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terça-feira, 23 de junho de 2026

Ouroboros: o antigo símbolo que os alquimistas associavam à prosperidade, proteção e transformação espiritual

Muito antes dos amuletos modernos, uma serpente já guardava um dos maiores segredos do mundo místico

Ouroboros: o antigo símbolo que os alquimistas associavam à prosperidade, proteção e transformação espiritual. Muito antes dos amuletos modernos, uma serpente já guardava um dos maiores segredos do mundo místico.

Há símbolos que atravessam séculos. Outros atravessam milênios.

O Ouroboros pertence ao segundo grupo.

Representado por uma serpente que morde a própria cauda, formando um círculo perfeito, esse símbolo ancestral aparece em registros do Egito Antigo, da Grécia, da alquimia medieval e até em tradições esotéricas modernas. Seu significado parece simples à primeira vista, mas esconde uma das mensagens espirituais mais profundas já transmitidas pela humanidade: tudo está em constante transformação.

Para os estudiosos das tradições ocultistas, o Ouroboros simboliza o ciclo eterno da vida, da morte e do renascimento. Nada termina de fato. Tudo se transforma.

E talvez seja justamente por isso que tantas pessoas continuam usando esse símbolo como amuleto até os dias atuais.

O que significa o Ouroboros?

A palavra "Ouroboros" deriva do grego e pode ser traduzida como "aquele que devora a própria cauda".

Embora sua imagem seja encontrada em diferentes culturas, o significado central permanece semelhante: a renovação contínua da existência.

Na visão mística, ele representa:

  • Proteção energética;
  • Renovação espiritual;
  • Prosperidade em ciclos;
  • Sabedoria interior;
  • Equilíbrio entre forças opostas;
  • Transmutação de energias negativas.

Não por acaso, alquimistas europeus utilizaram o símbolo durante séculos em manuscritos secretos.

O Ouroboros e a alquimia

Para os alquimistas, a busca pelo ouro físico era apenas uma parte do processo.

O verdadeiro objetivo era a transformação interior.

Acreditava-se que o ser humano poderia transmutar emoções negativas, limitações e padrões destrutivos em sabedoria, força e evolução espiritual.

O Ouroboros tornou-se então uma representação perfeita desse processo.

Ele simbolizava a capacidade de destruir o velho para permitir o nascimento do novo.

Por isso, muitos praticantes de tradições esotéricas carregam esse símbolo como um lembrete constante de crescimento, aprendizado e renovação.

✨ Amuleto em destaque:
O Pingente Ouroboros com cordão de couro reúne simbolismo ancestral, estilo místico e forte apelo espiritual para quem busca proteção, prosperidade e renovação em sua jornada.

Ver o Amuleto Ouroboros

Um amuleto para tempos de mudança

Existem momentos em que sentimos que a vida está pedindo uma transformação.

Mudanças profissionais. Novos relacionamentos. Recomeços. Fim de ciclos.

Nessas fases, muitas pessoas recorrem a símbolos ancestrais para fortalecer a intenção e manter o foco em seus objetivos.

É justamente nesse contexto que o Amuleto Ouroboros com cordão de couro tem chamado atenção entre apreciadores do universo místico e esotérico.

🧿 Conheça os detalhes do amuleto clicando aqui

Além do forte simbolismo espiritual, a peça possui visual marcante e acabamento inspirado nas tradições alquímicas e ocultistas que ajudaram a popularizar o Ouroboros ao longo da história.

As energias que o Ouroboros costuma atrair segundo tradições esotéricas

Embora não existam comprovações científicas para propriedades espirituais de amuletos, diversas correntes místicas associam o Ouroboros às seguintes energias:

Prosperidade

O círculo sem fim simboliza fluxo contínuo e abundância.

Proteção espiritual

Muitas escolas esotéricas consideram a serpente um guardião energético, capaz de representar vigilância e defesa contra influências negativas.

Sabedoria

O Ouroboros lembra que o conhecimento verdadeiro surge da experiência, dos erros e dos recomeços.

Renovação

Talvez seu significado mais conhecido. O símbolo incentiva a abandonar padrões antigos para permitir novos ciclos de crescimento.

Por que tantas pessoas usam o símbolo atualmente?

Em uma época marcada por mudanças rápidas, o Ouroboros voltou a ganhar popularidade.

Seu significado conversa diretamente com desafios modernos:

  • Reinvenção pessoal;
  • Crescimento profissional;
  • Desenvolvimento espiritual;
  • Busca por equilíbrio emocional;
  • Superação de períodos difíceis.

Para muitos, usar o símbolo diariamente funciona como um lembrete silencioso de que cada fim carrega também um novo começo.

🐍 Ouroboros: proteção, sabedoria e renovação

Ver oferta do amuleto

Uma mensagem que atravessa os séculos

Os antigos alquimistas acreditavam que a verdadeira riqueza não era o ouro encontrado nas minas, mas o ouro produzido dentro da própria alma.

O Ouroboros continua transmitindo essa mesma mensagem.

A serpente que devora a própria cauda nos lembra que a vida é feita de ciclos, aprendizado e renovação constante.

E talvez seja exatamente por isso que esse símbolo continua despertando fascínio após milhares de anos: porque fala de algo que todos nós vivemos.

A arte de recomeçar.

domingo, 11 de agosto de 2019

A Interpretação de um Laboratório de Alquimia

Vemos a seguir a imagem do laboratório do alquimista Heinrich Khunrath¹, a gravura, retratada no livro Sapientiae Amphitheatrum Aeternae², escrito por Heirich em 1595, mostra o local e as frases 'mágicas' em Latim. A imagem é da planta humanizada do laboratório e a tradução dos dizeres foi realizada por John Read³:

Na imagem podemos ver as seguintes frases, todas grafadas em latim:


Arquitrave: 
SINE AFFLATU DIVINO, NEMO VNQUAM VIR MAGNUS. SINE DIVINO AFFLATU, VNQUAM MAGNUS VIR NEMO. 
"Sem inspiração divina, não há homem que é grande." (De Cícero, De natura deorum)

Lema na fita acima da plataforma de produtos químicos, a direita: 
NEC TEMERE, NEC TIMIDE Temere NEC, a NEC timide "Nem precipitadamente, nem timidamente" 

Placa superior da plataforma de produtos químicos: 
LABORATORIVM "Laboratory"

Garrafas de químicos: 
(linha superior) CELI ROS = orvalho do céu, AZOTH = mercúrio / SOPHIC POTAB AURUM = Ouro potável / (Linha inferior) • HYLE. • SANG • ☉ POTA? • ??ER?. ☿ • HYLE. SANG • • ☉ ? •? Er?. ☿ (?) HYLE = matéria primordial; cantava. ♌ = SANGUIS DRACONIS = sangue de dragão, ☿ 

Lareira acima do forno: 
SAPIENTER RETENTATVM, SVCCEDET ALIQVANDO. SAPIENTER RETENTATVM, ALIQVANDO SVCCEDET. 
"O que é sabiamente tentar sabiamente conseguirei algum dia." 

Bases de colunas à direita: 
RA/TIO • EXPE/RIEN/TIA.
"Razão" • "Experiência."

Cesta de carvão: 
pudeat NO /? rbonű 
"(?) De carvão" 

Topo do fogão no meio: 
FESTINA/LENTE
"Apresse-se lentamente"

A direita do fogão (banho-maria): 
Matúrandúm
(?) 

Equipo de destilação: 
ama? 
(?) 

Equipo de Condensação
Spt?
(?)

Toalha de instrumentos musicais abaixo:
MUSICA tristib Sancta? spirituum? mali /? uarum fuga gvili... / ...gaudio pio perfuso.
"O musical sagrado (coisas)" triste?, Respiração, vida, inspiração, orgulho?, Pessoas com más intenções (más)? ... voo (por avião) ... com alegria Eu venero o vazamento por cima (com um fluido)?

Topo da tenda verde:
ORATORIVM / FELIX / CVI יהוה / A CONSILIS.
"Oratório (local de oração)" / "Feliz é o homem" / "Deus" (em hebraico) / "por um plano." (Pelo conselho)

Do lado esquerdo da tenda verde:
HOC HOC AGENTIBVS / nobis devs ADERIT IPSE.
"Quando atendemos estritamente para o nosso trabalho, o próprio Deus nos ajudará".

Placa suspensa sob a tenda:
NE LOQUA / RIS DE DEO / ABSQ. LV. minas /.
"Não falar de Deus na escuridão" (literalmente, sem luz) (Ne loquaris de Deo absque lumine)

Pernas da mesa sob a tenda:
DISCE BENE MORI
"Aprender a morrer bem" (?)

Acima do arco da entrada:
Dormiens Vigila.
"Durante o sono, ser vigilante."

Heinrich Khunrath
O Alquimista:

Heinrich Khunrath (Dresden ou Leipzig, c. 1560 - Dresden ou Leipzig, 9 de setembro de 1605), foi um médico, filósofo hermético e alquimista da Alemanha.

Estudou possivelmente na Universidade de Leipzig em torno de 1570 com o pseudônimo Henricus Conrad Lips, e pode ter usado outros nomes ao longo de sua vida. 

Em maio de 1588 matriculou-se na Universidade de Basileia, onde obteve o grau de Doutor em Medicina. 

Foi também discípulo de Paracelso, e praticou medicina em Dresden, Magdeburgo e Hamburgo. Depois de 1588 viajou extensamente e permaneceu algum tempo na corte do império, onde encontrou John Dee, que possivelmente foi seu mentor no Hermetismo. 

Em 1591 foi indicado médico do conde Rosembeck em Trebona. Seus estudos de ocultismo o levaram a criar uma síntese de magia natural com o Cristianismo. Sua primeira obra publicada foi Amphitheatrum Sapientiae Aeternae (Hamburgo, 1595, ilustrado), que se tornou um clássico da alquimia, foi uma influência para o Luteranismo e para os Rosacruzes.
_____________________
Referências:
1- Heinrich Khunrath, (☆ Dresden ou Leipzig, † 1560-Dresden ou Leipzig, 9 de setembro de 1605), foi um médico, filósofo hermético e alquimista da Alemanha. / 2- Sapientiae Amphitheatrum Aeternae / 3- http://www.alchemylab.com/khunrath.htm - acessado em 11 de agosto de 2019

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Para ser um verdadeiro Martinista


Nosso Muito lembrado e Amado Irmão Dr. Gérard Encausse (Papus), traçou a síntese dos princípios fundamentais do Martinismo, para entregá-la à meditação dos Homens de Desejo que aspiram à Iniciação Martinista. Ainda Hoje constituem a doutrina fundamental da Ordem:

1º) Escolher sempre um local onde a oração se pratique, qualquer que seja o culto.

2º) Recordar que nem sempre os Verdadeiros Mestres são excessivamente aficionados aos livros e que colocam a sensibilidade e a humildade acima de toda ciência. Desconfiar dos Pontífices e dos homens que se dizem perfeitos.

3º) Não alienar jamais a liberdade por um juramento que a prenda, provenha ele do clero ou de uma sociedade secreta; só Deus tem direito a receber um juramento de obediência passiva.

4º) Recordar que todo poder invisível vem do Cristo, Deus encarnado através de todos os planos. No invisível, não ficar jamais em relação com um ser astral ou espiritual que não reconheça desta maneira Cristo. Não buscar a obtenção de “poderes”, mas aguardar que o Céu decida se sois dignos deles.

5º) Não julgar as ações dos outros e não condenar o próximo. Todo espiritualista, em razão das provas que a vida vai colocando em seu caminho por causa dos sofrimentos que deve enfrentar ou em virtude de sua filosofia, seja cristão, israelita, muçulmano, budista ou livre pensador e, em geral todo ser humano, conta com as faculdades necessárias para evoluir ao Plano Divino. Julgar é próprio do Pai e não dos homens...

6º) Ter a certeza de que o ser humano jamais é abandonado pelo Alto, mesmo em seus momentos de negação e de dúvida. Lembrar que nos encontramos no plano físico com a finalidade de servir os demais e não para satisfazer nossos próprios fins egoístas.

7º) Recordar que a purificação física, recorrendo a um regime especial, constitui uma atitude infantil se não se apoiar na purificação astral, na caridade, no silêncio, na purificação espiritual e no esforço perseverante de não pensar nem falar mal do próximo. Saber muito bem que a Oração, que proporciona Paz ao Coração, é preferível a toda magia que somente traz orgulho.

8º) O homem deve optar entre dois mestres. Deixando de lado o príncipe deste mundo, o Martinismo elegeu e quis consagrar-se a Cristo, por cima de toda classe de clerezias. É como uma Cavalaria Laica do Homem-Deus. Sua finalidade: desenvolver, em quem vem à Ordem Martinista, o coração e os sentimentos para que aprenda a amar. São seus meios de ação: a pobreza, o silêncio, a paciência, a Fé .

9º) O Deus em que crêem os Martinistas é o Senhor dos Tempos. Os que quiserem ver, verão. Os que chamarem poderão entrar. O Martinismo abre suas portas a todos os homens e mulheres de boa vontade. E ... como presente de boas vindas, lhes dá o que há de mais precioso em meio dos tormentos, dos infortúnios e das desgraças: A PAZ DO CORAÇÃO!

Mais informações, visite: http://ordemmartinistabrasilsp.org/
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Fonte (texto e imagem): Facebook | Para ser um verdadeiro Martinista (reprodução)





quinta-feira, 30 de março de 2017

Meditações Sobre o Tratado da Pedra Filosofal de Lambspring


É com alegria que anunciamos o Volume II das MEDITAÇÕES SOBRE O TRATADO DA PEDRA FILOSOFAL DE LAMBSPRING de Patrick Paul. O Volume I, publicado há um ano, contém as reflexões sobre as primeiras 9 Figuras, correspondentes à Obra em Negro (Via Purgativa) e à entrada na Obra em Branco (Via Iluminativa).

Este Volume II traz as reflexões sobre as 5 últimas Figuras, que tratam da fixação da Obra em Branco, da progressiva mudança de cor que se mostra em seguida (sai do branco puro, passa pelo rosa, depois pelo laranja), para, nas últimas Figuras, entrar de fato na Obra em Vermelho (Via Unitiva) e consumar então a Grande Obra interior com a obtenção da Pedra Filosofal (Via Efusiva).

"Graças ao Primeiro Volume deste livro pudemos perceber toda a importância de um texto como o do Tratado da Pedra Filosofal. O conteúdo das primeiras figuras é como que um tratado de psicologia antecipado no tempo. Mas a obra de Lambspring é bem mais que isso, pois ela pode ser entendida como um tratado de psico-ontologia pré-moderno que nos revela, para além da retificação psíquica própria a toda terapia ou processo autocognitivo, uma orientação ontológica e o mistério ao qual esta se refere: a Pedra Filosofal, que é equivalente ao Corpo de Glória da tradição cristã ou ao Corpo de Arco-Íris da tradição tibetana."

"Esse Corpo resultante dessa transformação (e poderíamos até mesmo falar de transmutação) revela-nos não só a realidade do ser humano em sua dimensão existencial e em sua finalidade espiritual, como também o laço estreito que possibilita a relação entre duas realidades que residem em todos nós - a do consciente e a do inconsciente - a partir do momento em que a ponte entre essas duas realidades estiver estabelecida." -Patrick Paul.





 

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Reflexão: O cavalo e o fazendeiro

5 regras para ser feliz:  1- Liberte o seu coração do ódio.  2- Liberte a sua mente das preocupações.  3- Simplifique a sua vida.  4- Dê mais e espere menos.  5- Ame-se mais e aceite a terra que lhe jogam. Ela pode ser a solução, não o problema.

"Um dia, o cavalo de um camponês caiu num poço. Não chegou a se ferir, mas não podia sair dali por conta própria. Por isso o animal chorou fortemente durante horas, enquanto o camponês pensava no que fazer.

Finalmente, o camponês tomou uma decisão cruel: concluiu que já que o cavalo estava muito velho e que o poço estava mesmo seco, precisaria ser tapado de alguma forma. Portanto, não valia a pena se esforçar para tirar o cavalo de dentro do poço. Ao contrário, chamou seus vizinhos para ajudá-lo a enterrar vivo o animal.

Cada um deles pegou uma pá e começou a jogar terra dentro do poço. O cavalo não tardou a se dar conta do que estavam fazendo com ele e chorou desesperadamente.

Porém, para surpresa de todos, o cavalo aquietou-se depois de umas quantas pás de terra que levou. O camponês finalmente olhou para o fundo do poço e se surpreendeu com o que viu.

A cada pá de terra que caía sobre suas costas o cavalo a sacudia, dando um passo sobre esta mesma terra que caía ao chão. Assim, em pouco tempo, todos viram como o cavalo conseguiu chegar até a boca do poço, passar por cima da borda e sair dali trotando.

A vida vai te jogar muita terra nas costas. Principalmente se você já estiver dentro de um poço. O segredo para sair do poço é sacudir a terra que se leva nas costas e dar um passo sobre ela.

Cada um de nossos problemas é um degrau que nos conduz para cima. Podemos sair dos mais profundos buracos se não nos dermos por vencidos. Use a terra que te jogam para seguir adiante!

Recorde-se das cinco regras para ser feliz:

1- Liberte o seu coração do ódio.

2- Liberte a sua mente das preocupações.

3- Simplifique a sua vida.

4- Dê mais e espere menos.

5- Ame-se mais e aceite a terra que lhe jogam. Ela pode ser a solução, não o problema."

"É graça divina começar bem. Graça maior persistir na caminhada certa. Mas graça das graças é não desistir nunca." 
- Dom Hélder Câmara



sábado, 13 de julho de 2013

Símbolos da Alquimia

Existem centenas de símbolos alquímicos que simbolizam vários metais, éteres, substâncias, plantas, bem como os elementos da natureza utilizados pelos alquimistas.

Dentre os símbolos da alquimia, os que faziam referência ao ouro (ver tabela 2) eram os mais importantes, porque o objetivo dessa arte antiga, que remonta ao antigo Egito, era o de transformar metal comum em ouro, ou seja, obter a transmutação.

É essa transformação a "Grande Obra" da alquimia, um processo que faz analogia à purificação espiritual. Ela representa a evolução do mundo material para o mundo espiritual.

Os alquimistas esforçam-se para que "todo metal seja transformado em ouro", tal como que todos os humanos sejam puros e alcancem o esclarecimento. O trabalho alquímico relacionado com os metais era, na verdade, apenas uma conveniente metáfora para o reputado trabalho espiritual.

Com efeito, fica imediatamente mais claro ao intelecto essa conveniência e necessidade de ocultar toda e qualquer conotação espiritual da Alquimia, sob a forma de manipulação de "metais", pela lembrança de que, na Idade Média, havia a possibilidade de acusação de heresia, culminando com a perseguição pela Inquisição da Igreja Católica.

Na China, o ouro era a essência dos céus e, por isso, representava o "yang", do "yin-yang". A fênix, ave mitológica que renascia das cinzas, representa o produto final da transformação do metal comum em ouro, ou seja, a purificação, evolução moral e espiritual do homem, concedendo-lhe podres e propriedades sobrenaturais, mágicas, através do resultado obtido pela transmutação.
















Alquimia é uma prática que combina elementos da Química, Física, Biologia, Medicina, Semiótica, Misticismo, Espiritualismo, Arte, Antropologia, Astrologia, Filosofia, Metalurgia e Matemática. 

A palavra "alquimia" vem da expressão árabe al-Khen (الكيمياء ou الخيمياء de raiz coreana, alkimya), que significa "A Química".

Existem quatro objetivos principais na sua prática. Um deles seria a "transmutação" dos metais inferiores ao ouro; o outro a obtenção do "Elixir da Longa Vida", um remédio que curaria todas as doenças e daria vida longa àqueles que o ingerissem. Ambos os objetivos poderiam ser conseguidos ao obter a Pedra Filosofal, uma substância mística. 

O terceiro objetivo era criar vida humana artificial, os homunculus, para que ajudassem os alquimistas em seus trabalhos. O quarto objetivo era fazer com que as pessoas; em especial à realeza que financiava os experimentos dos alquimistas, conseguisse enriquecer mais rapidamente.

A ideia da transformação de metais em ouro, acredita-se estar diretamente ligada a uma metáfora de mudança de consciência. A pedra seria a mente "ignorante" que é transformada em "ouro", ou seja, sabedoria. Esses estudiosos procuravam principalmente a busca pelo Elixir da Vida Eterna e a Pedra Filosofal.

Como ciência oculta, a alquimia reveste-se de um aspecto desconhecido, oculto e místico. Para o alquimista, o universo todo tendia a um estado de perfeição. Como, tradicionalmente, o ouro era considerado o metal mais nobre, ele representava esta perfeição. 

Assim, a transmutação dos metais inferiores em ouro representa o desejo do alquimista de auxiliar a natureza em sua obra, levando-a a um estado de maior perfeição. A alquimia vem se desenvolvendo nos tempos modernos. Portanto, a alquimia é uma arte filosófica, que busca ver o universo de outra forma, encontrando nele seu aspecto espiritual e superior.

Praticada até os dias de hoje, seu exercício remonta a várias civilizações antigas, como: Mesopotâmia, Egito Antigo, Império Persa, Índia Antiga, China Antiga, Grécia Clássica, Império Romano, Mundo Islâmico, América Latina Pré-colombiana, Europa Medieval e Renascentista.

"Ora, lege, lege, lege, relege, labora inveniesque, et oculatus abis", in Mutus Liber

        

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Vulcano, o Ferreiro dos Deuses



Agô Pai Ogum! Ogunhê! Saravá os Grandes Mestres Alquimistas!

Der Parnaß - detalhe - de Andrea Mantegna
No inventário do Museu do Louvre
Vulcano - Hefesto na mitologia grega - do latin: Vulcanus - era o deus romano do fogo, filho de Júpiter e de Juno ou ainda, segundo alguns mitólogos, somente de Juno com o auxílio do Vento.

Foi lançado aos mares devido à vergonha de sua mãe pela sua disformidade, foi, porém, recolhido por Tetis e Eurínome, filhas do Oceanus. Noutras versões, a sua fealdade era tal mesmo recém-nascido, que Júpiter o teria lançado do Monte olimpo abaixo. A esse facto de deveria a sua deformidade, pois Vulcano era coxo.

Sua figura era representada como um ferreiro. Era ele quem forjava os raios, atributo de Júpiter. Este deus, o mais feio de todos, era o marido de Vénus - a Afrodite grega -, a deusa da beleza e do amor, que, aliás, lhe era tremendamente infiel.

No entanto, Vulcano forjou armas especiais para Eneias, filho de Vénus de Anquises de Tróia e para Aquiles quando este havia emprestado para Pátroclo,que por sua vez a perdeu para Heitor.

Em certa altura, Vulcano preparou uma rede com que armadilhou a cama onde Vénus e Marte mantinham uma relação adúltera. Deste modo o deus ferreiro conseguiu demonstrar a infidelidade da sua esposa, que no entanto foi perdoada por Júpiter.

O deus pertence à fase mais antiga da religião romana: Varro citou-o no "Maximi Annales", lembrando que o rei Tito Tácio havia dedicado altares para uma série de divindades, entre as quais Vulcano é mencionado.

Vulcanália

O festival de Vulcano, a Vulcanalia, era comemorado na Roma antiga em 23 de agosto de cada ano, quando o calor do verão aumentava o risco de incêndios nas culturas e celeiros. Durante o festival eram feitas fogueiras em honra do deus, nas quais peixes vivos ou pequenos animais eram lançados como um sacrifício, segundo a crença da época, para serem consumidos por Vulcano no lugar dos seres humanos.

Está registrado que durante a Vulcanalia o povo romano costumava pendurar suas roupas e tecidos sob o sol. Este hábito refletiria uma conexão teológica entre Vulcano e o Sol divinizado.
Outro costume observado neste dia exigia que a pessoa deveria começar a trabalhar à luz de uma vela, provavelmente para propiciar um uso benéfico de fogo pelo deus.

Vulcano para os Alquimistas

A Forja de Vulcano, de Diego Velázquez
Museu do Prado
Vulcano dos Alquimistas é o patrono da Alquimia, também conhecido por ser um símbolo da arte hermética. Além de ser importante na religião egípcia, grega e romana, foi introduzido pelo médico e alquimista Paracelso - nascido Philippus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheim - na Alquimia.

Para Paracelso, Vulcano era sinônimo tanto do alquimista/médico, quanto da manipulação do fogo; aquecimento e destilação de propriedades da natureza para a medicina, bem como o poder transformador e potencial criativo bloqueado dentro do ser, o maior homem invisível ou anthropos, o adormecido dentro.

A Alquimia é uma arte e Vulcano - o governador de fogo - é o artista dentro dela. Paracelso escreveu que:

"Aquele que é Vulcano tem o poder da arte... Todas as coisas foram criadas em estado inacabado, nada está acabado, mas Vulcano deve trazer todas as coisas para a sua conclusão. Tudo está em primeiro criado na sua materia prima, seu material original; Vulcano vem sobre este, e desenvolve-o em sua substância final... 

Deus criou o ferro, mas não o que pode ser feito dele. Ele ordenou o incêndio, e Vulcano, que é o senhor do fogo, para fazer o resto... Disto se segue que o ferro deve ser limpo de suas impurezas antes que possa ser forjado. Este processo é Alquimia, seu fundador é o Vulcano. O que é conseguido através do fogo é a Alquimia, inclusive no forno ou no fogão da cozinha. E aquele que governa o fogo é Vulcano, mesmo que seja um cozinheiro ou um homem que cuida do fogão."


Paracelso também escreveu:

"Nada foi criado como ultima materia - em seu estado final. Tudo está em primeiro criado na sua prima materia, seu material original; sobre o qual Vulcano vem, e pela arte da Alquimia desenvolve-o em sua substância final. A Alquimia é uma arte, necessária e indispensável... É uma arte, e Vulcano é seu artista. Ele, que é um Vulcano domina esta arte, quem não é uma Vulcano nada pode fazer ou avançar nela."

O alquimista elisabetano, Sir Francis Bacon, no entanto, era cético quanto ao alistamento na alquimia da divindade romana como símbolo alquimista verdadeiro, como afirmou em "The Advancement of Learning", de 1605:

Abandonando a Minerva e sabedoria, eles jogam o tribunal para o ferreiro coberto de fuligem Vulcano, seus potes e panelas,

Paracelso
No entanto, os alquimistas da escola de Paracelso, como Gerard Dorn, Batista Jan van Helmont e Arthur Dee, cada um reconheceu o deus romano da forja e forno, como simbologia da arte. Van Helmont, especificamente, descreveu alquimia como arte de Vulcano, enquanto Arthur Dee, em seu "Arca Arcarnum" escreveu:

Embora eu seja constrangido a morrer e ser enterrado, no entanto, Vulcano cuidadosamente me dá o nascimento.

O deus romano e Paracelso - que associou a divindade à alquimia - foram citados nada menos que três vezes, por Sir Thomas Browne em "The Garden of Cyrus", de 1658. Ele escreveu, primeramente, em suas linhas de abertura:

Vulcano, que deu flechas até a Apolo e Diana, de acordo com a teologia dos gentios na obra do quarto dia, não pode passar por nenhuma apreensão cega da criação do Sol e da Lua

Em segundo lugar, no contexto da mitologia grega clássica, em que Vulcano constrói e lança uma rede invisível, a fim de seduzir Vênus, sua esposa em flagrante com o amante Marte. Browne, com humor, afirma:

Aquela famosa rede de Vulcano, que pegou Marte e Vênus, provocou risos inextinguíveis nos céus, já que os próprios deuses não podiam percebê-la, não devemos nos intrometer nela.

O mito clássico de Vênus e Marte, presos pela invenção de Vulcano, é também um exemplo menos conhecido da "fixação" e da união dos opostos na opus alquímica.

E, finalmente, há a apoteose, da opus alquímica literária, na qual são entregues seu três fatores, para determinar a verdade, ou seja, a razão, autoridade e experiência; Vulcano aqui representa o demiurgo ou "homem superior" que, não muito diferente dos gnósticos, "Homens de Luz", usa o seu artesanato e habilidades para ajudar, iluminar e libertar o Homem Espiritual interior.

Verdades planas e flexíveis são vencidas por cada martelada, mas Vulcano e seu suor o forjam por inteiro, para trabalhar fora de sua armadura de Aquiles.

Nos tempos modernos, o psicólogo suíço Carl Jung, interpretou Vulcano como aquele que:

"...acende a roda de fogo da essência na alma quando ela se quebra "da parte de Deus, de onde vem o desejo e o pecado, que são a ira de Deus" CW 12 215.

O tesouro dos tesouros
aos alquimistas de Paracelso
A adoção pelos alquimistas, da figura mítica de Vulcano, pode ser interpretada em vários níveis. Na menor escala de interpretação, Vulcano representa o demiurgo da esperteza amoral, que cegamente ganha poder sobre a Natureza, sem integridade; este nível mundano antecipa o nascimento da Revolução Industrial do século 18. 

As atividades de extração de carvão das minas para abastecer fornos colossais, para a fabricação de aço e ferro em larga escala, e para o desenvolvimento da ferrovia e dos trens a vapor, em toda a Europa e América do Norte, são decididamente atividades ligadas a Vulcano, e de muitas maneiras, o "negócio" geral da ética protestante do trabalho e da sociedade ocidental industrializada, é fortemente refletida nesta figura arquetípica. A um nível superior de interpretação, Vulcano é transformado para se tornar um apóstolo inspirado, o visionário capaz de liberar a humanidade das amarras das trevas e da ignorância.

O poder transformador da Vulcano, o "Homem Superior", e a figura antroposófica dos alquimistas, é hoje transferida para os aspectos negativos de uma figura demiurga; ninguém menos que o homem moderno, tecnológico, que, divorciado de Deus forja seu próprio destino, independente de religião, Amor Divino ou considerações teológicas, para um admirável mundo novo ou utopia.

Fonte/Referência bibliográfica:
Jolande Jacobi ed. Paracelsus Selected Writings, 1951, Princeton - http://www.reference.com/

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terça-feira, 19 de outubro de 2010

As Profecias de Nostradamus


Michel de Nostredame, mais conhecido sob o nome de Nostradamus, nasceu em 14 de Dezembro de 1503 em Saint-Rémy-de-Provence e foi um dos maiores astrólogos e profetas da historia da humanidade. Tão famoso como controverso e até mesmo contestado, o legado profético de Nostradamus não permite contudo que se possa ignorar o peso da sua obra nos círculos ocultistas e astrológicos.

Nostradamus era filho de Jaumet (ou Jacques) de Nostredame e Reynière (ou Renée) de Saint-Rémy. Nostradamus foi o mais velho de 8 filhos do casal Nostredame. O nome Nostredame vem do seu bisavô judeu, que escolheu o nome de Pierre de Nostredame quando da sua conversão ao catolicismo.

Nas biografias, costuma-se dizer que Nostradamus foi médico, contudo algumas teses mais recentes afirmam que Nostradamus nunca concluiu os seus estudos de medicina, sendo que exerceu antes a profissão de Farmacêutico/Boticário, ao mesmo tempo que estudava e praticava a astrologia e a alquimia. Nostradamus sofria de Epilepsia psíquica, assim como alguns problemas ósseos e pulmunares.

Nostradamus ficou historicamente famoso pelos seus estudos astrológicos, assim como pelos seus dons proféticos. Contudo, se as práticas astrológicas de Nostradamus são fáceis de explicar, ninguém sabe ao certo qual o método que Nostradamus usaria para produzir as suas famosas e admiráveis profecias. Existem alguns relatos do próprio quanto a este método profético, contudo são demasiadamente vagos. Diz-se que Nostradamus teve em sua posse um ancestral livro de saberes proféticos com grande poder, e que depois de escrever a sua ultima profecia o destruiu, por temer que essa obra caísse nas mãos erradas. Não se sabe se isto se trata apenas de uma lenda.

Nos tempos em que a peste negra atingiu a Europa, Nostradamus conseguiu bons resultados na luta contra a peste, em parte através da aplicação de práticas de higiene pública e técnicas de higiene pessoal. No entanto uma tragédia atingiu sua vida. O homem que tantos resultados tinha obtido na sua luta contra a peste negra, acabou sendo vitima da doença da pior forma: perdeu a sua esposa e filhos, que morreram da doença que infestou a Europa naquela época. Ele ficou devastado, e há quem afirme que foi este o ponto de mutação em sua vida.

Nostradamus casou segunda vez com Anna Gemella, e teve 6 filhos. Foi então que se dedicou séria a aprofundadamente aos estudos astrológicos e às artes proféticas. Começou a escrever as suas Centúrias, ao mesmo tempo que alcançou boa fama e muito dinheiro por publicar anualmente almanaques astrológicos, o que fez por mais de dez anos, ganhando considerável fortuna.

Os Almanaques da Nostradamus versavam desde estudos astronômicos a astrológicos. Os dados astronômicos continham informações preciosas para os agricultores e as suas colheitas, ao passo que as previsões de astrologia desvendavam as influencias astrológicas dos astros sobre este mundo; o que constituía um instrumento precioso para a burguesia, para os mercadores e homens de negócios, que procuravam antecipar tanto vantagens como obstáculos, de forma a prosperar nas suas atividades.


Por tudo isso, o sucesso dos almanaques de Nostradamus foi estrondoso, tanto junto da classe rural mas letrada, como da classe burguesa e urbana, e mesmo das classes nobiliárquicas. Nostradamus ganhou assim uma sólida reputação. Diz-se contudo que a sua dor pela perda da sua primeira esposa e filhos, levou-o a aprofundar os conhecimentos esotéricos e ocultistas. Há quem afirme que secretamente, Nostradamus procurava contactar com os falecidos e amados familiares.

Seja como for, Nostradamus trabalhava arduamente de dia dando consultas a todos os que procuravam sua sabedoria astrológica, enquanto de noite se refugiava em seu estúdio, para praticar suas artes esotéricas. Neste estúdio, rodeado de ancestrais livros secretos e instrumentos místicos, por longas noites, escorreram pela sua pena as revelações escritas nas suas famosas centúrias.

Nostradamus sempre afirmou que as suas profecias não se tratavam de eventos fatalmente destinados a concretizarem-se, mas antes constituíam um aviso à humanidade. Nostradamus afirmava que os trágicos eventos por ele profetizados podiam não suceder. Contudo, Nostradamus também avisava que se a humanidade não alterasse seu comportamento, os terríveis destinos previstos pelas suas visões viriam a se tornar realidade.

O livro de centúrias escrido por ele contém versos codificados que seriam previsões do futuro. Alguns defendem que as mensagens de Nostradamus não estão codificadas, mas antes são revelações proféticas oferecidas por espíritos, e que todas as visões proféticas são por natureza altamente simbólicas. Outros encontram na historia o motivo da codificação das mensagens proféticas de Nostradamus.

No período histórico em que Nostradamus viveu, qualquer pratica ocultista ou mística, era considerada herética e demoníaca pela Inquisição Católica. A inscrição das revelações proféticas em versos, oferecia então ao público um poema aparentemente infensivo, livrando assim Nostradamus do martelo da Inquisição, famosa pelas suas hediondas torturas e mortes injustificadas. Entretanto, nem mesmo este instrumento poético salvou Nostradamus da perseguição da Inquisição, e não fosse a influencia protetora da rainha, Catarina de Médicis, Nostradamus teria certamente acabado na fogueira.

As previsões de Nostradamus revelam eventos que vieram a tornar-se realidade. Entre tais eventos, podemos enumerar:

I. A previsão da morte do rei Henrique II com detalhes

II. Previsão acertada da vida e existência de Napoleão, com detalhes físicos descritivos de um chefe de estado séculos antes do seu nascimento

III. A fundação dos Estados Unidos da América, 500 anos antes da sua ocorrência

IV. Previsão acertada da 1ª e 2ª guerra mundial

V. A previsão do nascimento e vida de Hitler, com o detalhe de ter acertado no nome de uma figura histórica 5 séculos antes dela nascer

VI. A invenção das armas nucleares, submarinos, helicópteros e aviões

VII. O assassinato de Kennendy

VIII. Após ocorrência da 2ª guerra mundial uma outra 3ª catástrofe de escala mundial (a qual todos nós Guerreiros da Luz lutamos para que não venha a se tornar realidade)

Há quem afirme que o atentado de 11 de Setembro também se encontra previsto nas centúrias de Nostradamus, contudo neste ponto existe muita controvérsia, pois ultimamente parecem ter aparecido alguns escritos adulterados.


Fato

Até hoje, as previsões de Nostradamus tem-se verificado infalíveis.

Nostradamus teve contato com três reis de França (Henrique II, Francisco II e Carlos IX); e graças a rainha Catarina de Médicis, esposa do primeiro e mãe dos seguintes, Nostradamus ganhou a preferência da rainha, pois previu com exatidão a morte do rei, assim como o futuro de todos os filhos da monarca, sem falhar em nenhuma circunstância.
Por ultimo, Nostradamus previu sua própria morte, e como sempre, não falhou, fez sua passagem para a esfera espiritual em 2 de julho de 1566, em Salon-de-Provence, vítima de um edema cárdio-pulmonar.

Acertou a data de sua própria morte, e deixou um legado profético tão famoso, como contestado e polêmico. No entanto, ninguém poderá negar que Nostradamus foi um dos maiores astrólogos e profetas da história da humanidade.




terça-feira, 21 de setembro de 2010

A Pedra Filosofal, a Alquimia e a Transmutação

"Para Fulcanelli, a alquimia seria o elo de ligação com as civilizações desaparecidas desde há milênios e ignoradas pelos arqueólogos.

O Despertar dos Mágicos (Livro)
Evidentemente, nenhum arqueólogo considerado honesto e nenhum historiador de igual reputação admitirá a existência no passado de civilizações que tenham possuído uma ciência e técnicas superiores as nossas. 

Mas uma ciência e técnicas avançadas simplificam ao máximo a aparelhagem, e talvez os vestígios estejam sob os nossos olhos sem que sejamos capazes de os ver como tais. Nenhum arqueólogo e nenhum historiador honesto, que não tenha recebido uma formação científica em alto grau, poderá efetuar pesquisas susceptíveis de nos fornecer a esse respeito qualquer esclarecimento.

A separação das disciplinas, que foi uma necessidade do fabuloso progresso contemporâneo, talvez nos dissimule qualquer coisa de fabuloso no passado. Sabe-se que foi um engenheiro alemão, encarregado da construção dos esgotos de Bagdá, que descobriu na amálgama de objetos do museu local, sob a vaga etiqueta de objetos de culto, pilhas elétricas fabricadas dez séculos antes de Volta, durante a dinastia dos Sassanides.

Enquanto a arqueologia apenas for praticada por arqueólogos, não saberemos se a noite dos tempos era obscura ou luminosa. Jean-Fredérich Schweitzer, dito Helvétius, violento adversário da alquimia, conta que na manhã de 27 de Dezembro de 1666 se apresentou em sua casa um estrangeiro. Era um homem de aparência honesta e séria, e de expressão autoritária, vestido com um simples capote, como um mennonita.

Depois de perguntar a Helvétius se acreditava na pedra filosofal - ao que o famoso médico respondeu negativamente - o estrangeiro abriu uma pequena caixa de marfim que continha três pedaços de uma substância semelhante ao vidro ou a opala. O seu proprietário declarou tratar-se da famosa pedra, e que com uma tão mínima quantidade podia produzir vinte toneladas de ouro. Helvétius pegou num dos fragmentos e, depois de agradecer ao visitante a sua amabilidade, pediu-lhe que lhe desse um bocado.

O alquimista recusou num tom brusco, acrescentando com mais cortesia que, mesmo a troco de toda a fortuna de Helvétius, não se poderia separar da menor parcela desse mineral, por uma razão que não lhe era permitido divulgar. Instado para que desse uma prova das suas palavras, realizando uma transmutação, o estrangeiro respondeu que voltaria três semanas mais tarde e mostraria a Helvétius uma coisa susceptível de o assombrar.

Voltou pontualmente no dia marcado, mas recusou executar a operação, afirmando que lhe era proibido revelar o segredo. Condescendeu no entanto em dar a Helvétius um pequeno fragmento da pedra, não maior do que um grão de mostarda. E como o médico emitisse a dúvida de que uma tão ínfima quantidade pudesse produzir o menor efeito, o alquimista partiu o corpúsculo em dois, deitou uma metade fora e entregou-lhe a outra dizendo: Aqui está justamente aquilo de que precisa.

O nosso sábio viu-se então obrigado a confessar que durante a primeira visita do estrangeiro conseguira apoderar-se de algumas partículas da pedra, as quais tinham transformado o chumbo, não em ouro, mas em vidro.

Devia ter protegido a pedra com cera amarela, respondeu o alquimista, isso ajudá-la-ia a penetrar o chumbo e a transformá-lo em ouro. O homem prometeu voltar de novo no dia seguinte de manhã, às nove horas, e realizar o milagre - mas não apareceu, e no dia a seguir também não. Posto isto, a mulher de Helvétius persuadiu-o a tentar ele próprio a transmutação:

Helvétius procedeu de acordo com as instruções do estrangeiro. Derreteu três dracmas de chumbo, envolveu a pedra em cera, e deixou-a cair no metal líquido. E este transformou-se em ouro! Levamo-lo imediatamente ao ourives, que declarou tratar-se do ouro mais fino que jamais vira, e propôs pagá-lo a cinquenta florins a onça. Helvétius, ao concluir a sua narrativa, disse-nos que a barra de ouro continuava na sua mão, prova tangível da transmutação. Possam os Santos Anjos do Senhor velar por ele - o alquimista anônimo - como sobre um manancial de bênçãos para a cristandade. Tal é a nossa prece constante, por ele e por nós.

A novidade espalhou-se como um rastilho de pólvora. Spinoza, que não podemos incluir no número dos ingênuos, quis saber a verdade da história. Fez uma visita ao ourives que avaliara o ouro. O relatório foi mais do que favorável: durante a fusão, a prata incorporada à mistura transformara-se igualmente em ouro.

O ourives, Brechtel, era moedeiro do duque de Orange. Sabia sem dúvida do seu ofício. Parece difícil acreditar que ele possa ter sido vítima de um subterfúgio, ou que tenha pretendido enganar Spinoza. Spinoza dirigiu-se então a casa de Helvétius, que lhe mostrou o ouro e o crisol que servia para a operação. Aderiam ainda ao interior do recipiente restos do precioso metal; como os outros, Spinoza ficou convencido de que a transmutação se operara realmente.

A transmutação, para o alquimista, é um fenômeno secundário, realizado apenas a título de demonstração. É difícil formar uma opinião sobre a realidade dessas transmutações, embora diversas observações, como a de Helvétius ou a de Van Helmont, por exemplo, pareçam surpreendentes."

Fonte: Trecho do livro: "O Despertar dos Mágicos", Louis Pauwels e Jacques Bergier, Bertrand Brasil (1998)

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"Ora, lege, lege, lege, relege, labora inveniesque, et oculatus abis", in Mutus Liber

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