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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

As Bases da Astrologia






A Astrologia, como ciência interpreta­tiva dos movimentos celestes, baseia-se fundamentalmente em três princípios:

1- os signos zodiacais

O Zodíaco é definido pelo movimento de translação da terra.

A linha da eclíptica é o centro desta cintura zodiacal, a qual é dividida em 12 signos contendo cada um 30º de longitude. Como tal, só por analogia é que podemos dizer que os signos correspondem às constelações com o mesmo nome. O Zodíaco conta-se sempre a partir do ponto vernal, os 0º de Carneiro o qual corresponde ao início da Primavera no Hemisfério Norte. Esta divisão é imutável se levarmos em conta o trajeto do ciclo anual da Terra à volta do Sol dando origem às estações do ano em alturas fixas e determinadas. Outro aspecto é a relação do ponto vernal com as estrelas fixas e as constelações devido ao movimento de nutação dos polos. Como a Terra gira em forma de pião, o seu eixo vai-se deslocando uma média de 1º em cada 72 anos. Este movimento refere-se ao ciclo processional  da Terra dando origem às Eras astrológicas. Daí que hoje se fale tanto do ingresso do ponto vernal na designada Era de Aquário.

2- as casas astrológicas

As casas correspondem à divisão da terra ou do local de nascimento em 12 fatias para uma determinada hora. Daqui extrai-se o signo Ascendente (intersecção da linha do horizonte com a eclíptica) e as restantes casas, tendo como base o movimento de rotação da terra

3- os planetas

Estes corpos celestes dividem-se em três categorias:

  • Planetas pessoais — O Sol (para facilitar emprega-se o termo planeta), a Lua, Mercúrio, Vénus e Marte
  • Planetas sociais — Júpiter e Saturno
  • Planetas impessoais — Urano, Netuno e Plutão
Os planetas representam funções ou modos de comportamento.

Os signos representam qualidades de energia; as casas astrológicas reve­lam os campos de experiência terrestre onde as influências astrais se manifes­tam.

Os ângulos que os planetas formam entre si designam-se por aspectos astrológicos. Os principais são:

  • Conjunção — ângulo de 0 graus
  • Oposição — ângulo de 180 graus
  • Quadratura — ângulo de 90 graus
  • Trígono — ângulo de 120 graus
  • Sextil — ângulo de 60 graus
Os doze signos são o resultado da combinação das três cruzes com os quatro elementos. Assim, cada signo pertence a uma combinação específica de uma cruz ou energia primordial com um elemento que se apresenta como um estado de diferenciação dessa mesma energia.

As Cruzes, os três modos de Ser

As quatro formas de energia básica no nível físico, são uma expressão das três energias fundamentais: Cruz Cardinal, Cruz Fixa e Cruz Mutável.

A Cruz Cardinal

corresponde às quatro estações do ano, os dois Solstícios mais os dois Equinócios; liga-se às quatro direções do espaço (norte, sul, este e oeste); compreende os signos de Carneiro, Balança, Caranguejo e Capricórnio.

Atributos da Cruz Cardinal: a vontade, o propósito, o impulso, a direção, a energia centrífuga, a ação…

Nos quatros signos da Cruz Cardinal libertam-se as energias dos quatro elementos. Assim, no Carneiro é libertada a energia de fogo, que está relacionada com o processo de identidade, com o reconhecimento do sentido do eu através da ação. Em Balança é liberada a energia do Ar, que se traduz em termos de interação, isto é, ação focalizada na relação com os outros. A relação da cruz cardinal com o elemento ar denota o nível de ação social e intelectual.

No Caranguejo, a energia que é libertada é a energia da água, ou seja, o poder das emoções e dos sentimentos. A ação traduz-se no movimento interior, na vida emocional, na necessidade de integração numa estrutura íntima, familiar.

Finalmente, em Capricórnio a libertação da energia do elemento terra corresponde à capacidade de agir de uma forma concreta. A acção desenvolve-se a nível material e social através do aprimoramento das formas.

A Cruz Fixa

corresponde aos quatro signos fixos (Touro, Leão, Escorpião e Aquário), aos signos do meio de cada uma das estações do ano.

Atributos da Cruz Fixa: a interiorização, a estabilização, a segurança, o poder, a concentração, a preservação, a valorização, a energia centrípeta…

Nos quatro signos da Cruz Fixa são armazenadas e interiorizadas as energias libertadas pelos signos cardinais. A cruz fixa mantém e continua o processo iniciado pelos signos cardinais.

O signo de Touro concentra e dá solidez ao fogo libertado pelo Carneiro. A terra de Touro é o campo fértil para o desenvolvimento do sentido de posse, a identidade no ter. A aquisição de bens e valores dá suporte à segurança existencial. O Leão estabiliza através de um forte sentido de identidade pessoal a energia de emoção e sentimento libertada por Caranguejo. A concentração no eu, a auto-importância, a segurança do ser — eu sou o que sou — acentuam a preocupação com os valores pessoais.

No Escorpião concentram-se sob a forma de emoção os relacionamentos iniciados pela Balança. Aqui, o nível de segurança advém da necessidade de envolvimento emocional com os outros. O "eu", neste caso, é confrontado pela sua necessidade de fusão emocional e pela transformação consequente dos processos de interação com os valores dos outros.

Em Aquário concentram-se e substancializam-se sob a forma de ideias as ações concretas libertadas por Capricórnio. Assim, Aquário é o signo mais fixo no plano ideológico, procurando a sua segurança a nível social e intelectual. Temos aqui a perseverança e a fidelidade a princípios e a conceitos que procuram sustentar-se na base do coletivo e do universal.

A Cruz Mutável

corresponde aos quatro signos que fecham as estações (Gêmeos, Virgem, Sagitário e Peixes); como o seu próprio nome indica a cruz mutável sintetiza e distribui as energias dos dois signos anteriores, ou seja, uma energia cardinal e outra fixa.

Atributos da Cruz Mutável: a seleção, a distribuição, a aprendizagem, o fazer ligações, o relacionar, a procura da síntese, a multiplicidade de experiências.

Na Cruz Mutável dá-se o cruzamento da energia cardinal e fixa, daí que esta  energia não seja nem uma nem outra, mas sim uma combinação das duas precedentes. O comportamento mutável traduz-se pela capacidade de aprender a lidar com os opostos, o que requer conciliação, síntese e transformação das energias envolvidas.

Em Gêmeos, a aprendizagem faz-se a nível social e intelectual; é pela comunicação e pelo raciocínio dialético que Gêmeos procura resolver a sua dualidade mental. O ar que corresponde ao pensamento é o elemento que trabalha a dualidade para que a síntese da intuição do eu seja alcançada neste primeiro quadrante.

Em Virgem, signo de terra, temos a aprendizagem no plano material. Este signo seleciona e decompõe os factos para encontrar a sua razão de ser. A funcionalidade de Virgem encontra a sua justificação no aprimoramento das formas, no trabalho da mente concreta, na síntese e na depuração da auto-expressão individual como resultado de todo o ciclo efetuado ao longo do segundo quadrante.

No signo de Sagitário, aprendemos a partilhar os nossos ideais com os outros; aqui encontramos a síntese relacional, a filosofia de vida destilada das relações humanas. O fogo de Sagitário expressa-se na identidade relacional, na apreciação e na difusão do conhecimento adquirido em termos de valores sociais e coletivos. A mente abstrata sintetiza e relaciona a multiplicidade de experiências do terceiro quadrante, dando-lhe sentido e significado.

Finalmente, em Peixes temos a síntese e a retrospecção das experiências sociais e coletivas sob a forma de sentimento. A aprendizagem emocional derivada dos múltiplos contatos humanos é sintetizada pela construção de um sentimento de unidade que englobe a multiplicidade das experiências. Aqui encontra-se a síntese mental e emocional sob a forma de compreensão e integração do eu face ao coletivo como expressão positiva do último dos quadrantes.

A Cruz como representação paradigmática do Mundo

Na cruz, temos representadas as quatro direções principais do espaço, as quatro estações do ano com os respectivos solstícios e equinócios, os quatro elementos — fogo, água, terra e ar, as quatro qualidades primitivas — quente e frio, seco e húmido, o Tetragamaton da Tradição Judaica, constituído pelas quatro letras sagradas, os Quatro Evangelistas, as Quatro Idades da Tradição Hindu, os Quatro Mundos da Cabala, os Quatros Temperamentos ou Tipos Fisiológicos da Medicina Tradicional (sanguíneo, linfático, bilioso e nervoso), os Quatro Quadrantes do Espaço, os Quatro Guardiães dos Pontos Cardeais...

 Os 4 Elementos 

Os Quatro modos de Ser, a Estrutura Quaternária da Realidade

Desde os tempos mais remotos que se ouve falar da importância do número quatro, seja como símbolo de estrutura, de medida, de disposição espacial, etc. As suas principais figuras representativas são o quadrado e a cruz, simbolizando respectivamente, a matéria com os seus quatro estados ou elementos, assim como o processo de descenso do espírito na matéria pela crucificação, processo este simbolizado no problema da quadratura do círculo.

As Quatro Funções Básicas ou os Quatro Modos de Ser

Como acabamos de ver, este número simboliza o universo criado, formal e material. Ao nível do número três temos o ideal, a síntese, a harmonia; no número quatro a realização, a concretização e a estabilidade (relativa) das coisas concretas e materiais. Este é o número que simboliza a estrutura e a substância, a energia que permite a concretização das ideias, a ordem, o rigor, o limite, a estabilidade e a proporção que se refletem no mundo físico.

Partindo agora da análise dos quatro elementos, irei estabelecer um paralelismo entre estes e os quatro tipos psicológicos descritos por Jung.


Os Quatro Elementos

(as quatro formas de percepção da realidade, os quatro temperamentos)

Elemento Fogo

Signos de Fogo: Carneiro, Leão e Sagitário

Função correspondente: intuição

Características:

Ativo, dominante, voluntarioso, masculino, positivo, extrovertido, pessoal, individual, irracional, intuitivo.

Na Antiguidade, cada elemento era constituído por duas qualidades primárias: no caso do elemento fogo, eram-lhe atribuídos o Quente e o Seco, as duas qualidades yang por excelência.

O fogo é dos quatro elementos o que tende a elevar-se verticalmente, daí estar associado ao espírito, ao dom divino que Prometeu subtraiu aos deuses para dar à humanidade. Representa, assim, a centelha divina, símbolo da identidade pessoal, da vontade de ser, da liberdade criativa. O tipo intuitivo de fogo expressa o querer e o entusiasmo de uma forma aberta e expansiva. Revela o empreendedor, o optimista, o exuberante, o visionário, o inventivo, o extrovertido procurando o palco das suas realizações no mundo exterior. No entanto, a sua direção é sempre pessoal e autocentrada; mesmo o ardor e o calor das suas paixões denotam uma grande parte de individualismo. O "elan" vital do fogo confere qualidades dramáticas, estimulando os feitos heroicos, as ações desmedidas, o interesse por tudo o que possa ultrapassar a banalidade da natureza humana. A coragem, o valor próprio, a automotivação e o idealismo encontram-se bastante acentuados neste elemento. A energia psíquica flui espontaneamente, provocando estados de arrebatamento e de inspiração. De uma forma geral, a ação do fogo é motivada por fortes ideais, por visões ou intuições daquilo que possa vir a ser o futuro. Daí que estes indivíduos estejam sempre a ver as possibilidades de desenvolvimento, do potencial inerente neles próprios e nos outros. A vida é sempre animada e cheia de expectativas.

Quando o exterior já não corresponde aos seus ideais, em norma desenvolvem uma intuição mais interiorizada que se reflete na capacidade de visualizarem e de anteciparem o movimento e o fluxo das coisas.

Excesso ou desequilíbrio de Fogo:

Neste caso podemos encontrar no sujeito estados como a impetuosidade, a falta de controlo, a impaciência exagerada, o espírito conflituoso e a pouca  sensibilidade perante os outros. O fogo é o elemento que provoca o convencimento de que ele é o detentor de uma verdade inquestionável. Pretenciosismo e arrogância.

Carência do elemento Fogo:

Quando há falta de fogo, não é raro deparar com estados de espírito que demonstram desânimo, pouco alento, quebras no espírito de iniciativa, apatia e falta de entusiasmo para enfrentar os problemas da  vida.


Elemento Ar

Signos de Ar: Gêmeos, Balança e Aquário

Função correspondente: Pensamento

Características:

Pensativo, reflexivo, teórico, intelectual, racional, abstracto, lógico, objectivo, comunicativo, social, masculino, positivo.

Logo a seguir ao Fogo, o Ar é o elemento mais Yang. Partilha tal como o fogo da qualidade Quente, fator de exteriorização e expansão e da qualidade Húmida, receptiva e condutora. Temos assim um lado que se afirma ao nível da mente e das ideias e outro que é receptivo às correntes do pensamento coletivo. O Ar é o elemento de ligação; enquanto o fogo se eleva, o ar move-se na horizontal: ele é a ponte e o elo que estabelece as correlações de todas as coisas. Ele mede, avalia e analisa, partindo dos princípios lógicos de identidade e de diferença, na fundamentação das suas premissas e conclusões. O Ar procura destacar-se das situações para analisá-las de fora; nesse sentido ele é imparcial nos seus juízos, tendo em conta os fatores inerentes ao meio ambiente em que se move. Deste modo, relaciona-se com o plano mental, nomeadamente com o campo das abstrações que levam à formulação de princípios, conceitos e teorias. Encontra-se em estreita relação com o campo da ciência, particularmente no domínio das hipóteses e das premissas filosóficas ou matemáticas que incidem sobre a verdade e a coerência formal dos seus pressupostos. A este nível, o conhecimento assenta mais no saber académico e enciclopédico, nas verdades do pensamento coletivo, do que na vivência subjetiva e pessoal.

Idealista, social e menos individual que o fogo, o Ar interessa-se mais pela realidade externa e pelas concepções sobre o mundo do que o plano vivencial no qual assenta a realidade do Ser. A força do Ar reside na visão clara e objetiva, na sua impessoalidade e a sua fraqueza está na dificuldade em lidar com o mundo sensível dos sentimentos e emoções.

Desequilíbrio ou excesso de Ar:

Mente excêntrica, instabilidade, flutuações e indecisões a nível mental; superficialidade, fanatismo ou necessidade compulsiva de se ter sempre razão. Desconfiança, pessimismo, crítica constante.

Carência do elemento Ar:

Dificuldade em se destacar das situações, julgamentos parciais, falta de comunicação ou dificuldade em ouvir e de prestar atenção aos outros.


Elemento Terra

Signos de Terra: Touro, Virgem e Capricórnio

Função correspondente: Sensação

Características:

Prático, Perceptivo, Sensual, Sensitivo, Conceptual, Estruturado, Factual, Concreto, Objetivo, Receptivo.

As qualidades que se associam à Terra são o Frio e o Seco: a primeira expressa o princípio da interiorização e contração (feminino), a segunda expressa a constância e a identificação (positivo). Assim, pela predominância da qualidade fria, o elemento Terra foi associado ao princípio feminino, mas ao participar do seco encontramos também aí certas características masculinas. Poder-se-ia mesmo dizer que a Terra é Yin exteriormente e Yang no seu aspecto interior.

O elemento Terra está relacionado com a realidade física, com o mundo dos sentidos e por extensão com os assuntos práticos do quotidiano. A função da Terra é a de organizar e selecionar os dados fornecidos pelos sentidos. Deste modo, ela confere estrutura e substância aos factos e à realidade. A experiência direta com o mundo material é feita numa primeira instância sem ideais ou crenças. A percepção da realidade faz-se de uma forma essencialmente objetiva, isto é, a Terra valoriza as coisas tal como estas se apresentam. Este elemento simboliza a qualidade de ser substancial e material. Como princípio de suporte e gestação, representa o aspecto da Mãe-Terra com as suas qualidades de fertilidade e substancialidade. É o mais estável de todos os elementos; de tónica passiva mas com um alto grau de praticabilidade, a Terra procura avaliar o mundo das formas por meio da razão prática. Esta, ao lidar com a informação proveniente dos sentidos, organiza e seleciona os factos concretos, isto é conceptualiza e concretiza os dados da experiência dando-lhe uma forma/conceito. O elemento terra tende a confiar mais nos sentidos e na razão prática, do que em inspirações ou nas considerações teóricas dos demais elementos.

Verificam-se os seguintes aspectos psicológicos ligados a este elemento: paciência, autodisciplina, persistência, eficiência, densidade, gravidade, seriedade, praticabilidade, prudência, busca de identidade na substância.

Desequilíbrio ou excesso de Terra:

Receio, pessimismo, conservadorismo, demasiada ênfase nos sentidos, descrença, pode acentuar o lado redutor e primário do elemento, excesso de materialismo, teimosia, rigidez.

Carência do elemento Terra:

Falta de sentido prático, irrealismo, dificuldade em lidar com os assuntos mundanos, pouca perseverança; as outras funções tornam-se um obstáculo para a realização e concretização das coisas...


Elemento Água

Signos de água: Caranguejo, Escorpião e Peixes

Função correspondente: Sentimento

Características:

Sensível, sentimental, emotivo, inspirado, receptivo, empático, impressionável, místico, feminino, subjetivo, introvertido, irracional....

A água é o mais sensível e feminino dos quatro elementos. As suas qualidades são o Frio e o Húmido, onde se combinam aspectos como a mutabilidade e a receptividade, com a interiorização e a contração. De todos os elementos, é o mais psíquico: a água provoca uma ação interior que desencadeia todo o tipo de emoções e sentimentos relacionados com as experiências vividas. A água muda de forma e adapta-se às circunstâncias externas. No entanto, mantendo ou não a sua individualidade, ela procura a união e a ligação com os outros. O sentimento de pertencer a uma unidade psíquica está-lhe no sangue, advém-lhe das memórias de um tempo com um forte sentido comunitário. Para o elemento água, os vínculos são importantes, sejam estes a família, a raça, a pátria, a humanidade e numa escala mais vasta, a galáxia. O seu misticismo está relacionado com este processo, ou seja, trata-se da busca de um estado de fusão entre o ser pessoal e o ser universal. A água liga-se ao plano emocional, às percepções instintivas, às captações energéticas do ambiente, dos fluidos que emanam das coisas, à recepção dos campos vibratórios, às inspirações e em última análise à vida da alma. A valorização das coisas e das situações é feita por intermédio do sentimento. A verdade do mundo psíquico enraíza-se na capacidade de sentir e de dar significado à experiência vivida. A primazia reside no sujeito, na vivência interior subjetiva que, embora sob uma forma pessoal, deixa transparecer todos os sonhos e anseios de envolvimento no grande oceano do coletivo. A água é o elemento que tende a descer mais baixo; tal como a terra, está sujeita à força da gravidade, porém, devido à sua permeabilidade, infiltra-se fertilizando o solo, permitindo assim o desabrochar para uma nova vida. A fertilidade da água liga-se aos aspectos interiores e ocultos do inconsciente. O nível inconsciente, se bem que irracional, é a sede da criatividade, da vida oculta por descobrir. O desvelar da água expressa-se essencialmente no sentir. Os seus aspectos primários e subtis assumem a forma de instintos, pressentimentos, emoções profundas, que vão desde as paixões compulsivas aos medos abissais, passando pela fantasia, pelos estados de mediunidade, pela imaginação criativa, pelos dons psíquicos, pela hiper-sensitividade, até se alcançarem os níveis de inspiração e captação dos planos superiores, tal como o amor universal.

O sentimento maternal é também um dos atributos deste elemento: a água necessita de uma relação empática com os outros, gosta de cuidar, proteger ou ser protegida. Conservadora, busca a segurança no que é familiar e conhecido. Precisa de um clima de intimidade e privacidade para explorar o seu mundo interior. A água compreende as emoções e os sentimentos melhor do que qualquer outro elemento. A sua profundidade emocional leva-a a sentir de tal maneira o próximo que é capaz de exprimir os mais variados sentimentos, tal como o de uma profunda compaixão. A água é símbolo de alimento, proteção e ajuda; nutre grandes ligações com o passado, lugares, pessoas e situações.

Desequilíbrio ou excesso do elemento Água:

Demasiada acentuação na imaginação sem bases de sustentação. Desejos e medos compulsivos ou caóticos. Hipersensibilidade à mais ligeira ameaça. Fantasias e devaneios, como forma de fuga à realidade. Retraimento exagerado, mediunidade negativa, dependências e prisões emocionais. Demasiado apego ao passado. Instabilidade psíquica; limitação pelo peso das ilusões e dos desejos frustrados.

Carência do elemento Água:

Falta de sensibilidade perante os demais. Pouca capacidade para entender o outro. Desconexão com o mundo das emoções e dos sentimentos. Precisa de desenvolver a imaginação e a atitude receptiva.


ACENTUAÇÕES POR CRUZES E ELEMENTOS

Diz-se que uma cruz está acentuada quando o Sol, a Lua, o Ascendente, o Meio-do-Céu ou um aglomerado de planetas se encontra posicionado numa das três cruzes.

CRUZ CARDINAL (FORTE)

Quando a cruz cardinal está acentuada, você mostra-se empreendedor e activo, explorando ao máximo as oportunidades que vão surgindo à sua volta. Desde que haja um objetivo a ser alcançado, esse ideal dar-lhe-á dinamismo, quer no plano mental ou físico, para a consecução das suas metas.

CRUZ FIXA (FORTE)

Quando a cruz fixa está acentuada, você é persistente e determinado nas suas ideias e nos seus valores. Como gosta de manter e preservar certos padrões de segurança, nem sempre é fácil, para si‚ lançar-se em novas experiências e empreendimentos. Ser-lhe-ia mais acessível concentrar-se nos domínios do conhecido, para poder tirar o máximo de proveito das situações. No entanto, corre o risco de se tornar dogmático e inflexível sempre que as coisas não correm a seu favor.

CRUZ MUTÁVEL (FORTE)

Quando a cruz mutável está acentuada, você pode ter uma vida bastante diversificada, com bastantes mudanças de ambiente e de contacto humano. As sucessivas transformações e adaptações a que está sujeito ao longo da existência, fazem de si um ser flexível com uma enorme necessidade de experimentar os mais diversos aspectos da vida. A sua aprendizagem é feita através das relações humanas e do conhecimento que consegue extrair das múltiplas situações à sua volta. A sua maior fraqueza é a dispersão e a qualidade a ser desenvolvida é o poder de síntese.


 Acentuação por Elementos 

ELEMENTO FOGO (FORTE)

A predominância do elemento fogo dá-lhe uma natureza viva e entusiástica. A vontade e o idealismo caminham lado a lado, fazendo de si uma pessoa em constante busca de novos ideais e projectos. De facto, o seu modo de acção é essencialmente extrovertido e, geralmente, você combina o seu optimismo com o calor das emoções, o que lhe dá sentido de valor e coragem perante a vida. Muitas vezes você deixa-se guiar pela intuição e, como coloca muito do seu ser em tudo o que faz, acaba por viver a vida de uma forma bastante intensa.

Como possui qualidades activas e dominantes, existe também o risco de se deixar inflamar demasiado pelos seus desejos, perdendo, assim, o controlo e demonstrando alguma insensibilidade perante os outros.

ELEMENTO FOGO (FRACO)

Quando há pouco fogo na carta astral, você pode ter quebras de entusiasmo e, de uma forma geral, irá necessitar de estímulos externos para tomar iniciativas e levar a cabo os seus empreendimentos. Você corre o risco de ficar passivo perante as adversidades. Assim, deverá envolver-se e viver cada vez mais perante as situações, de modo a tornar-se um elemento ativo e participante.

ELEMENTO TERRA (FORTE)

A predominância do elemento terra faz de si um ser preocupado essencialmente com as experiências do aqui e do agora. O seu sentido prático diz-lhe que o mundo concreto pode ser avaliado, experimentado e medido. Logo, a sua relação com o mundo físico é predominantemente vivida através das sensações e concepções que tenham qualquer tipo de aplicação útil. Você tende a confiar mais na sua razão prática do que em inspirações. A sua paciência e determinação geralmente traduzem-se na concretização de projetos e no desenvolvimento de métodos de trabalho cada vez mais eficientes.

Quando este elemento está em desequilíbrio, você pode demonstrar receio e pessimismo, valorizando apenas aquilo que consegue demonstrar pela razão ou pelos sentidos, e esquecendo-se que o plano do inconsciente dá acesso a outros tipos de realidade mais abrangentes.

ELEMENTO TERRA (FRACO)

Quando há carência deste elemento na carta astral, você pode ser mais idealista e sonhador, do que viver com os pés assentes na terra. Como lhe é difícil ser prático e objetivo, deverá desenvolver um determinado tipo de disciplina, para poder concentrar-se e aplicar a sua energia de uma forma eficiente. De outro modo, você corre o risco de se dispersar nos seus afazeres quotidianos.

ELEMENTO AR (FORTE)

A predominância do elemento ar faz de si uma pessoa sociável, dando-lhe bastante vivacidade no plano intelectual. As ideias e os conceitos acabam por ser muito importantes para si, visto que estas estabelecem o seu ponto de ligação com o mundo. A sua maneira de pensar assenta essencialmente na lógica, tomando em conta os padrões do pensamento coletivo.

A necessidade que tem de se relacionar com os outros faz de si um interlocutor nato, sempre à procura de novas formas de expressão e compreensão de tudo aquilo que se passa à sua volta. A sua força reside na capacidade de alcançar uma visão clara e objetiva dos factos, mas, por outro lado, você poderá ter grande dificuldade em lidar com o plano das emoções e dos sentimentos.

ELEMENTO AR (FRACO)

Quando há pouco ar na carta astral, você pode ter maior dificuldade em perceber e entender o ponto de vista dos outros. A sua tendência será para funcionar mais com as emoções do que com o lado racional da mente. Procure desenvolver o espírito de associativismo e de cooperação.

ELEMENTO ÁGUA (FORTE)

A predominância do elemento água faz de si um ser sensível, imaginativo e receptivo. A sua ação está mais focalizada na área das emoções e dos sentimentos, o que acentua aspectos de vida interior profunda, cujo potencial está latente ao nível do inconsciente. Quando está harmonizado com as dimensões mais subtis da vida, você pode ser bastante intuitivo e sensitivo. No entanto, se não conseguir entrar em empatia com os ambientes e as pessoas que lhe estão mais próximas, você poderá ficar instável e susceptível perante as mais pequenas coisas.

Em determinadas alturas, terá necessidade de ajudar e de se fundir emocionalmente com os outros; noutras, poderá vir a recolher-se no seu próprio mundo interior, devido à hipersensibilidade ou a medos irracionais despoletados a partir da mais ligeira ameaça externa.

ELEMENTO ÁGUA (FRACO)

Quando há carência do elemento água na carta astral, você pode ser pouco receptivo e perceptivo relativamente às necessidades dos outros. Pode também ser demasiado racional, o que lhe traz alguns problemas quando lida com o plano das emoções e dos sentimentos. Procure estar mais atento aos sinais do inconsciente para poder sentir, quer a sua voz interior, quer as correntes emocionais que constantemente giram à sua volta.

Os signos podem ainda ser divididos em quadrantes:

1º quadrante que corresponde à Primavera no Hemisfério Norte — Carneiro, Touro e Gêmeos

2º quadrante que corresponde ao Verão no Hemisfério Norte  — Caranguejo, Leão e Virgem

3º quadrante que corresponde ao Outono no Hemisfério Norte  — Balança, Escorpião e Sagitário

4º quadrante que corresponde ao Inverno no Hemisfério Norte — Capricórnio, Aquário e Peixes

 Fonte: web:http://associacaoportuguesastrologia.blogspot.com.br/2012/10/livro-o-guia-de-interpretacao.html


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Alquimia - Origem



Após sucessivas infiltrações e conquistas árabes na Europa e graças às Cruzadas, a sabedoria esotérica terminou por influenciar uma série de pensadores e movimentos místicos. Temos a influência súfi, não só na península ibérica, como também na França, Inglaterra e em certa medida nas terras germânicas e nos Estados da península itálica.

Uma grande influência súfi na Europa foi trazida pela tribo nômade dos Annás (ou A’nz). Tendo como seu estandarte um bode, os místicos dos Annás entregaram seus símbolos aos Templários, além de muitos princípios herméticos que remontam aos períodos dos caldeus. A palavra caldéia Anas significa Água; Anás, portanto, quer dizer “Guardiães das Águas”(da Vida).

Os conceitos alquímicos de Elixir da Longa Vida, Pedra Filosofal, Pedra Cúbica, Cornucópia da Abundância etc., vêm das escolas de Mistérios árabes, as quais absorveram, como já dissemos, muito da tradição egípcia. A finalidade do Alquimista era produzir o melhor ouro transmutado do chumbo. Os processos secretos para a obtenção do ouro alquímico eram extremamente complexos. Exigiam disciplina, rigor no método e acima de tudo pureza moral e espiritual.

Apesar de se conhecer uma série de casos de pesquisadores que realizaram prodígios químicos, conseguindo ouro realmente físico, a finalidade essencial da tradição alquimista era transmutar o mundo interior do próprio praticante, sua Alma mesmo.


Um bom exemplo de alquimista material (ou Soprador) foi o inglês John Dee. Nascido em 1527, o sr. Dee, graças à sua sensibilidade psíquica, desde cedo se interessou por pesquisar velhos manuscritos que conseguia encontrar em bibliotecas, alfarrábios etc. 

Ele e seu inexcrupuloso amigo Edward Kelley compraram de um velho estalajadeiro um pergaminho escrito em língua galesa antiga que tratava da transmutação de metais. Indagado de sua procedência, Dee soube que o manuscrito surgira da violação do sepulcro de um arcebispo inglês, Dunstan de Cantuária (conhecido até hoje como o padroeiro dos ourives). 

Ao entrar no túmulo de São Dunstan, Dee e seu amigo descobriram algo interessante não achado pelos anteriores profanadores. Encontraram um par de ânforas, cada qual contendo um estranho pó, um deles de cor vermelha e outro branco, e que eram, segundo o manuscrito em sua posse, ingredientes essenciais à boa execução do magnus opus. 

Os dois pesquisadores realizaram muitíssimos prodígios com os materiais encontrados, porém a ingenuidade e a ganância os levaram à ruína. Entretanto, os verdadeiros alquimistas eram transmutadores de Alma, e não de elementos grosseiros, como se crê vulgarmente nos dias de hoje. 

Temos, a título de ilustração, alguns alquimistas espirituais: Paracelso, Raimundo Lulle, Alberto Magno, Fulcanelli, Nicolas Flamel e sua esposa Perrenelle, Cornélio Agripa, Merlin, Eliphas Lévi, o Abade Trithemius, Al−Ghazali, Samael Aun Weor, D’Espagnet, Rumi etc…

Fonte: Magia Elemental − Ali Mohamad Onaissi

sábado, 26 de dezembro de 2009

Como fazer incenso em casa

O incenso tem a incumbência de levar a prece para o céu e seu uso é universal, associando o homem à divindade, o finito ao infinito, o mortal ao imortal. Relacionado com o elemento ar, representa a percepção da consciência que está presente em toda parte. Os diferentes perfumes desempenham um papel de purificação, facilitando inclusive, a aproximação do nosso anjo guardião.  Quando queimamos um incenso, modificamos nosso estado emocional e as vibrações do ambiente. Alguns aromas despertam-nos a força interna, agindo como estimulantes, podendo nos tirar de um estado de desânimo e cansaço; outros, facilitam o estudo ou despertam a inspiração; e muitos, auxiliam na meditação. Durante a queima, são liberadas substâncias provenientes do amálgama alquímico, com a propriedade de dissolver os miasmas negativos, assim como promover a sintonia com o astral.  É muito agradável às pessoas evoluídas, e, ao contrário, pode aborrecer aqueles que não estão na mesma sintonia. Contribui decisivamente para o recolhimento devocional e o estudo. Reforça a tonicidade áurica, ajudando na obtenção da paz, sentimento de amor e prosperidade.

O incenso tem a incumbência de levar a prece para o céu e seu uso é universal, associando o homem à divindade, o finito ao infinito, o mortal ao imortal. Relacionado com o elemento ar, representa a percepção da consciência que está presente em toda parte. Os diferentes perfumes desempenham um papel de purificação, facilitando inclusive, a aproximação do nosso anjo guardião.

Quando queimamos um incenso, modificamos nosso estado emocional e as vibrações do ambiente. Alguns aromas despertam-nos a força interna, agindo como estimulantes, podendo nos tirar de um estado de desânimo e cansaço; outros, facilitam o estudo ou despertam a inspiração; e muitos, auxiliam na meditação. Durante a queima, são liberadas substâncias provenientes do amálgama alquímico, com a propriedade de dissolver os miasmas negativos, assim como promover a sintonia com o astral.

É muito agradável às pessoas evoluídas, e, ao contrário, pode aborrecer aqueles que não estão na mesma sintonia. Contribui decisivamente para o recolhimento devocional e o estudo. Reforça a tonicidade áurica, ajudando na obtenção da paz, sentimento de amor e prosperidade.


Como aproveitar integralmente o bastão de incenso:

Antes de acendê-lo: exponha-o uma hora no seu ambiente doméstico ou de trabalho.

Após a queima: as substâncias que permaneceram nas cinzas dinamizadas pelo fogo, podem ser colocadas na palma da mão e assopradas ao vento.

Componentes do incenso:

Carvão: Absorvente universal, capta as baixas vibrações do ambiente para que seja neutralizada pelo sal grosso e incinerados a seguir.

Sal grosso: Atua como esterilizador de emissões maléficas do sentimento humano.


Começando a fazer Incensos

Incensos incandescentes fazem um grande sentido. É um natural, não-tóxico, ar refrescante que serve como uma alternativa maravilhosa aos aerossóis de hoje. E tem um grande passado: pessoas os vêem usando a milhares de anos e para todos os tipos de razões.

Incenso é basicamente uma mistura de ervas, madeiras e resinas que podem ser polvilhadas e então podem ser queimadas lentamente para a obtenção de um efeito fragrante. Culturas antigas os acendiam para cerimônias e adoração. Os chineses e japoneses já o usavam como uma medida de tempo, e hoje é usado em rituais religiosos por todo o mundo. Mas o principal de tudo é que eles têm um cheiro ótimo.

Há dois tipos de incenso, combustível e não-combustível. Incenso combustível entra em cone, bloco ou forma de vara, e é com o qual a maioria das pessoas está familiarizada. Incensos não-combustíveis são queimados em um pedaço de carvão.

Colecione seus ingredientes


Você pode achar a maioria dos ingredientes de incenso em sua cozinha ou jardim. Outros estão disponíveis em lojas de erva, drogarias, lojas de provisão religiosas, comida, banho. Os mais populares incluem: Madeiras; Resinas e Ervas Líquidas: Cedro, Pinho, Zimbro, Sândalo Benjoim, Mirra, Raiz de íris, Canela Tomilho ou Goma Arábica (para moldar incenso combustível) Óleos essenciais, um líquido como mel, seiva ou algo semelhante.

Os ingredientes exatos que você precisará dependerão de sua receita. A maioria das receitas inclui um tipo de madeira, uma resina, ervas fragrantes e um líquido. Caso você queira fazer incenso combustível, sua receita precisa incluir goma arábica que é usada para moldar o incenso em formas específicas.

Compre duas onças pelo menos (pulverizado) de cada ingrediente seco. Se lembre de que madeira é freqüentemente usada e na quantidade maior.

Tente juntar tantos ingredientes pré-pulverizados quanto você pode, poupa-se tempo e esforço. À parte dos ingredientes de receita, você precisará de algum salitre (para acender o incenso; peça isto em drogarias) e alguns tabletes de carvão (disponíveis onde incensos são vendidos; não use carvão de churrasco para isto).

Uma vez que você conseguiu tudo, moa cada artigo seco (menos o carvão) isso será esmagado com um morteiro, um pilão e um amolador de café elétrico até virar um pó . Madeiras e algumas resinas não viram pó tão facilmente quanto outros, mas se você persistir você conseguirá.

Considere usar moedor elétrico para estes artigos, então os termine com o morteiro e o pilão (eles demolirão mas não polvilharão completamente no amolador). Use uma faca para cortar pedaços de talo e raiz se necessário. Uma vez pulverizado, mantenha tudo firmemente marcado e rotulado em sacolas plásticas ou jarros.

Misture os ingredientes não-combustíveis

Incensos não-combustíveis são basicamente uma mistura de ervas em pó, resinas e madeiras que podem ser queimados em tabletes de carvão ou podem ser mexidos dentro como a fragrância para uma mistura combustível.

Para criar uma mistura de incenso não-combustível, tente um destas receitas:


1) Combine partes iguais de olíbano pulverizado, canela, e noz moscada.

2) Combine uma parte cada de nós moscada e canela, e ½ parte de casca de laranja e casca de limão.

Tente fabricar suas próprias receitas. Em uma tigela grande, misture uma quantia pequena dos ingredientes juntos para sua receita escolhida. Depois você sempre pode somar mais coisas. Uma vez que tudo esteja combinado, a mistura de seu incenso está completa. Você pode saltar para o Passo 7 se você não quiser fazer incenso combustível. Caso contrário, está na hora de fazer a pasta.

Faça a pasta

Goma arábica é usada para moldar sua mistura em varetas, cones, ou blocos. Aqui será mostrado como fazê-los em uma pasta de modelar. Coloque uma colher de sopa ou da goma em pó em uma tigela média e encha oito conchas de água morna. Bata até a goma estar completamente dissolvida (isto levará alguns minutos), tirando qualquer espuma que desenvolve. Deixe a goma dissolvida absorver a água até ficar grossa. Cubra a tigela com um pano molhado e ponha de lado como se estivesse crescendo. O processo de engrossando levará umas duas horas pelo menos. Você pode misturar mais goma ou pode molhar para ajustar consistência como o necessário.

Faça a base do incenso combustível

A receita seguinte resultará em uma básica mistura combustível de incenso. Se uma parte equivale a uma colher de sopa, você terminará com bastante mistura de incenso para criar aproximadamente 60-80 cones pequenos:

6 partes de madeira pulverizada (cedro, pinho, etc.)

Duas partes de benjoim

Uma grande parte de raiz

Algumas gotas de óleo essencial ou outro líquido como vinho, mel, etc.

Três a cinco partes de incenso não-combustível misturado

Em uma tigela grande, misture todos os ingredientes juntos na ordem dada. Pese a mistura combinada com uma balança de cozinha. Determine 10% do peso total, e adicione exatamente a quantidade de salitre. (Então, se a mistura pesar dez gramas, adicione um grama de salitre.) Esta medida deve ser exata para que o incenso possa queimar corretamente. Misture completamente no salitre. Adicione a pasta, uma colher de chá de cada vez, até tomar consistência. Deve ser uma massa, não muita molhada, mas úmida o suficiente para que você possa moldar com suas mãos.

Nota: Quando se cria o incenso combustível, a relação das madeiras pulverizadas deve ser de dois para um. Sua resina (benjoim, olíbano, mirra, colas, seivas, etc.) não se deve nunca compor mais que 1/3 da mistura final.

Molde a mistura na forma desejada

Quando sua mistura alcançar a consistência desejada (novamente, semelhante à massa), estará pronta para ser moldada em formas. Cones e blocos são os mais fáceis de moldar. As varetas são muito mais difíceis, especialmente se você não tem uma prensa especial (que vende em lojas de arte). Tente os cones e blocos primeiro. Então quando você descobrir que você é um perito, passe para as varetas.

Cones: Enrole a mistura de incenso em bolas pequenas, os amolde com suas mãos em cones longos de 25mm. Organize-os na vertical em uma folha de papel manteiga e os coloque em algum lugar quente para secar. Eles levarão de três a sete dias para secar. Durante este tempo, os vire regularmente, assim eles secam uniformemente e não racham.

Blocos: Molde os incensos em forma de tiras longas aproximadamente 1/3 de uma polegada em altura e largura, e então corte as tiras em retângulos longos de 1 polegada. Use o mesmo processo secante como você usou nos cones (porém os blocos podem ficar na horizontal).

Varetas: Adicione mais pasta à mistura até que esteja molhada, porém espessa. Se você não tem uma prensa especial (altamente recomendada), bata levemente a massa em papel manteiga até que esteja bem fina; então posicione uma vareta por vez sobre a massa e enrole um pano fino ao redor da vareta (deixando algumas polegadas sem o pano) até que a camada seja duas vezes a espessura da vareta (não mais espesso). Aperte ou pressione a massa sobre a vareta para firmar. Coloque a parte sem pano em alguma argila, areia ou outra substância que permita que fique na vertical para secar.


Queime-o


Para queimar cones, blocos, ou varetas, coloque-os um de cada vez em um queimador de incenso ou em uma tigela meio cheia de areia ou sal. Ilumine uma ponta (para cones, coloque-os virados e ilumine a ponta final) com um fósforo ou um isqueiro, segurando a chama contra a extremidade do incenso até o incenso pegar fogo. Deixe a chama queimar durante alguns segundos, então assopre com suavidade.

A extremidade final do incenso irá incandescer e começará a soltar o seu aroma (e uma pequena quantidade de fumaça contínua). Cada cone, bloco ou vareta queimará durante aproximadamente 10 a 25 minutos. Após o incenso estiver aceso, o ar ao redor parecerá o perfume celeste.


Experimente com suas próprias receitas


"Você pode criar suas próprias receitas não-combustíveis e usar tabletes de carvão como um guia para testar o aroma. Para acender o carvão, segure-o com uma pinça ou alicate sobre uma vela acesa (sairá faíscas primeiramente, então tome cuidado) até aparecer uma mancha branca. Você também pode soprar para ver se acende. Coloque o pequeno carvão em uma tigela ou concha grande (que esteja cheia até a metade com areia ou sal). Espere até que está queimando uniformemente e que não esteja mais crepitando antes de colocar algum ingrediente nele.

Espalhe uma pequena quantia de cada erva, madeira ou óleo no tablete aceso para testar o aroma. Tome notas do que você gosta e do que funciona bem junto. Muitas coisas irão cheirar diferente enquanto estiverem queimando do que quando não estiverem."

Fonte: Círculo Sagrado; Kalmindon


Incensos enrolados à mão

(Fonte: https://pt.wikihow.com/Fazer-Incensos)


1- Decida qual será a essência do incenso, e use uma ou duas colheres de sopa de cada. No início, use apenas duas ou três fragrâncias diferentes, e aumente o número à medida que pegar prática. Produzir incensos não é complicado, mas requer um período de experimentação, uma vez que cada essência precisa de uma quantidade diversa de água e makko (um agente aglutinante combustível). Você pode comprar os ingredientes abaixo inteiros ou em pó, mas saiba que é mais fácil trabalhar com produtos triturados.


-Ervas e especiarias: cássia, folhas de junípero, capim-santo, lavanda, sálvia, tomilho, alecrim, pó de laranja, patchuli.

-Resinas e gomas: bálsamo, acácia, âmbar, goma copal, hibisco, mirra, sangue de dragão.

-Madeiras desidratadas: junípero, pinheiro, pinhão, cedro, sândalo, agar.


2- Registre as quantidades das essências usadas em cada mistura. Arquive-as se deseja confeccionar incensos com frequência. A quantidade de água e do agente aglutinante varia de acordo com as medidas dos ingredientes secos, daí a importância de se fazer anotações. A maioria das receitas leva apenas uma ou duas colheres de sopa de cada ingrediente, mas essa quantia pode ser aumentada de acordo com as suas necessidades.


Receitas de incenso são anotadas em "partes", tal como as de bebidas. Por exemplo: se a receita pede duas partes de sândalo para uma de alecrim, você pode usar duas colheres de sopa do primeiro ingrediente e uma do segundo, ou duas xícaras de chá do primeiro e uma do segundo, etc.


3- Com um pilão, macere e combine as essências. Se está usando ingredientes frescos e não em pó, triture-os o máximo que puder, tarefa em que você pode usar um moedor de especiarias — mas não o moedor de café, cujo calor destruirá alguns componentes dos ingredientes. Durante este passo, lembre-se de:


Moa primeiro os componentes de madeira, que são mais difíceis de afinar. Se estiver com dificuldade, pode usar um processador de alimentos, uma vez que a madeira é um material resistente e não perderá tanto aroma.

Congelar gomas ou resinas 30 minutos antes da moagem. Quando congeladas, as resinas se quebram com muito mais facilidade.


4- Para que os aromas se incorporem, deixe o pó descansar por algumas horas. Uma vez moídos os ingredientes, misture-os bem uma última vez e deixe-os descansar — etapa que, apesar de não obrigatória, rende incensos de aroma mais homogêneo e agradável.


5- Para determinar a quantidade necessária de makko, calcule a porcentagem de acordo com os ingredientes. A receita tem de ser constituída de uma determinada proporção de makko, uma substância grudenta e inflamável, para que o incenso queime com facilidade. Infelizmente, é nesta etapa que os produtores novatos de incenso tendem a errar, pois cada tipo de essência precisa de uma quantidade diferente da resina para queimar:


-Numa receita composta exclusivamente de ervas e especiarias, use 10~25% de makko.

-Para resinas, essa quantidade precisa ser bem maior: de 40% a 80%, dependendo de qual é a participação da substância na receita. Uma receita que leva apenas resinas precisa de 80%.


6- Multiplique as quantidades de cada especiaria pela porcentagem correspondente de makko para saber quanto usar. Então, se tem 10 colheres de chá de pó e uma pequena quantidade de resina, você precisaria de 4 colheres de chá de makko (ou seja: 10 ∗ 40% = 4 colheres de sopa). Essa fórmula pode ser aplicada em qualquer tipo de receita.


Lembre-se de que colocar mais makko é fácil, mas remover o excesso é impossível. Se não tiver certeza da quantidade, é melhor ser comedido.


7- Tire uma pequena parte da mistura. Separe 10% da mistura e use o resto. A reserva servirá para salvar o incenso caso você adicione muita água no próximo passo.


8- Usando uma pipeta ou um conta-gotas, adicione água destilada morna à mistura lentamente, até que ela se torne uma pasta. Tente chegar a uma consistência parecida com massinha de modelar, uma vez que o makko absorve a água e se transforma numa espécie de argila. Adicione de três a cinco gotas d'água, misture, adicione outra vez e assim por diante, até obter uma mistura homogênea e com a textura desejada. A mistura deve conservar a mesma forma depois de pressionada, mas ainda ser maleável. Neste estado, a massa poderá ser moldada no formato incenso sem rachar.


-Se derrubar muita água por acidente, tire o máximo possível da tigela e use a reserva para devolver consistência à mistura.


9- Sove a massa por alguns minutos. Aperte-a com a base da palma contra a bancada, sem achatar demais e usando pressão constante. Vire-a do outro lado, deixe-a em formato de esfera e sove outra vez. Repita o processo, sempre alternando os lados da massa, por vários minutos.


-Para melhores resultados, deixe a massa descansar sob uma toalha úmida de um dia para o outro. Na manhã seguinte, pingue mais um pouco d'água, sove de novo e passe para a próxima etapa.


10- Tire uma bola de massa de 2,5~5 cm e use-a para fazer um retângulo longo e esguio. Para começar, use as palmas da mão para espalhar a bola de massa para os lados, criando um objeto parecido com uma cobra de massinha de modelar de aproximadamente 3/4 do tamanho da vara do incenso. Use os dedos para achatar esse cilindro de massa, que ao final deve ganhar um formato estreito, longo e espalmado.


-Se não vai prender a massa em varas, pode deixar os incensos com formato de "cobra de massinha". Basta enrolar a massa e cortar as pontas com uma faca.


11- Coloque o palito em cima da massa e use-a para revestir aproximadamente 3/4 dele. Você precisará de varas de bambu sem nenhum tratamento, que podem ser compradas bem barato via internet. Use os dedos para enrolar os incensos, sem deixar nenhuma parte da vara exposta.

Cada incenso deve ter uma espessura um pouco menor que a de um lápis.


12- Deixe os incensos secando numa bandeja forrada com papel-manteiga, trocando-os de lado uma ou duas vezes por dia. Para acelerar o processo, embrulhe a bandeja num saco de papel e feche-o bem — mas não esqueça de girá-los de vez em quando, para que sequem de maneira homogênea.


13- Passados quatro ou cinco dias, quando a massa estiver rígida e seca, os incensos podem ser acesos. Não tente queimá-los enquanto a massa estiver fofa e úmida. Se vive em clima úmido, pode ser necessário aguardar cinco dias ou mais, ao passo que a secagem pode levar apenas um ou dois dias em climas secos.


-Quanto maior a proporção de makko e água, maior o tempo de secagem.



     

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