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domingo, 15 de maio de 2022

Por que sofremos?

Por que o mal? Por que a injustiça? Qual a causa da miséria e dos sofrimentos humanos? A essas perguntas responde a religião: o orgulho perdeu o homem. Mas, se nos voltarmos para a Teosofia, ela nos dirá: a causa de todo o mal é a ignorância que leva as pessoas à prática do mal, ao desrespeito às leis divinas... O que é a Lei do Carma?  Carma ou lei de causa e efeito significa "ação" ou "fazer"; refere-se a "ação intencional", tendo necessidade de volição no ato. É uma expressão de causa e efeito natural, comumente a palavra é usada para referir tanto o ato quanto suas consequências.

Por que o mal? Por que a injustiça? Qual a causa da miséria e dos sofrimentos humanos? A essas perguntas responde a religião: o orgulho perdeu o homem. Mas, se nos voltarmos para a Teosofia, ela nos dirá: a causa de todo o mal é a ignorância que leva as pessoas à prática do mal, ao desrespeito às leis divinas.

O sofrimento é resultado inevitável da violação dos preceitos de fraternidade e do amor. Quem sofre recebe a justa reação aos atos que praticou no passado, e todos os males e sofrimentos surgem como consequências das palavras, pensamentos e ações por nós executadas, nesta vida ou em vidas anteriores.

Dessas considerações nascem duas leis fundamentais da Teosofia: a reencarnação e o carma. A reencarnação ensina que as diferenças que separam as almas entre si são apenas diferenças de idade. Umas iniciaram sua evolução humana mais cedo, outras mais tarde. As que iniciaram mais tarde não possuem tantas experiências quanto as que iniciaram mais cedo. Quanto mais jovem é uma alma, isto é, quanto mais tarde ela evoluiu para o reino humano, mais ignorante e impulsiva é, escrava das paixões e desejos.

Mas à medida que a alma avança, o sofrimento, que nasce das suas mas ações, lhe ensina a respeitar as leis do amor e fraternidade. A alma aprende que o sofrimento que ela experimenta encarnada no corpo é resultado do mal que tenha sido praticado na vida atual ou pretérita. Sem a prática do mal o sofrimento não existiria; e o sofrimento é necessário para despertar a consciência e ensinar às pessoas o caminho da renúncia e do amor.

Aonde está o mal? Na ambição, na cupidez, na maledicência, no egoísmo, nas paixões desenfreadas e inconfessáveis. E, tudo isso, nasce da ignorância humana. O sofrimento de hoje é o passado que se levanta dizendo: por que fizeste isso? Porque o presente nasce do passado, e o futuro é consequência do presente. Eis a Lei do Carma.

 

E. Nicoll (1934) e R. Stresser, Jr (2022)


O que é a Lei do Carma?

Carma ou lei de causa e efeito significa "ação" ou "fazer"; refere-se a "ação intencional", tendo necessidade de volição no ato. É uma expressão de causa e efeito natural, comumente a palavra é usada para referir tanto o ato quanto suas consequências.

A Lei do Carma ajusta o efeito à sua causa. Isto é, o bem ou o mal que praticamos durante a vida nos trará consequências boas ou más nesta existência ou nas próximas. Essa lei é imutável, sendo conhecida em várias religiões como “justiça celestial”. Nas suas origens, a palavra Carma significava "força" ou "movimento".


domingo, 8 de maio de 2022

Àqueles que Sofrem

Vós todos que sofreis, ó meus irmãos e irmãs em humanidade, qualquer que seja a natureza de vossos sofrimentos, de vossas dores, é uma alma que também sofreu que vos oferece essas linhas com o desejo ardente de aliviar vossas angustias, levando-vos um pouco de esperança, fazendo brilhar um raio consolador em vossas trevas.  Entretanto uma restrição ...  Entre vós, muitos há que que não necessitam dessas consolações, mantidos como são, em sua fé robusta, pela religião que professam: encontraram aos pés da Cruz, ou em outro qualquer símbolo religioso, todas as consolações que sua alma aspirava.  Assim apenas a esses eu direi:  "Permaneceis fiéis a tudo que credes, perseverai com sinceridade em vossas crenças; sede sempre fiéis à vossa fé, se ela vos basta, se vos dá paz e consolação. Mais nada eu tenho para vos oferecer."  Eu me dirijo aos que não têm religião, àqueles que, minados pela dúvida, lenta ou brutalmente extinguiram toda a fé; aos que essa ou aquela Crença já não basta para fortificar nas provações, e para lhes explicar as injustiças aparentes da vida. A estes, eu desejaria fazer-lhes compreender o que é o sofrimento, como este se origina, o seu fim e qual o seu remédio. Embora principalmente na ciência da alma, na Sabedoria Divina, como chamamos a Teosofia, poderei tirar dos seus ensinamentos algumas conclusões modestas. O que me impele é o desejo de levar o auxílio a alguns dos meus irmãos e irmãs; se for mal sucedido culpem a mim e à minha ignorância, e nunca à Teosofia.

Vós todos que sofreis, ó meus irmãos e irmãs em humanidade, qualquer que seja a natureza de vossos sofrimentos, de vossas dores, é uma alma que também sofreu que vos oferece essas linhas com o desejo ardente de aliviar vossas angustias, levando-vos um pouco de esperança, fazendo brilhar um raio consolador em vossas trevas.

Entretanto uma restrição ...

Entre vós, muitos há que que não necessitam dessas consolações, mantidos como são, em sua fé robusta, pela religião que professam: encontraram aos pés da Cruz, ou em outro qualquer símbolo religioso, todas as consolações que sua alma aspirava.

Assim apenas a esses eu direi:

"Permaneceis fiéis a tudo que credes, perseverai com sinceridade em vossas crenças; sede sempre fiéis à vossa fé, se ela vos basta, se vos dá paz e consolação. Mais nada eu tenho para vos oferecer."

Eu me dirijo aos que não têm religião, àqueles que, minados pela dúvida, lenta ou brutalmente extinguiram toda a fé; aos que essa ou aquela Crença já não basta para fortificar nas provações, e para lhes explicar as injustiças aparentes da vida. A estes, eu desejaria fazer-lhes compreender o que é o sofrimento, como este se origina, o seu fim e qual o seu remédio. Embora principalmente na ciência da alma, na Sabedoria Divina, como chamamos a Teosofia, poderei tirar dos seus ensinamentos algumas conclusões modestas. O que me impele é o desejo de levar o auxílio a alguns dos meus irmãos e irmãs; se for mal sucedido culpem a mim e à minha ignorância, e nunca à Teosofia.

Quem sofre, jamais deveria se esquecer que como ele, ou ela, muitos outros sofrem; e, embora o seu fardo de misérias pese, deve ainda assim, procurar procurar aliviar o dos outros. Não devemos nos encerrar numa dor egoísta e estéril. Não é o sofrimento patrimônio comum da humanidade? A cada passo encontramo-lo ora mudo, oculto, ora externando-se em lamentações desesperadas. Prestai atenção, ouvireis no rumor das grandes cidades o gemido pungente de todas as dores físicas e morais. Pobre humanidade: pobre e infeliz humanidade. Mas ao mesmo tempo, humanidade, como és gloriosa! Tuas dores são dores de um parto, ajudam a te conceber a Divindade! ...

"Será então o sofrimento uma Lei?" Não, não é uma lei, se o fosse, seria uma criação nossa e não de Deus. O sofrimento é apenas o resultado inevitável da violação da Lei Divina; toda criatura que sofre, sofre porque violou a Lei, seja nesta vida, seja em uma existência passada, e não lhe é possível evitar este sofrimento, como não é possível à uma criança, aproximar o dedo do fogo sem se queimar. Todos os nossos sofrimentos são, pois, consequências das nossas ações, palavras e pensamentos maus, quer atuais, quer produzidos anteriormente.


Comp. E. Nicoll (1933), Aimée Blech (1908), adaptação e revisão R. Stresser, Jr (2022)


sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Salmo XXXXI: "Deus me livra do mal e me socorre no desespero"


O Salmo 41 é recitado contra doenças; para pedir saúde, para quando sentir que está abandonado(a), para ter alívio de dores de doenças incuráveis, pedindo a Deus a cura. 

Poderoso para nos livrar do mal e dos males, visíveis e invisíveis, este Salmo traz renovação ao espírito, à alma. Estimula a cura e acalma perturbações espirituais, proporcionando estabilidade financeira àqueles(as) que tem fé e confiam realmente a vida AO Senhor Deus. Ore com fé o Salmo 41 e acalme o sofrimento.

Salmo 41


1.  Bem-aventurado é aquele que atende ao pobre; o SENHOR o livrará no dia do mal.
2.  O Senhor o livrará, e o conservará em vida; será abençoado na terra, e tu não o entregarás à vontade de seus inimigos.
3.  O Senhor o sustentará no leito da enfermidade; tu o restaurarás da sua cama de doença.
4.  Dizia eu: Senhor, tem piedade de mim; sara a minha alma, porque pequei contra ti.
5.  Os meus inimigos falam mal de mim, dizendo: Quando morrerá ele, e perecerá o seu nome?
6.  E, se algum deles vem me ver, fala coisas vãs; no seu coração amontoa a maldade; saindo para fora, é disso que fala.
7.  Todos os que me odeiam murmuram à uma contra mim; contra mim imaginam o mal, dizendo:
8.  Uma doença má se lhe tem apegado; e agora que está deitado, não se levantará mais.
9.  Até o meu próprio amigo íntimo, em quem eu tanto confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o seu calcanhar.
10. Porém tu, Senhor, tem piedade de mim, e levanta-me, para que eu lhes dê o pago.
11. Por isto conheço eu que tu me favoreces: que o meu inimigo não triunfa de mim.
12. Quanto a mim, tu me sustentas na minha sinceridade, e me puseste diante da tua face para sempre.
13. Bendito seja o Senhor Deus de Israel de século em século. Amém e Amém.







 

sexta-feira, 3 de abril de 2009

'Bem-aventurados os aflitos', O Evangelho segundo o Espiritismo

Proveito dos sofrimentos para outrem  31. Os que aceitam resignados os sofrimentos, por submissão à vontade de Deus e tendo em vista a felicidade futura, não trabalham somente para seu próprio benefício? Poderão tornar seus sofrimentos proveitosos a outrem?  Podem esses sofrimentos ser de proveito para outrem, material e moralmente: materialmente se, pelo trabalho, pelas privações e pelos sacrifícios que tais criaturas se imponham, contribuem para o bem-estar material de seus semelhantes; moralmente, pelo exemplo que elas oferecem de sua submissão à vontade de Deus. Esse exemplo do poder da fé espírita pode induzir os desgraçados à resignação e salvá-los do desespero e de suas consequências funestas para o futuro. - S. Luís. (Paris, 1860.)


Proveito dos sofrimentos para outrem


"31. Os que aceitam resignados os sofrimentos, por submissão à vontade de Deus e tendo em vista a felicidade futura, não trabalham somente para seu próprio benefício? Poderão tornar seus sofrimentos proveitosos a outrem?

Podem esses sofrimentos ser de proveito para outrem, material e moralmente: materialmente se, pelo trabalho, pelas privações e pelos sacrifícios que tais criaturas se imponham, contribuem para o bem-estar material de seus semelhantes; moralmente, pelo exemplo que elas oferecem de sua submissão à vontade de Deus. Esse exemplo do poder da fé espírita pode induzir os desgraçados à resignação e salvá-los do desespero e de suas consequências funestas para o futuro. - S. Luís. (Paris, 1860.)"

Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Allan Kardec - 91ª edição - pg.131

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