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sábado, 3 de novembro de 2018

O Buda interior, por G. de Purucker




Imagem: Buda/Elliott Brown/Flickr (CC BY 2.0)
"Um Buda é aquele que escalou os graus da evolução humana, um por um, e assim atingiu o estado búdico, que significa glória intelectual e espiritual. 

Ele é um "Desperto," que manifesta a divindade que está no coração de seu próprio ser.

Os Budas são as flores mais nobres da raça humana. São seres que se elevaram acima da humanidade, atingindo a divindade, e isto foi feito libertando a luz que estava aprisionada no interior, a luz da divindade interior, brilhando na alma humana.

Cada ser humano é um Buda que ainda não se expressou. Agora neste momento, dentro e acima de você, está seu Eu Superior, e à medida que os milênios passam e você conquista o eu inferior a fim de se tornar o Eu Maior, você se aproxima mais e mais do Buda adormecido dentro de você.

Mas na verdade não é o Buda interior que está adormecido, é você que está dormindo na matéria, tendo sonhos maus trazidos por suas paixões, suas visões falsas, seu egoísmo, produzindo pesados véus de personalidade ao redor do Buda interior.

Aqui está o segredo: o Buda dentro de você o está observando. Seu Buda interior tem um olho sobre você, misticamente falando. A mão d’Ele está estendida com compaixão em direção a você, digamos assim, mas você deve estender a sua para tocá-lo através de sua própria vontade e aspiração.

Considere o que é um ser humano: alguém que tem um deus em seu coração, com um Buda que envolve  esse deus, uma alma espiritual que envolve esse Buda, uma alma humana que envolve essa alma espiritual, uma alma animal que envolve essa alma humana e um corpo que envolve a alma animal.

Quando o ser humano aprendeu tudo que a Terra pode ensiná-lo, ele se torna divino e não mais retorna à terra pela reencarnação – exceto aqueles cujos corações estão tão cheios da sagrada chama da Compaixão, que permanecem próximos desse planeta a fim de ajudar seus irmãos mais jovens e menos evoluídos.

Essas exceções são os Budas de Compaixão.

Existem, por outro lado, seres muito grandes, santos e puros, cujo conhecimento é vasto e profundo, mas que quando atingem o estado de Buda, em vez de sentir o chamado do Amor para voltar e ajudar, passam adiante e entram na Luz Divina, no estado de indizível bem-aventurança que é o Nirvana, e deixam a humanidade para trás.


Esses são os Budas Pratyekas. Embora exaltados, não se encontram no mesmo nível da sublimidade dos Budas de Compaixão.

O Buda sabe que não pode avançar para a glória espiritual a menos que viva a vida espiritual, a menos que cultive sua natureza espiritual, mas quando o faz apenas para receber recompensas espirituais, vida espiritual só para si, ele é um Buda Pratyeka.

Por outro lado, aquele que pertence à ordem dos Budas de Compaixão, embora tenha em vista os mesmos objetivos, treina seu espírito para se tornar completamente indiferente a suas próprias vantagens. Este último tem a fazer um trabalho enorme, e logicamente a recompensa também corresponde.

O Buda de Compaixão, com a expansão de seu ser, torna-se um com o Universo espiritual, enquanto que o Buda Pratyeka torna-se um com uma linha particular de evolução no Universo.

O Buda de Compaixão, tendo ganhado tudo, ganhado o direito à paz e felicidade cósmicas, renuncia a isso para poder voltar e ajudar a humanidade. O Buda Pratyeka passa adiante e entra na bem-aventurança indizível do Nirvana, e ali permanece por milhões de eras; e quando o Buda Pratyeka emergir do Nirvana para retomar sua evolução em direção à expansão de seu ser, ele se encontrará na retaguarda do Buda de Compaixão, que estará mais avançado no caminho do Infinito.

O ser humano, em sua longa evolução, pode tomar, desses dois caminhos, aquele que preferir."

Nota: a palavra Buda interior pode ser substituída por Deus interior, Cristo interior, Luz interior, Orixá interior, Krishna interior...
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Sobre o autor: Gottfried de Purucker - ou simplesmente, como é mais conhecido, G. de Purucker - foi um teosofista, autor e líder da Sociedade Teosófica de Pasadena de 1929 a 1942. O pai de Purucker, era um ministro anglicano e preparou seu filho para o futuro com a igreja por meio de treinamento extensivo em idiomas e estudos religiosos. Seu legado inclui várias publicações, incluindo elucidações dos escritos de Helena Blavatsky. Vários trabalhos adicionais também foram publicados postumamente.

sábado, 30 de maio de 2015

Como é seu coração?

"Observe atentamente o caminho que seu coração aponta e escolha esse caminho com todas as forças" 
(provérbio hassídico)


"...A via Martinista, conforme elaborada por Louis-Claude de Saint-Martin, é uma via interior que permite realizar a comu­nhão com Deus a partir do coração do ser huma­no. É considerada uma via cardíaca, a via do amor que conduz ao abrasamento do cora­ção do homem pelo Divino. “Nessa senda, não é a cabeça que devemos abrir, mas o coração”, afirma Saint-Martin.

O ensinamento martinista visa abrir o coração ao amor de Deus. Ora, o problema essencial do homem é a separação que existe entre sua inteligência e seu cora­ção. “É porque sua cabeça e seu coração não estão mais interligados que o ser humano se perde e comete tantos erros na vida”, acres­centa ele. “Quando, ao contrário, sua mente e seu coração se interligam, Deus se une natural­mente a ele e, nesta experiência de amor, o homem pode contemplar todos os mistérios da Criação”.

Segundo a tradição Martinista, o uni­verso e o homem não estão mais em seu estado original, pois a harmonia que carac­terizava a Criação em suas origens foi rompida. Com efeito, os mitos da “idade de ouro” ou do “paraíso perdido” das mito­logias judaico-cristãs são comuns a nume­rosas tradições.

Assim, a busca fundamental do ser humano é reencontrar o estado privile­giado de união entre sua alma e Deus, estado em que ele vivia no momento das emanações divinas, como vimos na dou­trina da Cabala..."¹
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1- Do livro “As Grande Vias do Amor”, Aline Charest, publicado pela AMORC-GLP

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Primavera, a estação das flores



A Primavera é a estação do ano associada a renovação da flora e da fauna terrestres. No hemisfério norte é chamada "Primavera boreal", e no hemisfério sul é chamada "Primavera austral". A Primavera boreal começa em 20 de Março e termina dia 22 de Junho. A Primavera austral, que é a nossa aqui do Brasil, começa dia 22 de Setembro, terminando em 20 de Dezembro.

A primavera do hemisfério sul inicia-se no equinócio de Setembro, terminando no solstício de Dezembro. No hemisfério norte inicia-se no equinócio de Março e termina no solstício de Junho.

No dia do equinócio o dia e a noite têm a mesma duração. A cada dia que passa, o dia aumenta e a noite vai encurtando um pouco, aumentando, assim, a incidência dos raios solares sobre o hemisfério em que ocorre.

No início da Primavera do hemisfério sul, os oceanos meridionais ainda estão frios e vão aos poucos aquecendo, fazendo a Primavera ter temperaturas amenas ao longo da estação. O equinócio, que pra gente é dia 22 de setembro, é definido como um dos dois momentos em que o Sol, em sua órbita aparente (como vista da Terra), cruza o plano do equador celeste (a linha do equador terrestre projetada na esfera celeste). Mais precisamente é o ponto onde a eclíptica cruza o equador celeste.

A palavra equinócio vem do latim e significa "noites iguais". Os equinócios acontecem em março e setembro, as duas ocasiões em que o dia e a noite duram o mesmo tempo. Ao medir a duração do dia, considera-se que o nascer do Sol é o instante em que metade do corpo solar está acima (ou metade abaixo) do horizonte; e o pôr do Sol o instante em que o corpo solar encontra-se metade abaixo (ou metade acima) do horizonte. Com esta definição, o dia durante os equinócios têm 12 horas de duração.




Em várias culturas nórdicas ancestrias, o equinócio da primavera era festejado com comemorações que deram origem a vários costumes hoje relacionados com a Páscoa da religião cristã. Nos dias do equinócio é possível obter uma medida aproximada da latitude, por um observador munido de instrumentos muito simples: um fio de prumo, uma trena e um relógio.

Para fazer isso é só medir o tamanho da sombra de um fio de prumo, exatamente ao meio-dia local. Sendo h o comprimento do fio de prumo e l o tamanho da sombra na horizontal, a latitude lat, medida ao meio-dia local num dia de equinócio, é dada pela fórmula lat = arctan (l / h).

Dica de leitura: livros sobre astronomia...

A magia da primavera e o que ela representa na astrologia


A primavera é a estação mais bonita do ano, na qual a vida se renova. Vemos aparecer, com explendor, o verde das árvores. Após o equinócio as tardes vão ficando mais longas e nos presenteiam com espetaculares pores do Sol. As flores desabrocham por toda parte, atraindo pássaros e insetos que se reproduzem aos milhares.

Na primavera celebramos o renascimento da Natureza, o retorno à Vida daquilo que se julgava morto, mas que na verdade, estava apenas adormecido. Em crenças espíritas e esotéricas fazemos uma alusão da primavera com a reencarnação. O Sol é a fonte de luz e calor que permite a vida em nosso planeta. A palavra Sol deriva do latim Solus, que significa O Único.

Assim como a vida do nosso sistema solar depende do Sol, nós também precisamos encontrar, conhecer e desenvolver nosso Sol interior. O Sol é o fator mais importante do mapa astral, é o centro do mapa. Ele representa o caráter, a personalidade, o ego ou eu pessoal. Quando alguém pergunta nosso signo, respondemos dizendo o nome daquele que contém o nosso Sol. 







O signo onde se encontra o Sol, ou signo solar, segundo a astrologia, indica a missão pessoal de cada um, o propósito que necessitamos manifestar em nossas vidas para revelar nossa verdadeira natureza total, nossa individualidade, nosso poder pessoal, vontade e criatividade. O Sol brilha sobre bons e maus, justos e injustos, à ninguém se nega, pois o amor guardado não é derramado, não é amor, é egoísmo.

O Sol exerce uma atração magnética irresistível, orientando nossa vida, dando significado, motivação e indicando o rumo a seguir. Devemos procurar e encontrar esse Sol em nossa natureza interior, espiritual, ou não conseguiremos transformar nossa consciência, que elevada, nos mostra pertencermos a algo maior do que nós mesmos. Independentemente da estação do ano, devemos viver e sentir a Primavera eternamente em nosso interior, renascendo e evoluindo sempre.

Fonte: Postagem reeditada de 22 de setembro de 2008: http://floresemcasa.blogspot.com/2008/09/primavera-estao-das-flores.html


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