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sábado, 23 de maio de 2020

A verdade que fere é pior que a mentira que consola?

"Interagir nos grupos a que pertencemos significa se comunicar, e na comunicação ou falamos a verdade ou falamos a mentira.

Vários podem ser os motivos que nos levam a mentir, até mesmo querer ser cordial ou evitar aborrecer outras pessoas. 

Mas seria legal mentir para que a outra pessoa não fique chateada?

A mentira, mesmo a mentira que consola, faz a outra pessoa interpretar que tudo vai bem, e que, portanto, nada precisa ser reformado. É como se lhe tirassem o direito ao raciocínio, fazendo-a estagnar em seu processo evolutivo.

Jesus ensinou que somente a verdade pode nos libertar dos sofrimentos¹. A verdade nos permite conhecer a realidade e raciocinar as soluções que realmente cabem nas questões que a vida nos apresenta, superando obstáculos e seguindo em frente.

Mesmo que cause desconforto, a verdade não é ruim. Embora nem sempre seja aceita pela outra pessoa, por despertar-lhe a consciência e solicitar-lhe a reforma, é nosso dever moral não faltar com a verdade. Ela deve ser dita sempre.

Mas a verdade só resultará no bem se formos cuidadosos. Primeiro, quanto ao modo de revelar a verdade, recordando outra lição de Jesus: a de sermos brandos e pacíficos². É preciso moderação, mansuetude, afabilidade e paciência.

Depois, precisamos tomar cuidado com a dose de verdade que cada um já consegue suportar. Para isso precisamos ter sensibilidade, compreensão e compaixão. Tal como nós, cada um tem uma capacidade relativa de compreender o que lhe diz respeito. A verdade deve ser dita na medida certa, se necessário em doses homeopáticas.

Esses cuidados são muito importantes para que a verdade não fira, deixando de ser um bem. A verdade que fere é pior que a mentira que consola, porque é uma causa de desequilíbrio e sofrimento para a outra pessoa, muitas vezes de longa e difícil recuperação.


A verdade deve ser dita com naturalidade, sem excessos de emoção ou informação. Jesus ensinou que o nosso falar deve ser “sim, sim; não, não”, e o que passa disso é prejudicial.³

Sábias são as palavras uma vez psicografadas por Chico Xavier: “no mundo, a fórmula para se encontrar a felicidade, com esplendor, é uma gota de verdade, dentro de um litro de amor”."

Referências: 1 - João, cap. 8, versículo 32; 2 - Mateus, cap. 5, versículo 5. O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 9; 3 - Mateus, cap. 5, versículo 37.
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Fonte: "Verdade que fere e mentira que consola" - Site do "Grupo Beneficente José Nunes Feller" (reprodução) - Imagem: Placas indicando caminhos: "Verdade" e "Mentira" - editada da internet, meramente ilustrativa.

quinta-feira, 20 de março de 2014

O Padre e a Hipocrisia


Um padre colocou um vídeo nos telões da Igreja, a Globeleza dançando semi nua toda pintada e o vídeo durou uns 15 segundos. O povo da Igreja ficou todo escandalizado, então o padre perguntou:

- “Alguém se incomodou com esse vídeo aqui na casa de Deus ?”
É claro que o povo se incomodou, mas não falaram nada, então ele disse:

- “Aqui na casa de Deus não é lugar de passar essas coisas, mas na casa de vocês isso passa o dia todo e vocês não fazem nada! Será que a casa de vocês não é também a casa de DEUS? Hipócritas, são os que se escandalizam quando falam dos erros que ocorrem na casa dos outros, na igreja do outro, na vida do outro, na religião do outro... e se esquece dos erros que comete em sua própria casa.”

PENSEMOS !

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Proteja-se!





1. NÃO TEMA NINGUÉM 

Uma das armas mais eficazes na subjugação de um ser é impingir-lhe o medo. Sentimento capaz de uma profunda perturbação interior, vindo até a provocar verdadeiros rombos na aura, deixando o indivíduo vulnerável a todos os ataques. Temer alguém significa colocar-se em posição inferior, temer significa não acreditar em si mesmo e em seus potenciais; temer significa falta de fé. O medo faz com que baixemos o nosso campo vibracional, tornando-nos assim vulneráveis às forças externas. Sentir medo de alguém é dar um atestado de que ele é mais forte e poderoso. Quanto mais você der força ao opressor, mais ele se fortalecerá. 

2. NÃO SINTA CULP

Assim como o medo, a culpa é um dos piores estados de espírito que existem. Ela altera nosso campo vibracional, deixando nossa aura (campo de força) vulnerável ao agressor. A culpa enfraquece nosso sistema imunológico e fecha os caminhos para a prosperidade. Um dos maiores recursos utilizados pelos invejosos é fazer com que nos sintamos culpados pelas nossas conquistas. Não faça o jogo deles e saiba que o seu sucesso é merecido. Sustente as suas vitórias sempre! 

3. ADOTE UMA POSTURA ATIVA 

Nem sempre adotar uma postura defensiva é o melhor negócio. Enfrente a situação. Lembre-se sempre do exemplo do cachorro: quem tem medo do animal e sai correndo, fatalmente será perseguido e mordido. Já quem mantém a calma e contorna a situação pode sair ileso. Ao invés de pensar que alguém pode influenciá-lo negativamente, por que não se adiantar e influenciá-lo beneficamente? Ou será que o mal dele é mais forte que o seu bem? Por que será que nós sempre nos colocamos numa atitude passiva de vítimas? Antes que o outro o alcance com sua maldade, atinja-o antecipadamente com muita luz e pensamentos de paz, compaixão e amor. 

4. FIQUE SEMPRE DO SEU LADO 

A maior causa dos problemas de relacionamentos humanos é a “Auto-Obsessão”. A influência negativa de uma pessoa sobre outra sempre existirá enquanto houver uma idéia de dominação, de desigualdade humana, enquanto um se achar mais e outro menos, enquanto nossas relações não forem pautadas pelo respeito mútuo. Mas grande parte dos problemas existe porque não nos relacionamos bem com nós mesmos. 


“Auto-Obsessão” significa não se gostar, não se apoiar, se autoboicotar, se desvalorizar, não satisfazer suas necessidades pessoais e dar força ao outro, permitindo que ele influencie sua vida, achar que os outros merecem mais do que nós. Auto-obsediar-se é não ouvir a voz da nossa alma, é dar mais valor à opinião dos outros.Os que enveredam por esse caminho acabam perdendo sua força pessoal e abrem as portas para toda sorte de pessoas dominadoras e energias de baixo nível. A força interior é nossa maior defesa. 

5. SUBA PARA POSIÇÕES ELEVADAS 

As flechas não alcançam o céu. Coloque-se sempre em posições elevadas com bons pensamentos, palavras, ações e sentimentos nobres e maduros.Uma atmosfera de pensamentos e sentimentos de alto nível faz com que as energias do mal, que têm pequeno alcance, não o atinjam. Essa é a melhor forma de criar “incompatibilidade” com as forças do mal. Lembrem-se: energias incompatíveis não se misturam. 

6. FECHE-SE ÀS INFLUÊNCIAS NEGATIVAS 

As vias de acesso pelas quais as influências negativas podem entrar em nosso campo são as portas que levam à nossa alma, ou seja, a mente e o coração. Mantenha ambos sempre resguardados das energias dos maus pensamentos e sentimentos, e fuja das conversas negativas, maldosas e depressivas. Evite lugares densos e de baixo nível. Quando não puder ajudar, afaste-se de pessoas que não lhe acrescentam nada e só o puxam para o lado negativo da vida. O mesmo vale para as leituras, programas de televisão, filmes, músicas e toda sorte de passatempo mediocre, criado por falsas e tolas crenças ou derivados.


domingo, 25 de março de 2012

Tirando a limpo A verdadeira e pura Maçonaria



Pra você que é compelido a pensar que a Maçonaria é 'do mal', e que ela que faz parte de uma conspiração para dominar o mundo, saiba que esta ignóbia ideia ganha terreno através da deterioração do verdadeiro propósito iniciático, que se desvia do propósito espiritual. Me pergunto se hoje algumas lojas não se distanciaram de seu real propósito; como por exemplo dos nobres preceitos inseridos na proposta inicial da ordem Martiniana (circa 1900), que nada mais pregava que idéias liberais, afim de colocar a liberdade de pensamento fluente sobre o véu obscuro da intolerância, sempre através de grande esforço altruístico, dissipando as trevas do ignorantismo e da superstição.

O propósito desta ordem é fortalecer intuitos superiores, a concórdia, a tolerância e a harmonia, polindo arestas ligadas a superstições tolas e ao fanatismo. União, tolerância, aperfeiçoamento, trabalho honesto, auxílio mútuo, resignação na adversidade, perdão e crença inabalável são os verdadeiros pilares da Maçonaria.

Não se deixe enganar por teorias da conspiração e contos da carochinha, estas distrações são plantadas por representantes de monarquias que detém domínio sobre as instituições representantes do atraso das trevas. Como, por exemplo, instituições financeiras que prosperam através da especulação e todas as crenças derivadas do cristianismo, que usam das palavras e ensinamentos do maior avatar da humanidade para obter, gerir e manter poder político, financeiro e psicológico através da superstição entrópica.

Mas nem tudo está perdido, subvertido ou muito menos corrompido; pois a maioria dos componentes da nossa raça, que é a raça humana, sem distinção de cor, ideologia ou credo, compartilha de um consciente coletivo uno e poderoso. Pessoas altruísticas não se deixam dominar ou levar por inserções psicológicas plantadas ao melhor estilo da propaganda dirigida à bovinização das massas através de lavagem cerebral.

Somos UM e o Deus é um só. O capital do conhecimento, o capital humano, não necessitam da vil moeda para prosperar através dos tempos. Amigos que se ajudam e repudiam a competição fazem parte da mais pura natureza humana, somos uma tribo, e enquanto loja não vendemos nada, doamos. A chave da prosperidade está na colaboração e não na competição. Ajude quem te ajuda, goste de quem gosta de você, fortaleça aquele que te fortalece. Bloqueie, vete, aqueles que competem e cobiçam os bens alheios, não dê ouvidos as vozes ditadoras da fofoca, da vaidade, da ganância e da cobiça destruidora. Escute seu espírito e seja você mesm@!

Tod@s temos poder criativo, imaginação e opinião própria, não deixe outros pensarem por você, pense por sí própri@. A real independência não é material, é espiritual. A partir do momento em que você se libertar e aceitar o devir, seu sustento estará garantido, seu caminho traçado sem desvios e as dúvidas irão se dissipar, junto com os sentimentos inferiores que diminuem a grandeza da espécie humana, somos reflexo do divino.

Fique sabendo, você que se deixa levar por mentalidade e pensamento alheio, você consegue pensar por si! Talvez seja apenas uma míope visão - ademais de um leigo em se tratando do assunto - a que coloquei nas linhas acima, entretanto só posso acreditar que Maçonaria não é conspiração, é união. União pela luz, pela verdade, pela evolução mental e espiritual da raça humana. Juntos somos fortes! 

Paz e Luz!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

16 vezes Homero

Homero (em grego, Ὅμηρος - Hómēros, na transliteração) foi o primeiro grande poeta grego, cuja obra chegou até esta Era da Informação. Viveu no século VIII a.C., período em que ressurgiu a escrita na Grécia antiga. Consagrou-se através dos séculos no género épico com as obras Ilíada e Odisséia. Já antes do início do pensamento filosófico, as riquíssimas obras de Homero (Ilíada e Odisséia) tendem a aproximar os Deuses dos mortais, num movimento de racionalização do Divino.

A seguir uma coletânea de 16 frases e pensamentos do grande escritor grego:

"A flecha não fere os covardes."

"A fortuna é como um vestido: muito folgado nos engravida, e muito estreito nos oprime."

"A relação que existe entre os autores medíocres e a crítica medíocre é mais ou menos esta: nenhum se fia do outro."

"A religião é a corrente de ouro que sujeita a terra em meio ao eterno."

"À sua insensatez o homem chama destino."

"Apoiada, a coragem nasce até mesmo naqueles que são muito covardes."

"Inconstante, como aura, é por natureza o pensamento dos jovens."

"Na juventude e na beleza a sabedoria é escassa."

"Na verdade, poucos filhos são semelhantes ao pai; a maioria é inferior, poucos são melhores que ele."

"O gênio se descobre na fortuna adversa; na prosperidade se oculta."

"O sono é o irmão gêmeo da morte."

"Os homens são como as ondas, quando uma geração floresce, a outra declina."

"Para mau pagador, más garantias."

"Peca igualmente quem apressa o hóspede que não quer partir e quem o detém quando este já está partindo. O hóspede deve ser bem tratado se fica, e não deve ser impedido de partir se assim o deseja."

"Um amigo sensato é um bem precioso."

"Uma vez que o mal tenha sido feito até um tolo o reconhece."
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Imagem: Busto de Homero - Museu do Louvre: Departamento da Grécia, Antiguidades Etruscas e Romanas, Andar térreo, sala 17.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Bíblia confirma existência da Reencarnação

Por Laylla Toledo


"As escrituras deixam claro que o conceito de reencarnação era ensinado ao povo, apesar das diversas traduções terem deturpado os tentos.


Elias foi um dos profetas referidos no Velho Testamento que viveu no século IX a.C. Não há livro na Bíblia escrito por ele, mas existem referências a seu respeito em diversos autores como Terceiro Livro dos Reis (Cap. 17) e Quarto Livro dos Reis (Cap. 1), Juizes e Malaquias.

Ele viveu ao tempo do Rei Acab e da rainha Jezabel, com quem esteve em constante oposição, por causa do culto que era promovido ao deus pagão Baal.

É considerado servo intrépide do Javismo (termo que vem de Javé ou Jeová, Deus segundo os hebreus), apesar do excessivo rigor e das atrocidades que ele praticou. Dentre essas, destaca-se aquela que fez descer fogo do céu e queimar um capitão juntamente com seus cinqüenta comandados, quando este foi buscá-lo por ordem do rei Acab.

O mesmo fato se repetiu com uma segunda brigada (um capitão e mais os seus cinqüenta soldados), assim como a mortandade dos 450 sacerdotes de Baal, que os fez passar pelo fio da espada, junto ao ribeiro de Quison (3° Reis, 18:40). Tem-se no total um saldo de 552 mortos.

A volta do Profeta Elias foi prevista por Malaquias: “Eis que vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o dia grande e terrível do Senhor” (4:5).

A Vida de João Batista

João Batista era primo de Jesus, filho de Isabel e Zacarias. Levou uma vida muito austera. Abstendo-se de bens e prazeres, vivendo unicamente para o ministério do bem, convocando o povo ao arrependimento dos pecados e a se prepararem para receber o Redentor.

Chamado de “O Precursor”, vestia-se de peles e alimentava-se de mel e animais silvestres e verberava intimoratamente os atos de degradação humana, fosse em que nível fosse. Por esta razão, caiu na antipatia de Herodíades, acusada por ele pela sua união ilícita com o cunhado, o rei Herodes, irmão de Filipe (Marcos 6:17).

A Reencarnação na Bíblia


A identificação dos dois personagens como sendo o mesmo espírito está bem claro nas escrituras. O retorno de Elias foi anunciado pelo anjo Gabriel: “[...] o anjo disse-lhe: Não temas, Zacarias, porque foi ouvida a tua oração; e tua mulher Isabel te dará a luz um filho, e por-lhe-ás o nome de João. E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus; e irá adiante dele com o espírito e a virtude de Elias, a fim de reconduzir os corações dos pais para os filhos” (Lucas 1:13).

Outra passagem que assinala a identificação do profeta como sendo o próprio João Batista é quando os apóstolos Pedro, Tiago e João perguntaram a Jesus, após a Transfiguração, sobre a volta de Elias: “Por que, pois, os escribas dizem que é preciso que Elias venha antes? Mas Jesus lhes respondeu: é verdade que Elias deve vir e restabelecer todas as coisas; mas eu vos declaro que Elias já veio, e não o conheceram, mas trataram como lhes aprouve. É assim que eles farão sofrer o Filho do Homem. Então seus discípulos compreenderam que era de João Batista que lhes havia falado”. (Mateus 17:10)

Aqui se trata da reencarnação de Elias na figura de João, explicação esta vista pelos apóstolos com muita naturalidade, justamente por estarem familiarizados com a realidade da reencarnação e esta fazer parte de sua crença religiosa, o judaísmo.

As palavras de Jesus confirmam tal fato em Mateus, referindo-se a João como o próprio Elias (espírito): “E, desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus adquire-se à força, e os violentos arrebatam-no. Porque todos os profetas e a lei, até João, profetizaram. E, se vós o quereis compreender, ele mesmo é o Elias que há de vir. O que tem ouvidos para ouvir, ouça” (11:12).

A violência da lei mosaica ordenava o extermínio dos infiéis para ganhar a terra prometida – Paraíso dos Hebreus, por isso a citação “o reino dos céus adquire-se à força”. No período de Jesus, a nova lei estabelecia que, para se ganhar o reino dos céus o trajeto deveria ser outro – o da caridade e da doçura.

Elias Volta como João Batista


Quando Jesus disse que Elias já teria vindo e que ninguém o reconheceu, muitos interpretam que João era inspirado por Elias e não que era o próprio profeta. Mas essa identificação dos dois personagens sendo a mesma pessoa mostra também um outro aspecto, a Lei de Causa e Efeito. Na figura de Elias, mesmo falando em nome de Deus, ele cometeu alguns excessos e violências em sua época. Posteriormente, o seu espírito veio na figura de João Batista para preparar o povo para receber as palavras do Messias. Entretanto, pelo fato de ter cometido os excessos em sua vida anterior, veio resgatar parte de seus débitos sofrendo a decapitação por ordem de Herodes, a pedido de Salomé, que o agradou numa apresentação de dança, manobrada ardilosamente pela sua mãe, Herodíades.

Note-se a analogia das circunstâncias: na ocasião em que era conhecido como Elias, enfrentou a rainha Jezabel, tendo-a vencido pelos poderes, matando os sacerdotes e suprimindo o culto ao deus Baal. Na segunda ocasião, já como João Batista, ele é morto por maquinação também de uma rainha.

O Mestre fala sobre reencarnação a Nicodemos

O conceito de reencarnação fazia parte das crenças judaicas. Esse conhecimento dos judeus só foi ampliado no momento em que Jesus trouxe-lhes mais informações sobre o processo reencarnatório. No diálogo entre Nicodemos e o Mestre podemos observar a atenção dada ao assunto: "Mestre, sabemos que vieste da parte de Deus para nos instruir como um doutor; porque ninguém poderia fazer os milagres que fazeis, se Deus não estivesse com ele."

Jesus lhe respondeu: Em verdade, em verdade vos digo:
Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo. 


Nicodemos lhe disse: Como pode nascer um homem que já está velho? Pode ele entrar no ventre de sua mãe, para nascer uma segunda vez? 
Jesus lhe respondeu: Em verdade, em verdade vos digo: Se um homem não renascer de água e de Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é Espírito. Não vos espanteis do que eu vos disse, que é preciso que nasçais de novo. O Espírito sopra onde quer, e ouvis sua voz, mas não sabeis de onde ele vem e para onde ele vai. Ocorre o mesmo com todo o homem que é nascido do Espírito.

Nicodemos lhe respondeu: Como isso pode se dar? 
Jesus lhe disse: Que! Sois mestre em Israel e ignorais essas coisas? Em verdade, em verdade vos digo que não dizemos senão o que sabemos, e que não testemunhamos senão, o que vimos; e, entretanto, vós não recebeis nosso testemunho. Mas se não me credes quando vos falo das coisas da Terra, como me crereis quando vos falar das coisas do céu?” (João 3:2-12).
Como nota de esclarecimento, é preciso identificar o significado da palavra água no texto. O renascimento “de água” e “de espírito” é nada mais do que a retomada da experiência física, cuja constituição é eminentemente líquida. Portanto, o renascer de água é reencarnar e o renascer de espírito é evoluir, progredir moralmente.

Erros de Tradução: Negligência

O prof. Carlos Juliano Torres Pastorino (1910/1980), Docente do Colégio Pedro II e catedrático da Universidade Federal de Brasília, diplomado em Teologia e Filosofia pelo Colégio Internacional Santo Antônio Maria Zaccaria, em Roma, era um exímio latinista, helenista e poliglota. De acordo com os conhecimentos do Prof. Pastorino, freqüentemente são traduzidos por “ressuscitar” os verbos gregos egeírô (estar acordado, despertar) e anístêmi (tornar a ficar de pé, regressar), e que este último, encerra um sentido em geral negligenciado pelos tradutores: o de reencarnar. As Escrituras não falam em “ressurreição dos corpos” ou “da carne”, mas em anástasis ek ton nekrõn, ou seja, “ressurreição dos mortos”. De posse destes esclarecimentos oferecidos por uma autoridade lingüística, torna-se relativamente fácil identificarmos os sentidos negligenciados propositadamente pelos tradutores modernos. A ressurreição ocorre com os mortos e não com os corpos.

Na Epístola aos Hebreus (11:35), onde se lê: “Mulheres receberam os seus mortos pela ressurreição”, vemos que são as “mulheres” e não os homens, pois elas é que podem gerar em seus ventres os corpos destinados à reencarnação, ao ressurgimento dos espíritos “mortos” no mundo físico.

Os gregos acreditavam na existência do Hades (lugar dos mortos), de onde as almas retornavam para a vida, denominando este fenômeno como “palingênese” (palinggenesia: novo nascimento). Assim como os gregos, os hebreus também acreditavam que as almas dos mortos voltavam à vida, que do Sheot elas retornavam ao mundo da matéria, conhecido como “anástasis” (do verbo anístêmi, composto de ana: ´para cima´, ´de novo´ ou ´para trás´; e ístêmr. ´estar de pé´. Ou seja: tornar a ficar de pé, regressar), expressão traduzida por “ressurreição”. Está escrito: “O Senhor é o que tira a vida e a dá: faz descer ao sheol e faz tornar a subir dele.” (1 Sm 2:6). Apesar de tentarem alterar o significado do texto, traduzindo inúmeras vezes “Sheol” por “sepultura”, para os mais atentos, se buscarmos a origem das palavras, veremos que a mensagem é clara quanto a afirmação: regressar do Sheol, regressar do mundo dos mortos.

A palavra Sheol é hebraica, e designa o lugar para onde iam todos após a morte: tanto os justos como os injustos, havendo, no entanto, nessa região dos mortos, uma divisão para os justos, e outra para os injustos, separados por um “abismo intransponível” (Lc 16.26). O lugar dos justos era de felicidade, prazer e segurança. Já o lugar dos ímpios era medonho, ignífero (onde há fogo), cheio de dores, sofrimentos, estando todos perfeitamente conscientes.

Em muitas das passagens bíblicas, as inúmeras referências ao Sheol possuem imperfeições na sua tradução. Certas versões em português traduzem a designação hebraica por sepultura e outros termos afins, como inferno (Dt 32.22; 2 Sm 22.6; Jó 11.8; 26.6; 5116.10), o que traz confusão. (Gn 37.35; Nm 16.30,33; Já 17.16;11.8; SI 30.3; 86.13;139.8; Pv 9.18; 15.24; Is 14.9; 38.18-32; Ez 31.15,17; Am 9.12).

A expressão grega “palinggenesia” (palingênese), segundo o Prof. Pastorino, era o termo técnico da reencarnação entre os gregos. No entanto, São Jerônimo, geralmente, o traduzia por regeneração.

Já a palavra “ressurreição” é a tradução da expressão grega “anastasis” originária do verbo “anistemi”, que significa tornar a ficar de pé, mas também “regressar”.

A palavra “reencarnação” não se encontra nas escrituras, mas na cultura judaico-cristã. Entre eles havia o conceito de ressurreição, que é justamente o que chamamos hoje de “reencarnação”.

O conceito reencarnacionista foi dissimulado nos textos bíblicos ao longo dos séculos, alterando-se com isso, o seu conteúdo. Referências do século II d.C., onde Orígenes, um dos pais da Igreja, comenta que: “Presentemente, é manifesto que grandes foram os desvios sofridos pelas cópias, quer pelo descuido de certos escribas, quer pela audácia perversa de diversos corretores, quer pelas adições ou supressões arbitrárias.” Portanto, a intenção de distorcer o conteúdo bíblico já vem de longa data.

Se nos dedicarmos ao estudo profundo dos fatos, veremos que tudo é uma questão de resgate do verdadeiro sentido das palavras, que assumiram significados diversos no decorrer do tempo. Através da pesquisa etmológica, sem dúvida, chegaremos à verdade original dos textos.

O Retorno do Cristianismo Puro


O início do Cristianismo, conhecido como Cristianismo primitivo, trazia em si uma pureza doutrinária, sendo recente a passagem do Cristo pela região. Mas o Cristianismo sofreu uma transformação no momento em que se tornou a religião oficial do Império Romano (Constantino). A mistura de costumes politeístas (crença de vários deuses) com o Cristianismo puro inaugurou o Catolicismo. Este evento modificou os costumes cristãos e introduziu hábitos de cultura politeísta, surgindo rituais que não existiam até então.

O conceito de reencarnação, como meio pela qual a alma se redime por si só, significava a falência do poder político e religioso da Igreja. Por este motivo, começou a considerar-se todos os seguidores da idéia da reencarnação como criminosos passíveis de pena de morte a partir do ano de 553 d. C., no Concílio de Constantinopla.

Assim, a tradução dos textos evangélicos primitivos e a confecção do Novo Testamento (Vulgata Latina) buscaram eliminar qualquer informação que se reportasse ao conceito de sobrevivência de alma e o seu retorno a um novo corpo, para uma nova existência.

Por se tratar de um obstáculo aos interesses de alguns, este importante ensinamento deixou de fazer parte das celebrações cristãs e dos cultos da Igreja. Mas o assunto em foco reapareceu muito tempo depois, com toda a sua força e transparência através dos fenômenos das Irmãs Fox em 1848, e com a publicação da obra O Livro dos Espíritos, em 1857.

Portanto, a idéia da reencarnação sempre esteve presente no cristianismo primitivo dos tempos apostólicos, e algum tempo depois, na pureza dos ensinos cristãos contidos nas comunicações reveladas pelo espiritismo. Os elementos básicos como a caridade, o amor ao próximo e a reencarnação são semelhanças facilmente observáveis entre os dois. Sendo este o principal motivo que identifica o espiritismo como sendo o Cristianismo Redivivo.

A reencarnação é fato, e negá-la não é suficiente para justificar e manter o atual sistema religioso. Até a Ciência, recentemente, dá provas de que a vida não termina com a morte do corpo, mas que continua em outra dimensão. A divulgação da verdade depende de nós – os caminheiros redivivos."

Fonte: Revista Cristã de Espiritismo, nº 24, páginas 48 a 52.

A verdade liberta!

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