Nosso conteúdo é vasto! Faça sua busca personalizada e encontre o que está procurando...

Translate

Mostrando postagens com marcador três reis magos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador três reis magos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Dia de Reis Magos (Epifania) Reflexão e Oração

Os três Reis Magos: Melchior, Baltasar e Gaspar, guiados pela Estrela de Belém (ou Estrejla de Jacob), visitam o recém nascido Menino Jesus, Santa Maria e São José, presenteando-o com ouro, incenso e mirra.
Os Santos Reis: Melchior, Baltasar e Gaspar, adorando ao Menino Jesus

Epifania é um sentimento que expressa uma súbita sensação de entendimento ou compreensão da essência de algo. Também pode ser um termo usado para a realização de um sonho com difícil realização. É assim que se chama o episódio dos Reis Magos, como ocasião da primeira manifestação de Cristo aos gentios.

Na tradição da religião cristã, os Três Reis Magos são personagens que visitaram Jesus logo após o seu nascimento, trazendo-lhe presentes. Mencionados no Evangelho segundo Mateus, vieram "do leste" para adorar o Cristo, "nascido Rei dos Judeus", trazendo três presentes: ouro, incenso e mirra. 

Eram eles: Melchior, Baltasar e Gaspar. Provavelmente eram reis, sacerdotes ou conselheiros da religião zoroástrica da Pérsia. Também eram astrólogos-astrônomos, pois, segundo consta, viram uma estrela e foram, por isso, até a região onde nascera Jesus, dito o Cristo, Nosso Senhor. A estrela, conta o evangelho, os precedia, e só após guiá-los ao cruel Herodes é que parou por sobre onde estava o menino Jesus (veja na leitura bíblica: Mt. 2,1-12).

Incenso, ouro e mirra


Segundo o Papa Francisco, “somos convidados a imitar os Magos”... “De fato, os Magos vão ter com o Senhor, não para receber, mas para dar. Perguntemo-nos: no Natal, trouxemos algum presente a Jesus, pela sua festa, ou trocamos presentes apenas entre nós?”

“Com efeito, o Evangelho contém por assim dizer uma pequena lista de prendas: ouro, incenso e mirra. O ouro, considerado o elemento mais precioso, lembra-nos que, a Deus, deve ser dado o primeiro lugar. Deve ser adorado. Mas, para isso, é preciso privar-se a si mesmo do primeiro lugar e considerar-se necessitado, não autossuficiente...”

“E aqui entra o incenso, que simboliza o relacionamento com o Senhor, a oração, que se eleva para Deus como perfume. Ora, como o incenso para exalar o seu perfume se deve queimar, assim também para a oração é preciso ‘queimar’ um pouco de tempo, gastá-lo para o Senhor. Mas fazê-lo de verdade, e não só em palavras...”

“A propósito de fatos, entra a mirra, unguento que seria utilizado ao envolver amorosamente o corpo de Jesus descido da cruz. Agrada ao Senhor que cuidemos dos corpos provados pelo sofrimento, da sua carne mais frágil, de quem ficou para trás, de quem só pode receber não tendo nada de material para retribuir. É preciosa aos olhos de Deus a misericórdia com quem não tem para restituir, a gratuidade...”

“Neste tempo de Natal que está a terminar, não percamos a ocasião para dar um lindo presente ao nosso Rei, que veio para todos, não nos cenários faustosos do mundo, mas na pobreza luminosa de Belém. Se o fizermos, resplandecerá sobre nós a sua luz.”

Leitura do Evangelho
Bíblia Sagrada (Mateus 2,1-12)

1 Tendo nascido Jesus na cidade de Belém, na Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que alguns magos do Oriente chegaram a Jerusalém, 2 perguntando: “Onde está o rei dos judeus, que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-lo”.
3 Ao saber disso, o rei Herodes ficou perturbado, assim como toda a cidade de Jerusalém.
4 Reunindo todos os sumos sacerdotes e os mestres da Lei, perguntava-lhes onde o Messias deveria nascer. 5Eles responderam: “Em Belém, na Judeia, pois assim foi escrito pelo profeta: 6 E tu, Belém, terra de Judá, de modo algum és a menor entre as principais cidades de Judá, porque de ti sairá um chefe que vai ser o pastor de Israel, o meu povo”.
7 Então Herodes chamou em segredo os magos e procurou saber deles cuidadosamente quando a estrela tinha aparecido.
8 Depois os enviou a Belém, dizendo: “Ide e procurai obter informações exatas sobre o menino. E, quando o encontrardes, avisai-me, para que também eu vá adorá-lo”.
9 Depois que ouviram o rei, eles partiram. E a estrela, que tinham visto no Oriente, ia adiante deles, até parar sobre o lugar onde estava o menino.
10 Ao verem de novo a estrela, os magos sentiram uma alegria muito grande.
11 Quando entraram na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Ajoelharam-se diante dele, e o adoraram. Depois abriram seus cofres e lhe ofereceram presentes: ouro, incenso e mirra.
12 Avisados em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram para a sua terra, seguindo outro caminho.

Oração para celebrar a Epifania do Senhor


"Senhor Jesus, que a exemplo dos Magos do Oriente,
vamos também nós frequentemente
adorar-te em tua Casa que é o Templo
e não vamos jamais com as mãos vazias.

Que te levemos o ouro de nossas ofertas,
o incenso de nossa oração fervorosa,
e a missa dos sacrifícios que fazemos para permanecer fiéis a Ti,
e que te encontremos sempre junto a tua Mãe Santíssima, Maria,
a quem queremos honrar e venerar sempre
como Tua Mãe e nossa.

Amém!"

Reflexão de São João Paulo II

“Nesta festa da Epifania do Senhor, o Evangelho de Mateus fala de uma misteriosa ‘estrela’, que orientou os Magos até Jerusalém e depois até Belém, onde adoraram o Menino Jesus (cf. 2, 2.7.9.10)”.

“A estrela, que conduz os Magos até Cristo, recorda a rica simbologia da luz, muito presente no Natal. Deus é luz e o Verbo feito homem é ‘luz do mundo’ (Jo 8, 12), luz que orienta o caminho dos povos:  Lumen gentium”.
____
Fonte: Redigido com informações da tradição Católica, Da Santa Sé e Agência Católica de Informações (ACI)



domingo, 6 de janeiro de 2019

Oração aos Reis Magos (para alcançar graças)


"Ó amabilíssimos Santos Reis, Baltasar, Melquior e Gaspar! Fostes vós avisados pelos Anjos do Senhor sobre a vinda ao mundo de Jesus, o Salvador, e guiados até o presépio de Belém de Judá, pela Divina Estrela do Céu. 

Ó amáveis Santos Reis, fostes vós os primeiros a terem a ventura de adorar, amar e beijar a Jesus Menino, e oferecer-lhe a vossa devoção e fé, incenso, ouro e mirra. Queremos, em nossa fraqueza, imitar-vos, seguindo a Estrela da Verdade. E descobrindo a Menino Jesus, para adorá-lo.

Não podemos oferecer-lhe ouro, incenso e mirra, como fizestes. Mas queremos oferecer-lhe o nosso coração contrito, cheio da fé cristã, de amor a Deus e ao próximo. Queremos oferecer-lhe a nossa vida, buscando vivermos unidos à sua Igreja, que está dentro de nós.

Esperamos alcançar de vós a intercessão para receber de Deus a graça que tanto necessitamos. (Em silêncio fazer o pedido). Esperamos, igualmente, alcançarmos a graça de sermos verdadeiros cristãos.

Ó bondosos Santos Reis, ajudai-nos, amparai-nos, protegei-nos e iluminai-nos! Derramai vossas bênçãos sobre nossas humildes famílias, colocando-nos debaixo de vossa proteção, da Virgem Maria, a Senhora da Glória, e São José.

Nosso Senhor Jesus Cristo, o Menino do Presépio, seja sempre adorado e seguido por todos. 

Amém!"

Oração atualizada para nova versão em 06/01/2021; ano em que todas as congregações religiosas se unem à Igreja interior que há dentro de cada um de nós, para receber o Espírito de Deus, o Cristo, cósmico, que habita o interior de cada ser vivente, pois somos de muitos Um. Um só coração, um só pensamento, um só grito caridoso de reconhecimento e de amor...


segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Santos católicos do mês de Janeiro

Imagens de alguns Santos e Santas do Mês de Janeiro

1. Bem-aventurada Virgem Maria


Antigamente, nesta data se celebrava a Circuncisão do Menino Jesus. Atualmente, nela se celebra a Santíssima Virgem, que o Concílio de Éfeso (431) proclamou "Theotókos" (Mãe de Deus). Esta comemoração ocorre dentro das festividades de Natal, na oitava de Natal (8 dias depois da Natividade, 1º dia do ano novo), para relembrarmos o nascimento de Jesus, o Filho de Deus.

De acordo com a tradição católica, é a primeira Festa Mariana da Igreja Ocidental e começou a ser celebrada em Roma no século VI, possivelmente junto com a dedicação do templo, no dia 1º de janeiro, a “Santa Maria Antiga” no Foro Romano, uma das primeiras igrejas marianas de Roma. Desta forma, esta Festa Mariana encontra seu marco litúrgico no Natal e ao mesmo tempo em que todos os católicos começam o ano novo pedindo a proteção da Santíssima Virgem Maria.

2. S. Basílio Magno e S. Gregório (+ 379 e + 390)

Os dois Santos celebrados conjuntamente pela Igreja foram amigos e seguiram carreiras paralelas. Ambos provinham de famílias de santos, ambos foram monges, bispos e lutaram contra o arianismo, a grande heresia da época. São Basílio era neto de Santa Macrina, filho de Santa Emélia e irmão de São Gregório de Nissa, de São Pedro de Sebaste e de outra Santa Macrina. Foi bispo de Cesaréia e escreveu a célebre Regra dos Monges do Oriente. São Gregório Nazianzeno era filho de São Gregório, o Velho e de Santa Nona, e irmão de Santa Gorgônia. Como Patriarca de Constantinopla, presidiu ao primeiro Concílio de Constantinopla, que definiu solenemente a Divindade do Espírito Santo. Foi perseguido pelos hereges arianos, que o forçaram a deixar sua cátedra, retornando então à vida de monge.

3. Santa Genoveva, Virgem (+ Paris, 512)

Consagrou sua virgindade a Deus desde jovem, e levou vida de penitência e oração até os 89 anos de idade, quando faleceu. É protetora da cidade de Paris, que salvou da invasão dos bárbaros hunos, chefiados por Átila.

4. Santa Ângela de Foligno (+ Itália, 1309)

De família abastada, foi casada e teve vários filhos. Entregou-se às vaidades do mundo até que, ficando viúva e tendo perdido sucessivamente os filhos, converteu-se, ingressou na Ordem Terceira de São Francisco e passou a levar vida de penitência. É considerada uma das maiores místicas da História da Igreja.

5. São Simeão Estilita, Confessor (+ Síria, 459)

Praticou penitências espantosas, daquelas que a Igreja propõe mais à admiração do que à imitação dos fiéis. Desejoso de entregar-se ao isolamento e à oração, construiu uma coluna de 28 metros de altura, no topo da qual se refugiou. Daquele lugar insólito pregava, convertia pecadores e dava orientação a pessoas que de muito longe iam procurar seus conselhos, inclusive imperadores e reis.

6. Santos Reis Magos

Epifania, em grego, significa manifestação. Neste dia a Igreja celebra a festa da Epifania, ou seja, a visita dos Magos que foram adorar o Menino Jesus. Essa visita simboliza a manifestação de Nosso Senhor não somente aos judeus, mas a todas as nações da Terra. 

Veja: Dia de Santos Reis :: Melchior, Gaspar e Baltazar

7. S. Raimundo de Penhaforte, Confessor (+ Espanha, 1275)

De nobre família catalã, foi muito reputado pelos conhecimentos de Direito Canônico e se celebrizou pela santidade e pelos milagres que praticava. Fundou com São Pedro Nolasco a Ordem das Mercês, para a libertação dos cativos. Ingressou na Ordem dominicana, da qual foi o terceiro Geral. Grande amigo de São Tomás de Aquino, pediu a este que escrevesse a "Suma contra os Gentios" e colaborou com seus estudos. Morreu aos 100 anos de idade.

8. São Pedro Tomás, Mártir (+ Chipre, 1366)

Nascido na França, foi carmelita e se destacou como diplomata a serviço do Papado, sendo encarregado de difíceis negociações em vários países. Foi nomeado Legado Papal para todo o Oriente e, nessa condição, chefiou uma Cruzada que partiu de Chipre e atacou os muçulmanos em Alexandria. Durante o combate, conservou-se com a Cruz elevada, no meio dos que lutavam, e recebeu ferimentos em conseqüência dos quais faleceu alguns meses depois. Foi um dos mais ardorosos defensores da Imaculada Conceição de Maria Santíssima.

9. Santo André Corsini (+ Fiésole, 1373)

Também foi carmelita e contemporâneo do anterior. Provinha de uma família das mais ilustres de Florença. Teve inicialmente vida dissipada e censurável, mas converteu-se e ingressou na Ordem do Carmo, onde praticou penitências heróicas. Mais tarde foi eleito bispo de Fiésole, falecendo com fama de eminente santidade.

10. São Guilherme de Bourges (+ 1209)

Descendia da família dos Condes de Nevers. Amando a solidão, ingressou na Ordem de Cister. Designado bispo de Bourges, na França, destacou-se pela caridade para com os pobres e foi de todos os pontos de vista um modelo de pastor. Dispunha-se a ir combater os hereges albigenses quando faleceu. Tão notória era sua santidade que nove anos depois da morte já foi canonizado.


11. São Teodósio, o Cenobita (+ Palestina, 529)

Era natural da Capadócia. Retirou-se para um deserto perto de Belém, na Terra Santa, para ali viver recolhido. Numerosos discípulos, de diversas nacionalidades, foram atraídos e reunidos por ele, num mosteiro cenobítico. Edificou três hospitais e quatro igrejas. Faleceu aos 105 anos de idade.

12. São João de Ravena, Bispo (+ Itália, 494)

Era bispo de Ravena quando, por ocasião de uma invasão bárbara, afastou-se do continente com numerosos fugitivos. É considerado um dos fundadores da cidade de Veneza.

13. Santo Hilário de Poitiers (+ 367)

Lutou tenazmente contra os hereges arianos, que negavam a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Foi por isso chamado "o Atanásio do Ocidente". Como Santo Atanásio foi perseguido e exilado. Escreveu numerosos livros sobre a Santíssima Trindade.

14. São Félix de Nola (+ 256)

De origem síria, era sacerdote. Aprisionado por ocasião das perseguições de Décio e Valeriano, sofreu com inquebrantável firmeza diversos suplícios, até que foi libertado do cárcere por um Anjo. Mais tarde, recusou por humildade o Bispado de Nola. Embora não tenha sido morto por ódio à fé, é chamado de mártir pelo muito que sofreu por amor a Jesus Cristo.

15. São Mauro (+ Subiaco, 584)

São Mauro, mais conhecido na tradição luso-brasileira como Santo Amaro, tinha apenas 12 anos quando seu pai, um senador romano, o entregou a São Bento para ser educado no temor de Deus. Era considerado um perfeito discípulo de seu mestre e, sendo ainda muito jovem, recebeu dele encargos de grande responsabilidade. Certa ocasião caminhou sobre as águas para salvar o menino São Plácido, que estava se afogando.

16. São Marcelo I, Papa (+ Roma, 309)

Dedicou-se à reorganização da Igreja após a terrível perseguição de Diocleciano. Foi exilado pelo imperador Maxêncio e obrigado a trabalhar como escravo em sua própria igreja, a qual fora transformada em estábulo. Morreu em conseqüência dos maus tratos recebidos.

17. Santo Antão Abade (+ Egito, 356)

Também conhecido como Santo Antônio do Deserto. Aos 20 anos distribuiu aos pobres toda a sua fortuna e foi entregar-se à oração e à penitência no deserto, onde sofreu rudes ataques do demônio. Reuniu numerosos discípulos e foi chamado "Pai dos monges cristãos". Faleceu aos 105 anos de idade.

18. Santa Prisca / Priscila (+ Roma, Séc. I)

Segundo alguns autores, tinha apenas 13 anos quando São Pedro a batizou, em Roma. Sofreu pouco depois o martírio, por não ter sacrificado aos deuses pagãos. É considerada a primeira mártir do Ocidente.

19. São Canuto IV, Rei (+ Dinamarca, 1086)

Rei da Dinamarca e grande devoto de Nossa Senhora. Depois de ter levado uma vida exemplar, foi assassinado por súditos revoltados porque instituíra um imposto em proveito de obras de caridade.

20. São Sebastião  (+ Roma, 288) 

Era oficial da guarda pretoriana do imperador Diocleciano. Denunciado como cristão, foi condenado pelo imperador a ser atravessado por flechas. Milagrosamente curado das flechadas, reapresentou-se com coragem diante do tirano e increpou-o por sua impiedade. Foi então surrado até à morte, no circo de Roma. É padroeiro da cidade do Rio de Janeiro. 

Leia mais sobre a vida do Glorioso São Sebastião...


21. Santa Inês, Virgem e Mártir (+ Roma, 304)

A fortaleza e a pureza de Santa Inês fizeram dela uma das santas mais conhecidas e admiradas do martirológio cristão. Tinha somente 13 anos e sofreu os mais cruéis tormentos para preservar a fé e a virgindade, sendo afinal decapitada.

22. São Vicente Palloti (+ Roma, 1850)

Sacerdote, confessor e exorcista, já no seu tempo compreendeu a necessidade de empenhar no apostolado os leigos católicos. Fundou a Sociedade do Apostolado Católico.

23. Santo Ildefonso, Bispo e Confessor (+ Toledo, 667)

Pertencia a uma família de sangue real. Aplicou sua imensa fortuna na edificação de um mosteiro para religiosas. Foi monge e mais tarde bispo de Toledo. Escreveu uma obra famosa contra os hereges que negavam a virgindade de Maria Santíssima, sustentando que a Mãe de Deus foi Virgem antes, durante e depois do Parto.

24. São Francisco de Sales (+ Lyon, 1622)

Bispo de Genebra, enfrentou vitoriosamente, em controvérsias públicas, os mais reputados teólogos protestantes. Pela pregação, pelos escritos e pelo aconselhamento espiritual realizou prodígios de apostolado. Escreveu diversas obras de espiritualidade. Fundou, com Santa Joana de Chantal, a Ordem das Visitandinas. É padroeiro dos jornalistas católicos.

25. Conversão de São Paulo Apóstolo (séc. I)

Seis anos após a Ascensão de Nosso Senhor, o grande chefe e articulador da perseguição contra a Igreja era o fariseu Saulo de Tarso. Inesperadamente derrubado do cavalo, apareceu-lhe Jesus Cristo e perguntou: -- "Saulo, Saulo, por que Me persegues?" Ao levantar-se, repentinamente transformado pela graça, tinha início a obra extraordinária do grande São Paulo, que escreveu Epístolas inspiradas e levou a Fé católica a toda a bacia do Mediterrâneo. A Cidade e o Estado de São Paulo o têm como especial protetor.

26. São Timóteo e São Tito (+ Ásia Menor, séc. I)

São Timóteo foi batizado pelo Apóstolo São Paulo, que lhe escreveu duas Epístolas na qual o chama discípulo caríssimo, amado filho e irmão. Acompanhou São Paulo em suas viagens apostólicas. Foi o primeiro bispo de Éfeso e morreu apedrejado e espancado por pagãos. São Tito, também convertido por São Paulo, acompanhou-o em algumas viagens e realizou missões delicadas em Corinto. Feito mais tarde bispo de Creta, ali morreu.

27. Santa Ângela de Mérici (+ Bréscia, 1540)

Compreendendo todos os males que a Renascença pagã fazia às famílias católicas, fundou a congregação das Irmãs Ursulinas, que se dedicariam à educação das jovens com vistas a fazer delas mães de família verdadeiramente cristãs.

28. Santo Tomás de Aquino (+ Fossa Nuova, 1274)

Sacerdote dominicano, foi inicialmente discípulo de Santo Alberto Magno, passando depois a lecionar na Universidade de Paris. Escreveu mais de cem obras, entre as quais se destacam a "Suma contra os gentios" e a "Suma Teológica" . Foi chamado "Doutor Angélico"  e "Doutor Comum". Sua autoridade é, de certa forma, única entre os teólogos católicos. Durante o Concílio de Trento, a "Suma Teológica" foi colocada sobre o altar, ao lado das Sagradas Escrituras, para indicar que era à luz da doutrina tomista que se deveria interpretar a Palavra de Deus.  

29. São Gildas, o Sábio (+ 570)

Sacerdote natural da Escócia e possuidor de grande cultura, trabalhou arduamente na Irlanda, na Inglaterra e na Bretanha, convertendo pecadores e reformando mosteiros.

30. Santa Jacinta Mariscotti (+ Viterbo, 1640)

Religiosa franciscana, durante dez anos não deu bom exemplo a suas irmãs de hábito, pois não quis observar o espírito de pobreza e viveu num quarto decorado com luxo. Quando adoeceu gravemente, desejou confessar-se, mas o capelão do convento se recusou a atendê-la naquele quarto, dizendo que o Céu não fora feito para pessoas orgulhosas e frívolas como ela. Dando-se conta do escândalo que causara, Jacinta arrependeu-se sinceramente e pediu perdão a toda a comunidade, passando a partir daí a ser exemplo heróico de mortificação e pobreza, até atingir os cumes da mais alta santidade.

31. São João Bosco (+ Turim, 1888)

Sacerdote italiano dotado de carismas extraordinários, desenvolveu um sistema pedagógico inovador e conseguiu reunir em torno de si um prodigioso movimento de apostolado. Tinha freqüentes sonhos de caráter sobrenatural, nos quais recebia luzes sobre o estado de alma de seus alunos e sobre acontecimentos do seu tempo e futuros. Embora sem recursos econômicos, com força de vontade e sobretudo com uma inabalável confiança em Maria Auxiliadora, conseguiu executar projetos apostólicos grandiosos em várias nações. Fundou duas congregações religiosas e um grande número de colégios para a educação de meninos pobres. Foi apóstolo da boa imprensa, não somente escrevendo muitos livros e artigos, mas chegando a constituir uma editora pujante e até a fundar uma fábrica de papel. Exerceu enorme influência na vida social e política da época.


Recomendado para você: livros sobre os Santos Católicos...


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Dia de Santos Reis: Melchior, Gaspar e Baltasar


O Dia de Reis, segundo a tradição cristã, celebra o dia em que Jesus Cristo recém-nascido recebera a visita de "alguns magos do Oriente" que, segundo o hagiológio, foram três Reis Magos, e que ocorrera no dia 6 de janeiro. A noite do dia 5 de janeiro e madrugada do dia 6 é conhecida como "Noite de Reis". A data marca, para os católicos, o dia para a veneração aos Reis Magos, que a tradição surgida no século VIII converteu nos santos Melchior, Gaspar e Baltasar. 

Nesta data, ainda, encerram-se para os católicos os festejos natalícios - sendo o dia em que são desarmados os presépios e por conseguinte são retirados todos os enfeites natalícios.

Magos

Melchior era o Rei da Pérsia, Baltasar, da Arábia e Gaspar da Índia. Simbolizam três raças: semitas, jafetitas e camitas. São chamados de magos pois eram astólogos e procuravam no firmamento o sinal do nascimento do Rei dos Reis. Descobriram a presença de um novo astro nos céus e ao consultarem os pergaminhos e papiros lhes veio a revelação do nascimento do Cristo.

Levaram como presentes a Jesus, ouro, incenso e mirra, que simbolizam, pela ordem, a realeza, a divindade e a imortalidade. Entraram para a história como exemplos da fé que vê além das fronteiras visíveis, além dos horizontes humanos e das realidades materiais. Os 3 Reis Magos encontraram através dos astros, um recém nascido em meio a pobreza e intuiram a presença do Salvador naquela aparentemente frágil e indefesa criança. Baltasar, Gaspar e Melchior viram no menino Jesus o invisível àqueles de pouca fé: a divindade.

Brasil

No Brasil esta tradição é comemorada com festas onde é servido doces e comidas típicas das regiões. Há ainda festivais com Companhias de Reis - grupo de músicos e dançarinos - que cantam músicas referentes ao evento.

Na tradição católica, a passagem bíblica em que Jesus foi visitado por reis magos, converteu-se na tradicional visitação feita pelos três "Reis Magos", denominados Melchior, Baltasar e Gaspar, os quais passaram a ser referenciados como santos a partir do século VIII.

Fixado o nascimento de Jesus Cristo a 25 de dezembro, adotou-se a data da visitação dos Reis Magos como sendo o dia 6 de janeiro que, em alguns países de origem latina, especialmente aqueles cuja cultura tem origem espanhola, passou a ser a mais importante data comemorativa católica, mais importante, inclusive, que o próprio Natal. No estado do Rio de Janeiro, os grupos realizam folias até o dia 20 de janeiro, dia de São Sebastião e padroeiro do Estado.

Na cultura tradicional brasileira, os festejos de Natal eram comemorados por grupos que visitavam as casas tocando músicas alegres em louvor aos "Santos Reis" e ao nascimento de Cristo; essas manifestações festivas estendiam-se até a data consagrada aos Reis Magos de Janeiro. 


Trata-se de uma tradição originária de Espanhola que ganhou força especialmente no século XIX e mantém-se viva em muitas regiões do país, sobretudo nas pequenas cidades dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro, Goiás, dentre outros.

Na cidade de Muqui, sul do Espírito Santo, acontece desde 1950 o Encontro Nacional de Folia de Reis, que reúne cerca de 90 grupos de Folias do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. É o maior e mais antigo encontro de Folias de Reis do país. O evento é organizado pela Secretaria de Cultura do Município e tem data móvel.

Uma das formas de sobrevivência da manifestação folclórica, especialmente nas grandes cidades, foi a incorporação nos Ternos de elementos figurativos, com a finalidade de promover apresentações para turistas e para os próprios habitantes. Trazendo alegria para todos.

Em algumas regiões as canções de Reis são por vezes ininteligíveis, dado o caos sonoro produzido. Isto ocorre quase sempre porque o ritmo ganhou, ao longo do tempo, contornos de origens africanas com fortes batidas e com um clímax de entonação vocal. Contudo, um componente permanece imutável: a canção de chegada, onde o líder (ou Capitão) pede permissão ao dono da casa para entrar, e a canção da despedida, onde a Folia agradece as doações e a acolhida, e se despede.

No Sul de Minas um grupo de Folia de Reis é composto da Bandeira ou Estandarte que é decorado com figuras alusivas ao menino Jesus, ou mesmo com palavras relativas à data. Outro componente importante é o Bastião que se veste de modo característico, mascarado e sempre porta uma espada, este tem a função de folião propriamente dito, levando alegria por onde a folia passa, e como que abrindo caminho para a passagem da Folia que de certa forma representa os próprios Reis Magos.

O Bastião tem também a função de citar textos bíblicos e recitar poesias alusivas. Na sequência o grupo de vozes se organiza em Mestre, Ajudante, Contrato, Tipe, Retipe, Contratipe, Tala, ou Finório. Na verdade esses nomes se referem a uma organização das vozes em tons e contratons, durante a cantoria, o que leva a formação de um coro muito agradável aos ouvidos.

O Mestre, por sua vez, tem papel especial de iniciar o canto, que é feito em versos e de improviso, agradecendo os donativos da casa visitada. Os outros componentes então repetem os versos, cada qual em sua voz, na cadência definida pelo Mestre, acompanhados pelos instrumentos que tocam.

Simpatia


No Dia de Reis, dia 6 de janeiro, pegar uma romã e retirar 9 sementes pedindo aos 3 Reis Magos, Baltasar, Belchior e Gaspar que nesse ano que se inicia você tenha muita saúde, amor, paz, dinheiro. Depois pegue 3 das nove sementes e guarde num saquinho, papel, o que der. Essas sementes ficarão dentro da carteira para nunca faltar dinheiro. As outras 3 você engole e as últimas três que sobraram você joga pra trás fazendo o pedido que desejar. É infalível. Você pode não ficar rico, mas na sua carteira vai ter sempre algum dinheiro.

"Vimos a sua estrela e viemos adorá-lo" (Mt 2:2)





quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O Presente e os Magos (Nancy Mangabeira Unger)

por Nancy Mangabeira Unger (link para a Amazon)


Se não souberes esperar, não encontrarás o inesperado, pois é inencontradiço e de difícil acesso~Heráclito, Fr. 18

"Para a maioria de nós, a Epifania, ou o Dia de Reis evoca o momento no qual os Magos visitam o menino Jesus, oferecendo-lhe, cada um, um presente. A meditação que segue quer pensar este presente e este presentear, para tentar talvez resgatar algo que ficou soterrado sob a avalanche da troca quase compulsiva dos objetos no qual se transformou o nosso hábito de dar presentes de natal.

Em sua etimologia, a palavra “Epifania” nos fala de um vir à luz, de um aparecer que ao aparecer se mostra no brilho da aparência (phainein: revelar, mostrar; phainestai: aparecer, e no ato de aparecer mostrar-se, revelar-se no brilho da aparência, e o prefixo grego epi: sobre, a; indica um subir, uma elevação). A palavra “Epifania” nos fala, portanto, do brilhar de uma Luz que des-cobre a nós. Esta eclosão da Luz, este brilhar-para, acontece em um momento que não provém de uma decisão nossa, mas de uma atenção nossa.
E sucedeu que a estrela – que tinham visto no Oriente – os precedia, até que chegando sobre o lugar onde se achava o Menino, parou. Vendo novamente a estrela, sentiram uma grandíssima alegria. Entraram na casa, viram o Menino com Maria, sua mãe, e prostrados Lhe prestaram homenagens. A seguir, abrindo os seus cofres, ofereceram-Lhe de presente ouro, incenso e mirra~Mateus 2, 9-12
Os Magos são sábios, na compreensão arcaica da palavra: aquele que discerniam os sinais do tempo, que liam a fala oracular do Cosmos. Os Magos são aqueles que estão atentos, receptivos e abertos ao relampejar do inesperado no comum e cotidiano. Lêem o sinal nos céus e empreendem a longa viagem, atravessando o deserto na fidelidade à estrela. E quando a estrela pára e se detém sobre a casa onde há uma criança e uma mãe, esta cena aparentemente tão comum, o coração deles é habitado por uma grande alegria: estando verdadeiramente presentes, podem receber a Presença que se mostra a nós a cada instante como dom, como presente do presente.

Assim, repensando o Fragmento de Heráclito que citamos no início de nossa reflexão, podemos dizer que o inesperado presenteia quem sabe esperar.

O presente do Mago, do sábio, é a própria sabedoria de acolhermos a presença do momento presente. Estar presente é estar acordado, no sentido de desperto e atento, e também no sentido de estar afinado, sintonizado com a Presença que se presenteia enquanto inesperado, porque não somos nós que controlamos o Tempo, mas este que se dá a nós. Luz e sombra. Ganho e perda. Silêncio. Palavra. Todos presentes do Tempo.

Dizemos: estou esperando um bebê. Aqui, a espera é acompanhamento amoroso de um processo de gestação, de um ser que se dará à Luz.

Saber esperar é abrir-se para a revelação do mundo enquanto Epifania, luminosidade que se manifesta no mais comum e cotidiano a uma consciência que a albergue. Neste momento o Mago nos visita, nos habita. O presente dos Magos, é a aceitação e o reconhecimento da manifestação do sagrado no presente.

Mas esta Presença sempre presente só a podemos receber quando abrimos mão de nossa pré-ocupação. Quando renunciamos à cobrança do passado e à ansiedade do futuro. Então livres, porque desapegados, nos encontramos na ambiência da manjedoura, na plenitude do simples.

Saber esperar é também acolher o fato de que não é sempre que o presente dos Magos nos presenteia, porque nem sempre o podemos acolher: tal é nossa condição. Assim, os Magos nos visitam e se vão. Retomar a errância na fidelidade a uma estrela é sempre e novamente fazer a experiência da falta, da busca e da esperança. Quando aprendemos novamente a aceitar e amar a própria viagem, novamente a estrela ilumina o que sempre esteve Aqui."

Fonte: Trecho do livro “O Encantamento do Humano: Ecologia e Espiritualidade” de Nancy Mangabeira Unger, Edições Loyola, 1991



Doe para continuarmos nossa obra:

Gostou?
Então contribua com qualquer valor
Use a chave PIX ou o QR Code abaixo
(Stresser Mídias Digitais - CNPJ: 49.755.235/0001-82)

Sulpost é um veículo de mídia independente e nossas publicações podem ser reproduzidas desde que citando a fonte com o link do site: https://sulpost.blogspot.com/. Sua contribuição é essencial para a continuidade do nosso trabalho.