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quarta-feira, 18 de setembro de 2024

Um em Cristo - Teosofia Revelada, de Jakob Böhme

 

ESTUDANTE: Amado mestre, peço-te que me indique por que Cristo disse: "O que fizeste ao menor destes, a mim o fizeste; e o que não lhes fizeste a eles, também não o fizeste a mim".

MESTRE: Cristo reside real e essencialmente na fé daqueles que se entregam inteiramente a ele, e lhes dá sua carne como alimento e seu sangue para beber; possui assim o fundamento da sua fé, segundo o homem interior. Um cristão diz-se que é um ramo da videira de Cristo, e diz-se que é cristão porque Cristo habita espiritualmente nele; portanto, qualquer bem que alguém faça a esse cristão em suas necessidades corporais é feito também ao próprio Cristo que reside nele.

Pois tal cristão já não é o mesmo, mas está completamente resignado a Cristo e tornou-se sua possessão peculiar; portanto, a boa ação se faz a Cristo mesmo. Portanto, também quem retire sua ajuda desse cristão necessitado, jogue também Cristo longe de si, desprezando-o em seus membros.

Quando uma pessoa pobre, que pertence assim a Cristo, te pede algo, e você o nega na sua necessidade, você o nega a Cristo mesmo. Quando alguém goza e zomba de um cristão, ou o rejeita, tudo isto o faz com Cristo; mas aquele que o recebe, que lhe dá comida e bebida, ou que lhe dá abrigo e que o ajuda nas suas necessidades, fá-lo igualmente com Cristo. Mais ainda, ele faz isso a si mesmo se for cristão, pois todos nós somos um Cristo, como uma árvore e seus ramos.

Extraído do Livro: Teosofia Revelada - Jakob Böhme

De acordo com a teologia luterana, Böhme pregava que a humanidade tinha caído do estado de divina graça para um estado de pecado e sofrimento, que as forças do Mal incluíam os anjos caídos que tinham se rebelado contra Deus e que o objetivo de Deus era restaurar o mundo ao seu estado natural de graça.

Stresser

domingo, 25 de março de 2012

Tirando a limpo A verdadeira e pura Maçonaria



Pra você que é compelido a pensar que a Maçonaria é 'do mal', e que ela que faz parte de uma conspiração para dominar o mundo, saiba que esta ignóbia ideia ganha terreno através da deterioração do verdadeiro propósito iniciático, que se desvia do propósito espiritual. Me pergunto se hoje algumas lojas não se distanciaram de seu real propósito; como por exemplo dos nobres preceitos inseridos na proposta inicial da ordem Martiniana (circa 1900), que nada mais pregava que idéias liberais, afim de colocar a liberdade de pensamento fluente sobre o véu obscuro da intolerância, sempre através de grande esforço altruístico, dissipando as trevas do ignorantismo e da superstição.

O propósito desta ordem é fortalecer intuitos superiores, a concórdia, a tolerância e a harmonia, polindo arestas ligadas a superstições tolas e ao fanatismo. União, tolerância, aperfeiçoamento, trabalho honesto, auxílio mútuo, resignação na adversidade, perdão e crença inabalável são os verdadeiros pilares da Maçonaria.

Não se deixe enganar por teorias da conspiração e contos da carochinha, estas distrações são plantadas por representantes de monarquias que detém domínio sobre as instituições representantes do atraso das trevas. Como, por exemplo, instituições financeiras que prosperam através da especulação e todas as crenças derivadas do cristianismo, que usam das palavras e ensinamentos do maior avatar da humanidade para obter, gerir e manter poder político, financeiro e psicológico através da superstição entrópica.

Mas nem tudo está perdido, subvertido ou muito menos corrompido; pois a maioria dos componentes da nossa raça, que é a raça humana, sem distinção de cor, ideologia ou credo, compartilha de um consciente coletivo uno e poderoso. Pessoas altruísticas não se deixam dominar ou levar por inserções psicológicas plantadas ao melhor estilo da propaganda dirigida à bovinização das massas através de lavagem cerebral.

Somos UM e o Deus é um só. O capital do conhecimento, o capital humano, não necessitam da vil moeda para prosperar através dos tempos. Amigos que se ajudam e repudiam a competição fazem parte da mais pura natureza humana, somos uma tribo, e enquanto loja não vendemos nada, doamos. A chave da prosperidade está na colaboração e não na competição. Ajude quem te ajuda, goste de quem gosta de você, fortaleça aquele que te fortalece. Bloqueie, vete, aqueles que competem e cobiçam os bens alheios, não dê ouvidos as vozes ditadoras da fofoca, da vaidade, da ganância e da cobiça destruidora. Escute seu espírito e seja você mesm@!

Tod@s temos poder criativo, imaginação e opinião própria, não deixe outros pensarem por você, pense por sí própri@. A real independência não é material, é espiritual. A partir do momento em que você se libertar e aceitar o devir, seu sustento estará garantido, seu caminho traçado sem desvios e as dúvidas irão se dissipar, junto com os sentimentos inferiores que diminuem a grandeza da espécie humana, somos reflexo do divino.

Fique sabendo, você que se deixa levar por mentalidade e pensamento alheio, você consegue pensar por si! Talvez seja apenas uma míope visão - ademais de um leigo em se tratando do assunto - a que coloquei nas linhas acima, entretanto só posso acreditar que Maçonaria não é conspiração, é união. União pela luz, pela verdade, pela evolução mental e espiritual da raça humana. Juntos somos fortes! 

Paz e Luz!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Papus: O Médico Alquimista

Gérard Anaclet Vincent Encausse, conhecido nos meios místicos como Papus, foi um dos maiores estudiosos das ciências ocultas do século 19. Sua genialidade e dedicação marcaram sua vida, e ele deixou um vasto conjunto de obras que abrangem os vários caminhos que levam o homem a se conectar à sua natureza divina.  Existem homens sobre os quais não basta simplesmente dizer quando nasceram, ou o que fizeram durante sua existência física. Seu trabalho segue em tantas direções e possui um impacto tão profundo no saber da humanidade, que é necessário ir além do relato biográfico.  Papus é um desses homens, mas como temos de iniciar num ponto, façamo-lo a partir de seu nascimento. Ele veio ao mundo no dia 13 de julho de 1865, em La Coruña, Espanha. Sua mãe era uma cigana espanhola, Irene Perez; seu pai, Louis Encausse, era um químico francês...
Papus (Gérard Anaclet Vincent Encausse)


"Gérard Anaclet Vincent Encausse, conhecido nos meios místicos como Papus, foi um dos maiores estudiosos das ciências ocultas do século 19. Sua genialidade e dedicação marcaram sua vida, e ele deixou um vasto conjunto de obras que abrangem os vários caminhos que levam o homem a se conectar à sua natureza divina.


Existem homens sobre os quais não basta simplesmente dizer quando nasceram, ou o que fizeram durante sua existência física. Seu trabalho segue em tantas direções e possui um impacto tão profundo no saber da humanidade, que é necessário ir além do relato biográfico.

Papus é um desses homens, mas como temos de iniciar num ponto, façamo-lo a partir de seu nascimento. Ele veio ao mundo no dia 13 de julho de 1865, em La Coruña, Espanha. Sua mãe era uma cigana espanhola, Irene Perez; seu pai, Louis Encausse, era um químico francês.

Dessa forma, ele já nascia tendo no sangue a magia do povo cigano unido à tradição química francesa, que, por sua vez, tinha profundas origens na alquimia européia do século 17. Em sua casa também viveu num ambiente favorável ao estudo das artes divinatórias, como o tarô e o estudo da alma humana. Podese dizer que a espiritualidade em Papus veio do berço.

Em 1869, mudou-se com a família para Paris, onde iniciou seus estudos regulares no colégio Rollin. Sua inclinação para a medicina surgiu ainda jovem e, aos dezessete anos, foi para a famosa Faculdade de Medicina de Paris. Ainda assim, apesar de toda sua dedicação nos estudos da razão e das ciências em sua essência mais materialista, não se afastou dos conhecimentos esotéricos.

Na verdade, ele nunca se afastou do ocultismo, o que pode ser verificado a partir dos relatos de alguns companheiros da época. Enquanto muitos jovens estavam vivendo a intensa efervescência política pela qual atravessava a Europa, ele passava grande tempo na Biblioteca Nacional de Paris ou na Biblioteca do Arsenal (que possuem imensos acervos de obras ocultistas) estudando tudo que pudesse revelar os caminhos da alquimia e da cabala e o conhecimento para se atingir o saber das Chaves Divinas.

Além da agitação política, no século 19, a Europa também vivia um grande florescimento esotérico; um sem-número de sociedades filosóficas surgiam e algumas delas se destacaram, como a Sociedade dos Filósofos Desconhecidos, fundada por Louis Claude de Saint-Martin um século antes, e na qual Papus teria recebido sua iniciação ao Caminho. Segundo documentos da época, Papus foi iniciado por Henri Delaage, em 1882.

Nessa sociedade, ele se destacaria por sua genialidade e intensa disciplina, o que o levou rapidamente a integrar o círculo interno da organização. Isso ocorreu num período que abrange dos dezessete aos vinte anos de idade, o que é um feito e tanto para alguém tão jovem. Aos vinte e dois anos, escreveu sua primeira obra, que se tornaria um marco para todos que pesquisavam a base das ciências ocultas no ocidente: o Ocultismo Contemporâneo.

Mas ele não parou por aí: aos vinte e cinco anos, já era uma celebridade na França e conhecido em vários países, tendo publicado Tratado Elementar de Ciências Oculta, Tarot dos Boêmios, Tratado Metódico de Ciência Oculta, A Cabala e Tratado Elementar de Magia Prática.

Esse ímpeto de conhecer, estudar e se aprofundar em todas as ciências não tardaria a levar o jovem Papus a uma jornada literária. Escrevendo continuamente durante várias décadas, sua produção chegaria a mais de 160 títulos, abordando todos os campos do conhecimento ocultista e médico.

Sua mente agitada e a intensa dedicação ao estudo do oculto levaram-no a fundar uma nova sociedade de estudos. A idéia era que esse grupo não apenas complementasse sua ânsia de aprender, mas também reunisse pessoas que estivessem sintonizadas com os grandes ideais da humanidade e divulgassem a espiritualidade. Foi assim que, em 1889, surgiu o Grupo Independente de Estudos Esotéricos (GIDEE), que mais tarde se tornaria a conhecida Escola Hermética.

Papus também iniciou a publicação das famosas revistas A Iniciação e Véu de Ísis, que divulgavam estudos e textos sobre as ciências ocultas e estabeleciam um contraponto ao materialismo que tomava de assalto as instituições de ensino, tanto na França quanto em outros países, com o objetivo declarado ou não de acabar com as trevas da ignorância espiritualista.


Mais Que um Médico

Apesar de toda sua dedicação ao mundo ocultista, Papus não abandonou suas obrigações como médico e trabalhou nos hospitais de Paris. Defendeu sua tese de medicina - A Anatomia Filosófica e Suas Divisões -, a qual foi elogiada pela profundidade e clareza com que foi elaborada.

Posteriormente, defendeu outra tese, chamada Compêndio de Fisiologia Sintética, tão elogiada nos meios acadêmicos quanto a anterior. Sua dedicação à medicina e seus escritos de fisiologia mostravam um homem que absorvia tanto saber quanto era produzido pelo mundo.

Nos sábios de tempos passados ele foi buscar os caminhos da cura e das ciências perdidas. O grande Paracelso foi um exemplo para o jovem buscador que, assim, iniciou uma série de viagens pela Europa, percorrendo bibliotecas, questionando estudiosos do oculto e os homens da razão.

Conheceu curandeiros, médicos, teve contato com a homeopatia e estudou tudo o que lhe caísse às mãos. Sem preconceitos, foi até os limites da ciência, por mais obscuro que issofosse. Além de procurar compreender os princípios mecânicos do funcionamento do corpo, Papus tentava, por meio da cabala e da alquimia, descobrir outros aspectos da saúde e da cura, antevendo nas ciências ocultas a chave para o tratamento dos males que afligiam a humanidade.

Existem curas creditadas a ele que beiram o milagroso. Diz-se que ele sabia das doenças, causas e reações dos pacientes sem que estes lhe dirigissem a palavra, assombrando a todos com a exatidão de suas observações. E muitos casos se resolviam enquanto Papus conversava com seus pacientes: dores sumiam, mal-estares desapareciam, sem a utilização de remédios.

Para analisar um doente e dar o diagnóstico, Papus analisava seu campo astral e, depois, usava uma técnica semelhante às técnicas energéticas orientais; ele aplicava uma "força-vital" que reequilibrava a psique e a fisiologia da pessoa, restabelecendo a saúde do doente.


Segundo seus escritos, existiam as doenças do corpo (material), do astral (mental) e do espírito (espiritual), e para cada uma delas existe um conjunto de técnicas e remédios possíveis.



Por exemplo, as doenças do corpo podem ser curadas pela medicina dos contrários (alopatia); já as doenças do astral são tratadas pela homeopatia; as doenças do espírito são curadas pela força da oração e da magia, desde que o problema não tenha nascido como resultado de uma questão cármica, pois isso está fora da alçada apenas do curador: o paciente deve ser parte ativa na cura, e o curador age apenas como um guia.

A Medicina Oculta (os conhecimentos que permitem agir além do plano físico na cura dos pacientes) era parte integrante das técnicas de Papus, pois é relatado que ele curava a distância, usando para isso objetos pertencentes aos doentes, fossem suas excreções ou objetos próximos a eles; além disso, diagnosticava usando seus dons paranormais, que iam da clarividência a viagens a distância, provavelmente usando seu corpo astral.

Praticou de tudo. Conectou-se a linhas de trabalho que iam da alopatia à hipnose. Pode-se dizer que foi o precursor do "holismo", pois não dispensava uma análise integral do ser humano para achar a causa das doenças, e as tratava como algo mais do que uma disfunção física, mas sim como uma questão que envolvia os corpos sutis em comunhão com o universo físico.


Os Grandes Mistérios do Mundo

Além de estudar e praticar os aspectos mais obscuros das ciências místicas, Papus procurava conhecer o legado da antigüidade egípcia e os mistérios dos gregos e romanos.

Concluiu que, na verdade, o bem-estar do homem e o seu grau de desenvolvimento material refletiam o quanto este estava envolvido com a Iniciação aos planos superiores de existência.

Dessa forma, ele acreditava que a máxima dita no Templo de Delfos - "conhece-te a ti mesmo, que conhecerás o Universo e os deuses" - seria a grande chave mística para toda a humanidade e para a cura dos grandes males que a assolam.

O nome Papus - que significa "o médico da primeira hora" -, foi baseado em um nome que surgia na conhecida obra Nuctameron, escrita pelo sábio da Antigüidade, Apolônio de Tiana. E é um nome que representa muito bem o que foi a vida de Papus, pois também significa aquele que não mede sacrifícios para cumprir o seu papel de curador e conselheiro, estando preparado para ajudar o próximo a qualquer hora.

Papus se consagrou ao estudo de como a chamada Luz Astral (chi, para os chineses; energia astral, para os praticantes da New Age) age em nossos corpos, e do papel da mente e suas relações com o homem. Suas pesquisas incluíam fenômenos hipnóticos, espíritas e parapsicológicos, sempre com o objetivo de unir a mais alta razão científica aos mistérios do ocultismo.

A Escola Hermética, a qual fundara anos antes, reunia os mais famosos ocultistas de que se tem notícia, numa época áurea da humanidade em que tantos desbravaram a antiga sabedoria do mundo místico e esotérico. Homens como Stanislas de Guaita, Sedir, Barlet, Peladan, Chamuel, Marc Haven, Maurice Barres, Victor-Emile Michelet, entre outros, fizeram parte do grupo de Papus, e esses estudiosos recrutavam outros membros para a ordem, criando uma rede de pessoas dedicadas à elevação da humanidade com um todo.

Papus faleceu (desencarnou) em 25 de outubro de 1916, aos 51 anos de idade. Seu maior legado foi uma vida inteira dedicada aos seres humanos e, especialmente, voltada para explorar os caminhos do espírito, sempre demonstrando imensa compaixão e amor pelo conhecimento." 

Alex Alprim


Bibliografia: http://www.sca.org.br/biografias/papus.pdf 
 

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