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domingo, 6 de maio de 2018

Orações a Santo Antônio: proteção para dirigir e pedir graças




Oração a Santo Antonio: antes da viagem de carro

O meu Santo, Santo Antonio
Tu és forte e valente, que me guardes
E quem for comigo,
Por trás e pela frente.

Fazer o sinal da cruz +

Oração a Santo Antonio: para pedir uma graça I

“Glorioso Santo Antonio que tivestes a sublime dita de abraçar e afagar o Menino Jesus, alcançai-me a graça que vos peço e vos imploro o fundo do meu coração (pede-se a graça). Vós que tendes sido tão bondoso para com os pecadores, não olheis para os poucos méritos de quem vos implora, mas antes fazei valer o vosso grande prestígio junto a Deus para atender o meu insistente pedido.

Amém. Santo Antonio, rogai por nós.”

Rezar 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria, 1 Glória ao Pai

Oração a Santo Antonio: para pedir uma graça II

“Eu te saúdo, pai e protetor Santo Antônio! Intercede por mim junto a Nosso Senhor Jesus Cristo a fim de que ele me conceda a graça que desejo (mencionar a graça).

Eu te peço, amado Santo Antônio, pela firme confiança que tenho em Deus a quem serviste fielmente. Eu te peço pelo amor do menino Jesus que carregastes em teu braço.

Eu te peço por todos os favores que Deus te concedeu neste mundo, pelos inúmeros prodígios que Ele operou e continua operando diariamente por tua intercessão.”

Oração a Santo Antonio: para pedir uma graça III

Bem aventurado Santo Antonio de Lisboa, eu, confiante na Vossa bondade, nos Vossos méritos perante a Justiça e a Misericórdia divinas, contrito dos meus pecados ajoelho-me diante da Vossa santa imagem, suplicando-Vos uma graça, de acordo com os meus merecimentos.

Santo António de Lisboa, sois o patrono dos aflitos, dos pobres e dos que esperam em Vossa santidade.

Defendestes o Vosso pai de uma acusação injusta, falastes aos peixes, aos animais, que entendiam a Vossa palavra, inflamada no amor a Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo.

Pelo Vosso amor a Deus, pela Vossa fé inquebrantável em Nosso Senhor Jesus Cristo, pela Vossa pureza eu Vos peço que atendais ao meu pedido (fazer aqui o pedido).

Oração a Santo Antonio: para pedir uma graça IV

Lembrai-vos, glorioso Santo Antonio, amigo do Menino Jesus, filho querido de Maria Imaculada, de que nunca se ouviu dizer de alguém que tenha recorrido à vós, que tenha sido por vós abandonado.

Animado de igual confiança, venho à vós fiel consolador e amparador dos aflitos. Gemendo sob o peso dos meus pecados, me prosto a vossos pés. Não rejeitais, pois, a minha súplica: (fazer o pedido). Sendo tão poderoso junto ao Coração de Jesus, escutai-a favoravelmente e dignai-vos a atendê-la. 

Amém


segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Sinal da Cruz, com fórmula para proteção contra todos os perigos


O Sinal da Cruz é um movimento ritual executado com as mãos por seguidores da maioria dos ramos do Cristianismo. O gesto mágico é realizado desenhando-se no ar uma cruz, sobre si mesmo, ou sobre outras pessoas e objetos que se deseje abençoar. Existem duas maneiras de fazer o Sinal da Cruz, uma seguida pelas Igrejas do Oriente e outra pelas Igrejas do Ocidente. 

O sinal pode ou não ser acompanhado por uma fórmula verbal:

CRUZ DIVINA, CAIA SOBRE MIM, 
QUEM NELA MORREU FALE POR MIM, 
QUE MEUS INIMIGOS FUJAM DE MIM 
- COM A MÃO A MÃO NA TESTA DIZER:
CHAGAS ABERTAS
- COM A MÃO NO PEITO DIZER:
CORAÇÃO FERIDO
- COM A MÃO NO OMBRO ESQUERDO DIZER:
O SANGUE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO
- COM A MÃO NO OMBRO DIREITO DIZER:
LIVRAI-ME DE TODOS OS PERIGOS

Pelo sinal da Santa Cruz, livrai-nos, Deus nosso Senhor, dos nossos inimigos:

 Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Amém


O sinal da cruz se faz da seguinte maneira: estendendo unidos os três dedos da mão direita (polegar, indicador e médio – simbolizando a Santíssima Trindade) e apoiando os outros dois sobre a palma da mão (anular e mínimo – simbolizando as duas naturezas – humana e divina de Cristo em uma só pessoa), levamos a mão assim formada, da fronte (1) para o peito (2) e depois, do ombro esquerdo (3) para o direito (4), dizendo: 


Em nome do Pai do Filho e do Espírito Santo. Que Assim Seja! (Amém).

 O Sinal da Cruz na Magia 


A Cruz Cabalística


Estudos feitos por célebres Ocultistas, como os de Helena Blavatsky, revelam que o Sinal da Cruz tem sido usado em todo o mundo já antes de Cristo. 

Na verdade, ele tem origem cabalística e possui um significado amplo, filosófico, desatado de crenças ou religiões. 

Em “Ísis Sem Véu” – uma das duas obras monumentais da filosofia esotérica – H.P.Blavatsky mostra em detalhes o processo pelo qual o cristianismo de Roma apropriou-se dos antigos conhecimentos das tradições “pagãs” de sabedoria e, em seguida, passou a perseguir estas mesmas tradições (inclusive a tradição judaica), destruindo suas obras escritas e matando os seus mestres e alunos.

Item por item, madame Blavatsky vai demonstrando que a teologia romana cristã tem várias raízes no “paganismo”. Na mesma obra, madame Blavatsky cita palavras de Eliphas Levi, em sua obra “Dogma e Ritual da Alta Magia”:

“O sinal da cruz adotado pelos cristãos não pertence exclusivamente a eles. Ele é cabalístico e representa as oposições e o equilíbrio quaternário dos elementos. Constatamos, na estrofe oculta do Pater, à qual aludimos em volume anterior desta obra, que havia originalmente duas maneiras de fazê-lo, ou, pelo menos, duas fórmulas muito diferentes para expressar o seu significado; uma reservada aos sacerdotes e aos iniciados; e outra, comunicada aos neófitos e aos profanos. Assim, por exemplo, o iniciado, levando a mão à fronte, dizia: ‘A ti’; então ele acrescentava; ‘pertencem’; e continuava, enquanto levava a mão ao peito – ‘o reino’; depois, ao ombro esquerdo; ‘a justiça’ ; e ao ombro direito; ‘e a compaixão’. Então ele juntava as mãos e acrescentava: ‘Através dos ciclos da geração: Tibi sunt Malkhuth, et Gerburah et Hesed, per Aeonas’ – um sinal da Cruz total e magnificamente cabalístico, que as profanações do gnosticismo fizeram a Igreja praticante e oficial perder por completo.”

Até aqui, Eliphas Levi, citado por H.P.B. Vejamos agora, ponto por ponto, algo sobre o significado deste gesto simbólico e das palavras cabalísticas associadas a ele: “A ti pertencem o reino, a justiça e a compaixão. Através dos ciclos de geração.”

1) “A ti pertencem” – As palavras “a ti” se referem a Atma, o sétimo princípio da anatomia oculta do ser humano. Este é o princípio supremo imortal, o eu superior que vive em unidade com a lei do universo, simbolicamente situado na testa. 

2) “o reino,” – Ou seja, o reino dos céus, situado no peito ou no coração. Esta é a consciência do mundo divino, a luz espiritual, Buddhi, o sexto princípio da compreensão universal das coisas, o amor universal. 

3) “a justiça e a compaixão.” – Estes são os dois pratos da balança. O reino dos céus (consciência divina) é feito de justiça e compaixão, e para afirmar-se necessita do equilíbrio entre estes dois fatores. Qualquer uma destas duas virtudes só pode existir com base na outra. Sem justiça, a compaixão é falsa. Sem compaixão, a justiça é falsa. Sem justiça e compaixão, não há consciência divina (reino dos céus). O amor universal é feito de justiça e compaixão. É graças às duas virtudes (inseparáveis do discernimento) que o estudante tem acesso ao princípio Supremo e superior (Atma), simbolicamente situado na testa.

4) Através dos ciclos da geração. – As palavras “os ciclos da geração” se referem ao caráter cíclico do tempo eterno e mais especificamente à reencarnações de cada individualidade humana. Aqui a sabedoria da Cabala aponta para a “doutrina dos ciclos”, uma parte essencial da teosofia. 

Os dois ombros humanos simbolizam a responsabilidade do indivíduo diante da vida. É a combinação de justiça (ombro esquerdo) e compaixão (ombro direito) que permite ter força e estabilidade ao longo de uma encarnação.

O sinal da cruz cabalístico aciona quatro fatores, e tem relação direta com os quatro elementos (fogo, água, terra e ar). Ele também se refere à Tetraktis ou Tétrade sagrada dos pitagóricos; aos quatro pontos cardeais; e ao Tetragrammaton, o nome de quatro letras da divindade na tradição mística judaico-cristã (IHVH). 

A dimensão geométrica e o significado interior do sinal da cruz têm fortes correlações com a filosofia maçônica e a sabedoria salomônica. O templo de Salomão, esotericamente, simboliza o corpo humano. 

Para a filosofia antiga e teosófica, como para o cristianismo autêntico, o corpo humano é o grande templo, e os templos físicos são apenas símbolos externos dele. O corpo é a casa do Espírito: “o Espírito está dentro de nós”. Em I Coríntios 3:16, o Novo Testamento afirma: “Não sabeis que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” E em II Coríntios 16, lemos: “Porque vós sois o templo vivo de Deus”. 

Segundo a tradição, o templo de Salomão está voltado para o Leste e possui duas colunas, chamadas de “Boaz” e “Jachim”. Idealmente, ao fazer o sinal da cruz, o estudante de sabedoria divina não só se reconhece como um templo vivo, mas também está voltado fisicamente para o Leste, o Nascente. Seus ombros e braços correspondem às colunas. O termo “Boaz”, que corresponde ao ombro esquerdo ou coluna Norte, significa “na força” ou “em fortaleza”. O termo “Jachin”, que corresponde ao ombro direito ou coluna Sul, combina uma abreviatura de “Jeová” (Divindade) com um termo que significa “Estabelecer”. 

Assim, quando fazemos a correlação do sinal da cruz cabalístico-cristão com a tradição salomônica e maçônica, vemos o seguinte: 

“O reino dos céus (Jeová, a Sabedoria Divina) tem força, isto é, se estabelece como uma fortaleza, quando tem por base a Justiça.” 

Quando reconhecemos o corpo humano como um templo, isto é, um invólucro externo de uma presença divina interior, podemos perceber a relação prática entre o sinal da cruz cabalístico e outro campo de conhecimento, a Filosofia da Ioga. 

Vejamos, passo a passo, como se dá esta correlação. Inicialmente, enquanto o devoto pronuncia ou pensa as palavras “A ti pertencem”, o sinal da cruz ativa a testa, um ponto intermediário entre os dois chácras superiores, respectivamente localizados no alto da cabeça (chacra Sahasrara) e entre os dois olhos (chacra Ajna). 

A seguir, enquanto o devoto pronuncia as palavras “o reino”, o sinal da cruz toca uma parte do corpo que se refere ao chacra Anahata, localizado no coração. Em seguida, o estudante toca os dois ombros, pronunciando, respectivamente, as palavras “a justiça” (ombro esquerdo) e “a compaixão” (ombro direito). 

Os dois ombros simbolizam as duas correntes energéticas ou “colunas” (Nadis) que ligam os chacras, segundo a ioga. Uma das correntes é positiva e ativa: a Justiça. A outra é compreensiva e contemplativa: a Compaixão. 

Finalmente, ao unir as duas mãos enquanto pronuncia as palavras “Através dos ciclos de geração”, o devoto fecha o círculo harmonizando simbolicamente os dois hemisférios cerebrais, os dois nadis e as correntes yang e yin em sua natureza interior. 

Esta visão esotérica do sinal da cruz vai além de mostrar a relação viva que há entre o corpo e alma, ou e templo e o espírito. A prática original do sinal da cruz é, também, um modo ativo e consciente de expressar o compromisso do indivíduo atento com a consciência universal. 

Através do verdadeiro sinal de cruz, que nada tem a ver com superstições, o indivíduo se estabelece simbolicamente na consciência divina. Ele assume por mérito próprio “o poder que o faz parecer nada aos olhos dos outros”. Ele assume o poder de estar em união fraterna com a Lei Universal e com todos os seres.
__________
NOTAS:

 “Ísis Sem Véu”, Ed. Pensamento, SP, quatro volumes,  volume III, p. 84.  Veja também a edição brasileira de  “Dogma e Ritual da Alta Magia”, de Eliphas Levi, Ed. Pensamento,  SP, 466 pp.,  mais especificamente a página 269. Ao citar este trecho, levei em conta a edição original em inglês de “Ísis Sem Véu”, de H.P.B:  “Isis Unveiled”,  Theosophy Co., Los Angeles, volume II, p. 87.

Fonte: http://www.filosofiaesoterica.com/ler.php?id=567 - A Teosofia do Sinal da Cruz - O Significado Universal de um Velho Símbolo Cristão - por Carlos Cardoso Aveline




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