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quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Martírio de São João Batista ☧ 29 de Agosto

No dia 29 de agosto celebramos o martírio de São João Batista, primo de Jesus, que foi chamado por Ele de “o maior profeta da antiga lei”. João Batista começou sua missão, pregando a conversão de coração, mudança radical de vida e batismo de penitência, como uma forma de preparar os caminhos para a chegada do Messias, ansiosamente esperado por todo o povo de Israel. 

Sua pregação atingia a todos e a todas as classes sociais. Ao próprio Herodes Antipas que vivia em adultério com Herodíades, João censurou com franqueza e coragem: “Não te é lícito viver com a mulher de teu irmão”. 

Herodes, embora atraído pela personalidade de João, não via a hora de livrar-se dele. Não o fazia para não desagradar o povo que tinha verdadeira veneração por João. Um dia, porém, quando comemorava seu aniversário, e após uma dança oriental, magistralmente executada por Salomé, filha de Herodíades, Herodes prometeu à jovem dar-lhe tudo que pedisse, ainda que fosse metade de seu reino. Instigada pela mãe que odiava João, Salomé pediu a cabeça de João Batista. Herodes apavorou-se com o pedido, mas como não podia voltar atrás numa promessa feita publicamente, mandou decapitar o santo e entregou a Salomé, num prato, a cabeça de João (Mateus 14:1-12).

O martírio por decapitação de são João Batista, que nos chegou narrado através do evangelho de são Marcos, ocorreu no dia 29 de agosto, um ano antes da Paixão de Jesus.

Hoje também, os que têm coragem de denunciar as situações de pecado e injustiça reinantes nas cortes desse nosso tempo, estão pagando muito caro por essa coragem. Mas hoje também João Batista quer ser exemplo de coragem para todos os que estão sinceramente empenhados em consertar os caminhos tortuosos e aplainar, com a espada da justiça, as estradas que conduzem à verdadeira paz.

Oração do Martírio de São João Batista

"Bendito seja São João Batista, que anunciou com firmeza e fé a Vinda do Messias! Sede ó São João, nosso fiel intercessor, em nossas necessidades e projetos. Concedei-nos, Senhor Jesus, pelos méritos de São João Batista, os dons que nos faltam para maior perseverança e paz em nossas vidas, amém. São João Batista, rogai por nós."


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Fonte/Referências: Twitter @Pontifex_pt e @vaticannews_pt - Internet: Paróquia de São Pedro: "Santo do Dia 29 de Agosto – Martírio de São João Batista", Site Encontro com Cristo e Wikipédia - Imagem: dimitrisvetsikas1969: Saint John The Baptist Icon - Free image on Pixabay

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Poderosas Orações a São João Batista

São João Batista, rogai por nós!

O Nascimento de João Batista, ou Dia de São João, é uma festa cristã que celebra o nascimento de João Batista, o profeta que previu o advento do Messias na pessoa de Jesus Cristo e o batizou. Esta festa é amplamente comemorada no mundo cristão no dia 24 de junho e é uma das festas juninas. É também o único santo cujo nascimento e martírio, este último em 29 de Agosto, são evocados em duas solenidades pelo povo cristão.

São João Batista é um dos santos mais queridos do Brasil, tanto que o mês de junho é conhecido como o mês de São João no país. 

Ele foi filho do sacerdote Zacarias com uma das primas de Maria, chamada Isabel. Nasceu João, mas foi consagrado com São João Batista devido aos inúmeros batizados que realizou no Rio Jordão, incluindo o batizado de nosso Senhos Jesus Cristo.

Prece

"Ó Deus, que suscitastes São João Batista, a fim de preparar para o Senhor um povo perfeito, concedei ao Vosso povo as alegrias espirituais e dirigi nossos passos no caminho da salvação e da paz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. 

Amém!"

Oração de São João no Rio Jordão

"Jesus perguntou a João:
- João, o que fazes?
Tomo banho no Rio Jordão, Senhor.
- João, seus inimigos ai vem.

Deixe vir, Senhor. Se tiveres olhos, não me verão; se tiveres boca, não me falarão; se tiveres ouvido, não me ouvirão; se tiverem mãos, não me ofenderão e se tiveres pés, não me acompanharão. Armas de fogo não me apontarão, porque, se me apontar correrá água pelo cano como corre água no Rio Jordão. Mas, no meu corpo não chegará, porque se envergará como envergou os arcos da ponte de Moisés. Com o sangue de Cristo eu fui batizado, com leite da Virgem Maria eu fui lavado, debaixo do pé de Oliveira eu estou sentado. A Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo caiu sobre mim, quem nela morreu responda por mim.
Bom Jesus crucificado, Filho da Virgem Maria, me proteja hoje, amanhã, todos os dias.
Quem é meu amigo? É Jesus. Quem é meu protetor? É São José. 
Livra-me Jesus, Maria e José.

Amém!"

Oração de São João Batista contra inimigos

"Meu querido e adorado São João Batista, preciso de todo o apoio que me puder dar para lutar contra aqueles que me querem causar todo o mal possível. Eu sei que em sua infinita bondade você não fará com que ninguém se machuque com tudo isso, mas também sei que você cuidará de qualquer perigo que possa estar me perseguindo.

Não estou a pedir-lhe que faça mal a ninguém, mas não sei a quem mais recorrer. Seu poder é tão chocante que nada nem ninguém poderá contratá-lo, por isso espero contar com você sempre que precisar. Os meus inimigos são muito mais fortes do que parecem, o que não me permite enfrentá-los só.

Primeiro e acima de tudo, o medo que estou desperto(a) pelas ameaças de alguns, eu só posso recorrer a tudo o que eu sei que você pode fazer para me cobrir com seu manto protetor. Confio tanto em vós que não tenho medo de nada. Uma palavra sua é mais do que suficiente para sentir um enorme alívio e causar muito medo naqueles que pensam que podem me prejudicar de uma forma ou de outra.

Amém!"

E disse São João Batista: "...Aquele que tem duas túnicas, reparta com o que não tem nenhuma, e aquele que tem alimentos, faça o mesmo." (Lucas 3:11)

Oração do Martírio de São João Batista
(Celebrado anualmente em 29 de Agosto)

"Bendito seja São João Batista, que anunciou com firmeza e fé a Vinda do Messias! Sede ó São João, nosso fiel intercessor, em nossas necessidades e projetos. 

Concedei-nos, Senhor Jesus, pelos méritos de São João Batista, os dons que nos faltam para maior perseverança e paz em nossas vidas, amém. 

São João Batista, rogai por nós!"
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Fonte: Com informações da Wikipédia, orações do folclore católico transmitidas em família e Novo Testamento - Imagem: Pintura "São João Batista Pregando no Deserto" (circa 1760), óleo sobre tela de Anton Raphael Mengs. 






sábado, 2 de junho de 2018

Santos católicos do mês de Junho

Antônio, João e Pedro são os santos mais populares de Junho.
Na tradição brasileira, Junho é mês de muita festa, quentão,
pinhão, quadrilha e comemorar os dias de padroeiros queridos
como São João, Vito, Pedro, Antônio e outros queridos Santos...
1. São Justino, Mártir (+ Roma, 167)

Nascido na Palestina, de família pagã, fez estudos filosóficos profundos e adquiriu grande cultura. O amor à verdade levou-o, pouco a pouco, a rejeitar os sistemas filosóficos pagãos e a converter-se ao Cristianismo. Foi, no seu século, o mais ilustre defensor da verdade católica contra os preconceitos pagãos. 

Embora leigo, é considerado o primeiro dos Padres da Igreja, logo depois dos primitivos Padres Apostólicos. Em Roma, dedicou-se ao apostolado, especialmente nos meios cultos, nos quais se movimentava com desembaraço. Escreveu muitas obras, mas somente três chegaram até nós. Sofreu o martírio por decapitação, depois de ter sido açoitado.

2. São Marcelino e São Pedro, Mártires (+ Roma, 303)

São Marcelino era sacerdote, e São Pedro havia recebido a ordem menor do exorcistado. Durante a perseguição de Diocleciano foram ambos decapitados e tiveram a honra de ter seus nomes inscritos no Cânon tradicional da Santa Missa.

3. S. Carlos Lwanga e 21 Companheiros (+ Uganda, 1886)

Sete anos após a chegada dos primeiros missionários católicos a Uganda, teve início a perseguição religiosa. Cerca de cem católicos foram mortos por sua fidelidade à Fé. Dessas mortes, 22 foram documentadas de modo suficiente para, após rigoroso exame, a Igreja reconhecer que tinham sido verdadeiros martírios. Os 22 Mártires de Uganda foram canonizados em 1964. O principal deles, São Carlos Lwanga, que era pajem do régulo pagão Mwanga, foi queimado vivo porque não quis deixar de ser católico. Outros sofreram diversos gêneros de suplícios.

4. Santa Clotilde, Viúva (+ França, 545)

Esposa de Clóvis, rei dos Francos, graças a suas orações e a seu zelo apostólico conseguiu a conversão do marido e de todo o reino. Santa Clotilde operou vários milagres ainda em vida, como curas, mudança de água em vinho, fez surgir uma fonte em campo árido. Sentindo aproximar-se a morte, mandou chamar seus dois filhos, exortando-os da maneira mais viva a servir a Deus e a guardar sua lei, a proteger os pobres, a viverem juntos em perfeita harmonia, e a tratar seus povos com bondade paternal. Tendo depois feito profissão pública de fé católica e recebido os Sacramentos que a prepararam para a eternidade, entregou docemente sua alma ao Criador.

5. São Bonifácio, Bispo e Mártir (+ Frísia, 754)

Natural da Inglaterra, levou o Catolicismo para a Alemanha. Era monge e por toda parte instalou mosteiros e dioceses, assentando dessa forma as bases para o estabelecimento da Civilização Cristã. Em Hessen, ordenou a derrubada de uma árvore gigantesca cultuada pelos bárbaros, que acreditavam morar ali uma divindade. Grande número de pagãos foi assistir à derrubada da árvore, na certeza de que o deus ofendido se vingaria e Bonifácio seria fulminado. Mas nada aconteceu e houve muitas conversões. Sobre o local, o apóstolo edificou uma igreja dedicada a São Pedro. Foi arcebispo de Mogúncia e sofreu o martírio na Frísia, decapitado por pagãos.

6. São Norberto, Bispo e Confessor (+ Magdeburgo, Alemanha, 1134)

Clérigo mundano e de vida pouco edificante, converteu-se repentinamente porque um raio fulminou o cavalo em que montava e o atirou desmaiado para longe. Quando se recuperou da queda estava transformado. Foi durante algum tempo missionário itinerante, fundou depois a Ordem Premonstratense e foi arcebispo de Magdeburgo, na Saxônia. Combateu os erros de seu tempo e implantou no Clero as salutares reformas ordenadas por São Gregório VII.

7. Santo Antônio Maria Gianelli, Bispo (+ Itália, 1846)

Fundou a Congregação das Filhas de Maria (Irmãs Gianellinas) e a Congregação dos Missionários (ou Oblatos) de Santo Afonso de Ligório. Nomeado bispo de Bobbio, na Itália, reformou completamente essa diocese, afastando sacerdotes indignos e substituindo-os por outros formados segundo seu espírito inteiramente apostólico. Faleceu aos 57 anos de idade.

8. Santo Efrém, Doutor da Igreja (+ Edessa, 373)

Era simples diácono e nunca quis ser ordenado sacerdote. Escreveu a maior parte de sua obra teológica em versos. Devotíssimo da Virgem, parecia dotado de talento profético, pois quase todos os desenvolvimentos que a ciência mariológica viria a ter ao longo dos séculos, Santo Efrém já os tinha antecipadamente previsto e cantado. Lutou contra as heresias do tempo. Foi denominado " Cítara do Espírito Santo" e "Cantor da Virgem".

9. Beato José de Anchieta, Confessor (+ Espírito Santo, 1597)

Grande Apóstolo do Brasil, nasceu no Arquipélago das Canárias, em 1534, e foi estudar em Coimbra, onde ingressou na Companhia de Jesus. Mandado ao Brasil em 1553, tornou-se o braço direito do Padre Manuel da Nóbrega, que já estava no Brasil desde 1549. A vida do Padre Anchieta é um tecido de episódios milagrosos. Tal era o domínio que tinha sobre a natureza e sobre os animais que foi chamado "O Novo Adão". 

Converteu e batizou muitos milhares de indígenas e assentou as bases da civilização cristã na América portuguesa. Ajudou o Padre Nóbrega na fundação e consolidação da cidade de São Paulo. Teve papel eminente na expulsão dos calvinistas franceses da Baía da Guanabara e na fundação da cidade do Rio de Janeiro. É autor de um famoso poema latino dedicado à Imaculada Virgem, além de muitas obras poéticas e teatrais. Faleceu na aldeia de Reritiba, Estado do Espírito Santo e foi beatificado em 1980.

10.   Santa Olívia, Virgem e Mártir (+ séc. IX)

Natural da Sicília, aos 13 anos de idade foi capturada pelos bárbaros vândalos, e por eles conduzida a Túnis, no norte da África. Amira, governador da cidade, fez tudo para seduzir a jovem, mas esta não quis renunciar à virgindade que oferecera a Nosso Senhor. Açoitada com crueldade, foi abandonada no deserto, para que as feras a devorassem. Deus, porém, a preservou da morte. 

Sete anos ela passou isolada, em oração e recolhimento, até que alguns caçadores a encontraram. Convertidos por ela à Fé católica, foram martirizados em Túnis. Outros seguiram o mesmo caminho e o governador Amira, conhecendo o fato, mandou prender Santa Olívia, que recebeu com alguns discípulos a gloriosa palma do martírio.


11. São Barnabé, Apóstolo e Mártir (+ Chipre, séc. I)

Embora não fosse um dos doze Apóstolos, mereceu ser designado como tal pela Escritura Sagrada. Grande amigo de São Paulo, apresentou-o aos cristãos de Jerusalém, quando ainda havia muita desconfiança sobre a sinceridade da sua conversão, e acompanhou-o durante sua primeira viagem apostólica. Segundo a tradição, São Barnabé foi martirizado em Chipre, terra em que nascera.

12. Santo Onofre, Confessor (+ Egito, séc. IV)

Viveu durante 60 anos solitário, no deserto da Tebaida, e só pouco antes de morrer foi encontrado pelo monge Pafnúcio, ao qual narrou sua vida. A devoção a Santo Onofre era muito grande no Oriente e passou para o Ocidente no tempo das Cruzadas.

13. Santo Antônio de Lisboa, Confessor (+ Arcela, Itália, 1231)

Também é conhecido como Santo Antônio de Pádua, por ter vivido nessa cidade italiana. É um dos santos mais populares em todo o mundo. Nasceu em Lisboa, e depois de ser algum tempo agostiniano ingressou na Ordem franciscana, da qual foi um dos maiores expoentes. Pregou na Itália e no sul da França, conseguindo muitos milhares de conversões. 

Combateu arduamente a heresia dos cátaros e patarinos, dominante no seu tempo, pelo que o chamavam de " _incansável martelo dos hereges_ ". Não apenas os combatia no púlpito, pela pregação, mas também por meio de milagres espantosos. 

Sabia de cor quase todas as Escrituras e tinha um dom especial para explicar e aplicar as mais difíceis passagens. Faleceu em 1231, com apenas 36 anos de idade. Sua língua, que tanto pregara a palavra divina, foi preservada da corrupção e até hoje é venerada num relicário, em Pádua. Foi cognominado o "Doutor Evangélico" .

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14. Santo Eliseu, Profeta (+ Palestina, séc. IX A.C.)

Era o discípulo perfeito do Profeta Elias, do qual possuiu, conforme narra a Escritura, o duplo espírito. Ambos, mestre e discípulo, são considerados fundadores da Ordem do Carmo. Eliseu aparece na Bíblia quando Elias é arrebatado e seu carisma passa a Eliseu (2 Rs 1), e conclui com o milagre que teve lugar com o cadáver do profeta já enterrado (2 Rs, 13,21). A maioria das narrações, que semeiam formosas "florzinhas", mostram Eliseu rodeado de uns grupos que recebem o nome de "discípulos (ou filhos) dos profetas."

Sua oração: "Onipotente e sempiterno Deus, que te manifestas admiravelmente na eleição dos profetas; concede-nos, te rogamos, que, assim como duplicaste o espírito de Elias em Eliseu, assim também te dignes duplicar em nós a graça do Espírito Santo, para que possamos realizar obras virtuosas. Amém."

15. São Vito, Mártir (+ Roma, 300)

Segundo as Atas de seu martírio, São Vito (ou Guido) era natural da Sicília e foi martirizado ainda menino, por fidelidade a Jesus Cristo, depois de sofrer tormentos cruéis. Vito foi um dos santos mais populares da Idade Média. Testemunho disso é a sua inserção no limitado grupo dos Santos Auxiliadores (os catorze ou quinze, conforme os lugares), cuja intercessão era considerada particularmente eficaz, por ocasiões de doenças ou necessidades características. 

Como é talvez conhecido, os catorze santos Auxiliadores estavam dispostos em ordem alfabética: Acácio, Bárbara, Brás, Catarina de Alexandria, Ciríaco, Cristóvão, Dionísio, Egídio, Erasmo, Eustáquio, Jorge, Margarida, Pantaleão e Vito. São Vito era invocado, sobretudo para esconjurar a coréia, ou dança de São Vito, a letargia, a mordida de animais venenosos e a hidrofobia.

16. Santa Julita e São Ciro, Mártires (+ Síria, séc. IV)

Santa Julita sofreu o martírio durante a perseguição de Diocleciano. Enquanto estava sendo torturada, seu filho pequeno, de nome Ciro, gritava em alta voz que também era cristão, e foi por isso morto com ela.

17. São Ranieri de Pisa, Confessor (+ 1160)

Era músico e tocava lira em Pisa, quando se converteu graças às orações de Santo Alberto da Córsega. Depois de viver algum tempo recolhido, como solitário, partiu em peregrinação à Terra Santa. Retornando a Pisa e ingressando no Mosteiro de São Guido, transformou-se em pouco tempo no apóstolo e diretor espiritual de Pisa. Possuía o dom dos milagres, lia segredos nos corações, expulsava demônios, realizava curas e conversões. Depois de falecido, continuou operando prodígios por meio da água benzida com sua oração ou colocada sobre sua sepultura.

18. São Gregório Barbarigo, Bispo (+ Itália, 1697)

Proveniente de uma nobre família de Veneza, foi bispo de Bérgamo e depois cardeal e bispo de Pádua. Sobretudo nesta última cidade pôde desenvolver plenamente seu trabalho pastoral, fundando escolas e instituições de caridade. Seu coração é venerado no seminário diocesano de Pádua. 

19. São Romualdo Abade, Confessor (+ Val del Castro, Itália, 1027)

Tinha 20 anos e levava uma vida dissipada e pecadora quando viu seu pai matar um parente em duelo. O choque que recebeu foi a ocasião da graça para convertê-lo. Depois de passar algum tempo na França, em contato com a espiritualidade da Abadia de Cluny, retornou à Itália e iniciou sua obra de fundação de mosteiros. Entre outros, fundou o de Campus Máldoli, berço da Ordem dos Camaldulenses, inaugurando uma nova forma de vida eremítica. Faleceu aos 75 anos. Seu corpo foi preservado da corrupção e se encontrava intacto quatro séculos depois de sua morte.

20. Santo Adalberto de Magdeburgo, Bispo (+ Alemanha, 981)

Foi mandado pelo imperador Oto, o Grande, como chefe de uma missão para evangelizar os eslavos. Foram todos mortos na Rússia, com exceção de Santo Adalberto, que retornou à Alemanha, onde foi abade de Wissemburg e depois primeiro bispo de Magdeburgo, na Saxônia.


21. São Luís Gonzaga, Confessor (+ Roma, 1591)

Pertencia à família dos duques de Mântua e era príncipe do Sacro Império, sendo herdeiro do feudo soberano de Castiglione. A tudo renunciou depois de uma luta árdua para conseguir licença paterna, e ingressou aos 17 anos na Companhia de Jesus. Faleceu em Roma, aos 24 anos, vitimado por uma epidemia à qual se expusera voluntariamente tratando de enfermos. É modelo de pureza e patrono da juventude católica.

22. São João Fisher e São Tomás Morus (+ Inglaterra, 1535)

João Fisher, bispo de Rochester, e Sir Tomás Morus, ex-lorde chanceler do Reino da Inglaterra, foram decapitados porque se opuseram ao divórcio de Henrique VIII e não aceitaram o ato pelo qual aquele monarca rompeu com o Papado.

23. São José Cafasso, Confessor (+ Turim, Itália, 1860)

Era professor de Teologia Moral em Turim. Foi mestre e diretor espiritual de São João Bosco. Deu excelente formação moral ao Clero piemontês, de acordo com a boa escola de São Francisco de Sales e Santo Afonso de Ligório. Deixou em testamento os poucos bens que possuía a seus amigos São João Bosco e São José Benedito Cottolengo.

24. Nascimento de São João Batista

São João Batista, embora concebido no Pecado Original, foi dele purificado antes de nascer, quando sua mãe, Santa Isabel, foi visitada pela Santíssima Virgem, que por sua vez portava no seio o Salvador. Por isso, São João Batista é o único santo cujo nascimento se comemora na Liturgia, além da própria Virgem Maria, que já foi concebida isenta de todo pecado.

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25. São Próspero de Aquitânia (+ séc. IV)

Grande escritor eclesiástico de seu tempo, nascido na Aquitânia, era leigo e foi casado. Conhecia profundamente a Teologia e participou ativamente das controvérsias com os hereges semipelagianos. Correspondeu-se com Santo Agostinho, bispo de Hipona, e consta ter sido secretário do Papa São Leão Magno.

26. São Pelágio, Mártir  (+ Córdoba, 925)

Nascido na Galiza, tinha 13 anos quando foi entregue como refém aos mouros. O emir Abderramão III, torpemente atraído pelo aspecto daquele menino, procurou seduzi-lo. Mas São Pelágio, indignado, respondeu: "Afasta-te, cão! Pensas por acaso que sou um dos teus efeminados lacaios? " Foi cortado em pedaços, tendo os braços e os pés arrancados, e por fim foi decapitado e lançado a um rio.

27. São Cirilo de Alexandria (+ 444)

Patriarca de Alexandria, conseguiu, no Concílio de Éfeso, a condenação dos erros de Nestório e a proclamação da Maternidade Divina de Nossa Senhora.

28. Santo Ireneu, Bispo e Mártir (+ Lyon, França, 202)

Santo Ireneu foi discípulo de São Policarpo de Esmirna, que por sua vez o foi do Apóstolo São João. Nasceu e se formou na Ásia Menor e viveu muitos anos na Gália, onde foi bispo de Lyon. A autoridade muito especial de que ele goza lhe vem da grande proximidade com a tradição apóstólica e do fato de ter conhecido tanto a tradição ocidental quanto a oriental da Igreja. Combateu arduamente os erros gnósticos e assentou as bases sobre as quais se desenvolveria, mais tarde, a ciência da Mariologia. Documentos muito antigos e dignos de todo o crédito afirmam que sofreu o martírio, mas não especificam a forma e o local preciso desse fato. 

29. Comemoração de S. Pedro e S. Paulo  (+ séc. I)

Neste dia a Santa Igreja comemora as duas grandes colunas da Igreja nascente: São Pedro, Príncipe dos Apóstolos e Vigário de Jesus Cristo, e São Paulo, o Apóstolo dos Gentios.

☞ Clique aqui e leia mais sobre os gloriosos São Pedro e São Paulo...

30. Primeiros Mártires da Igreja de Roma (+ 64-67)

São recordados conjuntamente, neste dia, os inúmeros cristãos que sofreram o martírio em Roma, acusados injustamente pelo imperador Nero de terem incendiado a cidade.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Jesus antes dos 30

Edição293 - julho de 2011

Os anos ocultos de Jesus. O que ele fez antes dos 30 anos?


A Bíblia não conta. Mas a história e a arqueologia têm muito a dizer...

"O Novo Testamento contém 27 livros, 7.956 versículos e 138.020 palavras. E uma única referência à juventude de Jesus. 

O Evangelho de Lucas nos conta que, aos 12 anos, ele viajou com os pais de Nazaré a Jerusalém para celebrar o Pessach, a Páscoa judaica. 

Quando José e Maria retornavam a Nazaré, perceberam que Jesus tinha ficado para trás. Procuraram o garoto durante 3 dias e decidiram voltar ao Templo, onde o encontraram discutindo religião com os sacerdotes. 
"E todos que o ouviam se admiravam com sua inteligência" (Lc 2:42-49)
Isso é tudo. Jesus só volta a aparecer no relato bíblico já adulto, por volta dos 30 anos, ao ser batizado no rio Jordão por João Batista. É quando o conhecemos realmente. Da infância, as Escrituras falam sobre o nascimento em Belém, a fuga com os pais para o Egito - para escapar de uma sentença de morte impetrada por Herodes, rei dos judeus - e a volta para Nazaré. Da vida adulta, o ajuntamento dos apóstolos e a pregação na Galileia, além do julgamento e da morte em Jerusalém. Mas o que aconteceu com Jesus entre os 12 e os 30 anos? Qual foi sua formação, o que moldou seu pensamento nesses 18 "anos ocultos"? Afinal, o que ele fez antes de profetizar na Galileia?

A notícia para quem deseja reconstruir o Jesus histórico é que novas análises dos Evangelhos, documentos históricos e achados arqueológicos nos dão pistas sobre a sociedade da época. E dessa forma podemos chegar mais perto de conhecer o homem de Nazaré. E entender o que passava em sua cabeça.


O pedreiro cheio de irmãos 

Uma coisa é certa. Aos 13 anos, Jesus celebrou o bar mitzvah, ritual que marca a maioridade religiosa do judeu. E é bem provável que ele tenha seguido a profissão de José, seu pai. Carpinteiro? Talvez não. "Em Marcos, o mais antigo dos Evangelhos, Jesus é chamado de tekton, que no grego do século 1 designava um trabalhador do tipo pedreiro, não necessariamente carpinteiro", diz John Dominique Crossan, um dos maiores especialistas sobre o tema. Para o historiador, os autores de Mateus e Lucas, que se basearam em Marcos, parecem ter ficado constrangidos com a baixa formação de Jesus. E deram um jeito de melhorar a coisa. Mateus (13:55) diz que o pai de Jesus é que era tekton. E Lucas omitiu todo o versículo.

As mesmas passagens de Marcos e Mateus informam que Jesus tinha 4 irmãos (Tiago, José, Simão e Judas), além de irmãs (não nomeadas). Mas dá para ir mais longe a partir dessa informação. "Se os nomes dos Evangelhos estão corretos, a família de Jesus era muito orgulhosa da tradição judaica. Seus 4 irmãos tinham nomes de fundadores da nação de Israel", diz a historiadora Paula Fredriksen, da Universidade de Boston. "Seu próprio nome em aramaico, Yeshua, recordava o homem que teria sido o braço direito de Moisés e liderado os israelitas no êxodo do Egito, mais de mil anos antes."

Assim, a família teria pelo menos 9 pessoas, mas nem por isso era pobre. Nazaré ficava a apenas 8 km de Séforis - um grande centro comercial onde o rei Herodes, o Grande, governava a serviço de Roma. Com a morte dele, em 4 a.C., militantes judeus se revoltaram contra a ordem política. Deu errado: o general romano Varus chegou da Síria para reprimir os rebeldes. E seu amigo Gaio completou o serviço, queimando a cidade. "Homens foram mortos, mulheres estupradas e crianças escravizadas", diz Crossan. Mas a destruição de Séforis teve um lado positivo: Herodes Antipas, filho do "o Grande", transformou o lugar num canteiro de obras. Isso trouxe uma certa abundância de empregos para a região. Um pequeno boom econômico. Então o ambiente ao redor da família de Jesus não era de privações. "A reconstrução da cidade deve ter gerado muito trabalho para José", diz Paula Fredriksen.

Jesus nasceu no ano da destruição da cidade, 4 a.C. Ou perto disso. O Evangelho de Mateus diz que Jesus nasceu no tempo de Herodes, o Grande (4 a.C. ou antes). Lucas coloca o nascimento na época do primeiro censo que o Império Romano promoveu na Judeia. E isso aconteceu, segundo as fontes históricas romanas, em 6 a.C. A única certeza, enfim, é que "foi por aí" que Jesus nasceu. E que o ódio contra o que os romanos tinham feito em Séforis permeava o ambiente onde ele viveu. "Não é difícil imaginar que Jesus pensou muito sobre os romanos enquanto crescia", diz Crossan.

Na década de 20 d.C., quando Jesus estava nos seus 20 e poucos anos, o sentimento antirromano cresceu mais ainda. Pôncio Pilatos assumiu o governo da Judéia cometendo o maior pecado que poderia: desdenhar da fé dos judeus no Deus único.

Mas, em vez de se unir contra o romano, os judeus se dividiram em seitas. Os saduceus, por exemplo, eram os mais conservadores. Os fariseus eram abertos a ideias novas, como a ressurreição - quando os justos se ergueriam das tumbas para compartilhar o triunfo final de Deus. Os essênios viviam como se o fim dos tempos já tivesse começado: moravam em comunidades isoladas, que faziam refeições em conjunto seguindo estritas leis de pureza. Já os zelotes defendiam a luta armada contra os romanos.

Em qual dessas seitas Jesus se engajou na juventude? Não há consenso entre os pesquisadores. Para alguns, porém, existem semelhanças entre a dos essênios e o movimento que Jesus fundaria - ambas as comunidades viviam sem bens privados, num regime de pobreza voluntária, e chamavam Deus de "pai". Essa hipótese ganhou força com a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto, em 1947. Eles trouxeram detalhes sobre uma comunidade asceta de Qumran, que viveu no século 1 e estaria associada aos essênios. O achado ar-queológico não provou a ligação entre Jesus e essa seita. Até porque os essênios eram sujeitos reclusos, ao passo que Jesus foi pregar entre as massas da Galileia e Jerusalém.

Jesus podia não ser essênio. Mas, para alguns estudiosos, seu mentor foi.


João, o mestre 

Dois dos 4 Evangelhos começam a falar de João Batista antes de mencionar Jesus. É em Marcos e João. O homem que batizaria Cristo aparece descrito como um profeta que se vestia como um homem das cavernas ("em pelos de camelo") e que vivia abaixo de qualquer linha de pobreza traçável ("comia gafanhotos e mel silvestre").

Para a historiadora britânica Karen Armstrong, outra grande especialista no tema, isso indica que João pode ter sido um essênio. A vocação "de esquerda" que Jesus mostraria mais tarde, inclusive, pode vir da ligação do mestre João com a "sociedade alternativa" dos essênios. "É mais fácil passar um camelo pelo buraco de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus", ele diria mais tarde.

Os Evangelhos não falam de João como mestre de Jesus. Nada disso. Ele apenas reconhece Jesus como o Messias na primeira vez que o vê. Os textos sagrados também informam que ele usava o batismo como expediente para purificar seus seguidores, que deviam confessar seus pecados e fazer votos de uma vida honesta.

Então Jesus aparece pedindo para ser batizado. Na Bíblia, esse é o primeiro momento em que vemos o Messias após aqueles 18 anos de ausência.

Depois de purificado nas águas do rio Jordão, Jesus parte para sua vida de pregação, curas e milagres. A vida que todos conhecem.

Para quem entende esse relato à luz da fé, isso basta. Mas é pouco para quem tenta montar um panorama da vida de Jesus, um retrato puramente histórico de quem, afinal, foi o homem da Galileia que sairia da vida para entrar na Bíblia como o Deus encarnado. E uma possibilidade é que Jesus tenha sido um discípulo de João Batista. Discípulo e sucessor.

As evidências: tal como João Batista, Jesus via o mundo dividido entre forças do bem e do mal. E anunciava que Deus logo interviria para acabar com o sofrimento e inaugurar uma era de bondade. Em suma: tanto um como o outro eram o que os pesquisadores chamam de "profetas apocalípticos". E se os Evangelhos jogam tanta luz sobre João Batista (Lucas fala inclusive sobre o nascimento do profeta, assim como faz com Jesus), a possibilidade de que a relação deles tenha sido mais profunda é real.

O grande momento de João Batista na Bíblia, porém, não é o batismo de Jesus. É a sua própria morte. Morte que abriria as portas para o nosso Yeshua, o Jesus da vida real, começar o que começou.


E Yeshua vira Cristo 

João Batista podia se vestir com pele de animal e se alimentar de gafanhotos. Mas tinha a influência de um grande líder político. Prova disso é que morreu por ordem direta de Antipas. O Herodes júnior tinha violado o 10º mandamento da lei judaica: "Não cobiçarás a mulher do próximo". Não só estava cobiçando como estava de casamento marcado com a ex-mulher do irmão, Felipe. João condenou a atitude do rei publicamente. E acabou executado.

Mateus deixa claro como Jesus, então já com seus 12 discípulos e em plena pregação, recebeu a notícia: "Ouvindo isto, retirou-se dali para um lugar deserto, apartado; e, sabendo-o o povo, seguiu-o a pé desde as cidades". Logo na sequência, o Cristo emenda o maior de seus milagres. Sentido com a fome da multidão que ia atrás dele, pegou 5 pães e dois peixes (tudo o que os apóstolos tinham) e foi dividindo. Passava os pedaços aos discípulos, e os discípulos à multidão. "E os que comeram foram quase 5 mil homens, além das mulheres e crianças" (Mateus 14:21). Horas depois, no meio da madrugada, outro milagre de primeiro escalão: Jesus apareceria para os apóstolos andando sobre as águas.

Esses episódios, claro, são parte da vida conhecida de Jesus (ou da mitologia cristã, em termos técnicos). Mas deixam claro: a morte de João foi importante a ponto de ter sido seguida de dois dos grandes episódios da saga de Cristo.

O filho do pedreiro assumiria o vácuo religioso deixado pelo profeta. Agora sim: Yeshua caminharia com as próprias pernas. E começaria a virar Jesus Cristo. "Ele não só assumiu o manto de João, mas alterou sua doutrina. A diferença interessante entre João Batista e Jesus Cristo é que Jesus ergueu o manto caído de Batista e continuou seu programa mudando radicalmente sua visão", diz Crossan.

Ele continua: "João dizia que Deus estava chegando. Mas João foi executado e Deus não veio". Ou seja: para o pesquisador, Jesus teria ficado tão chocado ante a não-intervenção divina que mudou sua visão sobre o que o Reino de Deus significava.

"João Batista havia imaginado uma intervenção unilateral de Deus. Jesus imaginou uma cooperação bilateral: as pessoas deveriam agir em combinação com Deus para que o novo reino chegasse", diz o pesquisador. Ou seja: não adiantaria esperar de braços cruzados. O negócio era fazer o Reino dos Céus aqui e agora. Como? Primeiro, extinguindo a violência. Mas e se alguém me der um soco, senhor? "Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra" (Lucas 6:29). Depois, amando ao próximo como a ti mesmo, ajudando ao pior inimigo se for necessário, como fez o bom samaritano da parábola famosa... Em suma, a essência da doutrina cristã.


A natividade 

Agora, um aparte: chamar de "anos ocultos" apenas a juventude de Jesus é injustiça. O nascimento também é uma incógnita completa. A começar pela data de nascimento: 25 de dezembro era a data em que os romanos celebravam sua festa de solstício de inverno, a noite mais longa do ano. Não porque gostassem de noites sem fim, mas porque ela marcava o começo do fim do inverno. Praticamente todos os povos comemoram esse acontecimento desde o início da civilização - nossas festas de fim de ano, a semana entre o Natal e o Ano-Novo são um reflexo disso. O dia em que Jesus nasceu não consta na Bíblia - foi uma imposição da Igreja 5 séculos depois, para coincidir o nascimento do Messias com a festa que já acontecia mesmo - com troca de presentes e tudo.

"Na verdade, não sabemos nada histórico sobre Jesus antes de sua vida pública, já que os dois primeiros capítulos de Mateus e Lucas [os que relatam o nascimento] são basicamente parábolas, não história", diz Crossan. De acordo com Mateus, José soube num sonho que Maria daria à luz um menino concebido pelo Espírito Santo. Quando Jesus nasce, magos surgem do Oriente e seguem uma estrela que os conduz a Jerusalém. Lá, eles ficam sabendo que o Cristo nasceu em Belém. Seguindo a estrela, os magos chegam à cidade para adorar o menino e lhe regalam com ouro, incenso e mirra. Mas Herodes fica perturbado com o nascimento e manda soldados matarem todos os bebês de até 2 anos em Belém. Assim, José foge com a família para o Egito e depois vai morar em Nazaré, na Galileia, onde Jesus é criado.

"Não há nenhum relato, em qualquer fonte antiga, sobre o rei Herodes massacrar crianças em Belém, ou em seus arredores, ou em qualquer outro lugar. Nenhum outro autor, bíblico ou não, menciona isso", diz o teólogo americano Bart D. Ehrman no livro Quem Foi Jesus? Quem Jesus Não Foi?

No relato de Lucas, o anjo Gabriel vai à casa de Maria, em Nazaré, e lhe avisa que daria à luz um futuro rei. E que o "Filho de Deus" se chamaria Jesus. Maria era uma virgem prometida a José, e o anjo lhe explicou que o filho seria gerado pelo Espírito Santo. Lucas diz que naquela época, "quando Quirino era governador da Síria", um decreto do imperador Augusto obrigou os súditos a se registrar no primeiro censo do Império. Todo mundo devia retornar à cidade de origem para se alistar. Como os ancestrais de José eram de Belém, ele foi com Maria grávida para lá. Jesus nasceu em Belém pouco depois, e foi envolvido em panos na manjedoura. Lá o menino recebeu a visita de pastores e foi circuncidado aos 8 dias, para depois passar a infância em Nazaré.

"Os problemas históricos em Lucas são ainda maiores", diz Ehrman. "Temos registros do reinado de Augusto, e em nenhum deles há referência a um censo para o qual todos teriam de se registrar retornando ao lar dos ancestrais."

Ok, mas afinal por que Mateus e Lucas fazem Jesus nascer em Belém? Bom, de acordo com uma profecia do livro de Miqueias, do Antigo Testamento, o salvador viria de lá. Por que de lá? Porque era a cidade do rei Davi, o mais lendário dos soberanos de Israel.

Depois que o general Pompeu invadiu a Judeia, em 63 a.C., e fez dela província do Império Romano, os profetas passaram a dizer que um rei da linhagem de Davi inauguraria o "reino de Deus". Chamavam essa figura de "o ungido" - já que Davi e outros reis israelitas haviam sido ungidos com óleo. Os Evangelhos foram escritos em grego, o inglês da época. E em grego "ungido" é christos. O Cristo tinha que nascer em Belém. Yeshua provavelmente era de Nazaré mesmo.

Os Evangelhos, por sinal, são obra de autores desconhecidos. É apenas uma convenção dizer que foram escritos por Marcos (secretário do apóstolo Pedro), Mateus (o coletor de impostos), João (o "discípulo amado") e Lucas (o companheiro de viagem de Paulo). Além disso, os escritores não foram testemunhas oculares. "O autor de Marcos escreveu por volta do ano 70. Mateus e Lucas, de 80. E João, no final dos 90", diz Karen Armstrong. E claro: "Eram cristãos. Eles não estavam imunes a distorcer as histórias à luz de suas crenças", diz Ehrman. Afinal, "evangelho" deriva da palavra grega euangélion, que significa "boas novas". O objetivo dos autores não era escrever a biografia de Jesus, e sim propagar a nova fé. Levando isso em conta, chegamos a outra polêmica: os anos considerados como os mais conhecidos da vida de Jesus também são cheios de episódios misteriosos. Vejamos.


Yeshua sai da vida para entrar na Bíblia 

Talvez tenha sido em busca de audiência que Yeshua rumou com os discípulos da Galileia para Jerusalém, por volta do ano 30 d.C. Depois de 3 anos pregando na periferia, já seria hora de atuar no palco principal.

Jerusalém era o pivô do fermento espiritual judaico, e milhares de judeus iam para lá na Páscoa. Os Evangelhos nos dizem que Jesus causou um tumulto no local, destruindo as banquinhas de câmbio (que trocavam moedas estrangeiras dos romeiros por dinheiro local cobrando uma comissão), já que seria uma ofensa praticar o comércio em pleno Templo de Jerusalém, o lugar mais sagrado da Terra para os judeus. Por perturbar a ordem pública, ele foi condenado à cruz. Parece historicamente sólido, mas o episódio central do Novo Testamento também é fonte de reinterpretações.

No julgamento, por exemplo, a multidão teria pedido que Barrabás, um assassino, fosse solto em vez de Jesus - já que era "costume" da Páscoa. Esse costume, porém, não é mencionado em nenhum lugar, exceto nos Evangelhos. Além disso, Jesus pode não ter sido exatamente crucificado, mas "arvorificado". É a teoria (controversa, é verdade) do arqueólogo Joe Zias, da Universidade Hebraica de Jerusalém. Suas pesquisas indicam que as vítimas dos romanos eram mais comumente crucificadas em árvores, pregando uma tábua de madeira no tronco para prender os braços do condenado. Seja como for, não há por que duvidar de que ele tenha sido executado. Roma usava e abusava do expediente para tentar manter o controle das regiões que conquistava. Segundo Flávio Josefo, historiador judeu do século 1, numa só ocasião 2 mil judeus foram executados

A história de Jesus não acaba aí, claro. "Alguns discípulos estavam convencidos de que ele ressuscitara. E que sua ressurreição anunciava os últimos dias, quando os justos se reergueriam das tumbas", diz Armstrong. Para esses judeus cristãos, Jesus logo retornaria para inaugurar o novo reino. O líder do grupo era Tiago, irmão de Jesus, que tinha boas relações com fariseus e essênios. E o movimento se expandiu. Quando Tiago morreu, em 62, Jerusalém vivia o auge da crise política. Em 66, romanos perseguiram os judeus com medo de uma insurgência. Os zelotes se rebelaram e conseguiram manter as tropas do Império afastadas por 4 anos. Com medo de que a rebelião judaica se espalhasse, Roma esmagou os revoltosos. Em 70, o imperador Vespasiano sitiou Jerusalém, arrasou o Templo e deixou milhares de mortos.

"Não temos ideia de como seria o cristianismo se os romanos não tivessem destruído o Templo", diz Armstrong. "Sua perda reverbera ao longo dos livros que formam o Novo Testamento. Eles foram escritos em resposta à tragédia."

Para os pesquisadores, então, os textos sagrados refletem a realidade da Judeia do final do século 1 - e não a do início, a que Jesus viveu de fato. Por exemplo: Barrabás personificaria os sicários, judeus que saíam armados de punhais para matar romanos na calada da noite, como uma forma de vingança pela destruição do Templo. E que por isso mesmo eram assassinos amados pela população.

Quer dizer: Barrabás seria um personagem típico da década de 70 d.C., inserido no episódio da morte de Jesus, fato que aconteceu na década de 30 d.C, num momento em que o ódio aos romanos e o louvor a quem se dispusesse a matá-los não eram tão violentos.

Até a época em que os Evangelhos foram escritos, o movimento de Jesus era apenas um entre as várias seitas judaicas. Os primeiros cristãos se diziam "o verdadeiro Israel" e não tinham intenção de romper com a corrente principal do judaísmo. Mas tudo mudou com a destruição do Templo.

Ela intensificou a rivalidade entre as facções judaicas. "Em sua ânsia por alcançar o mundo gentio (o dos não-judeus), os autores dos Evangelhos estavam dispostos a absolver os romanos da execução de Jesus e declarar, com estridência crescente, que os judeus deviam carregar a culpa", diz Armstrong. João, o Evangelho mais virulento, declara que os judeus são "filhos do Diabo" (João 8:44). Até o autor de Lucas, que tinha uma visão mais positiva do judaísmo, deixou claro que havia um bom Israel (os seguidores de Jesus) e um Israel mau - os fariseus.

A rixa com os fariseus tem lógica, já que eram competidores diretos dos judeus cristãos. "Num extremo do judaísmo estavam os saduceus, a ala mais conservadora. No outro, os essênios, a mais radical. Já os fariseus e os judeus cristãos estavam no meio. Eles lutavam pela mesma coisa: a liderança do povo, que estava entre as duas pontas", diz Crossan.

Não é surpresa, aliás, que os livros do Novo Testamento contenham tantas contradições entre si. "Quando os editores finais do Novo Testamento juntaram esses textos, no início da Idade Média, não se incomodaram com as discrepâncias. Jesus havia se tornado um fenômeno grande demais nas mentes dos cristãos para ser atado a uma única definição", diz Armstrong. Os Evangelhos atribuídos a Marcos, Lucas, Mateus e João seriam finalmente selecionados para o cânon da Igreja. Dezenas de outros evangelhos ficaram de fora.

Só no século 2, quase 100 anos após a morte de Jesus, começam a aparecer relatos sobre ele no centro do Império. Um deles é uma carta do político romano Plínio ao imperador Trajano. Plínio cita pessoas conhecidas como "cristãs" que veneravam "Cristo como Deus". Outra fonte é o historiador romano Tácito, que menciona os "cristãos (...), conhecidos assim por causa de Cristo (...), executado pelo procurador Pôncio Pilatos". Suetônio, que escreveu pouco depois de Tácito, informa sobre uma perseguição de cristãos, "gente que havia abraçado uma nova e perniciosa superstição". Uma "superstição" cuja mensagem convenceria cada vez mais gente, a ponto de, no século 4, o imperador romano em pessoa (Constantino, no caso) converter-se a ela. E o resto é história. Uma história que chega ao seu segundo milênio. Com 2 bilhões de seguidores."


quarta-feira, 24 de junho de 2009

São João Batista ⭐︎ 24 de Junho ⭐︎ Simpatias ⭐︎ Orações


As Festas Juninas surgiram na Europa, originam-se na antiga tradição pagã de celebrar o solstício de verão (hemisfério norte). 

Assim como a cristianização da árvore pagã "sempre verde" que se transformou na árvore de Natal, a Festa Junina do dia de Midsummer (24 de Junho) pouco a pouco, durante a Idade Média, foi transformando-se na festa de São João Batista, o santo celebrado nesse mesmo dia. 

Ainda hoje, a Festa Junina é o traço comum que une todas as festas de São João européias. 

Uma lenda católica antiga, afirma que o costume de acender fogueiras no começo do verão europeu era originado num acordo feito pelas primas Maria e Isabel; para avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista e assim ter seu auxílio, após o parto Isabel teria de acender uma fogueira sobre um monte.

'A relevância do papel de São João Batista reside no fato de ter sido o "precursor" de Cristo, a voz que clamava no deserto e anunciava a chegada do Messias, insistindo para que os judeus se preparassem, pela penitência, para essa vinda. Já no Antigo Testamento encontramos passagens que se referem a João Batista. Ele é anunciado por Malaquias e principalmente por Isaías. Os outros profetas são um prenúncio do Batista e é com ele que a missão profética atingiu sua plenitude. Ele é assim, um dos elos de ligação entre o Antigo e o Novo Testamento. 

Segundo o Evangelho de Lucas, João, mais tarde chamado o Batista, nasceu numa cidade do reino de Judá, filho do sacerdote Zacarias e de Isabel, parenta próxima de Maria, mãe de Jesus. Lucas narra as circunstâncias sobrenaturais que precederam o nascimento do menino. Isabel, estéril e já idosa, viu sua vontade de ter filhos satisfeita, quando o anjo Gabriel anunciou a Zacarias que a esposa lhe daria um filho, que devia se chamar João. 

Depois disso, Maria foi visitar Isabel. "Ora quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre, e Isabel ficou repleta do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: 'Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre ! Donde me vem que a mãe do meu Senhor me visite ?'" (Lc 1:41-43). Todas essas circunstâncias realçam o papel que se atribui a João Batista como precursor de Cristo.

Ao atingir a maturidade, o Batista se encaminhou para o deserto e, nesse ambiente, preparou-se, através da oração e da penitência - que significa mudança de atitude, para cumprir sua missão. Através de uma vida extremamente coerente, não cessava jamais de chamar os homens à conversão, advertindo: " Arrependei-vos e convertei-vos, pois o reino de Deus está próximo". 

João Batista passou a ser conhecido como profeta. Alertava o povo para a proximidade da vinda do Messias e praticava um ritual de purificação corporal por meio de imersão dos fiéis na água, para simbolizar uma mudança interior de vida. A vaidade, o orgulho, ou até mesmo, a soberba, jamais estiveram presentes em São João Batista e podemos comprová-lo pelos relatos evangélicos. 

Por sua austeridade e fidelidade cristã, ele é confundido com o próprio Cristo, mas, imediatamente, retruca: "Eu não sou o Cristo" (Jo 3, 28) e " não sou digno de desatar a correia de sua sandália". (Jo 1,27). Quando seus discípulos hesitavam, sem saber a quem seguir, ele apontava em direção ao único caminho, demonstrando o Rumo Certo, ao exclamar: "Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo". (Jo 1,29).

João batizou Jesus, embora não quisesse fazê-lo, dizendo: "Eu é que tenho necessidade de ser batizado por ti e tu vens a mim ?" (Mt 3:14). Mais tarde, João foi preso e degolado por Herodes Antipas, por denunciar a vida imoral do governante. Marcos relata, em seu evangelho (6:14-29), a execução: Salomé, filha de Herodíades, mulher de Herodes, pediu a este, por ordem da mãe, a cabeça do profeta, que lhe foi servida numa bandeja. O corpo de João foi, segundo Marcos, enterrado por seus discípulos.' Celebremos hoje então, nesta data tão especial, a vida e o legado do glorioso São João Batista!

Conta a tradição que quando São João Batista nasceu, sua mãe, Isabel teria acendido uma grande fogueira para anunciar o nascimento do bebê. Assim, sua prima Maria poderia saber do acontecido mesmo de longe, ao ver o sinal de fumaça no céu. No entanto, históricamente, relata-se que no século 6, a Igreja Católica teria passado a homenagear São João no dia 24 de Junho, próximo à época em que eram realizadas comemorações pelas colheitas na Europa. Só no século 13, outros santos completaram o ciclo de festas juninas. Dia 13 para Santo Antônio, dia 24 para São João Batista e dia 29 para São Pedro e São Paulo.

A partir dessa união entre a festa por boas colheitas e a festa em louvor aos santos católicos, a fogueira - principal elemento nos festejos agrícolas - passou a ser também uma homenagem ao nascimento de São João. De uma forma ou de outra, sinais no céu são o que não faltam no dia desse santo. Fogos de artifício e os temidos balões são marcas da festa que é tradição em todo o Brasil e Portugal. 

Enquanto isso, na terra, bandeiras, muita comida, bebidas e danças típicas são feitas em homenagem ao santo. Existem várias lendas sobre este santo e a tradição de sua festa. Uma delas é a de que São João adormece no seu dia, pois se estivesse acordado vendo as fogueiras que são acesas para homenageá-lo, não resistiria: desceria à Terra e esta correria o risco de incendiar-se. Segundo os devotos, os balões levam os pedidos para São João. 

Assim, acredita-se que se o balão queimar, o desejo não será realizado. Portanto, talvez o melhor seja não se arriscar. É preparado também um mastro para receber a bandeira do santo homenageado. Enquanto ela é levantada são feitas preces, pedidos e simpatias.

Na Umbanda São João Batista é sincretizado com Xangô, Orixá da Justiça, que reina nas pedreiras. Xangô também é sincretizado com São Jerônimo, São Pedro. Seu símbolo é o machado de duas faces, significando que o machado tanto protege seus filhos das injustiças como os punem quando as cometem, bem como, a Estrela de 6 pontas cujo símbolo é em si o poder equilibrador do Universo.

"São João Batista vem, vem minha gente, vem chegando de Aruanda, salve fé e caridade, salve filhos de Umbanda!"



Simpatias

  • Na noite de São João, escreva o nome de quatro pretendentes em cada ponta do lençol e dê um nó em cada uma delas. De manhã, o nó que estiver desmanchado tem o nome da pessoa com quem você irá se casar.
  • Escrever três nomes em pedaços de papel. Dobrá-los bem e colocar, aleatoriamente, um no fogão, outro na rua e o último sob o travesseiro. Ao amanhecer, desdobrar o que está sob o travesseiro; esse será o nome do(a) seu(sua) futuro(a) namorado(a).
  • Numa bacia com água, colocar duas agulhas. Se elas se juntarem, é sinal de que você vai se casar em breve.
  • Simpatia do papel na fogueira: Na beira da fogueira, segurando um papel branco, coloca-se por cima da fogueira e, sem deixar o papel queimar, ir girando-o, enquanto reza uma Salve Rainha. A fumaça irá fazendo um desenho que nada mais será do que o rosto do homem com quem vai se casar.
  • Simpatia da vela: Em uma bacia ou prato virgem, colocar água e levá-la para a beira da fogueira, na noite de S. João. Acender então uma vela e, enquanto vai rezando uma Ave-Maria, deixar os pingos da vela caírem na água. Depois é só interpretar a inicial da letra do homem com quem vai se casar.
  • Simpatia para descobrir namorado: Esta simpatia deve ser feita no dia de São João (24 de Junho) - Se você for a uma festa onde vão estar vários homens interessantes, leve na sua bolsa um pouquinho de sal, embrulhado num guardanapo de papel. Aproxime-se da mesa de comes-e-bebes e, sem que ninguém perceba, jogue uma pitada de sal por cima dos alimentos que serão servidos. Enquanto faz isso, diga mentalmente: “A boca que este sal provar é daquele que vai me amar”. Depois, é só ficar com atenção para ver qual deles vai comer o sanduíche.
  • Para curar verrugas: Simpatia do 1º ramo - As verrugas curam-se passando sobre elas o primeiro ramo que encontrar ao clarear o dia de São João.
  • Banho de São João para obter proteção e alegria: Em uma bacia com água, junte cravos e folhas de alecrim e manjericão e deixe descansar. No dia de são João, tome um banho e jogue a mistura no corpo, do pescoço para baixo, invocando a proteção dele. Enxugue-se apenas de leve.



Oração do penitente a São João Batista

"São João Batista, voz que clama no deserto: "Endireitai os caminhos do Senhor... fazei penitência, porque no meio de vós está quem não conheceis e do qual eu não sou digno de desatar os cordões das sandálias", ajudai-me a fazer penitência das minhas faltas para que eu me torne digno do perdão daquele que vós anunciastes com estas palavras: "Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira os pecados do mundo". São João, pregador da penitência, rogai por nós. São João, precursor do Messias, rogai por nós. São João, alegria do povo, rogai por nós. Assim seja!"

Oração do católico a São João Batista

"Ó Glorioso São João Batista, príncipe dos profetas, precursor do divino Redentor, primogénito da graça de Jesus e da intercessão de sua Santíssima Mãe, que fostes grande diante do Senhor, pelos estupendos dons da graça de que fostes maravilhosamente enriquecido desde o ceio materno, e por vossas admiráveis virtudes, alcançai-me de Jesus, ardentemente vos suplico, que me dê a graça de o amar e servir com extremado afecto e dedicação até a morte. Alcançai-me também, meu excelso protector, singular devoção a Virgem Maria Santíssima, que por amor de vós foi com pressa á casa de vossa mãe S. Isabel, para serdes livre do pecado original e cheio dos dons do Espírito Santo. Se me conseguirdes estas duas graças, como muito espero de vossa grande bondade e poderoso valimento, estou certa de que, amando até a morte a Jesus e a Maria, salvarei minha alma e no céu convosco e com todos os Anjos e Santos amarei e louvarei a Jesus e a Maria entre gozos e delícias eternas. Amém!"

Santa missa do dia 24 de junho:

"Antífona da entrada: "Houve um homem enviado por Deus: o seu nome era João. Veio dar testemunho da Luz e preparar para o Senhor um povo bem disposto a recebê-lo" (Jo 1, 6-7 ; Lc 1, 17)

Oração do dia: Ó Deus, que suscitastes São João Batista, a fim de preparar para o Senhor um povo perfeito, concedei à Vossa Igreja as alegrias espirituais, e dirigi nossos passos no caminho da salvação e da paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Diz-se o Creio.

- Sobre as oferendas

Ó Deus, acorremos ao altar com nosso dons celebrando com devida honra o nascimento de São João Batista, que anunciou a vinda do Salvador do mundo e o mostrou presente entre os homens. Por Cristo, nosso Senhor.

- Prefácio: "A Missão do Precursor"

O Senhor esteja convosco! Ele está no meio de nós! Corações ao alto. O nosso coração está em Deus!

Demos graças ao Senhor, nosso Deus! É nosso dever e nossa salvação! Na verdade é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças sempre e em todo lugar, Senhor Pai Santo, Deus eterno e todo-poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Proclamamos hoje as maravilhas que operastes em São João Batista, precursor de Vosso Filho e Senhor nosso, consagrado como o maior entre os nascidos de mulher. Ainda no seio amterno, ele exultou com a chegada do Salvador da Humanidade, e seu nascimento trouxe grande alegria. Foi o único dos profetas que que mostrou o Cordeiro Redentor. Batizou o próprio autor do Batismo, nas águas assim santificadas, e, derramando seu sangue, mereceu dar o perfeito testemunho de Cristo. Por esta razão, unidos aos anjos e a todos os santos, nós vos aclamamos jubilosos, cantando (dizendo) a uma só voz: Santo, Santo, Santo, Senhor, Deus do universo! O céu e a terra proclamam a Vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!

- Antífona da comunhão: "Graças ao entranhado amor do nosso Deus, visitou-nos a Luz que vem do alto" (Lc 1, 78)

- Oração depois da comunhão: Restaurados ó Deus, à mesa do Cordeiro Divino, concedei que a Vossa Igreja, alegrando-se pelo nascimento de São João Batista, reconheça no Cristo por ele anunciado, Aquele que nos faz renascer. Por Cristo, nosso Senhor.

- Bênção Solene: O Senhor esteja convosco! Ele está no meio de nós! O Deus que é nosso Pai, e nos reuniu hoje para celebrar a festa de São João Batista (padroeiro de nossa Comunidade, ou Paróquia, ou Diocese, ou Arquidiocese), vos abençoe, vos proteja de todo mal e vos confirme na sua paz. Amém! O Cristo Senhor que manifestou em São João Batista a força renovadora da Páscoa, vos torne testemunhas de seu Evangelho. Amém! O Espírito Santo que em São João Batista nos ofereceu um sinal de solidariedade fraterna, vos torne capazes de criar na Igraja uma comunhão de fé e amor. Amém!

Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho e + Espírito Santo. Amém!"

Oração de São João Batista:
(padroeiro de Niterói e São João de Meriti - RJ)

"Glorioso São João Batista, que fostes santificado no seio materno, ao ouvir no seio de vossa mãe a saudação de Maria Santíssima, e canonizado ainda em vida, pelo mesmo Jesus Cristo, que declarou solenemente não haver entre os nascidos de mulher nenhum maior do que vós; por intercessão da Virgem e pelos infinitos merecimentos do seu Divino Filho, de quem fostes precursor, anunciando-O como Messias apontando-O como Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, alcançai-nos a graça de darmos também nós testemunho da verdade e selá-lo até, se preciso for com o próprio sangue, como fizeste vós, degolado iniquamente por ordem de um rei cruel, cujos desmandos e caprichos havíeis justamente verberados em vida, para que, verdadeiramente animados do vosso Espírito, no estado em que Deus nos colocou, possamos um dia gozar convosco da Bem-Aventurança Eterna."

Assim seja! Salve São João Batista! Viva São João Batista!



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