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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

H. P. Blavatsky: 'Evolução' (trecho do livro 'Ísis Sem Véu')

Evolução:

1. ato, processo ou efeito de evoluir.

2. qualquer série de movimentos desenvolvidos contínua e regularmente, geralmente completando um ciclo harmonioso.

3. Na biologia, Evolução é a mudança das características hereditárias de uma população de seres vivos de uma geração para outra. Este processo faz com que as populações de organismos mudem e se diversifiquem ao longo do tempo.


"A Ciência Moderna insiste na doutrina da evolução, e assim também a razão humana e a 'doutrina secreta'. Essa idéia é corroborada pelas antigas lendas e mitos, e mesmo pela própria Bíblia, quando lida nas entrelinhas.  Vemos como uma flor se desenvolve lentamente de um botão, e este da sua semente. Mas donde procede a semente, como todo o seu programa predeterminado de transformações físicas, e suas forças invisíveis, e portanto espirituais, que gradualmente desenvolvem sua forma, cor e odor — A palavra evolução fala por si mesma." - Helena Petrovna Blavatsky

"A Ciência Moderna insiste na doutrina da evolução, e assim também a razão humana e a 'doutrina secreta'. Essa idéia é corroborada pelas antigas lendas e mitos, e mesmo pela própria Bíblia, quando lida nas entrelinhas.

Vemos como uma flor se desenvolve lentamente de um botão, e este da sua semente. Mas donde procede a semente, como todo o seu programa predeterminado de transformações físicas, e suas forças invisíveis, e portanto espirituais, que gradualmente desenvolvem sua forma, cor e odor — A palavra evolução fala por si mesma."


Helena Petrovna Blavatsky
in, 'Ísis Sem Véu' vol.I, pg.152, edição inglesa




quarta-feira, 17 de outubro de 2018

O caminho para o Coração do Universo, por G. de Purucker

G. de Purucker (divulgação/web)

"Gottfried de Purucker foi um teosofista, autor e líder da Sociedade Teosófica Pasadena de 1929/42. 

O pai de Purucker, um ministro anglicano, preparou seu filho para o futuro com a igreja por meio de treinamento extensivo em idiomas e estudos religiosos.

Seu legado inclui várias publicações, incluindo elucidações dos escritos de Helena Blavatsky. Vários trabalhos adicionais também foram publicados postumamente.

Façamos agora uma meditação com a leitura do texto a seguir, um guia para trilharmos o caminho que nos leva diretamente ao coração do Universo:

"Há uma fome em todo coração humano que nada pode satisfazer ou aplacar – uma fome por algo mais verdadeiro do que podem conceber os seres humanos comuns, uma fome pelo real, uma fome pelo sublime. É a saudade da alma, do espírito do homem. A fonte desse anseio é a saudade trazida pela lembrança de nossa morada espiritual, de onde viemos e em direção à qual estamos agora em nossa jornada de volta.

Os homens, inconscientemente, intuitivamente, sem que a mente-cérebro esteja consciente, sentem falta do indescritível, imortal, aquilo que traz indizível paz e um amor sem fronteiras!

Há um caminho de sabedoria e iluminação que começa, para cada ser humano, em alguma de suas encarnações, e que o leva para dentro de si mesmo, para seu coração, que também é o coração do Universo.

O caminho para o coração do Universo é um só, mas ainda assim diferente para cada ser humano. Isso quer dizer que cada ser humano é em si mesmo aquele caminho, que é construído na fábrica de seu próprio ser.

Há um caminho longo, que também é largo. É o caminho no qual você permite que a corrente natural da energia flua dentro de si mesmo, sem obstáculos, e seguindo este caminho você alcança a perfeição em seu devido tempo; mas é o caminho da evolução lenta, que segue pouco a pouco, através de idades incalculáveis.

Há um outro caminho, íngreme e espinhoso, difícil de seguir, mas que os Grandes Seres da raça humana têm trilhado. É o caminho rápido, mas difícil. É o caminho da autoconquista, o caminho de abandonar o ego em favor da Totalidade, o caminho onde o homem pessoal se torna o Buddha impessoal, o Cristo impessoal; o caminho no qual o amor por si mesmo é posto de lado, e todo seu ser se torna cheio de amor por todas as coisas. É um caminho difícil de seguir, pois é o caminho da iniciação.

A Divindade está em seu coração. É sua raiz. E você pode subir pelo caminho do Eu espiritual, passando véu após véu que obscurecem o Ser, até atingir a união com essa Divindade interior.

O primeiro passo no caminho para o coração do Universo é reconhecer que tudo vem de dentro. Todas as inspirações do gênio, todos os grandes pensamentos  que fizeram e desfizeram civilizações, todas as maravilhosas mensagens dos Grandes Seres da Terra para os seres humanos – tudo vem do interior.

Nesse caminho, você se dirige mais e mais para dentro, que é o mesmo que dizer mais e mais para cima, até unir-se a sua parentela – os deuses – que são os governadores do Universo, e dos quais os seres humanos são filhos.

No mais profundo de você há um deus, uma Divindade viva; e desta fonte divina flui para sua mente humana todas as coisas que tornam grandes os homens, todas as coisas que despertam o amor e a esperança, a inspiração e a aspiração, e o auto-sacrifício, que é a mais nobre de todas.

Em você mesmo estão todos os mistérios do Universo. Em seu Ser interior, você tem um caminho que leva ao coração do Universo. Se você caminhar neste estrada que leva sempre para dentro, se puder passar véu após véu do ego, cada vez mais profundo em si mesmo, penetrará cada vez mais nos assombrosos mistérios da natureza universal.

Conhecendo a si mesmo, você progride mais rapidamente que aqueles guiados pela evolução comum mediana; e quando essa marcha é acelerada ao máximo, há iniciações, que são na verdade atalhos, mas apenas para os que estão prontos para tais atalhos. O crescimento se realiza passo a passo.


Esta é a doutrina secreta do coração. A doutrina do olho é aquela que pode ser vista e é mais ou menos aberta.

Aqueles cujas faculdades e poderes estão operando conscientemente, cujas naturezas internas estão mais desenvolvidas, são os aptos, os neófitos, cujas naturezas estão se abrindo e que têm os ouvidos para ouvir e os olhos para ver o que se coloca diante deles.

Aqueles que têm a intuição de algo maior dentro de si, de algo esplêndido e grandioso, de algo que está crescendo dentro do coração e dentro da mente, como um botão de flor: esses são os que terão revelações; são os iniciados que estão se desenvolvendo em grandes videntes e sábios.

O homem é uma parte inseparável do Universo no qual vive, se move e tem seu ser. Não há separação entre suas raízes e as raízes do Universo. A mesma vida universal flui através de todas as coisas que existem. A mesma corrente de consciência  que flui  no poderoso Todo do Universo, flui também no homem, parte inseparável do Universo.

Como se deve levar a vida para avançar neste caminho? Um coração limpo, uma mente pura, um intelecto ansioso em conhecer, a busca para obter uma percepção espiritual: estes são os primeiros passos da escada de ouro. E este “viver a vida” nada tem a ver com o tolo ascetismo, torturas corporais e métodos autodestrutivos.

Para avançar espiritualmente não é necessário abandonar sua virilidade; o caminho para se fortalecer não é sendo um tolo; o caminho para obter a paz divina não é tornando-se um imbecil na Terra. O asceta está no caminho errado. Não se obtém os reinos do espírito vivendo meramente de batatas e cenouras, ou dormindo apenas uma hora por noite, ou deitando-se sobre uma cama de pregos.

Não mate sua personalidade. Ela é parte de você, a parte emocional e mental, sua mente inferior, sua parte passional, o trabalho evolucionário de muitas eras do passado. Eleve a personalidade. Purifique-a, treine-a, torne-a de acordo com sua vontade e pensamento, discipline-a, torne-a o templo de um deus vivo para que ela seja um veículo apropriado, um canal limpo para receber na consciência humana os raios da glória fluindo do deus interior.

Quando a personalidade se transfigurar, quando o eu pessoal se tornar mais ou menos capaz de manifestar o fluxo sublime do deus em seu interior, então você caminhará sobre a Terra como um deus humano, e agirá como um deus. Pois cada um é a representação sobre a Terra de seu próprio deus interior, e cada um expressa na esfera física o que sua evolução permite manifestar dessa essência divina.

Volte sua visão para dentro, não para fora. E isto não quer dizer que deva se tornar introspectivo e abandonar o mundo exterior. Não é esta a ideia. Você deve ver em ambas as direções. Mas não busque a verdade em nenhum lugar, exceto em seu interior.

É a mente-cérebro, cheia dos pensamentos do dia, cheia dos desejos de cada momento, cheia dos preconceitos e opiniões que são transitórios, que impede a visão da verdade.
Cada entidade é uma parte inseparável do infinito Todo, porque é seu filho, vida de sua vida, sangue de seu sangue, pensamento de seu pensamento.

Quando você se autoconhecer, nada o desviará mais do caminho, nada mudará o que você é no fundo do coração, pois a divindade estará lutando por você, a divindade carregará seus fardos.

Sobre os picos montanhosos do espírito, você verá o sol nascente. Entrará na luz e na liberdade. Não estará sujeito aos mandos de ninguém, não será controlado por ninguém, será um homem livre: livre no espírito, livre no intelecto, porque terá se tornado um com a natureza espiritual.

Quão maravilhosa, sagrada, sublime, inspiradora é esta verdade: que dentro de cada pessoa existe uma indizível fonte de força, sabedoria, amor, compaixão, perdão, pureza! Una-se a esta fonte de força; ela está em você, ninguém pode jamais tirá-la de você. Seu valor é maior que todos os tesouros do Universo, pois conhecendo-a, sendo ela, você é Tudo."


____
Fonte: Ensinamentos dos grandes mestres do Yoga. A essência da vida espiritual. Técnicas de meditação e concentração: O caminho para o Coração do Universo, por G. de Purucker (Web/reprodução) - Imagem: THEOSOPHY/G. de Purucker (reprodução) - Pixabay: "Fantasia, espaç o, star" (CC0)



segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Sinal da Cruz, com fórmula para proteção contra todos os perigos


O Sinal da Cruz é um movimento ritual executado com as mãos por seguidores da maioria dos ramos do Cristianismo. O gesto mágico é realizado desenhando-se no ar uma cruz, sobre si mesmo, ou sobre outras pessoas e objetos que se deseje abençoar. Existem duas maneiras de fazer o Sinal da Cruz, uma seguida pelas Igrejas do Oriente e outra pelas Igrejas do Ocidente. 

O sinal pode ou não ser acompanhado por uma fórmula verbal:

CRUZ DIVINA, CAIA SOBRE MIM, 
QUEM NELA MORREU FALE POR MIM, 
QUE MEUS INIMIGOS FUJAM DE MIM 
- COM A MÃO A MÃO NA TESTA DIZER:
CHAGAS ABERTAS
- COM A MÃO NO PEITO DIZER:
CORAÇÃO FERIDO
- COM A MÃO NO OMBRO ESQUERDO DIZER:
O SANGUE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO
- COM A MÃO NO OMBRO DIREITO DIZER:
LIVRAI-ME DE TODOS OS PERIGOS

Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos, Deus nosso Senhor, dos nossos inimigos:

 Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Amém


O sinal da cruz se faz da seguinte maneira: estendendo unidos os três dedos da mão direita (polegar, indicador e médio – simbolizando a Santíssima Trindade) e apoiando os outros dois sobre a palma da mão (anular e mínimo – simbolizando as duas naturezas – humana e divina de Cristo em uma só pessoa), levamos a mão assim formada, da fronte (1) para o peito (2) e depois, do ombro esquerdo (3) para o direito (4), dizendo: 


Em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo. Que Assim Seja! (Amém).

 O Sinal da Cruz na Magia 


A Cruz Cabalística


Estudos feitos por célebres Ocultistas, como os de Helena Blavatsky, revelam que o Sinal da Cruz tem sido usado em todo o mundo já antes de Cristo. 

Na verdade, ele tem origem cabalística e possui um significado amplo, filosófico, desatado de crenças ou religiões. 

Em “Ísis Sem Véu” – uma das duas obras monumentais da filosofia esotérica – H.P.Blavatsky mostra em detalhes o processo pelo qual o cristianismo de Roma apropriou-se dos antigos conhecimentos das tradições “pagãs” de sabedoria e, em seguida, passou a perseguir estas mesmas tradições (inclusive a tradição judaica), destruindo suas obras escritas e matando os seus mestres e alunos.

Item por item, madame Blavatsky vai demonstrando que a teologia romana cristã tem várias raízes no “paganismo”. Na mesma obra, madame Blavatsky cita palavras de Eliphas Levi, em sua obra “Dogma e Ritual da Alta Magia”:

“O sinal da cruz adotado pelos cristãos não pertence exclusivamente a eles. Ele é cabalístico e representa as oposições e o equilíbrio quaternário dos elementos. Constatamos, na estrofe oculta do Pater, à qual aludimos em volume anterior desta obra, que havia originalmente duas maneiras de fazê-lo, ou, pelo menos, duas fórmulas muito diferentes para expressar o seu significado; uma reservada aos sacerdotes e aos iniciados; e outra, comunicada aos neófitos e aos profanos. Assim, por exemplo, o iniciado, levando a mão à fronte, dizia: ‘A ti’; então ele acrescentava; ‘pertencem’; e continuava, enquanto levava a mão ao peito – ‘o reino’; depois, ao ombro esquerdo; ‘a justiça’ ; e ao ombro direito; ‘e a compaixão’. Então ele juntava as mãos e acrescentava: ‘Através dos ciclos da geração: Tibi sunt Malkhuth, et Gerburah et Hesed, per Aeonas’ – um sinal da Cruz total e magnificamente cabalístico, que as profanações do gnosticismo fizeram a Igreja praticante e oficial perder por completo.”

Até aqui, Eliphas Levi, citado por H.P.B. Vejamos agora, ponto por ponto, algo sobre o significado deste gesto simbólico e das palavras cabalísticas associadas a ele: “A ti pertencem o reino, a justiça e a compaixão. Através dos ciclos de geração.”

1) “A ti pertencem” – As palavras “a ti” se referem a Atma, o sétimo princípio da anatomia oculta do ser humano. Este é o princípio supremo imortal, o eu superior que vive em unidade com a lei do universo, simbolicamente situado na testa. 

2) “o reino,” – Ou seja, o reino dos céus, situado no peito ou no coração. Esta é a consciência do mundo divino, a luz espiritual, Buddhi, o sexto princípio da compreensão universal das coisas, o amor universal. 

3) “a justiça e a compaixão.” – Estes são os dois pratos da balança. O reino dos céus (consciência divina) é feito de justiça e compaixão, e para afirmar-se necessita do equilíbrio entre estes dois fatores. Qualquer uma destas duas virtudes só pode existir com base na outra. Sem justiça, a compaixão é falsa. Sem compaixão, a justiça é falsa. Sem justiça e compaixão, não há consciência divina (reino dos céus). O amor universal é feito de justiça e compaixão. É graças às duas virtudes (inseparáveis do discernimento) que o estudante tem acesso ao princípio Supremo e superior (Atma), simbolicamente situado na testa.

4) Através dos ciclos da geração. – As palavras “os ciclos da geração” se referem ao caráter cíclico do tempo eterno e mais especificamente à reencarnações de cada individualidade humana. Aqui a sabedoria da Cabala aponta para a “doutrina dos ciclos”, uma parte essencial da teosofia. 

Os dois ombros humanos simbolizam a responsabilidade do indivíduo diante da vida. É a combinação de justiça (ombro esquerdo) e compaixão (ombro direito) que permite ter força e estabilidade ao longo de uma encarnação.

O sinal da cruz cabalístico aciona quatro fatores, e tem relação direta com os quatro elementos (fogo, água, terra e ar). Ele também se refere à Tetraktis ou Tétrade sagrada dos pitagóricos; aos quatro pontos cardeais; e ao Tetragrammaton, o nome de quatro letras da divindade na tradição mística judaico-cristã (IHVH). 

A dimensão geométrica e o significado interior do sinal da cruz têm fortes correlações com a filosofia maçônica e a sabedoria salomônica. O templo de Salomão, esotericamente, simboliza o corpo humano. 

Para a filosofia antiga e teosófica, como para o cristianismo autêntico, o corpo humano é o grande templo, e os templos físicos são apenas símbolos externos dele. O corpo é a casa do Espírito: “o Espírito está dentro de nós”. Em I Coríntios 3:16, o Novo Testamento afirma: “Não sabeis que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” E em II Coríntios 16, lemos: “Porque vós sois o templo vivo de Deus”. 

Segundo a tradição, o templo de Salomão está voltado para o Leste e possui duas colunas, chamadas de “Boaz” e “Jachim”. Idealmente, ao fazer o sinal da cruz, o estudante de sabedoria divina não só se reconhece como um templo vivo, mas também está voltado fisicamente para o Leste, o Nascente. Seus ombros e braços correspondem às colunas. O termo “Boaz”, que corresponde ao ombro esquerdo ou coluna Norte, significa “na força” ou “em fortaleza”. O termo “Jachin”, que corresponde ao ombro direito ou coluna Sul, combina uma abreviatura de “Jeová” (Divindade) com um termo que significa “Estabelecer”. 

Assim, quando fazemos a correlação do sinal da cruz cabalístico-cristão com a tradição salomônica e maçônica, vemos o seguinte: 

“O reino dos céus (Jeová, a Sabedoria Divina) tem força, isto é, se estabelece como uma fortaleza, quando tem por base a Justiça.” 

Quando reconhecemos o corpo humano como um templo, isto é, um invólucro externo de uma presença divina interior, podemos perceber a relação prática entre o sinal da cruz cabalístico e outro campo de conhecimento, a Filosofia da Ioga. 

Vejamos, passo a passo, como se dá esta correlação. Inicialmente, enquanto o devoto pronuncia ou pensa as palavras “A ti pertencem”, o sinal da cruz ativa a testa, um ponto intermediário entre os dois chácras superiores, respectivamente localizados no alto da cabeça (chacra Sahasrara) e entre os dois olhos (chacra Ajna). 

A seguir, enquanto o devoto pronuncia as palavras “o reino”, o sinal da cruz toca uma parte do corpo que se refere ao chacra Anahata, localizado no coração. Em seguida, o estudante toca os dois ombros, pronunciando, respectivamente, as palavras “a justiça” (ombro esquerdo) e “a compaixão” (ombro direito). 

Os dois ombros simbolizam as duas correntes energéticas ou “colunas” (Nadis) que ligam os chacras, segundo a ioga. Uma das correntes é positiva e ativa: a Justiça. A outra é compreensiva e contemplativa: a Compaixão. 

Finalmente, ao unir as duas mãos enquanto pronuncia as palavras “Através dos ciclos de geração”, o devoto fecha o círculo harmonizando simbolicamente os dois hemisférios cerebrais, os dois nadis e as correntes yang e yin em sua natureza interior. 

Esta visão esotérica do sinal da cruz vai além de mostrar a relação viva que há entre o corpo e alma, ou e templo e o espírito. A prática original do sinal da cruz é, também, um modo ativo e consciente de expressar o compromisso do indivíduo atento com a consciência universal. 

Através do verdadeiro sinal de cruz, que nada tem a ver com superstições, o indivíduo se estabelece simbolicamente na consciência divina. Ele assume por mérito próprio “o poder que o faz parecer nada aos olhos dos outros”. Ele assume o poder de estar em união fraterna com a Lei Universal e com todos os seres.
__________
NOTAS:

 “Ísis Sem Véu”, Ed. Pensamento, SP, quatro volumes,  volume III, p. 84.  Veja também a edição brasileira de  “Dogma e Ritual da Alta Magia”, de Eliphas Levi, Ed. Pensamento,  SP, 466 pp.,  mais especificamente a página 269. Ao citar este trecho, levei em conta a edição original em inglês de “Ísis Sem Véu”, de H.P.B:  “Isis Unveiled”,  Theosophy Co., Los Angeles, volume II, p. 87.

Fonte: http://www.filosofiaesoterica.com/ler.php?id=567 - A Teosofia do Sinal da Cruz - O Significado Universal de um Velho Símbolo Cristão - por Carlos Cardoso Aveline




terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Sociedade Teosófica: Caráter Sagrado do Compromisso

PARTE TRÊS – O TRABALHO DA SOCIEDADE TEOSÓFICA

3.4 – CARÁTER SAGRADO DO COMPROMISSO
 


P: Há algum sistema de ética que se aplique na Sociedade?

T: A nossa é bastante clara e fácil para quem quiser segui-la. É a essência da ética do mundo, tirada dos ensinamentos de todos os grandes reformadores do universo. 

Nela podem-se ver representados: Confúcio, Zoroastro, Lao-Tsé e o Bhagavad-Gítâ, os preceitos de Gautama Buddha e Jesus de Nazaré, de Hillel e sua escola, assim como os de Pitágoras, Sócrates, Platão e suas respectivas escolas.

P: E os membros da Sociedade seguem esses preceitos? Entendo que existem grandes dissensões e disputas entre eles.

T: É muito natural, pois, apesar da reforma, em seu estado atual pode se considerar como nova. Os homens e as mulheres que precisam ser reformados são as mesmas naturezas humanas pecadoras dos tempos passados. 

Como já disse, são poucos os membros ativos, zelosos e ardentes; mas muitos são os sinceros e bem dispostos, que tratam de defender, o melhor que podem, os ideais da Sociedade e os seus próprios. 

Nosso dever é ajudar os membros individualmente, em seu progresso intelectual, moral e espiritual, e não censurar os que erram ou fracassam. 

Não temos o direito de negar a admissão a pessoa alguma -- especialmente na seção esotérica — onde "quem entra é igual a um recém-nascido". Mas se algum membro, apesar de seus compromissos sagrados, contraídos sob palavra de honra e em nome do "Eu" imortal, continua depois desse "novo nascimento" com os vícios e defeitos da vida antiga, tolerando-os e satisfazendo-os não obstante pertencer à Sociedade, então, naturalmente, é muito provável que será convidado a se demitir ou, no caso de negar-se a isso, será expulso. Temos regras rigorosas para tais casos.

P. Pode citar algumas delas?

T: Sim: nenhum membro da Sociedade -- seja exotérico ou esotérico — tem o direito de impor suas opiniões pessoais a outro membro. É uma ofensa contra a Sociedade. Quanto à seção interna, agora chamada esotérica, possui uma regra apresentada e adotada desde 1880: "Nenhum irmão poderá servir-se para seu uso egoísta de nenhum conhecimento que lhe for dado por qualquer membro de grau superior, sendo a violação desta regra punida com a expulsão". 

Antes que possam ser comunicados esses conhecimentos, o aspirante deve comprometer-se sob juramento solene a não fazer uso dos mesmos com objetivos egoístas, nem a revelar nada do que lhe foi confiado, exceto estando autorizado a isso.

P: Mas uma pessoa expulsa ou demissionária pode revelar o que aprendeu, ou violar qualquer cláusula do compromisso adquirido?

T: Certamente que não. Sua expulsão ou demissão somente a exonera da obrigação de obediência ao mestre e de tomar parte ativa na obra da Sociedade, mas certamente não do sagrado compromisso do segredo.

P: Mas essa razão é justa?

T: Seguramente. Todo homem ou mulher dotado do mínimo sentimento de honra, sua promessa de segredo tomada sob sua palavra de honra — e muito mais — em nome de seu Eu superior (o Deus interno), é inviolável enquanto for vivo. E, mesmo deixando a Sociedade, nenhum homem ou mulher dignos pensará em atacar ou prejudicar uma corporação a que pertenceram em virtude de semelhante compromisso.

P: Isto não é extremar as coisas?

T: Pode ser que sim, levando-se em conta o relaxamento destes tempos e da moral; mas, se a promessa não fosse firme, que necessidade haveria de compromisso? 

Como pode alguém aspirar a ser instruída na ciência secreta, se espera poder libertar-se quando bem entender, de todas as obrigações que lhe impuseram? 

Que segurança, confiança ou crédito poderiam existir entre os homens, se tais compromissos não tivessem valor ou alguma força real? 

Acredite: a lei de retribuição (Karma) muito rapidamente daria o merecido a quem dessa maneira quebrasse seu compromisso; tão depressa talvez como se manifestaria o desprezo de todo homem honrado, até mesmo neste plano físico. 

Como disse muito bem o Path (julho, 1889, Nova York), quanto a este assunto: "Uma vez adquirido um compromisso, obriga-nos para sempre no mundo moral e no mundo oculto. Se alguma vez o violamos e sofremos as conseqüências, isto não justifica o violarmos de novo; e sempre que o façamos reagirá sobre nós a poderosa balança da Lei (do Karma)".


Fonte: H.P.B. (HELENA PETROVNA BLAVATSKY)

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quinta-feira, 27 de março de 2014

ABRACADABRA!

Abracadabra é uma palavra mística usada como encantamento e considerada por alguns a frase mais pronunciada universalmente em outras linguagens sem tradução. É normalmente usada como encantamento por mágicos de palco, principalmente por ilusionistas.

Entretanto, originalmente acreditava-se no poder de tal palavra para a cura de febres e inflamações. A primeira menção conhecida à mesma foi feita no segundo século depois de Cristo; durante o governo de Septímio Severo, num poema chamado De Medicina Praecepta. No então, o médico Serenus Sammonicus, prescreveu o verso ao imperador de Roma Caracala, que receitando que o imperador usasse um amuleto com a palavra escrita num cone vertical para curar sua doença.

De acordo com Helena Petrovna Blavatsky, o termo é uma corruptela da palavra gnóstica "Abraxas" e essa, por sua vez, era uma corruptela de uma palavra antiga sagrada copta ou egípcia, uma fórmula mágica que significava "não me firas". Era comumente utilizado sobre o peito sob as vestimentas.

Thelema

"Abrahadabra", palavra que aparece no Livro da Lei, e é descrita por Aleister Crowley como a "Palavra do Aeon" e que ela "representa a Grande Obra completa", sendo assim é um arquétipo de todas as operações mágicas menores" (A.C.) Não deve ser confundida com a Palavra da Lei do Aeon, que é Thelema.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Helena Blavatsky e a Sabedoria Divina

Retrato autografado de Madame Blavatsky (reprodução/internet)



Em pleno século 19, uma mulher desafiou as diferentes religiões em seus aspectos dogmáticos e corporativos, mostrando que todas elas são imperfeitas e nenhuma possui contato exclusivo com o mundo divino. Mas a escritora russa-ucraniana Helena Petrovna Blavatsky (1831-1891) também mostrou que cada grande religião tem, em sua essência, contato interior com a sabedoria eterna e universal que é patrimônio comum de toda a humanidade.

Retomando o termo criado por Amônio Sacas de Alexandria nos séculos dois e três da era cristã, Helena usou a palavra “teosofia” para referir-se a essa sabedoria primordial, e fundou, em Nova Iorque em 1875, o movimento esotérico moderno.

Ela também desafiou os dogmas científicos da época, e retomou a tradição clássica segundo a qual a religião, a ciência e a filosofia devem ser reconhecidas como inseparáveis em um universo em que cada coisa tem vida e movimento em seu interior e está ligada a todas as outras partes do cosmo.

Sensitiva, durante alguns anos promoveu fenômenos parapsicológicos para mostrar em um plano prático que o universo não tem apenas três dimensões e que a vida é maior do que o mundo dos cinco sentidos. Trabalhando em contato com raja-iogues dos Himalaias - sábios que operam em um plano intuitivo da consciência - Blavatsky trabalhou pela compreensão não-dogmática de que todos os seres humanos são irmãos, sem distinção de raça, credo, sexo, ideologia ou condição social.

Em troca, foi desprezada, chamada de doida, charlatã e mentirosa. Também foi incompreendida e atacada dentro do próprio movimento teosófico que ela fundou.

Em 1885, no auge de uma campanha clerical contra suas idéias universalistas que desbancavam crenças dogmáticas, Helena Blavatsky foi alvo de uma investigação por parte da Society for Psychical Research (Sociedade de Pesquisas Psíquicas, SPP), de Londres, e qualificada como um caso “fascinante” de fraude.

Quase cem anos depois do “processo”, levando em conta certos estudos e evidências, a SPP contratou um expert em fraudes e falsificações, Vernon Harrison, para re-examinar a “condenação” de H.P. Blavatsky.

A investigação técnica reverteu diametralmente a posição da SPP, e Harrison escreveu um livro com suas conclusões. Ele testemunhou que, realmente, houve fraude; não da parte de Blavatsky, mas dos seus acusadores. As provas contra Blavatsky é que foram forjadas. Em 1986, a Society for Psychical Research (SPR) de Londres fez uma autocrítica pública, integral e sem meias palavras. Embora tardia, a reparação serviu para restabelecer a verdade. [1] Os mais desinformados, no entanto, ainda hoje tratam Blavatsky com base nas calúnias e preconceitos do século 19.

Menos de 150 anos depois da sua morte, está documentado o fato de que a vida e o trabalho de Helena P. Blavatsky causaram um forte impacto positivo na história do pensamento humano. Porém, muito do que ela escreveu e publicou em vida ainda está por ser compreendido e decodificado mais claramente. Há previsões segundo as quais a importância de Blavatsky será melhor percebida no futuro. [2]

HPB escreveu incansavelmente sua vida toda ― cartas, artigos e livros. A publicação dos seus artigos e textos curtos, os “Escritos Reunidos” (Collected Writings) só terminou na década de 1980 e ocupou 15 volumes. Suas obras ocupam no total quase 30 volumes, com destaque para “A Doutrina Secreta”, “A Chave Para a Teosofia”, “Ísis Sem Véu” e “A Voz do Silêncio”.

A seguir, um diálogo com o conjunto da obra de HPB:


1) O que significa a palavra Teosofia?

R: Significa “sabedoria divina”, ou sabedoria dos deuses, assim como a teogonia é a genealogia dos deuses. A palavra theos significa “um deus” em grego, um dos seres divinos ― certamente não “Deus” no sentido atribuído em nossos dias ao termo. Portanto, não é “sabedoria de Deus”, como traduzido por alguns, mas sabedoria divina, a sabedoria possuída pelos deuses.

2) Qual é a origem do nome?

R: Ele nos foi transmitido pelos filósofos de Alexandria, conhecidos como os amigos da verdade, filaleteus, de filo, amigo, e aletéia, verdade. O nome Teosofia data do terceiro século de nossa era e foi introduzido por Amônio Sacas e seus discípulos, os quais iniciaram o sistema teosófico eclético.

3) O objetivo dos teosofistas de Alexandria era o mesmo dos teosofistas modernos: criar uma percepção e um espaço de vivência da fraternidade universal de todos os seres humanos, com base em uma ética comum e no reconhecimento de certas verdades eternas presentes nas diferentes filosofias, religiões e ciências. Mas a meta não é fácil e não me parece possível alcançá-la sem autoconhecimento. Como podemos educar-nos sem dogmas, trocando desejos menores pela busca da paz e da verdade?

R: Quando o desejo busca o que é puramente abstrato, quando o desejo perdeu todo traço ou tonalidade de “eu”, então ele tornou-se puro.

O primeiro passo para essa pureza é eliminar o desejo pelas coisas materiais, já que elas só podem ser apreciadas pela personalidade separada. O segundo passo é deixar de desejar para si até mesmo coisas abstratas como poder, conhecimento, amor, felicidade ou fama; porque, afinal de contas, elas são todas egoístas.

A própria vida ensina essas lições; porque todos esses objetos de desejos tornam-se frutos do Mar Morto no momento em que são alcançados. Isto nós aprendemos por experiência própria. A percepção intuitiva captura a verdade positiva de que a satisfação é alcançável só no infinito; a vontade torna essa convicção um fato real na consciência, até que, afinal, todo desejo está centrado no que é Eterno.

4) O que é preciso fazer, então, para alcançar o verdadeiro autoconhecimento?

R: A primeira condição para obter autoconhecimento é tornar-nos profundamente conscientes da nossa ignorância; sentir com cada fibra do nosso coração que somos incessantemente auto-iludidos.

O segundo requisito é a convicção ainda mais profunda de que tal conhecimento ― um conhecimento seguro e intuitivo ― pode ser obtido pelo esforço.

O terceiro e mais importante é uma determinação indômita de obter e enfrentar esse conhecimento. O autoconhecimento desse tipo não pode ser alcançado através do que normalmente se chama de “auto-análise”. Ele não é obtido pelo raciocínio ou por qualquer processo cerebral, porque ele é o despertar da consciência da natureza divina no ser humano.

Obter esse conhecimento é uma realização maior do que ter domínio sobre os elementos da natureza ou conhecer o futuro.

5) O que você está descrevendo é inseparável do despertar da intuição. Como se pode desenvolver a verdadeira intuição?

R: Em primeiro lugar, exercitando-a. E, em segundo lugar, não usando-a para propósitos meramente pessoais. Exercitá-la significa que ela deve ser seguida através de erros e derrotas, até que, a partir das tentativas sinceras de usá-la, ela adquire força própria. Isso não significa que podemos fazer coisas erradas e deixar os resultados de lado, mas quer dizer que, estabelecendo nossa consciência sobre uma base correta pela adoção da regra de ouro [3] , nós abrimos espaço para a intuição e aumentamos a sua força.

Inevitavelmente, no início cometeremos erros, mas se formos sinceros em seguida a intuição brilhará com mais clareza e não errará. Deveríamos acrescentar o estudo das obras daqueles que trilharam esse caminho no passado e descobriram o que é real e o que não é. Eles dizem que o Eu Superior [4] é a única realidade. O cérebro deve ter acesso a visões mais amplas da vida (...).


6) A filosofia esotérica formulada por você ensina que a evolução da humanidade faz parte da evolução do planeta, e que tudo no cosmo (assim como na vida de cada indivíduo) obedece a ciclos, com períodos regulares de atividade e descanso, de atividade externa e recolhimento interior. Tanto as pessoas como os universos reencarnam: tudo é cíclico.

Na natureza nada se perde, nada se cria, tudo se recicla. E na obra “A Doutrina Secreta”, publicada em 1888, você afirma que o eixo da Terra sofre alterações periodicamente, o que causa profundas mudanças geológicas...

R: A doutrina de que os mundos e as raças são destruídos periodicamente, ora pela água, ora pelo fogo (vulcões e terremotos), e que se renovam depois, é tão velha quanto o homem.

Manu, Hermes, os Caldeus e a antigüidade toda acreditavam nisso. A superfície do globo terrestre já foi mudada duas vezes pelo fogo e duas vezes pela água, desde que o homem apareceu por aqui. Assim como a terra necessita de repouso e de renovação, de forças novas e de mudança do solo, assim também sucede com os oceanos.

Daí resulta uma redistribuição periódica da terra e da água, mudança de clima, etc., tudo provocado por alterações geológicas e seguido finalmente de um deslocamento do eixo da Terra.

Podem os astrônomos encolher os ombros à idéia de uma mudança periódica na inclinação do eixo da Terra, e sorrir da conversa, que se lê no Livro de Enoch, entre Noé e seu “avô” Enoch; mesmo assim, a alegoria continua indicando um fato geológico e astronômico. Ocorre uma mudança periódica na inclinação do eixo da Terra, e a sua mudança fixa está registrada em um dos grandes Ciclos Secretos. Tal como ocorre em muitas outras questões, a ciência se aproxima gradualmente do nosso modo de pensar.

7) Independentemente dos ciclos geológicos inevitáveis, o ser humano parece ter uma boa dose de responsabilidade em relação ao equilíbrio ecológico e às crises ambientais. A decadência da Grécia e de Roma antigas, por exemplo, foi em grande parte conseqüência da destruição de suas florestas.

Henrique Roessler, um pioneiro da defesa ambiental no Brasil, afirmou em 1957: “A História mostra que os povos que se desfizeram de seus recursos naturais, entre os quais o maior é a floresta (...), desapareceram do mundo” [5]. Tendo vivido na Índia, o que é que você pode dizer a respeito?

R: Todos os patriotas hindus lamentam a decadência do seu país, mas poucos compreendem a causa real do fato. Mais do que a dominação estrangeira, o excesso de impostos ou a economia descuidada, a causa é a destruição das florestas. O desmatamento das montanhas e encostas é um crime contra a nação, e vai dizimar a população mais eficazmente do que seria possível pela espada de qualquer invasor estrangeiro. (...)

Basta olhar as páginas da história para ver que a ruína e a total extinção do poder nacional seguem-se à destruição das florestas tão certamente como a noite segue o dia. A Natureza dá os meios para o progresso humano; e suas leis nunca podem ser violadas sem desastre.

NOTAS:


[1] “H.P. Blavatsky and the S.P.R., an examination of the Hodgson Report of 1885”, livro de Vernon Harrison, membro da SPR. Theosophical University Press, Pasadena, Califórnia, EUA, 1997, 78 pp.
[2] Sobre o impacto do trabalho de HPB na história humana e na cultura do século 20, veja a parte sete da biografia “Helena Blavatsky, a vida e a influência extraordinária da fundadora do movimento esotérico moderno”, de Sylvia Cranston, Ed. Teosófica, Brasília, 1997, 678 pp. Essa é a tradução de uma das 18 biografias que há sobre Blavatsky em língua inglesa.
[3] A regra de ouro aparece no Novo Testamento: “Tudo aquilo que vocês quiserem que os homens lhes façam, façam vocês a eles, porque essa é a Lei” (Mt 7:12). No entanto, esse princípio ético não surgiu com o cristianismo. Cinco séculos antes de Jesus, na velha China, Confúcio ensinava: “O que não desejo que me façam os outros, tampouco desejo fazê-lo, eu, aos outros.” [“Lun-Yu, ou Conversas Filosóficas”, de Confúcio, obra também conhecida como “Os Analectos”, capítulo 5, versículo 11: ver Los Grandes Libros, Confúcio, Ed. Siglo Veinte, Buenos Aires, 1943, p. 94.]
[4] Eu Superior: “Higher Self” no original em inglês; a Alma Imortal, o Ser Superior, o verdadeiro Ser.
[5] “O Rio Grande do Sul e a Ecologia, crônicas escolhidas de um naturalista contemporâneo”, Henrique Luiz Roessler, edição da AGAPAN, Porto Alegre, 1984, 219 pp., ver p. 93.
NOTA BIBLIOGRÁFICA:

As fontes das respostas acima são as seguintes, respectivamente: 1) “A Chave Para a Teosofia”, Helena P. Blavatsky, Ed. Teosófica, Brasília, 1991, 261 pp., ver p. 15; 2) “A Chave Para a Teosofia”, obra citada, mesma página; 3) “Collected Writings”, Helena P. Blavatsky, Theosophical Publishing House, Índia, 1990, volume VIII, p. 129; 4) “Collected Writings”, H. P. Blavatsky, Theosophical Publishing House, Índia, 1990, volume VIII, p. 108; 5) “Collected Writings”, obra citada, volume IX, reimpressão de 1986, página 400-H; 6) “A Doutrina Secreta”, H. P. Blavatsky, edição em seis volumes, Ed. Pensamento, SP, 1981, volume IV, p. 295; 7) Revista “The Theosophist”, Bombay, Índia, edição de novembro de 1879, p. 42. Uma edição facsimilar da coleção do primeiro ano dessa revista é distribuída pela Theosophy Company, de Los Angeles, EUA. É desta edição a tradução do texto acima, realizada por Joaquim Soares.

Fonte: http://www.vislumbresdaoutramargem.com/ (reprodução para estudos)

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