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sábado, 15 de abril de 2017

Oração do Sábado de Aleluia (Sábado Santo ✝︎ Sabbatum Sanctum)

O Santo Sepulcro, em Jerusalém

“Ó Deus, que iluminais esta noite santa com a glória da ressurreição do Senhor, despertai em todo o mundo o espírito filial, para que, inteiramente renovados, vos sirvamos de todo o coração”.

Sábado de Aleluia (em latim: Sabbatum Sanctum), conhecido como dia de descanso, também como Sábado Santo, Sábado Negro e Véspera da Páscoa, é o dia seguinte à Sexta-Feira Santa e anterior à Páscoa. 

É o último dia da Semana Santa, na qual os cristãos se preparam para a celebração da Páscoa. Nele se celebra o dia que o corpo de Jesus Cristo permaneceu sepultado no túmulo.

Segundo a tradição, foi no Sábado de Aleluia que Jesus resgatou as almas presas no inferno.

Ele também é por vezes chamado de Sábado de Páscoa, embora este título seja mais apropriado, no contexto do calendário religioso, para o Sábado da Semana de Páscoa.

Para alguns cristãos, particularmente os católicos, foi neste dia que a Virgem Maria, como Nossa Senhora das Dores, recebeu o título de "Nossa Senhora da Solidão", uma referência ao profundo sentimento de solidão associado ao seu luto e tristeza.

Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém

No sábado que antecede a Páscoa, os fiéis (Igreja Católica Ortodoxa) se reúnem aglomerados na Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém. 

Muitos itinerários de peregrinação à Terra Santa por ocasião da Páscoa, anunciam que, nesse dia, «o fogo desce do céu e acende as lamparinas da Igreja.» 

«O milagre do Fogo Sagrado» acontece em todos os anos, na mesma hora e do mesmo modo e é muito conhecido pelos cristãos da comunidade ortodoxa. Não se conhece nenhum outro milagre que ocorra por tempo tão prolongado.

Os primeiros documentos que se referem a este milagre remontam ao século VIII d.C.

Em termos litúrgicos, o Sábado Santo vai até às 18:00 (crepúsculo), quando se celebra a Vigília de Páscoa e se inicia oficialmente a Época da Páscoa. As rubricas afirmam que a Vigília deve acontecer depois do anoitecer e terminar antes do amanhecer. 

O serviço pode começar com fogo e o acendimento do novo Círio Pascal. Na observância católica e em algumas anglicanas, a missa é a primeira a ser realizada desde a Quinta-Feira Santa e nela, o "Glória" - que permaneceu ausente durante toda a Quaresma - volta a ser utilizado e é durante o canto que as imagens e ícones, que estavam cobertos de mantos púrpuras fora do coro e do altar durante a Época da Paixão, são novamente revelados para alegria dos fieis. 

"Descida de Cristo ao Inferno". Ícone do séc. XIV. Museu de Arte Walters/Baltimore.

Algumas igrejas anglicanas preferem celebrar a Páscoa e o acendimento do novo Círio ao amanhecer da Páscoa. É comum que se realizem batismos ou renovações de votos batismais nesta missa.

“Segundo uma antiqüíssima tradição, esta é a noite de vigília em honra do Senhor (Ex 12, 42). Os fiéis, tal como recomenda o evangelho (Lc 12, 35-36), devem asemelhar-se aos criados, que com as lâmpadas acesas nas mãos, esperam o retorno do seu senhor, para que quando este chegue os encontre velando e os convide a sentar à sua mesa” (Missal Romano, pg 275).

Oração

"Senhor Jesus Cristo, na escuridão da morte fizeste luz; no abismo da solidão mais profunda habita agora para sempre a proteção poderosa de Teu amor; em meio ao Teu ocultamento, podemos já cantar o aleluia dos salvos. 

Concede-nos a humilde simplicidade da fé, que não se deixa desviar quando Tu nos chamas nas horas da escuridão, do abandono, quando tudo parece problemático; concede-nos, neste tempo no qual se combate uma luta mortal ao Teu redor, Luz suficiente para não te perder; Luz suficiente para que possamos dá-la a todos aqueles que precisam ainda mais dela. 

Faz brilhar o mistério da Tua alegria pascal, como aurora da manhã, nos nossos dias; concede-nos que possamos realmente ser homens e mulheres pascais em meio ao Sábado Santo da história. 

Concede-nos que por meio dos dias luminosos e obscuros deste tempo possamos sempre com Espírito jubiloso nos encontrar em caminho, rumo à Tua glória futura.

Que assim seja!"


Pela manhã

"Sepultado o Senhor, selaram a pedra e puseram a guarda para custodiá-lo". Afastou-se nosso Pastor, fonte de água viva. Um grande silêncio envolve a terra, uma grande solidão. Dorme e descansa em paz, Jesus Nazareno. Deus, Teu defensor, vai restituir-te a honra que os homens te arrebataram; amanhã a falsidade e o engano ficarão ao descoberto.

Está agora deitado no leito da terra; dorme e descansa em paz, que amanhã Deus te acordará para que amanheça a alegria de Teu coração vivo, rompendo a pedra do sepulcro, se mostrará vencedor ante os irmãos. Teu Senhor e nosso Deus Te fará viver tranquilo. Descansa em paz e dorme agora. Ponha Tua sorte nessas mãos, que não vacilará. Que Tua carne descanse serena até a alvorada.

É manhã... ensina a todos nós o caminho da vida; enche com Tua presença de alegria para sempre. Mas agora, dorme e descansa em paz. Permita que Teu Pai prepare a grande festa de amanhã, porque Tu, Salvador nosso, que já destruíste o poder do inimigo. Nós tentaremos lavar um pouco mais o coração, preparando-o para Te receber e escutar Tua voz. Manhã... toma pela mão a todos, nos levanta, diga: "Acordem, os que dormem, levantem dentre os mortos, que eu serei vossa luz". Que Teu sonho, Senhor, nos tire do sonho do abismo.

Junto a Tua Cruz e Teu Sepulcro teve a Tua Mãe Dolorosa, participando em Tua aflição: faça com que Teu povo, nós, saibamos acompanhar. E como Tu, grão que caíste na terra para morrer e dar fruto, como Tu, também nós saibamos morrer para o pecado, para os erros do nosso passado e viver para Deus.

Que Te seguindo, caminhemos sempre em uma vida nova. Muda nosso luto em dança; muda nosso traje de presidiários e veste-nos para a festa. Voltemos ao Senhor; que Ele nos cure, que Ele nos cubra, que Ele nos ressuscite. Com o preço do sangue de Cristo fomos resgatados. "Cristo, por nós, se submeteu inclusive à morte, e uma morte de Cruz. Por isso Deus O levantou, sobretudo e Lhe concedeu o Nome sobre todos os nomes."

À noite

"Aleluia! Nesta noite começa nossa nova vida. O Senhor ressurge na terra, convertida em sepulcro. Deus preserva a seu Inocente, Deus protege a seu Humilhado, Deus liberta a Seu Filho assassinado. Triunfa a inocência que é, Jesus; triunfa tua vida. Sim, triunfa, surge, é luz, vive. Esta Ressurreição Tua é um acontecimento concedido à comunidade para a alegria e o desfruto.

Nós os cristãos estamos despertos ESPERANDO no meio da noite consagrada ao sonho. Temos um desejo enorme de encontrar-nos o quanto antes contigo, Jesus ressuscitado. Esta é uma noite iluminada pelo DIA: Cristo vive. Nosso homem velho morreu em nós; chegamos à beira da liberdade. Cristo vive; nós também vivemos contigo. A tumba que era Tua prisão se abre e sais ressuscitado.

Mas este fato da ressurreição é graça para nós, só e exclusivamente graça. Tem Tu que sair ao encontro de Teus desolados e desconsolados discípulos, para que possamos Te reconhecer e Te adorar. Vai diante no caminho; vai para encontrar-te com os teus. Só a partir deste encontro contigo podemos construir caminhos que sejam sinais de vida e esperança.

Deus acompanhou-Te, Jesus, durante toda a Tua caminhada. Agora Tu nos acompanharás com Tua ressurreição, que se converterá para nós no primeiro dia de uma nova criação, de uma história diferente. "Ressuscitou minha esperança!". Aí, esta vai ser uma experiência de fé: Te verão e experimentarão ressuscitado só os que crêem.

Vive Senhor, não estás morto. Vive em Deus, Teu Pai. Vive em cada um dos que Te amam e seguem Teu caminho. Vive Senhor. Vive na justiça e na bondade de todos os justos da terra. Vive, não estás morto!

A vida não pode ser morta; a vida é mais forte que a morte. Tua morte, Jesus, é o triunfo sobre todos os que Te matam. Ensina-nos a proteger e cultivar contigo a vida, oferecendo a todos em nossas mãos bondade, pão e ternura. Vive Senhor, não estás morto! Queremos ser testemunhas de Alguém que vive.

Amém!"






segunda-feira, 10 de abril de 2017

Oração da Segunda-feira Santa

Segunda-feira Santa ou Grande e Sagrada Segunda-feira - em grego: Μεγάλη Δευτέρα; transl.: Megale Deutera - é a segunda-feira precede a comemoração da morte e ressurreição de Jesus.  Neste dia, proclama-se, durante a Missa, o Evangelho segundo São João. Seis dias antes da Páscoa, Jesus chega a Betânia para fazer a última visita aos amigos de toda a vida. Está cada vez mais próximo o desenlace da crise. “Ela guardava este perfume para a minha sepultura” (cf. João 12,7); Jesus já havia anunciado que Sua hora havia chegado.  Na Igreja Católica Romana, a leitura do Evangelho durante a missa é João 12:1-9, um evento que, cronologicamente, ocorreu antes da Entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, descrita em João 12:12-19. As outras leituras do dia são Isaías 42:1-7 e o Salmo 27.  Poucas denominações protestantes tem serviços específicos para a Segunda-feira Santa. As que têm, geralmente seguem o padrão geral da observância católica.
Jesus amaldiçoando a figueira, um evento celebrado na Segunda-feira Santa.

Segunda-feira Santa ou Grande e Sagrada Segunda-feira - em grego: Μεγάλη Δευτέρα; transl.: Megale Deutera - é a segunda-feira precede a comemoração da morte e ressurreição de Jesus.

Neste dia, proclama-se, durante a Missa, o Evangelho segundo São João. Seis dias antes da Páscoa, Jesus chega a Betânia para fazer a última visita aos amigos de toda a vida. Está cada vez mais próximo o desenlace da crise. “Ela guardava este perfume para a minha sepultura” (cf. João 12,7); Jesus já havia anunciado que Sua hora havia chegado.

Na Igreja Católica Romana, a leitura do Evangelho durante a missa é João 12:1-9, um evento que, cronologicamente, ocorreu antes da Entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, descrita em João 12:12-19. As outras leituras do dia são Isaías 42:1-7 e o Salmo 27.

Poucas denominações protestantes tem serviços específicos para a Segunda-feira Santa. As que têm, geralmente seguem o padrão geral da observância católica.

Oração da Segunda-feira Santa:


Pela manhã

"Temos entrada livre, Jesus, a este caminho novo de Teu sangue. Pode fazê-lo ou retirar-te. Mas chegou o momento da decisão, a última etapa do caminho.

Temos longos momentos contigo, cheios de aventuras, surpresas e transformações.

E eu estou na véspera de ser testemunha da surpresa maior: Teu passo decidido para o ocaso de tua carne, para iluminar desde a humilhação de Tua morte no dia da Luz definitiva.

Não vais voltar atrás; não desertará nem recusará esta HORA definitiva, embora saiba que Te vão pisotear até te matar.

E porque morre dá-nos a vida aos que, por nossa condição de mortais, não tínhamos possibilidade de viver. 

"Sabendo Jesus que chegava sua hora, tendo amado aos seus, os amou até o extremo”.

Como dizia são Paulo, Deus nos livre de gloriarmos se não é na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Tua Cruz adoramos, Senhor, e veneramos tua paixão gloriosa. Tenha piedade de nós, Tu que morreste por nós."

À noite

"Naqueles dias primeiros, recém iluminados, os cristãos, os discípulos de Jesus suportavam combates e sofrimentos; expunham-se publicamente a insultos e tormentos, ou faziam-se solidários dos que assim eram tratados.

Compartilhavam o sofrimento dos encarcerados, aceitavam com alegria que lhes confiscassem os bens, convencidos que tinham bens melhores e permanentes.

Hoje talvez, seguramente, falta-nos constância para cumprir a vontade de Deus. Não vivemos tão intensamente de fé; acovardamo-nos com frequência.

Que o Senhor nos conceda essa fé e que nos faça pessoas decididas, que nunca voltemos atrás (cf. Hebreus 10,35-39).

Que realmente sejamos valentes até no sangue, para cumprir Tua vontade, Pai Deus.

Levanta nossa débil esperança; e com a força da paixão de Teu Filho protege nossa fragilidade, fragilidade de humanos pequenos e covardes."


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Salmo XLVI: "Deus É nossa fortaleza"


Salmo 46, ao regente do do coro - para soprano, canção do grupo de Corá. Ore este para ter alegrias em sua vida, agradecer bênçãos, vitórias, um amor verdadeiro e alegria alcançados.


Salmo 46: "Deus é nossa fortaleza"


1 Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.
2 Portanto não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares.
3 Ainda que as águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza. (Selá.)
4 Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus, o santuário das moradas do Altíssimo.
5 Deus está no meio dela; não se abalará. Deus a ajudará, já ao romper da manhã.
6 Os gentios se embraveceram; os reinos se moveram; ele levantou a sua voz e a terra se derreteu.
7 O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio. (Selá.)
8 Vinde, contemplai as obras do Senhor; que desolações tem feito na terra!
9 Ele faz cessar as guerras até ao fim da terra; quebra o arco e corta a lança; queima os carros no fogo.
10 Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre os gentios; serei exaltado sobre a terra.
11 O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio. (Selá.)






segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Salmo XLV: "Superar dificuldades e abrir caminhos"


O Salmo 45 nos ajuda a superar as dificuldades, atrair sorte nos campos profissional, emocional e espiritual. 

Ler e recitar este Salmo vai lhe trazer beleza à paz espiritual, a jovialidade, estimulando dons artísticos. Este Salmo ajuda com o carisma e a popularidade.

Salmo 45


1 Com o coração vibrando de boas palavras recito os meus versos em honra do rei; seja a minha língua como a pena de um hábil escritor.

2 És dos homens o mais notável; derramou-se graça em teus lábios, visto que Deus te abençoou para sempre.

3 Prende a espada à cintura, ó poderoso! Cobre-te de esplendor e majestade.

4 Na tua majestade cavalga vitoriosamente pela verdade, pela misericórdia e pela justiça; que a tua mão direita realize feitos gloriosos.

5 Tuas flechas afiadas atingem o coração dos inimigos do rei; debaixo dos teus pés caem nações.

6 O teu trono, ó Deus, subsiste para todo o sempre; cetro de justiça é o cetro do teu reino.

7 Amas a justiça e odeias a iniqüidade; por isso Deus, o teu Deus, escolheu-te dentre os teus companheiros ungindo-te com óleo de alegria.

8 Todas as tuas vestes exalam aroma de mirra, aloés e cássia; nos palácios adornados de marfim ressoam os instrumentos de corda que te alegram.

9 Filhas de reis estão entre as mulheres da tua corte; à tua direita está a noiva real enfeitada de ouro puro de Ofir.

10 Ouça, ó filha, considere e incline os seus ouvidos: Esqueça o seu povo e a casa paterna.

11 O rei foi cativado pela sua beleza; honre-o, pois ele é o seu senhor.

12 A cidade de Tiro trará seus presentes; seus moradores mais ricos buscarão o seu favor.

13 Cheia de esplendor está a princesa em seus aposentos, com vestes enfeitadas de ouro.

14 Em roupas bordadas é conduzida ao rei, acompanhada de um cortejo de virgens; são levadas à tua presença.

15 Com alegria e exultação são conduzidas ao palácio do rei.

16 Os teus filhos ocuparão o trono dos teus pais; por toda a terra os farás príncipes.

17 Perpetuarei a tua lembrança por todas as gerações; por isso as nações te louvarão para todo o sempre.




 

sábado, 26 de março de 2016

Sábado de Aleluia ✝︎ A Vigília

Esta Noite Pascal tem, como toda celebração litúrgica duas partes centrais:  – A Palavra: Nesta celebração as leituras são mais numerosas (nove, ao invés das duas ou três habituais).  – O Sacramento: Esta noite, depois do caminho quaresmal e do catecumenato, celebra-se, antes da Eucaristia, os sacramentos da iniciação cristã: o Batismo e a Crisma.  Assim, os dois momentos centrais se revestem de um acento especial: se proclama na Palavra a salvação que Deus oferece à humanidade, atingindo o ápice com o anúncio da ressurreição do Senhor.  E logo celebra-se sacramentalmente esta mesma salvação, com os sacramentos do Bastismo, da Crisma e da Eucaristia. A tudo isso também antecede um especial rito de entrada constando do rito da luz, que brilha em meio à noite, e o pregão Pascal, lírico e solene.

 

“Segundo uma antiqüíssima tradição, esta é a noite de vigília em honra do Senhor (Ex 12, 42). Os fiéis, tal como recomenda o Evangelho (Lc 12, 35-36), devem assemelhar-se aos criados, que com as lâmpadas acesas nas mãos, esperam o retorno do seu Senhor, para que quando este chegue os encontre velando e os convide a sentar à sua mesa” (Missal Romano, pg. 275)

Esta Noite Pascal tem, como toda celebração litúrgica duas partes centrais:

– A Palavra: Nesta celebração as leituras são mais numerosas (nove, ao invés das duas ou três habituais).

– O Sacramento: Esta noite, depois do caminho quaresmal e do catecumenato, celebra-se, antes da Eucaristia, os sacramentos da iniciação cristã: o Batismo e a Crisma.

Assim, os dois momentos centrais se revestem de um acento especial: se proclama na Palavra a salvação que Deus oferece à humanidade, atingindo o ápice com o anúncio da ressurreição do Senhor.

E logo celebra-se sacramentalmente esta mesma salvação, com os sacramentos do Bastismo, da Crisma e da Eucaristia. A tudo isso também antecede um especial rito de entrada constando do rito da luz, que brilha em meio à noite, e o pregão Pascal, lírico e solene.

A Páscoa do Senhor, nossa Páscoa

Todos estes elementos especiais da Vigilia querem ressaltar o conteúdo fundamental da Noite: a Páscoa do Senhor, a sua passagem da Morte à Vida.

A oração ao início das leituras do Novo Testamento, invoca a Deus, que “ilumina esta noite santa com a gloria da ressurreição do Senhor”. Nesta noite, com mais razão que em nenhum outro momento, a Igreja louva a Deus porque “Cristo, nossa Páscoa, foi imolado”. (Prefácio I de Páscoa).

Porém a Páscoa de Cristo é também a nossa Páscoa: “na morte de Cristo nossa morte foi vencida e em sua ressurreição resuscitamos todos” (Prefácio II de Páscoa).

A comunidade cristã se sente integrada, “contemporânea da Passagem de Cristo através da morte à vida”. Ela mesma renasce e goza na “nova vida que nasce destes sacramentos pascais” (oração sobre as ofertas da Vigilia): pelo Batismo se submerge com Cristo em sua Páscoa, pela Confirmação recebe também ela o Espírito de Vida, e na Eucaristia participa do Corpo e Sangue de Cristo, como memorial de sua morte e ressurreição.

Os textos, orações, cantos todos apontam a esta gozosa experiência da Igreja unida ao seu Senhor, centralizada nos sacramentos pascais. Esta é a melhor chave para a espiritualidade cristã, que deve centralizar-se mais que na contemplação das dores de Jesus (a espiritualidade da Sexta-feira Santa é a mais fácil de assimilar), na comunhão com o Ressuscitado dentre os mortos.

Cristo, ressuscitando, venceu a morte.

Este é na verdade “o dia que o Senhor fez para nós”. O fundamento de nossa fé. A experiência decisiva de que a Igreja, como Esposa unida ao Esposo, recorda e vive a cada ano renovando sua comunhão com Ele, na Palavra e nos Sacramentos desta Noite.

Luz de Cristo

O fogo novo é abençoado em silêncio, depois, toma parte do carvão abençoado e colocado no turíbulo, coloca-se então o incenso e se incensa o fogo três vezes. Mediante este rito singelo a Igreja reconhece a dignidade da criação que o Senhor resgata.

A cera, por sua vez, é agora uma criatura renovada. Devolver-se-á ao círio o sagrado papel de significar ante os olhos do mundo a glória de Cristo Ressuscitado. Por isso se grava em primerio lugar a cruz no círio. A cruz de Cristo devolve à cada coisa seu sentido. Por isso o Cânon Romano diz: “Por Ele (Cristo) segue criando todos os bens, os santificas, os enche de vida, os abençoas e repartes entre nós”.

Ao gravar na cruz as letras gregas Alfa e Ômega e as cifras do ano em curso, o celebrante proclama: “Cristo ontem e hoje, Princípio e Fim, Alfa e Ômega. Dele é o tempo. E a eternidade. A ele a glória e o poder. Pelos séculos dos séculos. Amém”.

Assim expressa com gestos e palavras toda a doutrina do império de Cristo sobre o cosmos, exposta em São Paulo. Nada escapa da Redenção do Senhor, e tudo, homens, coisas e tempo estão sob sua potestade.

O Círio é decorado com grãos de Incenso, que segundo uma tradição muito antiga, que passaram a significar simbolicamente as cinco chagas de Cristo: “Por tuas chagas santas e gloriosas nos proteja e nos guarde Jesus Cristo nosso Senhor”.

Ocelebrante termina acendendo o fogo novo, dizendo: “A luz de Cristo, que ressuscita glorioso, dissipe as trevas do coração do e do espírito”.

Após acender o círio que representa Cristo, a coluna de fogo e de luz que nos guia através das trevas e nos indica o caminho à terra prometida, avança a procissão dos ministros. Enquanto a comunidade acende as suas velas no Círio recém aceso se escuta cantar três vezes: “Luz de Cristo”.

Estas experiências devem ser vividas com uma alma de criança, singela mas vibrante, para estar em condições de entrar na mentalidade da Igreja neste momento de júbilo. O mundo conhece demasiado bem as trevas que envolvem a sua terra em desgraça e tormento. Porém, nesta hora, pode-se dizer que sua desventura atraiu a misericórdia e que o Senhor quer invadir a toda realidade com torrentes de sua luz.


Já os profetas haviam prometido a luz: “O Povo que caminha em meio às trevas viu uma grande luz”, escreve Isaías (Is 9,1; 42,7; 49,9). Esta luz que amanhecerá sobre a Nova Jerusalém (Is 60,1ss.) será o próprio Deus vivo, que iluminará aos seus e seu Servo será a luz das nações (Is 42,6; 49,6).

O catecúmeno que participa desta celebração da luz sabe por experiência própria que desde seu nascimento está em meio às trevas; mas tem o conhecimento de que Deus o chamou para sair das trevas e a entrar em sua luz maravilhosa” (1 Pd 2,9). Dentro de uns momentos, na pia batismal, “Cristo será sua luz” (Ef 5, 14). Passará das trevas à “luz no Senhor” (Ef 5,8).

O Pregão Pascal ou “Exultet”

Este hino de louvor, em primeiro lugar, anuncia a todos a alegria da Páscoa, alegria do céu, da terra, da Igreja, da assembléia dos cristãos. Esta alegria procede da vitória de Cristo sobre as trevas.

Em seguida é proclamada a grande Ação de Graças. Seu tema é a história da salvação resumida pelo poema. Uma terceira parte consiste em uma oração pela paz, pela Igreja por suas autoridades e seus fiéis, pelos governantes das nações, para que todos cheguem à pátria celestial.

A liturgia da Palavra

Nesta noite a comunidade cristã se detém mais do que o normal na proclamação da Palavra. Tanto o Antigo como o Novo Testamento falam de Cristo e iluminam a História da Salvação e o sentido dos sacramentos pascais. Há um diálogo entre Deus que se dirige ao seu Povo (as leituras) e o Povo que Lhe responde (Salmos e orações).

A leituras da Vigília têm uma coerência e um ritmo entre elas. A melhor chave é a que nos deu o próprio Cristo: “…e começando por Moisés e por todos os profetas, os interpretou (aos discípulos de Emaús) em todas as Escrituras o que a ele dizia respeito”(Lc 24, 27).

Leituras do Antigo Testamento

Primeira leitura: Gn 1,1-2,2 ou 1,1.26-31a – Viu Deus que tudo o que tinha feito era bom.

Segunda leitura: Gn 22,1-18 ou 1-2.9a.10-13.15-1 O sacrificio de Abraão, nosso pai na fé.

Terceira leitura Ex 14-15,1 – Os israelitas cruzaram o mar Vermelho.

Quarta leitura: Is 54,5-14 – Com misericordia eterna te ama o Senhor, teu redentor.

Quinta leitura: Is 55, 1-11 – Vinde a mim, e vivereis; firmarei convosco uma aliança perpétua.

Sexta leitura: Br 3,9-15.32-4,4 – Caminhai na claridade do resplendor do Senhor.

Sétima leitura: Ez 36.16-28 – Derramarei sobre vós uma água pura, y vos darei um coração novo.
É importante destacar esta passagem ao Novo Testamento: o Missal indica neste momento diversos símbolos, tais como a decoração do altar (luzes, flores), o canto do Glória e a aclamação do Aleluia antes do Evangelho. Também se ilumina de maneira mais plena a Igreja, já que durante as leituras do Antigo Testamento deve estar iluminada de maneira discreta.
Sobretudo o evangelho, tomado de um dos três sinóticos, de acordo com o Ciclo, é o que deve destacar-se: se trata do cumprimento de todas as profecias e figuras, proclama a Ressurreição do Senhor.

Leituras do Novo Testamento 

Primeira leitura: Rm 6,3-11 – Cristo, uma vez ressuscitado dentre os mortos, já não morre.

Evangelho
CICLO A: Mt 28.1-10 – Ressuscitou e vos precede em Galiléia.
CICLO B: Mc 16, 1-17 – Jesus de Nazaré, o que foi crucificado, ressuscitou.
CICLO C: Lc 24.1-12 – Por que buscam entre os mortos aquele que está vivo.

A liturgia batismal

A noite de Páscoa é o momento no qual tem mais sentido celebrar os sacramentos da iniciação cristã.

Depois de um caminho pelo catecumenato (pessoal, se é que se trata de adultos e da família, para as crianças, e sempre nos diz respeito, da comunidade cristã inteira), o símbolo da água -a imersão, o banho- busca ser a expressão sacramental de como uma pessoa se incorpora a Cristo na sua passagem da morte à vida.

Como diz o Missal, se é que se trata de adultos, esta noite é quando tem pleno sentido que além do Batismo também se celebre a Confirmação, para que o neófito se integre plenamente à comunidade eucarística. O sacerdote que preside nesta noite tem a faculdade de conferir também a Confirmação, para fazer visível a unidade dos sacramentos de iniciação.

A celebração consta dos seguintes elementos:

A ladainha dos santos (se ocorre um batizado), de acordo com a sugestão do Missal;

A bênção da água trata sobretudo de bendizer a Deus por tudo o que fez por meio da água ao longo da História da Salvação (desde a criação e a passagem pelo Mar Vermelho até o Batismo de Jesus no Jordão), implorando-lhe que hoje também este sinal atualize o Espírito de vida sobre os batizados;

o Batismo e a Confirmação sengundo seus próprios rituais;

a renovação das promessas batismais, se não se realizou a celebração do Batismo, (do contrário já a realizaram junto com os batizados e seus padrinhos). Trata-se de que todos participem conscientemente tanto da renúncia como da profissão de fé;
a sinal da aspersão, com um canto batismal, como recordação plástica do próprio Batismo. Este sinal pode se repetir todos os domingos do Tempo Pascal, ao início da Eucaristia;
a Oração universal ou oração dos fiéis, que é o exercício, por parte da comunidade, do seu sacerdócio batismal intercedendo perante Deus por toda a Humanidade.

A Eucaristia

A celebração Eucarística é o ápice da Noite Pascal. É a Eucaristía central de todo o ano, mais importante que a do Natal ou da Quinta-feira Santa. Cristo, o Senhor Ressuscitado, nos faz participar do seu Corpo e do seu sangue, como memorial da sua Páscoa.
É o ponto mais importante da celebração.


Polêmica. Papa apoia igualdade das Religiões!
Este vídeo do Papa apoiando as outras religiões está dando o que falar. Católicos tem criticado o papa nas Redes Sociais, dizendo que ele foi longe demais. E VOCÊ, O QUE ACHA? ~R.R.
Publicado por Palavra da Salvação em Quinta, 7 de janeiro de 2016


sábado, 21 de fevereiro de 2015

Martinho Lutero e a Religião Católica



A gravura do século XVI mostra sacerdotes (a cavalo)
e agentes de banqueiros (sentado à mesa),
na antiga Alemanha, vendendo cartas de indulgências. 
Martinho Lutero nasceu em 1483 em Eisleben, na Alemanha.  Apesar de pertencer a uma família pobre seus pais fizeram questão que estudasse. Aos 18 anos conseguiu entrar na Universidade de Erfurt para cursar direito. 

Como se interessava mais pelo estudo da Bíblia trocou este curso pelo de Teologia e ingressou em um convento agostiniano. Lá jejuava, orava e lia a Bíblia. Aos 29 anos tornou-se doutor em Teologia.

A valorização do indivíduo com o movimento cultural do Renascimento propôs uma nova visão sobre a Igreja e a religião criando um clima favorável a mudanças.  Foi neste ambiente em que emergiu Martinho Lutero. Martinho Lutero provocou uma grande mudança na história do catolicismo. Rompeu com a Igreja Católica e lançou as bases da Reforma Protestante. 

Desde o século XIV a Igreja católica vinha perdendo autoridade e prestígio. Práticas não condizentes com sua doutrina como a venda de indulgências, de cargos eclesiásticos e a inadequação do alto clero que se comportava de maneira mundana e luxuosa abalaram a crença de muitos fiéis na instituição. Martinho Lutero provocou mudanças profundas ao denunciar esta situação no século XVI.

As 95 teses de Lutero deram origem a um movimento de ruptura que levou à criação de uma nova religião cristã, o luteranismo, identificado como um movimento protestante em relação ao catolicismo. Veja neste post da professora Carla Regina da Silva todos os detalhes da História da Reforma Protestante. Cai nos vestibulares, no Enem, e no Encceja também.

Vamos ver porque um grande número de pessoas, grupos sociais e líderes políticos e religiosos estavam insatisfeitos com a Igreja?
  • A insatisfação de reis e príncipes: o papa passou a ser visto como um impedimento ao poder real e a saída de dinheiro (taxas e tributos pagos pelos fiéis à Igreja) dos domínios reais para Roma, a sede do papado, criou um clima de insatisfação na realeza.
  • O descontentamento da burguesia: a Igreja defendia a teoria do preço justo (a venda de um produto não deveria incluir o lucro) e proibia o empréstimo de dinheiro a juros.
  • Os abusos de membros da Igreja: venda de cargos eclesiásticos, comércio de artigos religiosos (relíquias), de indulgências (venda do perdão dos pecados) e comportamento inadequado ao clero (vida luxuosa e mundana que se contrastava com a espiritualidade de cristãos e da própria doutrina defendida pela Igreja).

Lutero posicionou-se fortemente contra a prática da venda de indulgências em suas 95 teses. O que Martinho Lutero fez, na prática, com a humildade de um membro da Igreja Católica,  foi questionar se a Igreja estava, em essência, cumprindo a essência do Cristianismo. Indiretamente era uma denúncia contra a forma como o Alto Clero se comportava e dirigia a instituição. O feito foi de um tsunami que já dura cinco séculos.

Fonte: RODRIGUEZ, Joelza Ester Domingues. História em documento: imagem e texto, 7º. ano. Ed. renovada. São Paulo: FTD, 2009. p. 207.


Veja aqui algumas das 95 teses de Lutero:

Tese 6: O papa não pode perdoar dívida, senão declarar e confirmar aquilo que já foi perdoado por Deus, ou então o faz nos casos que lhe foram reservados. Nestes casos, se desprezados, a dívida em absoluto deixaria de ser anulada ou perdoada. (…)

Tese 27: Pregam futilidades humanas quantos alegam que no momento em que a moeda soa ao cair na caixa a alma se vai do purgatório. (…)

Tese 86: Por que o papa, cuja fortuna é maior do que a dos ricos Crassos, não constrói com seu próprio dinheiro a Basílica de São Pedro, em vez de fazê-lo com o dinheiro dos pobres fiéis?

Você já imaginou nas mudanças que estas teses provocaram na época de Lutero? Essas ideias foram publicadas e se espalharam pela Alemanha ganhando adeptos entre ricos e pobres.

O caso radicalizou-se.  Por causa das 95 teses Martinho Lutero foi excomungado e expulso da Igreja pelo papa Leão X que teve apoio de Carlos V, imperador alemão. O príncipe da Saxônia, Frederico, protegeu Lutero. Ali, ele fundou uma nova religião: o Luteranismo. Traduziu a Bíblia para o alemão e tornou o texto sagrado acessível ao povo.

A doutrina luterana baseava-se na frase de São Pedro “Pela fé sereis salvo”:

1. Somente a fé em Deus salva as pessoas.

2. A Bílbia, por meio da qual Deus se revela, é a única fonte realmente confiável.

3. O Batismo e a eucaristia são os dois únicos sacramentos.

4. O culto aos santos e a infalibilidade do papa não têm fundamentos.

5. Qualquer membro da Igreja pode se casar.

Por que o nome Protestante?

Um grupo de nobres que apoiavam Martinho Lutero protestou contra a decisão do imperador católico Carlos V de expulsá-lo do império e contra a proibição do culto luterano nos principados católicos. Daí o nome Protestante para designar os seguidores de Lutero e das igrejas surgidas a partir da Reforma.

A Contrarreforma – Veja a reação da Igreja Católica contra o Protestantismo:

A Contrarreforma, ou Reforma Católica (século XVI), surgiu no interior da própria Igreja católica com o objetivo de conter o avanço do Protestantismo.


terça-feira, 18 de novembro de 2014

Vamos todos juntos rezar o ANGELUS




Oração do meio-dia - "compartilhe" com seus amigos

"O Anjo do Senhor anunciou a Maria.
E Ela concebeu do Espírito Santo.

Ave Maria cheia de graça, o Senhor é convosco. Bendita sois vós entre as mulheres, e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte. 

Amém.

Eis aqui a serva do Senhor.

Faça-se em mim segundo a vossa palavra.

Ave Maria…

E o Verbo de Deus se fez carne ou então E o Verbo divino encarnou.

E habitou entre nós.

Ave Maria…

Rogai por nós, Santa Mãe de Deus.
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo."

Oremos: 

"Infundi, Senhor, a vossa graça em nossas almas para que, conhecendo pela anunciação do Anjo a encarnação de vosso Filho Jesus Cristo, cheguemos por sua paixão e cruz, à glória da ressurreição.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo. Amém.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo, como era no princípio, agora e sempre, por todos os séculos dos séculos. Amém. (3x)"

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

29 De Outubro :: Santa Anastásia



29 De Outubro: Santa Anastásia, a romana, monja e mártir († séc. IV) 

Nasceu em Roma, de pais nobres, e ficando órfã aos três anos de idade foi levada a um Monastério de mulheres, próximo a Roma, onde a abadessa era uma monja de nome Sofia, uma mulher de vida espiritual de elevado nível. 

Aos dezassete anos a jovem Anastásia, de beleza incomum, já era conhecida pelos cristãos de toda a vizinhança como uma grande asceta, causando admiração aos pagãos. Probo, administrador pagão da cidade, impressionado com sua beleza, enviou soldados com ordem de trazê-la à sua presença. 

A boa abadessa Sofia instruiu Anastásia sobre como perseverar na fé e resistir ao engano adulador e à tortura, ao que a jovem lhe disse: 

«Meu coração está preparado para sofrer por Cristo. Minha alma está pronta para o encontro com meu amado Senhor» 

Comparecendo diante do governador, Anastásia proclamou abertamente sua fé em Cristo, e quando ele tentou dissuadi-la, primeiro com promessas, depois com ameaças, a santa virgem lhe disse: 

«Estou pronta a oferecer minha vida por meu Senhor, não apenas uma vez, mas mil vezes, se assim me fosse possível»

Quando a despiram à força para humilhá-la, Anastásia disse ao juiz: 

«Açoitem-me, firam-me, e batam-me; só assim, meu corpo desnudo será coberto por feridas e minha vergonha será coberta de sangue» 

Assim foi e, por duas vezes, sentindo sede, Anastásia pediu água. Cirilo, um cristão que estava por perto, atendeu seu pedido e lhe trouxe água, pelo que foi abençoado com o martírio, decapitado pelos pagãos. 

O peito e a língua da santa foram cortados, e um anjo do Senhor apareceu-lhe e mantinha-a de pé. Fora da cidade, Anastásia foi finalmente decapitada pela espada. A bem-aventurada Sofia, encontrando mais tarde o seu corpo, providenciou-lhe uma digna sepultura. Anastásia recebeu assim a coroa do martírio sob o imperador Décio (249-251 d. C.).

sábado, 25 de outubro de 2014

25 de Outubro: Santos Marciano e Martírio

25 de Outubro: Santos Marciano e Martírio, mártires († 358)




Os Santos Mártires Marciano e Martírio serviam na Catedral de Constantinopla como leitor e sub-diácono, respectivamente. Ocupavam-se ainda das tarefas de notário e secretário do Patriarca de Constantinopla, Paulo, o Confessor, nos anos do imperador ariano Constantino (337-349). 

Os Santos receberam uma excelente educação e eram exímios defensores da fé ortodoxa. Quando o Patriarca Paulo de Constantinopla não aceitou estar de acordo com os arianos, foi exilado pelo imperador na Armênia onde foi afogado pelos arianos daquela região. 

Então, Marciano e Martírio seguiram ainda com maior firmeza sua fé na doutrina ortodoxa, tendo sempre em mente as palavras do Senhor: 
«Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos»  (Jo 8,31)
Marciano e Martírio provaram na própria carne o que fora dito pelo Senhor quando foram presos e torturados por ordem do imperador e, tendo perseverado com firmeza na fé, foram martirizados pela espada. 

Seus corpos foram reverentemente sepultados por cristãos da região. Mais tarde, por um decreto do santo Arcebispo de Constantinopla, João Crisóstomo, as relíquias dos santos mártires foram transferidas para uma igreja construída especialmente para isto.

Como bons discípulos de Cristo, Senhor nosso, a proposta para hoje é abrir o Evangelho, aleatoriamente e ler a passagem bíblica que surgir à nossa frente, meditando o texto com atenção de estas escrituras um recado direto de Deus para nós. Faça sua oração particular pedindo ao Espírito e esclarecimento através das palavras do Senhor e a intercessão de São Marciano e Martírio, para que roguem por nós junto a Deus.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Papa Francisco: os Anjos da Guarda existem

"Todos nós, segundo a tradição da Igreja, temos um anjo conosco, que nos guarda, nos faz ouvir as coisas", afirmou o Papa Francisco



Os anjos da guarda existem, não são uma doutrina fantasiosa, mas companheiros que Deus colocou ao nosso lado, no caminho de nossa vida. Foi o que disse o Papa Francisco na homilia celebrada na manhã desta quinta-feira, na Casa Santa Marta, no dia em que a Igreja celebra a memória dos Santos Anjos da Guarda. 

“As leituras do dia – afirmou o Papa Francisco – apresentam duas imagens: o anjo e o menino. Deus colocou um anjo ao nosso lado para nos proteger: “Se alguém aqui acredita que pode caminhar sozinho, se engana muito”, cai “no erro da soberbia, acredita ser grande e auto-suficiente”. 

“Todos nós, segundo a tradição da Igreja, temos um anjo conosco, que nos guarda, nos faz ouvir as coisas. Quantas vezes ouvimos ‘Deveria fazer isso, assim não, tenho que ficar atento...’ Muitas vezes! É a voz do nosso companheiro de viagem. Temos que nos assegurar que ele nos levará até o fim de nossa vida com seus conselhos, temos que dar ouvidos à sua voz, não nos rebelar, pois a rebelião, o desejo de ser independente, todos nós temos isso: é a soberba”. 

“Ninguém caminha sozinho e nenhum de nós pode pensar que está só” – prosseguiu o Papa – porque temos sempre “este companheiro”:

“E quando nós não queremos ouvir seus conselhos, dizemos ‘vai embora’! Expulsar o companheiro de caminho é perigoso, porque nenhum homem ou mulher pode aconselhar a si mesmo. O Espírito Santo me aconselha, o anjo me aconselha. O Pai disse “Eu mando um anjo diante de ti para guardar-te, para te acompanhar no caminho, para que não erres”. 

“Hoje eu pergunto: como está minha relação com o meu anjo da guarda? Eu o escuto? Digo-lhe ‘bom dia’, lhe peço para velar meu sono, falo com ele? Peço conselhos? O anjo está ao meu lado!”

Fonte: Rádio Vaticano

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02 de outubro - Dia dos Santos Anjos da Guarda

“Anjo do Senhor – que por ordem da piedosa providência Divina, sois meu guardião – guardai-me neste dia (tarde ou noite); iluminai meu entendimento; dirigi meus afetos; governai meus sentimentos para que eu jamais ofenda ao Deus e Senhor. Amém.”

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