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terça-feira, 17 de maio de 2022

A Consciência Crística dos Grandes Mestres

'A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA é a consciência espiritual de todos os Grandes Mestres. Não existe nada mais elevado. Para aumentar a sua compreensão, você pode procurar aqueles autores que por eles mesmos já encontraram e estão praticando o que está escrito nestas Cartas. Porém não siga aqueles que ainda seguem outros autores e citam outras autoridades, e que continuam buscando através do pensamento humano um meio para entrar na imensidão da Verdade espiritual — que está além do pensamento humano. Eles, assim como você, ainda estão às margens da consciência — ainda não penetraram o ozônio mental/emocional que os aproxime das fronteiras do ESPAÇO..."

'A CONSCIÊNCIA CRÍSTICA é a consciência espiritual de todos os Grandes Mestres. Não existe nada mais elevado. Para aumentar a sua compreensão, você pode procurar aqueles autores que por eles mesmos já encontraram e estão praticando o que está escrito nestas Cartas. Porém não siga aqueles que ainda seguem outros autores e citam outras autoridades, e que continuam buscando através do pensamento humano um meio para entrar na imensidão da Verdade espiritual — que está além do pensamento humano. Eles, assim como você, ainda estão às margens da consciência — ainda não penetraram o ozônio mental/emocional que os aproxime das fronteiras do ESPAÇO.

Não siga aqueles que encontram prazer em — e escrevem a respeito das "maravilhas" das práticas ocultas e que busquem levar você a experimentá-las também, defendendo o uso de substâncias materiais para aumentar a energia em diversas áreas de sua vida. Quando você usa substâncias materiais como cristais, velas ou incenso está focando sua consciência humana naquelas coisas que têm um significado humano e que dão prazer a você. Desse modo, elas ancoram a sua consciência humana nos "efeitos" da consciência humana, continuamente levando você de volta para níveis fixos da consciência humana. Se você quiser ascender nas verdadeiras dimensões espirituais da consciência, a sua meta é entrar e depois transcender a dimensão terrestre da consciência humana. A única verdadeira energia, a verdadeira Força Vital dinâmica e curativa vem do seu consistente contato com a CONSCIÊNCIA DIVINA. Enquanto você avança para o alto, conhecerá vibrações mais sutis dos planos astrais, mas não se demore nesses níveis já que são unicamente manifestações de formas físicas superiores de consciência e não devem ser o seu verdadeiro objetivo.

A sintonia com a Consciência Divina e o total domínio de si deve ser a sua razão de viver e a sua única meta. Quando a tiver alcançado, tudo o que sempre desejou será seu — de uma forma nova, transcendente e eterna.

Pode ser que você leia estas Cartas e decida continuar como está — em sua ego-consciência, confiando na Consciência Divina para ajudá-lo nos momentos difíceis. Mas posso dizer que a vida em si afinal o convencerá de que qualquer outro caminho não trará as compensações que sua alma, escondida e silenciosamente esperando por sua libertação, anseia por experimentar — especialmente a completa reunião com a Consciência Divina.'

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Fonte: "Cartas de Cristo" - Carta 9


segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Deepak Chopra: "As Sete Leis Espirituais do Sucesso"

Resumo das Sete Leis Espirituais: O livro é estruturado em capítulos, cada um apresentando uma das “sete leis espirituais do sucesso”, conforme resumido a seguir... Imagem: ¹Deepak Chopra em novembro de 2006, falando no Yahoo - Foto: Mitchell Aidelbaum, originalmente postada no Flickr por Deepak Chopra (CC BY-SA 2.0)
Deepak Chopra em 2006 (Foto: Mitchell Aidelbaum)¹

As Sete Leis Espirituais do Sucesso (do original em inglês The Seven Spiritual Laws of Success) é um livro de auto-ajuda do autor e médico Deepak Chopra, no formato de livro de bolso, livremente inspirado em conceitos hinduístas e espiritualistas, e lançado em 1994 nos Estados Unidos.

A obra prega a ideia de que o sucesso pessoal não é resultado de trabalho duro, planos precisos ou ambição desmedida, mas ao invés é o resultado da compreensão de nossa natureza básica como ser humano e de como seguir as leis da natureza. 

Segundo o livro, quando entendermos essas leis e as aplicarmos em nossas vidas, tudo o que quisermos pode ser criado, “porque o mesmo campo que a natureza utiliza para criar uma floresta, uma galáxia, ou um corpo humano, também pode efetuar a realização de nossos sonhos”. O "sucesso" referido por Chopra é o sucesso espiritual, da mente e do bem-estar interior das pessoas, e não necessariamente envolve o sucesso financeiro.

O livro vendeu 1,5 milhão de cópias nos Estados Unidos e cerca de 3 milhões no resto do mundo, e figurou na lista dos 10 livros mais vendidos do jornal The New York TimesLeia o livro, vale muito a pena! Este é só um resumo da Wikipédia...

Resumo das Sete Leis Espirituais


"1. Lei da Potencialidade Pura – A fonte de toda criação é a consciência pura ou pura potencialidade buscando a expressão do não-manifesto para o manifesto. Com a prática diária do silêncio, da meditação, e do não-julgamento, e com a percepção de que nosso verdadeiro Eu é de pura potencialidade, nós nos alinhamos com o poder que tudo manifesta no Universo e obtemos o que desejamos.

2. Lei da Doação - O universo opera através de trocas dinâmicas. Dar e receber são diferentes aspectos do fluxo de energia. Com a nossa disposição de dar o que buscamos, mantemos a abundância do Universo em nossas vidas. A força motriz por trás da doação deve ser a felicidade – se quiser amor, alegria ou coisas boas, dê o mesmo aos outros.

3. Lei do Carma ou Causa e Efeito – Colhemos o que plantamos. Toda ação gera uma força de energia que retorna de modo análogo. Quando nossas ações e escolhas conscientes trazem felicidade e sucesso para os outros, o fruto de nosso carma será alegria e sucesso.

4. Lei do Mínimo Esforço – A inteligência da natureza funciona sem esforço – as flores não tentam desabrochar, elas desabrocham; os pássaros não tentam voar, eles voam. Se buscamos poder, dinheiro ou felicidade para a satisfação do ego, desperdiçamos energia; mas se nossas ações são motivadas por amor, harmonia e alegria, nossa energia se multiplica e podemos usar o excedente para criar o que quisermos.

5. Lei da Intenção e do Desejo – “Inerente a toda intenção e desejo, está a mecânica para a sua realização. E quando colocamos uma intenção no campo da pura potencialidade, colocamos este poder organizador infinito para trabalhar para nós”. No nível da mecânica quântica, o universo é uma extensão de nosso corpo, e nossa intenção detona transformações de energia e informação, e organiza sua própria realização.

6. Lei do Distanciamento – No distanciamento está a sabedoria da incerteza, e nesta sabedoria está a liberdade em relação ao nosso passado, ao conhecido, que é a prisão do condicionamento passado. Quando nos abrimos ao desconhecido, ao campo de todas as possibilidades, nos entregamos à mente criativa que orquestra a dança do universo. O apego é baseado no medo e na insegurança, e cria ansiedade. O apego excessivo aos bens materiais – símbolos transitórios do Eu – traz a sensação de inutilidade e vazio.

7. Lei do Darma ou do Propósito de Vida – “Todos têm um propósito na vida... algo único para dar aos outros. E quando misturamos este talento com o serviço aos outros, experimentamos o êxtase de nosso próprio espírito, o que é objetivo último de todos os objetivos”. Primeiro, devemos descobrir nosso verdadeiro eu; depois, expressar nossos talentos especiais; e finalmente, usar este nosso dom para servir a humanidade."

Deepak Chopra, é um médico indiano radicado nos Estados Unidos. É formado em medicina pela Universidade de Nova Deli. É também um escritor e professor de ayurveda, espiritualidade e medicina corpo–mente.
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Fonte: Wikipédia: "As Sete Leis Espirituais do Sucesso" - Imagem: ¹Deepak Chopra em novembro de 2006, falando no Yahoo - Foto: Mitchell Aidelbaum, originalmente postada no Flickr por Deepak Chopra (CC BY-SA 2.0)

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Iluminação ou Consciência Espiritual



Por Wagner Borges

Em muitos homens, a mente espiritual se revela lenta e gradualmente, e ainda que a pessoa possa sentir um constante aumento de conhecimento e consciência espiritual, pode não haver experimentado uma notada e repentina mudança.

Outros têm tido momentos do que é conhecido como iluminação, nos quais se acreditavam elevados quase fora do seu estado normal, e lhes parecia passar a um plano de existência ou de consciência mais elevado, que os deixava mais adiantados do que antes, ainda que não pudessem trazer à sua consciência uma clara recordação do que haviam experimentado, enquanto se encontravam nesse exaltado estado da mente. Essas experiências têm-se dado com muitas pessoas, em diferentes formas e graus, de todas as crenças religiosas, e têm sido geralmente associadas a algum aspecto da crença religiosa particular, professada pela pessoa que experimenta a iluminação. Mas os ocultistas adiantados reconhecem todas essas experiências como diferentes formas de uma só e mesma coisa - o amanhecer da consciência espiritual - o desenvolvimento da mente espiritual.

Alguns escritores têm chamado a esta experiência consciência cósmica, nome muito apropriado, pois a iluminação - pelo menos em seus aspectos mais elevados - põe o indivíduo em contato com a totalidade de Vida, fazendo sentir um sensação de parentesco com toda a Vida, alta ou baixa, grande ou pequena, boa ou má.

Essas experiências, como é natural, variam materialmente conforme o grau de desenvolvimento individual, sua preparação prévia, seu temperamento etc.; mas certas características são comuns a todas. O sentimento mais comum é o da posse quase completa do conhecimento de todas as coisas - quase onisciência. Esse sentimento existe apenas por um momento e nos deixa, a princípio, submersos em profunda pena pelo que chegamos a ver e que perdemos. Outro sentimento comumente experimentado é o da certeza da imortalidade, - uma sensação de atual ser - a certeza de haver sido sempre e a de estar destinado a sempre ser. Outro sentimento é o do desaparecimento de todo temor e da aquisição de um sentimento de certeza, segurança e confiança, e que estão além da compreensão daqueles que jamais o experimentaram. Então, um sentimento de amor nos inunda - um amor que abarca a Vida toda , desde os mais próximos a nós, na carne, até aos das mais longínquas partes do Universo - desde aquilo que nós consideramos puro e santo, até aquilo que o mundo considera vil, malvado e completamente indigno. Esse sentimento de retidão própria, que induz a condenar os outros, desaparece, e o amor, como a luz do sol, derrama-se sobre tudo que vive, sem ter em conta o seu grau de desenvolvimento ou bondade.

A alguns, essas experiências chegaram como um profundo sentimento de reverência que tomou completa posse deles, por alguns momentos ou mais tempo, enquanto que a outros se afigurava que se achavam num sonho e chegaram a ser conscientes de uma exaltação espiritual, acompanhada de uma sensação de estar circundando os compenetrados por uma luz brilhante.

A alguns, certas verdades se têm revelado sob a forma de símbolos, cujo significado não se tornou evidente senão muito tempo depois. Essas experiências produzem uma mudança na mente daquele que passa por elas e que depois nunca torna a ser o mesmo homem que de antes. Ainda que a recordação vívida desapareça, fica ali certa reminiscência que, por longo tempo, será para ele um manancial de bem estar e de força, especialmente quando a sua fé vacila e se sente agitado, como uma cana, pelos ventos de opiniões em conflito e especulações do intelecto. A lembrança de tal experiência é uma fonte de renovada energia - um porto de refúgio, ao qual as almas fatigadas acodem para amparar-se do mundo externo que não as compreende.

Tais experiências são também usualmente acompanhadas de uma sensação de intensa alegria; de fato, a palavra e o pensamento de alegria parecem ser o que predomina na mente, nesta época. Mas não é uma alegria de experiência ordinária - é alguma coisa que não pode ser sonhada senão depois de havê-la experimentado - uma alegria cuja lembrança estimulará o sangue e fará palpitar o coração, todas as vezes que a mente relembrar a experiência.

Como já dissemos, também se experimenta a sensação de um conhecimento de todas as coisas, uma iluminação intelectual impossível de descrever. Nos escritos dos antigos filósofos de todas as raças, nos cantos dos grandes poetas de todos os povos, nas prédicas dos profetas de todas as religiões e tempos, podemos encontrar rasgos desta iluminação experimentada por eles - esse desenvolvimento da consciência espiritual. Não temos espaço para detalhar esses numerosos exemplos. Uns disseram-nos de um modo, outros de outro, mas todos dizem praticamente a mesma história. Todos os que têm experimentado essa iluminação, ainda que fosse em débil grau, reconhecem a mesma experiência na relação, canto ou prédica de outro, ainda que entre eles hajam decorridos séculos. É o canto da alma que, uma vez ouvido, jamais é esquecido. Ainda que seja expresso pelos toscos instrumentos das raças semi-bárbaras ou pelos mais aperfeiçoados talentos musicais da atualidade, seus tons são claramente reconhecidos.

Vem o canto do velho Egito, - da Índia de todas as idades - da antiga Grécia e Roma, - dos primitivos santos cristãos - dos Quarkers Friends, - dos mosteiros católicos - das mesquitas maometanas - do filósofo chinês - das lendas do índio americano, herói profeta, - é sempre o mesmo tom, elevando-se mais e mais alto, à proporção que muitos mais o entoam e agregam suas vozes ou dos sons de seus instrumentos ao grande coro. Aquele tão mal compreendido poeta ocidental, Walt Whitman, sabia o que dizia (como compreendemos nós), quando prorrompia e expressava em singular verso a sua estranha experiência. Lêde o que ele diz e verificai se já foi alguma vez melhor expresso:

"Como num desmaio, um instante,
Outro sol inefável me deslumbra,
E todos os orbes conheci, e orbes mais brilhantes desconhecidos,
Um instante da futura terra, terra do céu."


E quando sai do seu êxtase, exclama:

"Não posso estar acordado, porque nada me olha como antes,
Ou então estou acordado por primeira vez, e tudo de antes foi simples sonho."

E nós devemos concordar com ele, quando declara a inabilidade do homem para descrever inteligentemente isso, nestas palavras:

"Quanto melhor quero expressar-me, menos posso,
Minha língua não se move sobre sua ponta,
Meu alento não obedece aos seus órgãos,
E fico mudo."

Que essa grande alegria da iluminação seja vossa, queridos estudantes. E vossa será no seu tempo oportuno. Quando ela chegar, não vos alarmeis, e quando vos abandonar, não lamenteis sua perda - voltará outra vez. Vivei elevando-vos acessíveis à sua influência. Estais sempre dispostos a escutar a voz do silêncio, prontos sempre a responder ao toque da Mão Invisível.

Não torneis a temer, porque convosco tendes sempre o Ser Real que é uma chispa da Chama Divina, e o qual será como uma lâmpada que iluminará o caminho a vossos pés.

A paz seja convosco.

Por Iogue Ramacháraca*
*Texto extraído do livro "Catorze Lições de Filosofia Iogue", do Iogue Ramacháraca; Editora Pensamento

Notas do professor Wagner Borges:
Esse texto foi distribuído originalmente para uma turma de alunos num curso sobre projeção da consciência (Viagem astral). Na ocasião, eu comentava com eles sobre as expansões da consciência (samadhi, satori, consciência cósmica). Para ilustrar o tema, passei o brilhante texto de Ramacháraca para a turma estudar.

É um texto do início do século 20, editado originalmente na Inglaterra. Seu autor é o escritor William Walker Atikinsons (que usava o pseudônimo de Iogue Ramacháraca). Fala do estado de consciência cósmica e de suas repercussões no ser humano.

Parece estranho falar de um assunto desses no meio de tanta encrenca que acontece no viver diário da maioria das pessoas. Mas é melhor falar de algo assim do que compactuar com as pesadas vibrações do pessimismo e da falta de alegria.

Textos assim mantém a chama acesa em nosso coração e nos levam a reflexões profundas, típicas de quem almeja a ampliação da lucidez, do amor e do brilho em todas as dimensões.

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