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quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Emmanuel: 'Recuperação' (Psicografia de Chico Xavier)

"Não bastará desculpar aos que nos ofendem, simplesmente com os lábios.  É imprescindível que o nosso coração participe de semelhante atitude.  Não bastará, porém, que o sentimento se associe ao trabalho do perdão.  É preciso esquecer todo o mal.  Contudo, não basta, ainda, que olvidemos o assalto, a pedrada, a calúnia, o golpe, a incompreensão ou a ingratidão.  É necessário agir com o bem, auxiliando direta ou indiretamente aos que nos feriram…  Através da prece que ajuda em silêncio…  Por intermédio de nova sementeira de fraternidade e simpatia…  Pelas referências amigas ou pelo estímulo edificante…  Através da compreensão.  Por intermédio da boa vontade.  Pela demonstração de entendimento e confiança.  O inimigo, em qualquer caso, é terreno que precisamos recuperar para o plantio de nossa felicidade porvindoura.  A discórdia é espinheiro.  A desarmonia é perturbação.  O ódio é veneno.  A antipatia é delituosa displicência.  Não basta, pois, que nos desvencilhemos daqueles que nos incomodam, através da caridade fácil ou da palavra brilhante. É indispensável saibamos caminhar com eles, incentivando-lhes o soerguimento ou a elevação, a fim de que estejamos efetivamente no desempenho da Vontade do Senhor, onde estivermos."    Chico Xavier e Emmanuel

"Não bastará desculpar aos que nos ofendem, simplesmente com os lábios.

É imprescindível que o nosso coração participe de semelhante atitude.

Não bastará, porém, que o sentimento se associe ao trabalho do perdão.

É preciso esquecer todo o mal.

Contudo, não basta, ainda, que olvidemos o assalto, a pedrada, a calúnia, o golpe, a incompreensão ou a ingratidão.

É necessário agir com o bem, auxiliando direta ou indiretamente aos que nos feriram…

Através da prece que ajuda em silêncio…

Por intermédio de nova sementeira de fraternidade e simpatia…

Pelas referências amigas ou pelo estímulo edificante…

Através da compreensão.

Por intermédio da boa vontade.

Pela demonstração de entendimento e confiança.

O inimigo, em qualquer caso, é terreno que precisamos recuperar para o plantio de nossa felicidade porvindoura.

A discórdia é espinheiro.

A desarmonia é perturbação.

O ódio é veneno.

A antipatia é delituosa displicência.

Não basta, pois, que nos desvencilhemos daqueles que nos incomodam, através da caridade fácil ou da palavra brilhante. É indispensável saibamos caminhar com eles, incentivando-lhes o soerguimento ou a elevação, a fim de que estejamos efetivamente no desempenho da Vontade do Senhor, onde estivermos."


Chico Xavier e Emmanuel


Do livro 'Cartas do Coração' Editora Boa Nova, capítulo 43: 'Recuperação', por Francisco Cândido Xavier e Emmanuel. Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais. Para adquirir o livro siga o link abaixo ou escolha a livraria de sua preferência. Imagem gratuita: Pixabay (legendada)







sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Fénelon: 'O ódio' (O Evangelho segundo o Espiritismo)

"Amai-vos uns aos outros e sereis felizes. Tomai sobretudo a peito amar os que vos inspiram indiferença, ódio, ou desprezo. O Cristo, que deveis considerar modelo, deu-vos o exemplo desse devotamento. Missionário do amor, ele amou até dar o sangue e a vida por amor. Penoso vos é o sacrifício de amardes os que vos ultrajam e perseguem; mas, precisamente, esse sacrifício é que vos torna superiores a eles. Se os odiásseis, como vos odeiam, não valeríeis mais do que eles. Amá-los é a hóstia imácula que ofereceis a Deus na ara dos vossos corações, hóstia de agradável aroma e cujo perfume lhe sobe até o seio.  Se bem a lei de amor mande que cada um ame indistintamente a todos os seus irmãos, ela não couraça o coração contra os maus procederes; esta é, ao contrário, a prova mais angustiosa, e eu o sei bem, porquanto, durante a minha última existência terrena, experimentei essa tortura. Mas Deus lá está e pune nesta vida e na outra os que violam a lei de amor. Não esqueçais, meus queridos filhos, que o amor aproxima de Deus a criatura e o ódio a distancia dele."  Fénelon (Bordéus, 1861)

"Amai-vos uns aos outros e sereis felizes. Tomai sobretudo a peito amar os que vos inspiram indiferença, ódio, ou desprezo. O Cristo, que deveis considerar modelo, deu-vos o exemplo desse devotamento. Missionário do amor, ele amou até dar o sangue e a vida por amor. Penoso vos é o sacrifício de amardes os que vos ultrajam e perseguem; mas, precisamente, esse sacrifício é que vos torna superiores a eles. Se os odiásseis, como vos odeiam, não valeríeis mais do que eles. Amá-los é a hóstia imácula que ofereceis a Deus na ara dos vossos corações, hóstia de agradável aroma e cujo perfume lhe sobe até o seio.

Se bem a lei de amor mande que cada um ame indistintamente a todos os seus irmãos, ela não couraça o coração contra os maus procederes; esta é, ao contrário, a prova mais angustiosa, e eu o sei bem, porquanto, durante a minha última existência terrena, experimentei essa tortura. Mas Deus lá está e pune nesta vida e na outra os que violam a lei de amor. Não esqueçais, meus queridos filhos, que o amor aproxima de Deus a criatura e o ódio a distancia dele."

Fénelon (Bordéus, 1861)

Fonte: "O Evangelho segundo o Espiritismo", por Allan Kardec
Capítulo XII - Amai os Vossos Inimigos - 10. O ódio (pág. 211/91ª edição)
Imagem: Max Pixel (CC0) - Transcrição e legendas: Ronald Sanson





sexta-feira, 13 de novembro de 2020

André Luiz: 'Prece de Gúbio'

3. Nosso Instrutor valeu-se daquele minuto de simpatia e, alçando o pensamento ao Alto, deprecou, humilde: (prece, pelos perseguidores, pecadores, infiéis e injustos; para que não transformemos o amor em ódio, e sim transmutemos o ódio em amor...)



"Senhor Jesus! Nosso Divino amigo…

Há sempre quem peça pelos perseguidos, mas raros se lembram de auxiliar os perseguidores! Em toda parte, ouvimos rogativas em benefício dos que obedecem, entretanto, é difícil surpreendermos uma súplica em favor dos que administram.

Há muitos que rogam pelos fracos para que sejam, a tempo, socorridos; no entanto, raríssimos corações imploram concurso divino para os fortes, a fim de que sejam bem conduzidos.

Senhor, tua justiça não falha. Conheces aquele que fere e aquele que é ferido. Não julgas pelo padrão de nossos desejos caprichosos, porque o teu amor é perfeito e infinito…

Nunca te inclinas-te tão somente para os cegos, doentes e desalentados da sorte, porque amparas, na hora justa, os que causam a cegueira, a enfermidade e o desânimo…

Se salvas, em verdade, as vítimas do mal, buscas, igualmente, os pecadores, os infiéis e os injustos. Não menoscabaste a jactância dos doutores e conversaste amorosamente com eles no templo de Jerusalém. Não condenaste os afortunados e, sim, abençoaste-lhes as obras úteis.

Em casa de Simão, o fariseu orgulhoso, não desprezaste a mulher transviada, ajudaste-a com fraternas mãos. Não desamparaste os malfeitores, aceitaste a companhia de dois ladrões, no dia da cruz.

Se Tu, Mestre, o Mensageiro Imaculado, assim procedeste na Terra, quem somos nós, Espíritos endividados, para amaldiçoarmo-nos, uns aos outros? 

Acende em nós a claridade dum entendimento novo! Auxilia-nos a interpretar as dores do próximo por nossas próprias dores. Quando atormentados, fazê-nos sentir as dificuldades daqueles que nos atormentam para que saibamos vencer os obstáculos em teu nome.

Misericordioso amigo, não nos deixes sem rumo, relegados à limitação dos nossos próprios sentimentos…

Acrescenta-nos a fé vacilante, descortina-nos as raízes comuns da vida, a fim de compreendermos, finalmente, que somos irmãos uns dos outros. Ensina-nos que não existe outra lei, fora do sacrifício, que nos possa facultar o anelado crescimento para os mundos divinos.

Impele-nos à compreensão do drama redentor a que nos achamos vinculados. Ajuda nos a converter o ódio em amor, porque não sabemos, em nossa condição de inferioridade, senão transformar o amor em ódio, quando os teus desígnios se modificam, a nosso respeito.

Temos o coração chagado e os pés feridos na longa marcha, através das incompreensões que nos são próprias, e nossa mente, por isto, aspira ao clima da verdadeira paz, com a mesma aflição por que o viajor extenuado no deserto anseia por água pura.

Senhor, infunde-nos o Dom de nos ampararmos mutuamente.

Beneficiaste os que não creram em Ti, protegeste os que te não compreenderam, ressurgiste para os discípulos que te fugiram, legaste o tesouro do conhecimento divino aos que te crucificaram e esqueceram…

Por que razão, nós outros, míseros vermes do lodo ante uma estrela celeste, quando comparados contigo, recearíamos estender dadivosas mãos aos que nos não entendem ainda!…"


Chico Xavier e André Luiz, em "A Luz da Oração"

(Capítulo 5: "Missão de amor": vv.3 "Prece de Gúbio")



Fonte: trecho do capítulo 5, do livro "À luz da oração", por Francisco Cândido Xavier e autores espirituais diversos: "3. A Prece de Gúbio" - citação parcial para propagação da fé, do amor, da fraternidade, do espiritismo, da obra de Chico Xavier e para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais - Imagem: pxhere (CC0)



Leia a versão gratuita (em .pdf): "À Luz da Oração; Antologia de Preces Mediúnicas"




quinta-feira, 16 de abril de 2020

Mensagem Espírita: "Perdoa, desculpa sempre!"

Desculpar



"Procura motivos para desculpar tantos quantos te possam ter ofendido dessa ou daquela forma, com ou sem motivos aparentes, direta ou indiretamente, para que a vitória da paz, e a implantação da harmonia, em torno de teus passos não se demore a estabelecer.

É, certo que, o mal que te possam ter causado sem que “nada tenhas feito por merecer”, estará sendo apreciado cedo ou tarde pelo Tribunal da Justiça Divina, e que, em sendo assim, terás por certo teus direitos reconhecidos e, por conseguinte, quem te houver causado prejuízos de qualquer ordem, arcará, inevitavelmente, com as conseqüências dos atos e ações, indevidamente relacionados com teu nome.

Mas, como indivíduo encarnado num planeta de provas e expiações, bem distante da pureza espiritual, como nos informam os Espíritos Superiores, é prudente e até mesmo inteligente, procurar desculpar e esquecer o quanto já te mostres capaz, as possíveis falhas do teu semelhante em relação a ti, pois, do mesmo modo que te utilizar para julgar as palavras, atos e ações de teus irmãos, serás também, medido e pesado, pela Justiça Maior, com os respectivos instrumentos de que tenhas te servido, para que também tu, prestes contas dos teus desatinos frente à contabilidade Celeste.

Procura entender, que nem todos os que nos ofendem ou caluniam, o fazem por maldade, e sim por pura ignorância e, até, por motivos de infortúnio e desespero, a quem precisamos dar nossa cota de contribuição e empenho no socorro que devemos ofertar aos necessitados que nos pedem ajuda e compreensão no dia a dia de nossas vidas, concedendo-nos excelentes oportunidades de desenvolver em nós as virtudes divinas do amor no exercício da verdadeira caridade.

Quem, de nós, em sã consciência, poderá medir ou, sequer avaliar, a extensão das trevas nas mãos que se envolveram em crimes?, Quem, de nós, seres humanos estará suficientemente capacitado a tudo, para distinguir toda a extensão da dor e da necessidade que provoca em alguém o desespero e a revolta?

Acautela-te, portanto, ante todo aquele que te possa trazer dissabores ou prejuízos, buscando na oração o combustível da fé e da esperança, desculpando infinitamente a todos, deixando a cargo da Soberana Justiça do Universo o julgamento final e inequívoco, em benefício de todos, e, que em relação a ti, possa garantir paz e tranqüilidade para que tua consciência se conserve harmonizada e em cumprimento das sábias e imutáveis Leis de Deus."

Por: "Josepha", via Centro Espírita Caminhos de Luz¹
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Fonte: 1- Reprodução da mensagem Espírita "Desculpa", por Josepha, postado originalmente no site do Centro Espírita Caminhos de Luz - Imagem: Pixabay, 'Spring Bird', por 'JillWellington/1747 images' (Pixabay License: grátis para uso comercial, sem atribuição requerida), imagem editada por nós com sobreposição de texto da postagem.

segunda-feira, 23 de março de 2020

Perdoe não sete vezes, mas até setenta vezes sete!

O perdão dos pecados na visão Espírita


"Em resposta a Pedro, o velho pescador galileu, informa o Divino Amigo que devemos perdoar não sete vezes, mas até setenta vezes sete.

Em outra oportunidade, aconselha conciliação com o adversário “enquanto estivermos a caminho com ele”, isto é, enquanto estivermos reencarnados. O perdão, no conceito das religiões não-reencarnacionistas, significa “apagar faltas”.

Limpar a alma do pecado, ou seja, do mal praticado.

Eximir de responsabilidade.

Nos termos do perdão teológico, aquele que ofendeu alguém e recebe absolvições humanas, fica com a estrada livre para novos desatinos.

Há, como se vê, nesse tipo de perdão, visível estímulo a novos erros, novos enganos, novas ilusões.

O homem sente-se, inevitavelmente, estimulado a novas quedas, novas reincidências, com fatais prejuízos ao processo evolutivo, que se retarda, no tempo.

A conceituação doutrinária do Espiritismo, em torno do tema “perdão”, é bem outra.

Muito diversa, menos fácil, porém, inegavelmente, mais sensata, mais lógica.

O perdão, segundo a Doutrina Espírita, não alarga as portas do erro; pelo contrário, restringe-as, sobremaneira, por apontar responsabilidades para quem estima a leviandade e a injúria, a crueldade e o desapreço à integridade, moral ou física, dos companheiros de luta, na paisagem terrestre.

De acordo com os preceitos espíritas, não há perdão sem reparação consequente, embora os próprios Instrutores de Mais Alto lembrem a palavra evangélica, que nos incentiva à integração com o Bem, no apostolado da fraternidade, através do ensinamento “o amor cobre a multidão dos pecados”, que representa a única força “que anula as exigências da Lei de Talião, dentro do Universo Infinito”"

Emmanuel

"O perdão que o Espiritismo e os amigos espirituais preconizam em verdade não é de fácil execução.

Requer muito boa-vontade.

Demanda esforço — esforço continuado, persistente.

Reclama perseverança.

Pede tenacidade.

É bem diferente do perdão teológico, que deve ter tido, em algum tempo, sua utilidade.

Não se veste de roupagem fantasiosa, não se emoldura de expressões simplesmente verbais.

Os postulados espíritas indicam-no por concessão de nova ou novas oportunidades de resgate e reparação dos erros praticados e dos males que deles resultaram.

Elevados Mensageiros do Pai, respondendo ao Mestre lionês, afirmaram que “o arrependimento concorre para a melhoria do Espírito, mas ele tem que expiar o seu passado”.

Emmanuel assevera, desenvolvendo a tese doutrinária, que “a concessão paternal de Deus, no que se refere à reencarnação para a sagrada oportunidade de uma nova experiência, já significa, em si, o perdão ou a magnanimidade da Lei” (“O Consolador”).

André Luiz esclarece que Deus “não castiga e nem perdoa, mas o ser consciente profere para si as sentenças de absolvição ou culpa ante as Leis Divinas” (“O Espírito da Verdade”).

Para a alma realmente interessada no perdão que não seja, apenas, um enunciado verbal, sem repercussões íntimas nas fontes augustas do sentimento, o ato de perdoar significa alguma coisa de grandioso e sublime, por isso mesmo difícil de executar.

Não se constitui da vã afirmativa: “eu perdoo”, permanecendo o coração fechado a qualquer entendimento conciliador e a mente cristalizada nas vibrações menos fraternas.

Não há perdão real, legítimo, definitivo, evangélico, doutrinário, quando o ofendido não se inclina a ajudar o ofensor, a servi-lo cristãmente, a socorrê-lo nas necessidades de qualquer natureza, se preciso.

As verdadeiras características do perdão com Jesus, apregoadas pelo Espiritismo, são, realmente, singulares e difíceis:

— esquecimento do mal recebido,

— não nos regozijarmos com os insucessos do ofensor,

— auxiliarmos, discretamente, sempre que possível, ao adversário,

— usarmos a delicadeza sincera, no trato com os que nos magoaram o coração ou feriram a sensibilidade, — vibrarmos, fraternalmente, em favor dos que nos desestimam.

Como se observa, perdoar, segundo o Espiritismo, não é problema a resolver por meio de afirmativas apressadas, sem vivência interior.

O maior beneficiário do perdão não é, como parece, aquele que o recebe, mas o que o concede.

O que é perdoado, se reconforta, se reanima.

O que perdoa, sinceramente, recolhe, dos Céus, as mais profusas bênçãos — bênçãos que nenhum tesouro do mundo pode substituir ou suplantar, tais como,

— conservação da paz interior,

— preservação da saúde,

— alegria de transformar o adversário em amigo, pelo reconhecimento que o perdão desperta e suscita,

— exercitação, cultivo dos mais belos sentimentos da alma humana, tais sejam, por exemplo, a humildade, o altruísmo, a nobreza moral.

Quem não perdoa, permanece ligado ao adversário, encarnado ou desencarnado, pelas faixas escuras do pensamento hostil.

Quem não perdoa, insistindo na mágoa raivosa, permite se estabeleça, entre a sua e a mente do adversário, uma ponte magnética, através da qual circulam, em regime de vaivém, de idas-e-voltas consecutivas, as vibrações do ódio e da vingança.

Quem perdoa, liberta o coração para as mais sublimes manifestações do amor que eleva e santifica.

“A alma que não perdoa, retendo o mal consigo, assemelha-se a um vaso cheio de lama e fel.”

“Jesus aconselhava-nos a perdoar infinitamente, para que o Amor seja em nosso Espírito como Sol brilhando em casa limpa.”

Maravilhosos conceitos, extraídos das obras de André Luiz!

Aquele que perdoa dissolve, ainda hoje, e aqui mesmo, os antagonismos, nas águas puras e doces da compreensão.

Quem não perdoa transfere para amanhã, noutras existências, em qualquer parte do Universo Ilimitado, os dolorosos reajustes, que bem se poderiam extinguir na presente reencarnação.

Aquele que perdoa, transpõe os pórticos da Espiritualidade, na morte do corpo físico, com a paz na consciência, a luz no Espírito, o consolo no coração.

Quem não perdoa, carrega consigo, no mundo extra- corpóreo, a sombra e o remorso."

José Martins Peralva, in "O Pensamento de Emmanuel"

QUESTÃO 661 - O LIVRO DOS ESPÍRITOS


A Prece

661. Poderemos utilmente pedir a Deus que perdoe as nossas faltas?

“Deus sabe discernir o bem do mal; a prece não esconde as faltas. Aquele que a Deus pede perdão de suas faltas só o obtém mudando de proceder. As boas ações são a melhor prece, por isso que os atos valem mais que as palavras.”

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"A concessão paternal de Deus, no que se refere à reencarnação para a sagrada oportunidade de uma nova experiência, já significa, em si, o perdão ou a magnanimidade da Lei."
Emmanuel


terça-feira, 13 de março de 2018

O Poder do Perdão (Meditação da Palavra e Orações)

Apegue-se às orações para desculpar o próximo e ser mais feliz


"Que atire a primeira pedra aquele que nunca tenha cometido pecado". Esse foi um dos ensinamentos de Jesus Cristo, mas que, infelizmente, é difícil para a maioria das pessoas colocar em prática todos os dias.   Às vezes, algumas atitudes que os outros tomam com a gente, nos magoam tão profundamente que não conseguimos esquecer e isso nos faz guardar uma mágoa profunda.   Ou, ao contrário, nos arrependemos de algo que fizemos e precisamos do perdão de quem machucamos. Para essas horas, livre seu coração de sentimentos ruins e tenha disposição para receber o amor de Deus. Recorra ao poder de sua fé e das orações para passar por cima de qualquer mal, perdoar ao próximo e também receber seu perdão....
Apegue-se às orações para desculpar o próximo e ser mais feliz

"Que atire a primeira pedra aquele que nunca tenha cometido pecado". Esse foi um dos ensinamentos de Jesus Cristo, mas que, infelizmente, é difícil para a maioria das pessoas colocar em prática todos os dias. 

Às vezes, algumas atitudes que os outros tomam com a gente, nos magoam tão profundamente que não conseguimos esquecer e isso nos faz guardar uma mágoa profunda. 

Ou, ao contrário, nos arrependemos de algo que fizemos e precisamos do perdão de quem machucamos. Para essas horas, livre seu coração de sentimentos ruins e tenha disposição para receber o amor de Deus. Recorra ao poder de sua fé e das orações para passar por cima de qualquer mal, perdoar ao próximo e também receber seu perdão.

Oração de Perdão

“Pai celestial inflama em mim e em minha família o fogo do Amor Divino. Conduze-me a uma união mais profunda com o Senhor do Perdão. Abre meus olhos e dá-me uma nova visão. Ajuda-me a enxergar as áreas de minha vida que estão em escuridão pela falta de perdão.

Senhor Jesus Cristo, ajuda-me a ser obediente, a perdoar. Ajuda-me a amar e a perdoar como Tu amas e perdoas: Incondicionalmente. Ajuda-me a mudar a tendência do meu coração para que as outras pessoas vejam Tua paz reinando vitoriosamente em mim e desejem esta paz que vem apenas de Ti.

Ó doce Espírito Santo, ilumina meu corpo e minha mente, meu coração e minha alma. Não permitas que nenhuma área do meu ser permaneça em escuridão. Revela-me todas as áreas onde há falta de perdão, onde há amargura, ressentimento, ódio e raiva. Dá-me a força e o desejo de me abrir ao dom e à graça do perdão, de aceitá-los e de agir de acordo com eles.

Toda a glória honra e louvor ao Senhor, Pai amoroso, agora e por toda a eternidade. Amém! Aleluia! Amém!”
                                                                       (Pe. Paul Robert De Grandis S.S.J.)

  
Oração de Perdão II

“(Diga o nome da pessoa para quem você ora), eu te perdoo e você me perdoa também, pois somos uma só vida de Deus. Eu te amo e você me ama também, pois somos uma só vida de Deus. Eu te agradeço e você me agradece também. 

Muito obrigado, muito obrigado. Já não existe mais nenhum ressentimento entre nós. Oro sinceramente pela tua felicidade. Que você seja cada vez mais feliz. 

Deus lhe perdoa, portanto eu também o perdoo. Já perdoei a todas as pessoas e acolho a todas elas com o amor de Deus. Da mesma forma, Deus me perdoa os erros e me acolhe com Seu imenso amor. Amém.”

Oração de Perdão III

“Senhor Jesus Cristo, hoje peço-lhe a graça de perdoar a todos em minha vida. Abandono todo o ressentimento contra vós por causa de adversidades, morte e doença na família. Entrego-me a vós hoje, com fé e confiança, vós me amais mais do que amo a mim mesmo e quereis minha felicidade mais do que eu mesmo.

Jesus, vós sois o Senhor de minha vida. Penetrai mais fundo em meu coração e removei tudo que bloqueia a abundância de vosso amor. Concedei-me a graça de repousar em vossos braços e permita que eu seja amado por vós.

Senhor, porque me perdoastes, perdôo a mim pelos meus pecados, minhas faltas e meus fracassos. Perdôo a mim mesmo tudo que é realmente ruim em mim e tudo que sei ser ruim. Perdôo a mim mesmo por tomar vosso nome em vão; por não vos louvar; por magoar meus pais; por me embriagar ou usar drogas; por pecar contra minha pureza; por cometer adultério; por praticar o aborto; por furtar ou mentir; hoje perdôo a mim mesmo de verdade.

Abandono toda negatividade que carrego dentro de mim. Hoje abandono as coisas que guardei contra mim mesmo e faço as pazes comigo. Venho diante de vós, Senhor, em nome de todos da minha família e peço desculpas por todos os atos pecaminosos.

Que o perdão jorre por minha família. Que hoje as feridas do passado sejam curadas por meu ato de perdão. Eu te agradeço, Senhor.”

Oração de Perdão IV

“Buscando eliminar todos os bloqueios que atrapalham o meu crescimento, dedicarei alguns minutos para perdoar. A partir deste momento, eu perdôo todas as pessoas que de alguma forma me injuriaram, me prejudicaram ou me causaram dificuldades desnecessárias.

Perdôo sinceramente quem me rejeitou, me odiou, me abandonou, me traiu, me ridicularizou, me humilhou, me amedrontou, me iludiu. Perdôo especialmente, quem me provocou até que eu perdesse a paciência e reagisse violentamente, para depois me fazer sentir vergonha, remorso e culpa inadequada.

Reconheço que também fui responsável pelas agressões que recebi, pois várias vezes confiei em indivíduos negativos, permiti que me fizessem de bobo e descarregassem sobre mim seu mau caráter. Por longos anos suportei maus tratos, humilhações, perdendo tempo e energia, na tentativa inútil de conseguir um bom relacionamento com essas criaturas.

Já estou livre da necessidade compulsiva de sofrer e livre da obrigação de conviver com indivíduos e ambientes tóxicos. Iniciei agora uma nova etapa de minha vida, em companhia de gente amiga, sadia e competente. Queremos compartilhar sentimentos nobres, enquanto trabalhamos pelo progresso de todos nós.

Jamais voltarei a me queixar, falando sobre mágoas e pessoas negativas. Se por acaso pensar nelas, lembrarei que já estão perdoadas e descartadas de minha vida íntima definitivamente. Agradeço pelas dificuldades que essas pessoas me causaram, por isso me ajudou a sair do nível comum ao nível espiritualizado em que estou agora.

Quando me lembrar das pessoas que me fizeram sofrer, procurarei valorizar suas boas qualidades e pedirei a Deus que as perdoe também, evitando que elas sejam castigadas pela lei de causa e efeito. Dou razão a todas as pessoas que rejeitaram o meu amor e minhas boas intenções, pois reconheço que é um direito que assiste a cada um me repelir, não me corresponder e me afastar de suas vidas.

Agora, sinceramente, peço perdão a todas as pessoas a quem, de alguma forma, consciente ou inconscientemente, eu ofendi, injuriei, prejudiquei ou desagradei. Analisando e fazendo julgamento de tudo que realizei ao longo de toda a minha vida, vejo que o valor de minhas boas ações é suficiente para pagar todas as minhas dívidas e resgatar todas as minhas culpas, deixando um saldo positivo a meu favor. Sinto-me em paz com minha consciência e de cabeça erguida. 

Peço orientação, proteção e ajuda a Deus, para a realização, em ritmo acelerado, de um projeto muito importante que estou mentalizando e para o qual já estou trabalhando com dedicação e amor. Agradeço, de todo o coração, a todas as pessoas que me ajudaram e comprometo-me a retribuir trabalhando para o bem do próximo, atuando como agente catalisador do entusiasmo, prosperidade e autorrealização.

Tudo farei em harmonia com as leis da natureza e com a permissão do nosso Deus eterno, infinito, indescritível que eu, intuitivamente, sinto como o único poder real, atuante dentro e fora de mim.

Assim seja, assim é e assim será. Assim Seja Amém!”


Terço do Perdão

• Primeiro mistério: “no primeiro mistério, peço perdão a Jesus, pois Ele orou e suou sangue no horto, porque, muitas vezes, eu me deixo levar pelo orgulho, egoísmo, vaidade, raiva e ódio”.

• Segundo mistério: “no segundo mistério, peço perdão a Jesus, pois Ele foi açoitado na casa de Pilatos, porque, muitas vezes, eu me deixo levar pelo ciúme, inveja, autossuficiência, hipocrisia, pecados na língua, preguiça e mentira”.

• Terceiro mistério: “no terceiro mistério, peço perdão a Jesus, pois Ele foi coroado de espinhos, porque eu me deixo levar pelos maus pensamentos, más palavras, julgamentos e condenações, impurezas e infidelidades”.

• Quarto mistério: “no quarto mistério, peço perdão a Jesus, pois Ele carregou a cruz, porque eu cometo pecados por falta de aceitação, por reclamar e murmurar, não querendo levar a minha cruz”.

• Quinto mistério: “no quinto mistério, eu peço perdão a Jesus, pois Ele foi crucificado por causa da falta de confiança que eu tenho e por causa do medo. Senhor Jesus, do alto da cruz, o Senhor me ensinou a perdoar. Ajuda-me a perdoar e a amar as pessoas. Eu perdoo e amo (falar o nomes das pessoas); eu amo e perdoo (repetir os nomes)”.

Para Rezar o Terço do Perdão

1º) Na cruz: rezar o Credo

2º) Nas contas do Pai-Nosso: rezar o Magnificat (cântico entoado pela Virgem Maria):
“E Maria disse: ‘Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria, em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua pobre serva. Por isso, desde agora, me proclamarão bem-aventuradas todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é santo. Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem. Manifestou o poder do seu braço: desconcertou os corações dos soberbos. Derrubou do trono os poderosos e exaltou os humildes. Saciou de bens os indigentes e despediu de mãos vazias os ricos. Acolhei a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, conforme prometera a nossos pais, em favor de Abraão e sua posteridade, para sempre’.” (Lucas 1: 46-55) 
3º) Nas contas da Ave-Maria: “Eu amo e perdoo, eu perdoo e amo.”

4º) No final de cada dezena rezar uma Glória ao Pai e acrescentar: “Senhor Jesus, abençoa (dizer os nomes das pessoas que está perdoando) e ajuda-me a aceitá-las como elas são.”

5º) No fim: rezar a Salve-Rainha.

Oração de Arrependimento

“Senhor Jesus Cristo, eu creio que Tu és o filho de Deus, Tu és o Messias, vindo em carne, para destruir as obras do demônio. Morreste na cruz por meus pecados e ressuscitaste dentre os mortos. 

Eu confesso agora todos os meus pecados, arrependo-me deles (dizer os pecados) e peço que me perdoes e me laves de toda injustiça. Eu creio que Teu Sangue agora me lava de todos os pecados e, principalmente, quando os confesso a um sacerdote no sacramento da penitência. 

Eu agradeço, Senhor Jesus, por me teres redimido, lavado e justificado por Teu Sangue preciosíssimo. Amém.”

Oração do Perdão

“Pai, eu confesso que não tenho amado, antes tenho tido ressentimento de certas pessoas e falta de perdão no coração.Peço que me perdoeis e que me ajudeis a perdoar a todos os que de alguma forma \me magoaram ou me provocaram.

Eu agora perdôo (dizer o nome de todos os que lhe vierem à mente. Vivos ou mortos). Também Vos peço, Pai, que perdoeis a estas pessoas e as abençoeis. Agora, eu também me perdôo e me aceito. Em nome de Jesus. Amém.”

Oração reproduzida do livro "Orações de Poder III, de Maísa Castro, ORG. (Editora Raboni)

       


segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Judaísmo: Yom Kipur, o Dia do Perdão

O Yom Kipur ou Ioum Quipúr é o Dia do Perdão, uma das datas mais importantes do judaísmo. Começa no crepúsculo que inicia o décimo dia do mês hebreu de Tishrei (que coincide com Setembro, Outubro ou Novembro no calendário judaico), continuando até ao seguinte pôr do sol. Os judeus tradicionalmente observam esse feriado com um período de jejum de 24 horas e oração intensa.


Nesta época (início do outono – Israel ou primavera – Brasil), os judeus do mundo comemoram a seqüência de festas típicas da estação de outono: o Rosh Hashaná (também conhecido como festa das trombetas), os 10 dias de Arrependimento (cujo último dia é conhecido como Yom Kipur, o dia do Perdão) e a Festa dos Tabernáculos ou festa da colheita (Sucôt).

Entre o Rosh Hashaná, que é o primeiro dia do sétimo mês, e o dia da expiação (Yom Kipur), que é o décimo dia do sétimo mês, há um período de dez dias separados para o arrependimento e perdão dos pecados de Israel. Esses dez dias são como um período especial onde as pessoas se tornam mais cerimoniais e contemplativas acerca de seus pecados, num nível coletivo-nacional. 

Deus concedeu um dia para expiação dos pecados da nação. O bode expiatório que era enviado ao deserto era uma prefiguração do trabalho de Yeshua (Jesus) o Messias, que morreu na cruz pelos pecados do mundo inteiro. Por causa da solenidade que traz esse dia, tornou-se tradição tomar dez dias entre os dois dias santos para contemplação e arrependimento.

Os judeus, de modo geral, levantam bem cedo, antes do nascer do sol, e recitam orações e cânticos de arrependimento que expressam a profunda tristeza que cada indivíduo e toda coletividade tem pela fraqueza e pelos pecados que eles cometeram. Não há nenhuma outra nação que gaste dez dias meditando acerca da expiação e perdão dos pecados como a nação de Israel.

A consciência de pecado ensinada pelo Rabino Shaul (Paulo) está provavelmente influenciada pelas orações do dia da expiação. Passagens como Romanos 7:24 “Desventurado homem que sou? Quem me livrará do corpo desta morte?”, podem estar influenciados pelas confissões do dia da expiação, que repetidamente enfatizam a fraqueza e a vulnerabilidade do homem.

Durante o Yom Kipur, as orações devem ser voltadas ao pedido de perdão do homem para Deus com relação aos pecados e transgressões que cometeu.

A Kipur, expiação do pecado, só acontece se pedimos, previamente, perdão a quem ofendemos e magoamos, se não Deus não poderá intervir. Por isso, costuma-se, nos dias anteriores ao Yom Kipur, pedir perdão para todos aqueles que ofendemos. Ao contrário do que muitos pensam, o jejum não faz parte do ritual do perdão, só tem a função de distanciar o homem das necessidades corporais e aproximá-lo das necessidades espirituais.


Seguem-se as datas dos próximos Yom Kipur, segundo o calendário gregoriano:

- 2020: 28 de setembro
- 2021: 16 de setembro
- 2022: 5 de outubro
- 2023: 25 de setembro

Existem 6 proibições no Yom Kipur:

1. Comer (come-se um pouco antes do pôr-do-sol ainda na véspera do dia até o nascer das estrelas do dia de Yom Kipur);
2. Usar calçados de couro;
3. Manter relações conjugais;
4. Passar cremes, desodorante, etc. no corpo;
5. Banhar-se por prazer.
6. Usar eletrodomésticos.

A essência destas proibições é causar aflição ao corpo, dando, então, prioridade à alma. Pela perspectiva judaica, o ser humano é constituído pelo yetzer hatóv (o desejo de fazer as coisas corretamente, que é identificado com a alma) e o yetzer hará (o desejo de seguir os próprios instintos, que corresponde ao corpo). 

Nosso desafio na vida é "sincronizar" nosso corpo com o yetzer hatóv. Uma analogia é feita no Talmud entre um cavalo (o corpo) e um cavaleiro (a alma): É sempre melhor o cavaleiro estar em cima do cavalo!

Jejum no Yom Kipur

É o dia do perdão - quando Deus perdoa a todo Israel. Durante esse dia, nada pode ser comido ou bebido, inclusive água. Não é permitido lavar a boca, escovar os dentes ou banhar o corpo. Somente o rosto e as mãos podem ser lavados pela manhã, antes das orações. Não se pode carregar nada, acender fogo, fumar, nem usar eletricidade. O jejum não é permitido para crianças menores de 9 anos, pessoas gravemente enfermas, mulheres grávidas e aquelas que deram à luz há menos de trinta dias.

Se uma pessoa, enquanto estiver jejuando em Yom Kippur, passar mal, a ponto de quase desmaiar, deve-se lhe dar comida até que se recupere. Se houver perigo de uma epidemia, e os médicos da cidade aconselharem que é necessário comer a fim de resistir à moléstia, exige-se que todos comam.

Existem outras proibições, além daquelas contra trabalhar, comer ou beber. As relações conjugais são proibidas, bem como o uso de perfumes e ungüentos, exceto para fins médicos. Além disso, sapatos e outras peças da indumentária feitas de couro não podem ser usadas no Yom Kipur, pois não se pode usar nenhum material para o qual seja necessário matar um animal.

Após o Yom Kipur, espera-se que haja festa e alegria, não perdendo de vista o fato de que o feriado é um dia santo de júbilo.

Orações

Durante as orações fala-se o Vidui, uma confissão, e Al Chet, uma lista de transgressões entre o homem e Deus e o homem e seu semelhante (uma confissão dos pecados que possamos ter cometido, consciente ou inconscientemente, no decorrer do ano). É interessante notar duas coisas: primeiro, as transgressões estão em ordem alfabética (em hebraico). Isto torna a lista bastante abrangente, além de permitir a inclusão de qualquer transgressão que se queira na letra apropriada.

Em segundo lugar, o Vidui e Al Chet estão no plural, o que pretende transmitir a ideia de que o povo judeu é um povo "entrelaçado", onde todos devem ser responsáveis pelos outros. Mesmo não cometendo uma determinada ofensa, pretende-se transmitir uma carga de responsabilidade por aqueles que a cometeram - especialmente se a transgressão pudesse ter sido evitada por aqueles que não arcarão com as culpas.

Yom Kipur é o Dia da Expiação, o Dia do Perdão. Pedimos perdão a Deus e perdoamos aos outros, mas só podemos perdoar a Deus quando sabemos que Ele é nosso Pai, pois quando é nosso Pai quem fala, ouvimos apenas bênçãos.

Fontes: Wikipédia e AMES, Brasil

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segunda-feira, 24 de julho de 2017

'PAI NOSSO' - Pelo Espírito do Dr. Leocádio Correia

"Pai Nosso que estais no céu, na Terra e em todos os mundos espirituais.

Santificado e bendito seja sempre o Vosso Nome, mesmo quando a dor e a desilusão ferirem o nosso coração.

O pão nosso de cada dia, dai-nos hoje Pai, dai-nos o pão que revigora as forças físicas, mas dai também o pão para o espírito.

Perdoai as nossas dívidas, mas nos ensinai antes a merecer o Vosso perdão, perdoando aqueles que tripudiam sobre as nossas dores, espezinham nossos corações e destroem nossas ilusões.

Que possamos perdoá-los, não com os lábios e sim com o coração.
Afastai do nosso caminho todo sentimento contrário à caridade.

Que este Pai Nosso seja dadivoso para com todos aqueles que sofrem, como espíritos encarnados ou desencarnados.

Que uma partícula deste Pai Nosso vá até os cárceres, onde alguns sofrem merecidamente, mas outros pelo erro judiciário.

Que vá até os hospícios, iluminando aqueles cérebros conturbados.
Que vá aos hospitais, onde muitos choram e sofrem sem o consolo da palavra amiga.

Que aqueles que neste momento transpõem o pórtico da vida terrena para a espiritual, tenham um guia e Vosso perdão.

Que este Pai Nosso, vá até os lupanares e erga aquelas pobres infelizes, que ali foram tangidas pela fome, dando-lhes o apoio e a fé.

Que vá até o seio da Terra, onde o mineiro está exposto ao fogo do grisu.

Que ele, findo o dia possa voltar ao seio da sua família.

Tende piedade dos órfãos, viúvas e daqueles que até esta hora ainda não tiveram uma côdea de pão.

Tende compaixão dos navegadores dos mares, dos que lutam com os vendavais no meio do mar bravio.

Tende piedade da mulher que abre os olhos do ser à vida.

Que este Pai Nosso vá até os dirigentes das Nações, para que evitem a guerra e cultivem a paz.

Que a paz e a harmonia do bem fiquem entre nós e estejam com todos.


Assim seja."

O abraço de,

LEOCÁDIO JOSÉ CORREIA
Mensagem psicografada pelo médium
Maury Rodrigues da Cruz

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quinta-feira, 9 de julho de 2009

Prece pelos inimigos do espiritismo




"Senhor, vós nos dissestes nas palavras de Jesus, vosso Messias: Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor à justiça; perdoai aos vossos inimigos; orai por aqueles que vos perseguem. E Ele mesmo nos mostrou o caminho ao orar por seus martirizadores.

Seguindo o exemplo de Jesus, Meu Deus, suplicamos vossa misericórdia para aqueles que desconhecem vossas divinas leis, as únicas que podem assegurar a paz neste mundo e no outro. Como o Cristo, nós também dizemos: Perdoai-lhes, Pai, pois eles não sabem o que fazem.

Dai-nos a força para suportar com paciência e resignação suas zombarias, injúrias, calúnias e perseguições como provas de nossa fé e de nossa humildade; desviai-nos de todo o pensamento de vingança, pois a hora de vossa justiça chegará para todos, e nós a esperaremos ao nos submeter à vossa santa vontade."

Assim seja!"

Do Evangelho Segundo o Espiritismo de Allan Kardec

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