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segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Padre Eustáquio: 'A Oração Curativa' - Psicografia de Chico Xavier

"E, também, ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha. Pelo contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa. Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus"  Mateus 5:15,16" - "... O mundo permanece coberto de males de toda a sorte. Há epidemias de ódio, desequilíbrio, perversidade e ignorância, como em outro tempo conhecíamos a infestação de peste bubônica e febre amarela.  Em toda parte, vemos enfermidades, aflições, descontentamentos, desarmonias…  Tudo é doença do corpo e da alma. Tudo é ausência do Espírito do Senhor.  Não ignoramos, porém, que todos temos a prece à nossa disposição como força de recuperação e de cura..." - Chico Xavier e Padre Eustáquio

"A reunião da noite de 11 de novembro de 1954 trouxe-nos a confortadora visita do Espírito de Padre Eustáquio.¹ Sacerdote extremamente consagrado ao bem, nosso amigo residiu, por alguns anos, em Belo Horizonte, onde, através de seu nobre coração e de sua mediunidade curadora, inúmeros sofredores encontraram alívio. Sempre rodeado por verdadeira multidão de infelizes, Padre Eustáquio foi o apóstolo das curas, das quais se ocuparam largamente os jornais de nosso país.

E, continuando, além-túmulo, o seu ministério sublime, conforme a observação dos médiuns clarividentes de nosso grupo, compareceu às nossas preces acompanhado por uma pequena multidão de Espíritos conturbados e infelizes a lhe pedirem socorro.

O prezado visitante senhoreou as faculdades psicofônicas do médium com todas as características de sua personalidade, inclusive a mímica oratória e a voz que lhe eram peculiares quando encarnado. Sua alocução, de grande beleza para nós, em vista da simplicidade em que foi vazada, é portadora de expressivos apontamentos com respeito à oração."

 

A Oração Curativa

 

"Meus amigos.

Que a paz do Cristo permaneça em nossos corações, conduzindo-nos para a luz.

Fui padre católico romano, naturalmente limitado às concepções do meu ambiente, mas não tanto que não pudesse compreender todos os homens como tutelados de Nosso Senhor.

A morte do corpo veio dilatar os horizontes de meu entendimento e agora vejo com mais clareza a necessidade do esforço conjunto de todas as nossas escolas de interpretação do Evangelho, para que nos confraternizemos com fervor e sinceridade, à frente do Eterno Amigo.

Com esse novo discernimento, visito-vos o núcleo de ação cristianizante, tomando por tema a oração como poder curativo e definindo a nossa fé como dom providencial.

O mundo permanece coberto de males de toda a sorte. Há epidemias de ódio, desequilíbrio, perversidade e ignorância, como em outro tempo conhecíamos a infestação de peste bubônica e febre amarela.

Em toda parte, vemos enfermidades, aflições, descontentamentos, desarmonias…

Tudo é doença do corpo e da alma. Tudo é ausência do Espírito do Senhor.

Não ignoramos, porém, que todos temos a prece à nossa disposição como força de recuperação e de cura.

É necessário orientar as nossas atividades, no sentido de adaptar-nos à Lei do Bem, acalmando nossos sentimentos e sossegando nossos impulsos, para, em seguida, elevar o pensamento ao manancial de todas as bênçãos, colocando a nossa vida em ligação com a Divina Vontade.

Sabemos hoje que outras vibrações escapam à ciência terrestre, além do ultravioleta e aquém do infravermelho.

À medida que se desenvolve nos domínios da inteligência, compreende o homem com mais força que toda matéria é condensação de energia.

Disse o Senhor: — “Brilhe vossa luz” (Mt. 5:16) — e, atualmente, a experimentação positiva revela que o próprio corpo humano é um gerador de forças dinâmicas, constituído assim como um feixe de energias radiantes, em que a consciência fragmentária da criatura evolui ao impacto dos mais diversos raios, a fim de entesourar a Luz Divina e crescer para a Consciência Cósmica.

Vibra, a luz em todos os lugares e, por ela, estamos informados de que o Universo é percorrido pelo fluxo divino do Amor Infinito, em frequência muitíssimo elevada, através de ondas ultracurtas que podem ser transmitidas de Espírito a Espírito, mais facilmente assimiláveis por intermédio da oração.

Cada aprendiz do Evangelho necessita, assim, afeiçoar-se ao culto da prece, no próprio mundo íntimo, valorizando a oportunidade que lhe é concedida para a comunhão com o Infinito Poder.

Para isso, contudo, é indispensável que a mente e o coração da criatura estejam em sintonia com o amor que domina todos os ângulos da vida, porque a lei do amor é tão matemática como a lei da gravitação.

Mentalizemos a eletricidade, por exemplo, na rede iluminativa. Caso apareça qualquer hiato na corrente, ninguém se lembrará de acusar a usina, como se o fluxo elétrico deixasse de existir. Certificar-nos-emos sem dificuldade de que há um defeito na lâmpada ou na tomada de força.

Derrama-se o amor de Nosso Senhor Jesus Cristo para todos os corações, no entanto, é imprescindível que a lâmpada de nossa alma se mostre em condições de receber-lhe o Toque Sublime.

Os materiais que constituem a lâmpada são apetrechos de exteriorização da luz, mas a eletricidade é invisível.

Assim também, nós vemos o Amor de Deus em nossas vidas, por intermédio do Grande Mediador, Jesus Cristo, em forma de alegria, paz, saúde, concórdia, progresso e felicidade; entretanto, acima de todas essas manifestações, abordáveis ao nosso exame, permanece o invisível manancial do Ilimitado Amor e da Ilimitada Sabedoria.

Usando imagens mais simples, recordemos o serviço da água no abrigo doméstico. Logicamente, as fontes são alimentadas por vivas reservas da Natureza, mas, para que a água atinja os recessos do lar, não prescindiremos da instalação adequada. A canalização deve estar bem disposta e bem limpa.

Em vista disso, é necessário que todas as atitudes em desacordo com a Lei do Amor sejam extirpadas de nossa existência, para que o Inesgotável Poder penetre através de nossos humildes recursos.

O canal de nossa mente e de nosso coração deve estar desimpedido de todos os raciocínios e sentimentos que não se harmonizem com os padrões de Nosso Senhor.

Alcançada essa fase preparatória, é possível utilizar a oração por medida de reajuste para nós e para os outros, incluindo quantos se encontram perto ou longe de nós.

Ninguém pode calcular no mundo o valor de uma prece nascida do coração humilde e sincero diante do Todo-Misericordioso.

Certamente as tinturas e os sais, as vitaminas e a radioatividade são elementos que a Providência Divina colocou a serviço dos homens na Terra.

É também compreensível que o médico seja indispensável, muitas vezes, à cabeceira dos doentes, porque, em muitas situações, assim como o professor precisa do discípulo e o discípulo do professor, o enfermo precisa do médico, tanto quanto o médico necessita do enfermo, na permuta de experiência.

Isso, porém, não nos impede usar os recursos de que dispomos em nós mesmos. E estejamos convictos de que, ligando o fio de nossa fé à usina do Infinito Bem, as fontes vivas do Amor Eterno derramar-se-ão através de nós, espalhando saúde e alegria.

Assim como há lâmpadas para voltagens diversas, cada criatura tem a sua capacidade própria nas tarefas do auxílio. Há quem receba mais, ou menos força.

Desse modo, conduzamos nossa boa vontade aos companheiros que sofrem, suplicando a Infinita Bondade em favor de nós mesmos.

É indispensável compreender que a oração opera uma verdadeira transfusão de plasma espiritual, no levantamento de nossas energias.

Se nos sentimos fracos, peçamos o concurso de um companheiro, de dois companheiros ou mais irmãos, porque as forças reunidas multiplicam as forças e, dessa forma, teremos maiores possibilidades para a eclosão do Amparo Divino que está, simplesmente esperando que a nossa capacidade de transmissão e de sintonia se amplie e se eleve, em nosso próprio favor.

Mentalizemos o órgão enfermo, a pessoa necessitada ou a situação difícil, à maneira de campos em que o Divino Amor se manifestará, oferecendo-lhes nosso coração e nossas mãos, por veículos de socorro, e veremos fluir, por nós, os mananciais da Vida Eterna, porque o Pai Todo-Compassivo e Jesus Nosso Senhor nunca se empobrecem de bondade. A indigência é sempre nossa.

Muitos dizem “não posso ajudar porque não sou bom”, mas, se já fôssemos senhores da virtude, estaríamos noutras condições e noutras Esferas.

Consola-nos saber que somos discípulos do bem e, nessa posição, devemos exercitá-lo. Movimentemos a boa vontade.

Não temos ainda as árvores da generosidade e da compreensão, da fé irrepreensível e da perfeita caridade, mas possuímos as sementes que lhes correspondem. E toda semente bem plantada recolhe do Alto a graça do crescimento.

Assim, pois, para que tenhamos assegurado o êxito da nossa plantação de qualidades superiores, é preciso nos disponhamos a fazer da própria vida um canal de manifestação do Constante Auxílio.

Todos temos provas, dificuldades, moléstias, aflições e impedimentos, contudo, dia a dia, colocando nosso espírito à disposição do Divino Amor que flui do centro do Universo para todos os recantos da vida, desenvolver-nos-emos em entendimento, elevação e santificação.

Trabalhemos, portanto, estendendo a oração curativa. A vossa assembleia de socorro aos irmãos conturbados na sombra é uma exaltação da prece desse teor, porque trazeis ao vosso círculo de serviço aquilo que guardais de melhor e contais simplesmente com o Divino Poder, já que nós, de nós mesmos, nada detemos ainda de bom senão a migalha de nossa confiança e de nossa boa vontade.

Em nome do Evangelho, sirvamos e ajudemos. E que Nosso Senhor Jesus Cristo nos assista e abençoe."


Chico Xavier e Pe. Eustáquio
Lição 36 de 'Instruções Psicofônicas'


Nota:

1- Padre Eustáquio — Sacerdote católico, extremamente devotado aos enfermos, que podemos considerar como tendo sido grande médium curador (Desencarnou em 1947) — Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais — Para dar uma olhada no livro e adquirir, siga o link abaixo...


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terça-feira, 10 de agosto de 2021

Prece Espírita: 'Evocação a Jesus'

"Jesus, Senhor e Mestre, que dirigis o movimento de espiritualização que se opera no mundo todo, tende vossas vistas voltadas sobre todos os que imploram a vossa assistência; incluí para que os Mensageiros de Deus e com especialidade a plêiade que constitui o Espírito de Verdade, o Espírito Consolador, orientem-nos no Caminho do Bem, e nos proporcionem alívio nos sofrimentos e consolação nas nossas aflições; que eles sejam para nós um arrimo, um amparo, e nos defendam de todo o mal.  Senhor, protegei aqueles que desejarem se iniciar na vossa doutrina e dai-lhes a luz do entendimento para a boa compreensão da vossa palavra. Que a vossa Paz seja sobre nós." - Allan Kardec

"Jesus, Senhor e Mestre, que dirigis o movimento de espiritualização que se opera no mundo todo, tende vossas vistas voltadas sobre todos os que imploram a vossa assistência; incluí para que os Mensageiros de Deus e com especialidade a plêiade que constitui o Espírito de Verdade, o Espírito Consolador, orientem-nos no Caminho do Bem, e nos proporcionem alívio nos sofrimentos e consolação nas nossas aflições; que eles sejam para nós um arrimo, um amparo, e nos defendam de todo o mal.

Senhor, protegei aqueles que desejarem se iniciar na vossa doutrina e dai-lhes a luz do entendimento para a boa compreensão da vossa palavra.

Que a vossa Paz seja sobre nós."


Prece de Evocação a Jesus II


"Jesus, vela por nós para que guardemos a unidade, de espírito, cerca-nos com a tua proteção e que ela se constitua muralha intransponível aos elementos adversos.

Pedimos que solicites a divina misericórdia para todos os Espíritos que sofrem, tanto encarnados como desencarnados, que se acham em nosso derredor. Tira-lhes o desânimo, dá-lhes coragem, fé e esperanças num futuro melhor, cerca-os dos Bons Espíritos, teus Prepostos, perdoa-lhes as faltas e anima-os a prosseguirem no bom caminho, a cultivarem o perdão, o auxílio ao próximo.

Jesus, que as tuas bênçãos desçam sobre nós."


Leia 'O Evangelho Segundo o Espiritismo', por Allan Kardec (.pdf)


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quinta-feira, 27 de maio de 2021

Chico Xavier e Cerinto: 'Em prece a Jesus'

"Senhor Jesus!  Divino condenado sem culpa!…  Enquanto te rememoramos o madeiro de ignomínia, lança tua bênção sobre nós, os que nos enfileiramos, junto à rebeldia do Mau Ladrão..  Tu que te deixaste sacrificar pelos que morriam no cativeiro do mundo, lembra-te daqueles que ainda escravizam.  Tu que te confiaste à extrema renúncia pelos que padeciam na miséria, não te esqueças daqueles que ainda estendem na Terra o sofrimento e a ignorância, a fome e a nudez!  Muitos, ó Eterno Benfeitor, te rogarão socorro para os que foram relegados à intempérie, entretanto, nós sabemos que a tua presença sublime aquece todos os que foram abandonados à noite da provação e, por isso, rogar-te-emos abrigo para as mãos que erguem templos em tua memória, esquecendo fora das portas os que soluçam de frio…  Ah! Senhor! quantos te pedirão pela ovelha estraçalhada, longe do aprisco!… Nós, no entanto, não desconhecemos que o teu olhar vela, poderoso e vigilante, ao pé de todos os vencidos, convertendo-lhes a dor em pão de tua graça, nos celeiros da eterna vitória!… Suplicar-te-emos, assim, abençoes o lobo que se julga triunfante.  Mestre da Cruz, compadece-te, pois, de todos nós, os que te buscamos com a oração do arrependimento, crucificados ainda no madeiro de nossa crueldade, algemados ao cárcere de nossos próprios crimes, garroteados pelas recordações dolorosas que nos entenebrecem a consciência!  Ampara-nos, Senhor, a nós, os que abusamos da inteligência, os que exploramos as viúvas e os órfãos, os que deliberadamente fugimos ao amor que nos ensinaste!  Excelso Benfeitor, estende sobre nós teu olhar compassivo, tu, Senhor, que, enquanto recebias as manifestações de solidariedade e pesar das mulheres piedosas de Jerusalém, pensavas em como haverias de converter a fraqueza de Pedro em resistência e como haverias de levantar o Espírito de Judas, nosso irmão!…  Ó Senhor, compadece-te, ainda, das cruzes que talhamos, das aflições criadas por nós mesmos e lança do lenho que não merecias o teu olhar de perdão sobre as nossas dores, para que sejamos, ainda, hoje como ontem, aliviados por tuas sublimes palavras: — “Perdoa-lhes, meu Pai, porque efetivamente não sabem o que fazem.”" - Chico Xavier e Cerinto
Trecho do livro 'Vozes do Grande Além', de Chico Xavier - Foto: Ronald Sanson

"Senhor Jesus!

Divino condenado sem culpa!…

Enquanto te rememoramos o madeiro de ignomínia, lança tua bênção sobre nós, os que nos enfileiramos, junto à rebeldia do Mau Ladrão...

Tu que te deixaste sacrificar pelos que morriam no cativeiro do mundo, lembra-te daqueles que ainda escravizam.

Tu que te confiaste à extrema renúncia pelos que padeciam na miséria, não te esqueças daqueles que ainda estendem na Terra o sofrimento e a ignorância, a fome e a nudez!

Muitos, ó Eterno Benfeitor, te rogarão socorro para os que foram relegados à intempérie, entretanto, nós sabemos que a tua presença sublime aquece todos os que foram abandonados à noite da provação e, por isso, rogar-te-emos abrigo para as mãos que erguem templos em tua memória, esquecendo fora das portas os que soluçam de frio…

Ah! Senhor! quantos te pedirão pela ovelha estraçalhada, longe do aprisco!… Nós, no entanto, não desconhecemos que o teu olhar vela, poderoso e vigilante, ao pé de todos os vencidos, convertendo-lhes a dor em pão de tua graça, nos celeiros da eterna vitória!… Suplicar-te-emos, assim, abençoes o lobo que se julga triunfante.

Mestre da Cruz, compadece-te, pois, de todos nós, os que te buscamos com a oração do arrependimento, crucificados ainda no madeiro de nossa crueldade, algemados ao cárcere de nossos próprios crimes, garroteados pelas recordações dolorosas que nos entenebrecem a consciência!

Ampara-nos, Senhor, a nós, os que abusamos da inteligência, os que exploramos as viúvas e os órfãos, os que deliberadamente fugimos ao amor que nos ensinaste!

Excelso Benfeitor, estende sobre nós teu olhar compassivo, tu, Senhor, que, enquanto recebias as manifestações de solidariedade e pesar das mulheres piedosas de Jerusalém, pensavas em como haverias de converter a fraqueza de Pedro em resistência e como haverias de levantar o Espírito de Judas, nosso irmão!…

Ó Senhor, compadece-te, ainda, das cruzes que talhamos, das aflições criadas por nós mesmos e lança do lenho que não merecias o teu olhar de perdão sobre as nossas dores, para que sejamos, ainda, hoje como ontem, aliviados por tuas sublimes palavras: — “Perdoa-lhes, meu Pai, porque efetivamente não sabem o que fazem.”¹"


Francisco Cândido Xavier e Cerinto, em 'Vozes do Grande Além'


1- “Então ele ergueu seus olhos para o céu e disse: 'Pai, perdoa-lhes, pois eles não sabem o que fazem'” (Lucas 23.34)

 

Nota: "Nas tarefas da noite de 29 de março de 1956 justamente quando a Cristandade comemorava o sacrifício de Jesus, foi Cerinto, o amigo espiritual que já apresentamos aos nossos leitores, quem veio orar conosco. Emocionando-nos intensamente com a sua inflexão de voz, que lhe denunciava a profunda renovação íntima, pronunciou Cerinto a sua prece em lágrimas."

Leia o livro na íntegra, clicando aqui...




segunda-feira, 15 de março de 2021

Não perca o seu equilíbrio interior... (Minutos de Sabedoria)

Foto: Pe. Adriano Zandoná CN (Twitter)

"NÃO perca seu equilíbrio interno.
Por maior que seja a tempestade que o envolve, não perca seu equilíbrio.
Todas as tempestades passam.
E se soubermos recebê-las com serenidade, nenhum mal nos causarão.
Jesus dormia no fundo da barca...
Quando os discípulos o chamaram, nervosos, ele acalmou tudo.
Faça o mesmo.
Recorra ao Mestre Divino, para que as tempestades se acalmem a seu lado."



quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Oração diante da Cruz




Pexels/Free Image
"Eis-me aqui, bom dulcíssimo Jesus! 

De joelho me prostro em Vossa presença e Vos suplico com todo o fervor de minha alma que Vos digneis gravar no meu coração os mais vivos sentimentos de fé, esperança e caridade, verdadeiro arrependimento de meus pecados e firme propósito de emenda, enquanto vou considerando, com vivo afeto e dor, as Vossas cinco chagas, tendo diante dos olhos aquilo que o profeta Davi já Vos dizia, ó, bom Jesus: Transpassaram minhas mãos e meus pés, e contaram todos os meus ossos.

Amém"

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Oração para pedir perdão a Jesus




Fazer o Sinal da Cruz ✝︎

"Jesus, filho de Deus vivo,
Tende misericórdia de mim,
Que sou mil vezes pecador.
Salvai a minha alma,
Ó Senhor dos nossos corações;
E vossa bem-aventurada mãe,
A formosura dos anjos,
Flor dos arcanjos,
Salvai-me na hora da minha morte,
Para que possa a vós juntar-me na sagrada mansão,
Em que viveis à direita de Deus Pai.
Amém Jesus."


quinta-feira, 29 de março de 2018

Oração à Chaga do Ombro de Nosso Senhor

'LA PIETÁ' - escultura de Michelangelo Buonarotti - BASÍLICA DE SÃO PEDRO - ROMA

São Bernardo, Abade de Chiaravalle (São Bernardo de Claraval, canonizado pelo Papa Alexandre III em 18 de janeiro de 1174. Em 1830, Pio VIII proclamou-o Doutor da Igreja), perguntou em oração a Nosso Senhor, qual teria sido a maior dor sofrida no corpo durante sua paixão. A ele foi respondido: 

"Eu tive uma ferida nas costas com 3 dedos de profundidade e três ossos descobertos, por ter carregado a Cruz. Esta ferida foi a que me deu maior penúria e dor, mais do que das as outras e é pelos homens desconhecida."

"Mas tu, revela aos fiéis cristãos e saiba que qualquer graça que me pedirem em virtude dessa ferida, será concedida a eles, e a todos aqueles que por amor a esta chaga me honrarem com 3 Pai Nosso, 3 Ave Maria, 3 Glória, perdoarei aos pecados mortais, não recordarei mais os veniais e não morrerão de morte súbita. Na hora da morte serão visitados pela Virgem Maria e conseguirão ainda a graça e a Misericórdia."

ORAÇÃO À CHAGA DO OMBRO DE NOSSO SENHOR

"Querido Senhor Jesus Cristo, manso Cordeiro de Deus, eu, pobre pecador (a), adoro e venero a Vossa Santíssima Chaga, que recebeste no ombro ao portar a pesadíssima Cruz ao Calvário, na qual ficaram descobertos 3 Sagrados Ossos, trazendo imensa dor.

Suplico-vos por virtude e mérito dessa ferida, ter de mim misericórdia, a fim de me conseguir a graça..., perdoar todos os meus pecados, sejam mortais ou venais, para me assistir na hora da morte e me conduzir ao Vosso Reino Bendito. Amém!"

(Rezar 3 Pai Nosso, 3 Ave Maria e 3 Glória ao Pai)

ORAÇÃO A NOSSA SENHORA DA PIEDADE COM O SENHOR MORTO

"Ó fonte inexausta da verdade, como estás consumido!
Ó sábio doutor dos homens, como estás silencioso!
Ó esplendor da eterna luz, como estás amortecido!
Ó verdadeiro amor, como tua bela face tornou-se disforme!
Ó Altíssima Divindade, como te mostras a mim em tanta pobreza!
Ó Amor do meu coração, quanto é grande a tua bondade!
Ó delicia eterna do meu coração, quão excessivas e múltiplas foram as tuas dores!

Senhor meu Jesus Cristo, que estás unido ao Pai e ao Espírito Santo em uma só e mesma natureza, tem piedade de todas as criaturas principalmente das almas do Purgatório.

Amém!"

(Rezar 1 Credo, 1 Salve Rainha, 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria e 1 Glória)

Lápide em Capela da Polônia. Inocêncio XI, Clemente III, Benedito XI e Pio II concederam indulgências plenárias a quem recitar essa oração.

(Agradeço a médica que me deu essa oração e tem cuidado da minha saúde, com atenção, paciência, carinho e respeito. Que Deus abençoe a todas as médicas e médicos, enfermeiras, enfermeiros e atendentes que se superam em cuidar bem e com amor de todos os seus pacientes, dando atenção aqueles que mais precisam.) 



quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Oração da Quarta-feira de Cinzas ✝ Para o início da Quaresma




Quaresma é como se chama o período de quarenta dias que antecedem a Páscoa cristã, a ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no domingo e praticada desde o século IV.

A Quaresma começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos, anterior ao Domingo de Páscoa. Durante os quarenta dias que precedem a Semana Santa e a Páscoa, os cristãos dedicam-se à reflexão, a conversão espiritual e se recolhem em oração e penitência para lembrar os 40 dias passados por Jesus no deserto e os sofrimentos que ele suportou na cruz.

Na Bíblia, o número quarenta é bastante frequente, para representar períodos de 40 dias ou quarenta anos, que antecedem ou marcaram fatos importantes: 40 dias de dilúvio, quarenta dias de Moisés no Monte Sinai, 40 dias de Jesus no deserto antes de começar o seu ministério, 40 anos de peregrinação do povo de Israel no deserto.

Cerca de duzentos anos após o nascimento de Cristo, os cristãos começaram a preparar a festa da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 a Igreja aumentou o tempo de preparação para quarenta dias e foi assim que surgiu a Quaresma.

Nas missas realizadas na Quarta-feira de Cinzas, os participantes são abençoados com cinzas. O padre sinaliza a testa de cada participante com cinzas ou as coloca sobre suas cabeças. Os cristãos normalmente deixam as cinzas em sua testa e nos cabelos até o pôr-do-sol, antes de lavá-los. Esse simbolismo relembra a antiga tradição do Oriente Médio de jogar cinzas sobre a cabeça, como sinal de arrependimento perante Deus.

As cinzas usadas no ritual costumam ser obtidas pela queima dos ramos secos entregues nas paróquias e comunidades, que haviam sido abençoados e distribuídos no ano anterior no Domingo de Ramos.

 Ato de Contrição 

Senhor e Mestre de minha vida,
afasta de mim o espírito de preguiça, 
de abatimento, de domínio, de loquacidade,
e concede a mim, teu servo, um espírito de integridade,
de humildade, de paciência e de amor

Sim, Senhor e Rei, 
concede ver meus pecados e não julgar meus irmãos
porque és bendito pelos séculos dos séculos

Amém

 Oração 

Pai nosso, 
que estais no Céu, 
durante esta época 
de arrependimento, 
tende misericórdia de nós

Com nossa oração, 
nosso jejum 
e nossas boas obras, 
transformai 
o nosso egoísmo 
em generosidade

Abri nossos corações 
à vossa Palavra, 
curai as nossas feridas do pecado, 
ajudai-nos a fazer o bem neste mundo

Que transformemos a escuridão
e a dor em vida e alegria. 
Concedei-nos estas coisas 
por Nosso Senhor Jesus Cristo 

Amém

 Trechos do Evangelho para Meditação 

“Então Tamar tomou cinza sobre a sua cabeça, e a roupa de muitas cores que trazia rasgou; e pôs as mãos sobre a cabeça, e foi andando e clamando.”
2 Samuel 13:19

“Para um imundo, pois, tomarão da cinza da queima da expiação, e sobre ela colocarão água corrente num vaso.” 
Números 19:17

“E eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, e saco e cinza.”
Daniel 9:3

“Apascenta-se de cinza; o seu coração enganado o desviou, de maneira que já não pode livrar a sua alma, nem dizer: Porventura não há uma mentira na minha mão direita?” 
Isaías 44:20

“Chegando o tentador, disse-lhe: se és filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães. Mas, Jesus respondeu: está escrito: não só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.” 
Mateus 4:3,4


terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Santos católicos do mês de Fevereiro

Imagens de alguns Santos e Santas do Mês de Fevereiro

1. Santa Veridiana (+ Toscana, Itália, 1242)

Nascida na Toscana, em 1182, consagrou desde muito jovem sua virgindade a Deus. Nasceu  ali mesmo nos arredores da cidade que amou e onde viveu quase toda sua existência, só que enclausurada numa minúscula cela, de livre e espontânea vontade. Pertenceu a uma família nobre e rica, os Attavanti. Peregrinou a Santiago de Compostela e a Roma, retornando depois à terra natal, onde voluntariamente viveu murada numa cela, durante 34 anos, em meio a rigorosas penitências e recebendo graças místicas extraordinárias. Veridiana levou uma vida santa, que ficou conhecida muito além das fronteiras de sua terra; e que lhe valeu inclusive a visita em pessoa, de seu contemporâneo Francisco de Assis, que a abençoou e admitiu na Ordem Terceira, em 1221. O culto de Santa Veridiana foi aprovado pelo papa Clemente VII no ano de 1533.


2. Apresentação de Jesus no Templo e Purificação de Nossa Senhora

O Evangelho de São Lucas narra que, depois do nascimento de Nosso Senhor e decorrido o prazo que a Lei mosaica estabelecia para a purificação das mulheres que davam à luz, Nossa Senhora e São José levaram o Menino Jesus ao Templo para O apresentarem a Deus, conforme também prescrito na Lei. Na ocasião, Maria Santíssima ofereceu ao Senhor o sacrifício ritual de dois pombinhos, estabelecido para a purificação de mulheres pobres. Jesus e Maria não estavam sujeitos à Lei, mas quiseram observá-la por amor à humildade e para nos dar o exemplo.

3. São Brás, Bispo e Mártir (+ Sebaste, Armênia, 316)

Foi médico e depois bispo de Sebaste, onde sofreu o martírio por não sacrificar aos deuses pagãos. É invocado especialmente contra as doenças da garganta, porque certa vez salvou, conforme narram as Atas de sua vida, um menino que estava para morrer por ter engolido uma espinha de peixe.

4. São João de Brito, Mártir (+ Malabar, Índia, 1693)

Seu pai, Salvador Pereira de Brito, foi governador-geral do Brasil, nomeado pelo rei D. João IV. São João de Brito ingressou na Companhia de Jesus e foi enviado como missionário às Índias, onde, após muitos anos de trabalhos apostólicos, sofreu o martírio.

5. Santa Águeda - ou Ágata (+ Sicília, 251)

Uma das mais conhecidas mártires dos primeiros séculos do Cristianismo. De origem nobre, sofreu sem esmorecer um cruel martírio, para preservar a virtude da pureza e a integridade de sua fé. Teve os ossos desconjuntados e os seios dilacerados e arrancados com garfos de ferro; arrastaram-na sobre cacos de vidro e carvões em brasa. Depois de passar por esses tormentos, foi conduzida ao cárcere e ali morreu, enquanto reza.

6. S Paulo Miki e Companheiros (+ Nagazaki, Japão, 1597)

São Paulo Miki era jesuíta e se dedicava ao ensino do catecismo com muito zelo, obtendo nesse apostolado conversões espantosas. Foi crucificado em Nagazaki, por ordem do imperador pagão, juntamente com outros dois jesuítas, seis franciscanos e dezessete leigos. Foram canonizados pelo Papa Pio IX, em 1862. A elevação sobre a qual os 26 heróis de Jesus Cristo receberam o martírio ficou conhecida como Monte dos Mártires.

7. São Ricardo, Rei (+ Luca, Itália, 722)

Este monarca inglês teve um reinado curto, mas cheio de bons exemplos de governo sábio e prudente. Sua principal preocupação era ministrar a justiça, tendo um dom especial para apaziguar contendas e harmonizar interesses conflitantes. Abdicou da coroa e partiu para a Terra Santa, com o desejo de se tornar monge, mas faleceu durante a viagem, na Itália. Foi pai de três príncipes que também receberam as honras dos altares: São Vinebaldo, São Vilibaldo e Santa Valberga.

8. São Jerônimo Emiliano (+ Veneza, 1537)

Pertencente a uma família nobre de Veneza, fez rápida carreira como militar e como político. Aprisionado pelos franceses, durante o cativeiro resolveu renunciar ao mundo e consagrar-se por inteiro a Deus. Foi libertado prodigiosamente por Nossa Senhora e retornou a sua cidade natal, onde foi ordenado sacerdote e se dedicou ao cuidado dos órfãos pobres. Fundou a Ordem dos Clérigos Regulares

9. São Miguel Febres Cordero (+ Cuenca, Equador, 1910)

Nascido em Cuenca, enfrentou grande oposição da família para cumprir sua vocação de Irmão das Escolas Cristãs (Lassalista). Apesar das dificuldades, ingressou na vida religiosa e se destacou como educador da juventude, afirmando-se também como escritor, gramático e filólogo. Chegou a ser eleito membro da Academia Equatoriana da Língua. A fama de santidade eminente o acompanhou durante toda a vida e perdurou depois do falecimento. Foi canonizado por João Paulo II em 1984.

10. Santa Escolástica, Virgem (+ Úmbria, Itália, 543)

Era, segundo a tradição, irmã gêmea e filha espiritual do grande São Bento. Fundou o ramo feminino da Ordem beneditina. Quando faleceu, seu irmão viu sua alma sendo conduzida ao Céu.

11. Nossa Senhora de Lourdes (França, 1858)

Em Lourdes, na gruta de Massabielle, Nossa Senhora apareceu dezoito vezes a Santa Bernardete, então menina de 14 anos. Na última das aparições, a Virgem Se identificou: "Eu sou a Imaculada Conceição". Com essas palavras, confirmava o ato solene pelo qual o Papa Pio IX, quatro anos antes, proclamara a Conceição Imaculada da Santa Mãe de Deus. Até nossos dias, curas e milagres prodigiosos ocorrem no local, que é procurado por peregrinos do mundo inteiro.

12. S. Eulália de Barcelona (+ Barcelona, 304)

Tendo apenas 14 anos, apresentou-se voluntariamente às autoridades pagãs e invectivou-as por sua impiedade. Foi torturada cruelmente com ferros em brasa e depois morreu numa fogueira.

13. Santa Catarina de Ricci (+ Itália, 1590)

Ingressou com somente 12 anos na Ordem dominicana. Ainda bem jovem foi nomeada mestra de noviças e pouco depois vice-prioresa de seu convento. A partir dos 30 anos, exerceu vitaliciamente a função de prioresa. Grande mística, era arrebatada em freqüentes êxtases a propósito da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Correspondeu-se com São Filipe Néri, com São Carlos Borromeu e com o Papa São Pio V. Foi conselheira espiritual de bispos e cardeais.

14. S. Cirilo e São Metódio (+ 869 e 885)

Eram irmãos, naturais da Tessalônica, e se dedicaram à evangelização dos eslavos, na Europa Central. São Cirilo criou um alfabeto próprio para os eslavos, para cuja língua traduziu as Sagradas Escrituras e os principais livros litúrgicos, sendo por isso considerado o pai da cultura eslava. São Metódio foi bispo de Sírmio. Em 1980 ambos foram proclamados co-patronos da Europa, ao lado de São Bento, pelo Papa João Paulo II.


15. S. Cláudio La Colombière (+ França, 1682)

Grande apóstolo da devoção ao Sagrado Coração de Jesus, foi confessor e diretor espiritual de Santa Margarida Maria Alacoque, a privilegiada vidente que recebeu em Paray-le-Monial as revelações e promessas do Sagrado Coração. Defendeu-a contra as incompreensões e perseguições de que era vítima. Lutou contra o jansenismo, ou seja, contra a influência do protestantismo em meios católicos. Nomeado capelão da duquesa de York, transferiu-se para a Inglaterra, sendo preso e banido por fazer proselitismo católico, que estava proibido naquele país. Retornou à França com a saúde muito abalada e faleceu com 41 anos de idade.

16. Santo Onésimo (+ Roma, final do séc. I)

Era escravo de Filêmon, cristão de Colossos. Tendo praticado um roubo e receando ser castigado, fugiu para Roma, onde foi convertido pelo Apóstolo São Paulo. Dedicou-se à pregação do Evangelho e foi bispo de Éfeso, sofrendo mais tarde o martírio em Roma, por apedrejamento.

17. Sete Santos Fundadores dos Servitas (+ Florença, séc. XIII) 

Sete nobres florentinos, convocados pela própria Mãe de Deus, fundaram a Ordem dos Servos de Maria, destinada a promover a devoção a suas dores. A Ordem rapidamente se expandiu. Tão unidos eram os sete fundadores que foram sepultados num mesmo sepulcro, tendo-se misturado até mesmo suas cinzas.

18. Santa Bernardete Soubirous (+ Nevers, França, 1879)

Era extremamente pobre e ignorante a menina a quem Nossa Senhora de Lourdes apareceu, naquele ano de 1858. Mas possuía uma grande candura de alma, que parece ter encantado a Mãe de Deus. Esta lhe recomendou repetidas vezes que fizesse penitência pelos pecadores e prometeu fazê-la muito feliz, não neste mundo, mas no outro. Assim aconteceu. Perseguida e sempre doente, Santa Bernardete ingressou num convento em Nevers e após sofrimentos pungentes faleceu aos 35 anos de idade.

19. São Conrado de Placência (+ Itália, 1351)

Era casado e vivia na cidade de Placência, na Itália. Provocou, certo dia em que estava caçando, um incêndio acidental que causou grandes danos, e fugiu para escapar à justiça. Tendo sabido que um inocente fora condenado em seu lugar, apresentou-se, confessou sua responsabilidade e ofereceu todos os seus bens para indenizar os prejuízos. De comum acordo com a esposa, ela ingressou num convento e ele foi servir num hospital da Sicília. Algum tempo depois retirou-se para a solidão, onde viveu 40 anos na oração e na penitência.

20. Santo Euquério, Bispo (+ Hasbain, 738)

Nascido em Orléans, destacou-se desde jovem pela sabedoria, pela santidade e pela devoção a Maria Santíssima. Fez-se monge e algum tempo depois obrigaram-no a aceitar o Bispado de Orléans. Durante 15 anos cumpriu eximiamente os deveres de bispo zeloso até que, devido a intrigas na Corte, foi exilado por Carlos Martel para Hasbain, próximo a Liège. Ali, num mosteiro, viveu ainda seis anos de vida recolhida, até que o Senhor o chamou para Si.

21. S. Pedro Damião (+ Itália, 1072)

Teve origem muito modesta, chegando a ser na infância guardador de porcos. Fez com grande brilho seus estudos e ingressou na Ordem dos Camaldulenses, na qual logo ocupou cargos de responsabilidade. Foi forçado a aceitar a nomeação como cardeal e bispo de Óstia, mas alguns anos depois conseguiu demitir-se dessas funções e retornar à vida monástica. Grande penitente, severíssimo consigo mesmo, foi também severo no fustigar os males do seu tempo, escrevendo cartas a autoridades eclesiásticas e civis e increpando com apostólica franqueza os respectivos delitos. Sua produção intelectual é muito vasta. Como sofria de insônia e freqüentes enxaquecas, é invocado pelos que padecem dessas enfermidades.

22. Cátedra de São Pedro

Neste dia se comemora o Apóstolo São Pedro enquanto no exercício de suas funções docentes: a cátedra, ou cadeira, do Vigário de Jesus Cristo, Mestre da Igreja universal. São Pedro foi bispo de Antioquia durante alguns anos e depois instalou sua cátedra definitivamente em Roma.

23. São Policarpo (+ 155)

Discípulo de São João Evangelista, foi nomeado, ainda no tempo dos Apóstolos, bispo de Esmirna, na atual Turquia. Teve como discípulo e continuador o grande Santo Ireneu, bispo de Lyon. São Policarpo foi martirizado aos 86 anos de idade, por ter increpado sacerdotes pagãos.

24. São Sérgio (+ 304) Antigo magistrado, fez-se monge e sofreu o martírio em Cesaréia, por ter denunciado de público a falsidade do culto a Júpiter.

25. São Cesário (+ Constantinopla, 369)

Era irmão de São Gregório Nazianzeno, e exercia funções de médico na Corte do imperador Juliano, o Apóstata, que quis pervertê-lo ao paganismo. Escapando de ser morto devido a um terremoto, preferiu afastar-se daquela Corte corrompida.

26. S. Porfírio de Gaza (+ Palestina, 420)

Natural da Macedônia, distribuiu aos pobres toda a sua fortuna e passou a viver na Terra Santa, como eremita, às margens do Rio Jordão. Foi mais tarde ordenado sacerdote e escolhido para bispo de Gaza, na Palestina. Depois de muito ter insistido, conseguiu obter do Imperador um decreto mandando fechar todos os templos pagãos de Gaza, e reduzir a cinzas todos os ídolos de sua diocese. Faleceu muito idoso, sempre no exercício zeloso de suas funções pastorais.

27. São Gabriel da Virgem Dolorosa (+ Ancona, Itália, 1862)

Religioso da Congregação passionista, viveu discretamente, sem chamar a atenção sobre si, e faleceu com apenas 24 anos, vitimado pela tuberculose. Sua fama de santidade, confirmada por numerosos milagres, rapidamente se espalhou. Foi canonizado em 1920.

28. São Romão e S. Lupicino (+ séc. V)

Naturais da França, eram irmãos. Depois de passarem algum tempo num mosteiro da região de Lyon, partiram para outras fundações, na França e até na Alemanha. De temperamentos diversos -- São Romão era inclinado à indulgência, enquanto São Lupicino tendia mais para a severidade -- os dois irmãos completavam-se admiravelmente.

29. Santo Osvaldo (+ Inglaterra, 992)

Era monge beneditino e foi simultaneamente bispo de Worcester e de York. No exercício dessas funções, nunca deixou a austeridade da vida monacal. Faleceu deixando fama de santidade eminente. Nos anos não bissextos, sua festa se celebra no dia 28 de fevereiro.

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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Revelações Sobre o Antigo Testamento



Anna Katharina Emmerick nasceu em 08 de setembro de 1774, perto de Dülmen, na Alemanha. Seus pais eram camponeses humildes e piedosos. Desde os quatro anos tinha visões dos mundos espirituais e conversava habitualmente com o menino Jesus e com os seres espirituais.

Desde menina seu desejo era ingressar num convento, o que veio a ocorrer aos 28 anos, quando entrou no monastério das agostinianas de Agnetenberg, em Dülmen. Durante o tempo em que esteve no monastério, foi incompreendida pelas monjas devido a seus êxtases tanto durante o trabalho quanto durante as orações e também por suas estranhas enfermidades. Alguns anos depois de ter-se tornado monja um decreto de Jerônimo Bonaparte ordenou o fechamento dos conventos da Alemanha e Anna foi acolhida por uma viúva em sua casa em Dülmen.

Foi na casa dessa viúva que Anna Katharina recebeu os estigmas nas mãos, nos pés, a ferida da lança, as feridas da coroa de espinhos e uma cruz sobre o peito, sinais externos, que ela sempre tentou (inutilmente) ocultar, de sua realização espiritual interna... Durante toda sua vida, desde a mais tenra infância, teve muitos dons místicos: locuções, êxtases, visões da história do Antigo Testamento e do Novo Testamento, da vida de Jesus e da Virgem Maria, da igreja primitiva, da vida depois da morte, de acontecimentos dos últimos tempos da história, etc.

Durante muitos anos, até o final de sua vida, alimentou-se apenas da hóstia e de água. Chegou a ser encarcerada pelo governo por vinte dias, durante os quais foi insultada e ameaçada para que declarasse que seus dons divinos eram uma fraude, mas ela não aceitou culpabilidade alguma e a pressão do povo e de algumas autoridades eclesiásticas fizeram com que fosse solta.

Entre fevereiro de 1818 e abril de 1823 ela ditou suas visões ao grande escritor e poeta romântico alemão Clemens Brentano (1778-1842). As visões de Anna Katharina serviram de ponto de partida para muitas investigações arqueológicas, tais como a descoberta dos restos da cidade de Ur, na Caldeia, e da casa da Virgem Maria em Éfeso.

Em uma de suas visões, Cristo mesmo disse a ela que até aquele momento da história ninguém tinha tido um dom de visão do passado, do presente e do futuro como o dela. Anna Katharina Emmerick faleceu no dia 09 de fevereiro de 1824 e, dois meses depois, seu corpo permanecia completamente incorrupto. Foi beatificada pelo papa João Paulo II em 3 de outubro de 2004.

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quarta-feira, 2 de março de 2016

"A Imitação de Cristo", de Tomás de Kempis



"O amor de Jesus é fiel e inabalável. Apegado à criatura, cairás com ela, que é instável; abraçado com Jesus, estarás firme para sempre. A Ele ama e guarda como amigo que não te desamparará, quando todos te abandonarem, nem consentirá que pereças na hora suprema. Aproxima-te a Jesus na vida e na morte; entrega-te à sua fidelidade, que só Ele te pode socorrer, quando todos te faltarem. Ele só quer possuir teu coração e nele reinar como rei em seu trono. Quando confiares nos homens, fora de Jesus, verás que estás perdido. Facilmente serás enganado, se só olhares para as aparências dos homens. Se procuras alívio e proveito nos outros, quase sempre terás prejuízo. Procura a Jesus em todas as coisas, e Jesus acharás. Pois o homem que não busca a Jesus é mais nocivo a si mesmo que todo o mundo e seus inimigos todos. Que te pode dar o mundo sem Jesus? Estar sem Jesus é terrível inferno, estar com Jesus é doce paraíso. Se Jesus estiver contigo, nenhum inimigo te pode ofender. Quem acha a Jesus acha precioso tesouro, ou, antes, o bem superior a todo bem; quem perde a Jesus perde muito mais do que se perdesse a todo o mundo. Paupérrimo é quem vive sem Jesus, e riquíssimo quem está bem com Jesus. Grande arte é saber conversar com Jesus, e grande prudência conservá-lo consigo. Sê humilde e pacífico, e contigo estará Jesus; sê devoto e sossegado, e Jesus permanecerá contigo; Acima de todos os teus amigos seja, pois, Jesus amado dum modo especial." • ("A Imitação de Cristo", de Tomás de Kempis) #Imitacao #Amizade #Cristo
Uma foto publicada por Santa Igreja Católica (@santaigrejacatolica) em






quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Manuscrito egípcio afirma que Jesus podia mudar de Aparência



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Decifrado recentemente, um texto egípcio de 1,2 mil anos conta que Jesus teria celebrado a Santa Ceia com Pôncio Pilatos (o juiz que autorizou sua crucificação, de acordo com os Evangelhos Canônicos), numa terça-feira e não numa quinta, e que Jesus era capaz de mudar sua aparência (uma explicação para a maneira que Judas teria usado para ajudar soldados romanos a identificá-lo na hora da prisão).
  
De acordo com o pesquisador Roelof van den Broek, que publicou a tradução em seu livro “Pseudo-Cyril of Jerusalem on the Life and the Passion of Christ” (“Pseudo Cirilo de Jerusalém sobre a Vida e a Paixão de Cristo”, sem edição no Brasil), é importante ressaltar que, embora a existência do relato não possa garantir que as coisas ocorreram dessa maneira, poderia haver pessoas na época que acreditavam nele.
   
Há pelo menos duas cópias do texto, escrito na linguagem copta (do povo egípcio do período helenístico e do período sob dominação romana): um na Biblioteca e Museu Morgan em Nova York e outro no Museu da Universidade da Pensilvânia (ambos nos EUA). Boa parte da tradução foi feita a partir da cópia que se encontra em Nova York, mais conservada.

Café com Pilatos

“Sem maior tumulto, Pilatos preparou a mesa e comeu com Jesus no quinto dia da semana. E Jesus abençoou Pilatos e toda a sua casa (…) [depois, Pilatos disse a Jesus] bem, observe, a noite chegou, levante-se e bata em retirada, e quando a manhã chegar e eles me acusarem por sua causa, eu devo dar a eles o único filho que tenho para que eles possam matá-lo em seu lugar”.
   
De acordo com o texto, Jesus teria agradecido a Pilatos por sua boa vontade, mas recusado a oferta e mostrado que, se desejasse, poderia escapar de outras formas, desaparecendo em seguida.


Van den Broek lembra que, na Igreja Copta e em igrejas da Etiópia, Pilatos é considerado um santo, e isso explicaria o retrato mais amigável que ele recebeu nesse e em outros textos.

Jesus metamorfo
“Então os judeus disseram a Judas: como vamos prendê-lo [Jesus], pois ele não tem uma única forma, sua aparência muda. Às vezes ele é corado, às vezes ele é branco, às vezes ele é vermelho, às vezes ele tem cor de trigo, às vezes ele é pálido como um asceta, às vezes ele é um jovem, às vezes um velho…”
Se Jesus era capaz de mudar radicalmente de aparência, uma simples descrição física não bastaria para que os guardas romanos o identificassem, o que teria motivado Judas a escolher um sinal (um beijo no rosto, de acordo com os Evangelhos Canônicos).
  
Embora muitos leitores possam ter achado a ideia curiosa, ela é ainda mais antiga do que o texto egípcio. “Essa explicação do beijo de Judas foi encontrada primeiro em Orígenes [um teólogo que viveu de 185 a 254]”, explica o pesquisador. Na obra Contra Celsum, Orígenes escreveu que “para aqueles que o viam, [Jesus] não aparecia da mesma forma para todos”.
  
(Tipo) São Cirilo

O autor do texto assina como São Cirilo de Jerusalém, um santo que viveu no Século 4 – da mesma forma que ocorre com diversos outros textos antigos, segundo van den Broek. Além disso, o autor alega que teria encontrado em Jerusalém (atualmente no território de Israel) um livro com relatos feitos pelos apóstolos sobre a vida e a morte de Jesus.
  
Van den Broek considera que essa alegação seria um recurso para “aumentar a credibilidade das visões peculiares e dos fatos não canônicos que ele vai apresentar, atribuindo-os a uma fonte apostólica”, estratégia que seria encontrada “frequentemente” na literatura copta.
  
Outro aspecto intrigante do texto é o fato de ele apontar que a “Última Ceia” teria ocorrido com Pilatos e, além disso, em um dia da semana diferente do que é celebrado há quase dois mil anos. 
“[…] É fora do comum que Pseudo-Cirilo relate a história da prisão de Jesus na noite de terça-feira, como se a história canônica de sua prisão na noite de quinta não existisse”, diz van den Broek.

Van den Broek explicou que “no Egito, a Bíblia já havia se tornado canônica no quarto/quinto século, mas histórias apócrifas e livros permaneceram populares entre cristão egípcios, especialmente entre monges”.


quarta-feira, 15 de julho de 2015

Se o santo não é onisciente, como ouve nossas orações?




Em tempos de crise financeira, aumenta – e muito – o trabalho celestial de Santa Edwiges, a padroeira dos endividados! Neste exato momento, não é difícil imaginar a santa recebendo orações de várias cidades do país, e tudo ao mesmo tempo. Mas como uma simples serva de Deus, que não é onisciente, pode escutar todas essas súplicas?

Os santos no Céu podem ouvir nossas súplicas porque Deus permite e o quer. Deus basta a Si mesmo, e não precisa de criatura alguma para nada, mas ELE QUER PRECISAR. Assim, é bastante razoável que os membros do Corpo de Cristo participem de Seus divinos dons, especialmente aqueles membros que alcançaram elevado grau de santidade, e por isso estão mais perfeitamente unidos a Deus.

Jesus mesmo garantiu isso:
“Em verdade, em verdade vos digo: aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas…” (João 14,12)
Só Deus é onisciente. Portanto, os santos falecidos não possuem o conhecimento pleno sobre todas as coisas do Universo, nem ouvem tudo o que as pessoas pensam ou falam. Mas, conforme a vontade e os planos de Deus, aos santos é dada a permissão de ouvir o clamor dos fiéis que invocam seus nomes, seja este clamor elevado com a voz ou com o simples pensamento.
“Convenhamos que os mortos ignoram o que acontece na terra, pelo menos no momento em que ocorrem. (…) Certamente, não ficam sabendo de tudo, mas apenas aquilo que lhe for autorizado saber e que têm necessidade de saber. (…) 
“As almas dos mortos também podem conhecer alguns acontecimentos aqui da terra por revelação do Espírito Santo, acontecimentos estes cujo conhecimento seja necessário. E isto não se restringe somente a fatos passados ou presentes, mas também futuros. É assim que os homens – não todos, mas apenas os profetas – conheceram durante sua vida mortal, não todas as coisas, mas apenas aquelas que a Providência Divina julgava bom lhes revelar.” 
- Santo Agostinho, “O cuidado devido aos mortos”
Esse dom, é bom lembrar, não é exclusivo dos santos falecidos: até mesmo na terra alguns cristãos tiveram o dom da visão dado por Deus, o dom de ver a necessidade de outras pessoas, mesmo pessoas desconhecidas e que estavam em lugares muito distantes. Por exemplo: a visão que Paulo teve do macedônio pedindo ajuda, suplicando o anúncio do Evangelho em sua terra (Atos 16).

Viver a devoção aos santos de forma verdadeiramente católica, sem superstições perniciosas, é importantíssimo em nossa caminhada de santidade. É a vivência do grande mistério da comunhão dos fiéis com Deus e uns com os outros! Por meio dessa intercessão fraterna, todos os membros do Corpo de Cristo participam da mediação do único mediador, Jesus Cristo.

Fonte: Aleteia / O Catequista

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