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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Vulcano, o Ferreiro dos Deuses



Agô Pai Ogum! Ogunhê! Saravá os Grandes Mestres Alquimistas!

Der Parnaß - detalhe - de Andrea Mantegna
No inventário do Museu do Louvre
Vulcano - Hefesto na mitologia grega - do latin: Vulcanus - era o deus romano do fogo, filho de Júpiter e de Juno ou ainda, segundo alguns mitólogos, somente de Juno com o auxílio do Vento.

Foi lançado aos mares devido à vergonha de sua mãe pela sua disformidade, foi, porém, recolhido por Tetis e Eurínome, filhas do Oceanus. Noutras versões, a sua fealdade era tal mesmo recém-nascido, que Júpiter o teria lançado do Monte olimpo abaixo. A esse facto de deveria a sua deformidade, pois Vulcano era coxo.

Sua figura era representada como um ferreiro. Era ele quem forjava os raios, atributo de Júpiter. Este deus, o mais feio de todos, era o marido de Vénus - a Afrodite grega -, a deusa da beleza e do amor, que, aliás, lhe era tremendamente infiel.

No entanto, Vulcano forjou armas especiais para Eneias, filho de Vénus de Anquises de Tróia e para Aquiles quando este havia emprestado para Pátroclo,que por sua vez a perdeu para Heitor.

Em certa altura, Vulcano preparou uma rede com que armadilhou a cama onde Vénus e Marte mantinham uma relação adúltera. Deste modo o deus ferreiro conseguiu demonstrar a infidelidade da sua esposa, que no entanto foi perdoada por Júpiter.

O deus pertence à fase mais antiga da religião romana: Varro citou-o no "Maximi Annales", lembrando que o rei Tito Tácio havia dedicado altares para uma série de divindades, entre as quais Vulcano é mencionado.

Vulcanália

O festival de Vulcano, a Vulcanalia, era comemorado na Roma antiga em 23 de agosto de cada ano, quando o calor do verão aumentava o risco de incêndios nas culturas e celeiros. Durante o festival eram feitas fogueiras em honra do deus, nas quais peixes vivos ou pequenos animais eram lançados como um sacrifício, segundo a crença da época, para serem consumidos por Vulcano no lugar dos seres humanos.

Está registrado que durante a Vulcanalia o povo romano costumava pendurar suas roupas e tecidos sob o sol. Este hábito refletiria uma conexão teológica entre Vulcano e o Sol divinizado.
Outro costume observado neste dia exigia que a pessoa deveria começar a trabalhar à luz de uma vela, provavelmente para propiciar um uso benéfico de fogo pelo deus.

Vulcano para os Alquimistas

A Forja de Vulcano, de Diego Velázquez
Museu do Prado
Vulcano dos Alquimistas é o patrono da Alquimia, também conhecido por ser um símbolo da arte hermética. Além de ser importante na religião egípcia, grega e romana, foi introduzido pelo médico e alquimista Paracelso - nascido Philippus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheim - na Alquimia.

Para Paracelso, Vulcano era sinônimo tanto do alquimista/médico, quanto da manipulação do fogo; aquecimento e destilação de propriedades da natureza para a medicina, bem como o poder transformador e potencial criativo bloqueado dentro do ser, o maior homem invisível ou anthropos, o adormecido dentro.

A Alquimia é uma arte e Vulcano - o governador de fogo - é o artista dentro dela. Paracelso escreveu que:

"Aquele que é Vulcano tem o poder da arte... Todas as coisas foram criadas em estado inacabado, nada está acabado, mas Vulcano deve trazer todas as coisas para a sua conclusão. Tudo está em primeiro criado na sua materia prima, seu material original; Vulcano vem sobre este, e desenvolve-o em sua substância final... 

Deus criou o ferro, mas não o que pode ser feito dele. Ele ordenou o incêndio, e Vulcano, que é o senhor do fogo, para fazer o resto... Disto se segue que o ferro deve ser limpo de suas impurezas antes que possa ser forjado. Este processo é Alquimia, seu fundador é o Vulcano. O que é conseguido através do fogo é a Alquimia, inclusive no forno ou no fogão da cozinha. E aquele que governa o fogo é Vulcano, mesmo que seja um cozinheiro ou um homem que cuida do fogão."


Paracelso também escreveu:

"Nada foi criado como ultima materia - em seu estado final. Tudo está em primeiro criado na sua prima materia, seu material original; sobre o qual Vulcano vem, e pela arte da Alquimia desenvolve-o em sua substância final. A Alquimia é uma arte, necessária e indispensável... É uma arte, e Vulcano é seu artista. Ele, que é um Vulcano domina esta arte, quem não é uma Vulcano nada pode fazer ou avançar nela."

O alquimista elisabetano, Sir Francis Bacon, no entanto, era cético quanto ao alistamento na alquimia da divindade romana como símbolo alquimista verdadeiro, como afirmou em "The Advancement of Learning", de 1605:

Abandonando a Minerva e sabedoria, eles jogam o tribunal para o ferreiro coberto de fuligem Vulcano, seus potes e panelas,

Paracelso
No entanto, os alquimistas da escola de Paracelso, como Gerard Dorn, Batista Jan van Helmont e Arthur Dee, cada um reconheceu o deus romano da forja e forno, como simbologia da arte. Van Helmont, especificamente, descreveu alquimia como arte de Vulcano, enquanto Arthur Dee, em seu "Arca Arcarnum" escreveu:

Embora eu seja constrangido a morrer e ser enterrado, no entanto, Vulcano cuidadosamente me dá o nascimento.

O deus romano e Paracelso - que associou a divindade à alquimia - foram citados nada menos que três vezes, por Sir Thomas Browne em "The Garden of Cyrus", de 1658. Ele escreveu, primeramente, em suas linhas de abertura:

Vulcano, que deu flechas até a Apolo e Diana, de acordo com a teologia dos gentios na obra do quarto dia, não pode passar por nenhuma apreensão cega da criação do Sol e da Lua

Em segundo lugar, no contexto da mitologia grega clássica, em que Vulcano constrói e lança uma rede invisível, a fim de seduzir Vênus, sua esposa em flagrante com o amante Marte. Browne, com humor, afirma:

Aquela famosa rede de Vulcano, que pegou Marte e Vênus, provocou risos inextinguíveis nos céus, já que os próprios deuses não podiam percebê-la, não devemos nos intrometer nela.

O mito clássico de Vênus e Marte, presos pela invenção de Vulcano, é também um exemplo menos conhecido da "fixação" e da união dos opostos na opus alquímica.

E, finalmente, há a apoteose, da opus alquímica literária, na qual são entregues seu três fatores, para determinar a verdade, ou seja, a razão, autoridade e experiência; Vulcano aqui representa o demiurgo ou "homem superior" que, não muito diferente dos gnósticos, "Homens de Luz", usa o seu artesanato e habilidades para ajudar, iluminar e libertar o Homem Espiritual interior.

Verdades planas e flexíveis são vencidas por cada martelada, mas Vulcano e seu suor o forjam por inteiro, para trabalhar fora de sua armadura de Aquiles.

Nos tempos modernos, o psicólogo suíço Carl Jung, interpretou Vulcano como aquele que:

"...acende a roda de fogo da essência na alma quando ela se quebra "da parte de Deus, de onde vem o desejo e o pecado, que são a ira de Deus" CW 12 215.

O tesouro dos tesouros
aos alquimistas de Paracelso
A adoção pelos alquimistas, da figura mítica de Vulcano, pode ser interpretada em vários níveis. Na menor escala de interpretação, Vulcano representa o demiurgo da esperteza amoral, que cegamente ganha poder sobre a Natureza, sem integridade; este nível mundano antecipa o nascimento da Revolução Industrial do século 18. 

As atividades de extração de carvão das minas para abastecer fornos colossais, para a fabricação de aço e ferro em larga escala, e para o desenvolvimento da ferrovia e dos trens a vapor, em toda a Europa e América do Norte, são decididamente atividades ligadas a Vulcano, e de muitas maneiras, o "negócio" geral da ética protestante do trabalho e da sociedade ocidental industrializada, é fortemente refletida nesta figura arquetípica. A um nível superior de interpretação, Vulcano é transformado para se tornar um apóstolo inspirado, o visionário capaz de liberar a humanidade das amarras das trevas e da ignorância.

O poder transformador da Vulcano, o "Homem Superior", e a figura antroposófica dos alquimistas, é hoje transferida para os aspectos negativos de uma figura demiurga; ninguém menos que o homem moderno, tecnológico, que, divorciado de Deus forja seu próprio destino, independente de religião, Amor Divino ou considerações teológicas, para um admirável mundo novo ou utopia.

Fonte/Referência bibliográfica:
Jolande Jacobi ed. Paracelsus Selected Writings, 1951, Princeton - http://www.reference.com/

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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Quem são os Anjos, Querubins e Serafins

ANJOS

"São seres celestiais mais elevados do que o homem em dignidade, Sl 8.6; Hb 2.7, que não se casam nem se dão em casamento, Mt 22.30. Pela sua natureza, são chamados filhos de Deus, pelo menos em poesia, Jó 1.6; 37.7, e pelo seu caráter, são chamados santos, Jó 5.1; Si 89.5,7.   O seu oficio é determinado pela palavra anjo. Em outros livros da Bíblia, há indícios de duas categorias de anjos em oficio e dignidade, como sejam os arcanjos (chefes) e outros de inferior posição, 1Ts 4.16; Jd 9. Estas duas classes não são as únicas. Há os anjos caídos e os que não caíram; há tronos e domínios, principados e potestades, Rm 8.38; Ef 1.21; 3.10; Cl 1.16; 2.15. Querubins e Serafins, todos os quais parecem pertencer à classe angélica.  As forças inanimadas da natureza pelas quais se opera todo o movimento econômico do universo são mensageiros de Deus, Sl 104.4. A pestilência e a morte, quando obedecem a atos especiais do governo divino, são representadas como operando sob a direção dos anjos, 2Rs 24.16; 19.25; Zc 1.7-17. Escapando a vista humana, acampam-se a roda dos que temem a Deus, Sl 34.7; Gn 28.12; 48.16; 2Rs 6.17; Is 43.9.  O Anjo do Senhor apareceu em forma humana a Abraão, a Agar, a Ló, a Moisés e a Josué; aos israelitas em Boquim, a Gideão e a Manoé. Um anjo do Senhor apareceu a Elias e a Daniel. Os anjos ocupam lugar saliente na história de Jesus, anunciando o seu nascimento e o de seu precursor, proclamando o seu advento aos pastores, servindo-o depois de sua vitória no deserto e de sua angústia no jardim, Lc 22.43, Foram ainda os anjos que deram as boas novas aos discípulos na ressurreição e ascensão. Um anjo assistiu a Pedro, outro a Paulo.  Alguns destes mensageiros de Deus são conhecidos pelos seus nomes, como Gabriel, Dn 8.16; 9.21; Lc 1.19,20: e Miguel, Dn 10.13,21; Jd 9; Ap 12.7. Há alguns anjos, enviados a executar ordens divinas, que são chamados Anjo do Senhor, 2Sm 24.16: 1Rs 19.5-7. Também se menciona um anjo, que em certas circunstâncias parece ser distinto de Jeová e que, no entanto se identifica com ele, Gn 16.10,13,14,33; 22.11,12,15,16; 31.11,13; Ex 3.2,4; Js 5.13-15; 6.2; Zc 1.10-13: 3.1,2. Assim, em Gn 32.30, se menciona um anjo em que se revelava a face de Jeová que tinha o nome de Jeová, e cuja presença equivalia a presença de Jeová, Gn 22.11; Ex 32:14: 33.14; Is 63.9. O anjo do Senhor aparece como uma manifestação de Jeová, um com ele e, todavia diferente dele."

"São seres celestiais mais elevados do que o homem em dignidade, Sl 8.6; Hb 2.7, que não se casam nem se dão em casamento, Mt 22.30. Pela sua natureza, são chamados filhos de Deus, pelo menos em poesia, Jó 1.6; 37.7, e pelo seu caráter, são chamados santos, Jó 5.1; Si 89.5,7. 

O seu oficio é determinado pela palavra anjo. Em outros livros da Bíblia, há indícios de duas categorias de anjos em oficio e dignidade, como sejam os arcanjos (chefes) e outros de inferior posição, 1Ts 4.16; Jd 9. Estas duas classes não são as únicas. Há os anjos caídos e os que não caíram; há tronos e domínios, principados e potestades, Rm 8.38; Ef 1.21; 3.10; Cl 1.16; 2.15. Querubins e Serafins, todos os quais parecem pertencer à classe angélica.

As forças inanimadas da natureza pelas quais se opera todo o movimento econômico do universo são mensageiros de Deus, Sl 104.4. A pestilência e a morte, quando obedecem a atos especiais do governo divino, são representadas como operando sob a direção dos anjos, 2Rs 24.16; 19.25; Zc 1.7-17. Escapando a vista humana, acampam-se a roda dos que temem a Deus, Sl 34.7; Gn 28.12; 48.16; 2Rs 6.17; Is 43.9.

O Anjo do Senhor apareceu em forma humana a Abraão, a Agar, a Ló, a Moisés e a Josué; aos israelitas em Boquim, a Gideão e a Manoé. Um anjo do Senhor apareceu a Elias e a Daniel. Os Anjos ocupam lugar saliente na história de Jesus, anunciando o seu nascimento e o de seu precursor, proclamando o seu advento aos pastores, servindo-o depois de sua vitória no deserto e de sua angústia no jardim, Lc 22.43, Foram ainda os anjos que deram as boas novas aos discípulos na ressurreição e ascensão. Um anjo assistiu a Pedro, outro a Paulo.

Alguns destes mensageiros de Deus são conhecidos pelos seus nomes, como Gabriel, Dn 8.16; 9.21; Lc 1.19,20: e Miguel, Dn 10.13,21; Jd 9; Ap 12.7. Há alguns anjos, enviados a executar ordens divinas, que são chamados Anjo do Senhor, 2Sm 24.16: 1Rs 19.5-7. Também se menciona um anjo, que em certas circunstâncias parece ser distinto de Jeová e que, no entanto se identifica com ele, Gn 16.10,13,14,33; 22.11,12,15,16; 31.11,13; Ex 3.2,4; Js 5.13-15; 6.2; Zc 1.10-13: 3.1,2. Assim, em Gn 32.30, se menciona um anjo em que se revelava a face de Jeová que tinha o nome de Jeová, e cuja presença equivalia a presença de Jeová, Gn 22.11; Ex 32:14: 33.14; Is 63.9. O anjo do Senhor aparece como uma manifestação de Jeová, um com ele e, todavia diferente dele."

QUERUBINS

"Nome do guardião que o Senhor pôs a entrada do Éden para impedir que nossos primeiros pais se aproximassem da Árvore da Vida, depois de serem expulsos do Paraíso, Gn 3.24. Quando se construiu a Arca para o Tabernáculo, foram trabalhados dois querubins, feitos de puro ouro, e colocados sobre a arca com as faces voltadas um para o outro, e cobrindo-a com as asas estendidas, Ex 25.18-20; 37.7-9.  Simbolizavam a presença de Jeová, cuja glória se manifestava entre eles, Lv 16.2, e que habitava no meio de seu povo, estando presente no tabernáculo para receber a sua adoração, Ex 25.22; Lv 1.1. Há frequentes referências à habitação de Jeová entre querubins, Nm 7.89; 1Sm 4.4; 2Sm 6.2; 2Rs 19.15; Sl 80.1; 99.1; Is 37.16. As cortinas do Tabernáculo eram bordadas com as figuras de querubins, Ex 26.1.  No oráculo do Templo foram postos dois gigantescos querubins de quase seis metros de altura, cujas asas estendidas tinham igual comprimento à altura. Eram feitos de pau de oliveira e cobertos de ouro, 1Rs 6.23-28; 8.7; 2Cr 3.10-13; 5.7,8; Hb 9.5.  As paredes do Templo eram esculpidas em roda de entalhes e molduras, com querubins e palmas, 2Rs 6.29, Em um poema, Davi representa Jeová montado sobre querubins e voando sobre as asas dos ventos, 2Sm 22.11; Sl 18.10. Ezequiel teve uma visão de querubins perto do rio Cobar, cada um deles tinha quatro faces e quatro asas, Ez 10.1-22; comp. 9. 3. Os quatro querubins parecem ser identicos as criaturas que ele viu, cada uma com quatro faces com rosto de homem, rosto de leão, rosto de boi e rosto de águia, cp. 1.5-12; com 10.20,21.  Estes querubins sustentavam o trono de Jeová, 1.26-28; 9.3. Finalmente, o apóstolo João descreve no Apocalipse quatro animais com rostos semelhantes aos já descritos, Ap 4.6-9. Em toda a Bíblia os querubins são apresentados como seres, entes animados, com a inteligência de homem, com a força do boi, com a coragem do leão e com movimentos livres como a águia para dominar o espaço. Eles representam uma ordem de anjos."

"Nome do guardião que o Senhor pôs a entrada do Éden para impedir que nossos primeiros pais se aproximassem da Árvore da Vida, depois de serem expulsos do Paraíso, Gn 3.24. Quando se construiu a Arca para o Tabernáculo, foram trabalhados dois querubins, feitos de puro ouro, e colocados sobre a arca com as faces voltadas um para o outro, e cobrindo-a com as asas estendidas, Ex 25.18-20; 37.7-9.

Simbolizavam a presença de Jeová, cuja glória se manifestava entre eles, Lv 16.2, e que habitava no meio de seu povo, estando presente no tabernáculo para receber a sua adoração, Ex 25.22; Lv 1.1. Há frequentes referências à habitação de Jeová entre querubins, Nm 7.89; 1Sm 4.4; 2Sm 6.2; 2Rs 19.15; Sl 80.1; 99.1; Is 37.16. As cortinas do Tabernáculo eram bordadas com as figuras de querubins, Ex 26.1.

No oráculo do Templo foram postos dois gigantescos querubins de quase seis metros de altura, cujas asas estendidas tinham igual comprimento à altura. Eram feitos de pau de oliveira e cobertos de ouro, 1Rs 6.23-28; 8.7; 2Cr 3.10-13; 5.7,8; Hb 9.5.

As paredes do Templo eram esculpidas em roda de entalhes e molduras, com querubins e palmas, 2Rs 6.29, Em um poema, Davi representa Jeová montado sobre querubins e voando sobre as asas dos ventos, 2Sm 22.11; Sl 18.10. Ezequiel teve uma visão de querubins perto do rio Cobar, cada um deles tinha quatro faces e quatro asas, Ez 10.1-22; comp. 9. 3. Os quatro querubins parecem ser identicos as criaturas que ele viu, cada uma com quatro faces com rosto de homem, rosto de leão, rosto de boi e rosto de águia, cp. 1.5-12; com 10.20,21.

Estes querubins sustentavam o trono de Jeová, 1.26-28; 9.3. Finalmente, o apóstolo João descreve no Apocalipse quatro animais com rostos semelhantes aos já descritos, Ap 4.6-9. Em toda a Bíblia os querubins são apresentados como seres, entes animados, com a inteligência de homem, com a força do boi, com a coragem do leão e com movimentos livres como a águia para dominar o espaço. Eles representam uma ordem de anjos."

SERAFINS

"Nome de entes celestiais que estavam à roda do trono de Deus, na visão de Isaías. Cada um deles tinha seis asas: com duas cobria a face, e com outras duas cobriam os pés e com duas voavam. E clamavam um para o outro, e diziam: “Santo, Santo, Santo, Senhor Deus dos Exércitos cheia está toda a terra da sua glória”, Is 6. 2,3.  Tendo o profeta confessado ser homem de lábios impuros, um dos serafins voou para ele levando na mão uma brasa viva, que havia tomado do altar com uma tenaz, e tocou com ela a boca do profeta dizendo: “Eis aqui tocou esta brasa os teus lábios, e será tirada a tua iniquidade, e lavado será o seu pecado”. A Escritura nada mais diz a respeito de serafins, senão o que se contém nesta passagem. Quem eram eles? Os serafins eram uma ordem superior de anjos, segundo o entendimento dos judeus."

"Nome de entes celestiais que estavam à roda do trono de Deus, na visão de Isaías. Cada um deles tinha seis asas: com duas cobria a face, e com outras duas cobriam os pés e com duas voavam. E clamavam um para o outro, e diziam: “Santo, Santo, Santo, Senhor Deus dos Exércitos cheia está toda a terra da sua glória”, Is 6. 2,3.

Tendo o profeta confessado ser homem de lábios impuros, um dos serafins voou para ele levando na mão uma brasa viva, que havia tomado do altar com uma tenaz, e tocou com ela a boca do profeta dizendo: “Eis aqui tocou esta brasa os teus lábios, e será tirada a tua iniquidade, e lavado será o seu pecado”. A Escritura nada mais diz a respeito de serafins, senão o que se contém nesta passagem. Quem eram eles? Os serafins eram uma ordem superior de anjos, segundo o entendimento dos judeus."


Sobre a obra...

Autor: Davis, John D.
Editora: Hagnos

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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Oração Gnóstica para pedir a cura de uma doença



"Tu, Logos Solar, emanação ígnea,
Cristo em substancia e consciência,
vida potente pela qual tudo avança,
vem até mim e penetra-me,
ilumina-me,
banha-me,
transpassa-me e desperta em meu Ser
todas essas substancias inefáveis
que tanto são parte de Ti
quanto de mim mesmo.

Força universal e cósmica,
energia misteriosa,
eu te conjuro, vem a mim,
remedia a minha aflição,
cura-me de todo mal
e afasta este sofrimento
para que tenha harmonia, paz e saúde.

Peço-o em teu sagrado nome,
que os mistérios
e a Igreja Gnóstica me ensinaram,
para que faças vibrar comigo
todos os mistérios deste plano
e de planos superiores
e que essas forças reunidas
consigam o milagre da minha cura.

Que assim seja!"

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Nossa Senhora do Bom Parto

Nossa Senhora do Bom Parto, rogai por nós!


Os títulos de Nossa Senhora, "do Bom Parto" e do "Bom Sucesso" nasceram aos pés da imagem da Virgem Negra de Paris, venerada na antiga igreja Saint-Etienne-des-Grès, capital francesa.

Invocar a proteção da Mãe durante a gestação e parto, há muitos séculos é tradição nas famílias cristãs. O culto à Virgem do Bom Parto é uma das mais tradicionais devoções da França, Espanha e Portugal, e se espalhou por muitos outros países de cultura religiosa cristã. Esse culto aparece com títulos semelhantes, como Nossa Senhora do Divino Parto, entre outros, porém as imagens representam a Virgem com a pele clara.

Nos registros das primeiras igrejas cristãs, encontramos muitas indicações sobre estátuas e pinturas da Virgem Maria com a pele morena. Na Antiguidade, a cor preta em símbolos religiosos, era sinal de fertilidade. Um sinal que a primitiva arte cristã manteve, para invocar a fertilidade física e espiritual de Maria, Mãe de Deus e nossa.

A imagem de Maria da igreja de Paris foi esculpida em pedra negra e data do século XI. Considerada milagrosa, é diante dela que acorrem constantes peregrinações de devotos. Nossa Senhora do Bom Parto é especialmente invocada nas ocasiões de tragédias pessoais e públicas. Aos seus pés, o Padre Cláudio Poullart dês Places, junto com doze companheiros pobres, fundou a Congregação do Espírito Santo e do Imaculado Coração de Maria, em 1703. A Congregação dos padres espiritanos cresceu rapidamente e, orar diante da Virgem Negra de Paris, era sinal da primeira consagração.

Outras personalidades importantes foram rezar aos pés de Nossa Senhora do Bom Parto, em Paris. Dentre os quais: Domingos de Gusmão, Tomás de Aquino, Francisco de Sales, Sofia Barrat, Vicente de Paulo - que colocou sob a proteção da Virgem Negra de Paris a sua grande Obra de caridade e os seus Institutos - e mais recentemente João Bosco.

Durante a Revolução Francesa, a igreja de Saint-Etienne-des-Grès foi saqueada e destruída. Mas a escultura da Virgem Negra foi vendida à uma piedosa cristã, que a escondeu muito bem. Mais tarde, ela doou a sagrada imagem às Irmãs Enfermeiras da Congregação de São Tomas de Vilanova, que construíram uma capela nova para a veneração de Nossa Senhora do Bom Parto, em Neuilly. Desse modo, asseguraram o culto e as constantes peregrinações dos fiéis e devotos.

Foram os missionários espiritanos que divulgaram o culto à Senhora do Bom Parto no mundo. No Brasil eles aportaram em dezembro de 1885, e encontram essa devoção já estabelecida no país. Os registros indicam que os cristãos brasileiros começaram a invocar Senhora do Bom Parto, diante da imagem da Virgem do Ó, na igreja erguida no Rio de Janeiro em 1650. Isso porque, anexada à ela, os padres fundaram o Recanto do Bom Parto, para acolher as mulheres grávidas rejeitadas pela sociedade.


Oração a Nossa Senhora do Bom Parto



"Ó Maria Santíssima, vós,
por um privilégio especial de Deus,
fostes isenta da mancha do pecado original,
e devido a este privilégio
não sofrestes os incómodos da maternidade,
nem ao tempo da gravidez e nem no parto;
mas compreendeis perfeitamente
as angústias e aflições das pobres mães
que esperam um filho,
especialmente nas incertezas do sucesso
ou insucesso do parto.
Olhai para mim, vossa serva,
que na aproximação do parto,
sofro angústias e incertezas.
Dai-me a graça de ter um parto feliz.
Fazei que meu bebé nasça com saúde,
forte e perfeito.
Eu vos prometo orientar meu filho
sempre pelo caminho certo,
o caminho que o vosso Filho, Jesus,
traçou para todos os homens,
o caminho do bem.
Virgem, Mãe do Menino Jesus,
agora me sinto mais calma
e mais tranquila porque já sinto
a vossa maternal proteção.
Nossa Senhora do Bom Parto,
rogai por mim!"

domingo, 7 de agosto de 2011

A Caveira Celta



O cranio faz mais do que apenas proteger o cérebro, através dos séculos ele também estimula a mente e a imaginação da raça humana. A caveira é usada há milhares de anos para representar a mortalidade dos seres humanos, e também seu poder. A caveira é símbolo de conhecimento, mortalidade e poder, tem sido - por dezenas de milhares de anos - empregado em cerimonias, rituais e na arte. 

Todas as culturas usam cranios e caveiras para expressar idéias sobre a vida e a morte. Sabemos disso através de artefatos arqueológicos, descobertos em túmulos pré-históricos. Até hoje caveiras são usadas na magia, em rituais, na arte e até em logomarcas; elas representam uma imagem comum, que todos temos dentro de nosso corpo, mas que - para a maioria - se revela apenas após o desencarne.

Na cultura Celta antiga a caveira tinha grande importancia. Para os celtas o cranio simboliza:

- Tempo
- Concentração
- Iniciação
- Criação
- Portal de entrada e saída
- Divindade
- Poder

A cultura celta, não diferentemente de outras culturas ancestrais, viu na cabeça, ou cranio, uma fonte de poder. Alguns textos antigos apontam o cranio como a casa da alma. Achados arqueológicos nos mostram cranios celtas jogados em poços sagrados, como oferenda. Aquela civilização possuia profundos conhecimentos de magia. 

Eles sabiam que a água carrega informação, significados de purificação, limpeza e fluidez de movimento - as emoções são também representadas pela água. Então, se as caveiras simbolizam a morada da alma e do poder, talvez, atirando os cranios às profundezas escuras da água do poço sagrado, havia a intenção de limpar a alma, ou oferecer clareza divina, renovação para a alma.

Poços sagrados não são o único lugar onde foram encontrados cranios - como objetos ritualísticos - nos reinos celtas. Foram encontradas várias esculturas de cranios, usados para decorar portas e corredores dos antigos pontos cerimoniais e santuários.

O folclore Celta fala também de cranios falantes. A cabeça decepada de Bran, o Abençoado - um lendário deus celta de proporções gigantes - manteve-se animada após sua desencarnação. Bran sabia que ia morrer de qualquer jeito - devido a um ferimento feito por uma lança envenenada - então ele pediu a seus homens para cortarem sua cabeça, enterrando-a em solo sagrado. A lenda conta que a cabeça de Bran manteve os homens entretidos durante a viagem. Falando, cantando e contando piadas por todo o percurso.

Claro, isso é um mito, fica difícil legitimar uma lenda que conta sobre um cranio falante. Entretanto, se olharmos de maneira ampla, podemos enxergar as coisas por outra perspectiva. Os Celtas eram obcecados e ficavam extasiados com a idéia de passagens, portas, portais, orifícios, que levavam ou passavam por outras dimensões. Considerando os cinco orifícios existentes no cranio humano - dois olhos, duas cavidades do nariz e uma na boca - o número de orifícios no crânio se encaixa perfeitamente com o poder místico dos celtas, relacionado ao número cinco.

De fato, quase todas as culturas que possuiram capacidade espiritual para observar seu mundo, e o Universo em que ele gira, tem cinco temas simbólicos principais. Os quatro primeiros temas intemporais são os quatro pilares da vida, encontrados em inúmeras culturas - incluindo a Celta - e que são bastante simples de serem compreendidos. Eles lidam com estruturas clássicas, como, por exemplo:

Quatro elementos: Fogo, Terra, Ar, Água
Quatro direções: Norte, Sul, Leste, Oeste
Quatro estações: Verão, Inverno, Primavera, Outono

O quinto elemento foi descoberto por iluminação, através da sagacidade ​​espiritual, quando as culturas ancestrais libertaram suas mentes do confinamento rígido dos "quatro lados" da caixa. 

Eles começaram então a compreender o conceito de uma essencia mais expansiva, aglutinadora dos quatro elementos comuns. 

É aí que o quinto elemento faz sua aparição, no pensamento esotérico, transcendente. Os celtas perceberam que os quatro pilares são unidos por um quinto elemento. Juntos - os cinco elementos - são fonte de um poder, que equilibra e unifica, e que, possivelmente, pode ser aproveitado pela mente humana.

Explorando o equilíbrio cinco vezes, quem sabe que tipo de consciencia pode ser adquirida?

Os Druidas nos mostraram uma iluminação abrangente, ao equilibrar racionalmente os cinco aspectos da natureza, dentro de compreensão humana. Os significados celtas, por trás desse conceito, podem facilmente encher um livro... Além disso, existem tres grandes aberturas no cranio, e tres é também um número sagrado para os celtas, significa uma dança progressiva entre o banal e o cósmico, gerando um novo rumo na percepção. Ao alinharmos estes tres orifícios principais, encontrados no cranio humano, encontramos um triangulo, outra símbologia com forte apelo, pois representa a transição, a magia e a criação.
Ainda sob o aspecto da geometria divina, a cabeça - ou o cranio, em si - é, como podemos perceber, circular. Os olhos são circulares também, e os círculos são símbolos celtas comuns para os ciclos de tempo, bem como à imortalidade e integridade. Os círculos representam uma essencia de conectividade energética, vasta e infinita.

Talvez os celtas, em sua percepção expandida da realidade, tenham também usado o símbolo do cranio como um oráculo. Podemos concluir que, quando mergulhados em transe profundo, ou meditação, os olhos e a boca do cranio se abriam, como janelas cósmicas, portais que levavam ao conhecimento etérico. É elementar chegarmos a esta conclusão, especialmente levando-se em conta que a cabeça ou cranio - de acordo com a filosofia Celta - era um símbolo que representava a morada do poder divino dentro do corpo humano.


Como 'casa do pensamento, da alma', a cabeça ou cranio, tinha profundo significado na vida dessas pessoas. Este fato pode ser atestado através da presença prolífica do cranio humano - em sua forma natural - em representações rituais ou artisticas, nos achados arqueológicos de oferendas, trabalhos artísticos e escritos celticos, que corroboram a relevante importancia simbólica do cranio, da caveira, no folclore daquela civilização.

O estudo dos fatos históricos, ligados à mitologia e a cultura Celta, nos levam a ver a caveira com outros olhos, com os olhos de nossa própria caveira, comum a todos os seres humanos. Espero que este post, sobre os significados e simbologia do cranio na cultura Celta, lhe ofereça uma nova perspectiva, mais ampla, do que poderia potencialmente ser um assunto macabro.

Leva algum tempo até pensarmos de acordo com a perspectiva Celta a respeito dos cranios. Pois antes nos vemos obrigados a fazer um balanço de nossas próprias crenças e opiniões. Particularmente, mantenho entre minhas pedras e cristais, um pequeno cranio celta, fundido em metal, o qual minha irmã trouxe da Inglaterra e me ofereceu como presente. Considero um amuleto poderoso, o qual, principalmente, me faz lembrar humildemente qual minha natureza e qual será o destino do meu corpo, como veículo temporário do meu espírito.

A simbologia contida na caveira celta me traz a percepção do potencial humano, servindo como memorável símbolo de humildade, mostrando a temporalidade cíclica da vida terrena.  

A representação de crânios, caveiras, como objetos de magia, contém a simbologia da dualidade entre o terreno e o cósmico, o divino e o mortal, alojados em harmonia dentro de um mesmo veículo. A caveira é a raiz, suporte e proteção à vida biológica que nos conecta ao divino que se encontra oculto dentro de nós.

Se voce ainda sente medo ao olhar ou imaginar uma caveira. Se voce acha que o cranio humano é um símbolo macabro, ou objeto de adoração demoníaca... talvez a a lenda da Caveira Celta possa lhe ajudar a enxergar a caveira com outros olhos... com os olhos do seu próprio crânio. Esta lenda pode lhe ajudar a ver através das janelas de sua própria alma, abrindo-lhe as portas da percepção.

A Lenda da Caveira Celta

Era uma vez um granjeiro que tinha apenas um filho. Este filho morreu e o pai não quis ir ao enterro porque antes houve uma briga entre eles. Passado um tempo, morreu um vizinho e ele foi ao seu enterro. Depois da cerimônia e ainda estando o granjeiro no cemitério, olhando distraído ao redor viu uma caveira.

Juntou-a e disse, pensativo:

- Gostaria de saber alguma coisa sobre ti...

E a caveira falou:

- Amanhã irei passar a noite contigo, se vieres passar outra noite comigo.

- Assim farei - disse o granjeiro.

No caminho de volta, encontrou um sacerdote e comentou o que tinha ocorrido. O sacerdote lhe disse que deveria ter sonhado, posto que as caveiras não falam. O granjeiro lhe contou que na noite seguinte seria visitado pela caveira, e o sacerdote concordou em ir. Assim, na noite seguinte, estavam o granjeiro e o sacerdote conversando quando, em seguida, chamaram à porta e apareceu a caveira. Ela subiu à mesa e comeu tudo que nela havia. Depois, saiu e desapareceu.

- Por que não falaste nada? - inquiriu o granjeiro ao sacerdote.

- Por que TU não falaste? - respondeu o outro.

Na noite seguinte, como dia combinado com a caveira, o granjeiro foi até o cemitério e, não vendo nada, desceu os tres degraus que estavam junto à Igreja. De pronto se encontrou no meio de um campo, cheio de homens que lutavam entre si. Ao ver o granjeiro, perguntaram-lhe se procurava o crânio. Ao assentir, eles disseram:

- Acaba de ir para o campo ao lado.

No outro campo viu homens e mulheres que lutavam entre si.

- Estás procurando um cranio? - perguntaram - Pois bem, acaba se ir ao campo do lado.

O granjeiro se foi ao campo do lado e viu uma grande casa. Ao entrar viu que era a habitação de uma dama e uma criada. A dama caminhava de um lado a outro da casa, e cada vez que chegava perto do fogo para se aquecer, a criada a empurrava. Também lhe perguntaram se buscava um cranio e que se era isso, que saira pela porta esquerda da casa e por ali saiu o granjeiro. 

Ao entrar na casa contígua, encontrou a caveira e esta lhe perguntou se queria cear, com o que assentiu o granjeiro. A caveira o conduziu a cozinha onde estavam tres mulheres. A caveira pediu a uma delas que servisse a ceia, e esta serviu pão preto e uma jarra d'água, o que ele não conseguiu comer. 

Em seguida pediu à segunda mulher que fizesse o mesmo, e ela serviu pior ao granjeiro do que a primeira. Por fim a caveira pediu à terceira mulher, e esta serviu uma deliciosa refeição, com uma profusão de pratos e excelentes vinhos. Depois de comer, perguntou ao cranio o que tinha sido aquilo.

- Os homens que viste no primeiro campo se dedicavam a lutar entre si enquanto estavam vivos, porque tinham terras próximas e se acostumavam a mover as estacas e agora precisam lutar entre si para sempre. 

Os homens e mulheres que viste eram casais casados que viviam a brigar e agora devem seguir eternamente em brigas. A senhora que viste na casa e que a criada não deixava se aquecer fez o mesmo com a criada, que um dia chegou molhada e com frio, e agora a criada faz o mesmo com ela, até o dia do Juízo Final. 

As tres mulheres na cozinha foram minhas tres esposas. Quando pedia à primeira que me preparasse a ceia, me oferecia pão preto e água, a segunda ainda coisa pior mas a terceira me servia o banquete que ceiaste.

A caveira então olhou lugubremente o lavrador e disse:

- E quanto a ti, foste trazido a este lugar por não querer ir ao funeral do teu filho, apesar de teres ido ao de um vizinho. Assim, sugiro que, se queres te salvar, vá onde enterraram teu filho e pede-lhe perdão e, caso o obtenhas, saiba que desde o dia que saíste de casa até chegar aqui se passaram 700 anos.

O lavrador ficou petrificado e, como despertando de um sonho, se viu caminhando pelos campos, por lugares que antes ele havia passado mas que haviam mudado de forma pelo tempo transcorrido. Ao fim chegou ao cemitério e conseguiu localizar a tumba do filho . Ali se ajoelhou e pediu perdão. O perdão a seu filho. Por fim surgiu uma mão da tumba, que tomou a sua e ambos, pai e filho, subiram juntos ao céu.

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sábado, 6 de agosto de 2011

Tan Hill, a divindade do fogo na mitologia Celta



Divindade do fogo na mitologia Celta. Seu dia é comemorado em 6 de agosto.

A maioria dos antigos festivais Celtas eram rituais do fogo.


O termo celta tan ou teine é utilizado ainda hoje em muitos topônimos britânicos, como Tan Hill, que significa Colina de Fogo.

O fogo nos dá luz e calor em noites frias, é usado para cozinhar alimentos, derreter e forjar o metal, dentre tantas coisas, representa também o princípio fundamental da energia pura.

RITUAL PARA TAN HILL

Acenda três velas vermelhas formando um triângulo, ficando você no centro. Peça a ajuda de Tan Hill para atrair os favores das salamandras. Jogue nas chamas das três velas um pouco de purpurina ou glitter, dizendo:

"Assim como esta chama cresce, tudo o que eu fizer crescerá. Assim como a chama aquece, tudo o que eu fizer aquecerá o coração das pessoas. Assim seja feito."¹

1- FEU, Eddie Van. Diário Vida e Magia 2010. Rio de Janeiro: Linhas Tortas, 2009.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Credo Umbandista




Creio em Zambi, Onipotente e Supremo;

Creio nos Orixás e nos Espíritos Santos, que nos trouxeram à Vida por vontade desse majestoso Pai Celestial.

Creio nas Falanges Espirituais, orientadoras dos Homens na vida terrena;

Creio na Reencarnação, na Justiça Divina, segundo a Lei do Carma;

Creio na comunicação do Guias Espirituais, encaminhando-nos para a Caridade e prática do bem;

Creio na Invocação, na Prece e na Oferenda, com atos de fé;

Creio na Umbanda como prática redentora, capaz de nos levar pelo caminho correto, da Evolução, até o reencontro com Zambi, nosso Pai.



Gloria a Zambi nas Alturas!

Mucuiú n'Zambi ~ Olorum Ti Emi Baba Oke ~ Epa Baba Oxalá

Fonte: Folclore de Umbanda

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Exu Capa Preta




Exu da Capa Preta, ou Musifin:

Se trata de uma entidade que quando vida teve viveu com o titulo de Conde em uma época remota, mais antiga do que a própria antiguidade, algumas pesquisas relatam que pode ser encontrado parte da biografia desta entidade em uma antiga colônia, hoje denominada Pensilvânia.

Foi um Bruxo com profundos conhecimentos sobre os mistérios da Magia negra, da Alquimia, da Quimbanda e dos poderes dos feitiços praticados com os elementos através da magologia. Conseguiu transpassar a barreira do tempo de sua própria existência através da prática da Magia e hoje incorpora em um médio para dar consultas e resolver problemas espirituais utilizando o seu conhecimento milenar, sua magia e seu poder de Exu.

Quem recorre a esta poderosa entidade, para solucionar os seus problemas, seja ele de ordem física ou espiritual, jamais viverá em vão.

Exú Capa Preta está na hierarquia cabalística como 17º comandado de Exu Calunga. Seu poder esta nas encruzilhadas e também no cemitérios, alem de realizar trabalhos dentro de seu circulo cabalístico nos terreiros de Quimbanda nos quais ele predomina, tem como curiador o marafo e todas as bebidas destiladas. Recebe também oferendas de pade (farofas), carne de porco, ejé, pimenta e etc... Ao realizar seus trabalhos se transforma num bruxo poderoso em volta da sua capa, fazendo evocações não hà problemas que ele não possa solucionar.

Fonte: Internet: http://pt.scribd.com/doc/50092482/Musifin-ou-Exu-da-Capa-Preta - acessado em 03/08/2011

Exu

por Andréa Destefani

"Se eu tivesse que sobreviver encapando cadernos, ou fazendo qualquer outro tipo de trabalho manual, há muito já não caminhava sobre esta terra. Ter a noção de que não posso tudo, me causa um certo alívio, pois penso que temos diferentes habilidades para que possamos, de livre e espontânea "coação", saber que precisamos de nossos próximos. Estamos aqui dependendo uns dos outros todos os dias: do nascimento até o desencarne.

Estamos em diferentes níveis de frequência mental e sobre isto tenho falado constantemente. Felizes dos humildes que caminham sobre este chão. São cada vez mais raros. O advento das mídias, da exposição mais e mais facilitada das idéias é uma faca de dois gumes.De um lado há a troca constante de informações e uma possibilidade infinita de aumentar o conhecimento, e de outro, o lado afiado da corrupção mental. Chamo de corrupção mental a nossa capacidade de achar que o que falamos é uma flecha certeira de verdade irrefutável. Corremos tanto perigo com nossas verdades absolutas, que se tivéssemos a verdadeira dimensão do que podemos fazer com nossas falas, como diria Dostoiévski em Irmãos Karamazov, pediríamos perdão aos pássaros logo pela manhã, para que nossas idéias de não querer ofender ninguém sejam levadas a todos os cantos do mundo. Qualquer semelhança do que Dostoiéviski falava com os chilros do Twitter não é mera coincidência.

Uma linha que trabalha maravilhosamente com o resultado concreto de nossos pensamentos é sem dúvida a dos Exus. Quando se fala em Exu as pessoas ficam preocupadas e com medo. E devem se não buscam uma cura. Porque Exu olha dentro de sua alma e vê quais são suas intenções,analisa seus pensamentos, e te livra de tudo o que eles causam em você. Porque seus pensamentos, aqueles negativos, como a inveja, a frustração, tristeza contínua, o ego inflado formam algo parecido com larvas astrais que atraem outros bichos, que grudam no seu perispírito e te sugam cada vez mais.

Exus são guardiões de um nível vibracional mais baixo porque precisamos de entidades protetoras que tenham a habilidade para circular livremente nestes níveis. O ser humano não está livre de cair em armadilhas do nível mental, por mais que se esforce. São muitas as tentações. Desde comentar com os outros suas grandes conquistas e se vangloriar delas, até de seus projetos ainda não concretizados. Dois grandes erros que seo Capa Preta sempre faz questão de lembrar a quem lhe procura.

Posso falar aqui do que eu percebo, vejo e vivencio e não mais do que isso. Atribuir algo maligno a Exu é burrice, como também pensar que somos, apesar de bons em alguns momentos, seres repletos de luz. Trazemos conosco sombras que podem com o tempo ir se dissolvendo na medida de nosso entendimento.


Estava lendo o livro Legião, do Robson Pinheiro, e encontro lá uma citação sobre merecimento que tenho feito constantemente aqui em meu blog:

"O merecimento, argumento sempre levantado quando se cogita o tema magia negra, em defesas das supostas vítimas, apenas atenuará a eclosão do processo obsessivo. Contudo, desconhecemos ainda,na realidade terrestre, um espírito que seja realmente merecedor, a ponto de se ver totalmente imune, a salvo das investidas das trevas. Por isso, a pertinência do conselho do Mestre Jesus com relação a orar e vigiar, necessidade constante dos habitantes do mundo. 

A ignorância, tanto quanto a pretensão de quem afirma conhecer em profundidade tudo sobre a vida oculta ou espiritual, encontra larga acolhida entre os encarnados. Em virtude do atraso evolutivo em que nos posicionamos, das disposições cármicas individuais e do próprio comportamento atual em face do livre-arbítrio, o famigerado merecimento, que se imagina prerrogativa de cada um, torna-se algo seriamente questionável. Eis por que, meus filhos, é necessário estudar indefinidamente, a fim de nos instrumentalizarmos na batalha contra as forças sintonizadas com o mal." A fala descrita é do Pai João. Entendimento é tudo, meus caros.

Já pensando em escrever este post , recebo um e-mail falando de uma lei do Deputado Átila Nunes sobre a lei de sua autoria que cria a Delegacia Especializada em Crimes contra Intolerância. De fato acho muito triste o Estado ter que criar uma especializada neste assunto, porque os seres humanos tinham que ter consciência de seus atos intolerantes e o que eles causam, mas sabemos que não é assim. Na carta o que mais me surpreendeu foi a seguinte citação: "O projeto teve votos contrários da bancada evangélica. Alguns deputados afirmaram que: "a proposta do Átila Nunes fará com que pastores sejam impedidos de externarem suas opiniões sobre práticas demoníacas, porque poderão ser enquadrados pela nova delegacia". O projeto que data de 2008 só se tornou lei agora, porque os deputados evangélicos tentaram de todas as formas criar obstáculos para a tramitação do projeto. Para eles, "é um cerceamento da liberdade de se poder criticar a macumbaria e outras formas de manifestações ditas religiosas", numa clara crítica aos cultos afro-brasileiros."

Se criarem uma ala nos cemitérios só para idealistas, por favor me coloquem lá. Evangélicos não devem criticar umbandistas. Umbandistas não devem criticar evangélicos. Somos filhos do mesmo Pai, e todo pai sabe que cada filho é diferente e nem por isso menos amado. E já que falei em cemitério ,peço ao Exu Caveira que proteja os caminhos do Deputado Átila Nunes e de todos os legisladores que venham a combater estes sinais brutais de intolerância em todos os sentidos. Sarabumba!"

Fonte: Internet: http://coisasdecasados.blogspot.com/2011/03/exu.html - acessado em 03/08/2011

Um encontro na Encruza

por Andréa Destefani 


Imagem psicografada pelo Jimmy, mostra as feições do cascão humano do Exu 7 Encruzilhadas


"Religião é algo fascinante para mim. Seu entendimento é algo muito pessoal. Numa gira de Umbanda por exemplo você pode ter definições diferentes de Umbanda de cada médium, pois o processo evolutivo é individual, apesar de fazermos parte todos do mesmo grupo. Assim como deve ser em outras religiões. 

Há uma frase muito falada no meio em que se diz que se entra na Umbanda por amor ou pela dor. Eu entrei por um acordo feito com Deus. 

Sempre fui questionadora, então me comprometi com Ele de que escolheria uma religião e lá ficaria, porque precisava de uma egrégora única para focar meu conhecimento, que se espalhava por várias vertentes ,mas não se concretizava em atos. Já falei aqui que conhecimento sem aplicação é como água parada na alma da gente. Erro muito ainda, mas busco equilíbrio para entender, absorver e tornar prático o conhecimento que tenho recebido.

Na Umbanda quem está contigo nas encruzilhadas desta vida é Exu, ele é guardião e protetor. Tem uma coisa ainda que não aprendi direito é ato de fazer pedidos. Tenho vergonha as vezes, confesso. Sempre que chego na frente do seo Tranca Ruas das Almas e sinto uma energia imensa e ele me pergunta se está tudo bem, falo que sim. Porque ao lado dele sempre está tudo bem. Seu abraço para mim é o suficiente para desfazer qualquer energia ruim. Ele carrega consigo o dom Divino do perdão às almas perdidas. E esta alma aqui ,por mais que esteja perdida sempre tem a mão dele estendida quando preciso passar minhas mensagens a quem busca consolo, de problemas imensamentes maiores que os meus. Outra que sempre me auxilia é Dona Maria Padilha das Almas, pomba gira maravilhosa que me dá colo quando eu preciso, e força quando a minha está se esgotando.

Para quem não tem conhecimento da religião, os exus e pomba-giras são sempre comparados a demônios. Acredito piamente que nós temos várias vidas numa só. Há momentos que nossas convicções nos aproximam de Deus e que em outros nos deixam no limbo de nossas próprias emoções de baixa vibração. São nossas encruzilhadas, momentos importantes onde estamos fragilizados e precisamos tomar decisões. Então para que possamos sair do limbo e ressucitar nesta mesma vida eles vem nos socorrer, mas as ações para se sair do fundo do poço cabe somente a nós mesmos. A cada ciclo de ressurreição nesta vida nos fortalecemos, porque reencarnamos mais fortes.

Quando comecei a trabalhar com o seo Capa Preta confesso que fiquei com medo. Disseram que era um exu muito severo e incontrolável. Hoje, por tudo que já vivenciei ao seu lado sei que a energia dele, combinada com a minha, possibilita que várias pessoas saiam do terreiro um pouco mais leves do fardo de problemas que carregam. Porque as entidades trabalham também com os referenciais de vida e de crença dos médiuns. E a Umbanda trabalha com energias de diferentes intensidades visando o equilíbrio que deve haver na natureza humana.

Em nossa vida diária trabalhamos recebendo, emitindo e reciclando energias. Ficamos diversas vezes felizes, tristes, irritados e confusos. O que nos compete é encontrar o equilíbrio. Saber que nossa felicidade não deve ser ofensiva ao próximo, que antes disso seja contagiante. Que nossa tristeza não deve se prolongar, porque ela é expansiva e também contagiosa. Que temos todo o direito de ficar com raiva, mas que ela deve se esgotar rapidamente pela compreensão dos fatos. Tudo isto é caridade também, porque o que nos tornamos afeta nosso próximo e temos responsabilidade sobre isso. Aprendi com exu. Aprendi com Pomba Gira. Exu é Mojibá! Pomba Gira é Mojibá!"

A imagem que postei aqui foi realizada pelo Jimmy do Terreiro do Pai Maneco e retrata seo Sete Encruzilhadas. Veja mais...


Fonte: Internet: http://coisasdecasados.blogspot.com/2010/06/um-encontro-na-encruza.html - acessado em 03/08/2011

terça-feira, 2 de agosto de 2011

A Bíblia: História ou Mito?

por Jeffrey Small, autor de 'The Breath of God'
traduido por Ronald S Stresser Jr - sin permiso - de HUFFPOST RELIGION

Quando você ouve a palavra "mito" associado à Bíblia, qual é o primeiro pensamento que vem à sua mente?

Muitos usam o termo 'mito' num sentido pejorativo, para dar significado de que as histórias descritas não são factualmente verdadeiras. Outros definem o mito nos contos não-históricos, que contém uma mensagem moral. Ambas estas definições perdem na riqueza do termo. Mitologia é uma forma de literatura que expressa verdades fundamentais, de uma forma que o discurso ordinário é inadequado à descrição.

As histórias que compõem os mitos são muitas vezes ancoradas em uma realidade histórica, mas isso não precisa ser assim. A mitologia acrescenta uma riqueza de detalhes e uma concretude à linguagem metafórica. A leitura de histórias bíblicas, como mitologia, me dá a liberdade de compreender o seu significado subjacente, de uma maneira diferente,de uma maneira que eu nunca fiz quando eu era ensinado quando criança, que essas histórias eram factualmente verdadeiras.

Por que a maioria dos estudiosos modernos rejeita a leitura da Bíblia como história, e muito menos como um fato literal?

1. Em uma era de ciência e tecnologia, muito da Bíblia é simplesmente, hoje, inacreditável à mente, e deixa as pessoas distantes das mensagens subjacentes. Do ponto de vista científico, muitos dos "fatos" da Bíblia estão simplesmente errados. Um dos muitos exemplos: de acordo com Gênesis, o universo tem um pouco mais de 6.000 anos de idade. Segundo a física, o Big Bang ocorreu 13,7 bilhões de anos atrás. (...continua...)

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