Nosso conteúdo é vasto! Faça sua busca personalizada e encontre o que está procurando...

Translate

Mostrando postagens com marcador teosofia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador teosofia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 18 de setembro de 2024

Um em Cristo - Teosofia Revelada, de Jakob Böhme

 

ESTUDANTE: Amado mestre, peço-te que me indique por que Cristo disse: "O que fizeste ao menor destes, a mim o fizeste; e o que não lhes fizeste a eles, também não o fizeste a mim".

MESTRE: Cristo reside real e essencialmente na fé daqueles que se entregam inteiramente a ele, e lhes dá sua carne como alimento e seu sangue para beber; possui assim o fundamento da sua fé, segundo o homem interior. Um cristão diz-se que é um ramo da videira de Cristo, e diz-se que é cristão porque Cristo habita espiritualmente nele; portanto, qualquer bem que alguém faça a esse cristão em suas necessidades corporais é feito também ao próprio Cristo que reside nele.

Pois tal cristão já não é o mesmo, mas está completamente resignado a Cristo e tornou-se sua possessão peculiar; portanto, a boa ação se faz a Cristo mesmo. Portanto, também quem retire sua ajuda desse cristão necessitado, jogue também Cristo longe de si, desprezando-o em seus membros.

Quando uma pessoa pobre, que pertence assim a Cristo, te pede algo, e você o nega na sua necessidade, você o nega a Cristo mesmo. Quando alguém goza e zomba de um cristão, ou o rejeita, tudo isto o faz com Cristo; mas aquele que o recebe, que lhe dá comida e bebida, ou que lhe dá abrigo e que o ajuda nas suas necessidades, fá-lo igualmente com Cristo. Mais ainda, ele faz isso a si mesmo se for cristão, pois todos nós somos um Cristo, como uma árvore e seus ramos.

Extraído do Livro: Teosofia Revelada - Jakob Böhme

De acordo com a teologia luterana, Böhme pregava que a humanidade tinha caído do estado de divina graça para um estado de pecado e sofrimento, que as forças do Mal incluíam os anjos caídos que tinham se rebelado contra Deus e que o objetivo de Deus era restaurar o mundo ao seu estado natural de graça.

Stresser

sexta-feira, 20 de maio de 2022

A Consciência Crística - O Progresso Espiritual

Criticar os outros interfere com o bem-estar deles. Por consequência, quando provocamos danos a outros, por menor que sejam, repito: os prejuízos voltarão para nós com juros.  Portanto, quando você se comprometer a percorrer o Caminho de Cristo, deve entender que é um caminho de autoanálise contínua, onde é necessário encontrar a coragem para olhar suas ações à luz do AMOR e enxergar a verdade a respeito de seus pensamentos e emoções.  Na medida em que você progride no Caminho, torna-se mais fácil perceber a verdade dos outros, entender o que os impulsiona e os faz cometer erros em seus relacionamentos, em seu ambiente de trabalho e na família.  Quanto mais você tiver empatia para com os outros, entender o que os motiva, perceber as dificuldades que os impulsionam às ações irrefletidas, mais elevada se torna a sua espiritualidade, o seu próprio sentido de compaixão e amor para com estes, pois estão realmente fazendo o melhor que podem no ambiente e nas circunstâncias que criaram para si mesmos.  A partir desse ponto de vista, fica cada vez mais fácil pedir desculpas, até que chegue o momento em que, percebendo a verdade das outras pessoas com tanta clareza, você não vê a hora de perdoar e esquecer toda a tensão e crítica para com elas.  Quando chegar o momento de partir dessa vida, uma pessoa iluminada, que vive em paz e em harmonia com o mundo inteiro, se moverá para uma dimensão de total benção e alegria.  Depois de um tempo, começará a perceber que há dimensões ainda mais elevadas de existência e a se preparar, aumentar e expandir o nível de sua consciência para absorver vibrações mais altas da Consciência Divina. Ela se tornará um transmissor mais criativo e irradiante de AMOR INCONDICIONAL.

'Preocupar-se apenas com a sua vida na Terra não é suficiente. É preciso igualmente interessar-se pela sua vida e bem-estar futuro, quando passar para as próximas dimensões.

Ali, mais do que nunca, você encontra a si mesmo dentro da dimensão de "Ser" que é a manifestação exterior de sua própria consciência, porém em uma amplitude muito maior do que quando estava na Terra.

Quando está na Terra, você cria o seu próprio ambiente a partir de sua consciência, mas também pode participar do ambiente do seu próximo quando o encontra ou convive com ele. Isto significa que na Terra, você pode se deslocar para um ambiente mais agradável e conhecer pessoas mais amáveis do que normalmente a sua própria consciência criaria ou atrairia. Mas esta incompatibilidade leva ao atrito e mal estar.

Você se sente fora de sua zona de conforto ou sufocado pela consciência mais elevada com a qual se encontra, e não vê a hora de voltar ao ambiente de consciência mais baixa, no qual se sente à vontade. Algumas pessoas são atraídas e nascem em um nível de consciência no qual se sentem como estranhas e, espontaneamente, começam a fazer de tudo, inclusive na infância, para deslocar-se para um estado de consciência no qual são capazes de crescer.

O nível de CONSCIÊNCIA em que estiver ao morrer é aquele no qual voltará.

Às vezes, uma pessoa com um nível alto de percepção espiritual, ao nascer, pode ser atraída para uma família de níveis espirituais mais baixo, pois o ambiente fortalecerá seu conhecimento e aumentará a sua perseverança espiritual, conforme ela se esforça em seus primeiros anos para voltar ao seu "lugar" de consciência por direito no nível espiritual da Terra, e mais tarde no próximo mundo.

Do mesmo modo que você experimenta sua consciência não desenvolvida quando morre, quando tiver reencarnado várias vezes e trabalhado para obter discernimento espiritual, você também entra em dimensões mais elevadas que refletem a sua própria consciência. Assim, perceba que você e aqueles que encontra têm a mesma consciência. Você é atraído pelas condições que lhe são compatíveis, e em razão de sua própria criatividade, com as quais possa contribuir.

Se sua consciência tiver sido orientada pelo ego e seus vícios, ao morrer você reencarnará rapidamente, uma vez que o sentimento de desconforto será intolerável. Alegremente voltará à Terra com outra identidade, pois neste nível de existência, as condições terrenas lhe parecerão preferíveis em comparação com as do mundo astral. Transcorrerão muitas encarnações antes que a alma desperte para o fato de que só é possível escapar [*], quando sua mente humana se propuser a tentar elevar suas percepções e consciência para um nível de bem-estar mais durável.

Quanto mais espiritualizada for sua consciência antes de morrer, quanto mais tiver refletido sobre o que viveu e adquirido entendimento a respeito do controle do ego sobre sua mente e sentimentos, e quanto maior a consciência sobre os danos que causou aos outros, maior será o progresso espiritual que fará.

Enquanto se experimenta o remorso profundo, essa dor vai erradicando gradativamente o domínio do ego sobre sua mente e coração. Quando finalmente deixar esta vida, estará plenamente consciente de que o CAMINHO do AMOR INCONDICIONAL é o único caminho a seguir.

Então você compreenderá em plenitude que toda a miséria (enfermidades, privações, falta de êxito e infelicidades), são consequências da falta de AMOR no modo com que você aborda a vida, as pessoas e o ambiente. A CRÍTICA é um grande obstáculo à felicidade interior, pois é altamente destrutiva. Ela se reflete na sua vida porque quando você julga, esse julgamento colherá o seu fruto amargo, como diz o ditado.

Criticar os outros interfere com o bem-estar deles. Por consequência, quando provocamos danos a outros, por menor que sejam, repito: os prejuízos voltarão para nós com juros.

Portanto, quando você se comprometer a percorrer o Caminho de Cristo, deve entender que é um caminho de autoanálise contínua, onde é necessário encontrar a coragem para olhar suas ações à luz do AMOR e enxergar a verdade a respeito de seus pensamentos e emoções.

Na medida em que você progride no Caminho, torna-se mais fácil perceber a verdade dos outros, entender o que os impulsiona e os faz cometer erros em seus relacionamentos, em seu ambiente de trabalho e na família.

Quanto mais você tiver empatia para com os outros, entender o que os motiva, perceber as dificuldades que os impulsionam às ações irrefletidas, mais elevada se torna a sua espiritualidade, o seu próprio sentido de compaixão e amor para com estes, pois estão realmente fazendo o melhor que podem no ambiente e nas circunstâncias que criaram para si mesmos.

A partir desse ponto de vista, fica cada vez mais fácil pedir desculpas, até que chegue o momento em que, percebendo a verdade das outras pessoas com tanta clareza, você não vê a hora de perdoar e esquecer toda a tensão e crítica para com elas.

Quando chegar o momento de partir dessa vida, uma pessoa iluminada, que vive em paz e em harmonia com o mundo inteiro, se moverá para uma dimensão de total benção e alegria.

Depois de um tempo, começará a perceber que há dimensões ainda mais elevadas de existência e a se preparar, aumentar e expandir o nível de sua consciência para absorver vibrações mais altas da Consciência Divina. Ela se tornará um transmissor mais criativo e irradiante de AMOR INCONDICIONAL.

Tal pessoa é, verdadeiramente, a CONSCIÊNCIA CRÍSTICA.'

______________
[*] N. T.: Escapar dos ciclos reencarnatórios.
Fonte: "Cartas de Cristo" - Textos Complementares - 11


terça-feira, 17 de maio de 2022

A Consciência Crística dos Grandes Mestres

'A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA é a consciência espiritual de todos os Grandes Mestres. Não existe nada mais elevado. Para aumentar a sua compreensão, você pode procurar aqueles autores que por eles mesmos já encontraram e estão praticando o que está escrito nestas Cartas. Porém não siga aqueles que ainda seguem outros autores e citam outras autoridades, e que continuam buscando através do pensamento humano um meio para entrar na imensidão da Verdade espiritual — que está além do pensamento humano. Eles, assim como você, ainda estão às margens da consciência — ainda não penetraram o ozônio mental/emocional que os aproxime das fronteiras do ESPAÇO..."

'A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA é a consciência espiritual de todos os Grandes Mestres. Não existe nada mais elevado. Para aumentar a sua compreensão, você pode procurar aqueles autores que por eles mesmos já encontraram e estão praticando o que está escrito nestas Cartas. Porém não siga aqueles que ainda seguem outros autores e citam outras autoridades, e que continuam buscando através do pensamento humano um meio para entrar na imensidão da Verdade espiritual — que está além do pensamento humano. Eles, assim como você, ainda estão às margens da consciência — ainda não penetraram o ozônio mental/emocional que os aproxime das fronteiras do ESPAÇO.

Não siga aqueles que encontram prazer em — e escrevem a respeito das "maravilhas" das práticas ocultas e que busquem levar você a experimentá-las também, defendendo o uso de substâncias materiais para aumentar a energia em diversas áreas de sua vida. Quando você usa substâncias materiais como cristais, velas ou incenso está focando sua consciência humana naquelas coisas que têm um significado humano e que dão prazer a você. Desse modo, elas ancoram a sua consciência humana nos "efeitos" da consciência humana, continuamente levando você de volta para níveis fixos da consciência humana. Se você quiser ascender nas verdadeiras dimensões espirituais da consciência, a sua meta é entrar e depois transcender a dimensão terrestre da consciência humana. A única verdadeira energia, a verdadeira Força Vital dinâmica e curativa vem do seu consistente contato com a CONSCIÊNCIA DIVINA. Enquanto você avança para o alto, conhecerá vibrações mais sutis dos planos astrais, mas não se demore nesses níveis já que são unicamente manifestações de formas físicas superiores de consciência e não devem ser o seu verdadeiro objetivo.

A sintonia com a Consciência Divina e o total domínio de si deve ser a sua razão de viver e a sua única meta. Quando a tiver alcançado, tudo o que sempre desejou será seu — de uma forma nova, transcendente e eterna.

Pode ser que você leia estas Cartas e decida continuar como está — em sua ego-consciência, confiando na Consciência Divina para ajudá-lo nos momentos difíceis. Mas posso dizer que a vida em si afinal o convencerá de que qualquer outro caminho não trará as compensações que sua alma, escondida e silenciosamente esperando por sua libertação, anseia por experimentar — especialmente a completa reunião com a Consciência Divina.'

______________
Fonte: "Cartas de Cristo" - Carta 9


domingo, 15 de maio de 2022

Por que sofremos?

Por que o mal? Por que a injustiça? Qual a causa da miséria e dos sofrimentos humanos? A essas perguntas responde a religião: o orgulho perdeu o homem. Mas, se nos voltarmos para a Teosofia, ela nos dirá: a causa de todo o mal é a ignorância que leva as pessoas à prática do mal, ao desrespeito às leis divinas... O que é a Lei do Carma?  Carma ou lei de causa e efeito significa "ação" ou "fazer"; refere-se a "ação intencional", tendo necessidade de volição no ato. É uma expressão de causa e efeito natural, comumente a palavra é usada para referir tanto o ato quanto suas consequências.

Por que o mal? Por que a injustiça? Qual a causa da miséria e dos sofrimentos humanos? A essas perguntas responde a religião: o orgulho perdeu o homem. Mas, se nos voltarmos para a Teosofia, ela nos dirá: a causa de todo o mal é a ignorância que leva as pessoas à prática do mal, ao desrespeito às leis divinas.

O sofrimento é resultado inevitável da violação dos preceitos de fraternidade e do amor. Quem sofre recebe a justa reação aos atos que praticou no passado, e todos os males e sofrimentos surgem como consequências das palavras, pensamentos e ações por nós executadas, nesta vida ou em vidas anteriores.

Dessas considerações nascem duas leis fundamentais da Teosofia: a reencarnação e o carma. A reencarnação ensina que as diferenças que separam as almas entre si são apenas diferenças de idade. Umas iniciaram sua evolução humana mais cedo, outras mais tarde. As que iniciaram mais tarde não possuem tantas experiências quanto as que iniciaram mais cedo. Quanto mais jovem é uma alma, isto é, quanto mais tarde ela evoluiu para o reino humano, mais ignorante e impulsiva é, escrava das paixões e desejos.

Mas à medida que a alma avança, o sofrimento, que nasce das suas mas ações, lhe ensina a respeitar as leis do amor e fraternidade. A alma aprende que o sofrimento que ela experimenta encarnada no corpo é resultado do mal que tenha sido praticado na vida atual ou pretérita. Sem a prática do mal o sofrimento não existiria; e o sofrimento é necessário para despertar a consciência e ensinar às pessoas o caminho da renúncia e do amor.

Aonde está o mal? Na ambição, na cupidez, na maledicência, no egoísmo, nas paixões desenfreadas e inconfessáveis. E, tudo isso, nasce da ignorância humana. O sofrimento de hoje é o passado que se levanta dizendo: por que fizeste isso? Porque o presente nasce do passado, e o futuro é consequência do presente. Eis a Lei do Carma.

 

E. Nicoll (1934) e R. Stresser, Jr (2022)


O que é a Lei do Carma?

Carma ou lei de causa e efeito significa "ação" ou "fazer"; refere-se a "ação intencional", tendo necessidade de volição no ato. É uma expressão de causa e efeito natural, comumente a palavra é usada para referir tanto o ato quanto suas consequências.

A Lei do Carma ajusta o efeito à sua causa. Isto é, o bem ou o mal que praticamos durante a vida nos trará consequências boas ou más nesta existência ou nas próximas. Essa lei é imutável, sendo conhecida em várias religiões como “justiça celestial”. Nas suas origens, a palavra Carma significava "força" ou "movimento".


sexta-feira, 13 de maio de 2022

A Intervenção da Providência

Tudo o que o ser humano possuí: inteligência, caráter, sentimento, tudo o que constitui sua individualidade é obra de uma evolução prodigiosa e formou-se lentamente através de inúmeras encarnações sucessivas. O ser humano é como Ahasverus, da lenda, a caminhar sem termo na senda infinita da evolução. O princípio que anima o homem já passou pelas experiências do animal e da planta, e mais tarde penetrará nos mundos superiores para adquirir o conhecimento sagrado reservado aos eleitos. Há em todo o Universo um dinamismo intenso e contínuo que impele todos os seres para estados de consciência cada vez mais elevados. Compete ao ser humano descobrir e exercer a sua missão no concerto do Cosmos.
Imagem de Ronald Sanson Stresser Junior por Pixabay


"O homem é um investigador colocado por Deus à entrada do caminho da evolução", assim se exprimiu Paul Carton. Os seus primeiros passos são difíceis e lentos. Quanto mais avança, mais a sua liberdade se engrandece, mais os seus poderes aumentam, mais as suas faculdades de discernimento encontram em que se exercer. 

Ora, as suas possibilidades de discernimento repousam sobre duas sensações; o prazer e a dor que foram a alegria e o sofrimento. Se tivesse gozado mediatamente da plena razão e da clarividência, não haveria para o ser humano mérito algum em progredir e por consequência em obter recompensa suprema. Se acaso o ser humano surgisse do nada com todas as suas faculdades perfeitas, então seríamos meros autômatos, criações irrisórias da Divindade, incapazes de distinguir o bem e o mal.

Tudo o que o ser humano possuí: inteligência, caráter, sentimento, tudo o que constitui sua individualidade é obra de uma evolução prodigiosa e formou-se lentamente através de inúmeras encarnações sucessivas. O ser humano é como Ahasverus, da lenda, a caminhar sem termo na senda infinita da evolução. O princípio que anima o homem já passou pelas experiências do animal e da planta, e mais tarde penetrará nos mundos superiores para adquirir o conhecimento sagrado reservado aos eleitos. Há em todo o Universo um dinamismo intenso e contínuo que impele todos os seres para estados de consciência cada vez mais elevados. Compete ao ser humano descobrir e exercer a sua missão no concerto do Cosmos.

E, para progredirmos, importa pensarmos livremente, agir com a razão, ampliar o discernimento, sondar todos os mistérios da vida, compreender, enfim, o plano divino da evolução eterna. Mas sem o conhecimento da nossa natureza espiritual, jamais podemos colaborar conscientemente neste plano.

A Teosofia desperta no homem os poderes adormecidos, poderes que devem ser postos em atividade no momento atual. Atravessamos agora uma das mais tremendas crises por que tem passado a humanidade no seu lento caminhar. Há neste momento uma aceleração mais rápida, opera-se um aumento de velocidade que impele novas translações à humanidade, que tende a se renovar em tudo, aniquilando o passado e as tradições, e ascendendo a etapas espirituais até hoje desconhecidas para a maioria de nós. Dai a necessidade do conhecimento das leis divinas, que a Teosofia expõe.

Disse um grande Mestre que um pouco de atenção que soe preste à Teosofia, produz grandes resultados na vida. Ela nos ensina as leis que presidem as ações dos seres humanos na sociedade, as suas relações com os seus semelhantes.

Uma destas leis é a solidariedade humana, a fraternidade que deve existir entre as pessoas. Formamos uma unidade perfeita, e quando alguém perturba essa harmonia deve fatalmente sofrer as consequências e seções que nascem do equilíbrio perturbado. Somos, na natureza, solidários como elementos constituintes dessa grande coletividade que habita a Terra. E o mal feito a um é uma ameaça feita a todos. Por isso a reação é fatal. E o benefício que que se fizer aproveita ao conjunto humano, porque nada se perde na natureza. A lei da evolução é uma grande lei de harmonia.

Quando o homem rompe o seu equilíbrio, praticando atos culposos, desrespeitando a fraternidade humana, este equilíbrio não pode ser reestabelecido senão infringindo o sofrimento a quem praticou o ato criminoso.

Guardemos na consciência esta verdade profunda: "Há, na ordem moral, como na ordem física, leis divinas que jamais podemos transgredir impunemente, e cujo efeito formam, neste mundo, a intervenção permanente daquilo a que chamamos Providência."

 

E. Nicoll (1934), revisão e adaptação R. Stresser, Jr (2022)


quarta-feira, 11 de maio de 2022

Qual a finalidade da Teosofia?

A Teosofia não é uma religião nova; nem mesmo pretende ser uma religião. A Teosofia sempre existiu em todos os tempos, como base e como síntese de todas as religiões e filosofias religiosas. É a ciência da alma: a Sabedoria Antiga que ressurge nos tempos modernos. E esta Sabedoria Divina não pretende fazer frente às religiões atuais, arvorando-se como antagonista. Não, sua finalidade é oposta, unir-se a elas na luta contra o materialismo, e uni-las entre si, porque cada uma pretende possuir o monopólio da verdade velada sob aspectos diferentes.

A Teosofia não é uma religião nova; nem mesmo pretende ser uma religião. A Teosofia sempre existiu em todos os tempos, como base e como síntese de todas as religiões e filosofias religiosas. É a ciência da alma: a Sabedoria Antiga que ressurge nos tempos modernos. E esta Sabedoria Divina não pretende fazer frente às religiões atuais, arvorando-se como antagonista. Não, sua finalidade é oposta, unir-se a elas na luta contra o materialismo, e uni-las entre si, porque cada uma pretende possuir o monopólio da verdade velada sob aspectos diferentes.

A Teosofia deseja vir em auxílio da religiões, ampliando seus horizontes limitados, reconciliando-as com a ciência; procura explicar seus símbolos hoje totalmente esquecidos ou desprezados, infundindo vida nova em seus ensinamentos. Dirige-se às regiões ricas de sublimes conhecimentos, que, dia a dia, cada vez mais se avolumam.

 

Aimée Blech (1908), revisão e adaptação R. Stresser, Jr (2022)


domingo, 8 de maio de 2022

Àqueles que Sofrem

Vós todos que sofreis, ó meus irmãos e irmãs em humanidade, qualquer que seja a natureza de vossos sofrimentos, de vossas dores, é uma alma que também sofreu que vos oferece essas linhas com o desejo ardente de aliviar vossas angustias, levando-vos um pouco de esperança, fazendo brilhar um raio consolador em vossas trevas.  Entretanto uma restrição ...  Entre vós, muitos há que que não necessitam dessas consolações, mantidos como são, em sua fé robusta, pela religião que professam: encontraram aos pés da Cruz, ou em outro qualquer símbolo religioso, todas as consolações que sua alma aspirava.  Assim apenas a esses eu direi:  "Permaneceis fiéis a tudo que credes, perseverai com sinceridade em vossas crenças; sede sempre fiéis à vossa fé, se ela vos basta, se vos dá paz e consolação. Mais nada eu tenho para vos oferecer."  Eu me dirijo aos que não têm religião, àqueles que, minados pela dúvida, lenta ou brutalmente extinguiram toda a fé; aos que essa ou aquela Crença já não basta para fortificar nas provações, e para lhes explicar as injustiças aparentes da vida. A estes, eu desejaria fazer-lhes compreender o que é o sofrimento, como este se origina, o seu fim e qual o seu remédio. Embora principalmente na ciência da alma, na Sabedoria Divina, como chamamos a Teosofia, poderei tirar dos seus ensinamentos algumas conclusões modestas. O que me impele é o desejo de levar o auxílio a alguns dos meus irmãos e irmãs; se for mal sucedido culpem a mim e à minha ignorância, e nunca à Teosofia.

Vós todos que sofreis, ó meus irmãos e irmãs em humanidade, qualquer que seja a natureza de vossos sofrimentos, de vossas dores, é uma alma que também sofreu que vos oferece essas linhas com o desejo ardente de aliviar vossas angustias, levando-vos um pouco de esperança, fazendo brilhar um raio consolador em vossas trevas.

Entretanto uma restrição ...

Entre vós, muitos há que que não necessitam dessas consolações, mantidos como são, em sua fé robusta, pela religião que professam: encontraram aos pés da Cruz, ou em outro qualquer símbolo religioso, todas as consolações que sua alma aspirava.

Assim apenas a esses eu direi:

"Permaneceis fiéis a tudo que credes, perseverai com sinceridade em vossas crenças; sede sempre fiéis à vossa fé, se ela vos basta, se vos dá paz e consolação. Mais nada eu tenho para vos oferecer."

Eu me dirijo aos que não têm religião, àqueles que, minados pela dúvida, lenta ou brutalmente extinguiram toda a fé; aos que essa ou aquela Crença já não basta para fortificar nas provações, e para lhes explicar as injustiças aparentes da vida. A estes, eu desejaria fazer-lhes compreender o que é o sofrimento, como este se origina, o seu fim e qual o seu remédio. Embora principalmente na ciência da alma, na Sabedoria Divina, como chamamos a Teosofia, poderei tirar dos seus ensinamentos algumas conclusões modestas. O que me impele é o desejo de levar o auxílio a alguns dos meus irmãos e irmãs; se for mal sucedido culpem a mim e à minha ignorância, e nunca à Teosofia.

Quem sofre, jamais deveria se esquecer que como ele, ou ela, muitos outros sofrem; e, embora o seu fardo de misérias pese, deve ainda assim, procurar procurar aliviar o dos outros. Não devemos nos encerrar numa dor egoísta e estéril. Não é o sofrimento patrimônio comum da humanidade? A cada passo encontramo-lo ora mudo, oculto, ora externando-se em lamentações desesperadas. Prestai atenção, ouvireis no rumor das grandes cidades o gemido pungente de todas as dores físicas e morais. Pobre humanidade: pobre e infeliz humanidade. Mas ao mesmo tempo, humanidade, como és gloriosa! Tuas dores são dores de um parto, ajudam a te conceber a Divindade! ...

"Será então o sofrimento uma Lei?" Não, não é uma lei, se o fosse, seria uma criação nossa e não de Deus. O sofrimento é apenas o resultado inevitável da violação da Lei Divina; toda criatura que sofre, sofre porque violou a Lei, seja nesta vida, seja em uma existência passada, e não lhe é possível evitar este sofrimento, como não é possível à uma criança, aproximar o dedo do fogo sem se queimar. Todos os nossos sofrimentos são, pois, consequências das nossas ações, palavras e pensamentos maus, quer atuais, quer produzidos anteriormente.


Comp. E. Nicoll (1933), Aimée Blech (1908), adaptação e revisão R. Stresser, Jr (2022)


sexta-feira, 6 de maio de 2022

Os perigos do fundamentalismo para a vida eterna

Conta a história da Grécia antiga que os habitantes de Mitilene, tendo submetido pelas armas alguns de seus aliados, que deles se tinham separado, proibiram-lhes de dar aos seus filhos a mais insignificante instrução; os vencedores, para completar a obra de submissão, nada melhor encontraram que esse processo tenebroso de mantê-los na mais radical ignorância.  A obra da tirania e do obscurantismo tem necessidade de se cercar de trevas, para que seus adeptos não sigam distinguir a mais elementar forma de verdade. Quantas vezes, ao ler esse trecho doloroso da história grega, não me vem à lembrança os processos satânicos de certas religiões populares que, para manterem o domínio no espírito ingênuo e simples dos seus prosélitos, vão semeando a mentira, o terror de um Deus colérico e vingativo, o terror das penas eternas e tantas outras falsas concepções religiosas, que servem para manter submissos e dóceis os crentes ignorantes.  Também essa doutrina grosseira que um falso cristianismo prega, afirmando que a alma, ao desprender-se do corpo, vai instantaneamente para um céu impossível ou para um inferno pavoroso, tem produzido as mais nefastas consequências para os que morrem sem adquirir antes a noção teosófica da verdade ...

Conta a história da Grécia antiga que os habitantes de Mitilene, tendo submetido pelas armas alguns de seus aliados, que deles se tinham separado, proibiram-lhes de dar aos seus filhos a mais insignificante instrução; os vencedores, para completar a obra de submissão, nada melhor encontraram que esse processo tenebroso de mantê-los na mais radical ignorância.

A obra da tirania e do obscurantismo tem necessidade de se cercar de trevas, para que seus adeptos não sigam distinguir a mais elementar forma de verdade. Quantas vezes, ao ler esse trecho doloroso da história grega, não me vem à lembrança os processos satânicos de certas religiões populares que, para manterem o domínio no espírito ingênuo e simples dos seus prosélitos, vão semeando a mentira, o terror de um Deus colérico e vingativo, o terror das penas eternas e tantas outras falsas concepções religiosas, que servem para manter submissos e dóceis os crentes ignorantes.

Também essa doutrina grosseira que um falso cristianismo prega, afirmando que a alma, ao desprender-se do corpo, vai instantaneamente para um céu impossível ou para um inferno pavoroso, tem produzido as mais nefastas consequências para os que morrem sem adquirir antes a noção teosófica da verdade.

Quantas almas caridosas e boas passam anos no plano astral na suposição que se encontam no imaginário inferno, paralisados na sua evolução espiritual, porque foram vítimas de doutrinas absurdas e perversas, que os conduziram a uma errônea concepção sobre o destino do ser humano após a morte.

A Teosofia (assim como o Kardecismo) esclarece o sentido verdadeiro da morte, mostrando que ela não é fim, um ponto final na vida, mas uma passagem transitória onde nos refazemos das energias gastas na Terra, e onde adquirimos maior soma de vida espiritual para novamente voltarmos às lides terrenas. É assim até completarmos a evolução humana.

A noção de morte, sob o ponto de vista teosófico, é do maior interesse, porque todos nós estamos certos de morrer (desencarnar); e quantos não vivem numa preocupação dolorosa, de todos os instantes, sob a angústia de um pensamento aterrador e pungente, somente porque foram ludibriados por uma doutrina estulta e falsa?

Para a Teosofia o ser humano é um deus em via de evolução; São Paulo disse: "Lembre-se de que és o templo de Deus, e o espírito de Deus em ti habita."

Dominado a princípio pelo desejo, o ser humano comete todas as loucuras e pouco a pouco vai, através de uma longa experiência, adquirindo o controle da sua natureza inferior: o ESPÍRITO vence a MATÉRIA.

A evolução é o motivo da vida, evolução que se verifica através de inúmeras encarnações, regidas todas pela lei inflexível da ação e reação.

Não há morte porque a vida é uma só, intermináveis e eterna. Não há pecado, mas sim imperfeição do ser humano, sofrendo contínuas transformações sucessivas, aperfeiçoamentos por meio de formas transitórias cada vez mais perfeitas.

 

E. Nicoll (1933), revisão e adaptação R. Stresser, Jr (2022)


domingo, 1 de maio de 2022

As Leis Básicas da Teosofia

A Teosofia impõe-se a todo o espírito investigador porque não tendo dogmas, mas sim verdades cientificas perfeitamente demonstráveis, ela desvenda um magnífico cenário formado pelos mundos, levando o homem de uma condição inferior, à contemplação do grande espetáculo da vida universal divina.  Duas leis servem-lhe de base: a lei do ritmo ou da periodicidade, segundo a qual, a planta, o animal, o homem, os universos, sucedem-se ora criados, ora destruídos, tudo observando a ciclos de atividade e de repouso alternados, perfeitamente definidos. É uma lei universal, da qual a reencarnação humana é simples corolário.  A segunda lei fundamental, já citada, é a casualidade, segundo a qual todo fenômeno, todo acontecimento, não surge isoladamente, mas é o efeito de uma causa anterior, e, causa de um efeito posterior. A lei de causa e efeito é também universal.  Há em todo o universo uma continuidade, uma sequência de ações e reações que se sucedem indefinidamente. Não há o domínio do acaso, como não há o domínio do arbítrio divino; há apenas o império da lei divina, expressão de uma Providência que não distribui a graça cegamente. Tudo acontece em obediência a uma lei de amor e harmonia.

A Teosofia impõe-se a todo o espírito investigador porque não tendo dogmas, mas sim verdades cientificas perfeitamente demonstráveis, ela desvenda um magnífico cenário formado pelos mundos, levando o homem de uma condição inferior, à contemplação do grande espetáculo da vida universal divina.

Duas leis servem-lhe de base: a lei do ritmo ou da periodicidade, segundo a qual, a planta, o animal, o homem, os universos, sucedem-se ora criados, ora destruídos, tudo observando a ciclos de atividade e de repouso alternados, perfeitamente definidos. É uma lei universal, da qual a reencarnação humana é simples corolário.

A segunda lei fundamental, já citada, é a casualidade, segundo a qual todo fenômeno, todo acontecimento, não surge isoladamente, mas é o efeito de uma causa anterior, e, causa de um efeito posterior. A lei de causa e efeito é também universal.

Há em todo o universo uma continuidade, uma sequência de ações e reações que se sucedem indefinidamente. Não há o domínio do acaso, como não há o domínio do arbítrio divino; há apenas o império da lei divina, expressão de uma Providência que não distribui a graça cegamente. Tudo acontece em obediência a uma lei de amor e harmonia.

Para terminar, vamos citar este precioso trecho de Max Muller, o mais completo orientalista que estudou a índia:

"Certas doutrinas são comuns a Buda e a Kapila, fundador da filosofia SANKHTA, assim como a todas as filosofias hindús, sem exceção. O dogma da metempsicose (reencarnação), a crença de que os efeitos de nossas boas ou más ações não terminam com a vida em que essas ações são feitas (KARMA), mas se transmitem à toda série de existências ulteriores; certa maneira de encarar a vida considerando-a quer como um sonho, ou pesado fardo; finalmente; a convicção que todas as observâncias religiosas tornam-se inúteis para quem já atingiu a inteligência suprema, tudo isso pertence ao que se pode chamar a filosofia nacional da India. Encontramos essas ideias por toda parte, entre os hindús, na sua poesia, nos seus sistemas filosóficos e religiosos. Elas não são apenas apanágio exclusivo de nenhuma escola, de nenhum sistema particular."

Eis aí a Teosofia. As verdades teosóficas estão em todos os credos religiosos da antiguidade; porque são o substrato e a base de todas as filosofias do mundo.

 

E. Nicoll (1933), adaptação e revisão R. Stresser, Jr (2022)



sexta-feira, 29 de abril de 2022

A Teosofia e as Religiões

A Teosofia ensina que qualquer pessoa pode ser altamente espiritualizada, e, possuir grande elevação moral, sem pertencer a nenhuma das religiões em curso atualmente no mundo.  A verdadeira religião, sendo um sentimento íntimo, que nos conforta e guia nas vicissitudes e desfalecimentos da vida, pode ter um culto abstrato e profundo nos recessos misteriosos do ser. Porque Religião é a aspiração constante do espírito humano para o Divino, do ser humano para Deus. E as religiões que conhecemos são apenas métodos particulares apropriados a esta aspiração. Ora, essa aspiração é um sentimento comum a toda a humanidade...

A Teosofia ensina que qualquer pessoa pode ser altamente espiritualizada, e, possuir grande elevação moral, sem pertencer a nenhuma das religiões em curso atualmente no mundo.

A verdadeira religião, sendo um sentimento íntimo, que nos conforta e guia nas vicissitudes e desfalecimentos da vida, pode ter um culto abstrato e profundo nos recessos misteriosos do ser. Porque Religião é a aspiração constante do espírito humano para o Divino, do ser humano para Deus. E as religiões que conhecemos são apenas métodos particulares apropriados a esta aspiração. Ora, essa aspiração é um sentimento comum a toda a humanidade.

O espirito humano sente-se crucificado na matéria e, por isso anseia dela libertar-se. As religiões apontam apenas caminhos particulares, de acordo com a índole de cada grupo humano, seu grau de civilização, suas tendências, etc. E a Teosofia, sendo uma síntese de todas as religiões, pode facilmente adaptar-se a todos os níveis intelectuais. Assim, o ser humano pode ser verdadeiramente religioso sem pertencer a nenhum credo religioso, nem admitir qualquer dogma ou princípio, porque dogmas, rituais, livros santos e templos, são apenas detalhes secundários que dificilmente conduzem o ser humano à verdadeira espiritualidade.

A Teosofia ensina que o homem é um fragmento da divindade, verdade esta que vem corroborar a afirmação de São Paulo: "Lembra-te que és o templo de Deus; e o espírito de Deus em ti habita".

Em outra epístola o Apóstolo dos gentios disse: "devemos procurar despertar o Cristo que está em nós". É este princípio divino que dormita em todos os seres humanos, que devemos atingir através de uma longa evolução de vidas, e, para fazer aparecer essa divindade em nós, devemos dominar a natureza inferior que é o único domínio tentador que vive no ser humano. A verdadeira religião não deve infundir o temor de imaginárias penas infernais, não deve fanatizar seus crentes procurando incutir em seu espírito dogmas infantis ou absurdos.

O que é essencial em uma religião verdadeira é o conhecimento de si mesmo, para que se possa adquirir o domínio de si mesmo.

A conduta do indivíduo vale mais aos olhos da humanidade do que o seu credo religioso ou suas opiniões filosóficas.

Assim a Teosofia nos ensina a conhecer a natureza humana, a constituição espiritual dos nossos corpos invisíveis, o modo como eles atuam nos mundos superiores, e com este conhecimento o estudante sabe se conduzir na vida.

A religião, tal como é ensinada, geralmente é apenas baseada na fé e na crença, sem o conhecimento prático da natureza humana.

A Teosofia, analisando a alma, penetrando nos meandros sutis do espírito, desvenda ao estudante os horizontes infinitos dos mundos invisíveis.

A Teosofia é a ciência da alma, ciência que nos ensina a verdadeira religião sem dogmas, sem mentiras e sem contradições. Ela se propõe a trazer à humanidade um novo método, simples e prático, de conhecer a Verdade.

 

E. Nicoll (1932), revisão e adaptação R. Stresser, Jr (2022)



terça-feira, 26 de abril de 2022

Karma: A Lei da Causa e Efeito

Pitágoras ensinava que o universo é governado por uma harmonia que se traduz por símbolos numéricos. Todos os fenômenos, para ele, estavam submetidos a leis gerais que podiam ser formuladas por expressões matemáticas.  A influência de Pitágoras foi, na antiguidade, extraordinária. Os mais belos caracteres que ilustram a Grécia formaram-se à sombra dos ensinamentos do filósofo de Samos.  Nos anos de 1930 todos os adeptos da Teosofia ficaram sabendo que o Mestre K. Humi, um dos diretores espirituais da Sociedade Teosófica da época, era a reencarnação do grande sábio da antiguidade, Pitágoras.  Vemos assim que, para quem deseja penetrar no conhecimento sagrado, objeto dos Mistérios antigos e modernos, deve possuir uma noção da ciência e das leis naturais. O que há de constante na natureza infinita dos fatos; o que se reproduz periodicamente observando sempre a mesma frequência eis o que é a Lei.  A mecânica nos diz: "toda causa produz inevitavelmente seu efeito; há efeito porque houve uma causa produtora. Todo o acontecimento, todo o fenômeno que se passa no universo é ao mesmo tempo efeito do passado e causa do futuro". Eis a lei de Newton, a casualidade, ação e reação, que em Teosofia toma o nome de KARMA ...

Pitágoras ensinava que o universo é governado por uma harmonia que se traduz por símbolos numéricos. Todos os fenômenos, para ele, estavam submetidos a leis gerais que podiam ser formuladas por expressões matemáticas.

A influência de Pitágoras foi, na antiguidade, extraordinária. Os mais belos caracteres que ilustram a Grécia formaram-se à sombra dos ensinamentos do filósofo de Samos.

Nos anos de 1930 todos os adeptos da Teosofia ficaram sabendo que o Mestre K. Humi, um dos diretores espirituais da Sociedade Teosófica da época, era a reencarnação do grande sábio da antiguidade, Pitágoras.

Vemos assim que, para quem deseja penetrar no conhecimento sagrado, objeto dos Mistérios antigos e modernos, deve possuir uma noção da ciência e das leis naturais. O que há de constante na natureza infinita dos fatos; o que se reproduz periodicamente observando sempre a mesma frequência eis o que é a Lei.

A mecânica nos diz: "toda causa produz inevitavelmente seu efeito; há efeito porque houve uma causa produtora. Todo o acontecimento, todo o fenômeno que se passa no universo é ao mesmo tempo efeito do passado e causa do futuro". Eis a lei de Newton, a casualidade, ação e reação, que em Teosofia toma o nome de KARMA.

O que hoje fomos é obra do que fizemos e pensamos em vidas anteriores. Lance uma bola elástica contra a parede, e ela voltará às vossas mãos com a mesma intensidade com que foi lançada. Também se no passado, alguém recebeu um insulto vosso ou lhe produzistes um ferimento ou a morte, a lei, no seu encadeamento inevitável, disporá as coisas até receberdes o mesmo insulto ou o mesmo sofrimento.

Quantas vezes ouvimos: "Não sei porque estou sofrendo! Não sei porque me aconteceu semelhante fatalidade!" É o conhecimento da lei de causa e efeito que leva o homem a revoltar-se contra o que lhe acontece no decorrer da existência. Daí a necessidade de se estudar a Teosofia pelo seu aspecto científico. A lei regula todas as ações humanas, como rege tudo o que se manifesta no universo.

Admitindo com Platão que "Deus geometrisa", devemos reconhecer em todas as manifestações da natureza o trabalho construtor das leis divinas. Se descermos à construção das formas, nelas notaremos a ação organizadora das leis geométricas dispondo todas as coisas de acordo com a vontade divina.

 

E. Nicoll (1932), revisão e adaptação R. Stresser, Jr (2022)




sábado, 23 de abril de 2022

O homem superior e o homem inferior


Contam que Epiteto, o 'escravo filósofo', recebeu a visita de um orador afamado que foi a Roma, aprender filosofia com o célebre estoico.

Epiteto recebeu o visitante com frieza, sem querer acreditar na sua sinceridade. "O senhor quer apenas criticar o meu estilo, mas realmente nenhum interesse tem em aprender princípios - disse o filósofo.

— E de que me servem esses princípios, se só com eles nunca passarei da triste circunstância em que te encontro, sem dinheiro e sem bens?

— Nada disso me faz falta - respondeu Epiteto - e entretanto o senhor é mais pobre do que eu. Não ambiciono o poder que o senhor tanto anseia. Pouco se me dá o que César pense de mim; não lisonjeio ninguém, e é nisso que constitui a minha riqueza. O senhor tem baixelas de prata, porém razões, princípios e apetites de barro. O meu espírito vale para mim um reino, e proporciona-me abundante e feliz ocupação, em vez de sua inquieta ociosidade. Toda a sua fortuna ainda lhe parece pouca, a minha me basta. O seu desejo é insaciável, o meu está satisfeito".

O homem puro, de sentimentos nobres, é uma alma isenta de paixões e ambições. Trabalha como todos trabalham, mas sem ambição. O seu exemplo vale mais que a sua palavra porque "quem vive bem, calado prega".

O homem que atingiu a essa perfeição resolveu o problema da felicidade, e, no maior infortúnio, é como Sócrates, feliz è invejado. O problema da

felicidade tem a sua única solução no íntimo da alma, na saciedade dos apetites baixos, na serenidade diante do inevitável.

Disse um pensador que "quando chegamos ao fim dos nossos desejos temos chegado ao principio da paz." Mas, para isso, indispensável é aprender a discernir o permanente do transitório, o contingente do necessário, o falso do verdadeiro. Quanta coisa fica, e quão pouco levamos com a morte?

Buda, o Senhor do Oriente, diz que a vida do homem está cheia de sofrimento. "O homem sé esforça por atingir o que não possui, e sofre quando não o consegue, ou teme perder o que já conseguiu. O homem sofre porque perde aqueles que ama; sofre porque deseja a afeição que lhe não é retribuída. Sofre com o temor da morte, ou por si ou por aqueles a quem ama. Assim a vida humana é mais ou menos cheia de preocupações e sofrimentos."

Buda, analisando a causa do sofrimento, conclui que o desejo inferior, a torpe ambição, produz todas as dores humanas.

Se um homem não deseja nem riquezas nem glórias, permanece sereno e impassível quer essas coisas lhe alcancem ou quer venha a perdê-las. Quantas vezes, na velhice, o homem lamenta a perda das faculdades físicas?!... No entanto, soubesse ele distinguir a alma, que jamais se altera, da matéria perecível, nada teria a sofrer quando o seu veiculo terrestre se enfraquece e gasta.

E, a única maneira de fazer cessar o sofrimento é compreender a vida, afastando-se dos desejos inferiores.

Buda explica como, fixando o pensamento no que há de mais elevado, aprendendo a dominar a natureza inferior, o homem deixa de sofrer e se torna calmo e sereno.

A maioria da humanidade, cativa dos objetos dos sentidos, fascinada pelo gozo material e pelo ouro, não pode ter outro ideal senão a matéria.

O homem vulgar procura apenas alimentar o corpo, mas não sabe qual é o alimento para a alma. E a época de sofrimento e perturbação, que hoje atravessamos, devemos à espessa crosta de materialidade que envolve o homem e toda a humanidade.


E. Nicoll (1933)



terça-feira, 23 de novembro de 2021

C. W. Leadbeater: 'O quê é o Nirvana?'

"Os orientalistas ocidentais traduziram a palavra Nirvana por aniquilamento, mas nada poderia ser uma antítese mais completa da verdade. É apenas a aniquilação de tudo que aqui conhecemos como homem, porque não mais há o homem, mas Deus no homem, um Deus entre outros Deuses, embora menor do que eles.  Imaginemos o Universo inteiro cheio de uma imensa torrente de vívida luz que com determinado propósito fluísse irresistivelmente para adiante, e que fosse compreensível e estivesse enormemente concentrada, mas absolutamente sem esforço nem violência.  No princípio, só notaríamos um sentimento de bem-aventurança e veríamos unicamente a intensidade da luz; mas pouco a pouco perceberíamos que ainda naquela constante refulgência há pontos ou núcleos mais brilhantes, nos quais a luz adquire uma nova qualidade para percebê-la dos planos inferiores, cujos habitantes não poderiam sentir esta refulgência sem tal auxílio.  Depois passaríamos a ver que aqueles núcleos de maior brilho, à maneira de sóis subsidiários, são os Excelsos Seres, os Espíritos Planetários, os potentes Devas, os Senhores do Karma, os Dhyan Chohans, Buddhas, Cristos, Mestres e muitos outros de quem nem sequer sabemos os nomes, por cujo meio fluem a luz e a vida aos planos inferiores.  E percebemos que somos parte do Uno residente em todos estes Seres, ainda que estejamos muito abaixo do pico de seu esplendor. O Iniciado que atinge tal consciência está muito longe da aniquilação e nada perde do sentimento de sua individualidade. Sua memória é perfeitamente contínua e pode realmente dizer: “Eu Sou”, sabendo o que o “Eu” efetivamente significa." - C. W. Leadbeater

"Os orientalistas ocidentais traduziram a palavra Nirvana por aniquilamento, mas nada poderia ser uma antítese mais completa da verdade. É apenas a aniquilação de tudo que aqui conhecemos como homem, porque não mais há o homem, mas Deus no homem, um Deus entre outros Deuses, embora menor do que eles.

Imaginemos o Universo inteiro cheio de uma imensa torrente de vívida luz que com determinado propósito fluísse irresistivelmente para adiante, e que fosse compreensível e estivesse enormemente concentrada, mas absolutamente sem esforço nem violência.

No princípio, só notaríamos um sentimento de bem-aventurança e veríamos unicamente a intensidade da luz; mas pouco a pouco perceberíamos que ainda naquela constante refulgência há pontos ou núcleos mais brilhantes, nos quais a luz adquire uma nova qualidade para percebê-la dos planos inferiores, cujos habitantes não poderiam sentir esta refulgência sem tal auxílio.

Depois passaríamos a ver que aqueles núcleos de maior brilho, à maneira de sóis subsidiários, são os Excelsos Seres, os Espíritos Planetários, os potentes Devas, os Senhores do Karma, os Dhyan Chohans, Buddhas, Cristos, Mestres e muitos outros de quem nem sequer sabemos os nomes, por cujo meio fluem a luz e a vida aos planos inferiores.

E percebemos que somos parte do Uno residente em todos estes Seres, ainda que estejamos muito abaixo do pico de seu esplendor. O Iniciado que atinge tal consciência está muito longe da aniquilação e nada perde do sentimento de sua individualidade. Sua memória é perfeitamente contínua e pode realmente dizer: “Eu Sou”, sabendo o que o “Eu” efetivamente significa."


C. W. Leadbeater


Charles Webster Leadbeater (Londres, Inglaterra, 16 de fevereiro de 1847 — Perth, Austrália, 1º de março de 1934), foi sacerdote da Igreja Anglicana e Bispo da Igreja Católica Liberal, escritor, orador, maçom e uma das mais influentes personalidades da Sociedade Teosófica. Passou sua infância até a o final da adolescência morando no Brasil, aonde seu pai foi empreiteiro de obras de estradas de ferro, por volta de 1860 a 1870. As informações sobre sua vida não se encontram reunidas, mas espalhados em muitas fontes, incluindo as Biografias de Krishnamurti, escritas por Pupul Jayakar e Mary Luytens. Ao voltar do Brasil à Inglaterra ingressou na Universidade de Oxford.






sábado, 22 de agosto de 2020

O dinâmico despertar da alma, por Geoffrey Hodson

Foto: Visão da Via Láctea no céu estrelado sobre um lago congelado, por Jheison Huerta - O autor do texto, Geoffrey Hodson (1886/1983) foi um escritor, teósofo, filósofo e ocultista, uma das figuras mais importantes na Sociedade Teosófica no século XX. Escreveu cerca de 50 livros sobre ocultismo, tratando de vários assuntos, como poderes psíquicos, misticismo, meditação, saúde, clarividência e seres de outros planos de existência, como os anjos e fadas. Além disso escreveu mais de 200 artigos, fez programas radiofônicos e viajou extensamente dando palestras sobre Teosofia.
Foto: Jheison Huerta

"O dinâmico drama do despertar da alma forma um estudo de interesse arrebatador quando visto do interior. Veja como do nascimento até a morte o brilho da luz geralmente aumenta, marcando o progresso da vida que desabrocha.

Como é corajosa em sua marcha avante, como enfrenta resolutamente as provações da Senda; veja que ora ela esmorece, seus olhos tornam-se sombrios; uma sombra cai sobre ela, envolvendo-a em melancolia.

Desaparece agora o brilhante esplendor, escondido profundamente dentro da escuridão da noite. Uma luz resplandecente brilha ao seu redor quando, com olhos voltados para as estrelas, a alma continua adiante no caminho da retidão e da verdade, em busca de sua meta.

Quando finalmente bem do fundo da alma surge uma resposta ao grande apelo, ela é envolta num brilhante esplendor que traz para si a bênção dos santos e a ajuda dos deuses elevados.

Caso venha a vacilar, a luz diminui; caso venha a cair, a escuridão desce; a bênção e a ajuda não podem penetrar aquelas trevas, que devem ser dispersas do interior.

Mesmo em meio às trevas, os vibrantes e pulsantes poderes da alma continuam se expandindo com um crescimento mais rápido desde o momento em que o voto interno é feito. Nenhuma escuridão, por mais profunda que seja, é inteiramente suficiente para enclausurar aquela vida crescente.

Com isso, depois de um breve período de conduta redentora sem esforço aqui em baixo, mais uma vez a cabeça levanta-se lentamente. Nasce uma forte aversão a toda preguiça; o manto de escuridão é descartado, a luz da virtude e do esforço brilha intensamente no ar elevado.

De cada queda um poder adicional é ganho; depois de cada escuridão nasce uma nova luz.


Tenha coragem, ó alma humana que se esforça. O prêmio é certo; a Senda não é sem fim, pois Deus dentro de você vai lhe levar até a sua meta. Empenhe-se, portanto, com toda sua força.

Vise manter sempre uma constante equanimidade, uma crescente velocidade e uma firmeza tal em seus passos no Caminho que vacilações e quedas não venham mais ocorrer.

Mire alto, cada vez mais alto; vise ser um Deus. Em virtude de sua herança divina, entre naquele esplêndido mundo da razão pura, a terra onde todo o conhecimento da multiplicidade é ganho na cognição do Um.

Lembre-se que a qualidade das inspirações que você recebe depende tanto de você mesmo quanto da consciência inspiradora.


Quanto mais você se expande e mais puro se torna, maior será a medida da verdade que você vai receber. Deixe que isso se torne um incentivo adicional, não só para que você mesmo possa trilhar mais rapidamente o Caminho, mas para que você possa se tornar um canal mais apropriado para a verdade divina vinda aos homens, de acordo com seu dom particular de receptividade.

Mantenha sua mente sempre em compasso de concerto, pensando constantemente sobre os assuntos mais nobres e elevados em seus momentos de lazer.

Afaste deliberadamente a mente de todos os assuntos de uma natureza sensual e carnal; caso você se defronte com eles na literatura ou leitura geral, pule-os deliberadamente e recuse a dar a eles entrada em sua mente.

Pense com mais frequência sobre os tópicos mais nobres e sublimes e treine sua mente a responder à espiritualidade e a conquistar a tendência humana de pensar demasiadamente sobre as coisas da terra."

Sobre o autor: Geoffrey Hodson (1886/1983) foi um escritor, teósofo, filósofo e ocultista, uma das figuras mais importantes na Sociedade Teosófica no século XX. Escreveu cerca de 50 livros sobre ocultismo, tratando de vários assuntos, como poderes psíquicos, misticismo, meditação, saúde, clarividência e seres de outros planos de existência, como os anjos e fadas. Além disso escreveu mais de 200 artigos, fez programas radiofônicos e viajou extensamente dando palestras sobre Teosofia. - O crédito da foto que ilustra a postagem é de Jheison Huerta.


terça-feira, 26 de março de 2019

A meditação deve ser praticada sozinho ou em grupo?




"A meditação deve ser praticada sozinho ou em grupo? A resposta depende do estágio do progresso. Os iniciantes acham que a meditação em grupo os ajuda, mas o buscador avançado considera a meditação em grupo um obstáculo, devido às correntes de pensamento alheio.

A meditação em grupo traz o risco de perturbar quem medita através de pessoas agitadas ou barulhentas que ali estão. No entanto, a meditação em grupo é útil quando não se tem oportunidade de praticar com um guru.

Aqueles que vão meditar junto a um grupo para encontrar apoio interior estão no começo da busca. E podem continuar agindo assim enquanto isso os ajudar. Mas se permanecerem muito tempo, isso os vai entravar.

Para algumas pessoas é aconselhável meditar sozinhas, mas para outras em grupos de pessoas com mentalidade semelhantes. Um ou outro método é melhor dependendo do temperamento de cada pessoa, seu estado espiritual ou a presença ou ausência de um meditador experiente durante a meditação.

Para a maioria dos iniciantes, a meditação em grupo é inspiradora, mas para buscadores avançados é um obstáculo. Quando um buscador avançado se junta a um grupo para meditar, não é para se beneficiar, mas sim para prestar serviço, isto é, tornar melhor a meditação do grupo.

As experiências da meditação são um solo sagrado: dizer a outros sobre essas experiências íntimas é vulgariza-las, e pior, impedir a si mesmo de recebe-las novamente."

Sobre o Autor: Paul Brunton nasceu em Londres em 1898 e após ter servido na primeira guerra mundial, começou a devotar-se ao misticismo, entrando em contato com Teosofistas.

Em meados de 1930, Paul Brunton embarcou em uma viagem para a Índia, que o levou a ter contato com iluminados como Sri Shankaracharya de Kancheepuram e Sri Ramana Maharshi. De fato, Paul Brunton tem o crédito de introduzir os pensamentos de Ramana Maharshi à cultura ocidental através dos seus livros "A Search in Secret India" (A india secreta) e "The Secret Path" (O caminho secreto).

Após duas décadas de sucesso com seus livros, Paul Brunton retirou-se da vida editorial, devotando-se a escrever ensaios e pequenas notas. Até a sua morte em 1981 em Vevey, Suíça, ele publicou mais de 20.000 páginas de escritos filosóficos.

Doe para continuarmos nossa obra:

Gostou?
Então contribua com qualquer valor
Use a chave PIX ou o QR Code abaixo
(Stresser Mídias Digitais - CNPJ: 49.755.235/0001-82)

Sulpost é um veículo de mídia independente e nossas publicações podem ser reproduzidas desde que citando a fonte com o link do site: https://sulpost.blogspot.com/. Sua contribuição é essencial para a continuidade do nosso trabalho.