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domingo, 11 de novembro de 2018

São Menas ✝︎ 11 de Novembro

✝︎ São Menas, Rogai Por Nós ✝︎

Jesus prometeu para todos nós: 

"Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai." 
(João 14:12)

São Menas (285/c.309) - também chamado de São Minas, Mina, Mena ou Mennas -, taumaturgo e mártir, foi um dos mais famosos santos egípcios, tanto no oriente quanto no ocidente, principalmente por conta dos milagres que são atribuídos à sua intercessão e às suas preces. 

Embora São Menas seja reconhecido como um santo menor na Igreja Ortodoxa e nas igrejas ocidentais, é considerado provável por muitos historiadores que ele seja celebrado nestas igrejas sob o nome de São Cristóvão - "Portador de Cristo" -, uma vez que uma das lendas associadas à Menas mostra-o, como Cristóvão, carregando o menino Jesus.

Vida e Martírio de São Menas


Após passar cinco anos como eremita, Menas recebeu uma visão que lhe mostrou anjos coroando os mártires com coroas de glória e desejou se juntar a eles. Pensando sobre o tema, ele ouviu uma voz que lhe disse: "Abençoado seja, Menas, pois fostes chamado para a vida piedosa desde a infância. Tu receberás as três coroas imortais; uma por teu celibato, outra por teu ascetismo e uma terceira por seu martírio." 

Menas em seguida correu até o governador e declarou a sua fé no cristianismo. Ele sofreu inúmeras torturas e sofrimentos, mas suportou-as com abnegação, o que terminou por atrair muitos pagãos não somente à fé cristã, mas também para o martírio.

Os soldados que executaram Menas atearam fogo ao seu corpo por três dias, mas não conseguiram macular o corpo. A irmã de Menas então subornou os soldados e conseguiu levá-lo embora. Ela embarcou num navio em direção a Alexandria, onde depositou o corpo numa igreja.

Santo

Quando a perseguição aos cristãos terminou, durante o papado de Atanásio de Alexandria, um anjo apareceu ao papa e ordenou-lhe que carregasse o corpo de Menas num Camelo e fosse até o Deserto Ocidental. Em um certo ponto do caminho, junto a um poço no fim do Lago Mariout, perto de Alexandria, o camelo parou e ninguém foi capaz de movê-lo. Isto foi tomado como um sinal de Deus e o corpo de Menas foi enterrado ali.

Tão logo o papa Cirilo VI de Alexandria se tornou papa e patriarca no Trono de São Marcos em 1959, ele iniciou as obras de um grande mosteiro nas redondezas da antiga cidade. Hoje, o Mosteiro de São Menas é um dos mais famosos mosteiros do Egito. As relíquias de São Menas, assim como as do papa, estão ali. A Catedral de São Menas foi destruída durante as invasões árabes do século VIII.

Menas é por vezes chamado de "Menas, o Soldado" e é venerado como um santo militar. Ele também é padroeiro das pessoas acusadas falsamente e dos caixeiros-viajantes

Oração de São Menas por uma pessoa doente


"Ó Deus Pai Todo Poderoso, curador de todas as alma e de todos os corpos, que põe para baixo e levanta, que castiga e cura, pela intercessão de seu servo, nosso amado São Menas, vos pedimos que em sua eterna misericórdia visite agora nosso irmão (ou irmã) que está doente.

Estende a ele/ela, seu braço que está cheio de cura e saúde, para levantá-lo(a) desta cama em que se encontra e cura esta doença. Afasta o espírito da doença e de toda enfermidade, dor e febre desta pessoa.

E, se ele (ou ela) houver cometido pecados ou transgredido a Lei Divina, conceda-lhe a remissão e o perdão, pelo Seu amor pela humanidade.

Amém!"
____
Fonte: Com informações da Wikipédia; "São Menas" e oração do folclore da Igreja Ortodoxa Copta - Imagem:     /Igreja Ortodoxa/Reprodução

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Santos católicos do mês de Janeiro

Imagens de alguns Santos e Santas do Mês de Janeiro

1. Bem-aventurada Virgem Maria


Antigamente, nesta data se celebrava a Circuncisão do Menino Jesus. Atualmente, nela se celebra a Santíssima Virgem, que o Concílio de Éfeso (431) proclamou "Theotókos" (Mãe de Deus). Esta comemoração ocorre dentro das festividades de Natal, na oitava de Natal (8 dias depois da Natividade, 1º dia do ano novo), para relembrarmos o nascimento de Jesus, o Filho de Deus.

De acordo com a tradição católica, é a primeira Festa Mariana da Igreja Ocidental e começou a ser celebrada em Roma no século VI, possivelmente junto com a dedicação do templo, no dia 1º de janeiro, a “Santa Maria Antiga” no Foro Romano, uma das primeiras igrejas marianas de Roma. Desta forma, esta Festa Mariana encontra seu marco litúrgico no Natal e ao mesmo tempo em que todos os católicos começam o ano novo pedindo a proteção da Santíssima Virgem Maria.

2. S. Basílio Magno e S. Gregório (+ 379 e + 390)

Os dois Santos celebrados conjuntamente pela Igreja foram amigos e seguiram carreiras paralelas. Ambos provinham de famílias de santos, ambos foram monges, bispos e lutaram contra o arianismo, a grande heresia da época. São Basílio era neto de Santa Macrina, filho de Santa Emélia e irmão de São Gregório de Nissa, de São Pedro de Sebaste e de outra Santa Macrina. Foi bispo de Cesaréia e escreveu a célebre Regra dos Monges do Oriente. São Gregório Nazianzeno era filho de São Gregório, o Velho e de Santa Nona, e irmão de Santa Gorgônia. Como Patriarca de Constantinopla, presidiu ao primeiro Concílio de Constantinopla, que definiu solenemente a Divindade do Espírito Santo. Foi perseguido pelos hereges arianos, que o forçaram a deixar sua cátedra, retornando então à vida de monge.

3. Santa Genoveva, Virgem (+ Paris, 512)

Consagrou sua virgindade a Deus desde jovem, e levou vida de penitência e oração até os 89 anos de idade, quando faleceu. É protetora da cidade de Paris, que salvou da invasão dos bárbaros hunos, chefiados por Átila.

4. Santa Ângela de Foligno (+ Itália, 1309)

De família abastada, foi casada e teve vários filhos. Entregou-se às vaidades do mundo até que, ficando viúva e tendo perdido sucessivamente os filhos, converteu-se, ingressou na Ordem Terceira de São Francisco e passou a levar vida de penitência. É considerada uma das maiores místicas da História da Igreja.

5. São Simeão Estilita, Confessor (+ Síria, 459)

Praticou penitências espantosas, daquelas que a Igreja propõe mais à admiração do que à imitação dos fiéis. Desejoso de entregar-se ao isolamento e à oração, construiu uma coluna de 28 metros de altura, no topo da qual se refugiou. Daquele lugar insólito pregava, convertia pecadores e dava orientação a pessoas que de muito longe iam procurar seus conselhos, inclusive imperadores e reis.

6. Santos Reis Magos

Epifania, em grego, significa manifestação. Neste dia a Igreja celebra a festa da Epifania, ou seja, a visita dos Magos que foram adorar o Menino Jesus. Essa visita simboliza a manifestação de Nosso Senhor não somente aos judeus, mas a todas as nações da Terra. 

Veja: Dia de Santos Reis :: Melchior, Gaspar e Baltazar

7. S. Raimundo de Penhaforte, Confessor (+ Espanha, 1275)

De nobre família catalã, foi muito reputado pelos conhecimentos de Direito Canônico e se celebrizou pela santidade e pelos milagres que praticava. Fundou com São Pedro Nolasco a Ordem das Mercês, para a libertação dos cativos. Ingressou na Ordem dominicana, da qual foi o terceiro Geral. Grande amigo de São Tomás de Aquino, pediu a este que escrevesse a "Suma contra os Gentios" e colaborou com seus estudos. Morreu aos 100 anos de idade.

8. São Pedro Tomás, Mártir (+ Chipre, 1366)

Nascido na França, foi carmelita e se destacou como diplomata a serviço do Papado, sendo encarregado de difíceis negociações em vários países. Foi nomeado Legado Papal para todo o Oriente e, nessa condição, chefiou uma Cruzada que partiu de Chipre e atacou os muçulmanos em Alexandria. Durante o combate, conservou-se com a Cruz elevada, no meio dos que lutavam, e recebeu ferimentos em conseqüência dos quais faleceu alguns meses depois. Foi um dos mais ardorosos defensores da Imaculada Conceição de Maria Santíssima.

9. Santo André Corsini (+ Fiésole, 1373)

Também foi carmelita e contemporâneo do anterior. Provinha de uma família das mais ilustres de Florença. Teve inicialmente vida dissipada e censurável, mas converteu-se e ingressou na Ordem do Carmo, onde praticou penitências heróicas. Mais tarde foi eleito bispo de Fiésole, falecendo com fama de eminente santidade.

10. São Guilherme de Bourges (+ 1209)

Descendia da família dos Condes de Nevers. Amando a solidão, ingressou na Ordem de Cister. Designado bispo de Bourges, na França, destacou-se pela caridade para com os pobres e foi de todos os pontos de vista um modelo de pastor. Dispunha-se a ir combater os hereges albigenses quando faleceu. Tão notória era sua santidade que nove anos depois da morte já foi canonizado.


11. São Teodósio, o Cenobita (+ Palestina, 529)

Era natural da Capadócia. Retirou-se para um deserto perto de Belém, na Terra Santa, para ali viver recolhido. Numerosos discípulos, de diversas nacionalidades, foram atraídos e reunidos por ele, num mosteiro cenobítico. Edificou três hospitais e quatro igrejas. Faleceu aos 105 anos de idade.

12. São João de Ravena, Bispo (+ Itália, 494)

Era bispo de Ravena quando, por ocasião de uma invasão bárbara, afastou-se do continente com numerosos fugitivos. É considerado um dos fundadores da cidade de Veneza.

13. Santo Hilário de Poitiers (+ 367)

Lutou tenazmente contra os hereges arianos, que negavam a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Foi por isso chamado "o Atanásio do Ocidente". Como Santo Atanásio foi perseguido e exilado. Escreveu numerosos livros sobre a Santíssima Trindade.

14. São Félix de Nola (+ 256)

De origem síria, era sacerdote. Aprisionado por ocasião das perseguições de Décio e Valeriano, sofreu com inquebrantável firmeza diversos suplícios, até que foi libertado do cárcere por um Anjo. Mais tarde, recusou por humildade o Bispado de Nola. Embora não tenha sido morto por ódio à fé, é chamado de mártir pelo muito que sofreu por amor a Jesus Cristo.

15. São Mauro (+ Subiaco, 584)

São Mauro, mais conhecido na tradição luso-brasileira como Santo Amaro, tinha apenas 12 anos quando seu pai, um senador romano, o entregou a São Bento para ser educado no temor de Deus. Era considerado um perfeito discípulo de seu mestre e, sendo ainda muito jovem, recebeu dele encargos de grande responsabilidade. Certa ocasião caminhou sobre as águas para salvar o menino São Plácido, que estava se afogando.

16. São Marcelo I, Papa (+ Roma, 309)

Dedicou-se à reorganização da Igreja após a terrível perseguição de Diocleciano. Foi exilado pelo imperador Maxêncio e obrigado a trabalhar como escravo em sua própria igreja, a qual fora transformada em estábulo. Morreu em conseqüência dos maus tratos recebidos.

17. Santo Antão Abade (+ Egito, 356)

Também conhecido como Santo Antônio do Deserto. Aos 20 anos distribuiu aos pobres toda a sua fortuna e foi entregar-se à oração e à penitência no deserto, onde sofreu rudes ataques do demônio. Reuniu numerosos discípulos e foi chamado "Pai dos monges cristãos". Faleceu aos 105 anos de idade.

18. Santa Prisca / Priscila (+ Roma, Séc. I)

Segundo alguns autores, tinha apenas 13 anos quando São Pedro a batizou, em Roma. Sofreu pouco depois o martírio, por não ter sacrificado aos deuses pagãos. É considerada a primeira mártir do Ocidente.

19. São Canuto IV, Rei (+ Dinamarca, 1086)

Rei da Dinamarca e grande devoto de Nossa Senhora. Depois de ter levado uma vida exemplar, foi assassinado por súditos revoltados porque instituíra um imposto em proveito de obras de caridade.

20. São Sebastião  (+ Roma, 288) 

Era oficial da guarda pretoriana do imperador Diocleciano. Denunciado como cristão, foi condenado pelo imperador a ser atravessado por flechas. Milagrosamente curado das flechadas, reapresentou-se com coragem diante do tirano e increpou-o por sua impiedade. Foi então surrado até à morte, no circo de Roma. É padroeiro da cidade do Rio de Janeiro. 

Leia mais sobre a vida do Glorioso São Sebastião...


21. Santa Inês, Virgem e Mártir (+ Roma, 304)

A fortaleza e a pureza de Santa Inês fizeram dela uma das santas mais conhecidas e admiradas do martirológio cristão. Tinha somente 13 anos e sofreu os mais cruéis tormentos para preservar a fé e a virgindade, sendo afinal decapitada.

22. São Vicente Palloti (+ Roma, 1850)

Sacerdote, confessor e exorcista, já no seu tempo compreendeu a necessidade de empenhar no apostolado os leigos católicos. Fundou a Sociedade do Apostolado Católico.

23. Santo Ildefonso, Bispo e Confessor (+ Toledo, 667)

Pertencia a uma família de sangue real. Aplicou sua imensa fortuna na edificação de um mosteiro para religiosas. Foi monge e mais tarde bispo de Toledo. Escreveu uma obra famosa contra os hereges que negavam a virgindade de Maria Santíssima, sustentando que a Mãe de Deus foi Virgem antes, durante e depois do Parto.

24. São Francisco de Sales (+ Lyon, 1622)

Bispo de Genebra, enfrentou vitoriosamente, em controvérsias públicas, os mais reputados teólogos protestantes. Pela pregação, pelos escritos e pelo aconselhamento espiritual realizou prodígios de apostolado. Escreveu diversas obras de espiritualidade. Fundou, com Santa Joana de Chantal, a Ordem das Visitandinas. É padroeiro dos jornalistas católicos.

25. Conversão de São Paulo Apóstolo (séc. I)

Seis anos após a Ascensão de Nosso Senhor, o grande chefe e articulador da perseguição contra a Igreja era o fariseu Saulo de Tarso. Inesperadamente derrubado do cavalo, apareceu-lhe Jesus Cristo e perguntou: -- "Saulo, Saulo, por que Me persegues?" Ao levantar-se, repentinamente transformado pela graça, tinha início a obra extraordinária do grande São Paulo, que escreveu Epístolas inspiradas e levou a Fé católica a toda a bacia do Mediterrâneo. A Cidade e o Estado de São Paulo o têm como especial protetor.

26. São Timóteo e São Tito (+ Ásia Menor, séc. I)

São Timóteo foi batizado pelo Apóstolo São Paulo, que lhe escreveu duas Epístolas na qual o chama discípulo caríssimo, amado filho e irmão. Acompanhou São Paulo em suas viagens apostólicas. Foi o primeiro bispo de Éfeso e morreu apedrejado e espancado por pagãos. São Tito, também convertido por São Paulo, acompanhou-o em algumas viagens e realizou missões delicadas em Corinto. Feito mais tarde bispo de Creta, ali morreu.

27. Santa Ângela de Mérici (+ Bréscia, 1540)

Compreendendo todos os males que a Renascença pagã fazia às famílias católicas, fundou a congregação das Irmãs Ursulinas, que se dedicariam à educação das jovens com vistas a fazer delas mães de família verdadeiramente cristãs.

28. Santo Tomás de Aquino (+ Fossa Nuova, 1274)

Sacerdote dominicano, foi inicialmente discípulo de Santo Alberto Magno, passando depois a lecionar na Universidade de Paris. Escreveu mais de cem obras, entre as quais se destacam a "Suma contra os gentios" e a "Suma Teológica" . Foi chamado "Doutor Angélico"  e "Doutor Comum". Sua autoridade é, de certa forma, única entre os teólogos católicos. Durante o Concílio de Trento, a "Suma Teológica" foi colocada sobre o altar, ao lado das Sagradas Escrituras, para indicar que era à luz da doutrina tomista que se deveria interpretar a Palavra de Deus.  

29. São Gildas, o Sábio (+ 570)

Sacerdote natural da Escócia e possuidor de grande cultura, trabalhou arduamente na Irlanda, na Inglaterra e na Bretanha, convertendo pecadores e reformando mosteiros.

30. Santa Jacinta Mariscotti (+ Viterbo, 1640)

Religiosa franciscana, durante dez anos não deu bom exemplo a suas irmãs de hábito, pois não quis observar o espírito de pobreza e viveu num quarto decorado com luxo. Quando adoeceu gravemente, desejou confessar-se, mas o capelão do convento se recusou a atendê-la naquele quarto, dizendo que o Céu não fora feito para pessoas orgulhosas e frívolas como ela. Dando-se conta do escândalo que causara, Jacinta arrependeu-se sinceramente e pediu perdão a toda a comunidade, passando a partir daí a ser exemplo heróico de mortificação e pobreza, até atingir os cumes da mais alta santidade.

31. São João Bosco (+ Turim, 1888)

Sacerdote italiano dotado de carismas extraordinários, desenvolveu um sistema pedagógico inovador e conseguiu reunir em torno de si um prodigioso movimento de apostolado. Tinha freqüentes sonhos de caráter sobrenatural, nos quais recebia luzes sobre o estado de alma de seus alunos e sobre acontecimentos do seu tempo e futuros. Embora sem recursos econômicos, com força de vontade e sobretudo com uma inabalável confiança em Maria Auxiliadora, conseguiu executar projetos apostólicos grandiosos em várias nações. Fundou duas congregações religiosas e um grande número de colégios para a educação de meninos pobres. Foi apóstolo da boa imprensa, não somente escrevendo muitos livros e artigos, mas chegando a constituir uma editora pujante e até a fundar uma fábrica de papel. Exerceu enorme influência na vida social e política da época.


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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Santo Antão do Deserto (17 de Janeiro)

"Não mais temo a Deus, mas O amo." Santo Antão, O Grande (Festa, 17 de janeiro)

Santo Antão do Deserto, também conhecido como Santo Antão do Egito; Santo Antão, o Grande; Santo Antão, o Eremita; Santo Antão, o Anacoreta; Santo Antônio o Grande, ou ainda O Pai de Todos os Monges, é comumente considerado como o fundador do monaquismo cristão.

O fundador do monaquismo cristão nasceu em 251, na Tebaida, no Alto Egipto, e faleceu em 356, com 105 anos de idade. Os que adoptaram o seu modo de vida chamam-se eremitas ou anacoretas.

Seus pais eram cristãos abastados da nobreza. Quando menino viveu com os pais, conhecendo apenas a família e a casa; não quis ir à escola, desejando evitar a companhia dos outros meninos; seu único desejo era levar uma simples vida no lar.

Depois da morte dos pais ficou sozinho com a irmã, muito mais nova. Tinha então uns 18 a 20, e cuidou da casa e da irmã. Menos de 6 meses depois da morte dos pais, ia, como de costume, a caminho da igreja. Enquanto caminhava, ia meditando e refletia como os apóstolos deixaram tudo, e seguiram o Salvador; como os fiéis vendiam o que tinham e o punham aos pés dos Apóstolos para distribuição entre os necessitados.

Pensando estas coisas, entrou na igreja. Aconteceu que nesse momento se estava lendo o evangelho, e ouviu a passagem em que o Senhor disse ao jovem rico:

"Se queres ser perfeito, vende o que tens e dá-o aos pobres, depois vem, segue-me e terás um tesouro no céu

Como se Deus lhe houvera proposto a lembrança dos santos, e como se a leitura houvesse sido dirigida especialmente a ele, Antão saiu imediatamente da igreja e deu a propriedade que tinha de seus antepassados: trezentas "aruras", terra muito fértil e formosa. Não quis que nem ele nem sua irmã tivessem algo que ver com ela. Vendeu tudo o mais, os bens móveis que possuía, e entregou aos pobres a considerável soma recebida, deixando só um pouco para a irmã.

De novo, porém, entrando na igreja, ouviu aquela palavra do Senhor no evangelho:

"Não se preocupem com o amanhã"

Não pôde suportar maior espera, mas foi e distribuiu aos pobres também este pouco. Colocou a irmã entre virgens conhecidas e de confiança, entregando-a para que a educassem. Então ele dedicou todo seu tempo à vida ascética.¹
Uma vez que o seu nome latino é Antonius, em traduções displicentes de obras onde o seu nome figura para a língua portuguesa, o nome do santo tem sido vertido como Antonio do Deserto, do Egipto, o Grande, ... (nome que, de resto, mantém nas demais línguas europeias), mas que tem suscitado confusões, pela homonímia, com o Santo Antônio (um dos mais populares santos brasileiros). Trata-se, pois, de dois santos distintos e, para melhor diferenciá-los, é preferível (ao menos em países de língua portuguesa) optar pelo nome - de resto já consagrado pela tradição vernácula -, de Santo Antão.²
Padres do Deserto

O termo, Padres do Deserto inclui um grupo influente de eremitas e cenobitas do século IV que se estabeleceram no deserto egípcio. As origens do monaquismo oriental se encontram nessas ermidas primitivas e comunidades religiosas.

Paulo de Tebas é o primeiro eremita do qual se tem notícia, a estabelecer a tradição do ascetismo e contemplação monástica e Pacômio de Tebaida é considerado o fundador do cenobitismo, do monasticismo primitivo.

Ao final do terceiro século, contudo, o venerado Antão do Egito orienta colônias de eremitas na região central. Logo, ele se torna o protótipo do recluso e do herói religioso para a Igreja oriental - uma fama devida em grande parte à vasta louvação na biografia de Atanásio sobre ele.

Esses primitivos monásticos atrairam um grande número de seguidores aos seus retiros austeros, através da influência de sua simples, individualista, severa e concentrada busca pela salvação e união com Deus. Os Padres do Deserto eram frequentemente solicitados para direção espiritual e conselho aos seus discípulos. Suas respostas foram gravadas e colecionadas num trabalho chamado "Paraíso" ou "Apotégmas dos Padres".³

Oração a Santo Antão do Deserto


"Ó Deus, que permitistes que mesmo na solidão de uma gruta no deserto os maus espíritos não perturbassem Santo Antão, com violentas tentações, mas lhe destes força de vencê-las, enviai-me do céu o Vosso socorro, porque eu vivo num ambiente minado de tentações que me agridem a alma, através dos conteúdos midiáticos improfícuos, festas regadas com abuso de álcool e drogas, assédios hedonistas e más companhias.

Santo Antão, ficai sempre ao meu lado; vós que vencestes os demônios malignos, na aparência de um bicho imundo, me dareis força na tentação. Na hora da tentação, socorrei-me Santo Antão.

E assim é!"

Ritual

Todos os anos, nas vésperas de Santo Antão (17/01), a pequena aldeia espanhola de São Bartolomeu de Pinares, perto de Ávila, (Espanha) é iluminada pelo fogo "purificador" de duas dezenas de grandes fogueiras. Na noite do domingo passado, como sempre, os cavalos, as éguas, os burros e as burras, de toda a região central da meseta castelhana foram até São Bartolomeu de Pinares, levados pelos respectivos donos, a fim de cumprirem o ritual - por vezes assustador - de saltar as fogueiras acesas em honra do patrono dos animais.


Fonte/Referências:
1- http://viversemdinheiro.blogspot.com/2009/08/estoria-de-santo-antao-do-deserto.html
2- http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%A3o_do_Deserto
3- http://www.padresdodeserto.net/

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