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terça-feira, 26 de março de 2019

A meditação deve ser praticada sozinho ou em grupo?




"A meditação deve ser praticada sozinho ou em grupo? A resposta depende do estágio do progresso. Os iniciantes acham que a meditação em grupo os ajuda, mas o buscador avançado considera a meditação em grupo um obstáculo, devido às correntes de pensamento alheio.

A meditação em grupo traz o risco de perturbar quem medita através de pessoas agitadas ou barulhentas que ali estão. No entanto, a meditação em grupo é útil quando não se tem oportunidade de praticar com um guru.

Aqueles que vão meditar junto a um grupo para encontrar apoio interior estão no começo da busca. E podem continuar agindo assim enquanto isso os ajudar. Mas se permanecerem muito tempo, isso os vai entravar.

Para algumas pessoas é aconselhável meditar sozinhas, mas para outras em grupos de pessoas com mentalidade semelhantes. Um ou outro método é melhor dependendo do temperamento de cada pessoa, seu estado espiritual ou a presença ou ausência de um meditador experiente durante a meditação.

Para a maioria dos iniciantes, a meditação em grupo é inspiradora, mas para buscadores avançados é um obstáculo. Quando um buscador avançado se junta a um grupo para meditar, não é para se beneficiar, mas sim para prestar serviço, isto é, tornar melhor a meditação do grupo.

As experiências da meditação são um solo sagrado: dizer a outros sobre essas experiências íntimas é vulgariza-las, e pior, impedir a si mesmo de recebe-las novamente."

Sobre o Autor: Paul Brunton nasceu em Londres em 1898 e após ter servido na primeira guerra mundial, começou a devotar-se ao misticismo, entrando em contato com Teosofistas.

Em meados de 1930, Paul Brunton embarcou em uma viagem para a Índia, que o levou a ter contato com iluminados como Sri Shankaracharya de Kancheepuram e Sri Ramana Maharshi. De fato, Paul Brunton tem o crédito de introduzir os pensamentos de Ramana Maharshi à cultura ocidental através dos seus livros "A Search in Secret India" (A india secreta) e "The Secret Path" (O caminho secreto).

Após duas décadas de sucesso com seus livros, Paul Brunton retirou-se da vida editorial, devotando-se a escrever ensaios e pequenas notas. Até a sua morte em 1981 em Vevey, Suíça, ele publicou mais de 20.000 páginas de escritos filosóficos.

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