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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Prece Judaica





Ouve Israel, 
O Senhor Deus é o único Senhor
Portanto amarás o Senhor teu Deus
Com todo o teu coração
Com toda a tua alma
Com toda a tua força.

Rezamos para conhecer diante de Quem estamos, de Quem nos deu o presente da vida. Rezamos por ventos que dispersem a atmosfera de tristeza, por chuvas que limpem e nutram a vida e a preencham de esperança. Rezamos para ter a força de crescer em direção ao sol e escolher sempre a vida. Rezamos para que o amor nos acompanhe em todas as estações, e que possamos florir e frutificar a cada novo ano de nossas vidas. Rezamos para voltar a ficar de pé, nós que caímos; sermos curados, nós que nos sentimos enfermos ou fragilizados, e para desatarmos os nós que nos mantém afastados do mundo da beleza, da saúde e do equilíbrio. Rezamos para que nossos olhos se abram e possam ver o potencial de nosso ser autêntico e a força da vida que nos reequilibra continuamente. Rezamos para poder caminhar no jardim de uma vida plena de propósito e significado, com nosso poder conectado ao poder de cada um que busca um mundo melhor.

Cura-nos, Adonai, e estaremos curados. Ajuda-nos e salva-nos porque Tu és a nossa glória. Conceda cura perfeita para todas as nossas aflições, porque Tu és o Deus da cura, fiel e misericordioso. Bendito és Tu, Adonai, que curas o Teu povo, Israel.

Conceda-nos, Adonai, Tua misericórdia e proteção, E, em Tua proteção, dá-nos força; E, por nossa força; conceda-nos sabedoria, e, nesta sabedoria, torna-nos justo; E que, em nossa justiça, haja sempre amor, E neste amor, Adonai, o amor por Ti, E, no amor por Ti, o amor por todos os seres.

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Fonte: Com informações de Philippe Bandeira de Mello (Facebook) | Google Images

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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Lendas de Exú

Orixá Exú, Candomblé do Brasil, 1978 - Foto: Jurema Oliveira (CC0)


Exu, que entre outras coisas é o Mensageiro dos Orixás, vigia as passagens, abre e fecha os caminhos.


Por isso ajuda a resolver problemas da vida fora de casa e a encontrar caminhos para progredir, além de proteger contra perigos e inimigos. 

É o orixá da comunicação, da paciência, da ordem e da disciplina. É o guardião das aldeias, cidades, casas e do axé, das coisas que são feitas e do comportamento humano.


A palavra Èșù, em iorubá, significa 'esfera', e, na verdade, Exu é o orixá do movimento. 


Ele é quem deve receber as oferendas em primeiro lugar a fim de assegurar que tudo corra bem e de garantir que sua função de mensageiro entre o Orun (o mundo espiritual) e o Aiye (o mundo material) seja plenamente realizada.

É o responsável por administrar as encruzilhadas da psiquê humana.  É o dono dos caminhos, o que abre e fecha o acesso do ser humano às fortunas e à felicidade. Em síntese, o grande agente mágico do equilíbrio universal. Também é o guardião dos trabalhos de magia, pela qual opera com as forças do astral. Assim deve caminhar a vida, lembrando sempre de que sem Exú não se faz nada!

Conheça algumas lendas, muito antigas, sobre o grande Orixá que é Exú. Essas histórias vão te ajudar a compreender melhor suas características, beleza e magia:

 Porque Exú Recebe Oferendas Antes Dos Outros Orixás 

"Exu foi o primeiro filho de Iemanjá e Oxalá. Ele era muito levado e gostava de fazer brincadeiras com todo mundo. Tantas fez que foi expulso de casa. Saiu vagando pelo mundo, e então o país ficou na miséria, assolado por secas e epidemias. 

O povo consultou Ifá, que respondeu que Exu estava zangado porque ninguém se lembrava dele nas festas; e ensinou que, para qualquer ritual dar certo, seria preciso oferecer primeiro um agrado a Exu. Desde então, Exu recebe oferendas antes de todos, mas tem que obedecer aos outros Orixás, para não voltar a fazer tolices."

 Vingança de Exú 


"Um homem rico tinha uma grande criação de galinhas. Certa vez, chamou um pintinho muito travesso de Exú, acrescentando vários xingamentos. 

Para se vingar, Exú fez com que o pinto se tornasse muito violento. Depois que se tornou galo, ele não deixava nenhum outro macho sossegado no galinheiro: feria e matava todos os que o senhor comprava. 

Com o tempo, o senhor foi perdendo a criação e ficou pobre. Então, perguntou a um babalaô o que estava acontecendo. O sacerdote explicou que era uma vingança de Exú e que ele precisaria fazer um ebó pedindo perdão ao Orixá. Amedrontado, o senhor fez a oferenda necessária e o galo se tornou calmo, permitindo que ele recuperasse a produção."

 Exú instaura o conflito entre Iemanjá, Oiá e Oxum 

"Um dia, foram juntas ao mercado Iansã e Oxum, esposas de Xangô, e Iemanjá, esposa de Ogum. Exú entrou no mercado conduzindo uma cabra, viu que tudo estava em paz e decidiu plantar uma discórdia. Aproximou-se de Iemanjá, Iansã e Oxum e disse que tinha um compromisso importante com Orumilá.

Ele deixaria a cidade e pediu a elas que vendessem sua cabra por vinte búzios. Propôs que ficassem com a metade do lucro obtido. Iemanjá, Oiá e Oxum concordaram e Exú partiu. A cabra foi vendida por vinte búzios. Iemanjá, Iansã e Oxum puseram os dez búzios de Exú a parte e começaram a dividir os dez búzios que lhe cabiam. 

Iemanjá contou os búzios. Haviam três búzios para cada uma delas, mas sobraria um. Não era possível dividir os dez em três partes iguais. Da mesma forma Iansã e Oxum tentaram e não conseguiram dividir os búzios por igual. Aí as três começaram a discutir sobre quem ficaria com a maior parte.

Iemanjá disse: “É costume que os mais velhos fiquem com a maior porção. Portanto, eu pegarei um búzio a mais”. Oxum rejeitou a proposta de Iemanjá, afirmando que o costume era que os mais novos ficassem com a maior porção, que por isso lhe cabia.

Iansã intercedeu, dizendo que, em caso de contenda semelhante, a maior parte caberia à do meio. As três não conseguiam resolver a discussão. Não havia meio de resolver a divisão. Exú voltou ao mercado para ver como estava a discussão. 

Ele disse: “Onde está minha parte?”.

Elas deram a ele dez búzios e pediram para dividir os dez búzios delas de modo eqüitativo. Exú deu três a Iemanjá, três a Oiá e três a Oxum. O décimo búzio ele segurou. Colocou-o num buraco no chão e cobriu com terra. Exú disse que o búzio extra era para os antepassados, conforme o costume que se seguia no Orun.

Toda vez que alguém recebe algo de bom, deve-se lembrar dos antepassados. Dá-se uma parte das colheitas, dos banquetes e dos sacrifícios aos Orixás, aos antepassados. Assim também com o dinheiro. Este é o jeito como é feito no Céu. Assim também na terra deve ser. Quando qualquer coisa vem para alguém, deve-se dividi-la com os antepassados. “Lembrai que não deve haver disputa pelos búzios.”

Iemanjá, Oiá e oxum reconheceram que Exú estava certo. E concordaram em aceitar três búzios cada. Todos os que souberam do ocorrido no mercado de Oió passaram a ser mais cuidadosos com relação aos antepassados, a eles destinando sempre uma parte importante do que ganham com os frutos do trabalho e com os presentes da fortuna."


 Exú torna-se o amigo predileto de Orumilá 


"Como se explica a grande amizade entre Orumilá e Exú, visto que eles são opostos em grandes aspectos?


Orumilá, filho mais velho de Olorum, foi quem trouxe aos humanos o conhecimento do destino pelos búzios.

Exú, pelo contrario, sempre se esforçou para criar mal-entendidos e rupturas, tanto aos humanos como aos Orixás. Orumilá era calmo e Exú, quente como o fogo.

Mediante o uso de conchas adivinhas, Orumilá revelava aos homens as intenções do supremo deus Olorum e os significados do destino. Orumilá aplainava os caminhos para os humanos, enquanto Exú os emboscava na estrada e fazia incertas todas as coisas. O caráter de Orumilá era o destino, o de Exú, era o acidente. Mesmo assim ficaram amigos íntimos.

Uma vez, Orumilá viajou com alguns acompanhantes. Os homens de seu séqüito não levavam nada, mas Orumilá portava uma sacola na qual guardava o tabuleiro e os Obis que usava para ler o futuro.

Mas na comitiva de Orumilá muitos tinham inveja dele e desejavam apoderar-se de sua sacola de adivinhação. Um deles mostrando-se muito gentil, ofereceu-se para carregar a sacola de Orumilá. Um outro também se dispôs à mesma tarefa e eles discutiram sobre quem deveria carregar a tal sacola. Até que Orumilá encerrou o assunto dizendo: “Eu não estou cansado. Eu mesmo carrego a sacola”.

Quando Orumilá chegou em casa, refletiu sobre o incidente e quis saber quem realmente agira como um amigo de fato. Pensou então num plano para descobrir os falsos amigos. Enviou mensagens com a notícia de que havia morrido e escondeu-se atrás da casa, onde não podia ser visto. E lá Orumilá esperou.

Depois de um tempo, um de seus acompanhantes veio expressar seu pesar. O homem lamentou o acontecido, dizendo ter sido um grande amigo de Orumilá e que muitas vezes o ajudara com dinheiro. Disse ainda que, por gratidão, Orumilá lhe teria deixado seus instrumentos de adivinhar.

A esposa de Orumilá pareceu compreendê-lo, mas disse que a sacola havia desaparecido. E o homem foi embora frustrado. Outro homem veio chorando, com artimanha pediu a mesma coisa e também foi embora desapontado. E assim, todos os que vieram fizeram o mesmo pedido. Até que Exú chegou.

Exú também lamentou profundamente a morte do suposto amigo. Mas disse que a tristeza maior seria da esposa, que não teria mais pra quem cozinhar. Ela concordou e perguntou se Orumilá não lhe devia nada. Exú disse que não. A esposa de Orumilá persistiu, perguntando se Exú não queria a parafernália de adivinhação. Exú negou outra vez. Aí Orumilá entrou na sala, dizendo: “Exú, tu és sim meu verdadeiro amigo!”. Depois disso nunca teve amigos tão íntimos, tão íntimos como Exú e Orumilá."

 Exú leva aos homens o Oráculo de Ifá 


"Em épocas remotas os deuses passaram fome. Às vezes, por longos períodos, eles não recebiam bastante comida de seus filhos que viviam na Terra. 


Os deuses cada vez mais se indispunham uns com os outros e lutavam entre si guerras assombrosas.

Os descendentes dos deuses não pensavam mais neles e os deuses se perguntavam o que poderiam fazer. Como ser novamente alimentados pelos homens? 

Os homens não faziam mais oferendas e os deuses tinham fome. Sem a proteção dos deuses, a desgraça tinha se abatido sobre a Terra e os homens viviam doentes, pobres, infelizes. 

Um dia Exú pegou a estrada e foi em busca de solução. Exú foi até Iemanjá em busca de algo que pudesse recuperar a boa vontade dos homens. Iemanjá lhe disse: “Nada conseguirás. Xapanã já tentou afligir os homens com doenças, mas eles não vieram lhe oferecer sacrifícios”. 

E continuando... falou: “Exú matará todos os homens, mas eles não lhe darão o que comer. Xangô já lançou muitos raios e já matou muitos homens, mas eles nem se preocupam com ele. Então é melhor que procures solução em outra direção. Os homens não tem medo de morrer. Em vez de ameaçá-los com a morte, mostra a eles alguma coisa que seja tão boa que eles sintam vontade de tê-la. E que, para tanto, desejem continuar vivos”.

Exú retornou então seu caminho e foi procurar Orungã. Orungã lhe disse: “Eu sei por que vieste. Os dezesseis deuses tem fome. É preciso dar aos homens alguma coisa de que eles gostem, alguma coisa que os satisfaça. Eu conheço algo que pode fazer isso. É uma grande coisa que é feita com dezesseis caroços de dendê. Arranja os cocos da palmeira e entenda seu significado. Assim poderás conquistar os homens”.

Exú foi ao local onde havia palmeiras e conseguiu ganhar dos macacos dezesseis cocos. Exú pensou e pensou, mas não atinava no que fazer com eles. Os macacos então lhe disseram: 

“Exú, não sabes o que fazer com os dezesseis cocos de palmeira? Vai andando pelo mundo e em cada lugar pergunta o que significam esses cocos de palmeira. Deves ir a dezesseis lugares para saber o que significam esses cocos de palmeira. Em cada um desses lugares recolheras dezesseis odus, recolherás dezesseis histórias, dezesseis oráculos. Cada história tem a sua sabedorias, conselhos que podem ajudar os homens. Vai juntando os odus e ao final de um ano terás aprendido o suficiente. Aprenderás dezesseis vezes dezesseis odus. Então volta para onde moram os deuses. Ensina aos homens o que terás aprendido e os homens irão cuidar de Exú de novo”. 

Exú fez o que lhe foi dito e retornou ao Orun, o Céu dos Orixás. Exú mostrou aos deuses os odus que havia aprendido e os deuses disseram: “Isso é muito bom”. Os deuses, então, ensinaram o novo saber aos seus descendentes, os homens. Os homens então puderam saber todos os dias os desígnios dos deuses e os acontecimentos do porvir. Quando jogavam os dezesseis cocos de dendê e interpretavam o odu que eles indicavam, sabiam da grande quantidade de mal que havia no futuro. 

Eles aprenderam a fazer sacrifícios aos Orixás para afastar os males que os ameaçavam. Eles recomeçavam a sacrificar animais e a cozinhar suas carnes para os deuses. Os Orixás estavam satisfeitos e felizes. Foi assim que Exú trouxe aos homens o Oráculo de Ifá."


Veja também:




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Fonte: Contos transmitidos do folclore das Religiões de Matriz Africana (web.archive.org)

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

São Sebastião

 PELA FÉ 
 HISTÓRIA DA VIDA E MARTÍRIO DE SÃO SEBASTIÃO 
 Padroeiro do Rio de Janeiro; Protetor contra peste, fome e guerras 
 Data de comemoração: 20 de Janeiro 

♱ São Sebastião, rogai por nós ♱

São Sebastião nasceu em Narvonne, França, no final do século III, e desde muito cedo seus pais se mudaram para Milão, onde ele cresceu e foi educado. 

Seguindo o exemplo materno, desde criança São Sebastião sempre se mostrou forte e piedoso na fé. Atingindo a idade adulta, alistou-se como militar, nas legiões do Imperador Diocleciano, que até então ignorava o fato de Sebastião ser um cristão de coração. 

A figura imponente, a prudência e a bravura do jovem militar, tanto agradaram ao Imperador, que este o nomeou comandante de sua guarda pessoal. 

Nessa destacada posição, Sebastião se tornou o grande benfeitor dos cristãos encarcerados em Roma naquele tempo. Visitava com freqüência as pobres vítimas do ódio pagão, e, com palavras de dádiva, consolava e animava os candidatos ao martírio aqui na terra, que receberiam a coroa de glória no céu.

Enquanto o imperador empreendia a expulsão de todos os cristãos do seu exército, Sebastião foi denunciado por um soldado. Diocleciano sentiu-se traído, e ficou perplexo ao ouvir do próprio Sebastião que era cristão. Tentou, em vão, fazer com que ele renunciasse ao cristianismo, mas Sebastião com firmeza se defendeu, apresentando os motivos que o animava a seguir a fé cristã, e a socorrer os aflitos e perseguidos.

O Imperador, enraivecido ante os sólidos argumentos daquele cristão autêntico e decidido, deu ordem aos seus soldados para que o matassem a flechadas. Tal ordem foi imediatamente cumprida: num descampado, os soldados despiram-no, o amarraram a um tronco de árvore e atiraram nele uma chuva de flechas. Depois o abandonaram para que sangrasse até a morte.

À noite, Irene, mulher do mártir Castulo, foi com algumas amigas ao lugar da execução, para tirar o corpo de Sebastião e dar-lhe sepultura. Com assombro, comprovaram que o mesmo ainda estava vivo. Desamarraram-no, e Irene o escondeu em sua casa, cuidando de suas feridas. Passado um tempo, já restabelecido, São Sebastião quis continuar seu processo de evangelização e, em vez de se esconder, com valentia apresentou-se de novo ao imperador, censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos, acusados de inimigos do Estado.

Diocleciano ignorou os pedidos de Sebastião para que deixasse de perseguir os cristãos, e ordenou que ele fosse espancado até a morte, com pauladas e golpes de bolas de chumbo. E, para impedir que o corpo fosse venerado pelos cristãos, jogaram-no no esgoto público de Roma.

Uma piedosa mulher, Santa Luciana, sepultou-o nas catacumbas. Assim aconteceu no ano de 287. Mais tarde, no ano de 680, suas relíquias foram solenemente transportados para uma basílica construída pelo Imperador Constantino, onde se encontram até hoje. Naquela ocasião, uma terrível peste assolava Roma, vitimando muitas pessoas. Entretanto, tal epidemia simplesmente desapareceu a partir do momento da transladação dos restos mortais desse mártir, que passou a ser venerado como o padroeiro contra a peste, fome e guerra.

As cidades de Milão, em 1575 e Lisboa, em 1599, acometidas por pestes epidêmicas, se viram livres desses males, após atos públicos suplicando a intercessão deste grande santo. São Sebastião é também muito venerado em todo o Brasil, onde muitas cidades o tem como padroeiro, entre elas, o Rio de Janeiro.



segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Santos católicos do mês de Janeiro

Imagens de alguns Santos e Santas do Mês de Janeiro

1. Bem-aventurada Virgem Maria


Antigamente, nesta data se celebrava a Circuncisão do Menino Jesus. Atualmente, nela se celebra a Santíssima Virgem, que o Concílio de Éfeso (431) proclamou "Theotókos" (Mãe de Deus). Esta comemoração ocorre dentro das festividades de Natal, na oitava de Natal (8 dias depois da Natividade, 1º dia do ano novo), para relembrarmos o nascimento de Jesus, o Filho de Deus.

De acordo com a tradição católica, é a primeira Festa Mariana da Igreja Ocidental e começou a ser celebrada em Roma no século VI, possivelmente junto com a dedicação do templo, no dia 1º de janeiro, a “Santa Maria Antiga” no Foro Romano, uma das primeiras igrejas marianas de Roma. Desta forma, esta Festa Mariana encontra seu marco litúrgico no Natal e ao mesmo tempo em que todos os católicos começam o ano novo pedindo a proteção da Santíssima Virgem Maria.

2. S. Basílio Magno e S. Gregório (+ 379 e + 390)

Os dois Santos celebrados conjuntamente pela Igreja foram amigos e seguiram carreiras paralelas. Ambos provinham de famílias de santos, ambos foram monges, bispos e lutaram contra o arianismo, a grande heresia da época. São Basílio era neto de Santa Macrina, filho de Santa Emélia e irmão de São Gregório de Nissa, de São Pedro de Sebaste e de outra Santa Macrina. Foi bispo de Cesaréia e escreveu a célebre Regra dos Monges do Oriente. São Gregório Nazianzeno era filho de São Gregório, o Velho e de Santa Nona, e irmão de Santa Gorgônia. Como Patriarca de Constantinopla, presidiu ao primeiro Concílio de Constantinopla, que definiu solenemente a Divindade do Espírito Santo. Foi perseguido pelos hereges arianos, que o forçaram a deixar sua cátedra, retornando então à vida de monge.

3. Santa Genoveva, Virgem (+ Paris, 512)

Consagrou sua virgindade a Deus desde jovem, e levou vida de penitência e oração até os 89 anos de idade, quando faleceu. É protetora da cidade de Paris, que salvou da invasão dos bárbaros hunos, chefiados por Átila.

4. Santa Ângela de Foligno (+ Itália, 1309)

De família abastada, foi casada e teve vários filhos. Entregou-se às vaidades do mundo até que, ficando viúva e tendo perdido sucessivamente os filhos, converteu-se, ingressou na Ordem Terceira de São Francisco e passou a levar vida de penitência. É considerada uma das maiores místicas da História da Igreja.

5. São Simeão Estilita, Confessor (+ Síria, 459)

Praticou penitências espantosas, daquelas que a Igreja propõe mais à admiração do que à imitação dos fiéis. Desejoso de entregar-se ao isolamento e à oração, construiu uma coluna de 28 metros de altura, no topo da qual se refugiou. Daquele lugar insólito pregava, convertia pecadores e dava orientação a pessoas que de muito longe iam procurar seus conselhos, inclusive imperadores e reis.

6. Santos Reis Magos

Epifania, em grego, significa manifestação. Neste dia a Igreja celebra a festa da Epifania, ou seja, a visita dos Magos que foram adorar o Menino Jesus. Essa visita simboliza a manifestação de Nosso Senhor não somente aos judeus, mas a todas as nações da Terra. 

Veja: Dia de Santos Reis :: Melchior, Gaspar e Baltazar

7. S. Raimundo de Penhaforte, Confessor (+ Espanha, 1275)

De nobre família catalã, foi muito reputado pelos conhecimentos de Direito Canônico e se celebrizou pela santidade e pelos milagres que praticava. Fundou com São Pedro Nolasco a Ordem das Mercês, para a libertação dos cativos. Ingressou na Ordem dominicana, da qual foi o terceiro Geral. Grande amigo de São Tomás de Aquino, pediu a este que escrevesse a "Suma contra os Gentios" e colaborou com seus estudos. Morreu aos 100 anos de idade.

8. São Pedro Tomás, Mártir (+ Chipre, 1366)

Nascido na França, foi carmelita e se destacou como diplomata a serviço do Papado, sendo encarregado de difíceis negociações em vários países. Foi nomeado Legado Papal para todo o Oriente e, nessa condição, chefiou uma Cruzada que partiu de Chipre e atacou os muçulmanos em Alexandria. Durante o combate, conservou-se com a Cruz elevada, no meio dos que lutavam, e recebeu ferimentos em conseqüência dos quais faleceu alguns meses depois. Foi um dos mais ardorosos defensores da Imaculada Conceição de Maria Santíssima.

9. Santo André Corsini (+ Fiésole, 1373)

Também foi carmelita e contemporâneo do anterior. Provinha de uma família das mais ilustres de Florença. Teve inicialmente vida dissipada e censurável, mas converteu-se e ingressou na Ordem do Carmo, onde praticou penitências heróicas. Mais tarde foi eleito bispo de Fiésole, falecendo com fama de eminente santidade.

10. São Guilherme de Bourges (+ 1209)

Descendia da família dos Condes de Nevers. Amando a solidão, ingressou na Ordem de Cister. Designado bispo de Bourges, na França, destacou-se pela caridade para com os pobres e foi de todos os pontos de vista um modelo de pastor. Dispunha-se a ir combater os hereges albigenses quando faleceu. Tão notória era sua santidade que nove anos depois da morte já foi canonizado.


11. São Teodósio, o Cenobita (+ Palestina, 529)

Era natural da Capadócia. Retirou-se para um deserto perto de Belém, na Terra Santa, para ali viver recolhido. Numerosos discípulos, de diversas nacionalidades, foram atraídos e reunidos por ele, num mosteiro cenobítico. Edificou três hospitais e quatro igrejas. Faleceu aos 105 anos de idade.

12. São João de Ravena, Bispo (+ Itália, 494)

Era bispo de Ravena quando, por ocasião de uma invasão bárbara, afastou-se do continente com numerosos fugitivos. É considerado um dos fundadores da cidade de Veneza.

13. Santo Hilário de Poitiers (+ 367)

Lutou tenazmente contra os hereges arianos, que negavam a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Foi por isso chamado "o Atanásio do Ocidente". Como Santo Atanásio foi perseguido e exilado. Escreveu numerosos livros sobre a Santíssima Trindade.

14. São Félix de Nola (+ 256)

De origem síria, era sacerdote. Aprisionado por ocasião das perseguições de Décio e Valeriano, sofreu com inquebrantável firmeza diversos suplícios, até que foi libertado do cárcere por um Anjo. Mais tarde, recusou por humildade o Bispado de Nola. Embora não tenha sido morto por ódio à fé, é chamado de mártir pelo muito que sofreu por amor a Jesus Cristo.

15. São Mauro (+ Subiaco, 584)

São Mauro, mais conhecido na tradição luso-brasileira como Santo Amaro, tinha apenas 12 anos quando seu pai, um senador romano, o entregou a São Bento para ser educado no temor de Deus. Era considerado um perfeito discípulo de seu mestre e, sendo ainda muito jovem, recebeu dele encargos de grande responsabilidade. Certa ocasião caminhou sobre as águas para salvar o menino São Plácido, que estava se afogando.

16. São Marcelo I, Papa (+ Roma, 309)

Dedicou-se à reorganização da Igreja após a terrível perseguição de Diocleciano. Foi exilado pelo imperador Maxêncio e obrigado a trabalhar como escravo em sua própria igreja, a qual fora transformada em estábulo. Morreu em conseqüência dos maus tratos recebidos.

17. Santo Antão Abade (+ Egito, 356)

Também conhecido como Santo Antônio do Deserto. Aos 20 anos distribuiu aos pobres toda a sua fortuna e foi entregar-se à oração e à penitência no deserto, onde sofreu rudes ataques do demônio. Reuniu numerosos discípulos e foi chamado "Pai dos monges cristãos". Faleceu aos 105 anos de idade.

18. Santa Prisca / Priscila (+ Roma, Séc. I)

Segundo alguns autores, tinha apenas 13 anos quando São Pedro a batizou, em Roma. Sofreu pouco depois o martírio, por não ter sacrificado aos deuses pagãos. É considerada a primeira mártir do Ocidente.

19. São Canuto IV, Rei (+ Dinamarca, 1086)

Rei da Dinamarca e grande devoto de Nossa Senhora. Depois de ter levado uma vida exemplar, foi assassinado por súditos revoltados porque instituíra um imposto em proveito de obras de caridade.

20. São Sebastião  (+ Roma, 288) 

Era oficial da guarda pretoriana do imperador Diocleciano. Denunciado como cristão, foi condenado pelo imperador a ser atravessado por flechas. Milagrosamente curado das flechadas, reapresentou-se com coragem diante do tirano e increpou-o por sua impiedade. Foi então surrado até à morte, no circo de Roma. É padroeiro da cidade do Rio de Janeiro. 

Leia mais sobre a vida do Glorioso São Sebastião...


21. Santa Inês, Virgem e Mártir (+ Roma, 304)

A fortaleza e a pureza de Santa Inês fizeram dela uma das santas mais conhecidas e admiradas do martirológio cristão. Tinha somente 13 anos e sofreu os mais cruéis tormentos para preservar a fé e a virgindade, sendo afinal decapitada.

22. São Vicente Palloti (+ Roma, 1850)

Sacerdote, confessor e exorcista, já no seu tempo compreendeu a necessidade de empenhar no apostolado os leigos católicos. Fundou a Sociedade do Apostolado Católico.

23. Santo Ildefonso, Bispo e Confessor (+ Toledo, 667)

Pertencia a uma família de sangue real. Aplicou sua imensa fortuna na edificação de um mosteiro para religiosas. Foi monge e mais tarde bispo de Toledo. Escreveu uma obra famosa contra os hereges que negavam a virgindade de Maria Santíssima, sustentando que a Mãe de Deus foi Virgem antes, durante e depois do Parto.

24. São Francisco de Sales (+ Lyon, 1622)

Bispo de Genebra, enfrentou vitoriosamente, em controvérsias públicas, os mais reputados teólogos protestantes. Pela pregação, pelos escritos e pelo aconselhamento espiritual realizou prodígios de apostolado. Escreveu diversas obras de espiritualidade. Fundou, com Santa Joana de Chantal, a Ordem das Visitandinas. É padroeiro dos jornalistas católicos.

25. Conversão de São Paulo Apóstolo (séc. I)

Seis anos após a Ascensão de Nosso Senhor, o grande chefe e articulador da perseguição contra a Igreja era o fariseu Saulo de Tarso. Inesperadamente derrubado do cavalo, apareceu-lhe Jesus Cristo e perguntou: -- "Saulo, Saulo, por que Me persegues?" Ao levantar-se, repentinamente transformado pela graça, tinha início a obra extraordinária do grande São Paulo, que escreveu Epístolas inspiradas e levou a Fé católica a toda a bacia do Mediterrâneo. A Cidade e o Estado de São Paulo o têm como especial protetor.

26. São Timóteo e São Tito (+ Ásia Menor, séc. I)

São Timóteo foi batizado pelo Apóstolo São Paulo, que lhe escreveu duas Epístolas na qual o chama discípulo caríssimo, amado filho e irmão. Acompanhou São Paulo em suas viagens apostólicas. Foi o primeiro bispo de Éfeso e morreu apedrejado e espancado por pagãos. São Tito, também convertido por São Paulo, acompanhou-o em algumas viagens e realizou missões delicadas em Corinto. Feito mais tarde bispo de Creta, ali morreu.

27. Santa Ângela de Mérici (+ Bréscia, 1540)

Compreendendo todos os males que a Renascença pagã fazia às famílias católicas, fundou a congregação das Irmãs Ursulinas, que se dedicariam à educação das jovens com vistas a fazer delas mães de família verdadeiramente cristãs.

28. Santo Tomás de Aquino (+ Fossa Nuova, 1274)

Sacerdote dominicano, foi inicialmente discípulo de Santo Alberto Magno, passando depois a lecionar na Universidade de Paris. Escreveu mais de cem obras, entre as quais se destacam a "Suma contra os gentios" e a "Suma Teológica" . Foi chamado "Doutor Angélico"  e "Doutor Comum". Sua autoridade é, de certa forma, única entre os teólogos católicos. Durante o Concílio de Trento, a "Suma Teológica" foi colocada sobre o altar, ao lado das Sagradas Escrituras, para indicar que era à luz da doutrina tomista que se deveria interpretar a Palavra de Deus.  

29. São Gildas, o Sábio (+ 570)

Sacerdote natural da Escócia e possuidor de grande cultura, trabalhou arduamente na Irlanda, na Inglaterra e na Bretanha, convertendo pecadores e reformando mosteiros.

30. Santa Jacinta Mariscotti (+ Viterbo, 1640)

Religiosa franciscana, durante dez anos não deu bom exemplo a suas irmãs de hábito, pois não quis observar o espírito de pobreza e viveu num quarto decorado com luxo. Quando adoeceu gravemente, desejou confessar-se, mas o capelão do convento se recusou a atendê-la naquele quarto, dizendo que o Céu não fora feito para pessoas orgulhosas e frívolas como ela. Dando-se conta do escândalo que causara, Jacinta arrependeu-se sinceramente e pediu perdão a toda a comunidade, passando a partir daí a ser exemplo heróico de mortificação e pobreza, até atingir os cumes da mais alta santidade.

31. São João Bosco (+ Turim, 1888)

Sacerdote italiano dotado de carismas extraordinários, desenvolveu um sistema pedagógico inovador e conseguiu reunir em torno de si um prodigioso movimento de apostolado. Tinha freqüentes sonhos de caráter sobrenatural, nos quais recebia luzes sobre o estado de alma de seus alunos e sobre acontecimentos do seu tempo e futuros. Embora sem recursos econômicos, com força de vontade e sobretudo com uma inabalável confiança em Maria Auxiliadora, conseguiu executar projetos apostólicos grandiosos em várias nações. Fundou duas congregações religiosas e um grande número de colégios para a educação de meninos pobres. Foi apóstolo da boa imprensa, não somente escrevendo muitos livros e artigos, mas chegando a constituir uma editora pujante e até a fundar uma fábrica de papel. Exerceu enorme influência na vida social e política da época.


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quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Ensinamento Budista: "A Onda"

O ensinamento budista sobre o movimento inconstante da mente condicionada – seus altos e baixos de apegos e aversões traduzidos em pensamentos, palavras e atos egoístas – é frequentemente comparado a ondas em um oceano...


Ensinamento Budista: "A Onda"

Essa brilhante metáfora é muito mais significativa do que podemos perceber.

"Poucas pessoas sabem que o fenômeno das ondas constantes que surgem a beira-mar ocorre (em geral) por pura transferência da energia dos ventos, absorvida pela superfície fluida do oceano.

O volume das suas águas, na verdade, nunca se movimenta com as ondas; é apenas a energia que navega as vastas distancias, transferindo seu movimento de um ponto a outro por meio da física dos fluidos até despejar sua força acumulada contra a barreira da costa terrestre.

Quando belas ondas se quebram na praia, elas não se compõem de volumes de água que viajaram centenas ou milhares de quilômetros para morrer ali. O que estoura em força nas areias é a energia em movimento que atinge a porção de água já próxima da terra.

Da mesma forma, as ondulações de emoções na mente -- estes altos e baixos de expectativas, lembranças e anseios que nos tornam tão insatisfeitos -- são apenas o resultado do acúmulo de ondas de energia criadas pelas paixões egoístas a explodir em frustração nas margens da consciência, à medida que inexoravelmente se chocam com as realidades relativas da existência.

É a mente condicionada – a energia tensionada de um "eu" encouraçado – que se move. A mente verdadeira permanece una. Toda inconstância em nossas mentes, portanto, não passa de uma ilusão de concretude dos nossos problemas.

Não é o mundo que nos frustra; é a nossa mente obscurecida que se deixa enganar.

Este jorro de energia distorcida pode ser feito de muitas coisas: ciúmes, medos, rancores, vaidades, orgulhos, e tantos mais. Todos são frutos dos três venenos da mente: o ódio, a delusão e a avidez.

Como a água do oceano, a natureza essencial de nossa mente não se perturba pelas distorções em sua superfície. Ela está além da mera identidade pessoal, é incondicional e plena. Ela permanece constante, una, serena.

Quando deixamos de criar a energia da ignorância egoísta em nossa consciência, as ondas de insatisfação não terão mais condições de nos levar de roldão através do teatro humano de ilusões e desesperos.

Não se esqueça deste belo ensinamento: como as ondas do oceano são pura energia dos ventos, as ondas de nossa mente são mera energia do egoísmo.

Pratique meios saudáveis para reconhecer, compreender, transformar e curar as raízes das suas ignorâncias.

A paz não se busca fora de nós mesmos. Ela já se encontra em nossa verdadeira natureza, aguardando para ser redescoberta quando nossa consciência finalmente despertar de seu sono inconstante, e estabelecer a plena harmonia.

Para isso, precisamos dissipar as energias insalubres de nossas mentes. Acalmar o movimento angustiante das ondas de frustração em nossa percepção.

Além das tormentas do desconhecimento de si mesmo, a dádiva da liberdade espera.

Pratique uma vida contemplativa. Aprenda a despertar para a verdadeira substância de sua natureza.

Acalme sua mente, e seja feliz."
Monge Kōmyō, fevereiro de 2015



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terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Xangô, Orixá da justiça, Senhor das pedreiras

 A São Jerônimo 
★ Festa: 30 de setembro


"Ó Deus, criador do universo, que vos revelastes aos homens, através dos séculos, pela Sagrada Escritura, e levastes a vosso servo São Jerônimo a dedicar a sua vida ao estudo e à meditação da Bíblia, dai-me a graça de compreender com clareza a vossa palavra quando leio a Bíblia. São Jerônimo, iluminai e esclarecei a todos para que possamos compreender verdadeiramente as palavras contidas nas Escrituras. São Jerônimo, ajudai-nos a considerar o ensinamento que nos vem da Bíblia acima de qualquer outra doutrina, já que é a palavra e o ensinamento do próprio Deus. Fazei que todos os homens aceitem e sigam a orientação do nosso Pai comum expressa nas Sagradas Escrituras. Amém!"

São Jerônimo, rogai por nós que recorremos a Vós!


"Ó Senhor Deus que vos dignastes prover a vossa Igreja com o bem-aventurado Jerônimo, vosso confessor e doutor máximo na exposição das Sagradas Escrituras, nós vos rogamos que com o vosso auxílio, mediante a sua intercessão, possamos exercer tudo o que, com as boas obras e exemplo, ensinou. Por Nosso Senhor Jesus Cristo que vive e reina por todos os séculos dos séculos. Amém."

"Jerônimo santo,
Máxima luz da Igreja,
O vosso patrocínio,
Sempre nos proteja.
Rogai por nós a Deus eficazmente,
Jerônimo santo e forte.
Assisti-me agora e na hora da morte.

Que assim seja!"

 Oração a São João Batista - (24 de junho) 


"São João Batista, voz que clama no deserto: 

'Endireitai os caminhos do Senhor...'

Fazei penitência, porque no meio de vós está quem vós não conheceis e do qual eu não sou digno de desatar os cordões das sandálias”, ajudai-me a fazer penitência das minhas faltas para que eu me torne digno do perdão daquele que vós anunciastes com estas palavras: 

“Eis o Cordeiro de Deus, eis aquele que tira o pecado do mundo”.

São João, pregador da penitência, rogai por nós. 
São João, precursor do Messias, rogai por nós. 
São João, alegria do povo, rogai por nós.

Que assim seja!"
 Oração a São Pedro - (29 de junho) 
 

"Gloriosíssimo São Pedro, creio que vós sois o fundamento da igreja, o pastor universal de todos os fiéis, o depositário das chaves do céu, o verdadeiro vigário de Jesus Cristo; e eu me glorio de ser vossa ovelha, vosso súdito e filho. 

Uma graça vos peço com toda a minha alma; guardai-me sempre unido a vós e fazei que antes me seja arrancado do peito o coração do que o amor e plena submissão que vos devo nos vossos sucessores, os Pontífices Romanos. 

Viva e morra como filho vosso e filho da Santa Igreja Católica, Apostólica, Romana. 

Que assim seja!"




Xangô é sincretizado com: 

São Jerônimo, 
São Pedro, e
São João Batista.

Seu poder se manifesta na pedreira, é o Senhor da justiça. 

Seu símbolo é o machado de duas faces, significando que o machado tanto protege seus filhos das injustiças como os punem quando as cometem, bem como, a Estrela de 6 pontas cujo símbolo é em si o poder equilibrador do Universo. Nas muitas imagens de Xangô, ao seu lado sempre aparece um leão, que significa a justiça.


Xangô = São Jerônimo (São João Batista, São Pedro) 
COR: marrom
Saudação: Kaô-Kabeciliê 
AMALÁ: 7 velas marrons e 7 velas brancas, cerveja preta (mesmo [principio já explicado para Ogum e Oxóssi), camarão, quiabo, fitas marrom escuro e branca. Local de entrega: na pedreira ou sobre uma pedra grande e bonita, tabém sobre uma pedra ao lado de uma cascata ou cachoeira.
ERVAS: (Banho de descarrego):  Folhas de Limoeiro – Erva Moura – Erva Lírio – Folhas de Café – Folhas de Mangueira – Erva de Xangô.

 Lenda de Xangô 


"Quando Deus Criou os Estados exteriores da Criação, o primeiro foi o vazio (Exu), o segundo estado foi o Espaço em si mesmo (Oxalá) e o terceiro Estado da Criação exterior foi o equilíbrio de tudo e de todos (Xangô).

Como em Olorum, não se pode dizer quem foi o primeiro a ser exteriorizados  nós umbandistas preferimos amá-los e ponto final. 

Tudo trata-se de ângulos de visões religiosas, pois o poder de Olorum que equilibra todo o Universo que faz par com o estado purificador (Kali-yê), é chamado de Xangô na religião umbandista, ou seja, na Umbanda não o adoramos como um deus com características humanas, mas sim, como o poder equilibrador de Olorum manifestado em seu exterior. "

 História de São Jerônimo 


"São Jerónimo, Jerônimo na ortografia brasileira, (Strídon, cerca de 347 — Belém, 30 de setembro de 419/420), de seu nome completo Eusebius Sophronius Hieronymus, é conhecido sobretudo como tradutor da Bíblia do grego antigo e do hebraico para o latim.  

É o padroeiro dos bibliotecários e dos tradutores. 

A edição de São Jerónimo, a "Vulgata", é ainda o texto bíblico oficial da Igreja Católica Romana, que o reconhece como Padre da Igreja (um dos fundadores do dogma católico) e ainda doutor da Igreja. 

Nasceu em Strídon, na fronteira entre a Panónia e a Dalmácia (motivo pelo qual também é chamado de Jerónimo de Strídon), no segundo quarto do século IV e faleceu perto de Belém, em sua cela, próximo à gruta da Natividade. 

A Vulgata foi publicada cerca de 400 d.C., poucos anos depois de Teodósio I ter feito do Cristianismo a religião oficial do Império Romano (391)."

         



quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Simpatias e Oração de Réveillon




A passagem de ano é o marco de um ciclo de 365 dias que se acaba para que comece a contar uma nova jornada de nosso Planeta em torno do Sol. A famosa noite da virada é mais do que uma festa, é um ritual de passagem de uma condição, ano velho, para uma nova jornada, ano novo.

É uma data mágica, com muita energia no ar, na qual deixamos as energias de um ano que se finda, que não nos servem mais e recebemos todo Axé necessário para viver o ciclo que se inicia a meia-noite do dia 31 de dezembro, ou zero hora do dia 1 de janeiro.

A ocasião é perfeita para fazer uma simpatia e oração de ano novo, uma oração de agradecimento por tudo que passou e pelo que virá é uma maneira de se aproximar ainda mais dos sonhos e objetivos. Para qualquer simpatia de ano novo, ou outra qualquer, dar certo, você precisa acreditar e, acima de tudo, orar por proteção e como forma de agradecimento.

É claro que não podemos abrir mão do esforço próprio; para que nossos projetos, sonhos e desejos se realizem, mas não custa nada contar com uma ajudinha extra. Que tal começar a preparar algumas simpatias para fazer na Noite da Virada e atrair boas energias para o Ano Novo? Mesmo quem não acredita nessas coisas, pode experimentar. Afinal pode ser divertido e não custa nada tentar.

Deixe a positividade tomar conta de você, das tuas pessoas queridas e do ambiente, atraindo boas energias principalmente através dos pensamentos. Pensamentos positivos nunca são demais e, de qualquer forma, fazer simpatias e orações para o Ano Novo, pode ser uma atração divertida e diferente para animar a festa de passagem de ano junto à sua família e seus amigos.

Simpatias

Sempre temos esperança no crescimento material para o ano que se inicia, desejando um Ano Novo cheio de Prosperidade. Para isso há sete simpatias muito simples de se fazer. Você pode optar por fazer apenas uma ou se quiser todas, fica ao seu critério, o principal é pensar e agir positivamente. 

Como dito anteriormente, você acreditando ou não, não custa tentar e pode ser bem divertido. Quem acredita faz todo ano e afirma que sim, elas funcionam:

1. Chupe sete sementes de romã na noite de Réveillon e não as jogue fora. Embrulhe em um papel e guarde esse pacotinho na carteira ao longo do ano.

2. Espalhe punhados de arroz cru por todos os cantos da casa, mentalizando o seu desejo de prosperidade para você e toda a sua família. Retire o arroz em 6 de janeiro, Dia de Reis, e jogue-o no jardim.

3. Não deixe faltar um prato com lentilha na ceia. A leguminosa, além de nutritiva, é tradicionalmente tida como um imã de prosperidade. Se você come carne, dê preferencia à carne de porco, que fuça, ou de peixe, que nada sempre em frente.

4. Coloque uma nota de dinheiro no bolso ou na carteira para passar a Virada, tem gente que também gosta de colocar no sapato ou na meia... enfim, dinheiro chama dinheiro diz a sabedoria popular.

5. Use roupa branca e escolha uma peça amarelo-claro para passar a virada de ano. Reza a crendice que usar roupa íntima amarela atrai prosperidade.

6. Tenha sempre cachos de uva em sua ceia. Só não se esqueça que para a simpatia é necessário que ela tenha semente. Coma uma uva fazendo um desejo e guarde as sementes. Os mais supersticiosos comem 12 uvas, uma representando cada mês no ano que está por vir, uma seguida da outra. Fazendo um desejo a cada uva que comer, depois deixar as sementes secarem e guardar na carteira.

7. O principal! Lembre-se da crença de que tudo o que você fizer nessa hora, tende a se repetir durante o ano inteiro.

Oração de Ano Novo

“Meu adorado Deus, te quero oferecer nesta altura em que tempo vira mais uma página da nossa vida, nosso olhar e nossas orações. Queremos ser diante do Pai e do Filho, como Jesus foi perante a Mãe Santíssima e S. José, totalmente dependente. 

Acima de tudo, te queremos agradecer pelas graças recebidas ao longo de todo este ano, pelo perdão, pelo amor e pela comunhão com Deus. Também agradeço por termos forças para enfrentar todos os obstáculos, todas nossas obrigações e deveres.

Hoje, o mundo se prepara para celebrar mais um final de ano e um começo de um novo. Nos ajude a lembrar que foi seu nascimento, Jesus, que originou todos os séculos e que nesse momento o tempo parou de contar para começar um novo começo.

Que este novo ano seja, para mim e para todos aqueles que querem o bem, um momento de felicidade e paz sincera e total, que a união se faça e que todos se unam em torno do bem.

Amém!”

Iemanjá

Mas uma tradição no Brasil que não pode deixar de ser realizada para quem vai passar o Réveillon na praia é a famosa simpatia de pular 7 ondas do mar quando o relógio marca meia-noite. Essa simpatia na véspera do Ano Novo, presente há décadas na vida de muitos brasileiros, está ligada à Umbanda e tem como intuito homenagear Iemanjá. De acordo com a tradição, Iemanjá, através de sua divindade, nos purifica e dá força para vencer os obstáculos que teremos que enfrentar no próximo ano.

Pule as sete ondas depois da Virada e faça um desejo para cada uma. Depois de terminar, saia do mar devagar, andando de costas para a areia, sempre encarando o mar. Só vire as costas para o oceano quando sair completamente da água, para deixar por lá toda a energia negativa.

Preferindo você também pode fazer uma Oferenda para Iemanjá.

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domingo, 24 de dezembro de 2017

7 Frases de São João Paulo II

“Mistério de alegria é o Natal... Da mesma alegria participa a Igreja, repassada, hoje, pela luz do Filho de Deus: as trevas jamais poderão obscurecê-la”  São João Paulo II


João Paulo II ou São João Paulo II; (em latim: Ioannes Paulus PP. II; em italiano: Giovanni Paolo II; em polonês/polaco: Jan Paweł II; em inglês: John Paul II; em espanhol: Juan Pablo II), nascido Karol Józef Wojtyła, (Wadowice, 18 de maio de 1920 — Vaticano, 2 de abril de 2005), foi o papa e chefe da Igreja Católica de 16 de outubro de 1978 até à data de sua morte. 

Teve o terceiro maior pontificado documentado da história, liderando por 26 anos, 5 meses e 17 dias, depois dos papas São Pedro, cujo pontificado durou cerca de 37 anos, e Pio IX, que liderou por 31 anos.

Foi um dos líderes que mais viajaram na história, tendo visitado 129 países durante o seu pontificado. Sabia se expressar em italiano, francês, alemão, inglês, espanhol, português, ucraniano, russo, servo-croata, esperanto, grego clássico e latim, além do polaco, sua língua materna.

Como parte de sua ênfase especial na vocação universal à santidade, beatificou 1340 pessoas e canonizou 483 santos, quantidade maior que todos os seus predecessores juntos pelos cinco séculos passados. Em 2 de abril de 2005, faleceu devido a sua saúde débil e o agravamento da doença de Parkinson. Em 19 de dezembro de 2009, João Paulo II foi proclamado "Venerável" pelo seu sucessor papal, o Papa Bento XVI.

Foi proclamado Beato em 1 de maio de 2011, pelo Papa Bento XVI na Praça de São Pedro no Vaticano. Em 27 de abril de 2014, numa cerimônia inédita presidida pelo Papa Francisco, e com a presença do Papa Emérito Bento XVI, foi declarado Santo juntamente com o Papa João XXIII.

Sua festa litúrgica celebra-se no dia 22 de outubro


“Mistério de alegria é o Natal... Da mesma alegria participa a Igreja, repassada, hoje, pela luz do Filho de Deus: as trevas jamais poderão obscurecê-la”  São João Paulo II


Com este mesmo sentimento, compartilhamos 7 frases de São João Paulo II:


1. “Faz-Se homem entre os homens, para que, n'Ele e por Ele, todo o ser humano possa renovar-se profundamente. Com o seu nascimento, introduziu-nos a todos na dimensão da divindade, concedendo a possibilidade de participar na sua própria vida divina a quem, pela fé, se torna disponível a acolher este dom seu” (Natal de 1998)

2. “Aos pés do Verbo encarnado, coloquemos alegrias e preocupações, lágrimas e esperanças. É que o mistério do ser humano só encontra verdadeira luz em Cristo, o homem novo” (Natal de 1999)

3. “Natal é a festa da vida, porque Vós, Jesus, vindo à luz como cada um de nós, abençoastes a hora do nascimento: uma hora que simbolicamente representa o mistério da existência humana, unindo a aflição à esperança, a dor à alegria” (Natal de 2000)

4. “Cabe a nós enchermo-nos da força do seu amor vitorioso, assumindo a sua lógica de serviço e humildade. Cada um de nós é chamado a vencer, com Ele, ‘o mistério da iniquidade’, tornando-nos testemunhas de solidariedade e construtores de paz” (Natal de 2001)

5. “Ó Natal do Senhor, que inspirastes Santos de todos os tempos! Penso, entre outros, em São Bernardo e nas suas elevações espirituais diante das cenas comovedoras do presépio; penso em São Francisco de Assis, idealizador da primeira animação ‘ao vivo’ do mistério da Noite Santa; penso em Santa Teresa do Menino Jesus, que diante da orgulhosa consciência moderna voltou a propor, com o seu ‘pequeno caminho’, o autêntico espírito do Natal” (Natal de 2002)

6. “O resplendor do teu nascimento ilumine a noite do mundo. O poder da tua mensagem de amor, destrua as orgulhosas insídias do maligno. O dom da tua vida nos faça compreender sempre mais quanto vale a vida de cada ser humano” (Natal de 2003)

7. “Recordai-Vos de nós, eterno Filho de Deus, que tomastes da Virgem Maria a forma humana! A humanidade inteira, atribulada por provas e dificuldades, precisa de Vós. Ficai conosco, Pão vivo descido do Céu para nossa salvação! Ficai conosco para sempre. Amém!” (Natal de 2004)

Com informações de Wikipédia | Igreja Católica | Editora Cléofas

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