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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Oração à Nossa Senhora do Carmo




Nossa Senhora do Carmo (P. Novelli/1640)
Nossa Senhora do Monte Carmelo ou Nossa Senhora do Carmo é o título dado à Maria, mãe de Jesus, em honra de sua função como padroeira da Ordem Carmelita. Os primeiros carmelitas eram eremitas que viviam no Monte Carmelo, na Terra Santa, entre o final do século XII e meados do século XIII. Eles construíram, no meio de seus eremitérios, uma capela que dedicaram à Santíssima Virgem.

Desde o século XV, a devoção popular a Nossa Senhora do Carmo está centrada em seu escapulário, também conhecido como escapulário marrom, um sacramental associado às promessas de ajuda feitas por Maria para a salvação do devoto portador. 

Segundo a tradição, Maria entregou o escapulário a um carmelita chamado Simão Stock.

A festa litúrgica de Nossa Senhora do Carmo foi celebrada, pela primeira vez, na Inglaterra, no final do século XIV. O objetivo era agradecer a Maria pelos benefícios concedidos nos tempos de dificuldades dos primeiros anos da Ordem do Carmo. O poema Flor do Carmelo (Flos Carmeli) aparece como a sequência para esta missa. O dia escolhida foi 17 de julho, entretanto, no continente europeu esta data conflitava com a festa de Aleixo de Roma, o que exigiu uma mudança para o dia 16 de julho, que continua a ser, até hoje, a data da festa de Nossa Senhora do Carmo em toda a Igreja Católica.

Oração a Nossa Senhora do Carmo

Bendita Imaculada Virgem Maria, beleza e glória do Carmelo, vós, que tratais com bondade inteiramente especial aqueles que se vestem com o vosso amantíssimo hábito, volvei sobre mim também um olhar propício, e cobri-me com o manto de vossa maternal proteção. 

Por vosso poder, fortificai a minha fraqueza, por vossa sabedoria esclarecei o meu espírito, em mim aumentai a fé, a esperança e a caridade. Ornai a minha alma com graças e virtudes que a façam cara a vosso divino Filho e a vós. 

Assisti-me durante a vida, consolai-me na morte por vossa amável presença, e apresentai-me à augusta Trindade como vosso filho e servo dedicado, para vos louvar e bendizer eternamente. 

Amém
____
Fonte: com informações do folclore popular cristão e Wikipédia - Imagem: Pietro Novelli "Nossa Senhora do Carmo e os Santos" (1640)


segunda-feira, 2 de julho de 2018

Santos católicos do mês de Julho




1. Santo Aarão (séc. XIII A.C.)

Era porta-voz de seu irmão Moisés, que era gago e tinha dificuldade para se expressar em público. Foi escolhido por Deus para ser o primeiro Sumo Sacerdote dos hebreus. O livro do Eclesiástico, depois de falar de Moisés, refere-se a Aarão: 
"(Deus) exaltou seu irmão Aarão, semelhante a ele, da tribo de Levi. Fez com ele uma aliança eterna. Deu-lhe o sacerdócio do seu povo. E cumulou-o de felicidade e de glória" (45,7-8)
2. São Bernardino Realino, Confessor (+ Lecce, Itália, 1616)

Nascido em Capri, de nobre família, doutorou-se em Direito e iniciou uma brilhante carreira literária e administrativa. Tinha 28 anos quando faleceu sua noiva. Desiludido das coisas do mundo, resolveu consagrar-se inteiramente a Deus. Ingressou na Companhia de Jesus e foi ordenado sacerdote, progredindo rapidamente nas vias da perfeição cristã. Recebia graças místicas, lia segredos dos corações, profetizava, tinha o dom de curar doentes com sua bênção.

Apóstolo do confessionário, tinha também o dom do conselho, sendo procurado até por bispos e príncipes que desejavam sua orientação. O Papa Paulo V e diversos soberanos lhe escreviam, pedindo orações. Quando São Roberto Belarmino o encontrou pela primeira vez, colocou-se de joelhos diante dele, embora fosse superior a São Bernardino na hierarquia da Companhia de Jesus. Morreu aos 86 anos, com a mais sólida fama de santidade.

3. São Tomé, Apóstolo e Mártir (+ Índia, séc. I)

De acordo com a tradição, São Tomé pregou a Boa Nova do Evangelho em várias partes do Oriente, e foi receber na Índia a graça do martírio. Teria também estado no Brasil. Narram as Escrituras que duvidou da Ressurreição de Nosso Senhor e por isso teve o misericordioso privilégio de tocar com seu dedo as chagas do Corpo glorioso de Jesus Cristo.

4. Santa Isabel de Portugal, Viúva (+ Estremoz, 1336)

Era filha do rei Pedro III, de Aragão, e da rainha Beata Constança. Era sobrinha-neta de Santa Isabel da Hungria. Foi a neta preferida de Jaime I, o Conquistador, grande rei de Aragão. Casou, aos 12 anos de idade, com D. Diniz, que foi rei de Portugal. É conhecida em Portugal como a Rainha Santa. Sofreu muito com as infidelidades e ciúmes do marido, e teve papel decisivo na pacificação das freqüentes contendas familiares.

Exerceu também papel muito importante na pacificação de conflitos entre reinos cristãos, na intrincada política peninsular da Idade Média. Viúva, passou a viver em pobreza voluntária, na fidelidade ao espírito da Ordem Terceira de São Francisco. Era inesgotável sua caridade. Morreu em Estremoz e teve seu corpo conduzido para Coimbra, onde a sepultaram no Convento de Santa Clara, cuja construção dirigira pessoalmente.

5. Santo Antônio Maria Zaccaria, Confessor (+ Cremona, Itália, 1539)

Foi médico e depois sacerdote, tendo fundado a Congregação dos Clérigos Regulares de São Paulo, conhecidos como Barnabitas, com a finalidade de restaurar o fervor do Clero e do laicato. Destacou-se pela piedade eucarística, atribuindo-se a ele a instituição das Quarenta Horas de adoração ao Santíssimo Sacramento. Faleceu com apenas 36 anos.

6. Santa Maria Goretti, Virgem e Mártir (+ Ferrieri di Conca, Itália, 1902)

Menina de 12 anos, pobre e analfabeta, preferiu morrer cruelmente a consentir no pecado. Rejeitou com decisão todas as propostas do tarado que a assediava, dizendo: "Não, não! Deus não quer! Isso é pecado!". Foi morta com catorze punhaladas e antes de expirar perdoou o agressor. Foi canonizada por Pio XII, em 1950. O assassino ficou 27 anos preso e assistiu, arrependido, à canonização da angélica virgem e mártir, morrendo penitente num convento de capuchinhos.

7. São Vilibaldo, Confessor (+ Alemanha, 790)

Era príncipe saxão, filho do rei São Ricardo. Depois de passar alguns anos no mosteiro beneditino de Montecassino, acompanhou São Bonifácio, que segundo a tradição era seu tio, na evangelização da Germânia. Foi ordenado sacerdote e sagrado bispo de Eichstadt, na Baviera, por São Bonifácio.

8. São Quiliano, Bispo e Mártir (+ Wurtzburg, Alemanha, 689)

Nascido na Irlanda, era monge e partiu como missionário para a Baviera, que então ainda era pagã. Foi bem acolhido pelo duque de Wurtzburg, que se dispôs a receber o batismo, mas precisou antes regularizar sua situação conjugal, pois vivia maritalmente com a mulher de seu irmão. São Quiliano, depois de consultar o Papa, impôs que o duque despedisse a mulher, mas esta mandou assassinar o missionário e ocultar seu corpo. Devido a esse episódio, somente 50 anos mais tarde se deu, com São Bonifácio, a evangelização da Baviera.

9. Santa Paulina, Virgem (+ São Paulo, 1942)

Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, teve o nome civil de Amábile Lúcia Visintainer. Nasceu no norte da Itália, em 1865, e com dez anos acompanhou seus pais, que emigraram para o Brasil e se instalaram no Estado de Santa Catarina. Fundou, com finalidades educativas e assistenciais, a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, da qual foi eleita superiora geral vitalícia.

Anos depois, em São Paulo, para onde se havia transferido a casa-mãe da congregação, foi injusta e precipitadamente punida pelo arcebispo de São Paulo, que a demitiu das funções de superiora e a proibiu de, no futuro, exercer qualquer cargo de mando na Congregação. Aceitou com virtude heróica essa punição abusiva e irregular do ponto de vista do Direito Canônico, e passou mais de trinta anos como simples religiosa, modelo de obediência e humildade, sem nunca exercer qualquer função diretiva na obra da qual era fundadora. Faleceu pronunciando o que sempre foi o lema de sua vida: "Faça-se a vontade de Deus!"

Foi beatificada por João Paulo II, em 1991. Posteriormente, em 19 de maio de 2002 foi canonizada, pelo  mesmo Papa que a beatificou.


10. Santa Felicidade e seus 7 Filhos, Mártires (+ Roma, séc. II)

Santa Felicidade foi martirizada em Roma durante o reinado de Marco Aurélio, depois de ter animado e exortado ao martírio seus sete filhos, Santos Januário, Félix, Filipe, Silvano, Alexandre, Vital e Marcial. A respeito da heróica matrona, assim escreveu São Pedro Crisólogo: "No meio dos cadáveres mutilados e sangrentos daquelas ofertas queridas, passava mais alegre do que antigamente ao lado dos seus berços, porque via com os olhos da fé uma palma em cada ferida, em cada suplício uma recompensa e sobre cada vítima uma coroa".

 
11. São Bento Abade, Confessor (+ Montecassino, Itália, 547)

Nascido em Núrsia, Itália, ainda adolescente deixou sua nobre família e os estudos e se dirigiu para a solidão, a fim de viver no temor de Deus. Foi o fundador da Ordem beneditina, a qual desempenhou um papel fundamental na Idade Média, evangelizando e civilizando os pagãos, preservando, nos tempos piores das invasões bárbaras, o que havia de melhor na cultura e na ciência, fundando inúmeras nações. O humilde monge estava na raiz de uma obra civilizadora e evangelizadora colossal. O Papa Pio XII chamou-lhe, a justo título, "Pai da Europa". Foi também chamado "Patriarca dos Monges do Ocidente".


12. São João Gualberto, Confessor (+ Itália, 1073)

Pertencia a uma família nobre e considerou um dever vingar-se do assassino de seu irmão. Depois de o ter longamente procurado, foi encontrá-lo numa Sexta-Feira Santa. Tocado pela graça, perdoou o inimigo e se fez monge. Fundou em Vallombrosa um ramo novo da Ordem de São Bento e combateu, pelo exemplo e pela pregação, a decadência do Clero de sua época.

13. Santo Henrique e Santa Cunegundes (+ Alemanha, 1024 e 1033)

Santo Henrique, duque da Baviera e imperador do Sacro Império, foi educado por São Volfgango. Modelo de governante católico, empenhou-se na propagação da Fé, tendo papel de grande importância para a conversão de seu cunhado Santo Estêvão, rei da Hungria. Procurou restaurar, conforme a espiritualidade de Cluny, o espírito monástico então decadente, sendo nesse ponto aconselhado por Santo Odilon, abade de Cluny. Foi casado com Santa Cunegundes, vivendo ambos em perfeita continência. Depois do falecimento de Santo Henrique, ela foi terminar seus dias num mosteiro que havia fundado.

14. São Camilo de Lellis, Confessor (+ Roma, 1614)

Pertencia a uma nobre família mas, infelizmente, não se portou bem no início da vida. Foi militar e revelou mau caráter, sendo expulso da tropa. Viciado em jogo, perdeu todos os bens e decaiu até à condição de mendigo. Foi nesse ponto que a graça o tocou. Arrependeu-se profundamente de seus pecados e passou a servir, por espírito de caridade, aos doentes pobres em hospitais. Fundou a Companhia dos Servidores dos Enfermos, conhecidos como Camilianos. Foi declarado por Leão XIII patrono dos enfermos e hospitais, juntamente com o português São João de Deus.

☞ Veja também: Santa Catarina Tekakwitha, padroeira do Meio Ambiente (Festa: 14 de julho)

15. São Boaventura, Bispo (+ Lyon, França, 1274)

Conta-se que, quando chegaram os emissários do Papa Gregório X para entregar o chapéu de cardeal a Frei Boaventura, superior geral da Ordem franciscana e mestre respeitado em toda a Europa, o encontraram na cozinha do seu convento, despretensiosamente ocupado em lavar louça. Italiano de origem, São Boaventura ingressou aos 17 anos na Ordem franciscana. Foi uma das mais poderosas inteligências de seu tempo e de toda a História da Igreja.

Discípulo de Alexandre de Hales, era amigo e companheiro de lutas do dominicano São Tomás de Aquino. Tiveram ambos carreiras paralelas, juntos combateram os erros de doutores de Paris inimigos das Ordens mendicantes e faleceram ambos ainda relativamente jovens, no mesmo ano. São Boaventura teve, diferentemente de São Tomás, uma vida muito ativa que não lhe permitiu dedicar todo o seu tempo ao estudo. Além de superior geral de sua Ordem, foi bispo e cardeal. É cognominado o "Doutor Seráfico".

16. Nossa Senhora do Carmo

Neste dia se comemora a Festa de Nossa Senhora do Carmo, ou do Monte Carmelo. A Ordem carmelitana considera seus fundadores o Profeta Santo Elias - que viveu no Monte Carmelo, na Terra Santa, e que séculos antes da vinda ao mundo de Nosso Senhor já vira sua Santa Mãe simbolizada numa nuvenzinha - e seu discípulo Santo Eliseu. O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, dado pela Santíssima Virgem a São Simão Stock no século XIII da Era Cristã, é ao mesmo tempo o privilégio maior e o sinal distintivo da espiritualidade carmelitana.

☞ Veja também: Viva Nossa Senhora do Carmo!

17. Beato Inácio de Azevedo e seus 39 Companheiros, Mártires (+ 1570)

Em junho de 1570 partiu de Lisboa para o Brasil o Beato Padre Inácio de Azevedo, acompanhado de 70 sacerdotes e irmãos jesuítas. Quis a Providência que essa gloriosa coorte de apóstolos não chegasse ao Brasil, pois a maior parte deles encontrou o martírio, por mãos de hereges protestantes, no Oceano Atlântico.

Em 15 de julho de 1570 a nau Santiago, no qual viajavam o Padre Inácio e numerosa leva de jesuítas, viu-se cercada por várias naus de piratas protestantes de origem francesa. Após longa luta em que os católicos, inferiores em número e em armamento, causaram consideráveis estragos aos atacantes, afinal sucumbiu a nau portuguesa. Foram martirizados, por ódio à Fé católica, juntamente com o Padre Inácio, 39 outros jesuítas, sendo 31 portugueses e 8 espanhóis. São venerados como os Quarenta Mártires do Brasil.

18. São Frederico, Bispo e Mártir (+ Holanda, 838)

Bispo de Utrecht, na Holanda, esforçou-se para eliminar os restos de paganismo e idolatria ainda existentes na região. Censurou publicamente os escândalos dados pela imperatriz Judite, segunda esposa do imperador Luís, o Bonacheirão. Consta ter sido ela que, rancorosa, encarregou dois assassinos de apunhalar o Santo.

19. Santo Arsênio, Confessor (+ Egito, 445)

Romano de nobre família, foi anacoreta no deserto, ali vivendo quase 50 anos. Tanto amava o isolamento e temia os perigos do convívio com seculares que, certa vez, foi visitado em sua solidão por uma senhora romana de idade já madura, que desejava aconselhar-se com ele e pedir-lhe orações. - "Volte para sua terra e deixe-me em paz!", gritou o Santo do fundo de sua gruta. - "Prometa-me ao menos lembrar-se de mim em suas orações", suplicou a dama. - "Pelo contrário, prometo esquecê-la", respondeu o Santo.



20. Santo Elias, Profeta (+ séc. IX A. C.)
Ardente de zelo pelo Senhor Deus, cujo culto era conspurcado em Israel pelos idólatras, Santo Elias não hesitou em degolar 450 sacerdotes de Baal. É considerado pai espiritual da Ordem carmelitana e precursor da devoção à Santíssima Virgem séculos antes de Ela ter nascido (ver 16 de julho). Estava em companhia de Santo Eliseu, seu discípulo perfeito e continuador, quando um carro de fogo, puxado por cavalos também de fogo, o arrebatou aos céus. Deverá voltar no fim do mundo para enfrentar o Anticristo.

21. São Lourenço de Bríndisi (+ Lisboa, 1619)

Nascido na Itália, já aos seis anos de idade repetia com tanta candura e unção os sermões que ouvira, e produzia assim tanto bem às almas, que foi encarregado pelo seu bispo de "pregar" na catedral. Foi religioso capuchinho e superior geral de sua Ordem. Pregador inspirado, lutou arduamente contra os erros protestantes e desempenhou missões diplomáticas importantes a serviço da Igreja e do Papado. Possuía grande erudição e dominava perfeitamente os idiomas grego e hebraico, tendo grande autoridade em Escriturística. Deixou obras escritas de polêmica antiprotestante e de exegese bíblica.

22. Santa Maria Madalena, Penitente (+ séc. I)

Arrependida sinceramente de suas faltas passadas, esteve ao lado de Nossa Senhora aos pés da Cruz, no alto do Calvário. Mereceu a graça de ser a primeira a reconhecer Nosso Senhor no Domingo de Aleluia e anunciou ao Apóstolos a Ressurreição. Segundo antiga tradição, foi morrer no sul da França, com seus irmãos São Lázaro e Santa Marta.

23. Santa Brígida da Suécia, Viúva (+ Roma, 1373)
Grande mística medieval, pertencia à Família Real sueca. Casou com o virtuoso príncipe Wulfon, com quem teve oito filhos. Após algum tempo de casados, de comum acordo os dois esposos se separaram. Wulfon tornou-se cisterciense e Santa Brígida foi, em companhia de sua filha Santa Catarina, para Roma, onde veio a falecer.

24. Santa Cristina, a Admirável (+ Bélgica, 1224)

Tinha pouco mais de 20 anos quando faleceu, mas ressuscitou durante a Missa de corpo presente. Segundo Tiago de Vitry, cronista sério que a conheceu pessoalmente, "já estava morta havia muito tempo, mas conseguiu a graça de retomar o corpo, a fim de sofrer o seu Purgatório cá na terra". Sua vida, depois desse maravilhoso episódio, foi repleta de milagres e fenômenos misteriosos. Morreu pela segunda vez com mais de 70 anos de idade, num convento no qual levou sempre vida exemplar.


25. São Tiago o Maior, Apóstolo e Mártir (+ séc. I)

Era irmão de São João Evangelista e foi particularmente privilegiado entre os Apóstolos, pois esteve presente na Transfiguração de Nosso Senhor e na Agonia do Horto. Foi o primeiro dos doze Apóstolos a sofrer o martírio, no ano 44 de nossa Era. Seu sepulcro, em Compostela, norte da Espanha, é até hoje centro de peregrinação mundialmente famoso.

26. São Joaquim e Santa Ana, pais da Santíssima Virgem

É muito antiga a devoção a São Joaquim e Santa Ana, sobretudo no Oriente. A liturgia de São João Crisóstomo refere-se a eles como " os santos Avós de Deus Joaquim e Ana". Grande deve ter sido a santidade dos dois esposos, para que deles nascesse a Virgem Imaculada, a Mãe de Deus!


27. São Pantaleão, Mártir (+ Nicomédia, Ásia Menor, séc. III)

Era médico e, tendo-se convertido à Religião católica, passou a operar curas milagrosas, com o que despertou inveja de médicos pagãos que o denunciaram ao imperador Maximiano. São Pantaleão, depois de sofrer tormentos vários, deu a vida por amor a Jesus Cristo.

28. Santos Mártires da Tebaida (+ Tebaida, Egito, séc. III)
Houve muitos mártires na Tebaida, nos reinados de Décio e Valeriano. O Martirológio Romano registra o caso de um que foi amarrado sobre um leito de flores; aproximou-se dele uma prostituta para induzi-lo ao pecado, mas ele cortou com os dentes a própria língua e cuspiu-a no rosto da rameira, que fugiu apavorada.

29. Santa Marta, Virgem (+ séc. I)

Era irmã de São Lázaro e de Santa Maria Madalena, e recebeu mais de uma vez a visita de Nosso Senhor em sua casa, esforçando-se por atendê-Lo com o máximo zelo. É por isso honrada como padroeira das cozinheiras e das donas de casa. Segundo antiga tradição, foi com seus irmãos para o sul da França, onde faleceu.

30. São Pedro Crisólogo (+ Ímola, Itália, séc. V)

Bispo de Ravena, faleceu por volta do ano 450. Foi chamado Crisólogo, ou seja, palavra de ouro, devido a sua eloqüência e segurança de doutrina. Parece ter tido relacionamento muito íntimo com o Papa São Leão Magno. Negou-se terminantemente a apoiar o herege Êutiques, que fora condenado no Concílio de Constantinopla e pedira apoio ao bispo de Ravena. Conservam-se até hoje 176 sermões de São Pedro Crisólogo.

31. Santo Inácio de Loyola, Confessor (+ Roma, 1556)

Nobre espanhol, converteu-se aos 30 anos de idade, depois de uma breve mas brilhante carreira nas armas, e fundou a Companhia de Jesus. Alma profundamente militar, quis dotar a Igreja de uma milícia nova, aguerrida e disciplinada, para a defesa da glória de Deus e a conquista das almas. No século em que o protestantismo arrebatou à verdadeira Religião um terço da Europa, Santo Inácio foi sem dúvida o lutador suscitado pela Providência para atender de modo pleno às necessidades da Igreja.


sábado, 16 de julho de 2011

Viva Nossa Senhora do Carmo!



"Ave Maria Mater Dei Ora Pro Nobis"

Nossa Senhora do Carmo é um dos títulos consagrados à Maria, Nossa Senhora, também conhecida por Nossa Senhora do Monte Carmelo. Este título para Santa Maria surgiu com o propósito de relembrar o convento construído em honra à Virgem Maria, ainda nos primeiros séculos do Cristianismo, no Monte Carmelo, Samaria. 

A principal característica da imagem de Nossa Senhora do Carmo é carregar consigo o escapulário, que representa estar a serviço do Reino de Deus, trazendo muitas indulgências, graças e outros benefícios espirituais a quem assume este sinal e esta proposta como seus.

O Monte Carmelo é o lugar sagrado do Antigo e Novo Testamento. É o Monte em que o Profeta Elias evidencia a existência e a presença do Deus verdadeiro, vendo 450 sacerdotes do Baal e os 400 profetas dos bosques, fazendo descer do céu o fogo devorador que lhes extinguiu a vida. (III Livro dos Reis, XVIII, 19 seg.). É ainda o Profeta Elias que implora do Senhor chuva benfazeja, depois de uma seca de três anos e três meses (III Livro dos Reis, XVIII, 45). O Escapulário ou Bentinho do Carmo é um sinal externo da devoção mariana, que consiste na consagração à Santíssima Virgem Maria, por meio da inscrição na Ordem Carmelita, na esperança de sua proteção maternal. O escapulário do Carmo é um sacramental. No dizer do Vaticano II, "um sinal sagrado, segundo o modelo dos sacramentos, por intermédio do qual significam efeitos, sobretudo espirituais, que se obtêm pela intercessão da Igreja". (S.C. 60)

"A devoção do Escapulário do Carmo fez descer sobre o mundo copiosa chuva de graças espirituais e temporais". (Pio XII, 6/8/50)

No dia 16 de julho, há mais de 750 anos, o extraordinário penhor de salvação dado ao homem — o Escapulário do Carmo — foi entregue a São Simão Stock. Por isso, os carmelitanos declararam 2001 “Ano Mariano” para toda a Ordem.

Certo dia, que já vai longe, andando pelas ruas de Roma, encontraram-se três insignes homens de Deus. Um era Frei Domingos de Gusmão, que recrutava membros para a Ordem que fundara, a dos Pregadores, mais tarde conhecida como dos “dominicanos”. Outro era o Irmão Francisco de Assis, o Poverello, que havia pouco reunira alguns homens para servir ao que chamava a Dama Pobreza. O terceiro, Frei Ângelo, tinha vindo de longe, do Monte Carmelo, na Palestina, chamado a Roma como grande pregador que era.

Os três, iluminados pelo Divino Espírito Santo, reconheceram-se mutuamente, e no decurso da conversa fizeram muitas profecias. Santo Ângelo, por exemplo, predisse os estigmas que seriam concedidos por Deus a São Francisco. E São Domingos profetizou: Um dia, Irmão Ângelo, a Santíssima Virgem dará à tua Ordem do Carmo uma devoção que será conhecida pelo nome de Escapulário Castanho, e dará à minha Ordem dos Pregadores uma devoção que se chamará Rosário. E um dia Ela salvará o mundo por meio do Rosário e do Escapulário”. No lugar desse encontro construiu-se uma capela, que existe até hoje em Roma¹.

Em sua edição de maio último, Catolicismo já tratou extensamente da importância e dos benefícios do santo Rosário, tão insistentemente recomendado por Nossa Senhora em Fátima para a salvação do nosso mundo afundado no pecado. O tema do Escapulário foi também largamente exposto em nossa edição de fevereiro de 1999 — Escapulário do Carmo: tábua de salvação oferecida por Maria Santíssima. Porém, em virtude da grande data que agora comemoramos, e da suma importância do Escapulário, relembraremos alguns pontos básicos desse precioso e maternal dom da Virgem Santíssima, concedido à humanidade.

Mãe e esplendor do Carmelo

Foi no celebrado Monte Carmelo, no litoral palestino, que o Profeta de fogo, Santo Elias, viu a nuvenzinha que, num período de grande seca, prenunciava a chuva redentora que cairia sobre a terra ressequida. Por uma intuição sobrenatural, soube que essa simples nuvem, com forma de uma pegada humana, simbolizava aquela mulher bendita, predita depois pelo Profeta Isaías (“Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho”), que seria a Mãe do Redentor. Do seu seio virginal sairia Aquele que, lavando com seu sangue a terra ressequida pelo pecado, abriria aos homens a vida da graça.

Dos seguidores de Elias e seus continuadores, de acordo com a tradição, nasceu a Ordem do Carmo, da qual Maria Santíssima é a Mãe e esplendor, segundo as palavras também de Isaías “A glória do Líbano lhe será dada, o esplendor do Carmelo e de Saron” (Is 35, 2).

Da Palestina, os eremitas do Monte Carmelo passaram para a Europa, radicando-se em vários países, entre eles a Inglaterra, onde vivia São Simão Stock.

São Simão Stock: nobre e santo

Simão nasceu no ano de 1165 no castelo de Harford, no condado de Kent, Inglaterra, em atenção às preces de seus piedosos pais, que uniam a mais alta nobreza à virtude. Alguns escritores julgam mesmo que tinham parentesco com a família real.

Sua mãe consagrou-o à Santíssima Virgem desde antes de nascer. Em reconhecimento a Ela pelo feliz parto, e para pedir sua especial proteção para o filhinho, a jovem mãe, antes de o amamentar, oferecia-o à Virgem, rezando de joelhos uma Ave-Maria. Bela atitude de uma senhora altamente nobre!

O menino aprendeu a ler com pouquíssima idade. A exemplo de seus pais, começou a rezar o Pequeno Ofício da Santíssima Virgem, e logo também o Saltério. Esse verdadeiro pequeno gênio, aos sete anos de idade iniciou o estudo das Belas Artes no Colégio de Oxford, com tanto sucesso que surpreendeu os professores. Foi também nessa época admitido à Mesa Eucarística, e consagrou sua virgindade à Santíssima Virgem.

Perseguido pela inveja do irmão mais velho, e atendendo a uma voz interior que lhe inspirava o desejo de abandonar o mundo, deixou o lar paterno aos 12 anos, encontrando refúgio numa floresta onde viveu inteiramente isolado durante 20 anos, em oração e penitência.

A Ordem Carmelitana

Nossa Senhora revelou-lhe então seu desejo de que ele se juntasse a certos monges que viriam do Monte Carmelo, na Palestina, à Inglaterra, “sobretudo porque aqueles religiosos estavam consagrados de um modo especial à Mãe de Deus”. Simão saiu de sua solidão e, obedecendo também a uma ordem do Céu, estudou teologia, recebendo as sagradas ordens. Dedicou-se à pregação, até que finalmente chegaram dois frades carmelitas no ano de 1213. Ele pôde então receber o hábito da Ordem, em Aylesford.

Em 1215, tendo chegado aos ouvidos de São Brocardo, Geral latino do Carmo, a fama das virtudes de Simão, quis tê-lo como coadjutor na direção da Ordem; em 1226, nomeou-o Vigário-Geral de todas as províncias européias.

São Simão teve que enfrentar uma verdadeira tormenta contra os carmelitas na Europa, suscitada pelo demônio através de homens ditos zelosos pelas leis da Igreja, os quais queriam a todo custo suprimir a Ordem sob vários pretextos. Mas o Sumo Pontífice, mediante uma bula, declarou legítima e conforme aos decretos de Latrão a existência legal da Ordem dos Carmelitas, e a autorizou a continuar suas fundações na Europa.

São Simão participou do Capítulo Geral da Ordem na Terra Santa, em 1237. Em um novo Capítulo, em 1245, foi eleito 6° Prior-Geral dos Carmelitas.


A Grande Promessa: não irás para o fogo do inferno

Se a bula papal aplacara momentaneamente o furor dos inimigos do Carmelo, não o fizera cessar de todo. Depois de um período de calmaria, as perseguições recomeçaram com mais intensidade. Carente de auxílio humano, São Simão recorria à Virgem Santíssima com toda a amargura de seu coração, pedindo-Lhe que fosse propícia à sua Ordem, tão provada, e que desse um sinal de sua aliança com ela.

Na manhã do dia 16 de julho de 1251, suplicava com maior empenho à Mãe do Carmelo sua proteção, recitando a bela oração por ele composta, Flos Carmeli². Segundo ele próprio relatou ao Pe. Pedro Swayngton, seu secretário e confessor, de repente “a Virgem me apareceu em grande cortejo, e, tendo na mão o hábito da Ordem, disse-me:

Recebe, diletíssimo filho, este Escapulário de tua Ordem como sinal distintivo e a marca do privilégio que eu obtive para ti e para todos os filhos do Carmelo; é um sinal de salvação, uma salvaguarda nos perigos, aliança de paz e de uma proteção sempiterna. Quem morrer revestido com ele será preservado do fogo eterno ³”.

Essa graça especialíssima foi imediatamente difundida nos lugares onde os carmelitas estavam estabelecidos, e autenticada por muitos milagres que, ocorrendo por toda parte, fizeram calar os adversários dos Irmãos da Santíssima Virgem do Monte Carmelo. São Simão atingiu extrema velhice e altíssima santidade, operando inúmeros milagres, tendo também obtido o dom das línguas; entregou sua alma a Deus em 16 de maio de 1265.

Privilégio Sabatino: livre do Purgatório no primeiro sábado após a morte

Além dessa graça específica da salvação eterna, ligada ao Escapulário, Nossa Senhora concedeu outra, que ficou conhecida como privilégio sabatino. No século seguinte, apareceu Ela ao Papa João XXII, a 3 de março de 1322, comunicando àqueles que usarem seu Escapulário: “Eu, sua Mãe, baixarei graciosamente ao purgatório no sábado seguinte à sua morte, e os lavarei daquelas penas e os levarei ao monte santo da vida eterna” 4.

Quais são, então, as promessas específicas de Nossa Senhora?

1º. Quem morrer com o Escapulário não padecerá o fogo do inferno.

Que desejava Nossa Senhora dizer com estas palavras?— Em primeiro lugar, ao fazer a sua promessa, Maria não quer dizer que uma pessoa que morra em pecado mortal se salvará. A morte em pecado mortal e a condenação são uma e a mesma coisa. A promessa de Maria traduz-se, sem dúvida, por estas outras palavras: “Quem morrer revestido do Escapulário, não morrerá em pecado mortal”. Para tornar isto claro, a Igreja insere, muitas vezes, a palavra “piamente” na promessa: “aquele que morrer piamente não padecerá do fogo do inferno5.

2º. Nossa Senhora livrará do Purgatório quem portar seu Escapulário, no primeiro sábado após sua morte.

Embora freqüentemente se interprete este privilégio ao pé da letra, isto é, que a pessoa será livre do Purgatório no primeiro sábado após sua morte, “tudo que a Igreja, para explicar estas palavras, tem dito oficialmente em várias ocasiões, é que aqueles que cumprem as condições do Privilégio Sabatino serão, por intercessão de Nossa Senhora, libertos do Purgatório pouco tempo depois da morte, e especialmente no sábado” 6.

De qualquer modo, se formos fiéis em observar as palavras da Virgem Santíssima, Ela será muito mais fiel em observar as suas, como nos mostra o seguinte exemplo:

Durante umas missões, tocado pela graça divina, certo jovem deixou a má vida e recebeu o Escapulário. Tempos depois recaiu nos costumes desregrados, e de mau tornou-se pior. Mas, apesar disso, conservou o santo Escapulário. A Virgem Santíssima, sempre Mãe, atingiu-o com grave enfermidade. Durante ela, o jovem viu-se em sonhos diante do justíssimo tribunal de Deus, que devido às suas perfídias e má vida, o condenou à eterna danação. Em vão o infeliz alegou ao Sumo Juiz que portava o Escapulário de sua Mãe Santíssima.

— E onde estão os costumes que correspondem a esse Escapulário? — perguntou-lhe Este.


Sem saber o que responder, o desditoso voltou-se então para Nossa Senhora.


— Eu não posso desfazer o que meu Filho já fez — respondeu-lhe Ela.


— Mas, Senhora! — exclamou o jovem— Serei outro.


— Tu me prometes?


— Sim.


— Pois então vive.

Nesse momento o doente despertou, apavorado com o que vira e ouvira, fazendo votos de portar doravante mais seriamente o Escapulário de Maria. Com efeito, sarou e entrou para a Ordem dos Premonstratenses. Depois de vida edificante, entregou sua alma a Deus. Assim narram as crônicas dessa Ordem 7.

O Escapulário e Fátima

Tem o Escapulário alguma relação com Fátima?

Sim. Após a última aparição de Nossa Senhora na Cova da Iria, surgiram aos olhos dos três videntes diversas cenas. Na primeira, ao lado de São José e tendo o Menino Jesus ao colo, Ela apareceu como Nossa Senhora do Rosário. Em seguida, junto a Nosso Senhor acabrunhado de dores a caminho do Calvário, surgiu como Nossa Senhora das Dores. Finalmente, gloriosa, coroada como Rainha do Céu e da Terra, a Santíssima Virgem apareceu como Nossa Senhora do Carmo, tendo o Escapulário à mão.

— Que pensa da razão por que Nossa Senhora apareceu com o Escapulário nesta última visão? — perguntaram a Lúcia em 1950.


— É que Nossa Senhora quer que todos usem o Escapulário — respondeu ela.

E é por este motivo que o Rosário e o Escapulário, os dois sacramentais marianos mais privilegiados, mais universais, mais antigos e mais valiosos, adquirem hoje uma importância maior do que em nenhuma passada época da História8.

Viva Maria e Viva Santo Elias, o Profeta de fogo!

Notas:
1. Cfr. John Haffert, Maria na sua promessa do Escapulário, Edições Carmelo, Aveiro, Portugal, 1967, pp. 265-266.
2. Em latim, diz essa bela oração: “Flos Carmeli, Vitis florigera, Splendor Coeli, Virgo puerpera, Singularis; Mater mitis, sede viri nescia. Carmelitis da privilegia, Stella maris! (Flor do Carmelo, vide florífera, Esplendor do Céu, Virgem incomparável, Singular! Ó Mãe amável e sempre virgem, dai aos Carmelitas os privilégios de vossa proteção, Estrela do Mar!).
3. Les Petits Bollandistes, Bloud et Barral, Paris, 1882, p. 592.
4. Pe. Simón Ma. Besalduch, OCD, Enci­clo­pedia del Escapulario del Carmen, Luis Gili Editor, Librería Cat. Barcelona.
5. John Haffert, op. cit., p. 34.
6. Id. ib., p. 112.
7. Enciclopedia del Escapulario, p. 167.
8. John Haffert, op. cit., pp. 272, 269.

Oração a Nossa Senhora do Carmo para alcançar uma graça

"Senhora do Carmo, Mãe da Família Carmelitana e Estrela do Mar, que o Santo Escapulário atraia sobre mim o Vosso olhar, seja ele o sinal de Vossa especial proteção nas dificuldades e desafios do Novo Milênio.

Virgem do Carmo, Mãe dos pobres e dos Mártires da América Latina, assim como ouvistes a súplica de Santa Teresa Benedita da Cruz e de São Simão, inclinai propício Vossos ouvidos às minhas preces e aos meus pedidos (fazer o pedido).

Rainha da Paz e Mãe dos Missionários, cobri-nos com o Vosso manto sagrado, revesti-nos com o Santo Escapulário. Graças Vos dou por me haverdes atendido."

(Ler Lc 1, 46-56 e rezar 1 Ave-Maria)

Magnificat (Lc 1, 46-56)

"Minha alma glorifica o Senhor,
Meu espírito exulta de alegria
Em Deus, meu salvador,
Porque olhou para sua pobre serva.
Por isso, desde agora,
Me proclamarão bem-aventurada todas as gerações,
Porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso
E cujo nome é Santo.
Sua misericórdia se estende, de geração em geração,
Sobre os que o temem.
Manifestou o poder do seu braço,
Desconcertou os corações dos soberbos.
Derrubou do trono os poderosos
E exaltou os humildes.
Saciou de bens os indigentes
e despediu de mãos vazias os ricos.
Acolheu a Israel, seu servo,
Lembrado da sua misericórdia,
Conforme prometera a nossos pais,
Em favor de Abraão e sua prosperidade, para sempre."

Ave Maria

"Ave Maria cheia de graça,
o Senhor é convosco,
bendita sois Vós entre as mulheres,
bendito é o fruto do Vosso ventre, Jesus.

Santa Maria Mãe de Deus,
rogai por nós pecadores,
agora e na hora do nosso desenlace.

Assim seja!"

Fontes/Referencias - Internet - sites acessados em 16 de julho de 2011, entre 11 e 12h:
http://www.santuariodocarmo.com.br/area_publica/controles/ScriptPublico.php

       

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