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sábado, 28 de janeiro de 2012

Olorum



"Divino Criador Olorum, não temos de Vós uma noção apurada ou exata. Sois muito mais do que podemos imaginar ou conceituar, mas pedimos licença para tecer algumas considerações sobre Vossa criação." - Rubens Saraceni


"Olorum, nosso Deus, está muito acima de nossa compreensão. Ele é infinito em todos os sentidos e inefável, pois não pode ser expressado ou explicado por palavras. Dar um nome a Deus é limitá-lo, pois um nome, por si só, já é uma visão parcial. Aquele que transcende o entendimento comum está acima de adjetivos e nomenclaturas.

A unidade religiosa da Umbanda está em Olorum, o Divino Criador, Deus, princípio de tudo. A palavra Olorum é de origem yorubá, é uma contração de Olodumaré (Senhor Supremo do Destino). Olo significa senhor e Orum o além, o alto, o céu. Olorum é o Senhor do Céu, infinito em Si mesmo, onisciente, onipotente, onipresente, oniquerente e indivisível. Ele é em Si toda a criação e rege tudo no Universo. Deus é UM, sempre foi e sempre será, mas muitos são os nomes pelos quais Ele é conhecido. Os nomes usados por diferentes povos e religiões, referem-se simplesmente aos diversos caminhos por meio dos quais Deus manifesta a Si mesmo na criação, para cada povo com sua cultura específica.

Deus não tem um início; é princípio, meio e fim; é o Criador, o Gerador de tudo o que existe e está tanto na Sua criação como nas criaturas e nos seres que gera. Deus é vida, é o mistério que anima e fornece os meios ideais para que nos multipliquemos em nossos filhos, que também trazem em si a capacidade de se reproduzir, pois são gerados em um meio vivo. Olorum, Senhor Supremo do Destino, é infinito em tudo e também o é nas Suas Divindades, os Sagrados Orixás. Ele as gerou em Si e elas complementam-se umas às outras na sustentação da criação divina e na manutenção dos princípios que a regem, manifestando-se através dos sentidos da Fé, do Amor, do Conhecimento, da Justiça, da Lei, da Evolução e da Geração.

Os Orixás são mistérios individualizados do Divino Criador, são Divindades, Tronos Sagrados distribuídos por toda a Sua criação, são manifestações das qualidades divinas. Olorum é o todo e Suas divindades são as partes formadas por esse todo. Cada divindade atua num campo só seu e em momento algum elas se chocam. Adorar as divindades significa adorar as qualidades de Deus. A magnitude, a grandeza infinita de Olorum, nos agracia e contempla com Suas divindades, através das quais podemos perceber o quanto o Divino Criador é infinito em Si mesmo.

Portanto, a Umbanda não é politeísta e os orixás não são deuses. Eles são divindades de Deus, são irradiações divinas que amparam os seres até que evoluam, desenvolvendo seus dons naturais, para alcançar seus fins em Deus. Deus se manifesta e se irradia em todos os níveis onde vivem os seres e as criaturas, através do Setenário Sagrado, os sete sentidos da vida, pelos quais fluem as essências divinas (cristalina, mineral, vegetal, ígnea, aérea, telúrica e aquática) que chegam até nós pelas vibrações mentais, sonoras, energéticas e magnéticas.

Olorum nos gerou em Seu íntimo e nos exteriorizou como Seus filhos humanos, dotados com Sua programação genética humana, para que, através da nossa vivência, encontremos nossa forma pessoal de evolução e ascensão, pois só assim nos tornaremos em nós mesmos as Divindades humanas de Deus, o nosso Divino Criador.

Nós Vos louvamos e Vos agradecemos, Divino Criador Olorum!"

Texto do Babalawô Rubens Saraceni (in memorian) - Fonte: https://www.facebook.com/groups/155726677829761/260218694047225/

Rubens Saraceni (1951/2015) foi um médium, umbandista e escritor brasileiro. Fundador do Colégio Tradição de Magia Divina, colégio este que se destina a dar amparo aos magos iniciados nas magias abertas ao plano material e espiritual.

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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Credo Umbandista




Creio em Zambi, Onipotente e Supremo;

Creio nos Orixás e nos Espíritos Santos, que nos trouxeram à Vida por vontade desse majestoso Pai Celestial.

Creio nas Falanges Espirituais, orientadoras dos Homens na vida terrena;

Creio na Reencarnação, na Justiça Divina, segundo a Lei do Carma;

Creio na comunicação do Guias Espirituais, encaminhando-nos para a Caridade e prática do bem;

Creio na Invocação, na Prece e na Oferenda, com atos de fé;

Creio na Umbanda como prática redentora, capaz de nos levar pelo caminho correto, da Evolução, até o reencontro com Zambi, nosso Pai.



Gloria a Zambi nas Alturas!

Mucuiú n'Zambi ~ Olorum Ti Emi Baba Oke ~ Epa Baba Oxalá

Fonte: Folclore de Umbanda

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

A Umbanda: 18. O quê são quiumbas? 19. E os mortos?




18. O quê são quiumbas?

São os espíritos de mortos (desencarnados) sem luz ou esclarecimento, escravizados pelos seus próprios sentimentos e vícios, em grande ódio e revolta. São as levas de obsessores existentes no plano astral, que induzem idéias maléficas aos vivos, apreciam fingir que são entidades iluminadas, quando não o são, fato que também os empresta o nome de zombeteiros. Os quiumbas são os executantes da magia negra, vampirismo, obsessão, são os verdadeiros agentes das trevas e das forças do mal.

19. E os mortos?

Não são Orixás, são as almas de pessoas desencarnadas, podendo tornarem-se Guias, Exu ou entidade de linha auxiliar, bem como reencarnar, tudo de acordo com sua elevação espiritual. São chamados também de Eguns e desencarnados. Na verdade a morte não existe, sim uma mudança de estado, na qual o espírito deixa o corpo físico que já não lhe serve mais, e continua sua jornada evolutiva. No espiritismo a forma correta de tratar um morto é por desencarnado, o corpo físico é apenas um cadáver sem vida que irá novamente ser assimilado pela natureza, este sim o morto.

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- Esclarecendo dúvidas recebidas por e-mail, a respeito da postagem anterior no tema 'A Umbanda': (17. Umbanda é religião cristã?), Ifá, segundo a mitologia Yoruba, teria sido o primeiro Babalawô (pai dos mistérios) e é confundido com a própria figura de Orunmilá. Ifá é também o nome de um Oráculo dos Yoruba da Nigéria.

Para outros, Orunmilá seria Deus. Na realidade, Deus é conhecido como Olodumaré ou Olorum na mitologia Yoruba, ou ainda Zambi na mitologia Banto e na Umbanda. Segundo a tradição do Candomblé, Orunmilá é um Orixá/Imolê da categoria dos funfun (Orixás brancos).

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