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segunda-feira, 23 de março de 2015

Quando a sua mente acredita o seu corpo se prepara (Humi)

Happiness at Sunrise/Flickr/Predi (CC BY-ND 2.0)
“Acreditar é uma coisa muito séria. Quando você acredita numa ameaça, suas glândulas reagem, despejando um excesso de adrenalina e todo excesso complica a saúde. Quando você acredita numa coisa boa, o corpo também se prepara, colocando na corrente sanguínea os hormônios da satisfação e isso ajuda a sua saúde e a sua forma de encarar os desafios. 

Quanto mais o seu discurso positivo aumenta, tanto mais o corpo procura se alinhar nas condições positivas. Você pode imaginar as consequências de um estado mental depressivo. Combater tal estado é uma necessidade imperiosa de todos os dias, todos os dias, todos os dias. Manter-se em cima, de alto astral tem sido a maior luta dos humanos. 

Agora, e como acreditar numa coisa boa, quando vivemos uma coisa ruim? 

O esforço dobra, porque pelo tempo que for necessário à sua paz, você lutará para afastar a sua mente do que te faz mal. Às vezes, é preciso ter coragem e romper também com lugares, circunstâncias e pessoas que já não acrescentam nada em sua vida.”

- Nilsa Alarcon e J. C. Alarcon

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A Pedra Filosofal, a Alquimia e a Transmutação

"Para Fulcanelli, a alquimia seria o elo de ligação com as civilizações desaparecidas desde há milênios e ignoradas pelos arqueólogos.

O Despertar dos Mágicos (Livro)
Evidentemente, nenhum arqueólogo considerado honesto e nenhum historiador de igual reputação admitirá a existência no passado de civilizações que tenham possuído uma ciência e técnicas superiores as nossas. 

Mas uma ciência e técnicas avançadas simplificam ao máximo a aparelhagem, e talvez os vestígios estejam sob os nossos olhos sem que sejamos capazes de os ver como tais. Nenhum arqueólogo e nenhum historiador honesto, que não tenha recebido uma formação científica em alto grau, poderá efetuar pesquisas susceptíveis de nos fornecer a esse respeito qualquer esclarecimento.

A separação das disciplinas, que foi uma necessidade do fabuloso progresso contemporâneo, talvez nos dissimule qualquer coisa de fabuloso no passado. Sabe-se que foi um engenheiro alemão, encarregado da construção dos esgotos de Bagdá, que descobriu na amálgama de objetos do museu local, sob a vaga etiqueta de objetos de culto, pilhas elétricas fabricadas dez séculos antes de Volta, durante a dinastia dos Sassanides.

Enquanto a arqueologia apenas for praticada por arqueólogos, não saberemos se a noite dos tempos era obscura ou luminosa. Jean-Fredérich Schweitzer, dito Helvétius, violento adversário da alquimia, conta que na manhã de 27 de Dezembro de 1666 se apresentou em sua casa um estrangeiro. Era um homem de aparência honesta e séria, e de expressão autoritária, vestido com um simples capote, como um mennonita.

Depois de perguntar a Helvétius se acreditava na pedra filosofal - ao que o famoso médico respondeu negativamente - o estrangeiro abriu uma pequena caixa de marfim que continha três pedaços de uma substância semelhante ao vidro ou a opala. O seu proprietário declarou tratar-se da famosa pedra, e que com uma tão mínima quantidade podia produzir vinte toneladas de ouro. Helvétius pegou num dos fragmentos e, depois de agradecer ao visitante a sua amabilidade, pediu-lhe que lhe desse um bocado.

O alquimista recusou num tom brusco, acrescentando com mais cortesia que, mesmo a troco de toda a fortuna de Helvétius, não se poderia separar da menor parcela desse mineral, por uma razão que não lhe era permitido divulgar. Instado para que desse uma prova das suas palavras, realizando uma transmutação, o estrangeiro respondeu que voltaria três semanas mais tarde e mostraria a Helvétius uma coisa susceptível de o assombrar.

Voltou pontualmente no dia marcado, mas recusou executar a operação, afirmando que lhe era proibido revelar o segredo. Condescendeu no entanto em dar a Helvétius um pequeno fragmento da pedra, não maior do que um grão de mostarda. E como o médico emitisse a dúvida de que uma tão ínfima quantidade pudesse produzir o menor efeito, o alquimista partiu o corpúsculo em dois, deitou uma metade fora e entregou-lhe a outra dizendo: Aqui está justamente aquilo de que precisa.

O nosso sábio viu-se então obrigado a confessar que durante a primeira visita do estrangeiro conseguira apoderar-se de algumas partículas da pedra, as quais tinham transformado o chumbo, não em ouro, mas em vidro.

Devia ter protegido a pedra com cera amarela, respondeu o alquimista, isso ajudá-la-ia a penetrar o chumbo e a transformá-lo em ouro. O homem prometeu voltar de novo no dia seguinte de manhã, às nove horas, e realizar o milagre - mas não apareceu, e no dia a seguir também não. Posto isto, a mulher de Helvétius persuadiu-o a tentar ele próprio a transmutação:

Helvétius procedeu de acordo com as instruções do estrangeiro. Derreteu três dracmas de chumbo, envolveu a pedra em cera, e deixou-a cair no metal líquido. E este transformou-se em ouro! Levamo-lo imediatamente ao ourives, que declarou tratar-se do ouro mais fino que jamais vira, e propôs pagá-lo a cinquenta florins a onça. Helvétius, ao concluir a sua narrativa, disse-nos que a barra de ouro continuava na sua mão, prova tangível da transmutação. Possam os Santos Anjos do Senhor velar por ele - o alquimista anônimo - como sobre um manancial de bênçãos para a cristandade. Tal é a nossa prece constante, por ele e por nós.

A novidade espalhou-se como um rastilho de pólvora. Spinoza, que não podemos incluir no número dos ingênuos, quis saber a verdade da história. Fez uma visita ao ourives que avaliara o ouro. O relatório foi mais do que favorável: durante a fusão, a prata incorporada à mistura transformara-se igualmente em ouro.

O ourives, Brechtel, era moedeiro do duque de Orange. Sabia sem dúvida do seu ofício. Parece difícil acreditar que ele possa ter sido vítima de um subterfúgio, ou que tenha pretendido enganar Spinoza. Spinoza dirigiu-se então a casa de Helvétius, que lhe mostrou o ouro e o crisol que servia para a operação. Aderiam ainda ao interior do recipiente restos do precioso metal; como os outros, Spinoza ficou convencido de que a transmutação se operara realmente.

A transmutação, para o alquimista, é um fenômeno secundário, realizado apenas a título de demonstração. É difícil formar uma opinião sobre a realidade dessas transmutações, embora diversas observações, como a de Helvétius ou a de Van Helmont, por exemplo, pareçam surpreendentes."

Fonte: Trecho do livro: "O Despertar dos Mágicos", Louis Pauwels e Jacques Bergier, Bertrand Brasil (1998)

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"Ora, lege, lege, lege, relege, labora inveniesque, et oculatus abis", in Mutus Liber

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Alquimia - Origem



Após sucessivas infiltrações e conquistas árabes na Europa e graças às Cruzadas, a sabedoria esotérica terminou por influenciar uma série de pensadores e movimentos místicos. Temos a influência súfi, não só na península ibérica, como também na França, Inglaterra e em certa medida nas terras germânicas e nos Estados da península itálica.

Uma grande influência súfi na Europa foi trazida pela tribo nômade dos Annás (ou A’nz). Tendo como seu estandarte um bode, os místicos dos Annás entregaram seus símbolos aos Templários, além de muitos princípios herméticos que remontam aos períodos dos caldeus. A palavra caldéia Anas significa Água; Anás, portanto, quer dizer “Guardiães das Águas”(da Vida).

Os conceitos alquímicos de Elixir da Longa Vida, Pedra Filosofal, Pedra Cúbica, Cornucópia da Abundância etc., vêm das escolas de Mistérios árabes, as quais absorveram, como já dissemos, muito da tradição egípcia. A finalidade do Alquimista era produzir o melhor ouro transmutado do chumbo. Os processos secretos para a obtenção do ouro alquímico eram extremamente complexos. Exigiam disciplina, rigor no método e acima de tudo pureza moral e espiritual.

Apesar de se conhecer uma série de casos de pesquisadores que realizaram prodígios químicos, conseguindo ouro realmente físico, a finalidade essencial da tradição alquimista era transmutar o mundo interior do próprio praticante, sua Alma mesmo.


Um bom exemplo de alquimista material (ou Soprador) foi o inglês John Dee. Nascido em 1527, o sr. Dee, graças à sua sensibilidade psíquica, desde cedo se interessou por pesquisar velhos manuscritos que conseguia encontrar em bibliotecas, alfarrábios etc. 

Ele e seu inexcrupuloso amigo Edward Kelley compraram de um velho estalajadeiro um pergaminho escrito em língua galesa antiga que tratava da transmutação de metais. Indagado de sua procedência, Dee soube que o manuscrito surgira da violação do sepulcro de um arcebispo inglês, Dunstan de Cantuária (conhecido até hoje como o padroeiro dos ourives). 

Ao entrar no túmulo de São Dunstan, Dee e seu amigo descobriram algo interessante não achado pelos anteriores profanadores. Encontraram um par de ânforas, cada qual contendo um estranho pó, um deles de cor vermelha e outro branco, e que eram, segundo o manuscrito em sua posse, ingredientes essenciais à boa execução do magnus opus. 

Os dois pesquisadores realizaram muitíssimos prodígios com os materiais encontrados, porém a ingenuidade e a ganância os levaram à ruína. Entretanto, os verdadeiros alquimistas eram transmutadores de Alma, e não de elementos grosseiros, como se crê vulgarmente nos dias de hoje. 

Temos, a título de ilustração, alguns alquimistas espirituais: Paracelso, Raimundo Lulle, Alberto Magno, Fulcanelli, Nicolas Flamel e sua esposa Perrenelle, Cornélio Agripa, Merlin, Eliphas Lévi, o Abade Trithemius, Al−Ghazali, Samael Aun Weor, D’Espagnet, Rumi etc…

Fonte: Magia Elemental − Ali Mohamad Onaissi

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