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sábado, 21 de março de 2026

O poder do amor sempre vence

Mesmo quando o ódio parece dominar, é o amor que permanece — silencioso, paciente e inevitavelmente vencedor.

O poder do amor sempre vence

Há momentos em que o mundo parece esquecer de si mesmo.

O ódio cresce em silêncio — às vezes disfarçado de razão, outras vezes alimentado por dor antiga, mal curada. Ele se infiltra nas palavras, endurece os gestos, cria distâncias onde antes havia presença. E, por um tempo, pode até parecer forte. Pode até parecer definitivo.

Mas não é.

Porque o amor não desaparece — ele apenas recolhe-se.

Ele silencia quando precisa, observa quando é ignorado, e aguarda… não por fraqueza, mas por sabedoria. O amor não disputa espaço com o ódio no mesmo nível. Ele não grita para ser ouvido, não se impõe pela força. O amor é uma energia mais antiga, mais profunda — e, sobretudo, mais verdadeira.

O ódio pode durar dias, anos… até gerações. Pode atravessar famílias, histórias, nações. Pode marcar vidas inteiras com sua sombra. Mas ele nunca cria — apenas consome. Nunca constrói — apenas corrói. E por isso, inevitavelmente, se esgota.

O amor, ao contrário, se renova.

Ele ressurge no gesto simples, na palavra inesperada, no perdão que parecia impossível. Ele brota onde ninguém mais acreditava. E quando retorna, não volta como antes — volta mais consciente, mais inteiro, mais poderoso.

Porque o amor não é apenas um sentimento. É uma força criadora.

É a energia que sustenta a vida, que reorganiza o caos, que transforma dor em aprendizado e ausência em presença. Quando você escolhe amar — mesmo ferido, mesmo cansado, mesmo sem garantias — você se alinha com algo maior do que qualquer conflito.

E é aí que tudo começa a mudar.

Não porque o mundo externo se transforma de imediato, mas porque dentro de você nasce uma nova realidade. Um espaço onde o ódio não encontra mais morada. Um campo onde a paz deixa de ser busca e passa a ser estado.

O amor sempre vence — não porque elimina o ódio, mas porque o transcende.

Ele não precisa destruir para existir. Ele apenas permanece.

E no final — sempre no final — é isso que fica.

O que é verdadeiro.
O que é essencial.
O que é eterno.

O amor volta.
E quando volta, não deixa dúvidas: ele nunca foi embora.

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(41) 99281-4340
E-mail: ronaldstresser@outlook.com.br


segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Padre Eustáquio: 'A Oração Curativa' - Psicografia de Chico Xavier

"E, também, ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha. Pelo contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa. Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus"  Mateus 5:15,16" - "... O mundo permanece coberto de males de toda a sorte. Há epidemias de ódio, desequilíbrio, perversidade e ignorância, como em outro tempo conhecíamos a infestação de peste bubônica e febre amarela.  Em toda parte, vemos enfermidades, aflições, descontentamentos, desarmonias…  Tudo é doença do corpo e da alma. Tudo é ausência do Espírito do Senhor.  Não ignoramos, porém, que todos temos a prece à nossa disposição como força de recuperação e de cura..." - Chico Xavier e Padre Eustáquio

"A reunião da noite de 11 de novembro de 1954 trouxe-nos a confortadora visita do Espírito de Padre Eustáquio.¹ Sacerdote extremamente consagrado ao bem, nosso amigo residiu, por alguns anos, em Belo Horizonte, onde, através de seu nobre coração e de sua mediunidade curadora, inúmeros sofredores encontraram alívio. Sempre rodeado por verdadeira multidão de infelizes, Padre Eustáquio foi o apóstolo das curas, das quais se ocuparam largamente os jornais de nosso país.

E, continuando, além-túmulo, o seu ministério sublime, conforme a observação dos médiuns clarividentes de nosso grupo, compareceu às nossas preces acompanhado por uma pequena multidão de Espíritos conturbados e infelizes a lhe pedirem socorro.

O prezado visitante senhoreou as faculdades psicofônicas do médium com todas as características de sua personalidade, inclusive a mímica oratória e a voz que lhe eram peculiares quando encarnado. Sua alocução, de grande beleza para nós, em vista da simplicidade em que foi vazada, é portadora de expressivos apontamentos com respeito à oração."

 

A Oração Curativa

 

"Meus amigos.

Que a paz do Cristo permaneça em nossos corações, conduzindo-nos para a luz.

Fui padre católico romano, naturalmente limitado às concepções do meu ambiente, mas não tanto que não pudesse compreender todos os homens como tutelados de Nosso Senhor.

A morte do corpo veio dilatar os horizontes de meu entendimento e agora vejo com mais clareza a necessidade do esforço conjunto de todas as nossas escolas de interpretação do Evangelho, para que nos confraternizemos com fervor e sinceridade, à frente do Eterno Amigo.

Com esse novo discernimento, visito-vos o núcleo de ação cristianizante, tomando por tema a oração como poder curativo e definindo a nossa fé como dom providencial.

O mundo permanece coberto de males de toda a sorte. Há epidemias de ódio, desequilíbrio, perversidade e ignorância, como em outro tempo conhecíamos a infestação de peste bubônica e febre amarela.

Em toda parte, vemos enfermidades, aflições, descontentamentos, desarmonias…

Tudo é doença do corpo e da alma. Tudo é ausência do Espírito do Senhor.

Não ignoramos, porém, que todos temos a prece à nossa disposição como força de recuperação e de cura.

É necessário orientar as nossas atividades, no sentido de adaptar-nos à Lei do Bem, acalmando nossos sentimentos e sossegando nossos impulsos, para, em seguida, elevar o pensamento ao manancial de todas as bênçãos, colocando a nossa vida em ligação com a Divina Vontade.

Sabemos hoje que outras vibrações escapam à ciência terrestre, além do ultravioleta e aquém do infravermelho.

À medida que se desenvolve nos domínios da inteligência, compreende o homem com mais força que toda matéria é condensação de energia.

Disse o Senhor: — “Brilhe vossa luz” (Mt. 5:16) — e, atualmente, a experimentação positiva revela que o próprio corpo humano é um gerador de forças dinâmicas, constituído assim como um feixe de energias radiantes, em que a consciência fragmentária da criatura evolui ao impacto dos mais diversos raios, a fim de entesourar a Luz Divina e crescer para a Consciência Cósmica.

Vibra, a luz em todos os lugares e, por ela, estamos informados de que o Universo é percorrido pelo fluxo divino do Amor Infinito, em frequência muitíssimo elevada, através de ondas ultracurtas que podem ser transmitidas de Espírito a Espírito, mais facilmente assimiláveis por intermédio da oração.

Cada aprendiz do Evangelho necessita, assim, afeiçoar-se ao culto da prece, no próprio mundo íntimo, valorizando a oportunidade que lhe é concedida para a comunhão com o Infinito Poder.

Para isso, contudo, é indispensável que a mente e o coração da criatura estejam em sintonia com o amor que domina todos os ângulos da vida, porque a lei do amor é tão matemática como a lei da gravitação.

Mentalizemos a eletricidade, por exemplo, na rede iluminativa. Caso apareça qualquer hiato na corrente, ninguém se lembrará de acusar a usina, como se o fluxo elétrico deixasse de existir. Certificar-nos-emos sem dificuldade de que há um defeito na lâmpada ou na tomada de força.

Derrama-se o amor de Nosso Senhor Jesus Cristo para todos os corações, no entanto, é imprescindível que a lâmpada de nossa alma se mostre em condições de receber-lhe o Toque Sublime.

Os materiais que constituem a lâmpada são apetrechos de exteriorização da luz, mas a eletricidade é invisível.

Assim também, nós vemos o Amor de Deus em nossas vidas, por intermédio do Grande Mediador, Jesus Cristo, em forma de alegria, paz, saúde, concórdia, progresso e felicidade; entretanto, acima de todas essas manifestações, abordáveis ao nosso exame, permanece o invisível manancial do Ilimitado Amor e da Ilimitada Sabedoria.

Usando imagens mais simples, recordemos o serviço da água no abrigo doméstico. Logicamente, as fontes são alimentadas por vivas reservas da Natureza, mas, para que a água atinja os recessos do lar, não prescindiremos da instalação adequada. A canalização deve estar bem disposta e bem limpa.

Em vista disso, é necessário que todas as atitudes em desacordo com a Lei do Amor sejam extirpadas de nossa existência, para que o Inesgotável Poder penetre através de nossos humildes recursos.

O canal de nossa mente e de nosso coração deve estar desimpedido de todos os raciocínios e sentimentos que não se harmonizem com os padrões de Nosso Senhor.

Alcançada essa fase preparatória, é possível utilizar a oração por medida de reajuste para nós e para os outros, incluindo quantos se encontram perto ou longe de nós.

Ninguém pode calcular no mundo o valor de uma prece nascida do coração humilde e sincero diante do Todo-Misericordioso.

Certamente as tinturas e os sais, as vitaminas e a radioatividade são elementos que a Providência Divina colocou a serviço dos homens na Terra.

É também compreensível que o médico seja indispensável, muitas vezes, à cabeceira dos doentes, porque, em muitas situações, assim como o professor precisa do discípulo e o discípulo do professor, o enfermo precisa do médico, tanto quanto o médico necessita do enfermo, na permuta de experiência.

Isso, porém, não nos impede usar os recursos de que dispomos em nós mesmos. E estejamos convictos de que, ligando o fio de nossa fé à usina do Infinito Bem, as fontes vivas do Amor Eterno derramar-se-ão através de nós, espalhando saúde e alegria.

Assim como há lâmpadas para voltagens diversas, cada criatura tem a sua capacidade própria nas tarefas do auxílio. Há quem receba mais, ou menos força.

Desse modo, conduzamos nossa boa vontade aos companheiros que sofrem, suplicando a Infinita Bondade em favor de nós mesmos.

É indispensável compreender que a oração opera uma verdadeira transfusão de plasma espiritual, no levantamento de nossas energias.

Se nos sentimos fracos, peçamos o concurso de um companheiro, de dois companheiros ou mais irmãos, porque as forças reunidas multiplicam as forças e, dessa forma, teremos maiores possibilidades para a eclosão do Amparo Divino que está, simplesmente esperando que a nossa capacidade de transmissão e de sintonia se amplie e se eleve, em nosso próprio favor.

Mentalizemos o órgão enfermo, a pessoa necessitada ou a situação difícil, à maneira de campos em que o Divino Amor se manifestará, oferecendo-lhes nosso coração e nossas mãos, por veículos de socorro, e veremos fluir, por nós, os mananciais da Vida Eterna, porque o Pai Todo-Compassivo e Jesus Nosso Senhor nunca se empobrecem de bondade. A indigência é sempre nossa.

Muitos dizem “não posso ajudar porque não sou bom”, mas, se já fôssemos senhores da virtude, estaríamos noutras condições e noutras Esferas.

Consola-nos saber que somos discípulos do bem e, nessa posição, devemos exercitá-lo. Movimentemos a boa vontade.

Não temos ainda as árvores da generosidade e da compreensão, da fé irrepreensível e da perfeita caridade, mas possuímos as sementes que lhes correspondem. E toda semente bem plantada recolhe do Alto a graça do crescimento.

Assim, pois, para que tenhamos assegurado o êxito da nossa plantação de qualidades superiores, é preciso nos disponhamos a fazer da própria vida um canal de manifestação do Constante Auxílio.

Todos temos provas, dificuldades, moléstias, aflições e impedimentos, contudo, dia a dia, colocando nosso espírito à disposição do Divino Amor que flui do centro do Universo para todos os recantos da vida, desenvolver-nos-emos em entendimento, elevação e santificação.

Trabalhemos, portanto, estendendo a oração curativa. A vossa assembleia de socorro aos irmãos conturbados na sombra é uma exaltação da prece desse teor, porque trazeis ao vosso círculo de serviço aquilo que guardais de melhor e contais simplesmente com o Divino Poder, já que nós, de nós mesmos, nada detemos ainda de bom senão a migalha de nossa confiança e de nossa boa vontade.

Em nome do Evangelho, sirvamos e ajudemos. E que Nosso Senhor Jesus Cristo nos assista e abençoe."


Chico Xavier e Pe. Eustáquio
Lição 36 de 'Instruções Psicofônicas'


Nota:

1- Padre Eustáquio — Sacerdote católico, extremamente devotado aos enfermos, que podemos considerar como tendo sido grande médium curador (Desencarnou em 1947) — Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais — Para dar uma olhada no livro e adquirir, siga o link abaixo...


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quarta-feira, 6 de outubro de 2021

André Luiz: 'O Grande Doador'

"Ele não era médico e levantou paralíticos e restaurou feridos, usando o divino poder do amor.  Não era advogado e elegeu-se o supremo defensor de todos os injustiçados do mundo.  Não possuía fazenda e estabeleceu novo reino na Terra.  Não improvisava festas e consolou os tristes e reergueu o bom ânimo das almas desesperadas.  Não era professor consagrado e fez-se o Mestre da Evolução e do Aprimoramento da Humanidade.  Não era Doutor da Lei e criou a universidade sublime do bem para todos os espíritos de boa vontade.  Padecendo amarguras — reconfortou a muitos.  Tolerando aflições — semeou a fé e a coragem.  Abatido — curou as chagas morais do povo.  Supliciado — expediu a mensagem do perdão e do amor, em todas as direções.  Esquecido pelos mais amados — ensinou a fraternidade e o reconhecimento.  Vencido na cruz — revelou a vitória da vida eterna, em plena e gloriosa ressurreição, renovando os destinos das nações e santificando o caminho dos povos.  Ele não era, portanto, rico e engrandeceu os celeiros dos séculos.  Quem oferecer o coração, em homenagem ao Divino Amor na Terra, poderá desse modo, no exemplo de Jesus, embora anônimo, aflito, apagado ou crucificado, atender à santificada colaboração com Deus, a benefício da Humanidade."    Chico Xavier e André Luiz - Taça de Luz - Lição 33

"Ele não era médico e levantou paralíticos e restaurou feridos, usando o divino poder do amor.

Não era advogado e elegeu-se o supremo defensor de todos os injustiçados do mundo.

Não possuía fazenda e estabeleceu novo reino na Terra.

Não improvisava festas e consolou os tristes e reergueu o bom ânimo das almas desesperadas.

Não era professor consagrado e fez-se o Mestre da Evolução e do Aprimoramento da Humanidade.

Não era Doutor da Lei e criou a universidade sublime do bem para todos os espíritos de boa vontade.

Padecendo amarguras — reconfortou a muitos.

Tolerando aflições — semeou a fé e a coragem.

Abatido — curou as chagas morais do povo.

Supliciado — expediu a mensagem do perdão e do amor, em todas as direções.

Esquecido pelos mais amados — ensinou a fraternidade e o reconhecimento.

Vencido na cruz — revelou a vitória da vida eterna, em plena e gloriosa ressurreição, renovando os destinos das nações e santificando o caminho dos povos.

Ele não era, portanto, rico e engrandeceu os celeiros dos séculos.

Quem oferecer o coração, em homenagem ao Divino Amor na Terra, poderá desse modo, no exemplo de Jesus, embora anônimo, aflito, apagado ou crucificado, atender à santificada colaboração com Deus, a benefício da Humanidade."


Chico Xavier e André Luiz, in 'Taça de Luz'
Lição 33: 'O Grande Doador'


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