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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Exu e o Médium




Exu/Vinicius Vilela/PEXELS
Muitas vezes, ele funciona como um espelho, refletindo em seu comportamento os defeitos e qualidades de seu médium. Não estamos falando aqui de mistificação nem animismo e sim de um comportamento em que pela convivência um exterioriza qualidades e defeitos do outro. Apesar de Exu ter opinião própria a manifesta em linguagem simples e direta de forma que todos entendam. 

É ele a entidade mais próxima a nossa realidade e anseios materiais. Quando o médium começa a se desenvolver costuma ouvir que há a necessidade de doutrinar seu Exu. É natural que o médium não tenha doutrina no inicio de sua jornada espiritual e Exu exterioriza isso em seu comportamento, após boa doutrinação da entidade veremos a necessidade de doutrina também para o médium que acaba de chegar na casa. Durante o desenvolvimento mediúnico é ainda natural que o Exu se apresente pedindo sua oferenda, pois sua força é potencializadora e vitalizadora da mediunidade.

Este mesmo médium que está iniciando na Umbanda encontra todo um universo novo aos seus olhos e Exu costuma ser algo intrigante e fascinante ao mesmo tempo; quando não uma entidade, força, que assusta um pouco os que não o conhecem.

A questão é: Enquanto o médium estiver preocupado com a doutrina de “seu” Exu estará também doutrinando-se, subconscientemente!

Devemos, sim, estar atentos quando nos deparamos com entidades de esquerda sem doutrina, muitas vezes estão chamando nossa atenção a seu médium para que tomemos uma atitude doutrinária em relação a ambos.

Tudo isso é bem diferente de um obsessor ou quiumba, trazido por transporte, que normalmente tem comportamento rude e agressivo. Falamos aqui do Exu de lei que acompanha o médium como entidade de trabalho na esquerda. Não devemos subestimar exu, achando que é entidade sem luz desprovida de evolução, observando apenas um aspecto externo e superficial, pois quando vamos com a farinha ele já voltou com a farofa, devemos sim ficar atentos com o que nos dizem nas entrelinhas ou o que querem nos passar, quando não podem ou não se sentem a vontade para revelar.

Quanto ao que pode revelar, pergunte a ele sobre seu médium e o comportamento do mesmo e verá que Exu é o primeiro a apontar os defeitos de seu “cavalo” e isto está ainda dentro da qualidade especular de Exu.

No desenvolvimento mediúnico é ele um elemento de muita importância, pois dá força e potencializa as faculdades mediúnicas, não é difícil encontrarmos Exu pedindo para ser oferendado logo no inicio da vida mediúnica.

Em uma casa de luz, em um terreiro de umbanda de fato, Exu não aceitará trabalhos de ordem negativa a favor de futilidades ou egoísmos. Veremos Exu trabalhando com seriedade e em sintonia com as entidades da direita, ou seja não virá em terra para contrariar todo um trabalho de doutrina realizado por caboclos e pretos velhos. Encontraremos até Exus dando consultas, limpando e descarregando consulentes, fazendo desobsessão e outras coisas mais dentro do mesmo objetivo e até dando bons conselhos aos que a ele procuram.

Por tudo isso somos gratos a Exu e Pomba-gira por trabalharem conosco a favor da luz, e afirmamos muito do que se fala de Exu e Pomba-gira ligado a magia negativa, nós desconhecemos, sabemos que muitos tentam se passar por Exu, mas aí já não é mais Umbanda. Umbanda acima de tudo é Amor e Caridade, exu não deve vir em terra para dar o contra no trabalho de direita.
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Fonte: Texto extraído do JUS – JORNAL DE UMBANDA SAGRADA - reprodução (2008) - Imagem: PEXELS (CC0)

sábado, 3 de novembro de 2018

O Buda interior, por G. de Purucker




Imagem: Buda/Elliott Brown/Flickr (CC BY 2.0)
"Um Buda é aquele que escalou os graus da evolução humana, um por um, e assim atingiu o estado búdico, que significa glória intelectual e espiritual. 

Ele é um "Desperto," que manifesta a divindade que está no coração de seu próprio ser.

Os Budas são as flores mais nobres da raça humana. São seres que se elevaram acima da humanidade, atingindo a divindade, e isto foi feito libertando a luz que estava aprisionada no interior, a luz da divindade interior, brilhando na alma humana.

Cada ser humano é um Buda que ainda não se expressou. Agora neste momento, dentro e acima de você, está seu Eu Superior, e à medida que os milênios passam e você conquista o eu inferior a fim de se tornar o Eu Maior, você se aproxima mais e mais do Buda adormecido dentro de você.

Mas na verdade não é o Buda interior que está adormecido, é você que está dormindo na matéria, tendo sonhos maus trazidos por suas paixões, suas visões falsas, seu egoísmo, produzindo pesados véus de personalidade ao redor do Buda interior.

Aqui está o segredo: o Buda dentro de você o está observando. Seu Buda interior tem um olho sobre você, misticamente falando. A mão d’Ele está estendida com compaixão em direção a você, digamos assim, mas você deve estender a sua para tocá-lo através de sua própria vontade e aspiração.

Considere o que é um ser humano: alguém que tem um deus em seu coração, com um Buda que envolve  esse deus, uma alma espiritual que envolve esse Buda, uma alma humana que envolve essa alma espiritual, uma alma animal que envolve essa alma humana e um corpo que envolve a alma animal.

Quando o ser humano aprendeu tudo que a Terra pode ensiná-lo, ele se torna divino e não mais retorna à terra pela reencarnação – exceto aqueles cujos corações estão tão cheios da sagrada chama da Compaixão, que permanecem próximos desse planeta a fim de ajudar seus irmãos mais jovens e menos evoluídos.

Essas exceções são os Budas de Compaixão.

Existem, por outro lado, seres muito grandes, santos e puros, cujo conhecimento é vasto e profundo, mas que quando atingem o estado de Buda, em vez de sentir o chamado do Amor para voltar e ajudar, passam adiante e entram na Luz Divina, no estado de indizível bem-aventurança que é o Nirvana, e deixam a humanidade para trás.


Esses são os Budas Pratyekas. Embora exaltados, não se encontram no mesmo nível da sublimidade dos Budas de Compaixão.

O Buda sabe que não pode avançar para a glória espiritual a menos que viva a vida espiritual, a menos que cultive sua natureza espiritual, mas quando o faz apenas para receber recompensas espirituais, vida espiritual só para si, ele é um Buda Pratyeka.

Por outro lado, aquele que pertence à ordem dos Budas de Compaixão, embora tenha em vista os mesmos objetivos, treina seu espírito para se tornar completamente indiferente a suas próprias vantagens. Este último tem a fazer um trabalho enorme, e logicamente a recompensa também corresponde.

O Buda de Compaixão, com a expansão de seu ser, torna-se um com o Universo espiritual, enquanto que o Buda Pratyeka torna-se um com uma linha particular de evolução no Universo.

O Buda de Compaixão, tendo ganhado tudo, ganhado o direito à paz e felicidade cósmicas, renuncia a isso para poder voltar e ajudar a humanidade. O Buda Pratyeka passa adiante e entra na bem-aventurança indizível do Nirvana, e ali permanece por milhões de eras; e quando o Buda Pratyeka emergir do Nirvana para retomar sua evolução em direção à expansão de seu ser, ele se encontrará na retaguarda do Buda de Compaixão, que estará mais avançado no caminho do Infinito.

O ser humano, em sua longa evolução, pode tomar, desses dois caminhos, aquele que preferir."

Nota: a palavra Buda interior pode ser substituída por Deus interior, Cristo interior, Luz interior, Orixá interior, Krishna interior...
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Sobre o autor: Gottfried de Purucker - ou simplesmente, como é mais conhecido, G. de Purucker - foi um teosofista, autor e líder da Sociedade Teosófica de Pasadena de 1929 a 1942. O pai de Purucker, era um ministro anglicano e preparou seu filho para o futuro com a igreja por meio de treinamento extensivo em idiomas e estudos religiosos. Seu legado inclui várias publicações, incluindo elucidações dos escritos de Helena Blavatsky. Vários trabalhos adicionais também foram publicados postumamente.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Santos católicos do mês de Novembro

Homenagem a todos os Santos, sejam eles populares ou anônimos, conhecidos ou não. Rogai por nós!


1. Dia de Todos os Santos

Neste dia é celebrada a Igreja Triunfante, constituída por todos os bem-aventurados que salvaram sua alma e estão no Paraíso, na posse da visão beatífica de Deus. 

Os inumeráveis heróis anônimos, na sua imensa maioria esquecidos pelos demais homens e pela História, que ao longo dos tempos foram passando desta vida para a Eternidade em estado de graça, e pelos méritos da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo foram sendo admitidos no Paraíso. 

Todos esses, embora esquecidos na Terra, são santos e são honrados pela Igreja neste dia.

2. Dia dos Mortos † Fiéis Defuntos †

Depois de ter celebrado, no dia 1° deste mês, seus filhos admitidos à Glória eterna, a Igreja, mãe compassiva e misericordiosa, recorda hoje aqueles que já salvaram suas almas mas ainda não puderam entrar no Paraíso, por estarem se purificando no Purgatório. Ela incentiva os fiéis a rezarem por essas almas padecentes e abre com liberalidade, em benefício delas, os tesouros de suas indulgências. Este dia também é conhecido por Dia de Finados.

☞ Veja também: Finados :: 2 de Novembro :: Dia de Orações Pelos que Partiram e Oração por todos os fiéis defuntos

3. São Martinho de Lima (+ Lima, 1639)

São Martinho de Lima (ou de Porres), era filho natural de um nobre espanhol e de uma panamenha de origem africana, ingressou aos 15 anos como oblato de um convento dominicano de Lima, no qual mais tarde professou como irmão leigo. Exerceu habitualmente os mais humildes serviços com despretensão e amor de Deus. 

Encarregado da enfermaria, possuía um verdadeiro dom para tratar os doentes, curando-os não apenas fisicamente mas também às suas almas fazendo bem. Tinha grande espírito de oração e penitência, praticava jejuns severos e se flagelava diariamente. Recebeu graças místicas extraordinárias, e eram tão freqüentes os milagres que fazia que certa ocasião seu superior até o proibiu de os fazer, por achar que eles estavam atrapalhando a calma do convento. O Santo humildemente obedeceu. 

Algum tempo depois, ele caminhava pelas ruas de Lima quando viu um pedreiro cair de um andaime alto. Lembrando-se de que não podia fazer milagres, gritou ao pobre homem: "Espere aí que já volto!" E foi correndo ao superior, pedir licença para fazer o milagre de salvar o homem. O superior, atônito, consentiu, e São Martinho retornou ao local do acidente, e fez com que o homem pousasse suavemente no chão. Durante todo esse tempo ele ficara milagrosamente suspenso no ar, sem cair...

4. São Carlos Borromeu (+ Milão, 1584)

De uma nobre família italiana, foi feito cardeal e arcebispo de Milão por seu tio, o Papa Pio IV. Sentindo-se atraído pela vida contemplativa, pensou em renunciar à arquidiocese. Mas seu amigo o Venerável D. Frei Bartolomeu dos Mártires, arcebispo de Braga, o dissuadiu dessa idéia, convencendo-o de que, naquele século em que o alto Clero tantas vezes dava mau exemplo, seria melhor que ele, altamente colocado na escala social e ademais sobrinho de um Papa, desse o bom exemplo de vida santa como arcebispo. Foi o que fez São Carlos Borromeu, modelo perfeito de pastor de almas zeloso, que aplicou em Milão as reformas ordenadas pelo Concílio de Trento. Faleceu com 46 anos.

5. São Zacarias e Santa Isabel (+ Palestina, séc. I)

Pais de São João Batista, o Precursor do Messias. A Sagrada Escritura lhes faz em breves e concisas palavras um dos mais altos elogios que podem ser feitos de alguém: "ambos eram justos diante de Deus, e de modo irrepreensível seguiam todos os mandamentos e preceitos do Senhor" (São Lucas 1,6).

6. Beato Nuno Álvares Pereira (+ Lisboa, 1431)

Condestável do Reino de Portugal, venceu brilhantemente os castelhanos nas batalhas de Atoleiros, Aljubarrota e Valverde, assegurando assim à nação lusa a independência e a fidelidade ao verdadeiro Papa. Rico e poderoso, tinha o senhorio de aproximadamente um terço do território português, mas a tudo renunciou por amor de Deus, ingressando como irmão leigo no Mosteiro do Carmo de Lisboa, que ele mesmo edificara, e adotando o nome religioso de Frei Nuno de Santa Maria. 

Sua espada sempre invicta, que tinha gravada na lâmina o santo nome de Maria, foi depositada no altar, nas mãos do Profeta Elias, fundador da Ordem carmelita. Uma filha do Santo Condestável casou com D. Afonso, filho do rei D. João I de Portugal. Desse casal procede a Sereníssima Casa de Bragança, que reinou em Portugal até 1889 e no Brasil até 1889.

7. Beato Francisco Palau (+ Tarragona, Espanha, 1872)

A personalidade extraordinária do carmelita Francisco Palau, com seu zelo ardente e combativo pela causa de Deus e da Igreja, faz lembrar a do profeta Elias, patriarca da família carmelitana. Nascido em Aytona, na Catalunha, Francisco Palau professou solenemente, aos 21 anos de idade, no convento carmelita de Barcelona. 

Ordenado sacerdote, apoiou com suas pregações os carlistas, então em guerra civil contra os monárquicos liberais. Possuía um particular discernimento do papel desempenhado pelo demônio no mundo, e empenhou-se para que a Igreja ampliasse o uso do exorcismo como arma espiritual adequada às necessidades dos fiéis. Em conseqüência de suas opiniões religiosas e políticas, foi perseguido e exilado. Fundou duas congregações religiosas femininas - a das Carmelitas Missionárias e a das Carmelitas Missionárias Teresianas - e duas masculinas, que vieram a se extinguir: a dos Irmãos Carmelitas do Ensino e a dos Irmãos Carmelitas Terciários. 

Em 1868, em meio a uma tempestade anticristã e anticlerical, deu início à publicação de "El Ermitaño", semanário religioso, político e literário. Nesse órgão divulgava, acerca do futuro da Igreja e das várias nações européias, análises e previsões de impressionante agudez de espírito. Foi beatificado em 1988.

8. Cinco Santos Escultores (+ Panônia, 306)

Na Panônia, atual Hungria, cinco escultores cristãos foram decapitados porque se recusaram a esculpir estátuas de ídolos. Seus corpos foram lançados ao rio Danúbio.

9. São Teodoro (+ Ásia Menor, séc. III)

Era militar e foi decapitado por ter confessado corajosamente a fé cristã. Seu túmulo, em Achaita, atual Turquia, foi grande foco de peregrinações. Juntamente com São Jorge e São Demétrio constitui uma tríade de Santos militares orientais.

10. São Leão Magno  (+ Roma, 461)

Foi Papa durante 21 anos, num período agitado e difícil. Combateu as heresias do eutiquianismo e do donatismo e enfrentou sozinho Átila, rei dos Hunos, que não invadiu a Cidade Eterna porque ficou impressionado pela extraordinária força moral do Pontífice. Durante o IV Concílio de Calcedônia, de que participavam 500 bispos, encerrou as discussões definindo, por escrito, a verdadeira doutrina católica sobre a dualidade de naturezas na unidade de Pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Esclarecidos pelo Papa infalível, os bispos reunidos no Concílio aclamaram essa decisão: "Essa a fé dos Apóstolos! Foi Pedro que falou pela boca de Leão!"


11. São Martinho de Tours (+ Candes, França, 397)

Era filho de um oficial romano que servia na Panônia, atual Hungria. Foi ele próprio militar. Dois anos depois de se ter convertido à fé católica e batizado na Gália, deixou o exército e passou a levar vida solitária, sob a orientação espiritual de Santo Hilário de Poitiers. Eleito mais tarde bispo de Tours, exerceu de modo admirável suas funções de pastor. 

É considerado o iniciador da vida monástica na Gália. Fundou, perto de Tours, o Mosteiro de Marmoutier, que se tornaria centro de grande expansão missionária e civilizadora. De Marmoutier saiu São Patrício, que evangelizou a Irlanda. A devoção a São Martinho é tão intensa na França que nada menos que 3600 igrejas e 480 povoados daquele país o tomaram como patrono.

☞ Clique aqui e saiba mais sobre o glorioso São Martinho de Tours 

No dia 11 de novembro também é homenageado São Menas (285/c.309) - também chamado de São Minas, Mina, Mena ou Mennas -, taumaturgo e mártir, foi um dos mais famosos santos egípcios, tanto no oriente quanto no ocidente, principalmente por conta dos milagres que são atribuídos à sua intercessão e às suas preces. Clique aqui, saiba mais sobre São Menas e faça sua oração...

12. São Josafá Kuncewycz (+ Vitebsk, Rússia, 1623)

Em 1595, um numeroso grupo de orientais membros da religião cismática russa se converteu à Igreja Católica Apostólica Romana. Esses católicos, que aderiram ao Papado e à verdadeira Igreja, conservaram a liturgia oriental de São João Crisóstomo e foram chamados Uniatas. São Josafá foi um deles. Monge basiliano e depois arcebispo de Polotsk, era entusiasta do Papado e da aproximação com Roma, incorrendo por isso no desagrado de cismáticos que o consideravam renegado e mau patriota. "Vereis que ainda me vão matar", previu muitas vezes. E assim de fato aconteceu em 1623, quando foi cruelmente ferido e lançado a um rio. Contava então 43 anos de idade.

13. Santo Estanislau Kostka (+ Roma, 1567)

Pertencia a uma das mais nobres e ricas famílias da Polônia e estudava em Viena, em companhia de um irmão mais velho. Convidado a ingressar na Companhia de Jesus pela própria Santíssima Virgem, encontrou grandes dificuldades para atender ao chamado. Seu pai, embora católico, opôs-se inabalavelmente à vocação religiosa de Estanislau. 

Em Viena, o provincial da Companhia se dispôs a admiti-lo... desde que ele fosse autorizado pelo pai, pois era menor de idade. Conhecendo a obstinação paterna, Estanislau compreendeu que nunca obteria sua autorização. Aconselhou-se então com o Pe. Francisco Antônio, jesuíta português que era confessor da imperatriz, e fez um voto heróico: o de peregrinar pela Terra inteira, se necessário fosse, até encontrar uma casa da Companhia de Jesus que o quisesse aceitar sem a licença do pai. 

Fugiu ocultamente de Viena e caminhou a pé 700 km, despistando o irmão que o perseguia, à procura de São Pedro Canísio, superior dos jesuítas da Alemanha. Este o acolheu com bondade e o encaminhou a Roma, com uma carta de recomendação a São Francisco de Borja. Mais 800 km Estanislau caminhou a pé, até a Cidade Eterna. Lá, teve a alegria de ser aceito como noviço da Companhia, mas permaneceu nessa condição somente 9 meses, pois morreu, como desejava, na festa da Assunção de Nossa Senhora do ano de 1567. Não chegou a completar 17 anos de idade.

14. São Serapião (+ Alexandria, séc. III)

Foi martirizado no Egito, durante a perseguição do imperador Décio. O historiador Eusébio de Cesaréia registra seu martírio, com as seguintes palavras: "Preso Serapião em sua casa, foram-lhe infligidas cruéis torturas. Desfizeram-lhe todas as juntas dos membros e o precipitaram do andar de cima da casa, de cabeça para baixo".

15. Santo Alberto Magno (+Colônia, Alemanha, 1280)

Foi sem dúvida um dos maiores sábios de todos os tempos. Não apenas dominava como Mestre a Filosofia e a Teologia (matérias em que teve como discípulo a São Tomás de Aquino) mas estendia seu saber às ciências naturais. Foi físico e químico, estudou astronomia, meteorologia, mineralogia, zoologia, botânica, escreveu livros sobre tecelagem, navegação, agricultura. Tão assombroso acúmulo de ciência não o impediu de ser um dominicano, piedoso e observante. Nomeado bispo de Regensburg, mostrou-se pastor zeloso e exemplar, mas logo que pôde pediu e obteve dispensa das funções episcopais e retornou a sua cela de monge humilde e sábio. Foi chamado "o Doutor Universal".

16. Santa Gertrudes, a Grande (+ Helfta, Alemanha, 1302)

Entrou com 5 anos de idade no Mosteiro de Helfta, na Saxônia, lá recebendo, sob a orientação de Santa Mectildes, ótima formação cultural e religiosa. Foi uma das maiores místicas da Idade Média. Teve, aos 25 anos de idade, a primeira das visões que, conforme o seu próprio depoimento, transformaram sua vida. Propagou a celebração litúrgica do Sagrado Coração de Jesus.

17. Santa Isabel da Hungria (+Turíngia, Alemanha, 1231)

Era filha de André II, rei da Hungria, e foi casada com o piedoso duque Luís IV, soberano da Turíngia. Tinha 20 anos e era mãe de três filhos pequenos quando ficou viúva; o marido, que havia partido em Cruzada, morreu quando estava a caminho da Terra Santa. Hostilizada cruelmente pela família do marido, foi abandonada com os filhos na mais negra miséria. 

Sofreu com admirável paciência toda espécie de humilhações, pois até mendigos que ela outrora socorrera tinham agora a baixeza e a ingratidão de a insultarem, porque sabiam que não se encontrava nas boas graças da Corte. Ofereceu-se para ajudar num hospital de leprosos e ali praticou atos de caridade heróica. 

Quando os cruzados que haviam acompanhado seu marido retornaram à Alemanha, ficaram indignados com o tratamento inqualificável de que estava sendo objeto aquela que, até pouco antes, fora soberana do país, e conseguiram reconduzi-la à Corte, onde faleceu pouco depois, aos 24 anos.

18. São Romão - ou Romano (+ Antioquia, 303)

Era diácono e sofreu o martírio por ter incentivado os cristãos perseguidos a permanecerem firmes e constantes em sua fé. Foi aprisionado e morreu estrangulado.

19. Santos Roque González Afonso Rodríguez e João del Castillo (+ Rio Grande do Sul, 1628)

Estes três sacerdotes jesuítas de origem espanhola foram martirizados por índios selvagens, atiçados pelos seus pajés, em território que então pertencia à Coroa espanhola e hoje integram o Estado do Rio Grande do Sul. Os dois primeiros foram chacinados na redução de Caaró e o terceiro o foi poucos dias depois, em localidade não muito distante. 

Segundo depuseram 53 testemunhas, do coração do Padre Roque González, arrancado de seu peito pelos índios enfurecidos, saía uma voz que dizia: "Matastes a quem tanto vos amava e queria. Matastes, porém, só o meu corpo, porque minha alma está no Céu!" Os índios, ouvindo aquela voz, irritados atravessaram o coração com uma flecha e o lançaram ao fogo, mas as chamas milagrosamente o preservaram. Esse coração, ainda hoje intacto, é venerado como relíquia preciosa em Assunção.


20. São Félix de Valois (+ Cerfroid, França, 1212)

Era príncipe da Casa real francesa. Vivia como ermitão numa floresta quando São João da Mata o convidou para, juntos, fundarem uma ordem religiosa que se destinasse a libertar cristãos prisioneiros dos maometanos. Foi assim que nasceu a Ordem da Santíssima Trindade para a Libertação dos Cativos.

21. São Gelásio (+ Roma, 496)

Segundo o testemunho de Dionísio, o Menor, reportado pelo Martirológio Romano-Monástico, "procurou mais servir do que exercer a sua autoridade, associou a castidade aos méritos da doutrina, e morreu pobre, após ter enriquecido os indigentes".

22. Santa Cecília (+ Roma, séc. III)

Era nobre e cristã, e tinha feito voto de virgindade, quando seu pai a casou com Valeriano. De acordo com os costumes do tempo, não era necessário o consentimento da noiva para o casamento, e o pai de Cecília a casou sem tê-la antes consultado. Ela declarou ao marido sua condição de cristã e de virgem consagrada a Deus, e conseguiu convertê-lo, assim como ao cunhado, de nome Tibúrcio, sofrendo os três glorioso martírio por amor a Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Santa Cecília, cujo corpo foi reencontrado no século IX, é invocada como padroeira da música e do canto, porque de acordo com antiga tradição ela cantou, para Valeriano, a beleza da castidade, e o fez de modo tão eficaz que ele se determinou a respeitar na esposa o voto que ela fizera. 

Santa Cecília foi das santas mais veneradas desde tempos imemoriais, e teve seu nome incluído no Cânon da Missa. Ela tem a glória de se ter assemelhado a Maria Santíssima num ponto: ambas foram casadas e permaneceram virgens.

23. São Clemente I (+ Roma, 97)

Foi o terceiro sucessor de São Pedro. Escreveu uma famosa carta aos católicos de Corinto, restabelecendo com sua autoridade a paz ameaçada internamente naquela diocese. Trata-se de um documento de grande importância apologética, porque demonstra que, já naqueles tempos, se entendia que o Papa possuía uma verdadeira e efetiva autoridade sobre os demais bispos e as suas dioceses, e não apenas uma posição honorífica de precedência. Segundo a tradição, São Clemente sofreu o martírio na Criméia, para onde fora exilado e condenado a trabalhos forçados pelo imperador Domiciano.

24. Santo André Dung-Lac e Companheiros (+ Vietnã, séc. XVI)

De acordo com o Martirológio Romano-Monástico, André Dung-Lac e Companheiros, eram cristãos convertidos no século XVI pelos missionários dominicanos que começaram a difundir o Evangelho no Vietnã, e foram martirizados porque acusados de estarem introduzindo no país uma religião estranha. O Papa João Paulo II os canonizou em 1988.

25. Santa Catarina de Alexandria (+ Egito, 305)

É sem dúvida uma das santas mais populares da História da Igreja, universalmente venerada. De acordo com um relato muito antigo de sua vida, era uma jovem de grande beleza e tinha recebido de Deus o dom da sabedoria. 

Conduzida diante do imperador por ser cristã, censurou-o corajosamente por perseguir a Religião verdadeira, fez a apologia do Cristianismo e demonstrou a falsidade dos cultos idolátricos. Não conseguindo discutir com ela, o imperador convocou os cinqüenta filósofos mais cultos do Egito para que refutassem os argumentos da jovem, mas eles também não o conseguiram e, ao final do debate se declararam cristãos. O imperador, encolerizado, condenou à morte os cinqüenta sábios e sua mestra, a qual teve o corpo dilacerado por rodas com lâminas cortantes.

26. São Leonardo de P. Maurício (+ Roma, 1751)

São Leonardo de Porto Maurício foi nascido na Ligúria, ingressou na Ordem franciscana e foi pregador popular de grande sucesso, em várias regiões da Itália. Pregava sobre a Paixão de Nosso Senhor com um fervor tal que comovia todos os corações, por mais endurecidos que estivessem. 

Foi grande propagador da devoção ao Sagrado Coração de Jesus e incentivou a prática do exercício da Via Sacra. Profetizou, numa carta escrita pouco antes de morrer, a proclamação do dogma da Imaculada Conceição, da qual era defensor apaixonado e intransigente. Quando morreu, tal era a fama de sua virtude que o próprio Papa foi ajoelhar-se diante de seu corpo.

27. Santa Catarina Labouré (+ Paris, 1876)

Em 1830, Nossa Senhora apareceu, em Paris, a Santa Catarina Labouré, então jovem religiosa, e lhe ensinou a devoção da Medalha Milagrosa. "Fazei cunhar uma medalha com este modelo. Todas as pessoas que a usarem receberão grandes graças, trazendo-a ao pescoço. As graças serão abundantes para as pessoas que a usarem com confiança" - prometeu a Santíssima Virgem. A promessa efetivamente se cumpriu. 

Em março de 1832, quando iam ser confeccionadas as primeiras medalhas, uma terrível epidemia de cólera, proveniente da Europa oriental, atingiu Paris. Mais de 18 mil pessoas morreram em poucas semanas. Num único dia, chegou a haver 861 mortes. No fim de junho, as primeiras medalhas ficaram prontas e começaram a ser distribuídas entre os flagelados. Na mesma hora refluiu a peste e tiveram início, em série, os prodígios que em poucos anos tornariam a Medalha Milagrosa mundialmente célebre. 

Em 1876, ano da morte de Santa Catarina Labouré, mais de um bilhão de Medalhas Milagrosas já espalhavam graças pelo mundo. Em 1894, a Santa Igreja instituiu a festa litúrgica de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, a ser celebrada neste mesmo dia 27 de novembro.

28. São Tiago da Marca (+ Nápoles, 1476)

Franciscano, tinha vida austeríssima, fazendo continuamente jejuns e penitências. Pediu a Nossa Senhora de Loreto a graça de pregar eficazmente as verdades eternas. A oração foi atendida e, desde então, sua palavra obteve verdadeiros prodígios, conseguindo conversões que pareciam de todo impossíveis. 

Acompanhou São João de Capistrano na pregação da Cruzada contra os turcos e foi um dos artífices da gloriosa vitória de Belgrado, em 1456. Depois de ter feito maravilhas nas regiões da Alemanha, dispunha-se a ir pregar aos próprios turcos, na esperança de receber assim a palma do martírio, mas o Papa Calixto III o chamou a Roma, confiando-lhe o cargo de inquisidor-mor. Desempenhou com dedicação esse cargo e teve a alegria de conseguir converter grande número de hereges, mas, como não podia deixar de ser, atraiu sobre si ódios e perseguições. Morreu com 90 anos, em Nápoles.

29. São Saturnino (+ França, séc. III)

Foi um dos sete bispos enviados por Roma para a evangelização das Gálias, onde fundou a diocese de Toulouse. Segundo um relato do século V, incorreu na ira dos sacerdotes de Júpiter, porque sua simples presença tornava mudo o ídolo ao qual eles costumavam sacrificar um touro. Certo dia, os devotos de Júpiter prenderam São Saturnino e exigiram que fosse ele próprio sacrificar o touro. Diante da recusa do Santo, que ademais desafiou Júpiter a fulminá-lo com um raio se fosse capaz disso, os pagãos o condenaram a ser arrastado até à morte pelo mesmo touro. Por uma piedosa lembrança, os toureiros o têm, na Espanha, como seu protetor especial.

30. Santo André (+ séc. I)

Foi um dos primeiros discípulos de Nosso Senhor. Era irmão de São Pedro, que apresentou ao Mestre. Segundo antiga tradição, pregou na região dos Bálcãs e sofreu o martírio sendo crucificado numa cruz em forma de X (conhecida heraldicamente como Cruz de Santo André).

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Halloween, o Dia das Bruxas

"Noite de Samhain" José Antonio Gil Martínez*

"Conectado aos mais antigos cultos pagãos, a palavra “Halloween”, tem origem em tantas lendas e histórias que só podemos afirmar que é uma das mais pagãs festas “católicas” da atualidade. Em meados do século V d.C, foi declarado que o dia 31/10 seria reconhecido como o dia de todos os santos, pois nas antigas tradições pagãs ele era chamado “O grande buraco”, pois acreditava-se que neste dia o mundo dos vivos e dos mortos comunicavam-se.

Ainda temos informações esparsas de diversas fontes históricas – documentos dos séculos V e VIII – citando que o nome Halloween teria vindo vem da palavra hallowuinas, que seria o nome das guardiãs dos conhecimentos ocultos escandinavos.

Há várias lendas em volta do dia das bruxas


Em uma delas é que no dia 31 de outubro, um dia após o Dia do Corvo (dia 30 de outubro e que é considerado nas religiões pagãs o senhor e guardião do portal entre os vivos e os mortos) todos aqueles que morreram no ano anterior, voltariam a terra e poderiam tomar posse dos corpos vivos e fazer deles seu festim antes de voltarem a escuridão da morte. 

Assim, para assustar os mortos e impedir essa possessão, a população apagava sua fogueiras e velas, se vestiam com roupas assustadoras e andavam em volta das vilas para espantar os mortos que viessem vistá-los.

Embora essa prática fosse condenada pelos católicos – que acreditavam que os mortos só voltariam no Dia do Juízo. Sua prática contínua por séculos levou por fim a uma tentativa dos cristãos de assimilar a data, ao ser agregada no calendário cristão quando passou a ser definido o Dia de Finados (mortos) no dia 02 de novembro, mas isso não inibiu o Halloween e suas práticas.

Tanto é que no século 17, os irlandeses que imigraram aos Estados Unidos levaram essa tradição ao país que por fim a difundiu para o mundo todo. Hoje em dia até na Ásia o dia 31 é comemorado com “gostosuras ou travessuras”.

SIMBOLOGIAS

Abóbora iluminada com a vela

A vela dentro da abóbora, vem da antiga lenda irlandesa de Jack, o Lanterna, um beberrão, ardiloso que ludibriou o diabo por duas vezes e conseguiu que ele o deixasse em paz até sua morte, porém quando morreu, foi negado a ele sua entrada no céu, pois sua vida não era digna do paraíso e devido os problemas com o senhor do inferno ele também não pode entrar lá. Mas o diabo com dó de Jack, que foi condenado a vagar pela eternidade na escuridão, lhe deu uma lanterna para que pudesse caminhar na escuridão.


A vela foi colocada originalmente dentro de um nabo e permanece duradoura. Nos USA, foi substituído por uma abóbora que no novo país era mais abundante que o nabo na Irlanda.

Gostosuras ou travessuras (Trick or Treat)

No século IX, na Europa os católicos faziam oferendas aos parentes e conhecidos chamado de souling que significava almejar, e era comemorado no dia 02 de novembro (o Dia dos Mortos católico). Nesse dia parentes iam de casa em casa, pedindo os chamados “soul cakes” (bolo das almas) que eram feitos de groselha (não a bebida, a fruta). Para cada pedaço de bolo que a pessoa ganhava ela deveria orar para o parente do doador do bolo, pois acreditava-se que assim, ajudava-se os mortos a irem para o reino dos céus.

Com o passar do tempo, esse hábito foi cativando as crianças, e no Dia de Halloween adotou-se que além de se vestirem com fantasias para assustarem os mortos, elas também pediriam doces e àqueles que não dessem sofreriam com as travessuras.

Agora você se pergunta o que têm as bruxas com tudo isso?

As bruxas comemoram o Samhain, o ano novo celta. Ela marca o fim do verão e a entrada do ano novo, celebrando a colheita do ano todo e a renovação para o próximo.

Mas nas tradições católicas, que procuravam colocar as antigas tradições na ótica do “diabo”, dizia-se que nessa data as bruxas chegavam em sua vassouras para a festa em que o diabo era o anfitrião, voavam em volta da lua, gritavam, riam e amaldiçoavam a todos que encontravam.

Essa crença dizia que se você encontrasse uma bruxa, deveria virar sua roupa do avesso, para a maldição ou feitiço, não te pegar. E como o gato preto sempre foi associado as bruxas, nessa época diziam que eles carregavam os espíritos dos mortos e se um gato preto cruzar o seu caminho, volte por onde veio, porque se avançar terá má-sorte na certa.

Enfim…

Uma coisa é certa, é uma festa de terror com muito bom humor. Nessa data colocamos todos os "demoninhos" para fora e brincamos sejamos adultos ou crianças.

E as bruxas, tanto das antigas quanto das novas tradições, em todo mundo celebram essa data fantástica em volta de fogueiras, colocando seus pedidos no caldeirão, para mais um ano que vai começar."


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Fonte: web:http://www.patywitch.blogspot.pt (reprodução) - Imagem: "Feliz noche de Samhain a todos" José Antonio Gil Martínez (CC-BY-2.0)

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Prece e Orações ao Caboclo Sete Flechas

Indios Pataxós/Valter Campanato/ABr

Caboclos são entidades que se apresentam como espíritos indígenas. As entidades assim denominadas que se apresentam nos terreiros de Umbanda são espíritos com certo grau de evolução espiritual. 

São espíritos de índios que já morreram e que viraram guias de luz que voltam à Terra para prestar a caridade ao próximo, ou almas de pessoas que assumiram a roupagem fluídica de caboclo como instrumento de ideal. São da Linha das Matas.

Apresentam-se altaneiros, dando o seu grito de guerra e gesticulando como se lançassem suas flechas. Normalmente seus conselhos visam a melhorar o ânimo dos mais necessitados. A imagem quase sempre condiz com a figura do bom selvagem romantizado, belo, puro, nobre e arrojado. São espíritos sérios e bastante contidos. Normalmente os consulentes os tratam com muito respeito e até algum temor.

Geralmente se utilizam de charutos para provocar a descarga espiritual de seu médium e também do seu consulente. Alguns assoviam, outros bradam no ato da incorporação. Costumam ser bastante sérios nos seus conselhos. São considerados, portanto, grandes trabalhadores dos terreiros.

Caboclo Sete Flechas


Conta o folclore de Umbanda que o Caboclo Sete Flechas era um índio oriundo da tribo dos Patachós, que se localizava na Mata Escura na época (entre os anos 200 e 300), onde hoje é o Estado da Bahia, é um Caboclo que vem na Irradiação de Oxóssi, podendo ser cruzado para vir na vibração cósmica  de todos os Orixás.

O Caboclo Sete Flechas recebeu as suas Flechas de 7 Orixás, a mando do Pai Oxalá, conforme segue:

* Oxóssi colocou uma Flecha no seu Braço direito, flecha da saúde para que derrame sobre nós os bálsamos curadores.

* Ogum colocou uma flecha no seu braço esquerdo, flecha da defesa para que sejamos defendidos de todas as maldades materiais e espirituais.

* Xangô cruzou uma flecha em seu peito, para nos defender das injustiças da humanidade.

* Iansã Cruzou uma flecha em suas costas, para nos defender de todas as traições de nossos inimigos.

* Iemanjá colocou uma flecha sobre sua perna direita, para abrir os nossos caminhos materiais e na senda da espiritualidade.

* Oxum colocou uma flecha sobre sua perna esquerda, para lavar os nossos caminhos, iluminar os nossos espíritos e nos defender de todas as forças contrárias à vontade de Deus.

* Omulu/ Obaluaiê entregou em suas sagradas mãos a flecha da força astral superior, para distribuir a humanidade a Divina força da fé e da verdade.

O Caboclo Sete Flechas tem um conhecimento profundo das ervas e das folhas de nossa flora e da flora de outros países, trabalha na cura, exímio vencedor de grandes demandas espirituais e como alguns costumam dizer ele é um Caboclo mandingueiro, ou seja, quebrador de mandingas destinadas a seus filhos e a seus protegidos, manipulador das energias do Astral e não fica "amarrado" a nenhuma vibração, ele trabalha dentro de todas as vibrações, de todos os os Orixás, juntamente com os falangeiros sob seu comando.

Prece do Caboclo Sete Flechas

"Salve Deus Pai, criador de todo o Universo! 
Salve São Sebastião, rei da mata e chefe de todos os Caboclos! 
Salve Pai Sete Flechas e sua falange guerreira! 

Pai Sete Flechas baixai sobre nós um jato de vossa divina luz, iluminando os nossos espíritos, para que possamos entrar em comunhão com esta centelha de luz divina que emana de vossas sagradas flechas, nos defendendo e amparando neste mundo terreno. 

Salve as sete flechas que vos foram dadas, espiritualmente, para nos defender de todas as provas que não nos vem de Deus. 

Bendito seja São Sebastião que vos botou sobre o vosso braço direito a flecha da saúde para que derrame sobre nós os bálsamos curadores; 

Bendito seja São Jorge, que botou sobre vosso braço esquerdo a flecha da defesa, para que sejamos defendidos de todas as maldades materiais; 

Bendito seja São Jerônimo, que vos cruzou uma flecha em vosso peito para defender-nos das injustiças da humanidade; 

Bendita seja a grande mãe, Senhora da Conceição, que botou uma flecha em vossas costas, para defender de todas as traições de nossos inimigos; 

Bendito seja o Senhor do Bonfim, que vos botou uma flecha sobre a perna direita para abrir os nossos caminhos materiais e na senda da Espiritualidade; 

Bendita seja Nossa Senhora dos Navegantes, que botou uma flecha sobre vossa perna esquerda, para lavar os nossos caminhos, iluminando os nossos espíritos e defendendo-nos de todas as forças contrárias à vontade de Deus; 

Bendito seja São João Batista, que entregou em vossas sagradas mãos a flecha da força astral superior, para a humanidade, a divina força da fé e da verdade.

Deus Pai foi quem ordenou, os santos as flechas lhe entregou; com as forças das sete flechas, Pai Sete Flechas me abençoou

Amém!"


Imagem em gesso do Caboclo Sete Fechas

Oração do Caboclo Sete Flechas

"Salve Zambi, Pai e Criador de todo o Universo! Salve Oxóssi, Rei da Mata e chefe de todos os Caboclos! 

Salve Seu Sete Flechas e sua falange guerreira! Sete Flechas, baixai sobre nós um jato da vossa divina luz, iluminando os nossos espíritos para que possamos entrar em comunicação com esta centelha de luz divina que emana das vossas sagradas flechas, defendendo e amparando-nos neste mundo terreno. 

Salve as sete flechas que vos foi dada, espiritualmente, para defender-nos de todas as provas que não nos vem de Zambi.

Bendito seja Oxóssi que vos o colocou sobre o vosso braço direito a flecha da saúde para que derrame sobre nós os bálsamos curadores; 

Bendito seja Ogum, que colocou sobre vosso braço esquerdo a flecha da defesa para que sejamos defendidos de todas as maldades materiais e espirituais; 

Bendito seja Xangô que vos cruzou uma flecha em vosso peito para defender-nos das injustiças da humanidade; 

Bendita seja a grande Mãe Yemanjá que colocou uma flecha em vossas costas para defender-nos das traições de nossos inimigos.

Bendito seja Oxalá que vos colocou uma flecha sobre vossa perna direita para cobrir os nossos caminhos materiais e a senda da espiritualidade, 

Bendita seja as Santas Almas que vos botou uma flecha sobre vossa perna esquerda, para lavar os nossos caminhos, iluminando os nossos espíritos e defendendo-nos de todas as forças contrárias à vontade de Deus,

Bendito seja os Ibejis que entregaram em vossas sagradas mãos a flecha do astral superior, para dar à humanidade a divina força da fé e da verdade. 

Zambi foi quem ordenou, os Orixás as flechas vos entregou. 

Com as forças das sete flechas, Seu Sete Flechas me abençoou!"

(Fonte-web:http://povodearuanda.wordpress.com/2007/09/10/Caboclos/)

Oração ao Caboclo Sete Flechas para pedir a cura

"Peço índio Sete Flechas e mentores espirituais, principalmente, os integrantes da corrente médica do espaço, que coloquem nesta água os fluidos astrais magnéticos 

(colocar um copo com agua para beber ao final da oração)

de que preciso para curar a doença existente em meu corpo físico. 

(dizer o nome da enfermidade)

Embora reconhecendo merecedor dessa moléstia, por culpa exclusivamente minha, devo tê-la criado em decorrência de imperfeição moral, fruto de condicionamento psíquico de outras vidas, ou consequência de excessos prejudiciais, consciente ou inconscientemente praticados nesta existência, por fraqueza ou ignorância espiritual em prazeres e extravagâncias mundanas. 

Sendo este meu pedido tido como um arrependimento sincero diante de Deus, pretendo, assim, a Sua benevolência e a consequente atenuação dos efeitos mórbidos, para, com mais saúde e vitalidade, procurar estar em harmonia com as leis divinas, das quais estive afastado pela incompreensão, perdoável, no entanto, pela Bondade do Criador.

Amém!"


(fonte-web:http://www.indioseteflexas.blogger.com.br/2005_03_01_archive.html)
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Fonte: Com informações da Wikipédia (verbete Caboclos na Umbanda), web e folclore brasileiro de Umbanda - Imagens: Pataxós/Wikimedia Commons - Seu Sete Flechas/YouTube (snapshot) - Imagem do Caboclo Sete Flechas em gesso/Bazar pai João

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Orações para os Pretos-Velhos (Saudação, Amalá e Defumação)

"Preto Velho", OST, p/ Edmundo Migliaccio

Pretos velhos ou Pretos-velhos são entidades de umbanda, espíritos que se apresentam em corpo fluídico de velhos africanos que viveram nas senzalas, majoritariamente como escravos que morreram no tronco ou de velhice, e que adoram contar as histórias do tempo do cativeiro. São divindades purificadas de antigos escravos africanos. Sábios, ternos e pacientes, dão o amor, a fé e a esperança aos "seus filhos".

O preto velho, na Umbanda, está associado aos ancestrais africanos, assim como, por exemplo, o caboclo está associado aos índios e o baiano aos migrantes nordestinos.

São os mestres da sabedoria e da humildade. Através de suas várias experiências, em inúmeras vidas, entenderam que somente o amor constrói e une a todos, que a matéria nos permite existir e vivenciar fatos e sensações, mas que a mesma não existe por si só, nós é que a criamos para estas experiências, e que a realidade é o espírito. Com humildade, apesar de imensa sabedoria, nos auxiliam nesta busca, com conselhos e vibrações de amor incondicional. Também são mestres dos elementos da natureza, a qual utilizam em seus benzimentos.

Os Pretos Velhos incluem os Tios e Tias, Pais e Mães, Avôs e Avós todos com a forma do idoso, do senhor de idade, do escravo. Sua forma idosa representa a sabedoria, o conhecimento, a fé. A sua característica de ex-escravo passa a simplicidade, a humildade, a benevolência e a crença no “poder maior”, no Divino. A característica desta linha seria o conselho, a orientação aos consulentes devido a elevação espiritual de tais entidades, são como psicólogos, receitam auxílios, remédios e tratamentos caseiros para os males do corpo e da alma.

Os nomes de alguns Pretos Velhos comuns de que se tem notícia são Pai João, Pai Joaquim de Angola, Pai José de Angola, Pai Francisco, Vovó Maria Conga, Vovó Catarina, Vovô Miguel, Pai Jacó , Pai Benedito, Pai Anastácio, Pai Jorge, Pai Luís, Mãe Maria, Mãe Cambina, Mãe Sete Serras, Mãe Cristina, Mãe Mariana, Maria Conga, Vovó Rita, Vovó Joana, Dona Maria Redonda, Tio Antônio e Pai Maneco, dentre outros.

O Dia de Pretas e Preto-Velho é comemorado em 13 de maio


"Dia 13 de maio é dia de Preto-velho na Umbanda. Dia de comemorar com festa estas entidades que representam velhos negros e negras, Espíritos de antepassados. Velhos escravos que voltam à terra para ajudar as pessoas, e são muito queridos pelos fiéis."

Saudação aos Pretos-Velhos


"Adorei às Almas!"
"Saravá todos os Pretos e Pretas-velhos de Umbanda!"
"Malembe as Almas!"

Defumação para Pretos-Velhos

Colocar no turíbulo, com brasa de carvão vegetal: açúcar cristal, bagaço de cana de açúcar, pó de café, mistura sagrada de quebra demanda. O mais utilizado é a defumação com incensos ou a erva seca, in-natura, de benjoim, alecrim, alfazema e guiné.

Prece ao bondoso Preto-Velho


"Ensina-nos a ter a tua experiência milenar, a calma, a resignação,

a compreensão que muito necessitamos e que estejamos sempre contigo, assim como Jesus o tem na Santa Glória.

A ti, bondoso Preto-Velho, oferecemos esta prece, reafirmando nossa fé, nossa crença, e nossa esperança na tua força espiritual, sempre a serviço do bem.

Protege-nos querido Preto-velho que tanto sofreste, dá-nos a coragem que às vezes nos falta para poder prosseguir na nossa jornada, e algum dia tenhamos merecimento para receber as graças de Deus.

Que assim seja!"

Oração aos Pretos-velhos

"Preto Velho

Carreteiro de Oxalá
Bastão bendito de Zambi
Mensageiro de Obatalá
Meu pensamento eleva-se ao teu espírito e peço Agô.
Que tuas guias sejam o farol que norteie minha vida.
Que vossa pemba trace o caminho certo para todos os meus actos.
Que vossas palavras, tão cheias de compreensão e bondade, iluminem minha mente e meu coração.

Que teu cajado me ampare em meus tropeços.

Ontem te curvastes aos senhores...
Hoje, ajoelho-me aos teus pés pedindo que intercedas junto a Oxalá por mim e por todos que neste momento clamam por vós.
Maleme e paz sobre meu lar e que a luz divina de Obatalá se estenda pelo mundo.
E que o grito de todos os orixás sejam o sinal de vitória sobre todas as demandas de minha vida.
Maleme as almas.
Maleme para todos os meus inimigos, para que saiam do negrume da vingança.
E encontrem fonte fecunda e clara do amor e caridade.

Que assim seja!"

Oração dos Pretos-velhos


“Senhor, Nosso Pai, que sois o Poder, a Bondade, a Misericórdia, olhai por aqueles que acreditam em Vós e esperam por vossa bondade, poder e misericórdia.

Dá Pai, aos que vacilam ao Vosso Poder, na Vossa Misericórdia e Bondade, a clareza de pensamento e abri-lhes, Senhor, os olhos para que pratiquem sempre o bem, a caridade para com os outros dentro da humildade de Vossa Sabedoria, reconhecendo assim a Vossa Existência, Poder e Misericórdia, bem assim, o Vosso Reino.

Senhor, perdoa aqueles que a escuridão ainda não deixou ver, os erros cometidos na sua passagem terrena. Dá, Senhor, a eles que sofrem a luz de Seu imenso Amor e da Sua Sabedoria. Que a sua luz nos ilumine neste mundo e em outros que ainda desconhecemos, e em todos os lugares por onde passarmos nos proteja. 

Oh ! Meu Pai Santíssimo! A nós pecadores, aceita o nosso arrependimento dos erros que temos cometido. Pai, pela sua sagrada bondade e paixão, consenti que caminhe até vós pelo caminho da perfeição.

Dá Senhor, orientação perfeita no caminho da virtude, único caminho pelo qual devemos trilhar. Misericórdia aos nossos inimigos. Perdão a todos os nossos erros, e que Vossa Bondade não nos falte hoje e sempre… 

Amém!”

Oração de invocação e reverência aos Pretos-velhos


Ao Sagrado Princípio do Todo invocamos, do mais íntimo de nossa Consciência, em sinal de reverência à Verdade, ao Amor e à Virtude, propositado a cooperar junto às Legiões de Pretos Velhos, Índios, Hindus e Caboclos, para os serviços que são chamados a desempenhar na Ordem Doutrinária.

Ao Cristo apelamos, como Diretor Planetário e Senhor dos Sete Escalões em que se distribui a Humanidade Terrestre, composta de encarnados e desencarnados,

desejando oferecer colaboração eficiente, de caráter fraterno, em defesa da Verdade e da Justiça, contra aqueles que, contrariando os Sagrados Objetivos da vida, se entregam aos atos que contradizem a Lei de Deus. 

Conscientes da integridade da Justiça Divina, afirmamos a mais fiel e intensa observância dos Mandamentos da Lei, conforme o Divino Exemplo do Verbo Exemplar, para todos os efeitos invocativos. 

Acima de alternativas constituirá barreira contra o Mal, em qualquer sentido em que se apresente, venha de onde vier, seja contra quem for, conquanto que, em defesa da Verdade, do Bem e do Bom.

Conseqüentemente, que aos bondosos Pretos Velhos seja dado refletir, em seus trabalhos, os sábios e santos desígnios daqueles que, traduzindo a Divina Tutela do Cristo Planetário, assim determinarem das Altas Esferas da Vida. Que as legiões de Índios, simples, espontâneas e valorosas, sempre maravilhosamente ligadas à natureza exuberante, possam agir sob a direção benévola e rigorosa dos Altos Mentores da Vida Planetária. 

Lutando pela Ordem e pelo Bem, pelo progresso no seio do Amor, que tenham de Deus as graças devidas. Que às numerosas legiões de Hindus, profundamente  ligadas às mais remotas Civilizações do Planeta, formando portanto nas Altas Cortes da Hierarquia Terrestre, sejam concedidas pelo Senhor Planetário as devidas oportunidades, para que forcem, sustentem e imponham a Suprema Autoridade. 

Que nesta hora cíclica, em que a Terra transita de uma para outra Era, as Mentes humanas possam receber os eflúvios da Pureza e da Sabedoria, a fim de que sintam os Divinos Apelos do Cristo, em favor dos Santos Desígnios do Pai amantíssimo, que é a divinização de todos os filhos. 

Que as legiões de Caboclos, humildes e bondosos, tão ligadas aos que peregrinam a encarnação, para efeito de expiações, missões e provas, a todos possam envolver, proteger e sustentar, desde que se esforcem a bem da Moral, do Amor, da Revelação, da Sabedoria e da Virtude, pois que, fora dessa Ordem Doutrinária, não há Evangelho.

Que assim seja!"

Prece a Preto-velho para fazer um pedido

"Louvados sejam todos os pretos e pretas-velhos.

Louvados sejam vós que formais o santíssimo rosário da Virgem Maria.

Santas Almas Benditas, protetoras de todos aqueles que se encontram em aflição.

A vós recorremos espíritos puros pelos  sofrimentos, grandiosos pela humildade e bem aventurados pelo amor que irradiam, socorre-me pois encontro-me em aflição.

Concedam-me, meus bondosos pretos-velhos, a graça de (pede-se a graça que deseja alcançar) através da vossa intercessão junto a Santa Virgem Maria, santíssima mãe de Deus e de todos nós.

Dai-me meus pretos-velhos um pouco de vossa humildade, de vosso amor, e de vossa pureza de pensamentos, para que possa cumprir a minha missão na Terra, seguindo todos os vossos exemplos de bondade.

Louvadas sejam todas as Santas Almas Benditas. Tenham piedade de nós. 

Assim seja!"

Amalá ou entrega para Pretos e Pretas-velhos

7 ou 14 velas branca e preta, tutu de feijão, feijão fradinho, doces naturais como cocada, rapadura, frutas – como banana, cerveja preta ou marafo (cachaça) com mel diluído, (se o médium ou ofertante não bebe pode também oferecer água mineral pura ou café preto, sem açúcar, ou adoçado com açúcar mascavo ou cristal), flores brancas, cachimbo, fumo ou cigarro de palha.

A comida pode ser entregue sobre uma folha de planta (folha de bananeira, por exemplo) e a cerveja, ou a bebida escolhida, derramada ao redor do Amalá. Cascas de frutas podem ser utilizadas como coitês, (maracujá, laranja, coco), para evitar a entrega de itens de plásticos, vidros ou ainda latas, desta forma fazendo uma entrega ecologicamente correta, ao preservar a natureza e não agredir o meio-ambiente.

Local da entrega: Na pedreira, ou sobre uma pedra grande e bonita, podendo ser entregue na campina, ao lado de um córrego, rio ou riacho ou clareira no meio da mata, de preferência sempre sobre uma pedra. (não deixe lixo na natureza, faça sua entrega respeitando o meio-ambiente).




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Fonte: Organizado por Ronald Sanson, com informações livres, preces de autoria espiritual e orações do folclore brasileiro de Umbanda - Imagem: "Preto Velho", óleo sobre tela, autoria de Edmundo Migliaccio (CC-BY-3.0)

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Prece à Iemanjá

Odoyá Mãe Iemanjá! Saravá a Rainha do Mar!

Deusa das Águas e Rainha do Mar. Iemanjá é sincretizada com Nossa Senhora da dos Navegantes, por haver semelhanças de que tanto Nossa Senhora, santa católica, mãe de Jesus, quanto Iemanjá possuem atributos de maternidade. Simbolizando a mãe de toda a humanidade.

Iemanjá é o Orixá feminino (Yabá) mais popular do Brasil, e uma das mais reverenciadas, é tida como mãe de vários Orixás. 

Iemanjá na Umbanda é conhecida como a 'Deusa das Águas' e 'Rainha do Mar', seu nome possui derivação sobre sua origem africana, significando 'mãe cujo filho é peixe'.

Ela é muito cultuada em todo Brasil durante a virada do ano, nos dias que antecedem o Ano Novo e na própria virada de ano e nos dias seguintes, mas oficialmente seu data é celebrada em 2 de fevereiro, que é o dia de Nossa Senhora dos Navegantes, de Nossa Senhora da Luz e também Nossa Senhora da Saúde.

Prece a Iemanjá, rainha do mar


"Oh! Iemanjá, rainha do mar. Doce acalanto dos aflitos e dos que encontram paz em tua vibração. Mãe do mundo tenha piedade de nós. Benditas são as bençãos que vem de teu reino, que está em todos os oceanos do Universo. Meu coração e minha alma se abrem para receber a vibração, as bênçãos e bem-aventuranças de mãe Iemanjá.

Mãe querida, leve toda impureza, toda negatividade, todo feitiço, todo quebranto, toda magia ruim (peça que Iemanjá retire todo mal da sua vida) purifica minha aura para que ela me sirva de proteção contra as más influência, protegendo meu corpo físico e etéreo, levando toda negatividade que possa me afetar para as profundezas do oceano sagrado, de onde elas não terão mais poder ou qualquer influência negativa sobre mim.

Mãe que protege, que sustenta, que leva embora toda dor. Mãe dos Orixás, mãe que cuida e zela pelos seus filhos, e os filhos de seus filhos. Iemanjá, que tua luz de amor norteie os meus pensamentos. Que tuas águas geradoras da vida lavem minha cabeça. Derrama sobre mim a vossa proteção, incutindo em meu coração o respeito e a devida veneração à grande força da natureza que simbolizas.

Iemanjá, permiti Senhora, que vossas falanges de entidades iluminadas e bons espíritos me protejam e amparem sempre, assim o fazendo também para com toda a humanidade, na qual, como teus filhos somos todos irmãos. Por favor, faz isso por nós, minha querida mãe d'água, rainha das ondas e sereias do mar. Odoyá Mãe Iemanjá!"
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Fonte: Prece adaptada de oração lida no grupo "Umbandistas" do Facebook e que foi enviada por Kate Thayla  - Imagem: Luz de Umbanda (reprodução/internet)



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