveis nos fizeste, mas dando-nos capacidade para resistir ao mal e vencê-lo. Que a tua misericórdia se estenda sobre todos os que não hão podido resistir aos seus maus pendores e que ainda se deixam arrastar por maus caminhos. Que os bons Espíritos os cerquem; que a tua luz lhes brilhe aos olhos e que, atraídos pelo calor vivificante dessa luz, eles venham prosternar-se a teus pés, humildes, arrependidos e submissos.

Pedimos-te, igualmente, Pai de misericórdia, por aqueles dos nossos irmãos que não tiveram forças para suportar suas provas terrenas. Tu, Senhor, nos deste um fardo a carregar e só aos teus pés temos de o depor. Grande, porém, é a nossa fraqueza e a coragem nos falta algumas vezes no curso da jornada. Compadece-te desses servos indolentes que abandonaram antes da hora o trabalho. Que a tua justiça os poupe, e consente que os bons Espíritos lhes levem alívio, consolações e esperanças no futuro. A perspectiva do perdão fortalece a alma; mostra-a, Senhor, aos culpados que desesperam e, sustentados por essa esperança, eles haurirão forças na grandeza mesma de suas faltas e de seus sofrimentos, a fim de resgatarem o passado e se prepararem a conquistar o futuro.


POR UM INIMIGO QUE MORREU

67. PREFÁCIO — A caridade para com os nossos inimigos deve acompanhá-los ao além-túmulo. Precisamos ponderar que o mal que eles nos fizeram foi para nós uma prova, que há de ter sido propícia ao nosso adiantamento, se a soubemos aproveitar. Pode ter-nos sido, mesmo, de maior proveito do que as aflições puramente materiais, pelo fato de nos haver facultado juntar, à coragem e à resignação, a caridade e o esquecimento das ofensas. (capítulo X, n.° 6; capítulo XII, n.° 5 e 6.)


68. PRECE — Senhor, foi do teu agrado chamar, antes da minha, a alma de N… Perdoo-lhe o mal que me fez e as más intenções que nutriu com referência a mim. Possa ele ter pesar disso, agora que já não alimenta as ilusões deste mundo.

Que a tua misericórdia, meu Deus, desça sobre ele e afaste de mim a ideia de me alegrar com a sua morte. Se incorri em faltas para com ele, que mas perdoe, como eu esqueço as que cometeu para comigo.


POR UM CRIMINOSO

69. PREFÁCIO — Se a eficácia das preces fosse proporcional à extensão delas, as mais longas deveriam ficar reservadas para os mais culpados, porque mais lhes são elas necessárias do que àqueles que santamente viveram. Recusá-las aos criminosos é faltar com a caridade e desconhecer a misericórdia de Deus; julgá-las inúteis, quando um homem haja praticado tal ou qual erro, fora prejulgar a justiça do Altíssimo. (capítulo XI, n.° 14.)


70. PRECE — Senhor, Deus de misericórdia, não repilas esse criminoso que acaba de deixar a Terra. A justiça dos homens o castigou, mas não o isentou da tua, se o remorso não lhe penetrou o coração.

Tira-lhe dos olhos a venda que lhe oculta a gravidade de suas faltas. Possa o seu arrependimento merecer de ti acolhimento benévolo e abrandar os sofrimentos de sua alma! Possam também as nossas preces e a intercessão dos bons Espíritos levar-lhe esperança e consolação; inspirar-lhe o desejo de reparar suas ações más numa nova existência e dar-lhe forças para não sucumbir nas novas lutas em que se empenhar!

Senhor, tem piedade dele!


POR UM SUICIDA

71. PREFÁCIO — Jamais tem o homem o direito de dispor da sua vida, porquanto só a Deus cabe retirá-lo do cativeiro quando o julgue oportuno. Todavia, a justiça divina pode abrandar-lhe os rigores, de acordo com as circunstâncias, reservando, porém, toda a severidade para com aquele que se quis subtrair às provas da vida. O suicida é qual prisioneiro que se evade da prisão, antes de cumprida a pena; quando preso de novo, é mais severamente tratado. O mesmo se dá com o suicida que julga escapar às misérias do presente e mergulha em misérias maiores. (capítulo V, n.° 14 e seguintes.)


72. PRECE — Sabemos, ó meu Deus, qual a sorte que espera os que violam a tua lei, abreviando voluntariamente seus dias; mas, também sabemos que infinita é a tua misericórdia. Digna-te, pois, de estendê-la sobre a alma de N… Possam as nossas preces e a tua comiseração abrandar a acerbidade dos sofrimentos que ele está experimentando, por não haver tido a coragem de aguardar o fim de suas provas.

Bons Espíritos, que tendes por missão assistir os infelizes, tomai-o sob a vossa proteção; inspirai-lhe o pesar da falta que cometeu. Que a vossa assistência lhe dê forças para suportar com mais resignação as novas provas por que haja de passar, a fim de repará-la. Afastai dele os maus Espíritos, capazes de o impelirem novamente para o mal e prolongar-lhe os sofrimentos, fazendo-o perder o fruto de suas futuras provas.

A ti, cuja desdita motiva as nossas preces, nos dirigimos também, para te exprimir o desejo de que a nossa comiseração te diminua o amargor e te faça nascer no íntimo a esperança de melhor porvir! Nas tuas mãos está ele; confia na bondade de Deus, cujo seio se abre a todos os arrependimentos e só se conserva fechado aos corações endurecidos.


PELOS ESPÍRITOS PENITENTES

73. PREFÁCIO — Fora injusto incluir na categoria dos Espíritos maus os sofredores e penitentes, que pedem preces. Podem eles ter sido maus, porém, já não o são, desde que reconhecem suas faltas e as deploram; são apenas infelizes. Já alguns começam mesmo a gozar de relativa felicidade.


74. PRECE — Deus de misericórdia, que aceitas o arrependimento sincero do pecador, encarnado ou desencarnado, aqui está um Espírito que se há comprazido no mal, porém, que reconhece seus erros e entra no bom caminho. Digna-te, ó meu Deus, de recebê-lo como filho pródigo e de lhe perdoar.

Bons Espíritos, doravante ele deseja ouvir a vossa voz, que até hoje desatendeu; permiti-lhe que entreveja a felicidade dos eleitos do Senhor, a fim de que persista no desejo de purificar-se para alcançá-la. Amparai-o em suas boas resoluções e dai-lhe forças para resistir aos seus maus instintos.

Espírito de N… nós te felicitamos pela mudança que em ti se operou e agradecemos aos bons Espíritos que te ajudaram.

Se te comprazias outrora em fazer o mal, é que não compreendias quão doce é o gozo de fazer o bem; também te sentias por demais baixo para esperar consegui-lo. Mas, do momento em que puseste o pé no bom caminho, uma luz nova brilhou aos teus olhos; começaste a gozar de uma felicidade que desconhecias e a esperança te entrou no coração. É que Deus ouve sempre a prece do pecador que se arrepende; não repele a nenhum dos que o buscam.

Para entrares de novo e completamente na sua graça, esforça-te daqui por diante não só para não mais praticares o mal, senão que para fazeres o bem e, sobretudo, reparares o mal que fizeste; terás então satisfeito à justiça de Deus;  cada uma das boas ações que praticares apagará uma das tuas faltas passadas.

Já está dado o primeiro passo; agora, quanto mais avançares no caminho, tanto mais fácil e agradável ele te parecerá. Persevera, pois, e um dia terás a glória de ser contado entre os Espíritos bons e os bem-aventurados.


PELOS ESPÍRITOS ENDURECIDOS

75. PREFÁCIO — Os maus Espíritos são aqueles que ainda não foram tocados de arrependimento; que se deleitam no mal e nenhum pesar por isso sentem; que são insensíveis às reprimendas, repelem a prece e muitas vezes blasfemam do nome de Deus. São essas almas endurecidas que, após a morte, se vingam nos homens dos sofrimentos que suportam, e perseguem com o seu ódio aqueles a quem odiaram durante a vida, quer obsidiando-os, quer exercendo sobre eles qualquer influência funesta. (capítulo X, n.° 6; capítulo XII, n.° 5 e 6.)

Duas categorias há bem distintas de Espíritos perversos: a dos que são francamente maus e a dos hipócritas. Infinitamente mais fácil é reconduzir ao bem os primeiros do que os segundos; aqueles, as mais das vezes, são naturezas brutas e grosseiras, como se nota entre os homens; praticam o mal mais por instinto do que por cálculo e não procuram passar por melhores do que são; há neles, entretanto, um gérmen latente que é preciso fazer desabrochar, o que se consegue quase sempre por meio da perseverança, da firmeza aliada à benevolência, dos conselhos, do raciocínio e da prece. Através da mediunidade, a dificuldade que eles encontram para escrever o nome de Deus n é sinal de um temor instintivo, de uma voz íntima da consciência que lhes diz serem indignos de faze-lo. Nesse ponto estão a pique de converter-se e tudo se pode esperar deles: basta se lhes encontre o ponto vulnerável do coração.

Os Espíritos hipócritas quase sempre são muito inteligentes, mas nenhuma fibra sensível possuem no coração; nada os toca; simulam todos os bons sentimentos para captar a confiança, e felizes se sentem quando encontram tolos que os aceitam como santos Espíritos, pois que possível se lhes torna governá-los à vontade. O nome de Deus, longe de lhes inspirar o menor temor, serve-lhes de máscara para encobrirem suas torpezas. No mundo invisível, como no mundo visível, os hipócritas são os seres mais perigosos, porque atuam na sombra, sem que ninguém disso desconfie; têm apenas as aparências da fé, mas fé sincera, jamais.


76. PRECE. — Senhor, digna-te de lançar um olhar de bondade sobre os Espíritos imperfeitos, que ainda se encontram na treva da ignorância e te desconhecem, particularmente sobre N…

Bons Espíritos, ajudai-nos a fazer-lhe compreender que, induzindo os homens ao mal, obsidiando-os e atormentando-os, ele prolonga os seus próprios sofrimentos; fazei que o exemplo da felicidade de que gozais lhe seja um encorajamento.

Espírito que ainda te comprazes no mal, vem ouvir a prece que por ti fazemos; ela te há de provar que desejamos o teu bem, conquanto faças o mal.

És infeliz, pois não se pode ser feliz fazendo o mal; por que então te conservarás no sofrimento quando de ti depende evitá-lo? Olha os bons Espíritos que te cercam; vê quão ditosos são e se te não seria mais agradável fruir da mesma felicidade.

Dirás que te é impossível; porém, nada é impossível àquele que quer, porquanto Deus te deu, como a todas as suas criaturas, a liberdade de escolher entre o bem e o mal, isto é, entre a felicidade e a infelicidade, e ninguém se acha condenado a praticar o mal. Assim como tens vontade de faze-lo, também podes ter a de fazer o bem e de ser feliz.

Volve para Deus o teu olhar; dirige-lhe por um instante o teu pensamento e um raio da divina luz virá iluminar-te. Dize conosco estas simples palavras: Meu Deus; eu me arrependo, perdoa-me. Tenta arrepender-te e fazer o bem, em vez de fazer o mal, e verás que logo a sua misericórdia descerá sobre ti, que um bem-estar indizível substituirá as angústias que experimentas.

Desde que hajas dado um passo no bom caminho, o resto deste te parecerá fácil de percorrer. Compreenderás então quanto tempo perdeste de felicidade por culpa tua; mas, um futuro radioso e pleno de esperança se abrirá diante de ti e te fará esquecer o teu miserável passado, prenhe de perturbação e de torturas morais, que seriam para ti o inferno, se houvessem de durar eternamente. Dia virá em que essas torturas serão tais que a qualquer preço quererás fazê-las cessar; porém, quanto mais te demorares, tanto mais difícil será isso.

Não creias que permanecerás sempre no estado que te achas; não, que isso é impossível; duas perspectivas tens diante de ti: a de sofreres muitíssimo mais do que tens sofrido até agora e a de seres ditoso como os bons Espíritos que te rodeiam: a primeira será inevitável, se persistires na tua obstinação, quando um simples esforço da tua vontade bastará para te tirar da má situação em que te encontras. Apressa-te, pois, visto que cada dia de demora é um dia perdido para a tua felicidade.

Bons Espíritos, fazei que estas palavras ecoem nessa alma ainda atrasada, a fim de que a ajudem a aproximar-se de Deus. Nós vo-lo pedimos em nome de Jesus-Cristo, que tão grande poder teve sobre os maus Espíritos."


1- Esta prece foi publicada na Revista Espírita de maio de 1863, no artigo referente ao Sr. Philibert Viennois.

2- Esta prece foi ditada a um médium de Bordeaux, na ocasião em que passava pela sua casa o féretro de um desconhecido.

NOTA: Atualmente esse tipo de comunicação mediúnica se obtêm preferencialmente pela psicofonia, mas nos primeiros tempos do Espiritismo era necessário que fosse utilizada a psicografia para não se perder o conteúdo das comunicações recebidas.


Clique aqui e adquira na Amazon 'O Evangelho Segundo o Espiritismo'




quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Oração por todos os defuntos


"Ó Deus, onipotente e eterno, Senhor dos vivos e dos mortos, cheio de piedade para todas as tuas criaturas, conceda o perdão e a paz a todos os nossos irmãos falecidos, para que, imersos em tua bem-aventurança te louvemos para sempre. Por Cristo nosso Senhor. Amém."


Fonte: tradução livre de sanfrancesco - PREGHIERA PER TUTTI DEFUNTI | Foto: F.A.M.G. - Facebook



 

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Oração pelos falecidos



"Pai santo, Deus eterno e Todo-Poderoso, nós Vos pedimos por (nome do falecido), que chamastes deste mundo. 

Dai-lhe a felicidade, a luz e a paz. 

Que ele, tendo passado pela morte, participe do convívio de Vossos santos na luz eterna, como prometestes a Abraão e à sua descendência. 

Que sua alma nada sofra, e Vos digneis ressuscitá-lo com os Vossos santos no dia da ressurreição e da recompensa. 

Perdoai-lhe os pecados para que alcance junto a Vós a vida imortal no reino eterno. 

Por Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém

Rezar 1 Pai-Nosso e 1 Ave-Maria 

Dai-lhe, Senhor, o repouso eterno e brilhe para ele a Vossa luz! 

Amém!"

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O Culto aos Mortos numa Visão Kardecista


por Jorge Hessen

"O Homem só começa a ser Homem, quando começa a enterrar seus mortos, diz-nos o historiador Aníbal de Almeida Fernandes, em "A Genealogia como fator básico na formação da Civilização", e conclui: É o marco divisório entre o animal e o primeiro homem, e ocorreu há cerca de 40.000 anos com o Homo Sapiens e o Homo Neanderthal, antes mesmo da agricultura, e é o início da história humana.

O sentimento de cultuar os mortos foi moldado, pois, a partir de época bem remota e está sedimentado em quase todas as tendências religiosas.

As comunidades primitivas, peninsulares, agropastoris, inclinadas ao culto agrícola e ao culto da fertilidade, acreditavam, originariamente, que, em sepultando seus mortos nas proximidades dos campos agrícolas, os espíritos desses cadáveres ressurgiriam à vida com mais vigor, quais sementes plantadas em solo fértil, mas criam que isso se daria como algo secreto e misterioso.

Com essa crença, reverenciavam-se os mortos próximos às tumbas, com festas e, sobretudo, com muita alegria, prática que se estendeu viva em algumas culturas contemporâneas. Os costumes dos povos primitivos foram se modificando devido à influência de outros, vindos, provavelmente, do norte da África (os Iberos) e do centro da Europa (os Celtas).

Veja-se o que nos revela um dos expoentes da Doutrina Espírita: "É dos gauleses que vem a comemoração dos mortos, (...) só que, em vez de comemorar nos cemitérios, entre túmulos, era no lar que eles celebravam a lembrança dos amigos afastados, mas não perdidos, que eles evocavam a memória dos espíritos amados que algumas vezes de manifestavam por meio das druidisas e dos bardos inspirados". (1)

Ressalte-se, aqui, que os gauleses evocavam os ancestrais mortos (divindades) nos recintos de pedra bruta. As druidisas (sacerdotisas) e os bardos (poetas e oradores inspirados) eram verdadeiros "médiuns" e somente eles tinham consentimento para consultarem os oráculos (na Antiguidade, resposta de uma divindade a quem a consultava).

Os gauleses, portanto, não veneravam os restos cadavéricos, mas a alma sobrevivente, e era na intimidade de cada habitação que celebravam a lembrança de seus mortos, longe das catacumbas, diferentemente dos povos primitivos. A Festa dos Espíritos era de suma importância para eles, pois homenageavam Samhain, "O Senhor da Morte", festividade, essa, iniciada sempre na noite anterior a 1º de novembro, ou seja, no dia 31 de outubro.

Essa celebração marcava o fim do verão e o fim da última colheita do ano. Acreditavam que os espíritos dos mortos, nos meses de inverno, sairiam dos túmulos gelados para visitarem suas antigas moradias aquecidas e orientar seus familiares. Os bons, supostamente, os protegeriam, mas, para confundirem os maus espíritos, vestiam-se de fantasias, o que deu origem à tradicional festa de Halloween dos nossos dias.

Porém, uma densa bruma desceu sobre a terra das Gálias, através do tacão de Roma, que expulsou os druidas e impôs o Cristianismo clérico. Esse período histórico de frenética agitação, mais tarde foi mutilado pelos bárbaros, sobrevindo uma madrugada de dez séculos (a obscura Idade Média), que proscreveu o espiritualismo e entronizou a superstição, o sobrenatural, o milagre, a beatificação, a santificação e a definitiva narcotização da consciência humana, levando-a ao analfabetismo espiritual.

A história oficial da Igreja registra que foi no Mosteiro beneditino de Cluny, no sul da França, no ano de 998, que o Abade Odilon promovia a celebração do dia 2 de novembro, em memória dos mortos, dentro de uma perspectiva catolicista.

Pela influência que esse Mosteiro, então, exercia na Europa setentrional, propagou-se com rapidez a nova celebração, até porque veio de encontro aos costumes já arraigados em todas as culturas, cada qual com seu entendimento e sua prática, obviamente, quanto a cultuar os mortos. Somente em 1311 foi sancionada, em Roma, oficialmente, a memória dos falecidos, mas foi Bento XV quem universalizou tal celebração, em l915, dentre os católicos, cuja expansão da religião auxiliou, ainda mais, a difusão desse costume.

A legislação vigente chega a declarar o dia 2 de novembro como feriado nacional, com o objetivo de as pessoas poderem homenagear seus parentes e amigos falecidos. Nós, os espíritas, somos questionados sobre o tema: como o Espiritismo analisa o dia dos mortos?

Respondemos a essa questão, da seguinte maneira: as religiões falham, excessivamente, no que tange aos ensinos das essenciais noções sobre a imortalidade da alma, muito embora haja uma ou outra que já tenha alguma noção do que seja. Mesmo assim, ainda insigne, se comparada aos ensinamentos de luz, ditados a Allan Kardec, e contidos em "O Livro dos Espíritos".

Daí a razão pela qual, no dia dos finados, as pessoas se dirigem aos "campos santos", como se o cemitério fosse a morada eterna daqueles que desencarnam. "O Livro dos Espíritos" nos ensina o respeito aos desencarnados como um impositivo de fraternidade, sem que materializemos esse sentimento frente aos túmulos, nem que tais lembranças ou homenagens sejam realizadas em um dia especial, oficialmente estabelecido.

Nos dias de hoje, essa celebração se desviou, e muito, do ritual religioso, transportando-se do foco sentimental e emocional para o comercial, uma vez que a mercantilização de flores, velas, santinhos, escapulários, e a eventual preocupação para a conservação dos túmulos (normalmente, só são lembrados em novembro) respondem por esse protocolo social.

O zelo com que são cuidados os túmulos só tem algum sentido para os encarnados, que, aliás, devem se precaver para não criarem um estranho tipo de culto. Não devemos converter as necrópoles vazias em "salas de visita do além", como diz Richard Simonetti, (2) até porque, há locais mais indicados para nos lembrarmos daqueles que desencarnaram.

Ainda que não reprovemos, de maneira absoluta, as pompas fúnebres, pois a homenagem à memória de um homem de bem, "são justas e de bom exemplo"(3), o Espiritismo revela que o desejo de perpetuar a própria memória nos monumentos fúnebres vem do derradeiro ato de orgulho .
"A suntuosidade dos monumentos fúnebres determinada por parentes que desejam honrar a memória do falecido, e não por este, ainda faz parte do orgulho dos parentes, que querem honrar-se a si mesmos. Nem sempre é pelo morto que se fazem todas essas demonstrações, mas por amor-próprio, por consideração ao mundo e para exibição de riqueza ."(4)
A tumba é o lugar-comum de encontro de todos os homens e nela se findam, impiedosamente, todas as distinções sociais. Em face disso, é inútil o rico tentar perpetuar a sua memória por meio de faustosos monumentos. Os anos os destruirão, assim como o seu próprio corpo. Essa é a Lei da natureza. A recordação das boas e más ações será menos perecível que o seu túmulo. A pompa dos funerais não o deixará limpo de suas torpezas e não o fará ascender sequer um degrau na hierarquia espiritual.(5)


Procuramos, mais, o lado cômodo, arraigando-nos ao formalismo material e desprezamos a essencialidade do ser, motivo pelo qual obrigou Jesus a se expressar aos escribas e fariseus da sua época: " sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos de cadáveres e de toda espécie de podridão". (6)

Da questão 320 à 329 do Livro matriz, que deu origem ao Espiritismo, recebemos lições de extrema importância sobre funerais e celebração em memória dos "mortos", vejamos: os Benfeitores afirmam que os chamados "mortos" são sensíveis à saudade dos que os amavam na Terra e que, de alguma forma, " a sua lembrança aumenta-lhes a felicidade, se são felizes, e se são infelizes, serve-lhes de alívio."(7)

Porém, em se referindo ao dia dos "finados", atestam que é um dia como outro qualquer, até porque os espíritos são sensíveis aos nossos pensamentos, não às solenidades humanas. No dia dos finados eles só " reúnem-se em maior número, porque maior é o número de pessoas que os chamam. Mas cada um só comparece em atenção aos seus amigos, e não pela multidão dos indiferentes." (8)

Não podemos desconhecer que o pensamento é uma força e que é o atributo característico do ser espiritual; "é ele que distingue o espírito da matéria; sem o pensamento o espírito não seria espírito. (...) se tem a força de agir sobre os órgãos materiais, quanto maior não deve ser sobre os elementos fluídicos que nos rodeiam!

O pensamento age sobre os fluídos ambientes, como o som sobre o ar; esses fluidos nos trazem o pensamento, como o ar nos traz o som. Assim, pela comunhão de pensamentos, os homens se assistem entre si e, ao mesmo tempo, assistem os Espíritos e são por estes assistidos ". (9)

A tradicional visita ao túmulo, em massa, não significa que venha trazer satisfação ao "morto", até porque uma prece feita em sua intenção vale mais. É bem verdade que a " visita ao túmulo é uma maneira de manifestar que se pensa no Espírito ausente: é a exteriorização desse fato (...) mas é a prece que santifica o ato de lembrar; pouco importa o lugar se a lembrança é ditada pelo coração. "(10)

Conhecemos pessoas (aliás muitas delas) que solicitam, antes mesmo de morrerem, que sejam enterradas em tal ou qual cemitério. Essa atitude, sem sombra de dúvida, demonstra inferioridade moral. "O que representa um pedaço de terra, mais do que outro, para o Espírito elevado?" (11)

Quanto às honras que tributam aos despojos mortais de parentes e amigos, o Espiritismo esclarece que no momento em que o Espírito chega a um certo grau de perfeição não tem mais a vaidade da sociedade humana e compreende a futilidade de tais solenidades, contudo, faz uma ressalva sobre alguns, pois há "Espíritos que, no primeiro momento da morte, gozam de grande satisfação com as honras que lhes tributam, ou se desgostam com o abandono a que lançam o seu envoltório, pois conservam ainda alguns preconceitos deste mundo." (12)

O defunto assiste ao seu enterro? "Muito frequentemente o assiste". (13) Esclarecem os Benfeitores - "algumas vezes não percebe o que se passa, se ainda estiver perturbado" (14) - complementam.

Muitas vezes o falecido presencia seus herdeiros em reuniões de partilhas, engalfinhando-se quais chacais em disputa pela herança. "Nessa ocasião que [o falecido] vê quanto valiam os protestos que lhe faziam. Todos os sentimentos se tornam patentes, e a decepção que experimenta, vendo a rapacidade dos que dividem o seu espólio." (15)

Reflitamos juntos: o dia 02 de novembro é consagrado aos falecidos libertos ou aos mortos que ainda estão jungidos à vida material? Existem duas possibilidades de mortos: os que se sentem totalmente livres do arcabouço carnal, porém "vivos" para uma vida espiritual plena, e os que permanecem com a sensação de que, ainda, estão encarnados, porém "mortos" para a vida física, pois somente vivenciam, na espiritualidade, a vida animal.

"Para o mundo, mortos são os que despiram a carne; para Jesus, são os que vivem imersos na matéria, alheios à vida primitiva que é a espiritual. É o que explica aquele célebre ensinamento evangélico, em que a pessoa prontificou-se a seguir o Mestre, mas antes queria enterrar seu pai que havia falecido, e Jesus conclamou" (16) - "Deixai aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos, tu, porém, vai anunciar o Reino de Deus". (17)

A visitação aos túmulos é um ato exterior, que evoca a lembrança dos entes queridos desencarnados e é a maneira de as pessoas demonstrarem a saudade e o carinho que sentem por eles, mas só terá o seu devido valor, se essa atitude for realizada com subida intencionalidade.

Não deve, portanto, representar um compromisso social e nem ser eivada de manifestações de desespero, de cobranças, de acusações, como sói ocorre em muitas ocasiões. Em verdade, se a visitação aos túmulos não é condenável, ela é totalmente desnecessária, até porque o falecido não se encontra no cemitério, podendo ser lembrado e homenageado através da prece, a qualquer momento e em qualquer lugar. Portanto, nossos entes queridos já falecidos podem ser lembrados na própria intimidade e aconchego do lar, ao invés da frieza dos cemitérios e catacumbas.

É óbvio que "faz sentido rememorar com alegria e não lastimar os que já partiram, e que estão plenamente vivos. Finados é uma mistura de alegria e dor, de presença-ausência, de festa e saudade. Aos que ficamos por aqui, cabe-nos refletir e celebrar a vida com amor e ternura, para depois, quiçá, não amargar no remorso. Aos que partiram, nossa prece, nossa gratidão, nossa saudade, nosso carinho, nosso amor!" (18)

Se formos capazes de orar, com serenidade e confiança, transformando a saudade em esperança, sentiremos a presença dos parentes e amigos desencarnados entre nós, envolvendo-nos o coração com alegria e paz. Por esta razão e muitas outras, façamos do dia 2 de novembro um dia de reverência à vida, lembrando carinhosamente os que nos antecederam de retorno à pátria espiritual, e também os que conosco ainda jornadeiam pelos caminhos da existência terrena."

Jorge Hessen

Fontes:

(4)  Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2001, Pergs. 823 e 823a.
(5)  Idem (Ver item 320 e seguintes)
(6)  (Mateus 23:27)
(7)  Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2001, Perg. 320
(8)  Idem pergunta 321-a
(10) Idem pergunta 323
(11) Idem pergunta 325
(12) Idem pergunta 326
(13) Idem pergunta 327
(14) Idem pergunta 328
(15) Artigo de João Demétrio intitulado: Finados a Luz do Espiritismo,
(17) (Lucas nove, 51-62)
(18) Editorial do Jornal Mundo Espírita – novembro 2006

Recomendado para você

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Finados † 2 de Novembro † Dia de Orações Pelos que Partiram

Vista do alto do Cemitério São João Batista (Rio de Janeiro/RJ)


2 de novembro, é o dia reservado pela tradição católica à veneração das almas dos nosso fiéis defuntos, os finados. Todos querem levar uma flor à sepultura daquele ente querido que partiu, acender uma vela na Cruz das Almas. O Dia de Finados é para muitos um dia de saudade e recordação. Entretanto na religião a visão da morte é diferente e vislumbra, na recordação dos mortos, um luminoso raio de alegria.

No prefácio da Missa dos mortos, a Igreja Católica lembra: 
“Aos que a certeza da morte entristece, a promessa da imortalidade consola. Para os que crêem, a vida não é tirada, mas transformada. E desfeita a nossa habitação terrestre, nos é dada no céu uma eterna mansão”
Segundo São Paulo (2° Cor. 5,1): 
“Se nossa tenda for destruída, teremos no céu morada eterna, feita não por mãos humanas. É que para nós, cristãos, a morte não é o fim. É passagem, como o é a do nascimento da criança, que passa do escuro do seio materno para a luz do dia”
O desfecho da vida biológica culmina sempre com a morte. A vida, na visão do salmista (Salmo 89) é como a flor viçosa na madrugada que reabre em sorrisos para a aurora, mas que a tarde fenece e fica seca. Há, no culto dos mortos, talvez o desejo inconsciente de que eles estivessem vivos, bem perto de nós. Enfeitam-se os enterros de flores. Erguem-se monumentos nos cemitérios com afetuosas inscrições. Conservam-se nas paredes os retratos dos entes queridos.

Lembramos então no dia de hoje os nossos, que partiram. O que fazer hoje por eles? O 2º livro dos Macabeus (2º Mac. 12) responde: rezar por quem morreu, que é sinal de fé na ressurreição dos mortos. Dia dos finados – dia de oração em favor dos que partiram.

Oração de Santa Gertrudes pelas almas do Purgatório

Jesus prometeu à Santa Gertrudes que salvaria mil almas do purgatório todos os dias, por cada pessoa que rezar com fervor esta Oração:

"Eterno Pai, Ofereço-Vos o Preciosíssimo Sangue de Vosso Divino Filho Jesus, em união com todas as Missas que hoje são celebradas em todo o mundo; por todas as Santas almas do purgatório, pelos pecadores de todos os lugares, pelos pecadores de toda a Igreja, pelos de minha casa e de meus vizinhos. 

Amém!"

Terço de jaculatórias pelas almas do Purgatório

"Com a oração ditada por Nosso Senhor à Santa Gertrudes

- Faz-se o sinal da Santa Cruz.

- Reza-se o ato penitencial (“Confesso a Deus Todo Poderoso que pequei...”)

- Evocação a Deus Espírito (“Vinde Espírito Santo, Vinde por meio da poderosa intercessão do Imaculado Coração de Maria...”)

- Creio, Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória."

Nas Contas do Pai-Nosso, reza-se a Oração ditada por Nosso Senhor à Santa Gertrudes:

“Eterno Pai, ofereço-vos o Preciosíssimo Sangue do Vosso Divino Filho Jesus, em união com todas as santas Missas que hoje são celebradas em todo o mundo, por todas as santas almas do Purgatório, pelos pecadores em todos os lugares, pelos pecadores na Igreja Católica, pelos pecadores em todas as outras igrejas, pelos de minha casa e meus vizinhos. Amém!”

Nas contas da Ave-Maria:

“Jesus, Maria e José eu Vos amo, salvai almas!”

Na conta da salve Rainha:

- “Sagrado Coração de Jesus, sede nosso Amor”!

- “Doce Coração de Maria, sede nossa Salvação”!

No encerramento:

“Dai-lhes Senhor o descanso eterno e que a luz perpétua as ilumine, Descansem em paz. Amém”.

Terço de oferecimento dos méritos infinitos das Santas Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo pelas almas do Purgatório

"Disse Nosso Senhor Jesus Cristo à Santa Gertrudes:
“Muitíssimo grata Me é a oração pelas almas do Purgatório, porque por ela tenho ocasião de libertá-las das suas penas e introduzi-las na gloria eterna”
Certa vez pregava São Domingos sobre a importância de rezarmos o Rosário, quando um homem que o ouvia atenta e piedosamente, teve uma visão espiritual, concedida por Deus, para comprovar a veracidade das palavras de São Domingos: Ele viu muitas almas dos que estavam morrendo, adentrarem profundamente no purgatório. Ao mesmo tempo via Nossa Senhora com uma laçada de ouro, era o Rosário, através do qual a Mãe de Misericórdia retirava desse local de forte purificação, as pobres almas sofredoras.


“Tudo o que damos por caridade às Almas do Purgatório, converte-se em graças para nós, e após a morte encontramos o seu valor centuplicado” 
~Santo Ambrosio
“Socorrendo as almas, praticamos a caridade em toda a sua extensão. A devoção às almas do purgatório encerra todas as obras de misericórdia, cuja prática, elevada ao sobrenatural, nos há de merecer o Céu” 
~São Francisco de Sales
“Poupai Vossas lágrimas pelos defuntos e dai-lhes mais orações”
~São José Crisóstomo

Início do terço:

(Propício para rezar todos os dias; em especial nos cemitérios, dia de finados e velórios.)

- Fazer cinco vezes o sinal da sana cruz em honra as cinco grandes Chagas do Senhor

- Ato penitencial (Confesso a Deus, Todo Poderoso, que pequei muitas vezes...)

- invocação ao Espírito Santo (vinde Espírito Santo, vinde por meio da poderosíssima intercessão do Imaculado Coração de Maria, Vossa amadíssima Esposa!) repetir três vezes

- Salmo 129:

“Do profundo abismo em que me encontro, clamo a Vos! Sejas Vossos Ouvidos atentos a voz de minhas súplicas. Se olhardes, Senhor, para as nossas iniqüidades, quem poderá, Senhor, subsistir em Vossa presença?

Porém, Vós sois cheio de misericórdia, e eu espero em Vós, Senhor, por causa de Vossa Lei.

Coloquei minha confiança no Senhor e em sua palavra.

Espere assim todo Israel no Senhor, desde a aurora ate a noite. Porque o Senhor é cheio de misericórdia e Nele se encontra copiosa redenção. E Ele mesmo há de remir Israel de todas as iniqüidades.

- “O descanso eterno concedei-lhes, Senhor! E a luz perpetua as ilumine. Amém”.

- “Senhor, ouvi as minhas orações! E meus clamores cheguem até Vós! Amém.

-“Divino Jesus, ofereço-vos este terço que vou rezar, contemplando os mistérios da Vossa Dolorosíssima Paixão. Concedei-me, por intercessão de Maria, Vossa Mãe Santíssima, a quem nos dirigimos, as virtudes que nos são necessárias para bem rega-lo e a graça de ganharmos as indulgências anexas a esta santa devoção. Assim seja. Amém.

“Tende misericórdia, ó Senhor, das almas dos fieis que padecem no purgatório. Dai-lhes, Senhor, o descanso eterno. Amém.

“Pai eterno, eu Vos ofereço o Sangue preciosíssimo de nosso Senhor Jesus Cristo em expiação dos meus pecados, pelas necessidades da Santa Igreja Católica, pelas almas do Purgatório pela alma de.... que pela misericórdia Vossa descanse em paz. Amém.

Pai Nosso...

Na 1ª Ave-Maria: “Glorifico-vos ó Pai Criador e pelo Imaculado e puríssimo Coração de Vossa Filha predileta, a Santíssima Virgem Maria, peço-vos pelas almas do purgatório e pela alma de......., que pela Vossa Misericórdia descanse em paz”. Ave-Maria...

Na 2ª Ave-Maria: “Glorifico-vos ó Filho Redentor do mundo, nosso Senhor Jesus Cristo, e pelo Imaculado e puríssimo Coração de Vossa Mãe, a Santíssima Virgem Maria, peço-vos pelas almas do purgatório e pela alma de ....., que pela Vossa misericórdia descanse em paz”! Ave-Maria...

Na 3ª Ave-Maria: “Glorifico-vos ó Espírito Santo de Deus, nosso santificador, e pelo Imaculado e puríssimo Coração de Vossa amadíssima Esposa, a Santíssima Virgem Maria, peço-vos pelas almas do purgatório e pela alma de ......, que pela Vossa misericórdia descanse em paz”. Ave-Maria...

1° Mistério doloroso: A agonia do Senhor no Horto das Oliveiras.

Ofereço-vos ó Divino Salvador, os vossos preciosissimos suor e sangue, que derramastes em vossa santa agonia, pelas almas de meus parentes, em todos os graus.

- Pai-nosso, 10 Ave-Marias (ao final de cada uma, acrescentar a seguinte jaculatória: “Misericordiosissimo Jesus, dai-lhes o repouso eterno”)

2° Mistério doloroso: A Flagelação do Senhor.

Ofereço-vos ó Divino Salvador, o Vosso preciosissimo Sangue derramado na impiedosa, brutal e dolorosissima flagelação pelas almas dos meus benfeitores espirituais e materiais, principalmente por aquelas almas que mais padecem por minha causa.

- Pai-nosso, 10 Ave-Maria (ao final de cada uma...)

3° Mistério doloroso: A Coroação de espinhos do Senhor.

Ofereço-vos ó Divino Salvador, o Vosso preciosissimo sangue derramado na dolorosissima Coroação de espinhos pelas almas do purgatório, especialmente pelas mais aflitas e abandonadas.

- Pai-nosso, 10 Ave-Marias (ao final de cada uma...)

4° Mistério doloroso: O Senhor carrega a pesada Cruz.

Ofereço-Vos ó Divino Salvador, o Vosso preciosissimo Sangue derramado de vosso sagrado Ombro, de Vossa sagrada Face, de todo o Vosso Santo Corpo, ferido por terríveis golpes e torturas as vossas fadigas, incontáveis e inimagináveis dores e sofrimentos que suportastes ao levar a pesada cruz ao calvário, por todas as almas que entram neste momento nas chamas do purgatório, pelas almas dos sacerdotes, religiosos e profetas dos últimos séculos, autênticos videntes e confidentes de Jesus e Maria; enfim, por todas aquelas almas que me foram recomendadas.

- Pai-nosso, 10 Ave-Marias (ao final de cada uma...)

5° Mistério doloroso: A Crucificação e Morte do Senhor.

Ofereço-vos ó Divino Salvador, o Vosso preciosissimo sangue derramado desde o despojar de suas vestes, coladas em vossas feridas, das vossas mãos e dos vossos pés perfurados e todas as vossas agonias na hora de vossa morte, pela alma de....... Que o sangue precioso e a água sagrada emanada de vosso puríssimo coração lanceado e trespassado pela dura lança, abram-lhe a porta dos céus, a fim de que unida aos santos anjos, santos e principalmente a vossa mãe santíssima, vos bendiga para sempre junto ao eterno Pai na unidade do Espírito Santo, Amém.

- Pai-nosso, 10 Ave-Marias (acrescentando ao final de cada uma: “Misericordiosissimo Jesus, dai-lhes o repouso eterno”)

- Salve Rainha

Ladainha pelas almas do purgatório

"Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, tende piedade de nós. Senhor, tende piedade de nós. Jesus Cristo, ouvi-nos. Jesus Cristo, atendei-nos.

Pai Celeste, verdadeiro Deus, tende piedade das almas do purgatório. Filho, redentor do mundo, verdadeiro Deus, tende piedade das almas do purgatório. Espírito Santo, verdadeiro Deus, tende piedade das almas do purgatório.

Santíssima Trindade, um único Deus, tende piedade das almas do purgatório!

Santa Maria, Rogai pelas almas do purgatório. Santa Mãe de Deus, Rogai pelas almas do purgatório. São Miguel Arcanjo, Rogai pelas almas do purgatório.

Santos Anjos e Arcanjos, Rogai pelas almas do purgatório!

Coros de Espíritos bem aventurados, Rogai pelas almas do purgatório. São João Batista, Rogai pelas almas do purgatório. São José, Rogai pelas almas do purgatório.

Santos Patriarcas e Santos Profetas, Rogai pelas almas do purgatório!

São Pedro, Rogai pelas almas do purgatório. São Paulo, Rogai pelas almas do purgatório. São João, Rogai pelas almas do purgatório. Santos Apóstolos e Santos Evangélicos, Rogai pelas almas do purgatório. Santo Estevão, São Lourenço, Rogai pelas almas do purgatório.

Santos Mártires, Rogai pelas almas do purgatório!


São Gregório, Santo Ambrosio, Rogai pelas almas do purgatório. Santo Agostinho, São Jerônimo, Rogai pelas almas do purgatório. Santos Doutores, Rogai pelas almas do purgatório. São Pio V, São Pio X, Rogai pelas almas do purgatório. Santos Pontífices, Rogai pelas almas do purgatório. São João Maria Viamey, Rogai pelas almas do purgatório.

Santos Sacerdotes, confessores e levitas, Rogai pelas almas do purgatório. SSão Pio de Pietralina, Rogai pelas almas do purgatório. Santos Frades e Santos Eremitas, Rogai pelas almas do purgatório. Santa Terezinha e Santa Paulina, Rogai pelas almas do purgatório. Santas Virgens e religiosas, Rogai pelas almas do purgatório. Santa Rita de Cássia, Rogai pelas almas do purgatório. Santas Viúvas, Rogai pelas almas do purgatório. Vós todos, santos amigos de Deus, Rogai pelas almas do purgatório:

Sede-nos propício, perdoai-lhes Senhor!
Sede-nos propício, ouvi-nos Senhor!
De seus sofrimentos, livrai-as Senhor!
Da vossa santa cólera, livrai-as Senhor!
Da severidade da vossa justiça, livrai-as Senhor!
Do remorso da consciência, livrai-as Senhor!
Das tristes trevas que as cercam, livrai-as Senhor!
Dos prantos e gemidos, livrai-as Senhor!
Pela vossa encarnação, livrai-as Senhor!
Pelo vosso nascimento, livrai-as Senhor!
Pelo vosso doce nome, livrai-as Senhor!
Pela vossa profunda humildade, livrai-as Senhor!
Pela vossa obediência, livrai-as Senhor!
Pelo vosso infinito amor, livrai-as Senhor!
Pela vossa agonia e sofrimentos, livrai-as Senhor!
Pela vossa paixão e santa cruz, livrai-as Senhor!
Pela vossa santa ressurreição, livrai-as Senhor!
Pela vossa admirável ascensão, livrai-as Senhor!
Pela vinda do Espírito Santo, o Consolador, no dia do julgamento, livrai-as Senhor!

Ainda que sejamos pobres e miseráveis pecadores, nós vós pedimos, ouvi-nos!

Vós que perdoais aos pecadores sinceramente arrependidos e por isto salvastes o bom ladrão, nós vós pedimos, ouvi-nos!

Vós que nos salvais por amor e misericórdia, nós vos pedimos, ouvi-nos!

Vós que tendes as chaves da vida e da morte da Salvação Purificação e perdição eterna, nós vos pedimos, ouvi-nos!

Dignai-vos livrar das chamas nossos parentes, amigos e benfeitores, nós vos pedimos, ouvi-nos!

Dignai-vos salvar todas as almas que gemem longe de vós, nós vos pedimos, ouvi-nos!

Dignai-vos ter piedade daquelas que não tem intercessores neste mundo, nós vos pedimos, ouvi-nos!

Dignai-vos admiti-las no número de vossos eleitos, nós vos pedimos, ouvi-nos!

- Cordeiro de Deus que tirais os pecados do mundo, dai-lhes o descanso eterno! (3 vezes)

Oração: Ó Deus, Criador e Redentor de todos os fiéis, concedei às almas de vossos servos e de vossas servas, a remissão de todos os pecados, a fim de que, pelas humildes orações da vossa Igreja, eles obtenham o perdão que sempre desejaram. É o que vos pedimos por elas, ó Jesus, que viveis e reinais por todos os séculos. Amém!"

O Terço das Almas

310 mil dias de indulgência, aplicáveis às almas do Purgatório.

"- Nas contas do Pai-Nosso:
Meu Jesus, Misericordioso, Meu Deus!
Creio em Vós, porque sois a mesma verdade.
Espero em Vos, porque sois fiel às Vossas promessas.
Amo-Vos, porque sois infinitamente Bom e Amável.

- Nas três contas junto da Cruz do Terço: Meu Bom Jesus, não me deixeis morrer sem receber os últimos sacramentos.

- Nas contas das Ave-Marias nas dezenas: Doce Coração de Maria, sede a minha salvação."

Oração de agradecimento por São José

"Santíssima Trindade, eu vos ofereço os Corações de Jesus e de Maria, com os seus merecimentos e o seu Amor, em nome de São José, para vos agradecer todos os dons que lhe concedestes, sobretudo por tê-lo feito Pai adotivo de Jesus e Esposo verdadeiro de Maria Virgem."

Oração pelas almas do Purgatório

"Ó Deus de bondade, de Misericórdia Tende piedade das benditas almas dos fiéis, que estão sofrendo e que padecem no purgatório, aliviai as suas penas, dai-lhe Senhor o descanso Eterno, e Fazei nascer para elas a Luz perpétua. Amém.

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós."

Porque rezar pelas almas do Purgatório?

O purgatório é um lugar de sofrimentos em que as almas se purificam, solvendo suas dívidas, antes de serem admitidas no céu, onde só entrará quem for puro. Sua existência se baseia no testemunho da Sagrada Escritura e da Tradição. Vários Concílios o definiram como dogma; Santos Padres e Doutores da Igreja o atestam a uma voz. Há uma prisão da qual não se sairá senão quando tiver pago o último centavo. (Mal. 18).

A Igreja, querendo que não nos esqueçamos das almas, consagrou um dia inteiro todos os anos à oração pelos finados. Determinou que em todas as missas houvesse uma recomendação e um momento especial pelos mortos. Ela aprova, sustenta e estimula a caridade pelos falecidos.

Como são esquecidos os mortos! Exclamava Santo Agostinho! E no entanto acrescenta S. Francisco de Sales, em vida eles nos amavam tanto. Nos funerais: lágrimas, soluços, flores. Depois, um túmulo e o esquecimento. Morreu... acabou-se!

Se cremos na vida eterna, cremos no purgatório. E se cremos no purgatório, oremos pelos mortos. O purgatório é terrível e bem longo para algumas almas, por isso devemos rezar muito pelas almas, socorrendo as almas, praticando a caridade em toda sua extensão. A devoção as almas do purgatório diz São Francisco de Sales encerra todas as obras de misericórdia, cuja prática, elevada ao sobrenatural nos há de merecer o céu.

A Santa Missa é o sacrifício de expiação por excelência. É a renovação do calvário, que salvou o gênero humano. A cada Missa, diz São Jerônimo, saem muitas almas do purgatório. Depois da Missa...

A Comunhão. A Eucaristia é um Sacramento de descanso e paz para os defuntos, diz Santo Ambrósio. E o mesmo afirmam São Cirilo e São João Crisóstomo. Procuremos fazer boas comunhões lembrando-nos que quanto melhor as fizermos tanto mais aliviaremos os mortos. O Papa Paulo V estimulou a prática das comunhões pelas almas padecentes. Temos também as indulgências que entregamos a Deus para solver as dívidas das almas. Recitemos pequenas jaculatórias indulgenciadas. É tão fácil repeti-las em toda hora.

É uma mina de ouro que está a nossa disposição. Nossas orações são um meio de ajudar a salvar almas do purgatório.

São João Damasceno diz que há muito testemunho encontrado na vida dos Santos que provou claramente as vantagens da oração que se fazem pelos defuntos. Nossos sofrimentos junto a prece tem uma eficácia extraordinária para obter de Deus todas as graças. Aliviemos as almas do purgatório', com tudo que nos mortifica. A Via Sacra é uma prática das mais ricas de piedade. O Rosário é a rainha das devoções indulgenciadas.

Santa Gertrudes afirmava que uma palavra dita do fundo do coração e animada de sólida devoção tem mais eficácia que grande número de orações, feitas com pouco fervor.

Mais uma forma de ajudar as almas é dar esmola ao pobre em sufrágio das almas benditas. As lágrimas que vossas esmolas enxugarem, o alívio que tiverdes dado aos que padecem fome, sede e frio, serão o alívio no purgatório para as almas sofredoras. É uma dupla caridade, socorrer os pobres por amor das almas. É dar duas vezes. Socorre os vivos e os mortos.

A Água benta e seu uso em favos das Almas do Purgatório

Usada com fé e confiança, a água benta tem grande valor para o corpo e alma, assim como constitui recurso eficiente em favor das almas do Purgatório.

Cada vez que o Sacerdote benze a água, ele o faz em nome da Igreja e na qualidade de seu representante, cujas orações nosso Divino Salvador sempre aceita com benevolência.

Por conseguinte, quando se toma água benta e com algumas gotas asperge a si ou um objeto, presente ou ausente, é como se de novo subissem ao Céu as orações da Igreja, para atrair as bênçãos divinas sobre o corpo e a alma, assim como sobre os objetos aspergidos com a água benta. É também a água benta uma poderosa arma para se dissipar os maus espíritos. São muitos os exemplos demonstrativos do temor e horror que Satanás e os demônios têm pela água benta.

Como, porém, se explica que também se possa aplicar a água benta em favor de pessoas distantes e até às almas do Purgatório?

Cada vez que se oferece, mesmo à distância (no mundo espiritual não existe a distância física), água benta, na intenção de um ente querido, sobe aos Céus a oração da Igreja anexa à mesma e induz o Coração Sacratíssimo de Jesus a tomar sob sua proteção no corpo e na alma esses teus entes queridos.

O mesmo acontece quando usamos a água benta em favor das almas do Purgatório.

Quanto alívio podemos nós concedermos a uma alma sofredora, por meio de uma gotinha de água benta!

O Venerável Padre Domingos de Jesus, segundo o costume da Ordem Carmelitana, tinha uma caveira sobre a mesa de sua cela. Certo dia, ao ter aspergido essa caveira com água benta, a mesma começou a bradar em alta voz suplicando: mais água benta! porque ela alivia o ardor das chamas horrivelmente dolorosas.

E com efeito, uma gotinha de água benta tem muitas ve­zes maior eficácia do que uma longa oração porque nossa oração muitas vezes é feita com descuido e distraidamente. Diferente é a oração da Igreja intercedendo, por meio da água benta. Oração que agrada sempre a Nosso Senhor Jesus Cristo, em qualquer lugar onde lhe for apresentada em nome da Santa Igreja.

Por isso, as almas do Purgatório tanto anseiam pelo uso da água benta e se pudéssemos ouvir as suas súplicas por uma gotinha de água benta, certamente nos aplicaríamos mais assiduamente em seu uso, ao menos de manhã e à noite e algumas vezes durante o dia.

Quantas vezes por dia entras e sais do quarto! Não te será difícil deixar cair nessas ocasiões uma gotinha de água benta no Purgatório.

Que alegria causarias com isso às almas do Purgatório e que mérito colherias por meio da prática desse ato de caridade para ti mesmo e os teus; pois as benditas almas não se mostram ingratas. No mesmo momento em que as favorecemos, levantam suas mãos ao céu e rezam com tal fervor por seus benfeitores como não poderão fazer as pessoas mais justas do mundo. E Deus ouve-lhes com predileção a oração e envia suas graças abundantes sobre os benfeitores delas.

Há católicos que não saem de casa sem, antes, aspergirem três gotinhas de água benta; uma para si e seus entes queridos, a fim de que Nosso Senhor os proteja de todos os perigos no corpo e na alma; uma outra para os moribundos, especialmente para os pecadores moribundos, a fim de que Deus, na última hora, ainda lhes conceda a graça da conversão; e uma terceira em favor das almas benditas. Quanto é meritório tal modo de proceder. Imitemo-lo!

"Saravá o Povo da Calunga!"





Doe para continuarmos nossa obra:

Gostou?
Então contribua com qualquer valor
Use a chave PIX ou o QR Code abaixo
(Stresser Mídias Digitais - CNPJ: 49.755.235/0001-82)

O Sulpost é um veículo de mídia independente e nossas publicações podem ser reproduzidas desde que citando a fonte com o link do site: https://sulpost.blogspot.com/. Sua contribuição é essencial para a continuidade do nosso trabalho.