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segunda-feira, 25 de junho de 2018

Para ser um verdadeiro Martinista


Nosso Muito lembrado e Amado Irmão Dr. Gérard Encausse (Papus), traçou a síntese dos princípios fundamentais do Martinismo, para entregá-la à meditação dos Homens de Desejo que aspiram à Iniciação Martinista. Ainda Hoje constituem a doutrina fundamental da Ordem:

1º) Escolher sempre um local onde a oração se pratique, qualquer que seja o culto.

2º) Recordar que nem sempre os Verdadeiros Mestres são excessivamente aficionados aos livros e que colocam a sensibilidade e a humildade acima de toda ciência. Desconfiar dos Pontífices e dos homens que se dizem perfeitos.

3º) Não alienar jamais a liberdade por um juramento que a prenda, provenha ele do clero ou de uma sociedade secreta; só Deus tem direito a receber um juramento de obediência passiva.

4º) Recordar que todo poder invisível vem do Cristo, Deus encarnado através de todos os planos. No invisível, não ficar jamais em relação com um ser astral ou espiritual que não reconheça desta maneira Cristo. Não buscar a obtenção de “poderes”, mas aguardar que o Céu decida se sois dignos deles.

5º) Não julgar as ações dos outros e não condenar o próximo. Todo espiritualista, em razão das provas que a vida vai colocando em seu caminho por causa dos sofrimentos que deve enfrentar ou em virtude de sua filosofia, seja cristão, israelita, muçulmano, budista ou livre pensador e, em geral todo ser humano, conta com as faculdades necessárias para evoluir ao Plano Divino. Julgar é próprio do Pai e não dos homens...

6º) Ter a certeza de que o ser humano jamais é abandonado pelo Alto, mesmo em seus momentos de negação e de dúvida. Lembrar que nos encontramos no plano físico com a finalidade de servir os demais e não para satisfazer nossos próprios fins egoístas.

7º) Recordar que a purificação física, recorrendo a um regime especial, constitui uma atitude infantil se não se apoiar na purificação astral, na caridade, no silêncio, na purificação espiritual e no esforço perseverante de não pensar nem falar mal do próximo. Saber muito bem que a Oração, que proporciona Paz ao Coração, é preferível a toda magia que somente traz orgulho.

8º) O homem deve optar entre dois mestres. Deixando de lado o príncipe deste mundo, o Martinismo elegeu e quis consagrar-se a Cristo, por cima de toda classe de clerezias. É como uma Cavalaria Laica do Homem-Deus. Sua finalidade: desenvolver, em quem vem à Ordem Martinista, o coração e os sentimentos para que aprenda a amar. São seus meios de ação: a pobreza, o silêncio, a paciência, a Fé .

9º) O Deus em que crêem os Martinistas é o Senhor dos Tempos. Os que quiserem ver, verão. Os que chamarem poderão entrar. O Martinismo abre suas portas a todos os homens e mulheres de boa vontade. E ... como presente de boas vindas, lhes dá o que há de mais precioso em meio dos tormentos, dos infortúnios e das desgraças: A PAZ DO CORAÇÃO!

Mais informações, visite: http://ordemmartinistabrasilsp.org/
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Fonte (texto e imagem): Facebook | Para ser um verdadeiro Martinista (reprodução)





quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Do trabalho inconsciente ao trabalho consciente

A civilização contemporânea quer autômatos. E as pessoas estão seguramente perdendo seus hábitos adquiridos de independência, transformando-se cada vez mais em robôs, não mais que engrenagens de suas máquinas.

É impossível dizer como tudo isso acabará, e como sair dessa situação - nem mesmo se pode haver um fim e uma saída. Uma coisa é certa: a escravidão do homem só aumenta. O homem torna-se um escravo voluntário. Não tem mais necessidade de grilhões externos: começa a amar sua escravidão, a orgulhar-se dela. E nada mais terrível poderia acontecer ao homem.

(...) O homem mecânico não pode fazer um trabalho consciente, de maneira que a primeira tarefa [de um trabalho de libertação] é preparar auxiliares conscientes. (...) Não há, nem pode haver, iniciação externa. 

Na realidade, cada um deve iniciar a si mesmo. Os sistemas e as escolas podem indicar os métodos e os caminhos, mas nenhum sistema, nenhuma escola pode fazer para o homem o trabalho que ele mesmo deve fazer. 

Um crescimento interior, uma mudança de ser, dependem inteiramente do trabalho que é necessário fazer sobre si.

(G. I. Gurdjieff, citado por P. D. Ouspensky em "Fragmentos de um Ensinamento Desconhecido".)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Discutindo a Doutrina Espírita - O Porvir e o nada - Thelema e a Iluminação

Depois de muito interogar e pouco afirmar, Kardec coloca em dúvida o panteísmo, além de ligar o hedonismo ao niilismo. Hoje, com a evolução e entrada da humanidade na Era da Informação e do Conhecimento, podemos questionar estas sugestões, afinal sabemos que Deus não é apenas este Universo, é um organismo supremo e inatingível do qual faz parte, também o Multiverso.

Kardec não podia ver pelos olhos do telescópio Hubble, imaginar quarks, neutrinos, a existência de partículas subatômicas, dobras espaciais ou muito menos a pesquisa do bosão de Higgs.

Se o decodificador da Doutrina Espírita podia prever as descobertas futuras, a evolução tecnológica e a libertação através do conhecimento, na época se ateve aos rígidos conceitos morais imperantes e isto pode o ter bitolado na redação de sua obra. Progredimos muito em 200 anos, hoje muita coisa que Kardec tentava explicar, tentando decodificar o que não pode na verdade ser codificado ou compreendido, integralmente, pela capacidade intelectual humana da época.

O célebre médium francês questionou: Se Deus é tudo, está em tudo e em todos, então Ele não teria vontade própria? Ora, mas é claro que sim, inclusive nós mesmos e nossos atos, sejam eles positivos ou negativos, fazem parte da vontade de Deus, bem como do Próprio. 

Parece ter passado desapercebido a Kardec que a maioria dos Espíritos, antes tidos como 'inferiores', nas sessões em que promovia, na verdade eram encarnações anteriores dos próprios Espíritos de Luz com quem se comunicava. Qual Espírito, na época, não havia tido encarnação como índio ou indivíduo de raça africana? Por mais estranho que possa parecer, apesar de não haver nada de estranho nisso, a lógica responde a esta e a muitas outras perguntas.

Um século após a revelação Espírita surgiu no Brasil a Umbanda. Foi então que uma compreensão maior, pode ser obtida através das entidades que se apresentaram como índios e negros escravizados. Apresentando-se nesta roupagem humilde estão Espíritos de alto grau de iluminação e uma sabedoria que permitiu a popularização da antes elitista Doutrina Espírita.

Hoje diversos centros Espírita aceitam a participação destas Entidades em seus trabalhos, muitas vezes inclusive lhes entregando a direção das sessões. A prova é que um Exu, por exemplo, pode usar o cascão de uma encarnação anterior sua como médico, para coordenar trabalhos de cura em em uma sessão de mesa branca.

Bom, o próprio Kardec, após discursar de forma moralista, logo no capítulo 1 da primeira parte de 'O Céu e o Inferno', concluí que a tolerância é o caminho para a futura fusão das religiões:

"14. - Instintivamente tem o homem a crença no futuro, mas não possuindo até agora nenhuma base certa para defini-lo, a sua imaginação fantasiou os sistemas que originaram a diversidade de crenças. A Doutrina Espírita sobre o futuro - não sendo uma obra de imaginação mais ou menos arquitetada engenhosamente, porém o resultado da observação de fatos materiais que se desdobram hoje à nossa vista -congraçará, como já está acontecendo, as opiniões divergentes ou flutuantes e trará gradualmente, pela força das coisas, a unidade de crenças sobre esse ponto, não já baseada em simples hipótese, mas na certeza. 

A unificação feita relativamente à sorte futura das almas será o primeiro ponto de contato dos diversos cultos, um passo imenso para a tolerância religiosa em primeiro lugar e, mais tarde, para a completa fusão."

É importante lembrar que para todas as religiões de unirem precisaremos unir todo conhecimento, este não será o ditado pela doutrina Espírita, pela Umbanda, pela Igreja, ou qualquer outra crença. Será a união! Acredito que teremos o melhor de cada, a verdade que segundo Buda é uma, pois não existe segunda. Com o escopo na criação desta futura 'Araca da Religiões', creio ser indispensável a interpretação correta dos dois preceitos da 'Lei de Thelema': "Faze o que tu queres será o todo da Lei." - "Amor é a lei, amor sob vontade

É comum que a Lei de Thelema seja mal interpretada. Alguns vêem nela uma licença para o gozo pleno de todos os seus desejos e caprichos, sem que haja responsabilidade ou consequências por seus atos. Entretanto, é assaz informar aos incautos que esta filosofia prega justamente o oposto. Partindo do princípio de que cada ser humano, por possuir livre arbítrio, é inteiramente responsável por sua existência e por suas ações, sem ser absolvido ou culpado por nenhum Deus ou Diabo, no que tange o destino de sua própria vida.

A liberdade de todo homem e toda mulher é assim cultuada, uma vez que, como consta no Liber AL vel Legis, livro que apresenta a teoria, "todo homem e toda mulher é uma estrela". O resultado da compreensão disto é um profundo respeito a si próprio, a cada indivíduo e a cada forma de vida, como sendo expressões particulares do Divino. Segundo a mesma filosofia, cada um de nós tem por obrigação descobrir e cumprir sua Verdadeira Vontade, deixando de lado todo capricho e distração que possa nos afastar deste objetivo máximo; entretanto, como saber o que é dispensável e inócuo evolutivamente sem antes o experimentarmos?

Ao realizar nossa Verdadeira Vontade, estamos nos integrando perfeitamente a nossa Natureza, que reflete a ordem do Universo. Portanto, realizar a Verdadeira Vontade é despertar para a Vontade do Universo, para o que Deus realmente espera de nós. Afinal, "Crescei-vos, Multiplicai-vos", Ele ordenou! A filosofia nos ensina o perdoai-vos, pois como podemos esperar um perdão Divino se nós mesmos não nos perdoarmos pelos nossos atos?

O maior, se não único ser, prejudicado pelos seus atos, que venham a interferir na Ordem Natural das Coisas, é o próprio autor do ato falho, vil, que terá de pagar pelo praticado, nesta ou em outra vida. É lógico que há de prevalecer o bem, pois também o recebemos de volta. Colocar a culpa por atos indignos, insensatos e inconsequentes, cometidos ou não, em uma entidade poderosa, do mal, que combate a Vontade Divina, não é só comodo, é também desculpa, fraqueza de espírito, Vontade e caráter.

Em Thelema, considera-se a Divindade como algo imanente: isto é, que vive dentro de tudo. Logo, conhecer sua Vontade mais íntima também é conhecer a Vontade de Deus. Esse processo de descoberta da Vontade além dos desejos do Ego constitui um método de realização espiritual baseado principalmente no autoconhecimento. Infelizmente, os escritos de Crowley são mal interpretados, e incrivelmente tomados no sentido oposto ao original, dando origem a comportamentos anti-sociais que nada têm a ver com a filosofia da Lei de Thelema.

Na esfera sociopolítica, Thelema pode ser entendida como a luta pela vivência da Liberdade de cada indivíduo, de modo que ele possa se realizar de acordo com sua órbita particular, isto é, dentro de suas vivências e escolhas específicas. Considerar a importância essencial do indivíduo para o mundo pode ser uma postura menos pragmática do que a tradição política adotada por sociedades opressoras e massificantes.

Ao nos aprofundar na filosofia contemporânea, fica claro e cristalino, como a tirania e regimes tirânicos nada têm a ver com Thelema. Estudando, antes de ouvir a voz da ignorância, podemos perceber  que Aleister Crowley nada tem a ver com o Diabo; pintado de vermelho, com rabo e chifres, que infelizmente, ainda muitos tentam continuar nos impondo. Está na hora de serem retiradas as vendas colocadas nas pessoas através dos tempos, numa clara estratégia usada por instituiões seculares com o único objetivo em perpetuar o domínio exercido sobre os crentes, através do medo e do terror.

Eis que nesta Era da Informação e do Conhecimento vem a verdade, única, que nos prepara para o que previu Kardec, a fusão das religiões em uma só. É chegado o momento do esclarecimento da humanidade, um iluminação jamais antes vista. Para isto Deus permitiu ao homem criar a Internet, como um laboratório, preparando sua ciação para a queda de todas as barreiras.
Ronald
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Referências: Capítulo 1 da 1ª Parte da Obra Espírita - O Céu e o Inferno - escrita por Allan Kardec. / Livro da Lei (Liber AL vel Legis), de Aleister Crowley / http://pt.wikipedia.org/wiki/Thelema / http://pt.wikipedia.org/wiki/Liber_al_vel_legis / http://pt.wikipedia.org/wiki/Aleister_Crowley

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Dominando o Gênio - dica do Racionalismo Cristão



O auto-domínio, o auto-controle perante os maus hábitos, evita a irritação, a raiva; são atitudes que atraem boas influências e afastam espíritos obsessores. Faz parte da boa educação e da formação do caráter saber exercer domínio sobre o "eu". Se as criaturas soubessem como tem valor o saberem se dominar, conter os seus ímpetos, os seus maus hábitos, reconheceriam as suas imperfeições para corrigi-las; todas procurariam ser justas consigo mesmas. 

Para se preparar um espírito para a vida é preciso ensiná-lo a se dominar. A educação ministrada às crianças deve se basear, principalmente, neste ponto. Do domínio do "eu", da maneira como se ensina a criatura a dominar-se, depende o seu êxito mais tarde na vida.

Há criaturas que são mais impetuosas, geniosas. O gênio, todavia, nem sempre é uma demonstração de mau caráter; há criaturas geniosas e que, no entanto, têm um fundo muitíssimo bom, um ótimo caráter. Mas não se sabendo dominar, podem essas criaturas praticar verdadeiros desatinos e chegarem mesmo ao crime, porque ficam desvairadas, justamente pela falta de domínio do seu "eu". Os pais não devem descurar a educação dos seus filhos. É ensiná-los a dominarem o seu "eu", porque não dominar-se pode ser a sua infelicidade mais tarde, pode concorrer para fracassos na vida material.

Para poderem bem viver todos devem saber dominar-se. A vida é cheia de surpresas, de dificuldades e trabalhos, e se as criaturas não souberem conter-se, evitando a irritação, que é um veículo de atração das forças astrais inferiores, que molestam, que enfermam, que dominam, que cangam, que prejudicam, não podem elas viver equilibradas e felizes. 


É preciso, pois, reeducar sempre a vontade, e saber reconhecer os defeitos. Aprendam, portanto, a viver. Sabemos que na Terra não existem criaturas perfeitas; mas desejamos que reconheçam as suas imperfeições, os seus defeitos para que saibam fazer justiça a si mesmas. Aproveitem as lições, porque todas podem ser de grande valia para a felicidade, para o êxito na vida de trabalho.

Pouco a pouco, dia a dia, hora a hora, minuto a minuto, vai-se dando em pequeninas doses aquilo de que precisam os que freqüentam as nossas Casas. Muita gente desconhece o valor do pensamento e é no pensamento que está o segredo de todo o êxito. É pelo pensamento que a criatura se defende, é pelo pensamento que ela se inferioriza. O pensamento, pois, é tudo, e todo aquele que sabe guiar os seus pensamentos, que sabe servir-se deles nos momentos oportunos, tem certeza de êxito. O Racionalismo Cristão se impõe justamente por não haver nele ilusões; ele não mente à humanidade, faz-lhe sentir a necessidade de um despertar para uma nova vida, mais racional e mais humana.

Há muitas misérias, muitas misérias mesmo, mas são produto da ignorância humana. Se fossem as criaturas mais bem preparadas, se fossem guiadas para a vida, para o caminho do bem e da virtude, não se entregariam ao vício, não se deixariam aniquilar, ao ponto de se tornarem infelizes e a vida se tornaria mais suave. Mas, infelizmente, muito se tem mentido às criaturas, muito lhes têm prometido e nada se lhes tem dado, tudo não tem passado de misérias e de hipocrisias.

O Racionalismo Cristão, com os seus ensinamentos, esclarece aqueles que já estão cansados de serem iludidos, aqueles que estão cansados de serem enganados e passam a aceitar o que se lhes oferece para saberem viver. Procurem dar valor ao pensamento, porque, pensando sempre bem, estão sempre garantidos. Fujam das idéias pessimistas, não se entreguem a pensamentos de fraqueza, não vivam a pensar em enfermidades, não deixem que o seu espírito enfraqueça e se acovarde, procurem levantá-lo sempre, dando-lhe força, valor e compreensão. 

Não se deixem, portanto, enfraquecer, nem espiritual nem materialmente. Saibam pensar, caminhem com firmeza neste mundo, não vacilem, tenham confiança absoluta em si próprios e terão êxito.

Clássicos do Racionalismo Cristão - Mattos, Luiz de - Vol. 1 - 2ª ed. - Centro Redentor - Rio de Janeiro - 2001.

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