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sábado, 17 de fevereiro de 2018

A Linha do Oriente, ou Ori


A Linha do Oriente, ou Ori, é uma linha neutra, na qual trabalham os Espíritos de Orientais. Estas entidades, em sua maioria, foram em vidas passadas monges, sábios e magos orientais. Também se manifestam nesta mesma linha de Umbanda falanges de Indianos, Egípcios e demais povos do Oriente Médio. Não raro manifestam-se também na Linha do Oriente alguns Espíritos de Xamãs de antigas civilizações da América Central.

Quando incorporam dão ao médium uma sensação de estatura alta e esguia. São sérios e falam pouco. Eficientes em trabalhos de cura e solução de perturbações mentais, demonstram grande conhecimento sobre astrologia, astronomia, alquimia e ciências. Usam incensos e quando vibram junto a outras entidades da mesma linha entoam mantras. 

A Linha do Oriente ficou popular entre os anos 50 a 60, período em que as filosofias budistas e hindus se popularizaram no Brasil. Os imigrantes chineses e japoneses, principalmente, passaram a frequentar a Umbanda e abaram incorporando seus ancestrais e costumes mágicos de seu continente de origem. Segundo relatos de umbandistas mais antigos, em muitos Terreiros, os Espíritos Ciganos trabalhavam originalmente na Linha do Oriente. Nos anos 70 os Ciganos passaram a ser cultuados como uma Linha Neutra distinta da Oriental, a Linha dos Ciganos.

Nas oferendas para o Povo do Oriente utilizamos velas cor-de-rosa, amarela-clara, azul-clara, alaranjada, e ou branca. Servindo suco de morango ou abacaxi, água com mel e vinho doce, branco ou tinto. Os Orientais que fazem uso de fumígenos, para defumações direcionadas, usam cigarros de cravo ou cigarrilhas compridas. 

Alfazema, flores brancas, palmas amarelas, monsenhor branco e monsenhor amarelo, são os elementos vivos do reino vegetal usados em suas entregas e trabalhos. Suas essências: alfazema, olíbano, benjoim, mirra, sândalo e tâmara. Pedras: Citrino, quartzo rutilado, topázio imperial (citrino tornado amarelo por aquecimento) e topázio. Seu dia de maior poder é o primeiro da Lua Cheia.

Orientais na Umbanda ¹

Os Orientais na Umbanda são entidades do Povo do Oriente, ligados às curas e às ciências, que se manifestam em seus médiuns auxiliando no tratamento médico e espiritual, com seu profundo conhecimento destas artes. Se manifestam tanto na Umbanda, como em centros espíritas. 

A Linha do Oriente é dividida em 07 falanges, é composta em sua maioria por entidades de origem oriental é nessa linha que se encontram as falanges dos hindus, árabes, japoneses, chineses, mongóis, egípcios romanos, etc. 

Compõem-se estas falanges de espíritos que tiveram encarnação nesses povos e que através do ensino das ciências ocultas, praticam a caridade pregada na Umbanda.Suas falanges tem por líder São João Batista e são, na Umbanda popular, assim descritas, a partir de cada chefe:

  • Chefiada por Zartú - Legião dos hindus;
  • José de Arimatéia- Legião dos médicos e cientistas;
  • Chefiada por Jimbaruê - Legião dos árabes e marroquinos;
  • Chefiada por Ori do Oriente - Legião dos japoneses, chineses, mongóis e esquimós;
  • Chefiadas por Inhoarairi, Imperador Inca antes de Cristo - Legião dos Egípcios, Astecas, Mongóis e Esquimós, Incas e outras raças antigas.
  • Chefiada por Itaraiaci - Legião dos Índios caraíbas,
  • Chefiada por Marcus I, Imperador Romano - Legião dos Gauleses, Romanos e outras raças européias.

Esta Linha procurou abrigar as mais diversas entidades, que a princípio não se encaixavam na matriz formadora do brasileiro (ameríndios, europeus e africanos). Podendo, a Linha do Oriente vir representada por entidades da linha de caboclo ou pretos-velhos.

As entidades que compõem esta linha são discretas, falando pouco, com linguajar perfeito e bastante correto, sendo que não gostam de dar consultas, e se precisam passar algum ensinamento ao consulente, o fazem através de frases curtas e cheias de significados. Os mais altos conhecimentos esotéricos da antiguidade são conhecidos, no plano astral, pelas entidades que se manifestam nessa Linha, já que nela estão representados grandes mestres do ocultismo (Esoterismo - Cartomancia - Quiromancia - Astrologia - Numerologia - Grafologia - etc.).

Atuando com a arte da cura, as entidades da Linha do Oriente buscam fazer o encarnado compreender bem as causas de suas enfermidades e a necessidade de mudança nessas causas, bem como a necessidade de seguirem à risca os tratamentos indicados. São entidades que vêm com a missão de humanizar corações endurecidos e fecundar a fé, os valores espirituais, morais e éticos no mental humano.

A Linha do Oriente é regida por Oxalá, e Xangô. Sendo que as entidades dessa Linha atuam nas irradiações dos diversos orixás, conforme as demais falanges da Umbanda. (1- Wikipédia)




quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Ensinamento Budista: "A Onda"

O ensinamento budista sobre o movimento inconstante da mente condicionada – seus altos e baixos de apegos e aversões traduzidos em pensamentos, palavras e atos egoístas – é frequentemente comparado a ondas em um oceano...


Ensinamento Budista: "A Onda"

Essa brilhante metáfora é muito mais significativa do que podemos perceber.

"Poucas pessoas sabem que o fenômeno das ondas constantes que surgem a beira-mar ocorre (em geral) por pura transferência da energia dos ventos, absorvida pela superfície fluida do oceano.

O volume das suas águas, na verdade, nunca se movimenta com as ondas; é apenas a energia que navega as vastas distancias, transferindo seu movimento de um ponto a outro por meio da física dos fluidos até despejar sua força acumulada contra a barreira da costa terrestre.

Quando belas ondas se quebram na praia, elas não se compõem de volumes de água que viajaram centenas ou milhares de quilômetros para morrer ali. O que estoura em força nas areias é a energia em movimento que atinge a porção de água já próxima da terra.

Da mesma forma, as ondulações de emoções na mente -- estes altos e baixos de expectativas, lembranças e anseios que nos tornam tão insatisfeitos -- são apenas o resultado do acúmulo de ondas de energia criadas pelas paixões egoístas a explodir em frustração nas margens da consciência, à medida que inexoravelmente se chocam com as realidades relativas da existência.

É a mente condicionada – a energia tensionada de um "eu" encouraçado – que se move. A mente verdadeira permanece una. Toda inconstância em nossas mentes, portanto, não passa de uma ilusão de concretude dos nossos problemas.

Não é o mundo que nos frustra; é a nossa mente obscurecida que se deixa enganar.

Este jorro de energia distorcida pode ser feito de muitas coisas: ciúmes, medos, rancores, vaidades, orgulhos, e tantos mais. Todos são frutos dos três venenos da mente: o ódio, a delusão e a avidez.

Como a água do oceano, a natureza essencial de nossa mente não se perturba pelas distorções em sua superfície. Ela está além da mera identidade pessoal, é incondicional e plena. Ela permanece constante, una, serena.

Quando deixamos de criar a energia da ignorância egoísta em nossa consciência, as ondas de insatisfação não terão mais condições de nos levar de roldão através do teatro humano de ilusões e desesperos.

Não se esqueça deste belo ensinamento: como as ondas do oceano são pura energia dos ventos, as ondas de nossa mente são mera energia do egoísmo.

Pratique meios saudáveis para reconhecer, compreender, transformar e curar as raízes das suas ignorâncias.

A paz não se busca fora de nós mesmos. Ela já se encontra em nossa verdadeira natureza, aguardando para ser redescoberta quando nossa consciência finalmente despertar de seu sono inconstante, e estabelecer a plena harmonia.

Para isso, precisamos dissipar as energias insalubres de nossas mentes. Acalmar o movimento angustiante das ondas de frustração em nossa percepção.

Além das tormentas do desconhecimento de si mesmo, a dádiva da liberdade espera.

Pratique uma vida contemplativa. Aprenda a despertar para a verdadeira substância de sua natureza.

Acalme sua mente, e seja feliz."
Monge Kōmyō, fevereiro de 2015



Recomendado para você: livros sobre a filosofia budista...



terça-feira, 22 de julho de 2014

Felicidade sem medo



"As pessoas felizes não tem as melhores coisas. Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos. A essência da felicidade é não ter medo"



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