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quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Exu Caveira

       Sarabumba Seu Exu Caveira! Agô!      


Representação artística de Exu Caveira na porteira da Calunga
Saravá Seo Exú Caveira, Rei da Porteira do Cemitério (imagem ilustrativa: reprodução/internet) 
 

Exu Caveira foi nomeado durante a criação da vida humana, como guardião, para cuidar das pessoas na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, na vida espiritual e material. Braço direito de Seu Omolú na Terra, é a emanação do próprio Orixá. Vem das Águas Ancestrais, das quais Zambi e Oxalá criaram tudo que vemos e também o que não vemos.

Exu Caveira é desdobramento do Sr. Omolú que assume a forma de Caveira para trabalhar ativamente na Umbanda e na Quimbanda, que são a continuação uma da outra.

Ele cuida da vida e garante a liberdade dos justos. Cuida de seus protegidos, para que não façam uso indevido de seu livre arbítrio de forma a abreviar sua existência. Tem poder de livrar as pessoas de toda espécie de doença, infortúnio, maldade, feitiço ou bruxaria.

Exu Caveira disse certa vez que encarnou na Terra pela 1ª vez - por sua própria escolha - há pouco mais de 30.000 anos: "Quando encarnei pela primeira vez na Terra, há mais de 30.000 anos, estava tudo desolado e tive que me alimentar de um óleo que brotava do chão para sobreviver", disse ele explicando porque costuma beber azeite de dendê puro. 


Imagem de Exu Caveira
Cascão de Exu Caveira ao trabalhar nas regiões abissais


Em suas passagens terrenas sofreu as mesmas provações que os seres humanos comuns, para aprender e alcançar um maior grau de evolução. 

Teve encanações como: caçador, pagé, bruxo, adivinho, mago, profeta, sacerdote, padre inquisidor, xamã, eremita, monge, senhor de engenho, navegador e jesuíta, entre outras.

Observando o respeito mostrado por outros Exus ao Seu Caveira, durante a Gira, chamando-o de 'chefe' podemos constatar que sua falange principal é composta por um total de 49 Exus, sendo que por sua vez e pela ordem, cada um destes têm mais 7 Exus a seu serviço, e assim por diante, formando uma grande legião.

A falange do Sr. Caveira é formada basicamente pelos Exus: Tata Caveira, João Caveira, José Caveira, Exu Caveirinha, Sete Covas, Pomba Gira Rainha do Cemitério e Rosa Caveira, dentre outros...

Um fato curioso que vem sendo amplamente divulgado pelos próprios Caveiras é que uma vez encarnaram todos juntos, na mesma geração no antigo Egito. Os Caveiras fizeram parte de uma mesma seita aonde Seu Tata era o sacerdote. Por praticarem o monoteísmo foram todos condenados a serem queimados vivos. 

Ao que parece a encarnação, desencarne e reencarnação desses espíritos, partindo da idade da pedra, passando pelo oriente, Egito antigo, e muitas outras outras, para encarnar em nosso Brasil colonial. Aqui no Brasil encarnaram como senhores de engenho, fazendeiros, barões e feitores de escravos; o que fundamenta terem que, por Lei, obedecer aos Pretos e Pretas-Velhos dentro dos trabalhos nos terreiros. Missão que escolheram e cumprem com amor.

Ponto riscado de Exu Caveira (Porteira da Calunga)
Ponto Riscado de Exú Caveira (Firmeza da Porteira da Calunga)

Segundo o livreto "Catecismo de Umbanda", do início do século XX, Exu Caveira, juntamente com Tata Caveira, são responsáveis diretos pela administração do vício como objeto de pena cármica. 

O vício é usado como ferramenta de trabalho por Exu no dever de fazer cumprir o Karma, ou como provação visando a evolução.

A falange dos Caveira mexe profundamente com o nosso conjunto dos processos psíquicos conscientes e inconscientes. Em parte esta influência se manifesta devido ao grande medo da morte e do desconhecido que trazemos incutido em nosso ser enquanto encarnados.


Exu Caveira não faz o mal



Os Terreiros tradicionais, da mesma linha de trabalho que os do início do século passado, tem grande receio em invocar esta entidade e só o fazem no final da Gira, para limpeza espiritual ou quando a coisa fica pesada, para quebrar qualquer energia negativa. Quando ocorrem fatores desconhecidos que fogem muitas vezes ao controle, que eles não compreendem ou mesmo não sabem lidar chamam Exu para resolver. 

Há testemunhos falaciosos, os quais dizem que este poderoso e maravilhoso Exu é louco, intrigueiro e irresponsável, carapuça que deve servir mais aos que lhe designam estes pobres substantivos abstratos. No mais as características do Exu incorporado - a terceira energia, que é o médium incorporado - depende muito do aparelho (médium) e da casa (terreiro ou centro espírita) com os quais a entidade escolhe trabalhar.

Ainda segundo o livreto "Catecismo de Umbanda", Exu Caveira e sua falange tem em especial poder em favorecer qualquer espécie de especulação, ensinando todas as táticas e artimanhas da guerra, tendo em vista a vitória sobre os inimigos, é encarregado de vigiar a entrada dos cemitérios ou qualquer lugar aonde hajam pessoas enterradas.

Seu poder é tal que muitas vezes incutem medo nos que o evoca. Não existe trabalho ou despacho a ser realizado em um cemitério sem a presença de Exu Caveira.

Lembrem-se sempre que Exu que trabalha dentro da Lei - como no caso de Seu Caveira - é um amigo bondoso e fiel, exigindo apenas fé, amor no coração, fidelidade, firmeza de caráter e idoneidade por parte dos que tem fé nele, sendo que cada um dá o que pode desses atributos, cabe a cada indivíduo sua evolução. Quanto maiores os passos à evolução maior o agrado a Deus e por conseguinte mais amizade e afinidade Exu terá conosco, pois sua maior missão é nos fazer evoluir. Evoluímos junto com Exu ao passo que ele também evolui com a gente.

Ponto riscado de Exu Caveira. Dois garfos redondos cruzados com a caveira no centro
Ponto Riscado do Senhor Exú Caveira

Características

Seu Caveira apresenta-se na maioria das vezes como uma caveira grande, de altura respeitável, vestido de preto e trazendo na mão alguma arma, sendo mais comuns: foice, tridente, espada, gládio, elmo e escudo. A arma escolhida por ele varia de acordo com a ocasião, afinal para cada trabalho existe uma ferramenta mas tem sempre seu tridente à mão.

Ele pode aparecer com a o crânio coberto, mostrando a caveira, ou não, pode-se identificá-lo facilmente pelas 'mãos', são grandes garras de caveira. Sua cor é o preto mas não raro usa também velas, ponteiros e pemba vermelha e branca. 

Do sincretismo com a divindade pagã Sergulath é que vem a estatueta 'demoníaca' de Exu Caveira encontrada em terreiros e casas de artigos religiosos. Ele até pode assumir aquela forma, caso queira, para trabalhar nas esferas abissais ou no limbo (inferno), mas pode assumir a aparência - 'cascão' - que quiser. 

É raro ver Exu Caveira incorporado fora de Terreiros de Umbanda e Quimbanda... Exu se dedica muito à pratica da caridade nas tendas onde o espírito manifesta-se para  fazer o bem. Ele também, não raro, se faz presente em cultos como: Santeria, Vodu, as Macumbas, Candomblé, Omolokô e Batuques, cultos aonde preserva sempre aparelhos disponíveis para incorporação caso seja invocado ou precise estar. Presta caridade igualmente no espiritismo Kardecista, muitas vezes usando outro nome e aparência, geralmente de alguma de suas encarnações passadas.

Ponto riscado de Exu Caveira, cruzando calunga e encruzilhada
Ponto Riscado de Exú Caveira (Firmeza de todas as energias - quatro cantos - da Calunga Pequena)

Firmeza de pensamentos e pés no chão

Devemos estar atentos para o fato de existirem espíritos mal intencionados, conhecidos por "Exú Pagão", que tentam passar-se por Exu que trabalha na Lei, inclusive por  Exu Caveira, que é uma entidade popular e conhecida. Estes zombeteiros se aproveitam e podem se apresentar como Exú aos leigos e incautos, prometendo barbaridades em troca de alguns patacos e oferendas. Ó retorno triste que é gerado nesses casos. 

Cada um colhe o que planta. Tenham sempre pensamentos firmes e pés no chão! Pratique o bem porque o bem sempre vence...

Tenha certeza, Seu Caveira é um Exu bastante antigo, amigo e companheiro, capaz de realizar verdadeiros milagres. Quando é de nosso merecimento é mais que irmão; é só cuidar pra, digamos assim: 'não sair da linha'. Como dizem no ponto cantado de Seu Caveirinha:

"...não sai da linha mano, pra não se dar mal" 

Sem medo, Exú só faz o bem e jamais faz o mal. Então, que nos permita ter saúde, que a nossa vida seja longa e próspera, evoluindo sempre. Que tudo corra bem durante nossa passagem pela Terra, bem como quando adentrarmos no mundo espiritual. Tenhamos todos nosso lugar ao Sol no planeta em que encarnamos e também lá na Aruanda.

Saravá Exu Caveira, "Rei das Catacumbas do Inferno", sempre merecedor de grande respeito por parte daqueles que o recebem, cultuam e evocam.

"Abre nossos caminhos oh Exu Caveira,
livra-nos de todo e qualquer mal,
Nos ajuda a evoluir de forma próspera e saudável, 
Com Zambi e Oxalá nos guiando, protegendo e provendo sempre,
Que assim seja!"

Laroiê Exu! Emojibá!

Ponto cantado transmitido mediunicamente pela entidade

'Salve o Morro do Calvário,
Salve o povo inteiro,
Salve Exu Caveira;
Que vem neste Terreiro,
Salve filho de fé,
Salve Calunga inteira,
Salve Exu Caveira,
Que vem trabalhar!
Emojibá!'
____
Texto editado e atualizado (do original de 2005: "Saravá Exu Caveira!"), pelo autor, em 19 de dezembro de 2019 - se reproduzir cite a fonte com link








quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Omolu e Obaluaê





Em termos mais estritos, Obaluaê seria a forma mais jovem do Orixá Xapanã, enquanto Omolu a sua forma velha. Como porém, Xapanã, no início da formação dos cultos afro brasileiros era proibido tocar em seu nome fora dos terreiros, não devendo ser mencionado, pois poderia atrair suposta doença inesperada.

Assim, a expressão Omolu é a que mais se popularizou e acabou sendo confundida não apenas com a forma mais velha do Orixá, mas com sua essência genérica em si. Esta distinção se aproxima da que existe entre as formas básicas de Oxalá: Oxalá (o Crucificado), Oxaguiã a forma jovem e Oxalufã a forma mais velha. 

A figura de Omolu-Obaluaê, assim como seus mitos, é completamente cercada de mistérios e dogmas indevassáveis. Em termos gerais, a essa figura é atribuído o controle sobre todas as doenças, especialmente as epidêmicas. Faria parte da essência básica vibratória do Orixá tanto o poder de causar a doença como o de possibilitar a cura do mesmo mal que criou. 


A diferença entre Omolu e Obaluaê

Em algumas narrativas mais tradicionalistas tentam apontar-se que o conceito original da divindade se referia ao Deus da varíola, tal visão porém, nos parece uma evidente limitação. A varíola não seria a única doença sob seu controle, simplesmente pôr ser a epidemia mais devastadora e perigosa que conheciam os habitantes da comunidade original africana, onde surgiu Omolu-Obaluaê, o Daomé. 

Assim, sombrio e grave como Iroco, Oxumarê (seus irmãos) e Nanã (sua Mãe), Omolu-Obaluaê é uma criatura da cultura Jeje, posteriormente assimilada pelos Iorubás. 

Enquanto os Orixás Iorubanos são extrovertidos, de têmpera passional, alegres, humanos e cheios de pequenas falhas que os identificam com os seres humanos, as figuras Daomeanas estão mais associadas a uma visão religiosa em que o distanciamento entre Deuses e seres humanos se estruturou de uma maneira bem ampla e complexa.

Quando havia aproximação, havia de se temer, pois alguma tragédia estaria para acontecer, pois os Orixás do Daomé eram austeros no comportamento mitológico, graves e conseqüentes em suas ameaças. 

A visão de Omolu-Obaluaê para os antigos Daomeanos era a do castigo. Se um ser humano faltava com ele ou um filho-de-santo seu fosse ameaçado, o Orixá castigariia com violência e determinação, sendo difícil uma negociação ou um aplacar, mais prováveis nos Orixás Iorubás.

Na Umbanda a diferença entre esses Orixás se coloca de forma mais prática. São vistos como Tronos de Deus que subsistem e se manifestam na natureza e na vida através das energias que irradiam. 

As energias se diferem primeiramente pelo ponto de força. Os dois são representados pela terra, porém a terra de Omolu é mais seca, fazendo contraponto a imensidão do oceano de Iemanjá, ele representa o todo componente de terra firme dos continentes.

A terra de Obaluaê já tem ligação com as margens de lagos e pântanos, águas paradas ligadas Nanã. Assim a terra propensa a germinação, ao crescimento de folhas, plantas, árvores, havendo ligada a vibração a Obaluaê.

Na Umbanda, Omolu é estabilizador, mais concreto, absorvedor estando no polo negativo da mãe Iemanjá que é positivo. Obaluaê é evoluidor, expansivo, irradiador estando no polo positivo da mãe Nanã que é negativo. 

Omolu formata a linha em que trabalham os Exús, já Obaluaê formata junto a Oxalá a linha em que trabalham os Pretos Velhos.

Omolu atua nos seres humanos pelo chacra básico, enquanto Obaluaê está presente pelo chacra esplênico.

Para muitos umbandistas a vela que se acende para Omolu é preta ou roxa, já para Obaluaê é violeta.

Por: Fernando Ribeiro
Referencias. Luis Antonio Modesto / Rubens Saraceni/ Pierre Verger
Fonte: UTHiS: A diferença entre Omolu e Obaluaê

Quer saber? Encontre mais literatura sobre os Orixás, clicando aqui...

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sexta-feira, 13 de abril de 2012

Quem é de Axé diz que é


Omolu / Obaluaiyé é o rei da terra. A sua vestimenta é feita de ìko; uma fibra de ráfia extraída do Igí-Ògòrò, a “palha da costa”, elemento de grande significado ritualístico, principalmente em ritos ligados à morte e o sobrenatural, sua presença indica que algo deve ficar oculto. 

Compostos de duas partes o “Filá” e o “Azé”, a primeira parte, a de cima que cobre a cabeça é uma espécie de capuz trançado de palha da costa, acrescido de palhas em toda sua volta, que passam da cintura, o Azé, seu asó-ìko (roupa de palha) é uma saia de palha da costa que vai até os pés em alguns casos, em outros, acima dos joelhos, por baixo desta saia vai um Xokotô, espécie de calça, também chamado “cauçulú”, em que oculta o mistério da morte e do renascimento. Nesta vestimenta acompanha algumas cabaças penduradas, onde supostamente carrega seus remédios. Ao vestir-se com ìko e cauris, revela sua importância e ligação com a morte.

Sua festa anual é o Olubajé. Tido como filho de Nanã no Brasil, a sua origem, forma, nome e culto em África é bastante variado, de acordo com a região, essa variação de nomes é em conformidade com a região, Obaluaiyé ou Xapanã em Tapá (Nupê) chegando ao território Mahi ao norte do Daomé; Sapata é a sua versão Fon, trazida pelos Nagôs.

Em alguns lugares se misturam, em outros são deuses distintos, confundidos até com Nanã Buruku; Omolu em keto e Abeokutá. O seu parentesco com Oxumaré e Iroko é observado em Keto (vindo de Aisê segundo uns e Adja Popo segundo outros), onde se pode ver uma lança (oko Omolu) cravada na terra, esculpida em madeira onde figuram esses três personagens mencionados, também em Fita próximo de Pahougnan, território Mahi, onde o rei Oba Sereju, recebera o fetiche Moru, três fetiches ao mesmo tempo Moru (Omolu), Dan (Oxumaré) e Loko (Iroko).

Qualidades

Akavan: Tem ligação com Oyá, veste estampado.

Azonsu / Ajunsu: Tem fundamentos com Oxumaré, Oxun e Oxalá. Carrega lança e veste branco.

Azoani: É jovem, veste vermelho, palha vermelha Tem caminhos com Iroko, Oxumaré, Iemanjá e Oyá.

Arawe / Jagun: Tem fundamento com Oyá e Oxalá.

Ajoji / Jagun: Tem fundamentos com Ogun e Oxagian.

Avimaje Tem fundamento com Nana e Ossain e Odé.

Ajoji / Segí/Jagun: Tem ligação com Yemanjá e Oxumare / Nanã.

Afomam: Veste a estopa e carrega duas bolsas de onde tira as doenças. Veste de amarelo e preto. Todas as plantas trepadeiras pertencem-lhe. Tem caminhos com Oxumaré, Ogun de quem é companheiro, dança cavando a terra com Intoto para depositar os corpos que lhe pertencem.

Agbagba Jagun: tem fundamento com Oyá.

Itubé Jagun: É jovem e guerreiro; leva na mão uma lança chamada okó; Tem caminhos com Ogunjá, Oxaguian, Ayrá, Exu e Oxalufan. Não come feijão preto e é o único que come Igbin (Caracol).

Ìpòpò: Tem forte fundamento com Nanã, usa biokô.

Tetu / Etetu Jagun: É jovem e guerreiro. Come com Ogum e Oyá. Veste de branco, usa biokô:

Agòrò: veste branco, usa biokô com franjas de palha

Itetù Jagun: ligado a Yemnjá e Oxalá

Dizem que são 14 qualidades ou caminhos de Obaluaiye/Omolú/Jagun/Sakpata. Teremos ainda vários nomes, títulos e qualidades parecidas: Ajágùsí, Topodún, Janbèlé, Parú, Polibojí, Akarejebé, Aruajé, Ahoye, Olutapá, Sapatá Ainon, WariWarún, etc.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Saravá Seo Omolú! Atotô Obaluaiê!

Omolú, nosso pai Obaluaê. Saudação: Atotô!

O sincretismo de Omolú, Obaluaê (ou Obaluaiê) ocorre com dois santos distintos da Igreja Católica, São Lázaro e São Roque, e ambos representam o “Médico dos Orixás”.

Dias de comemoração: 13 de Maio (Pretos-Velhos), 16 de Agosto, 2 de Novembro e 17 de Dezembro.

Toda segunda-feira todo devoto e toda devota de São Roque e São Lázaro faz homenagem aos santos, então na última segunda-feira de cada ano estes mesmos fiéis prestam as últimas homenagem do ano aos santos, lotando as Igrejas.

A comemoração mais conhecida é  na igreja de São Lázaro que fica no bairro da Federação, em Salvador (foto abaixo). Lá os devotos também homenageiam Obaluaê, orixá que representa São Lázaro no Candomblé. É nesta data - última segunda-feira do ano - que as baianas dão o tradicional banho de pipoca nos(as) fiéis e filhos(as) de santo, promovendo a limpeza astral do perispírito e atraindo o Axé curador de Abaluaiê.


Igreja de São Lázaro e São Roque

Essa mesma comemoração, como o banho de pipoca, se repete na última segunda-feira do primeiro mês de ano.

É uma festa abençoada, na qual todo mundo pode participar e pedir paz, saúde, proteção, livrando-se da inveja e da maldade. 

Através do banho de pipoca e do Pádua, o fiel fica protegido e pronto a conquistar muitas coisas boas na vida.

Saudação: Atotô Obaluayê! 

(ou Atotô Abaluaiê!)

Obalúayé; "Rei dono da Terra", Omolu "Filho do Senhor", Xapanã "Dono da Terra" são os nomes dados a Sànpònná, um título ligado a grande calor, o sol e também conhecido como Babá Igbona, pai da quentura no Candomblé. É ligado ao mundo dos mortos. A este Orixá fazemos os pedidos para problemas de Saúde e cortes de magia.

O guardião dos espíritos torna as pessoas intuitivas e carismáticas. Ajuda no amor e família.

Simbologia

Omolu é representado pelo Sàsàrà ou Xaxará (feixe de palha da costa e búzios)

Elemento: terra

Astro regente: Saturno

Dia da semana: segunda-feira, bom para culto aos ancestrais

Personalidade: tímido e vingativo

Oferenda: Èwà dúdú - feijão preto temperado com cebola, camarão seco e dendê. Na Umbanda também é usada pipoca passada no azeite de dendê. Pipoca estourada na areia de praia sem sal; amendoim pilado e torrado.

Doce: Cuscuz

Bebida: Água de arroz

Cores: Preto, branco e vermelho que simbolizam mistérios e sobriedade, e atraem respeito

Frutas: Banana da terra, abacaxi

Flores: Qualquer flor de cor branca

Ervas: Canela de velho, jurubeba, erva de bicho, picão

Metal: Chumbo


Local de oferenda: Praias, cemitérios e grutas

Características do orixá: Omolu é sábio e destemido. É originário do antigo Dahomey onde era chamado de Sakpatá. É filho de Anabiko e irmão de Besen. Usa o fìlà (cobertura de palha da costa).

Seu número é o 13 (Odù éjì ológbon - magia)

Saudação: "Atôtô!" (Silêncio!)


Protegido por Omolu: O Ator Milton Gonçalves é sábio e determinado como Omolu. Pelos inúmeros papéis de sucesso, Milton tornou-se referência imprescindível na dramaturgia nacional. "Para proteção, use uma pedra de ônix".

Axés e magias: Para ajudar na cura de doenças, macere em um balde com 5 litros d'água cana-do-brejo, saião e raiz santa. Tome este banho da cabeça aos pés e vista-se de branco. Despache as numa grama.

Magia de Omolu para despertar o desejo do seu amor: Forre uma panela de barro com folhas de colônia e mamona. Consiga uma roupa íntima da pessoa e coloque por cima das folhas. Cubra esta roupa com pó de pemba vermelha e lelecun em pó. Estoure 500g de pipoca no azeite doce. Triture as pipocas, misture-as com mel de abelha e coloque-as por cima de tudo. Tampe a panela e enterre-a aos pés de uma árvore fazendo os seus pedidos com fé a Omolu.

Sobre Omolú

Para a maior parte dos devotos do Candomblé e da Umbanda, os nomes são praticamente intercambiáveis, referentes a um mesmo arquétipo e, correspondentemente, uma mesma divindade.Já para alguns Babalorixás, porém, há de se manter certa distância entre os dois termos, uma vez que representam tipos diferentes do mesmo Orixá.

São também comuns as variações gráficas Obaluaê e Abaluaiê


Em termos mais estritos, Obaluaê é a forma jovem do Orixá Xapanã, enquanto Omolu é sua forma velha. Como porém, Xapanã é um nome proibido tanto no Candomblé como na Umbanda, não devendo ser mencionado pois pode atrair a doença inesperadamente, a forma Omolu é a que mais se popularizou e acabou sendo confundida não apenas com a forma mais velha do Orixá, mas com sua essência genérica em si. Esta distinção se aproxima da que existe entre as formas básica de Oxalá: Oxalá (o Crucificado), Oxaguiã a forma jovem e Oxalufã a forma mais velha.

A figura de Omolu-Obaluaê, assim como seus mitos, é completamente cercada de mistérios e dogmas indevassáveis. Em termos gerais, a essa figura é atribuído o controle sobre todas as doenças, especialmente as epidêmicas. Faria parte da essência básica vibratória do Orixá tanto o poder de causar a doença como o de possibilitar a cura do mesmo mal que criou.

Em algumas narrativas mais tradicionalistas tentam apontar-se que o conceito original da divindade se referia ao deus da varíola, tal visão porém, nos parece uma evidente limitação. A varíola não seria a única doença sob seu controle, simplesmente pôr ser a epidemia mais devastadora e perigosa que conheciam os habitantes da comunidade original africana, onde surgiu Omolu-Obaluaê, o Daomé.

Assim, sombrio e grave como Iroco, Oxumarê (seus irmãos) e Nanã (sua Mãe), Omolu-Obaluaê é uma criatura da cultura jeje, posteriormente assimilada pelos iorubas. Enquanto os Orixás iorubanos são extrovertidos, de têmpera passional, alegres, humanos e cheios de pequenas falhas que os identificam com os seres humanas, a figuras daomeanas estão mais associadas a uma visão religiosa em que distanciamento entre deuses e seres humanos é bem maior.

Quando há aproximação, há de se temer, pois alguma tragédia está para acontecer, pois os Orixás do Daomé são austeros no comportamento mitológico, graves e consequentes em suas ameaças.


A visão de Omolu-Obaluaê é a do castigo. Se um ser humano falta com ele ou um filho-de-santo seu é ameaçado, o Orixá castiga com violência e determinação, sendo difícil uma negociação ou um aplacar, mais prováveis nos Orixás iorubás.

Pierre Verger, nesse sentido, sustenta que a cultura do Daomé é muito mais antiga que a ioruba, o que pode ser sentido em seus mitos: A antigüidade dos cultos de Omolu- Obaluaê e Nanã (Orixá feminino), freqüentemente confundidos em certas partes da África, é indicada por um detalhe do ritual dos sacrifícios de animais que lhe são feitos. Este ritual é realizado sem o emprego de instrumentos de ferro, indicando que essas duas divindades faziam parte de uma civilização anterior à Idade do Ferro e à chegada de Ogum.

Como parte do temor dos iorubas, eles passaram a enxergar a divindade (Omolu-Obaluaê) mais sombria dos dominados como fonte de perigo e terror, entrando num processo que podemos chamar de malignação de um Orixá do povo subjugado, que não encontrava correspondente completo e exato (apesar da existência similar apenas de Ossâim). Omolu-Obaluaê seria o registro da passagem de doenças epidêmicas, castigos sociais, já que atacariam toda uma comunidade de cada vez.

Existe uma grande variedade de tipos de Omolu-Obaluaê, como acontece praticamente com todos os Orixás. Existem formas guerreiras e não guerreiras, de idades diferentes, etc., mas resumidos pelas duas configurações básicas do velho e do moço. A diversidade de nomes pode também nos levar a raciocinar que existem mitos semelhantes em diferentes grupos tribais da mesma região, justificando que o Orixá é também conhecido como Skapatá, Omolu Jagun, Quicongo, Sapatoi, Iximbó, Igui.

Arquétipo: O senhor da doença é relacionado um arquétipo psicológico derivado de sua postura na dança: se nela Omolu-Obaluaê esconde dos espectadores suas chagas, não deixa de mostrar, pelos sofrimentos implícitos em sua postura, a desgraça que o abate. No comportamento do dia-a-dia, tal tendência se revela através de um caráter tipicamente masoquista.

Pierre Verger define os filhos de Omolu como pessoas que são incapazes de se sentirem satisfeitas quando a vida corre tranqüila para elas. Podem até atingir situações materiais e rejeitar, um belo dia, todas essas vantagens por causa de certos escrúpulos imaginários. São pessoas que, em certos casos, se sentem capazes de se consagrar ao bem-estar dos outros, fazendo completa abstração de seus próprios interesses e necessidades vitais.


No Candomblé, como na Umbanda, tal interpretação pode ser demais restritiva. A marca mais forte de Omolu-Obaluaê não é a exibição de seu sofrimento, mas o convívio com ele. Ele se manifesta numa tendência autopunitiva muito forte, que tanto pode revelar-se como uma grande capacidade de somação de problemas psicológicos (isto é, a transformação de traumas emocionais em doenças físicas reais), como numa elaboração de rígidos conceitos morais que afastam seus filhos-de-santo do cotidiano, das outras pessoas em geral e principalmente os prazeres. Sua insatisfação básica, portanto, não se reservaria contra a vida, mas sim contra si próprio, uma vez que ele foi estigmatizado pela marca da doença, já em si uma punição.

Em outra forma de extravasar seu arquétipo, um filho do Orixá , menos negativista, pode apegar-se ao mundo material de forma sôfrega, como se todos estivessem perigosamente contra ele, como se todas as riquezas lhe fossem negadas, gerando um comportamento obsessivo em torno da necessidade de enriquecer e ascender socialmente.

Mesmo assim, um certo toque do recolhimento e da autopunição de Omolu-Obaluaê serão visíveis em seus casamentos: não raro se apaixonam por figuras extrovertidas e sensuais (como a indomável Iansã, a envolvente Oxum, o atirado Ogum) que ocupam naturalmente o centro do palco, reservando ao cônjuge de Omolu-Obaluaê um papel mais discreto. Gostam de ver seu amado brilhar, mas o invejam, e ficam vivendo com muita insegurança, pois julgam o outro, fonte de paixão e interesse de todos.

Imagem de Obaluaê em gesso 

Assim como Ossâim, as pessoas desse tipo são basicamente solitárias.

Mesmo tendo um grande círculo de amizades, freqüentando o mundo social, seu comportamento seria superficialmente aberto e intimamente fechado, mantendo um relacionamento superficial com o mundo e guardando sua intimidade para si própria.

Não raro são pessoas que julgam. Ter características detestáveis, que vivem criticando, motivo de vergonha. O filho do Orixá oculta sua individualidade com uma máscara de austeridade, mantendo até uma aura de respeito e de imposição, de certo medo aos outros.

Pela experiência inerente a um Orixá velho, são pessoas irônicas. Seus comentários porém não são prolixos e superficiais, mas secos e diretos, o que colabora para a imagem de terrível que forma de si próprio.

Um último, mas importante detalhe; em diversas de suas lendas, o Orixá da varíola é apresentado como uma divindade que perdeu uma perna. Isso se refletiria em seus filhos como um defeito congênito em uma das pernas ou a tendência a sofrer, durante sua vida, por um problema de relativa gravidade em seus membros inferiores, a partir de quedas ou desastres que podem ou não ser curados e ultrapassados.


"Salve o Senhor o Rei da Terra! Médico da Umbanda, Senhor da Cura de todos os males do corpo e da alma. Pai da riqueza e da bem-aventurança. Em ti deposito minhas dores e amarguras, rogando-te as bênçãos de saúde, paz e prosperidade. Faz-me, Senhor do trabalho; um filho de bom ânimo e disposição, para triunfar na luta pela sobrevivência. Faz-me digno de merecer todo dia e toda noite, vossas bênçãos de luz e misericórdia."  ATOTÔ OBALUAUÊ! ATOTÔ BABÁ!

Lendas de Omolú (Obaluaiê)


1) "Por causa do feitiço usado por Nanã para engravidar, Omolu nasceu todo deformado. Desgostosa com o aspecto do filho, Nanã abandonou-o na beira da praia, para que o mar o levasse. Um grande caranguejo encontrou o bebê e atacou-o com as pinças, tirando pedaços da sua carne. Quando Omolu estava todo ferido e quase morrendo, Yemanjá saiu do mar e o encontrou. Penalizada, acomodou-o numa gruta e passou a cuidar dele, fazendo curativos com folhas de bananeira e alimentando-o com pipoca sem sal nem gordura até que o bebê se recuperou. Então Iemanjá criou-o como se fosse seu filho."


2) "Omolu tinha o rosto muito deformado e a pele cheia de cicatrizes. Por isso, vivia sempre isolado, se escondendo de todos. Certo dia, houve uma festa de que todos os Orixás participavam, mas Ogum percebeu que o irmão não tinha vindo dançar. Quando lhe disseram que ele tinha vergonha de seu aspecto, Ogum foi ao mato, colheu palha e fez uma capa com que Omolu se cobriu da cabeça aos pés, tendo então coragem de se aproximar dos outros. Mas ainda não dançava, pois todos tinham nojo de tocá-lo. Apenas Iansã teve coragem; quando dançaram, a ventania levantou a palha e todos viram um rapaz bonito e sadio;e Oxum ficou morrendo de inveja da irmã."

3) "Quando Obaluaê ficou rapaz, resolveu correr mundo para ganhar a vida. Partiu vestido com simplicidade e começou a procurar trabalho, mas nada conseguiu. Logo começou a passar fome, mas nem uma esmola lhe deram. Saindo da cidade, embrenhou-se na mata,onde se alimentava de ervas e caça, tendo por companhia um cão e as serpentes da terra. Ficou muito doente.Por fim, quando achava que ia morrer, Olorun curou as feridas que cobriam seu corpo. Agradecido, ele se dedicou à tarefa de viajar pelas aldeias para curar os enfermos e vencer as epidemias que castigaram todos que lhe negaram auxílio e abrigo."



5 Orações ao Senhor Omolú

1) "Atotô, Atotô, Atotô, Meu Pai Obaluaiê.

Salve querido Pai da vida e da riqueza. Eu venho humildemente e com todo o respeito, Senhor, pedir-lhe (faça o pedido). Oh, grande Obaluaiê, se meus pedidos forem injustos e não merecidos, não me puna, Pai. Não deixe que caia sobre mim a sua ira. Mas me dê o que for do meu merecimento. Senhor da lama e do ouro, Pai de todo o Ayê, que as suas bênçãos me livrem de todo o mal, de todas as dores, de todas as doenças, de todas as moléstias e perseguições. Ilumine Obaluaiê a minha vida, minha consciência, e que sua justiça seja sempre a minha companheira.

Proteja-me, Pai, Atotô. Axé!!! Atotô, Atotô, Atotô, Meu Pai Obaluaiê.

Proteja-me, Pai, Atotô. Axé !!!"


2) "Oh, Mestre da Vida,
Proteja seus filhos para que suas vidas sejam marcadas pela saúde.
Vós é o limitador das enfermidades.
Vós é médico dos corpos terrenos e almas eternas.
Suplicamos sua misericórdia aos males que nos afetam!
Que suas chagas abriguem nossas dores e sofrimentos.
Concede-nos corpos sadios e almas serenas.
Mestre da Cura, amenize nossos sofrimentos que escolhemos resgatar nessa encarnação!
Atotô meu Pai! Axé!"

3) "Dominador das epidemias. De todas as doenças e da peste. Omulu, Senhor da Terra. Obaluaiê, meu Pai Eterno. Dai-nos saúde para a nossa mente, dai-nos saúde para nosso corpo. Refoçai e revigorai nossos espíritos para que possamos enfrentar todos os males e infortúnios da matéria. Atotô meu Obaluaiê! Atotô meu Velho Pai! Atotô Rei da Terra! Atotô Babá!"

São Roque

4) "Mestre das almas!
Meu corpo está enfermo…
Minha alma está abalada,
Minha alma está imersa na amargura de um sofrimento
Que me destrói lentamente.
Senhor Omolu!
Eu evoco - Obaluaiê
Oh!
Deus das doenças
Orixá que surge, diante dos meus olhos
Na figura sofredora de Lázaro.
Aquele que teve a graça de um milagre
No gesto do Divino Filho de Jesus.
Oh!
Mestre dos mestres
Obaluaiê
Teu filho está enfermo…
Teu filho se curva, diante da tua aura luminosa.
Na magia do milagre,
Que virá de tuas mãos santificadas pelo sofrimento…
Socorre-me…
Obaluaiê…
Dai-me a esperança da tua ajuda.
Para que me encoraje diante do martírio imenso que me alucina,
Faças com que eu não sofra tanto - Meu Pai
Senhor Omolu!
Tu és dono dos cemitérios,
Tu que és sentinela do sono eterno,
Daqueles que foram seduzidos ao teu reino.
Tu que és guardião das almas. que ainda não se libertou da matéria,
Ouve a minha súplica, atende ao apelo angustioso do teu filho.
Que se debate no maior dos sofrimentos.
Salve-me - Irmão Lázaro.
Aqui estou diante da tua imagem sofredora,
Erguendo a derradeira prece dos vencidos,
Conformado com o destino que o Pai Supremo determinou.
Para que eu suplicasse minha alma no maior dos sofrimentos.
Salve minha alma desse tormento que me alucina.
Tome meu corpo em teus braços.
Eleva-me para teu reino.
Se achares porém, que ainda não terminou minha missão neste planeta,
Encoraja-me com exemplo da tua humildade e da tua resignação.
Alivia meus sofrimentos, para que levante deste leito e volte a caminhar.
Eu te suplico, mestre!
Eu me ajoelho diante do poder imenso,
De que és portador.
Invoco a vibração do Obaluaiê.
A - TÔ - TÔ, Meu Pai.
Obaluaiê,
Meu Senhor, ajude-me!"

5) "Salve o Senhor o Rei da Terra!
Médico da Umbanda, Senhor da Cura de todos os males do corpo e da alma.
Pai da riqueza e da bem-aventurança.
Em ti deposito minhas dores e amarguras, rogando-te as bênçãos de saúde, paz e prosperidade.
Faz-me, Senhor do trabalho; um filho de bom ânimo e disposição, para triunfar na luta pela sobrevivência.
Faz-me digno de merecer todo dia e toda noite, vossas bênçãos de luz e misericórdia."

ATOTÔ OBALUAUÊ! ATOTÔ BABÁ!





Fonte/Referências: Casa Espirita Xango Airá-http://cexapublicacoes.blogspot.com/2008/08/omolu-obalua.html - Coluna de Pai Paulo no Jornal Extra (Rio de Janeiro): http://extra.globo.com/lazer/materias/2010/05/06/pai-paulo-omolu-te-deixara-intuitivo-carismatico-916514590.asp - http://www.pallaseditora.com.br/omolu.php - http://povodearuanda.wordpress.com/2007/09/10/obaluaye - CANDOMBLE - RELIGIAO DO CORPO E DA ALMA Por Carlos Eugênio Marcondes de Moura (2000). Imagens: pesquisa: Google images.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

O outro lado da doença - Vencendo a velhice



"VOCÊ, que se acha enfermo, preso a um leito de dor, não desanime!
A doença não é um mal, pois é através da enfermidade que nos libertamos das vibrações grosseiras dos maus pensamentos, das más palavras e das más ações.
Suporte com paciência sua enfermidade, porque por meio dela se está purificando o organismo psíquico, sua alma, que só pode expulsar as impurezas por meio das doenças físicas."


"NÃO dê importância à idade de seu corpo físico: seja sempre jovem e bem disposto espiritualmente.
A alma não tem idade.
A mente jamais envelhece.
Mesmo que o corpo assinale os sintomas da idade física, mantenha-se jovem e bem disposto, porque isto depende de sua mentalização positiva.
Faça que a juventude de seu espírito se irradie através de seu corpo, tenha ela a idade que tiver."

Torres Pastorino

E, na vibração do Sr. Omolú, Atotô Abaluiaiê!

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