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segunda-feira, 2 de julho de 2018

Santos católicos do mês de Julho




1. Santo Aarão (séc. XIII A.C.)

Era porta-voz de seu irmão Moisés, que era gago e tinha dificuldade para se expressar em público. Foi escolhido por Deus para ser o primeiro Sumo Sacerdote dos hebreus. O livro do Eclesiástico, depois de falar de Moisés, refere-se a Aarão: 
"(Deus) exaltou seu irmão Aarão, semelhante a ele, da tribo de Levi. Fez com ele uma aliança eterna. Deu-lhe o sacerdócio do seu povo. E cumulou-o de felicidade e de glória" (45,7-8)
2. São Bernardino Realino, Confessor (+ Lecce, Itália, 1616)

Nascido em Capri, de nobre família, doutorou-se em Direito e iniciou uma brilhante carreira literária e administrativa. Tinha 28 anos quando faleceu sua noiva. Desiludido das coisas do mundo, resolveu consagrar-se inteiramente a Deus. Ingressou na Companhia de Jesus e foi ordenado sacerdote, progredindo rapidamente nas vias da perfeição cristã. Recebia graças místicas, lia segredos dos corações, profetizava, tinha o dom de curar doentes com sua bênção.

Apóstolo do confessionário, tinha também o dom do conselho, sendo procurado até por bispos e príncipes que desejavam sua orientação. O Papa Paulo V e diversos soberanos lhe escreviam, pedindo orações. Quando São Roberto Belarmino o encontrou pela primeira vez, colocou-se de joelhos diante dele, embora fosse superior a São Bernardino na hierarquia da Companhia de Jesus. Morreu aos 86 anos, com a mais sólida fama de santidade.

3. São Tomé, Apóstolo e Mártir (+ Índia, séc. I)

De acordo com a tradição, São Tomé pregou a Boa Nova do Evangelho em várias partes do Oriente, e foi receber na Índia a graça do martírio. Teria também estado no Brasil. Narram as Escrituras que duvidou da Ressurreição de Nosso Senhor e por isso teve o misericordioso privilégio de tocar com seu dedo as chagas do Corpo glorioso de Jesus Cristo.

4. Santa Isabel de Portugal, Viúva (+ Estremoz, 1336)

Era filha do rei Pedro III, de Aragão, e da rainha Beata Constança. Era sobrinha-neta de Santa Isabel da Hungria. Foi a neta preferida de Jaime I, o Conquistador, grande rei de Aragão. Casou, aos 12 anos de idade, com D. Diniz, que foi rei de Portugal. É conhecida em Portugal como a Rainha Santa. Sofreu muito com as infidelidades e ciúmes do marido, e teve papel decisivo na pacificação das freqüentes contendas familiares.

Exerceu também papel muito importante na pacificação de conflitos entre reinos cristãos, na intrincada política peninsular da Idade Média. Viúva, passou a viver em pobreza voluntária, na fidelidade ao espírito da Ordem Terceira de São Francisco. Era inesgotável sua caridade. Morreu em Estremoz e teve seu corpo conduzido para Coimbra, onde a sepultaram no Convento de Santa Clara, cuja construção dirigira pessoalmente.

5. Santo Antônio Maria Zaccaria, Confessor (+ Cremona, Itália, 1539)

Foi médico e depois sacerdote, tendo fundado a Congregação dos Clérigos Regulares de São Paulo, conhecidos como Barnabitas, com a finalidade de restaurar o fervor do Clero e do laicato. Destacou-se pela piedade eucarística, atribuindo-se a ele a instituição das Quarenta Horas de adoração ao Santíssimo Sacramento. Faleceu com apenas 36 anos.

6. Santa Maria Goretti, Virgem e Mártir (+ Ferrieri di Conca, Itália, 1902)

Menina de 12 anos, pobre e analfabeta, preferiu morrer cruelmente a consentir no pecado. Rejeitou com decisão todas as propostas do tarado que a assediava, dizendo: "Não, não! Deus não quer! Isso é pecado!". Foi morta com catorze punhaladas e antes de expirar perdoou o agressor. Foi canonizada por Pio XII, em 1950. O assassino ficou 27 anos preso e assistiu, arrependido, à canonização da angélica virgem e mártir, morrendo penitente num convento de capuchinhos.

7. São Vilibaldo, Confessor (+ Alemanha, 790)

Era príncipe saxão, filho do rei São Ricardo. Depois de passar alguns anos no mosteiro beneditino de Montecassino, acompanhou São Bonifácio, que segundo a tradição era seu tio, na evangelização da Germânia. Foi ordenado sacerdote e sagrado bispo de Eichstadt, na Baviera, por São Bonifácio.

8. São Quiliano, Bispo e Mártir (+ Wurtzburg, Alemanha, 689)

Nascido na Irlanda, era monge e partiu como missionário para a Baviera, que então ainda era pagã. Foi bem acolhido pelo duque de Wurtzburg, que se dispôs a receber o batismo, mas precisou antes regularizar sua situação conjugal, pois vivia maritalmente com a mulher de seu irmão. São Quiliano, depois de consultar o Papa, impôs que o duque despedisse a mulher, mas esta mandou assassinar o missionário e ocultar seu corpo. Devido a esse episódio, somente 50 anos mais tarde se deu, com São Bonifácio, a evangelização da Baviera.

9. Santa Paulina, Virgem (+ São Paulo, 1942)

Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, teve o nome civil de Amábile Lúcia Visintainer. Nasceu no norte da Itália, em 1865, e com dez anos acompanhou seus pais, que emigraram para o Brasil e se instalaram no Estado de Santa Catarina. Fundou, com finalidades educativas e assistenciais, a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, da qual foi eleita superiora geral vitalícia.

Anos depois, em São Paulo, para onde se havia transferido a casa-mãe da congregação, foi injusta e precipitadamente punida pelo arcebispo de São Paulo, que a demitiu das funções de superiora e a proibiu de, no futuro, exercer qualquer cargo de mando na Congregação. Aceitou com virtude heróica essa punição abusiva e irregular do ponto de vista do Direito Canônico, e passou mais de trinta anos como simples religiosa, modelo de obediência e humildade, sem nunca exercer qualquer função diretiva na obra da qual era fundadora. Faleceu pronunciando o que sempre foi o lema de sua vida: "Faça-se a vontade de Deus!"

Foi beatificada por João Paulo II, em 1991. Posteriormente, em 19 de maio de 2002 foi canonizada, pelo  mesmo Papa que a beatificou.


10. Santa Felicidade e seus 7 Filhos, Mártires (+ Roma, séc. II)

Santa Felicidade foi martirizada em Roma durante o reinado de Marco Aurélio, depois de ter animado e exortado ao martírio seus sete filhos, Santos Januário, Félix, Filipe, Silvano, Alexandre, Vital e Marcial. A respeito da heróica matrona, assim escreveu São Pedro Crisólogo: "No meio dos cadáveres mutilados e sangrentos daquelas ofertas queridas, passava mais alegre do que antigamente ao lado dos seus berços, porque via com os olhos da fé uma palma em cada ferida, em cada suplício uma recompensa e sobre cada vítima uma coroa".

 
11. São Bento Abade, Confessor (+ Montecassino, Itália, 547)

Nascido em Núrsia, Itália, ainda adolescente deixou sua nobre família e os estudos e se dirigiu para a solidão, a fim de viver no temor de Deus. Foi o fundador da Ordem beneditina, a qual desempenhou um papel fundamental na Idade Média, evangelizando e civilizando os pagãos, preservando, nos tempos piores das invasões bárbaras, o que havia de melhor na cultura e na ciência, fundando inúmeras nações. O humilde monge estava na raiz de uma obra civilizadora e evangelizadora colossal. O Papa Pio XII chamou-lhe, a justo título, "Pai da Europa". Foi também chamado "Patriarca dos Monges do Ocidente".


12. São João Gualberto, Confessor (+ Itália, 1073)

Pertencia a uma família nobre e considerou um dever vingar-se do assassino de seu irmão. Depois de o ter longamente procurado, foi encontrá-lo numa Sexta-Feira Santa. Tocado pela graça, perdoou o inimigo e se fez monge. Fundou em Vallombrosa um ramo novo da Ordem de São Bento e combateu, pelo exemplo e pela pregação, a decadência do Clero de sua época.

13. Santo Henrique e Santa Cunegundes (+ Alemanha, 1024 e 1033)

Santo Henrique, duque da Baviera e imperador do Sacro Império, foi educado por São Volfgango. Modelo de governante católico, empenhou-se na propagação da Fé, tendo papel de grande importância para a conversão de seu cunhado Santo Estêvão, rei da Hungria. Procurou restaurar, conforme a espiritualidade de Cluny, o espírito monástico então decadente, sendo nesse ponto aconselhado por Santo Odilon, abade de Cluny. Foi casado com Santa Cunegundes, vivendo ambos em perfeita continência. Depois do falecimento de Santo Henrique, ela foi terminar seus dias num mosteiro que havia fundado.

14. São Camilo de Lellis, Confessor (+ Roma, 1614)

Pertencia a uma nobre família mas, infelizmente, não se portou bem no início da vida. Foi militar e revelou mau caráter, sendo expulso da tropa. Viciado em jogo, perdeu todos os bens e decaiu até à condição de mendigo. Foi nesse ponto que a graça o tocou. Arrependeu-se profundamente de seus pecados e passou a servir, por espírito de caridade, aos doentes pobres em hospitais. Fundou a Companhia dos Servidores dos Enfermos, conhecidos como Camilianos. Foi declarado por Leão XIII patrono dos enfermos e hospitais, juntamente com o português São João de Deus.

☞ Veja também: Santa Catarina Tekakwitha, padroeira do Meio Ambiente (Festa: 14 de julho)

15. São Boaventura, Bispo (+ Lyon, França, 1274)

Conta-se que, quando chegaram os emissários do Papa Gregório X para entregar o chapéu de cardeal a Frei Boaventura, superior geral da Ordem franciscana e mestre respeitado em toda a Europa, o encontraram na cozinha do seu convento, despretensiosamente ocupado em lavar louça. Italiano de origem, São Boaventura ingressou aos 17 anos na Ordem franciscana. Foi uma das mais poderosas inteligências de seu tempo e de toda a História da Igreja.

Discípulo de Alexandre de Hales, era amigo e companheiro de lutas do dominicano São Tomás de Aquino. Tiveram ambos carreiras paralelas, juntos combateram os erros de doutores de Paris inimigos das Ordens mendicantes e faleceram ambos ainda relativamente jovens, no mesmo ano. São Boaventura teve, diferentemente de São Tomás, uma vida muito ativa que não lhe permitiu dedicar todo o seu tempo ao estudo. Além de superior geral de sua Ordem, foi bispo e cardeal. É cognominado o "Doutor Seráfico".

16. Nossa Senhora do Carmo

Neste dia se comemora a Festa de Nossa Senhora do Carmo, ou do Monte Carmelo. A Ordem carmelitana considera seus fundadores o Profeta Santo Elias - que viveu no Monte Carmelo, na Terra Santa, e que séculos antes da vinda ao mundo de Nosso Senhor já vira sua Santa Mãe simbolizada numa nuvenzinha - e seu discípulo Santo Eliseu. O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, dado pela Santíssima Virgem a São Simão Stock no século XIII da Era Cristã, é ao mesmo tempo o privilégio maior e o sinal distintivo da espiritualidade carmelitana.

☞ Veja também: Viva Nossa Senhora do Carmo!

17. Beato Inácio de Azevedo e seus 39 Companheiros, Mártires (+ 1570)

Em junho de 1570 partiu de Lisboa para o Brasil o Beato Padre Inácio de Azevedo, acompanhado de 70 sacerdotes e irmãos jesuítas. Quis a Providência que essa gloriosa coorte de apóstolos não chegasse ao Brasil, pois a maior parte deles encontrou o martírio, por mãos de hereges protestantes, no Oceano Atlântico.

Em 15 de julho de 1570 a nau Santiago, no qual viajavam o Padre Inácio e numerosa leva de jesuítas, viu-se cercada por várias naus de piratas protestantes de origem francesa. Após longa luta em que os católicos, inferiores em número e em armamento, causaram consideráveis estragos aos atacantes, afinal sucumbiu a nau portuguesa. Foram martirizados, por ódio à Fé católica, juntamente com o Padre Inácio, 39 outros jesuítas, sendo 31 portugueses e 8 espanhóis. São venerados como os Quarenta Mártires do Brasil.

18. São Frederico, Bispo e Mártir (+ Holanda, 838)

Bispo de Utrecht, na Holanda, esforçou-se para eliminar os restos de paganismo e idolatria ainda existentes na região. Censurou publicamente os escândalos dados pela imperatriz Judite, segunda esposa do imperador Luís, o Bonacheirão. Consta ter sido ela que, rancorosa, encarregou dois assassinos de apunhalar o Santo.

19. Santo Arsênio, Confessor (+ Egito, 445)

Romano de nobre família, foi anacoreta no deserto, ali vivendo quase 50 anos. Tanto amava o isolamento e temia os perigos do convívio com seculares que, certa vez, foi visitado em sua solidão por uma senhora romana de idade já madura, que desejava aconselhar-se com ele e pedir-lhe orações. - "Volte para sua terra e deixe-me em paz!", gritou o Santo do fundo de sua gruta. - "Prometa-me ao menos lembrar-se de mim em suas orações", suplicou a dama. - "Pelo contrário, prometo esquecê-la", respondeu o Santo.



20. Santo Elias, Profeta (+ séc. IX A. C.)
Ardente de zelo pelo Senhor Deus, cujo culto era conspurcado em Israel pelos idólatras, Santo Elias não hesitou em degolar 450 sacerdotes de Baal. É considerado pai espiritual da Ordem carmelitana e precursor da devoção à Santíssima Virgem séculos antes de Ela ter nascido (ver 16 de julho). Estava em companhia de Santo Eliseu, seu discípulo perfeito e continuador, quando um carro de fogo, puxado por cavalos também de fogo, o arrebatou aos céus. Deverá voltar no fim do mundo para enfrentar o Anticristo.

21. São Lourenço de Bríndisi (+ Lisboa, 1619)

Nascido na Itália, já aos seis anos de idade repetia com tanta candura e unção os sermões que ouvira, e produzia assim tanto bem às almas, que foi encarregado pelo seu bispo de "pregar" na catedral. Foi religioso capuchinho e superior geral de sua Ordem. Pregador inspirado, lutou arduamente contra os erros protestantes e desempenhou missões diplomáticas importantes a serviço da Igreja e do Papado. Possuía grande erudição e dominava perfeitamente os idiomas grego e hebraico, tendo grande autoridade em Escriturística. Deixou obras escritas de polêmica antiprotestante e de exegese bíblica.

22. Santa Maria Madalena, Penitente (+ séc. I)

Arrependida sinceramente de suas faltas passadas, esteve ao lado de Nossa Senhora aos pés da Cruz, no alto do Calvário. Mereceu a graça de ser a primeira a reconhecer Nosso Senhor no Domingo de Aleluia e anunciou ao Apóstolos a Ressurreição. Segundo antiga tradição, foi morrer no sul da França, com seus irmãos São Lázaro e Santa Marta.

23. Santa Brígida da Suécia, Viúva (+ Roma, 1373)
Grande mística medieval, pertencia à Família Real sueca. Casou com o virtuoso príncipe Wulfon, com quem teve oito filhos. Após algum tempo de casados, de comum acordo os dois esposos se separaram. Wulfon tornou-se cisterciense e Santa Brígida foi, em companhia de sua filha Santa Catarina, para Roma, onde veio a falecer.

24. Santa Cristina, a Admirável (+ Bélgica, 1224)

Tinha pouco mais de 20 anos quando faleceu, mas ressuscitou durante a Missa de corpo presente. Segundo Tiago de Vitry, cronista sério que a conheceu pessoalmente, "já estava morta havia muito tempo, mas conseguiu a graça de retomar o corpo, a fim de sofrer o seu Purgatório cá na terra". Sua vida, depois desse maravilhoso episódio, foi repleta de milagres e fenômenos misteriosos. Morreu pela segunda vez com mais de 70 anos de idade, num convento no qual levou sempre vida exemplar.


25. São Tiago o Maior, Apóstolo e Mártir (+ séc. I)

Era irmão de São João Evangelista e foi particularmente privilegiado entre os Apóstolos, pois esteve presente na Transfiguração de Nosso Senhor e na Agonia do Horto. Foi o primeiro dos doze Apóstolos a sofrer o martírio, no ano 44 de nossa Era. Seu sepulcro, em Compostela, norte da Espanha, é até hoje centro de peregrinação mundialmente famoso.

26. São Joaquim e Santa Ana, pais da Santíssima Virgem

É muito antiga a devoção a São Joaquim e Santa Ana, sobretudo no Oriente. A liturgia de São João Crisóstomo refere-se a eles como " os santos Avós de Deus Joaquim e Ana". Grande deve ter sido a santidade dos dois esposos, para que deles nascesse a Virgem Imaculada, a Mãe de Deus!


27. São Pantaleão, Mártir (+ Nicomédia, Ásia Menor, séc. III)

Era médico e, tendo-se convertido à Religião católica, passou a operar curas milagrosas, com o que despertou inveja de médicos pagãos que o denunciaram ao imperador Maximiano. São Pantaleão, depois de sofrer tormentos vários, deu a vida por amor a Jesus Cristo.

28. Santos Mártires da Tebaida (+ Tebaida, Egito, séc. III)
Houve muitos mártires na Tebaida, nos reinados de Décio e Valeriano. O Martirológio Romano registra o caso de um que foi amarrado sobre um leito de flores; aproximou-se dele uma prostituta para induzi-lo ao pecado, mas ele cortou com os dentes a própria língua e cuspiu-a no rosto da rameira, que fugiu apavorada.

29. Santa Marta, Virgem (+ séc. I)

Era irmã de São Lázaro e de Santa Maria Madalena, e recebeu mais de uma vez a visita de Nosso Senhor em sua casa, esforçando-se por atendê-Lo com o máximo zelo. É por isso honrada como padroeira das cozinheiras e das donas de casa. Segundo antiga tradição, foi com seus irmãos para o sul da França, onde faleceu.

30. São Pedro Crisólogo (+ Ímola, Itália, séc. V)

Bispo de Ravena, faleceu por volta do ano 450. Foi chamado Crisólogo, ou seja, palavra de ouro, devido a sua eloqüência e segurança de doutrina. Parece ter tido relacionamento muito íntimo com o Papa São Leão Magno. Negou-se terminantemente a apoiar o herege Êutiques, que fora condenado no Concílio de Constantinopla e pedira apoio ao bispo de Ravena. Conservam-se até hoje 176 sermões de São Pedro Crisólogo.

31. Santo Inácio de Loyola, Confessor (+ Roma, 1556)

Nobre espanhol, converteu-se aos 30 anos de idade, depois de uma breve mas brilhante carreira nas armas, e fundou a Companhia de Jesus. Alma profundamente militar, quis dotar a Igreja de uma milícia nova, aguerrida e disciplinada, para a defesa da glória de Deus e a conquista das almas. No século em que o protestantismo arrebatou à verdadeira Religião um terço da Europa, Santo Inácio foi sem dúvida o lutador suscitado pela Providência para atender de modo pleno às necessidades da Igreja.


quinta-feira, 3 de maio de 2018

Santos católicos do mês de Maio

Imagens de alguns Santos e Santas do Mês de Maio

1. São José Operário

Desejoso de eliminar o caráter revolucionário do "Dia do Trabalho", feriado civil comemorado em muitos países do mundo a 1° de maio, o Papa Pio XII resolveu transferir para esse dia a festa do Patrocínio de São José, anteriormente celebrada no mês de abril. De fato, em São José se harmonizam perfeitamente duas condições muito diversas, a de Príncipe da Casa de Davi e a de operário; e assim também, numa sociedade cristã, devem conviver, harmonicamente e sem conflitos, pessoas de classes sociais distintas, todas colaborando entre si na prática das virtudes cristãs da justiça e da caridade.

2. Santo Atanásio (+ Alexandria, Egito, 373)

Nascido no Egito, presenciou ainda jovem ao Concílio de Nicéia, onde foi definida a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, consubstancial ao Pai. Toda a vida de Santo Atanásio pode resumir-se como a proclamação dessa grande verdade de fé contra a heresia ariana, que chegou a dominar a hierarquia eclesiástica de quase todo o mundo. Como bispo de Alexandria, durante 45 anos combateu arduamente o erro, pela pregação e por meio de escritos, e sofreu por isso cruéis perseguições e calúnias, sendo cinco vezes desterrado.  

3. São Filipe e São Tiago, Apóstolos (+ séc. I)

São Filipe era natural de Betsaida, e deixou esposa e filhos para seguir a Nosso Senhor. Sofreu o martírio na Ásia Menor. São Tiago, chamado o Menor, era primo de Nosso Senhor e foi o primeiro bispo de Jerusalém, cidade na qual recebeu a graça do martírio.

4. São Floriano, Mártir (+ Caríntia, 304)

Oficial veterano do exército imperial, foi martirizado na Caríntia, atual Áustria, no tempo de Diocleciano, porque o descobriram visitando na prisão cristãos ali detidos. Foi afogado num rio.

5. Santo Hilário de Arles (+ França, 449)

Embora nascido na Gália (França atual), sua família era de origem grega. Sucedeu a seu parente Santo Honorato no Bispado de Arles.  

6. Santo Evódio (+ Antioquia, séc. I)

Recebeu a sagração episcopal do próprio Apóstolo São Pedro, a quem sucedeu na Sé de Antioquia. Naquela mesma cidade foi martirizado. Segundo a tradição, tinha sido discípulo de Nosso Senhor.  

7. Santa Flávia Domitila (+ Roma, séc. I)

Pertencia à nobre família dos Flavianos, sendo parente próxima dos imperadores Vespasiano, Tito e Domiciano. Este último mandou desterrar Santa Flávia Domitila para uma ilha, por ser notoriamente cristã, e nessa ilha ela sofreu o martírio.

8. São Vítor (+ Milão, 303)

Era proveniente da Mauritânia, na África, e pertencia à famosa Guarda Pretoriana. Recusou-se a sacrificar aos deuses pagãos e por isso sofreu vários tormentos, sendo por fim decapitado. É padroeiro da cidade de Milão.

9. Beato Nicolau Albergati (+ 1143)

Pertencia à Ordem dos Cartuchos e foi bispo de Bolonha. O Papa Martinho V nomeou-o para a missão diplomática de estabelecer a paz entre a Inglaterra e a França.  

10. Santo Antonino de Florença (+ 1459)

Era dominicano, amigo íntimo do Beato Angélico, o famoso pintor. Nomeado arcebispo de Florença, fugiu para não ter que assumir o cargo, mas afinal foi encontrado e teve por força que aceitá-lo. Revelou-se um grande prelado, cheio de zelo e espírito apostólico. Combateu o neo-paganismo renascentista e defendeu o Papado no Concílio de Basiléia. Deixou escritos teológicos de valor. Tal era sua fama de santidade no tempo em que vivia que, certa vez, o Papa Nicolau V declarou em público que o julgava tão digno de ser canonizado ainda vivo quanto São Bernardino de Sena, que acabava de ser elevado às honras dos altares.

11. Santos Abades de Cluny (sécs. X a XII)

Entre 926 e 1156, a célebre Abadia de Cluny, na França, foi governada quase ininterruptamente por abades santos: Santos Odon (926-942), Majolo (965-994), Odilon (998-1048), Hugo (1049-1109) e Pedro, o Venerável (+ 1156). Nesse período Cluny espalhou sua influência benéfica por toda a Europa, chegando a coordenar mais de 2000 mosteiros fervorosos, revigorando espiritualmente toda a Cristandade e produzindo também na ordem temporal efeitos salutares.

12. Beata Joana de Portugal (+ Aveiro, 1490)

Filha primogênita do rei D. Afonso V, possuía grande beleza e personalidade marcante. Exerceu a regência do Reino quando seu pai foi à frente de uma esquadra conquistar Arzila e Tânger, na África. Desejosa de se consagrar a Deus na Ordem dominicana, precisou vencer a resistência do pai e de seu irmão D. João (futuro D. João II) que desejavam um casamento vantajoso para ela. Conseguiu ingressar no convento dominicano de Aveiro, mas devido a sua má saúde foi impedida de professar. Continuou passando no convento a maior parte do seu tempo, conservou o hábito religioso; mesmo quando estava fora do convento praticava eximiamente a regra da Ordem. Morreu em 1490 e foi beatificada em 1693.

13. Nossa Senhora de Fátima (1917)

Nesse dia realizou-se, em Portugal, a primeira das seis aparições  da Virgem aos privilegiados videntes Lúcia, Francisco e Jacinta.  

14. São Matias, Apóstolo (+ séc. I)

Era discípulo de Nosso Senhor Jesus Cristo e foi designado para substituir, no Colégio Apostólico, o infame Judas Iscariotes. Segundo a tradição, levou o Evangelho à Etiópia, onde sofreu o martírio.

15. Santo Isidoro, o Lavrador (+ Madri, séc. XII)

Era um modesto lavrador e trabalhava como empregado em terras que não lhe pertenciam. Sem se importar com sua pobreza, cumpria rigorosamente os deveres de empregado, conseguindo conciliá-los com a oração e a contemplação contínuas, e com atos sublimes de caridade. Atingiu por esse meio exímia santidade. Sua vida é cheia de fatos maravilhosos. Foi canonizado em 1622 e é padroeiro da cidade de Madri.

16. São João Nepomuceno (+ Praga, 1383)

Natural da Boêmia, foi pregador na Corte de Venceslau IV, em Praga, sendo também confessor da rainha. O rei quis a todo custo obrigá-lo a revelar o que ouvira da rainha em confissão, e mandou torturá-lo de modo cruel, mas o Santo se recusou a violar o segredo sacramental e foi, por isso, lançado ao rio Moldávia, conquistando dessa forma a palma do martírio.

17. São Pascoal Bailão (+ Valência, Espanha, 1592)

Nascido no Reino de Aragão, era irmão leigo franciscano e se destacou pela humildade, pela obediência e sobretudo pela devoção ao Santíssimo Sacramento, diante do qual permanecia longas horas em adoração. É padroeiro dos Congressos Eucarísticos.  

18. São Félix de Cantalício (+ Roma, 1587)

Irmão leigo capuchinho, vivia pelas ruas de Roma pedindo esmolas para a manutenção de seu convento. A todos os benfeitores, respondia invariavelmente "Deo gratias" (graças a Deus). Foi, por isso apelidado de Frei Deo Gratias. 

19. Santo Ivo (+ França, 1303)

É um dos mais populares santos da Bretanha. Pode-se dizer que toda a sua vida foi dedicada à prática da virtude da Justiça, como advogado e depois como sacerdote e juiz eclesiástico. Atendia gratuitamente aos pobres e desvalidos e dava-lhes orientação jurídica segura para que seus direitos fossem respeitados. Faleceu aos 50 anos, e já em vida gozava de fama de grande santidade. É padroeiro dos advogados e dos juízes.

20. São Bernardino de Sena (+ Áquila, Itália, 1444)

Franciscano e pregador popular, conseguia conversões prodigiosas de seus ouvintes. Obteve mais de 2000 vocações para a Ordem franciscana. Foi grande propagandista da devoção ao Santo Nome de Jesus e recusou três vezes a dignidade de bispo. Foi canonizado seis anos depois do seu falecimento.

21. Santo Hospício (+ França, séc. VI)

Viveu na região de Nice, no sul da França, numa velha torre, praticando jejuns e penitências. Recebeu de Deus o dom dos milagres e o de profetizar. Segundo o Martirológio Romano, predisse a invasão dos lombardos e, depois de esta se ter realizado, esforçou-se para converter os invasores.

22. Santa Rita de Cássia (+ Itália, 1457)

Suportou durante 18 anos um marido brutal que lhe era infiel e a maltratava, até que conseguiu convertê-lo. Quando este foi assassinado e seus dois filhos juraram vingar-se dos matadores, pediu a Deus que tirasse a vida dos filhos antes que eles cometessem o feio pecado da vingança, e foi atendida. Ingressou depois de viúva num convento agostiniano e ali recebeu na fronte, como privilégio, um dos espinhos da coroa de Nosso Senhor. Sua vida é repleta de milagres e episódios maravilhosos. É a padroeira das mulheres que sofrem com os maridos, e é também chamada "advogada das causas perdidas" e "Santa dos impossíveis".

23. São João Batista de Rossi (+ Roma, 1764)

Sacerdote nascido perto de Gênova, passou quase toda a vida em Roma, onde praticou eminentes atos de caridade a serviço dos pobres e dos prisioneiros, e onde foi grande apóstolo do confessionário. É considerado "o São Vicente de Paulo de Roma".

Saiba mais sobre São João Batista de Rossi e conheça sua oração

24. Nossa Senhora Auxiliadora

Invocação acrescentada à Ladainha Lauretana pelo Papa São Pio V, em ação de graças pela miraculosa vitória das armas cristãs em Lepanto, no ano de 1571.

25. São Gregório VII, Papa (+ Salerno, 1085)

É sem dúvida um dos maiores Papas de toda a História da Igreja. Nascido numa família pobre, foi monge beneditino e fez um estágio no famoso Mosteiro de Cluny, do qual era Abade Santo Hugo. Foi colaborador do Papa São Leão IX e mais tarde ascendeu ao trono pontifício, no qual desenvolveu um grande plano de reformas, para revigorar o fervor e a disciplina da Igreja e para defendê-la contra as ingerências do poder civil. Enfrentou com grande coragem e firmeza o imperador alemão Henrique IV e sofreu perseguições, não sendo poupado pela calúnia. Morreu fora de Roma, pronunciando a célebre frase: "Amei a justiça e odiei a iniqüidade; por isso morro no exílio".

26. São Filipe Néri (+ Roma, 1595)

Nascido em Florença, foi o Apóstolo de Roma, ali tendo fundado a Congregação dos Padres do Oratório, com o objetivo de fazer apostolado entre os católicos leigos da Cidade Eterna. Era conhecido pelo bom humor e pela forma original e vivaz, muito adequada ao público italiano, com que pregava e ensinava. Amigo de vários Papas, nunca quis aceitar a dignidade cardinalícia.

27. Santo Agostinho de Cantuária (+ 604)

Monge beneditino em Roma, enviado pelo Papa São Gregório Magno à Inglaterra, onde converteu o rei Etelberto de Kent e evangelizou a população da ilha. Foi o primeiro arcebispo de Cantuária.

28. São Germano de Paris (+ 576)

Sua mãe, precursora de tantas mães hedonistas e desnaturadas de nossos dias, não desejava seu nascimento e quis abortá-lo, sem o conseguir. Ainda criança, uma tia quis envenená-lo, mas Deus mais uma vez o preservou. Educado por um parente que era ermitão, São Germano foi bispo de Paris e teve grande influência na Corte merovíngia. 

29. São Maximino de Trèves (+ França, 349)

Bispo de Trèves, destacou-se na luta contra os erros do arianismo. Teve a coragem de acolher Santo Atanásio, bispo de Alexandria, que por ser anti-ariano fora desterrado para Trèves pelo imperador.  

30. Santa Joana d'Arc (+ Rouen, França, 1431)

A donzela suscitada por Deus para libertar a França dos ingleses, depois de vencer as resistências dos que não queriam reconhecer a sua missão, conseguiu obter vitórias espantosas sobre os invasores e obteve a coroação do rei Carlos VII em Reims. Sua obra parecia terminada, mas Deus ainda queria dela um sacrifício supremo. Traída e entregue aos ingleses, foi julgada iniquamente e queimada como feiticeira. Mais tarde a Igreja a reabilitou e reconheceu a heroicidade de suas virtudes. Foi beatificada em 1909, pelo Papa São Pio X, e canonizada por Bento XV em 1920.

31. Nossa Senhora da Visitação

Neste dia a Igreja festeja a visita de Nossa Senhora (que já portava em seu seio puríssimo a Nosso Senhor Jesus Cristo) a sua prima Santa Isabel, que se achava grávida e da qual nasceria São João Batista, o Precursor.

☞ Reze agora a Prece, Oração e Magnificat de Nossa Senhora da Visitação


quinta-feira, 12 de abril de 2018

São Vitor de Braga ✞ Prece da luta contra as crises

Igreja de São Victor, na freguesia de São Vitor,  cidade, concelho e distrito de Braga, Portugal.

São Vitor ou Victor, nasceu em Portugal, na aldeia de Passos, próxima a Braga, vivendo uma juventude focada em Deus, catecúmeno, se preparava para receber o Batismo.


Uma pessoa de bom coração, São Vitor sempre foi amigo de todos, porém um dia o santo se encontrou com um grupo de idólatras que celebrava a "Ambaruelia", ou "Suilia", a grande festa em honra à deusa Ceres. Ele se recusou a participar e foi então levado pelos homens até o governador. Sendo questionado, confessou perante o tribunal que era cristão. 

O Dia de São Vitor celebra-se em 12 de abril.

O Martírio

Por volta do ano 306, São Vítor viveu o martírio, que ao não renunciar sua fé em Jesus Cristo, foi preso em uma árvore e flagelado, seu corpo foi queimado com lâminas ardentes até que suas entranhas fossem vazadas, sendo em seguida decapitado. Devido ao seu martírio, e fé inabalado, foi considerado um dos Santos Mártires da Igreja, mesmo ainda jovem.

Prece de São Vitor de Braga, da luta contra as crises 


"Deus, nosso Pai, São Vitor sentiu a poderosa força da Vossa presença, não se deixou abater pelo medo e pelas torturas sofridas. Ao contrário, rendeu graças pelo Vosso amor. 

Senhor, dai-nos a graça da Vossa presença nesta nossa caminhada sinuosa. Vossa mão nos indique o caminho para que não passemos a vida inteira errante de sentido e direção. Sigamos Vossos passos rumo à ressurreição. 

Senhor, que nos deixemos curar e sejamos curados de nossas chagas; que dêmos ao mundo testemunho de nossa alegria. O nosso ofício seja servir e semear a esperança nos corações aflitos e desesperançados. 

Toda lágrima seja enxugada, toda aflição e gemido sejam ouvidos, toda promessa cumprida. Todo o gênero humano Vos renda graças por Vossas maravilhas. 

Amém!"



segunda-feira, 2 de abril de 2018

Santos católicos do mês de Abril

Imagens de alguns Santos e Santas do Mês de Abril

1. Santo Hugo de Grénoble (+ Grénoble, França, 1132)

Aos 28 anos de idade foi sagrado bispo pelo Papa São Gregório VII. Durante 52 anos ficou à testa da diocese de Grénoble, por obediência, embora se sentisse atraído para a vida monástica. Deu apoio a São Bruno, fundador da Cartuxa, e colaborou eficazmente na reforma da Igreja iniciada por São Gregório e continuada por seus sucessores. Tal era a fama de sua santidade que foi canonizado apenas dois anos depois de ter falecido.

2. São Francisco de Paula (+ França, 1508)

Fundador da Ordem dos Mínimos, São Francisco de Paula foi célebre por sua santidade, pelos milagres que praticou e pelas profecias que fez acerca do futuro da Igreja. Por humildade, nunca quis ser ordenado sacerdote. Veja oração e saiba mais...

3. São Ricardo de Chichester (+ Inglaterra, 1253)

Seus pais eram camponeses pobres e morreram muito cedo. Órfão, teve que lutar com grandes dificuldades para concluir, com grande brilho, os estudos superiores. Foi professor e depois reitor da Universidade de Oxford. Somente aos 46 anos aceitou de ser ordenado sacerdote. Um ano depois foi feito bispo de Chichester. Como o rei Ricardo III não aprovou sua nomeação, teve que entrar na diocese disfarçado em mendigo e durante dois anos exerceu as funções episcopais na clandestinidade, até que o rei, afinal, o aceitou. Ficou célebre por sua piedade e pelo zelo com que administrou a diocese. Quando faleceu, aos 56 anos, estava empenhado na pregação de uma Cruzada.

4. Santo Isidoro de Sevilha (+ Sevilha, 636)

Sucedeu a seu irmão São Leandro no Bispado de Sevilha. Piedoso e cheio de zelo, era um dos homens mais cultos do tempo e deixou escritos profundos e originais. Sua atividade como bispo foi fecunda e incansável. O VIII Concílio de Toledo se referiu a ele com estas palavras: "doutor insigne do nosso século, novíssimo ornamento da Igreja Católica, o varão mais sábio dos últimos séculos, cujo nome deve ser pronunciado com reverência".

5. São Vicente Ferrer (+ França, 1419)

Dominicano natural da Catalunha, foi apóstolo brilhante e converteu grande número de hereges e muçulmanos. Pregou na Itália, no sul da França e na sua terra natal. Esforçou-se para que fosse restabelecida a unidade da Igreja, durante o grande cisma do Ocidente.

6. São Marcelino de Cartago (+ África, 413)

São Marcelino era alto funcionário do Império e possuía grande cultura. Amigo de São Jerônimo e de Santo Agostinho, foi morto devido a intrigas dos hereges donatistas, cujos erros combatia tenazmente.

7. S. João Batista de la Salle (+ Rouen, França, 1719)

Fundou o Instituto dos Irmãos das Escolas Cristãs, dedicados ao ensino de meninos. Teve dificuldades com alguns de seus mais próximos colaboradores. Deixou as funções de superior e dedicou os últimos tempos de vida à oração e ao sacrifício.

8. São Guálter, Confessor (+ Pontoise, França, 1099)

Foi eleito abade do Mosteiro de São Martinho de Pontoise mas, julgando-se indigno dessa dignidade, várias vezes fugiu, sendo sempre procurado pelos seus súditos, que o reconduziam de volta ao mosteiro. Apelou ao Papa São Gregório VII, tentando convencer o Pontífice de que era indigno. Mas São Gregório, reconhecendo a profunda humildade dele, ordenou-lhe que reassumisse as funções de abade e nunca mais pensasse em abandoná-las.

9. Santa Valdetrudes (+ Bélgica, 688)

Era irmã de Santa Aldegundes. Foi mãe de família e deu tão excelente educação aos seus quatro filhos, que todos eles foram santos. De comum acordo com seu esposo, separaram-se, indo ele para uma abadia e edificando ela um mosteiro feminino do qual foi superiora.

10. Santos Terêncio e 39 Companheiros Mártires (+ Cartago, 250)

Durante a perseguição do imperador Décio, sofreram tormentos cruéis e foram, afinal, degolados, por se terem recusado a sacrificar aos ídolos. 

11. Santa Gema Galgani (+ Luca, Itália, 1903)

Foi grande mística e amiga da Cruz de Nosso Senhor, e teve o privilégio de receber os estigmas da Paixão. Via com freqüência seu Anjo da Guarda, que lhe dava conselhos e a ajudava. Deus, por algum misterioso desígnio, permitia que o demônio a perseguisse e maltratasse. Quis entrar no convento das passionistas, mas não conseguiu. Morreu aos 25 anos de idade, espiritualmente ligada à Congregação passionista.

12. São Vítor de Braga, Mártir (+ Braga, Portugal, séc. IV)

Era jovem catecúmeno e ainda não recebera o batismo quando sofreu o martírio, porque se recusou a cultuar deuses pagãos. Foi açoitado, teve o corpo rasgado por lâminas em brasa e afinal foi decapitado, proclamando sempre, com ardor, sua fé em Jesus Cristo. 

Veja a oração e saiba mais sobe a vida e martírio de S. Vítor de Braga

13. Santo Hermenegildo (+ Sevilha, 586)

Príncipe herdeiro do reino visigótico, combateu com armas na mão o arianismo, religião oficial do Estado. Foi excluído da sucessão e decapitado por ordem de seu pai, o rei Leovigildo, que professava fanaticamente a heresia.

14. Santo Ardalião (+ séc. IV)

O Martirológio Romano registra que viveu no Oriente e era ator. Certo dia em que, numa comédia, estava zombando dos cristãos, foi subitamente tocado pela graça e proclamou-se cristão diante do público pagão, sofrendo o martírio em conseqüência disso.

15. São Crescêncio (+ Mira, Ásia Menor, séc. IV)

Católico fervoroso, teve a coragem de reprovar publicamente um culto pagão, sendo por isso levado à prisão e martirizado pelo fogo. 

16. São Benedito José Labre (Roma, + 1783)

Natural da França, não conseguiu ser religioso, como desejava. Adotou então a condição de mendigo voluntário, e passou a vida em contínua peregrinação a santuários. 

17. Santo Aniceto, Papa (+ Roma, 166)

Nascido na Síria, foi Papa de 154, quando sucedeu a São Pio I, até 166, quando sofreu o martírio. Durante seu pontificado enfrentou com vigor a heresia gnóstica, que então devastava os meios católicos. Foi visitado certa vez pelo venerável São Policarpo de Esmirna, que apesar da idade avançada se deslocou do Oriente até Roma para esclarecer com o sucessor de Pedro um assunto controverso: qual deveria ser a data da celebração da Páscoa.

18. Sto. Apolônio, o Apologeta (+ Roma, 185)

Era senador romano e gozava de grande prestígio, não só por sua elevada condição social mas também por sua cultura excepcional, pelos dotes de eloqüência e pela distinção de maneiras. Converteu-se à Religião católica e iniciou um intenso e eficaz trabalho de apostolado junto às elites romanas. Denunciado às autoridades como cristão, aproveitou-se das suas condições especiais que lhe garantiam o direito de ser julgado pelo Senado, e ali desenvolveu uma longa e completa defesa do Cristianismo contra as falsas acusações de que este era objeto e declarando estar pronto a morrer por Nosso Senhor. Foi, efetivamente, condenado à morte e decapitado. No momento extremo fez ainda uma última profissão de fé. Sua morte teve, como é compreensível, enorme repercussão no Império e contribuiu muito para abalar o decadente paganismo.

19. Santo Expedito (+ 303)

Nascido na Alsácia e eleito Papa em 1048, Expedito foi exemplo de piedade, de zelo e de autêntico espírito pastoral, não receando agir com firmeza quando necessário. Lutou contra os abusos e escândalos de muitos membros do Clero, combatendo a simonia e a vida moral desregrada. Um de seus auxiliares de mais confiança nessa obra de reforma de costumes foi o monge Hildebrando, que depois se tornaria o grande Papa São Gregório VII. Excomungou o ambicioso e insubordinado Miguel Cerulário, patriarca cismático de Constantinopla, consumando-se assim o grande cisma do Oriente.

Santo Expedito foi martirizado na Armênia. Ele era militar, foi decapitado no dia 19 de abril de 303, sob o imperador Dioclesiano, que subira ao trono de Roma em 284. Ele levava uma vida devassa; mas um dia, tocado pela graça de Deus, resolveu mudar de vida. Foi então que lhe apareceu o Espírito do mal, em forma de corvo, e lhe segredou "cras....! cras....! cras....!" palavra latina que quer dizer: amanhã...! amanhã...! amanhã...!, isto é deixe para amanhã! Não tenha pressa! Adie sua conversão! Mas Santo Expedito, pisoteando o corvo, esmagou-o, gritando: HODIE! Quer dizer: HOJE! Nada de protelações! É pra já!

Outro santo do dia 19 de abril é São Leão IX, Papa (+ Roma, 1054)

☞ Oração do Dia de Santo Expedito (19 de abril)

☞ Santo Expedito ☧ 19 de abril ☧ O Santo das Causas Urgentes 

20. Sta. Inês de Montepulciano (+ Itália, 1312)

Ingressou com apenas 9 anos num convento agostiniano e foi aos 14 nomeada ecônoma desse convento. Algum tempo depois, inspirada por Deus, obteve licença para deixar essa comunidade e fundar outra, da Ordem dominicana. Sua vida é repleta de episódios maravilhosos, sendo abundantes os milagres e as graças místicas. Faleceu aos 43 anos.

21. Sto. Anselmo de Cantuária (+ Inglaterra, 1109)

Nascido no norte da Itália, foi monge e depois abade na França, e por fim  arcebispo de Cantuária, na Inglaterra. Grande intelectual, contribuiu para os estudos filosóficos de seu tempo e é considerado o verdadeiro criador da Escolástica. Esforçou-se para assegurar a liberdade da Igreja na Inglaterra contra as intromissões do poder real, sendo perseguido por sua firmeza.

22. São Sotero, Papa  (+ 175)

Napolitano de origem, foi eleito Papa em 161, substituindo a Santo Aniceto. Depois de um pontificado fecundo em que manifestou zelo e compaixão pelos pobres, teve a glória de derramar seu sangue por Nosso Senhor Jesus Cristo, durante a perseguição de Marco Aurélio.

Dia 22 de abril também lembramos Santa Maria Egipcíaca (+ Palestina, séc. V)...

Santa Maria Egipcíaca, natural do Egito, abandonou a casa paterna aos 12 anos de idade e se tornou pecadora escandalosa. Tinha 29 anos quando, tocada pela graça, converteu-se e fugiu para um local isolado, na Palestina, onde passou 47 anos sem ver nenhuma criatura humana e fazendo as mais austeras penitências.

23. São Jorge, Guerreiro (+ Lida, Palestina, 303)

Pouco se conhece a respeito de sua vida, sabendo-se apenas que era militar e sofreu o martírio durante a perseguição de Diocleciano. Seu culto se espalhou rapidamente pelo Oriente, e por ocasião das Cruzadas teve grande penetração no Ocidente. Muitas lendas correm a seu respeito, entre as quais a mais popular é a do dragão, que teria sido morto por ele. São Jorge é padroeiro da Inglaterra e da Etiópia. O grito de combate dos portugueses durante a Batalha de Aljubarrota (1385) era: "Por Portugal e São Jorge". O Brasil herdou de Portugal a tradição de incorporar, nas procissões de Corpus Christi, uma imagem de São Jorge montado a cavalo e armado como militar. 

Clique e leia mais sobre o nosso amado e glorioso São Jorge...

Oração ao Santo Guerreiro - São Jorge - 23 de Abril

☞ Santo Adalberto de Praga, 23 de abril

24. São Fidélis de Sigmaringa (+ Suíça, 1622)

Nasceu na Alemanha e foi advogado brilhante antes de ingressar na Ordem dos Capuchinhos, onde se destacou pelo zelo apostólico e pela caridade. Sendo designado para pregar na Suíça, devastada pela heresia protestante, serviu-se da pregação e do confessionário para combatê-la eficazmente. Quando converteu dois calvinistas célebres, atraiu de modo especial os ódios de fanáticos sectários que o ameaçaram de morte, sem entretanto conseguirem demovê-lo de prosseguir seu trabalho. Algum tempo depois deram-lhe um tiro de mosquete enquanto pregava, mas não foi atingido e continuou pregando, recusando-se a interromper a missão. Nesse mesmo dia, porém, caiu nas mãos de um grupo de calvinistas e o mataram a punhaladas. Tinha então 45 anos.

25. São Marcos Evangelista (+ Egito, 86)

Foi discípulo de São Pedro, acompanhou durante algum tempo o Apóstolo São Paulo, depois redigiu o segundo Evangelho e pregou no Egito, onde alcançou a palma do martírio.

26. Nossa Senhora do Bom Conselho

Esta invocação, incluída na Ladainha Lauretana, é muito antiga. Na Idade Média, num santuário situado em Scutari, na Albânia, venerava-se um afresco milagroso de Nossa Senhora do Bom Conselho. Em 1467, quando os turcos maometanos estavam dominando a Albânia, Anjos destacaram o afresco da parede e o transportaram pelos ares até a cidade de Genazzano, próxima a Roma. Ali permanece há mais de 500 anos, sendo objeto de grande devoção e ocasião de inúmeros milagres.

27. Santa Zita (+ Luca, 1278)

Foi durante 40 anos criada de uma família nobre na cidade italiana de Luca. Distribuía aos pobres o pouco que lhe sobrava do salário recebido. Sua santidade foi reconhecida ainda em vida, e confirmada por grande número de milagres. É padroeira das empregadas domésticas e patrona de Luca.

28. São Luís Maria Grignion de Montfort (+ França, 1716)

Grande doutor marial dos tempos modernos, combateu arduamente a influência jansenista nos meios católicos, pregou no noroeste da França -- precisamente na região em que, 80 anos depois, os camponeses se levantaram de armas na mão contra a Revolução Francesa -- e fundou a Companhia de Maria e a Congregação das Filhas da Sabedoria. Vivia abrasado no amor de Deus e de sua Santa Mãe, e aspirava ardentemente, como demonstram seus escritos, pelo advento de uma época em que Nossa Senhora fosse efetivamente obedecida como Rainha. Sua obra mais célebre é o "Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem" , em que ensina a Escravidão por amor à Santíssima Virgem como meio mais seguro de servir a seu Divino Filho.

29. Santa Catarina de Sena (+ Itália, 1380)

Era leiga, pertencia à Ordem Terceira de São Domingos, recebeu graças místicas extraordinárias e formou numerosos discípulos. É considerada a maior glória da espiritualidade dominicana. Embora mística e contemplativa, exerceu influência enorme na vida política e social de seu tempo, tendo trabalhado para o retorno do Papado de Avinhão para Roma. Deixou numerosos escritos e faleceu com apenas 33 anos.

30. São Pio V, Papa (+ Roma, 1572)

Nascido no norte da Itália, ingressou aos 14 anos na Ordem dominicana e fez uma brilhante carreira eclesiástica, como bispo, cardeal, inquisidor-mor e por fim Papa. Teve um pontificado breve, mas extremamente fecundo. Aplicou as decisões do Concílio de Trento, estabeleceu o texto oficial da Santa Missa e do Ofício Divino, foi responsável pela publicação do Catecismo Romano e ordenou o ensino da Teologia tomista nas universidades. Sua principal obra foi a convocação de uma Cruzada contra o perigo muçulmano. Conseguiu a duros esforços coordenar os interesses de potências católicas e levá-las à vitória de Lepanto, em 1571.


quinta-feira, 8 de março de 2018

Santos católicos do mês de Março

Imagens de alguns Santos e Santas do Mês de Março

1. Santo Albino (+ Angers, França, 550)

Era de origem nobre e durante 35 anos governou como abade um mosteiro. Já sexagenário, foi eleito para o Bispado de Angers. Combateu corajosamente, arriscando nisso sua própria vida, um costume bárbaro muito praticado na época: o casamento incestuoso de homens com suas irmãs ou filhas. Convocou dois concílios regionais, contra esse costume condenado pela moral católica.

2. São Simplício, Papa (+ Roma, 488)

Foi Papa de 468 a 483 e assistiu, durante seu pontificado, à queda do Império Romano do Ocidente, acontecimento que abalou o mundo e afetou grandemente as condições de vida da Igreja. Soube conduzir com firmeza a Barca de Pedro em meio aos mares revoltosos, combatendo também com vigor o nestorianismo e o monofisitismo, duas heresias que na época ameaçavam a integridade da doutrina católica.

3. São Marino e Santo Astério (+ Palestina, 262)

Narra o Martirológio Romano que Marino era um militar cristão que iria ser promovido ao grau de centurião. Um rival, invejoso, denunciou-o como cristão, e São Marino aceitou o martírio para não trair sua fé. Astério, senador romano que assistiu ao suplício de Marino, recolheu seu corpo com respeito e veneração, sendo por isso também condenado à morte.

4. São Casimiro (+ Grodno, Lituânia, 1484)

Era filho de Casimiro IV, rei da Polônia e grão-duque da Lituânia. Durante quatro anos governou, em nome do pai, o reino da Polônia. Piedoso e devoto da Virgem, fez ainda muito jovem voto de castidade, e recusou-se por isso a casar com uma princesa filha do imperador do Sacro Império. Morreu aos 23 anos, deixando fama notória de santidade.

5. São Teófilo (+ Palestina, 195)

Bispo de Cesaréia, na Palestina, destacou-se pelo amor que demonstrou na defesa das tradições apostólicas em matéria litúrgica.

6. Santa Rosa de Viterbo (Viterbo, Itália, + 1252)

Morreu com apenas 18 anos. Sua vida é repleta de episódios maravilhosos. Com apenas 12 anos já exortava a população de Viterbo a fazer penitência e a se manter fiel à Igreja, sem dar ouvidos às heresias que se difundiam na época. Seu corpo foi preservado da corrupção após a morte, e conservou-se perfeitamente intacto até mesmo depois de um incêndio que consumiu a madeira do próprio caixão.

7. Sta. Perpétua e Sta. Felicidade (+ Cartago, 203)

Perpétua era uma nobre cartaginesa, de 22 anos, e Felicidade era uma escrava também jovem. Por serem cristãs foram aprisionadas. Perpétua levou consigo um filhinho de tenra idade, e Felicidade estava grávida e deu à luz na prisão, dois dias antes de serem martirizadas. Ambas tiveram seus nomes inscritos no Cânon da Missa.

8.São João de Deus (+ Granada, 1550)

Português natural do Alentejo, fundou em Granada a Ordem da Caridade, que depois ficou mais conhecida como Ordem dos Irmãos Hospitalários de São João de Deus. É patrono dos enfermeiros e dos hospitais católicos.

9. São Domingos Sávio (+ Riva de Chieri, Itália, 1857)

Aluno e filho espiritual de São João Bosco, morreu com apenas 15 anos de idade. Seu lema de vida era "antes morrer que peca". É um dos patronos da juventude católica.

10. Quarenta Santos Mártires de Sebaste (+ Armênia, 320)

Eram quarenta soldados cristãos, de várias nacionalidades, que foram presos e submetidos ao suplício de serem lançados nus, em pleno inverno, num lago semigelado. Foi um suplício lento e extremamente doloroso. A certa altura um dos supliciados resolveu renunciar a Jesus Cristo e saiu do lago, morrendo imediatamente e sem ter alcançado a palma do martírio. Um dos guardas pagãos, tocado pela graça, lançou-se ao lago proclamando que também queria ser cristão e morrer por Nosso Senhor. Ficou completo, assim, o número dos mártires.

11. Santo Eulógio, Mártir (+ Córdoba, Espanha, 859)

Sacerdote de grande erudição e piedade, insurgiu-se contra a tendência que então manifestavam muitos católicos, chefiados pelo ímpio bispo Recaredo, de aceitarem passivamente a influência muçulmana, e conclamou os fiéis a aceitarem o martírio antes de traírem sua fé. Deu ele mesmo exemplo da doutrina que ensinava, sendo decapitado por amor a Jesus Cristo.

12. Santo Inocêncio I, Papa (+ 417)

Teve um pontificado de 16 anos, operoso e acidentado, durante o qual Roma foi invadida e saqueada pelos bárbaros visigodos. Santo Inocêncio teve ainda lutas acesas contra as heresias do tempo e precisou defender São João Crisóstomo, que fora injustamente despojado do Patriarcado de Constantinopla.

13. São Nicéforo (+ 828)

Foi Patriarca de Constantinopla e faleceu no desterro, porque defendeu o culto às imagens sagradas contra a heresia dos iconoclastas. É honrado como mártir pelo muito que sofreu, nas perseguições de que foi vítima por sua fidelidade à doutrina e ao espírito da Santa Igreja.

14. Santa Matilde (+ 968)

A rainha Santa Matilde, depois de viúva de Henrique, o Passarinheiro, foi despojada de seus bens pelos filhos e ficou algum tempo reclusa num mosteiro. Quando recuperou sua posição, dedicou-se a obras de caridade e fundou igrejas, mosteiros e hospitais. Praticou milagres e fez profecias. Foi avó de Hugo Capeto, primeiro monarca francês da dinastia capetíngia. De Santa Matilde descendem os reis de Portugal e a Família Imperial Brasileira.

15. São Clemente Maria Hofbauer (+ Viena, 1820)

Nascido na Morávia, de uma família muito pobre, teve extrema dificuldade para conseguir ordenar-se sacerdote. Entre outras atividades, trabalhou como aprendiz de padeiro, ao mesmo tempo que estudava arduamente nas horas vagas. Ordenado aos 34 anos de idade, ingressou na Congregação redentorista e desenvolveu, durante 20 anos, um fecundo apostolado missionário em Varsóvia. Transferindo-se para Viena, capital do Império, prosseguiu sua obra e se transformou no apóstolo da intelectualidade vienense.


16. São Julião de Anazarbus (+ Cilícia, Ásia Menor, séc. IV)

Tinha 18 anos e era filho de um senador quando foi preso por ser cristão, durante o reinado de Diocleciano. Resistiu a tormentos, foi depois submetido a um período em que tentaram pervertê-lo por métodos suaves, foi depois conduzido por vilas e aldeias da região, para que todos os pagãos zombassem dele. Mas nada o demoveu de sua fidelidade a Jesus Cristo. Foi, afinal, lançado ao mar, dentro de um saco, com serpentes venenosas e escorpiões.

17. São Patrício (+ Irlanda, 461)

Apóstolo da Irlanda, levou o Evangelho àquela nação, que havia retornado ao paganismo. Converteu os chefes dos clãs e, a partir deles, suas famílias. Fundou mosteiros e de tal modo intensificou o espírito católico na Irlanda que esta foi chamada "Ilha dos Santos". 

 Oração do Dia de São Patrício (Saint Ptrick's Day)

18. São Cirilo de Jerusalém (+ 386)

Patriarca de Jerusalém, sofreu perseguições dos hereges durante seu pontificado, sendo três vezes desterrado e passando, no total, 16 anos no exílio.

19. São José (+ séc. I)

Príncipe da Casa Real de Davi e ao mesmo tempo humilde carpinteiro, é difícil se poder avaliar a grandeza de sua missão. É considerado o Patrono da Boa Morte porque morreu assistido pela Santíssima Virgem, sua Esposa, e pelo próprio Homem-Deus, de quem era pai adotivo. Foi também declarado Patrono da Santa Igreja.

 São José ☧ Saint Joseph (Oração)

20. São Martinho de Braga (+ 580)

Nascido em território que atualmente pertence à Hungria, transferiu-se para a Península Ibérica, depois de ter sido durante algum tempo monge na Terra Santa. Foi bispo de Braga, a Sé Primacial de todas as Espanhas. Era muito grande sua erudição e deixou escritos de grande valor.

21. São Nicolau de Flue (+ Suíça, 1487)

É o santo mais popular e conhecido da Suíça. Foi casado e teve dez filhos, um dos quais chegou a ser presidente da Confederação Helvética. Participou de uma expedição militar, lutando com a espada numa mão e o terço na outra e teve intensa participação na vida política de seu país. Chegou a recusar a chefia de Estado, que lhe foi oferecida. Tinha 50 anos quando, com o consentimento da esposa, passou a viver isolado, como contemplativo. Durante 20 anos, por um milagre espantoso, não tomou nenhum alimento que não fosse o Santíssimo Sacramento. Mesmo no recolhimento, não perdeu o interesse pela situação política de sua terra. Certa ocasião em que estava para se romper a unidade da Suíça, redigiu pessoalmente um projeto de constituição e conseguiu convencer as autoridades a manterem a unidade nacional. É por isso considerado o Pai de sua Pátria.

22. Santa Léia (+ Roma, 383)

Nobre romana, dirigida espiritual de São Jerônimo, que escreveu seu elogio. Depois de viúva retirou-se a um mosteiro, do qual chegou a ser superiora.

23. São Turíbio de Mogrovejo (+ Peru, 1606)

Era advogado e membro destacado do Tribunal da Santa Inquisição, no sul da Espanha. Embora fosse leigo, seu conhecimento teológico e sua piedade fizeram com que fosse nomeado arcebispo de Lima, pelo Papa Gregório XIII. Recebeu as ordens menores, foi ordenado sacerdote e pouco depois recebeu a sagração episcopal. Modelo de pastor e de verdadeiro benfeitor dos índios, durante 25 anos dedicou-se incansavelmente ao apostolado no Peru.

24. Santa Catarina da Suécia (+ Valdstena, Suécia, 1381)

Era filha de Santa Brígida e tinha parentesco com a família real sueca. Casou com um nobre de grande virtude e, de comum acordo com ele, ambos conservaram castidade perfeita. Ficou viúva ainda jovem. Sendo de excepcional beleza, teve muita dificuldade para livrar-se dos numerosos pretendentes à sua mão. Conseguiu afinal recolher-se ao mosteiro de Valdstena, fundado por Santa Brígida, chegando a ser superiora dele.

25. Anunciação do Anjo e Encarnação do Verbo de Deus

Na humildade e no recolhimento de um lar de Nazaré se passou o mais transcendente acontecimento da História. Quando a Santíssima Virgem respondeu ao Arcanjo São Gabriel "Faça-se em mim segundo a tua palavra" (São Lucas, 1,38), o próprio Verbo de Deus, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, "se fez carne e habitou entre nós" (São João, 1,14). Tinha assim início o processo de Redenção do gênero humano, o qual culminaria no Calvário, com a Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.

26. São Lúdgero (+ Münster, Alemanha, 809)

Nascido na Frísia (atualmente, região norte da Holanda), era monge beneditino quando Carlos Magno o enviou como missionário junto aos bárbaros saxões, os quais soube atrair para a Igreja Católica. Foi o primeiro bispo de Münster.

27. São Ruperto  (+ 718)

Sua família tinha origem na Casa Real merovíngia. Pregou o Evangelho no vale do Danúbio. Foi o fundador da cidade de Salzburg, na Áustria, e seu primeiro bispo.

28. São Gontrão, Rei (+ Châlons, França, 594)

Neto de Clóvis e de Santa Clotilde, foi rei dos Francos. Embora tenha tido faltas no início de sua agitada vida, arrependeu-se, fez penitência e foi um grande monarca. Depois de muitos anos de governo, abandonou o mundo e se recolheu ao Mosteiro de Châlons, onde chegou a alcançar santidade exímia.

29. Santo Eustásio, Confessor (+ França, 629)

Foi discípulo e sucessor de São Columbano, como abade do Mosteiro de Luxeil, no qual viviam 600 monges.

30. São João Clímaco (+ Monte Sinai, 605)

Era originário da Palestina. Viveu algum tempo num mosteiro situado no Monte Sinai. Depois retirou-se para a solidão, num local mais afastado situado numa extremidade do monte, e ali viveu 40 anos em oração e penitência. Contava já 75 anos quando foi convidado a retornar ao mosteiro, que necessitava de um abade. Aceitou e foi abade exemplar. A fama de sua santidade chegou a Roma, e o Papa São Gregório Magno mandou-lhe uma carta, na qual lhe pedia orações e oferecia um donativo para a hospedaria de peregrinos que São João Clímaco fundara. Escreveu o livro Escada do Paraíso, que o Martirológio Romano designa como "verdadeira suma de espiritualidade monástica".

31. São Benjamim, Mártir (+ Pérsia, séc. V)

Era diácono e pregava a verdadeira religião entre os adoradores do fogo que dominavam a Pérsia. Foi aprisionado e sofreu tormentos espantosos por se recusar a adorar o fogo. Afinal morreu empalado, por amor a Nosso Senhor Jesus Cristo.




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