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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Chico Xavier e a humildade



"Estávamos – diz Adelino Silveira – na residência do Chico. Seu estado de saúde não lhe permitia deslocar-se até o Centro.

A multidão se comprimia lá na rua em frente.

Quando o portão se abriu, a fila de pessoas tinha alguns quarteirões. Foram passando uma a uma em frente ao Chico. Pessoas de todas as idades, de todas as condições sociais e dos mais distantes lugares do País. Algumas diziam:

– Eu só queria tocá-lo...
– Meu maior sonho era conhecê-lo...
– Só queria ouvir sua voz e apertar sua mão.

Uns queriam notícias de familiares desencarnados, espantar uma idéia de suicídio. Outros nada diziam, nada pediam, só conseguiam chorar.

Com uma simples palavra do Chico, seus semblantes se transfiguravam, saíam sorridentes. Ao ver as pessoas ansiosas para tocá-lo, a interminável fila, a maneira como ele atendia a todos fiquei pensando: “Meu Deus, a aura do Chico é tão boa... seu magnetismo é tão grande, que parece que pulveriza nossas dores e ameniza nossas ansiedades”.

De repente, ele se volta para mim e diz:

– Comove-me a bondade de nossa gente em vir visitar-me. Não tenho mais nada para dar. Estou quase morto. Por que você acha que eles vêm?

Perguntou-me e ficou esperando a resposta.


Aí, pensei: Meu Deus, frente a um homem desses, a gente não pode mentir nem dizer qualquer coisa que possa vir ofender a sua humildade (embora ele sempre diga que nunca se considerou humilde). Comecei então a pensar que quando Jesus esteve conosco, onde quer que aparecesse, a multidão o cercava.

Eram pessoas de todas as idades, de todas as classes sociais e dos mais distantes lugares. Muitos iam esperá-lo nas estradas, nas aldeias ou nas casas onde Ele se hospedava. Onde quer que aparecesse, uma multidão o cercava. Tanto que Pedro lhe disse certa vez: “Bem vês que a multidão te comprime”.

Zaqueu chegou a subir numa árvore somente para vê-lo. Ver, tocar, ouvir era só o que queriam as pessoas. Tudo isso passou pela minha cabeça com a rapidez de um relâmpago. E como ele continuava olhando para mim esperando a resposta, animeime a dizer:

– Chico, acho que eles estão com saudades de Jesus.

Palavras tiradas do fundo do coração, penso que elas não ofenderam sua modéstia.

A multidão continuou desfilando. Todos lhe beijavam a mão e ele beijava a mão de todos. Lá pelas tantas da noite, quando a fila havia diminuído sensivelmente, percebi que seus lábios estavam sangrando. Ele havia beijado a mão de centena de pessoas. Fiquei com tanta pena daquele homem, nos seus oitenta e oito anos, mais de setenta dedicados ao atendimento de pessoas, que me atrevi a lhe perguntar:

– Por que você beija a mão deles?

A humildade de sua resposta continuará emocionando-me sempre:

– Porque não posso me curvar para beijar-lhes os pés."

(Do livro “Momentos com Chico Xavier”, de Adelino da Silveira.1ª ed. 1999.)


sábado, 13 de junho de 2015

Dia 13 de junho, VIVA SANTO ANTÔNIO!

Que Santo Antônio abençoe a todos, disseminando o sentimento de amor e caridade com o próximo.

Desejo um mundo cheio de amor a todos nós. Desejo especialmente hoje, aos casais e aos que ainda estão em busca, que nosso querido Santo Antônio os ajude a encontrar o amor!!!


VIVA SANTO ANTÔNIO!

Se milagres desejais,
Recorrei a Santo António;
Vereis fugir o demónio
E as tentações infernais.

Recupera-se o perdido,
Rompe-se a dura prisão

E no auge do furacão

Cede o mar embravecido.

Todos os males humanos
Se moderam, se retiram,
Digam-no aqueles que o viram,
E digam-no os paduanos.

Repete-se: Recupera-se o perdido...

Pela sua intercessão
Foge a peste, o erro, a morte,
O fraco torna-se forte
E torna-se o enfermo são.

Repete-se: Recupera-se o perdido...

Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo…

Repete-se: Recupera-se o perdido...

V: Rogai por nós, bem-aventurado Santo António.
R: Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Volta Caboclo - Oração para chamar de volta seu Caboclo




Vem das tuas verdes matas para o recesso da minha mediunidade sau­dosa dos teus benditos fluídos!

Vem incensar minh'alma com o aro­ma da tua presença querida, fa­zen­do ecoar em meus ouvidos aten­tos, o “quiô” da tua vibração!

Vem trazer-me o calor das tuas pa­lavras fluentes, traduzidas na so­no­­ri­dade das folhas das palmeiras quan­do se espanam no ar.

Quero, contigo, apanhar as fo­lhas da Jurema para adornar todo o meu Juremá, Cruzar meu caminho com galhos de arruda e enfeitar minha gira com ramos de guiné.

Vem! Traz o teu arco forte e a tua flecha certeira. Vamos, numa só vi­bração, penetrar no seio da mata virgem, procurar o inimigo que lá se esconde e desarmá-lo, à pujança do teu braço forte!

Volta, Caboclo! Coloca em minha fronte o teu belo cocar… e entrosa em mim, tua essência pura de aromá­ticos jardins, contida em tão pequeno frasco!
Como podes usar-me, tu, enviado bendito das falanges superiores, para cumprimento da tua missão? A que sacrifícios se submete a tua aura, pois, sendo tão grande, consegue incorpo­rar-se num tão diminuto ser! Mesmo sabendo-me o mais insignificante dos teus médiuns, rogo-te, com ânsias deses­peradas na voz e uma saudade torturante em meu cora­ção: “Volta ao teu reino de Luz onde impera a verda­deira caridade! Volta ao teu pégi de amor onde te aguar­dam, ansiosos, os teus filhos de fé e o teu mo­desto apa­relho receptor.

As ondas vibráteis da minha me­diu­nidade que­rem voltar a funcionar ao toque das tuas abençoadas mãos. Teu re­gresso será uma festa emo­cio­nal onde as lágrimas mal contidas se confun­di­rão com o sorriso de algu­mas cria­turas que não sabem chorar.

Teu ponto riscado iluminado es­tá teu ponto cantado, entoado num só diapasão de voz, te abrirá ao nosso meio, para aconchego dos que reco­nhe­cem em ti, um trabalhador no cam­po sublime da caridade!

Teu assobio atrairá a atenção da­queles que ainda te crêem em missão no Alto e de pronto, estarás entre nós, numa vibração harmoniosa que a todos envolverá.

Volta Caboclo!


quinta-feira, 1 de abril de 2010

"Per quem"


"Per quem hæc ómnia Dómine, semper bona creas, sanctíficas, vivíficas, benedícis, et præstas nobis."

Por Ele, Senhor, criais sempre todos estes bens, os santificais, vivificais, abençoais e no-los concedeis.


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