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quarta-feira, 13 de julho de 2022

PRECE HINDU

"É maravilhoso, Senhor:

Meus braços perfeitos,

Quando há tantos mutilados; 

Meus olhos perfeitos,

Quando tantos não têm luz;

Minha voz canta,

Quando outras emudecem,

Minhas mãos trabalham,

Quando tantas mendigam.


É maravilhoso, Senhor:

Voltar para casa,

Quando tantos não tem para onde voltar.

É bom: sorrir, amar, sonhar, viver,

Quando tantos choram, odeiam, revolvem pesadelos e morrem sem viver. 

 

É maravilhoso, Senhor:

Ter um Deus para crer,

Quando tantos não possuem o lenitivo da crença na verdade.


É maravilhoso , Senhor:

Ter tão pouco a pedir

E tanto para agradecer."


Capela de São Benedito, construída no século XVIII, na praia de Carneiros (PE)

 

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Salmo LXVI: "Vede as obras de Deus"

Salmo 66    1. Louvai a Deus com brados de júbilo, todas as terras.  2. Cantai a glória do seu nome, dai glória em seu louvor.  3. Dizei a Deus: Quão tremendas são as tuas obras! Pela grandeza do teu poder te lisonjeiam os teus inimigos.  4. Toda a terra te adorará e te cantará louvores; eles cantarão o teu nome.  5. Vinde, e vede as obras de Deus; ele é tremendo nos seus feitos para com os filhos dos homens.  6. Converteu o mar em terra seca; passaram o rio a pé; ali nos alegramos nele.  7. Ele governa eternamente pelo seu poder; os seus olhos estão sobre as nações; não se exaltem os rebeldes.  8. Bendizei, povos, ao nosso Deus, e fazei ouvir a voz do seu louvor;  9. ao que nos conserva em vida, e não consente que resvalem os nossos pés.  10. Pois tu, ó Deus, nos tens provado; tens nos refinado como se refina a prata.  11. Fizeste-nos entrar no laço; pesada carga puseste sobre os nossos lombos.  12. Fizeste com que os homens cavalgassem sobre as nossas cabeças; passamos pelo fogo e pela água, mas nos trouxeste a um lugar de abundância.  13. Entregarei em tua casa com holocaustos; pagar-te-ei os meus votos,  14. votos que os meus lábios pronunciaram e a minha boca prometeu, quando eu estava na angústia.  15. Oferecer-te-ei holocausto de animais nédios, com incenso de carneiros; prepararei novilhos com cabritos.  16. Vinde, e ouvi, todos os que temeis a Deus, e eu contarei o que ele tem feito por mim.  17. A ele clamei com a minha boca, e ele foi exaltado pela minha língua.  18. Se eu tivesse guardado iniqüidade no meu coração, o Senhor não me teria ouvido;  19. mas, na verdade, Deus me ouviu; tem atendido à voz da minha oração.  20. Bendito seja Deus, que não rejeitou a minha oração, nem retirou de mim a sua benignidade.
O Salmo 66 é um salmo de gratidão a Deus por Seu livramento. 

O salmista passou por dificuldades mas Deus o livrou. O Salmo 66 nos mostra a importância de confiar em Deus e ser grato pelas bênçãos.

O Salmo 66, nos remete à libertação dos israelitas do exército de Senaqueribe; que segundo se conta, após uma dura batalha cerca de 185 mil soldados assírios amanheceram mortos, o que forçou a retirada inimiga.

Leia o Salmo 66 para rogar por justiça e pelo recomeço de uma vida normal após longos períodos de batalha! Comumente usado para abençoar alimentos e por ação de graças, este salmo também é orado por pessoas que buscam alcançar o merecido reconhecimento. 

Há ainda quem empregue esse salmo para ter um sono mais regular e reparador, aliviar a tenção e trazer ânimo; bem como para promover a justiça social, ao pedir por uma vida mais justa e pacífica para si e para todos os que o rodeiam.


Salmo 66



1. Louvai a Deus com brados de júbilo, todas as terras.

2. Cantai a glória do seu nome, dai glória em seu louvor.

3. Dizei a Deus: Quão tremendas são as tuas obras! Pela grandeza do teu poder te lisonjeiam os teus inimigos.

4. Toda a terra te adorará e te cantará louvores; eles cantarão o teu nome.

5. Vinde, e vede as obras de Deus; ele é tremendo nos seus feitos para com os filhos dos homens.

6. Converteu o mar em terra seca; passaram o rio a pé; ali nos alegramos nele.

7. Ele governa eternamente pelo seu poder; os seus olhos estão sobre as nações; não se exaltem os rebeldes.

8. Bendizei, povos, ao nosso Deus, e fazei ouvir a voz do seu louvor;

9. ao que nos conserva em vida, e não consente que resvalem os nossos pés.

10. Pois tu, ó Deus, nos tens provado; tens nos refinado como se refina a prata.

11. Fizeste-nos entrar no laço; pesada carga puseste sobre os nossos lombos.

12. Fizeste com que os homens cavalgassem sobre as nossas cabeças; passamos pelo fogo e pela água, mas nos trouxeste a um lugar de abundância.

13. Entregarei em tua casa com holocaustos; pagar-te-ei os meus votos,

14. votos que os meus lábios pronunciaram e a minha boca prometeu, quando eu estava na angústia.

15. Oferecer-te-ei holocausto de animais nédios, com incenso de carneiros; prepararei novilhos com cabritos.

16. Vinde, e ouvi, todos os que temeis a Deus, e eu contarei o que ele tem feito por mim.

17. A ele clamei com a minha boca, e ele foi exaltado pela minha língua.

18. Se eu tivesse guardado iniqüidade no meu coração, o Senhor não me teria ouvido;

19. mas, na verdade, Deus me ouviu; tem atendido à voz da minha oração.

20. Bendito seja Deus, que não rejeitou a minha oração, nem retirou de mim a sua benignidade.





quarta-feira, 4 de julho de 2018

Oração de Ação de Graças




Damos-te as graças todos nós.

A alma e o coração estão estendidos para ti, ó Nome imperturbável, honrado com a denominação de Pai; já que cada um e o Todo partilham a benevolência paterna, o afeto, o amor e quanto o ensinamento seja suave e simples, gratuitamente dando-nos o intelecto, a palavra e o conhecimento. 

O intelecto para que possamos entender-te, a palavra para que possamos interpretar-te e o conhecimento para que possamos conhecer-te.

Regozijamo-nos ao termos sido iluminados pelo teu conhecimento.

Regozijamo-nos, porque te mostraste a ti mesmo.

Regozijamo-nos porque, estando no corpo, divinizaste-nos com o teu conhecimento. 

A ação de graças do homem que chega até ti é a única coisa que faz com que te conheçamos. Conhecemos-te, ó Luz inteligível, ó vida da vida, conhecemos-te. Ó Matriz de toda a geração, conhecemos-te, ó Matriz que concebe na natureza do Pai, conhecemos-te, ó permanência eterna do Pai que gera, deste modo rendemos adoração ao Bem.

Pedimos-te um só desejo: Queremos ser guardados no conhecimento. Mas uma só proteção desejamos, não decair deste tipo de vida.
____
Fonte: Oração Gnóstica encontrada em Nag Hammadi e no Papiro Mimaud - n.2391 - Biblioteca Nacional de Paris


sábado, 4 de setembro de 2010

Salmo XVIII: “A função da autoridade”


Leia esse salmo para agradecer uma bênção alcançada, como a cura de uma doença, a obtenção de conhecimentos (iluminação) e o desenvolvimento de dons naturais. 

O Salmo 18 também deve ser recitado quando buscamos vitórias judiciais, força, otimismo e viagem segura.

I. Eu te amo, ó Senhor, força minha.

II. O Senhor é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador; o meu Deus, o meu rochedo, em quem me refúgio; o meu escudo, a força da minha salvação, e o meu alto refúgio.

III. Invoco o Senhor, que é digno de louvor, e sou salvo dos meus inimigos.

IV. Cordas de morte me cercaram, e torrentes de perdição me amedrontaram.

V. Cordas de Seol me cingiram, laços de morte me surpreenderam.

VI. Na minha angústia invoquei o Senhor, sim, clamei ao meu Deus; do seu templo ouviu ele a minha voz; o clamor que eu lhe fiz chegou aos seus ouvidos.

VII. Então a terra se abalou e tremeu, e os fundamentos dos montes também se moveram e se abalaram, porquanto ele se indignou.

VIII. Das suas narinas subiu fumaça, e da sua boca saiu fogo devorador; dele saíram brasas ardentes.

IX. Ele abaixou os céus e desceu; trevas espessas havia debaixo de seus pés.

X. Montou num querubim, e voou; sim, voou sobre as asas do vento.

XI. Fez das trevas o seu retiro secreto; o pavilhão que o cercava era a escuridão das águas e as espessas nuvens do céu.

XII. Do resplendor da sua presença saíram, pelas suas espessas nuvens, saraiva e brasas de fogo.

XIII. O Senhor trovejou a sua voz; e havia saraiva e brasas de fogo.

XIV. Despediu as suas setas, e os espalhou; multiplicou raios, e os perturbou.

XV. Então foram vistos os leitos das águas, e foram descobertos os fundamentos do mundo, à tua repreensão, Senhor, ao sopro do vento das tuas narinas.

XVI. Do alto estendeu o braço e me tomou; tirou-me das muitas águas.

XVII. Livrou-me do meu inimigo forte e daqueles que me odiavam; pois eram mais poderosos do que eu.

XVIII. Surpreenderam-me eles no dia da minha calamidade, mas o Senhor foi o meu amparo.

XIX. Trouxe-me para um lugar espaçoso; livrou-me, porque tinha prazer em mim.

XX. Recompensou-me o Senhor conforme a minha justiça, retribuiu-me conforme a pureza das minhas mãos.

XXI. Pois tenho guardado os caminhos do Senhor, e não me apartei impiamente do meu Deus.

XXII. Porque todas as suas ordenanças estão diante de mim, e nunca afastei de mim os seus estatutos.

XXIII. Também fui irrepreensível diante dele, e me guardei da iniquidade.

XXIV. Pelo que o Senhor me recompensou conforme a minha justiça, conforme a pureza de minhas mãos perante os seus olhos.

XXV. Para com o benigno te mostras benigno, e para com o homem perfeito te mostras perfeito.

XXVI. Para com o puro te mostras puro, e para com o perverso te mostras contrário.

XXVII. Porque tu livras o povo aflito, mas os olhos altivos tu os abates.

XXVIII. Sim, tu acendes a minha candeia; o Senhor meu Deus alumia as minhas trevas.

XXIX. Com o teu auxílio dou numa tropa; com o meu Deus salto uma muralha.

XXX. Quanto a Deus, o seu caminho é perfeito; a promessa do Senhor é provada; ele é um escudo para todos os que nele confiam.

XXXI. Pois, quem é Deus senão o Senhor? e quem é rochedo senão o nosso Deus?

XXXII. Ele é o Deus que me cinge de força e torna perfeito o meu caminho;

XXXIII. Faz os meus pés como os das corças, e me coloca em segurança nos meus lugares altos.

XXXIV. Adestra as minhas mãos para a peleja, de sorte que os meus braços vergam um arco de bronze.

XXXV. Também me deste o escudo da tua salvação; a tua mão direita me sustém, e a tua clemência me engrandece.

XXXVI. Alargas o caminho diante de mim, e os meus pés não resvalam.

XXXVII. Persigo os meus inimigos, e os alcanço; não volto senão depois de os ter consumido.

XXXVIII. Atravesso-os, de modo que nunca mais se podem levantar; caem debaixo dos meus pés.

XXXIX. Pois me cinges de força para a peleja; prostras debaixo de mim aqueles que contra mim se levantam.

XL. Fazes também que os meus inimigos me dêem as costas; aos que me odeiam eu os destruo.

XLI. Clamam, porém não há libertador; clamam ao Senhor, mas ele não lhes responde.

XLII. Então os esmiuço como o pó diante do vento; lanço-os fora como a lama das ruas.

XLIII. Livras-me das contendas do povo, e me fazes cabeça das nações; um povo que eu não conhecia se me sujeita.

XLIV. Ao ouvirem de mim, logo me obedecem; com lisonja os estrangeiros se me submetem.

XLV. Os estrangeiros desfalecem e, tremendo, saem dos seus esconderijos.

XLVI. Vive o Senhor; bendita seja a minha rocha, e exaltado seja o Deus da minha salvação,

XLVII. O Deus que me dá vingança, e sujeita os povos debaixo de mim,

XLVIII. que me livra de meus inimigos; sim, tu me exaltas sobre os que se levantam contra mim; tu me livras do homem violento.

XLIX. Pelo que, ó Senhor, te louvarei entre as nações, e entoarei louvores ao teu nome.

L. Ele dá grande livramento ao seu rei, e usa de benignidade para com o seu ungido, para com Davi e sua posteridade, para sempre.

Fonte: Bíblia Sagrada - Livro: Salmos - Salmo 18 / Imagem: Salmo 18:1-2


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