Nosso conteúdo é vasto! Faça sua busca personalizada e encontre o que está procurando...

Translate

Mostrando postagens com marcador meditação espírita. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador meditação espírita. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Emmanuel: 'Recuperação' (Psicografia de Chico Xavier)

"Não bastará desculpar aos que nos ofendem, simplesmente com os lábios.  É imprescindível que o nosso coração participe de semelhante atitude.  Não bastará, porém, que o sentimento se associe ao trabalho do perdão.  É preciso esquecer todo o mal.  Contudo, não basta, ainda, que olvidemos o assalto, a pedrada, a calúnia, o golpe, a incompreensão ou a ingratidão.  É necessário agir com o bem, auxiliando direta ou indiretamente aos que nos feriram…  Através da prece que ajuda em silêncio…  Por intermédio de nova sementeira de fraternidade e simpatia…  Pelas referências amigas ou pelo estímulo edificante…  Através da compreensão.  Por intermédio da boa vontade.  Pela demonstração de entendimento e confiança.  O inimigo, em qualquer caso, é terreno que precisamos recuperar para o plantio de nossa felicidade porvindoura.  A discórdia é espinheiro.  A desarmonia é perturbação.  O ódio é veneno.  A antipatia é delituosa displicência.  Não basta, pois, que nos desvencilhemos daqueles que nos incomodam, através da caridade fácil ou da palavra brilhante. É indispensável saibamos caminhar com eles, incentivando-lhes o soerguimento ou a elevação, a fim de que estejamos efetivamente no desempenho da Vontade do Senhor, onde estivermos."    Chico Xavier e Emmanuel

"Não bastará desculpar aos que nos ofendem, simplesmente com os lábios.

É imprescindível que o nosso coração participe de semelhante atitude.

Não bastará, porém, que o sentimento se associe ao trabalho do perdão.

É preciso esquecer todo o mal.

Contudo, não basta, ainda, que olvidemos o assalto, a pedrada, a calúnia, o golpe, a incompreensão ou a ingratidão.

É necessário agir com o bem, auxiliando direta ou indiretamente aos que nos feriram…

Através da prece que ajuda em silêncio…

Por intermédio de nova sementeira de fraternidade e simpatia…

Pelas referências amigas ou pelo estímulo edificante…

Através da compreensão.

Por intermédio da boa vontade.

Pela demonstração de entendimento e confiança.

O inimigo, em qualquer caso, é terreno que precisamos recuperar para o plantio de nossa felicidade porvindoura.

A discórdia é espinheiro.

A desarmonia é perturbação.

O ódio é veneno.

A antipatia é delituosa displicência.

Não basta, pois, que nos desvencilhemos daqueles que nos incomodam, através da caridade fácil ou da palavra brilhante. É indispensável saibamos caminhar com eles, incentivando-lhes o soerguimento ou a elevação, a fim de que estejamos efetivamente no desempenho da Vontade do Senhor, onde estivermos."


Chico Xavier e Emmanuel


Do livro 'Cartas do Coração' Editora Boa Nova, capítulo 43: 'Recuperação', por Francisco Cândido Xavier e Emmanuel. Citação parcial para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais. Para adquirir o livro siga o link abaixo ou escolha a livraria de sua preferência. Imagem gratuita: Pixabay (legendada)







sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Emmanuel: 'Oração e Cura'

“Recorres à oração, junto desse ou daquele enfermo, e sofres, quando a restauração parece tardia.  Entretanto, reflete na Lei Divina a que todos, obrigatoriamente, nos entrosamos.  Isso não quer dizer devamos ignorar o martírio silencioso dos companheiros em calamidade do campo físico.  Para tanto, seria preciso não haver sentimento. Sabemos, sim, quanto dói seguir, noite a noite, a provação dos familiares, em moléstias irreversíveis; conhecemos, de perto, a angústia dos pais que recolhem no coração o suplício dos filhinhos torturados no berço; partilhamos a dor dos que gemem nos hospitais como sentenciados à pena última, e assinalamos o tormento recôndito dos que fitam, inquietos, em doentes amados, os olhos que se embaciam…  Observa, porém, o quadro escuro das transgressões humanas que nos rodeiam.  Pensa nos crimes perfeitos que injuriam a Terra; na insubmissão dos que se rendem às sugestões do suicídio, prejudicando os planos da Eterna Sabedoria e criando aflitivas expiações para si mesmos; nos processos inconfessáveis dos que usam a inteligência para agravar as necessidades dos semelhantes e na ingratidão dos que convertem o próprio lar em reduto do desespero e da morte …  Medita nos torvos compromissos dos que se acumpliciam agora com os domínios do mal, e perceberás que a enfermidade é quase sempre o bem exprimindo reajuste, sustando-nos a queda em delitos maiores.  Organizemos, assim, o socorro da oração, junto de todos os que padecem no corpo dilacerado, mas, se a cura demora, jamais nos aflijamos.  Seja o leito de linho, de seda, palha ou pedra, a dor é sempre a mesma e a prece, em toda parte, é bênção, reconforto, amparo, luz e vida.  Lembremo-nos, no entanto, de que lesões e chagas, frustrações e defeitos, em nossa forma externa, são remédios da alma que nós mesmos pedimos à farmácia de Deus.” - Chico Xavier e Emmanuel
Imagem: MaxPixel - Legendas: Ronald Sanson Stresser Junior
 

“Recorres à oração, junto desse ou daquele enfermo, e sofres, quando a restauração parece tardia.

Entretanto, reflete na Lei Divina a que todos, obrigatoriamente, nos entrosamos.

Isso não quer dizer devamos ignorar o martírio silencioso dos companheiros em calamidade do campo físico.

Para tanto, seria preciso não haver sentimento. Sabemos, sim, quanto dói seguir, noite a noite, a provação dos familiares, em moléstias irreversíveis; conhecemos, de perto, a angústia dos pais que recolhem no coração o suplício dos filhinhos torturados no berço; partilhamos a dor dos que gemem nos hospitais como sentenciados à pena última, e assinalamos o tormento recôndito dos que fitam, inquietos, em doentes amados, os olhos que se embaciam…

Observa, porém, o quadro escuro das transgressões humanas que nos rodeiam.

Pensa nos crimes perfeitos que injuriam a Terra; na insubmissão dos que se rendem às sugestões do suicídio, prejudicando os planos da Eterna Sabedoria e criando aflitivas expiações para si mesmos; nos processos inconfessáveis dos que usam a inteligência para agravar as necessidades dos semelhantes e na ingratidão dos que convertem o próprio lar em reduto do desespero e da morte …

Medita nos torvos compromissos dos que se acumpliciam agora com os domínios do mal, e perceberás que a enfermidade é quase sempre o bem exprimindo reajuste, sustando-nos a queda em delitos maiores.

Organizemos, assim, o socorro da oração, junto de todos os que padecem no corpo dilacerado, mas, se a cura demora, jamais nos aflijamos.

Seja o leito de linho, de seda, palha ou pedra, a dor é sempre a mesma e a prece, em toda parte, é bênção, reconforto, amparo, luz e vida.

Lembremo-nos, no entanto, de que lesões e chagas, frustrações e defeitos, em nossa forma externa, são remédios da alma que nós mesmos pedimos à farmácia de Deus.”


Chico Xavier e Emmanuel, em 'Seara dos Médiuns'
Lição 14: 'Oração e Cura' - Reunião pública de 19 de Fevereiro de 1960


Notas:

Item n.° 176, § 8.° de 'O Livro dos Médiuns', por Allan Kardec ...


8° Podem obter-se curas unicamente por meio da prece?

“Sim, desde que Deus o permita; pode dar-se, no entanto, que o bem do doente esteja em sofrer por mais tempo e então julgais que a vossa prece não foi ouvida.”


Clique aqui para adquirir o livro 'Seara dos Médiuns' na Amazon ...


Clique aqui para adquirir 'O Livro dos Médiuns' na Amazon ...


Citação parcial das obras de Francisco Cândido Xavier e de Allan Kardec, para estudo, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais.




terça-feira, 24 de agosto de 2021

Emmanuel: 'Busquemos o Equilíbrio'

“Aquele que diz permanecer nele, deve também andar como ele andou.” (1 João 2:6)



“Embora devas caminhar sem medo, não te cases à imprudência, a pretexto de cultivar desassombro.

Se nos devotamos ao Evangelho, procuremos agir segundo os padrões do Divino Mestre, que nunca apresentam lugar à temeridade.

Jesus salienta o imperativo da edificação do Reino de Deus, mas não sacrifica os interesses dos outros em obras precipitadas.

Aconselha a sinceridade do 'sim, sim — não, não', entretanto, não se confia à rudeza contundente.

Destaca as ruínas morais do farisaísmo dogmático, todavia, rende culto à Lei de Moisés.

Reergue Lázaro do sepulcro, contudo, não alimenta a pretensão de furtá-lo, em definitivo, à morte do corpo.

Consciente do poder de que se acha investido, não menospreza a autoridade política que deve reger as necessidades do povo e ensina que se deve dar 'a César o que é de César e a Deus o que é de Deus'.

Preso e sentenciado ao suplício, não se perde em bravatas labiais, não obstante reconhecer o devotamento com que é seguido pelas entidades angélicas.

Atendamos ao Modelo Divino que não devemos esquecer, desempenhando a nossa tarefa, com lealdade e coragem, mas evitemos o arrojo desnecessário, que vale por leviandade perigosa.

Um coração medroso congela o trabalho. Um coração temerário incendeia qualquer serviço, arrasando-o.

Busquemos, pois, o equilíbrio com Jesus e fugiremos, naturalmente, ao extremismo, que é sempre o escuro sinal da desarmonia ou da violência, da perturbação ou da morte.”


Chico Xavier e Emmanuel, em 'Fonte Viva'
Lição: 134 - 'Busquemos o Equilíbrio'


Para adquirir o livro 'Fonte Viva' (capa comum, CD, ou eBook Kindle), clique aqui...


Citação parcial para estudo e divulgação da obra, de acordo com o artigo 46, item III, da Lei de Direitos Autorais




domingo, 13 de junho de 2021

Meimei: 'Prece do Pão', psicografia de Francisco Cândido Xavier

"Senhor!  Entre aqueles que te pedem proteção, estou eu também, servo humilde a quem mandaste extinguir o flagelo da fome.  Partilhando o movimento daqueles que te servem, fiz hoje igualmente o meu giro.  Vi-me frequentemente detido, em lares faustosos, cooperando nas alegrias da mesa farta, mas vi pobres mulheres que me estendiam, debalde, as mãos!…  Vi crianças esquálidas que me olhavam ansiosas, como se estivessem fitando um tesouro perdido.  Encontrei homens tristes, transpirando suor, que me contemplavam, agoniados, rogando, em silêncio, para que lhes socorresse os filhinhos largados ao extremo infortúnio…  Escutei doentes que não precisavam tanto de remédio mas de mim, para que pudessem atender ao estômago torturado!…  Vi a penúria cansada de pranto e reparei, em muito corações desvalidos, mudo desespero por minha causa Entretanto, Senhor, quase sempre estou encarcerado por aquelas mesmas criaturas que te dizem honrar.  Falam em teu nome, confortadas e distraídas na moldura do supérfluo, esquecendo que caminhaste, no mundo, sem reter uma, pedra em que repousar a cabeça.  Elogiam-te a bondade e exaltam-te a glória, sem perceberem, junto delas, seus próprios irmãos fatigados e desnutridos. 10 E, muitas vezes, depois de formosas dissertações em torno de teus ensinos, aprisionam-me em gavetas e armários, quando não me trancam sob a tela colorida de vitrinas custosas ou no recinto escuro dos armazéns.  Ensina-lhes, Senhor, nas lições da caridade, a dividir-me por amor, para que eu não seja motivo à delinquência.  E, se possível, multiplica-me, por misericórdia, outra vez, a fim de que eu possa aliviar todos os famintos da Terra, porque, um dia, Senhor, quando ensinavas o homem a orar, incluíste-me entre as necessidades mais justas da vida, suplicando também a Deus: — “O pão nosso de cada dia dai-nos hoje.”"    Chico Xavier e Meimei
Imagem: Robert Cheaib/Pixabay

"Senhor!

Entre aqueles que te pedem proteção, estou eu também, servo humilde a quem mandaste extinguir o flagelo da fome.

Partilhando o movimento daqueles que te servem, fiz hoje igualmente o meu giro.

Vi-me frequentemente detido, em lares faustosos, cooperando nas alegrias da mesa farta, mas vi pobres mulheres que me estendiam, debalde, as mãos!…

Vi crianças esquálidas que me olhavam ansiosas, como se estivessem fitando um tesouro perdido.

Encontrei homens tristes, transpirando suor, que me contemplavam, agoniados, rogando, em silêncio, para que lhes socorresse os filhinhos largados ao extremo infortúnio…

Escutei doentes que não precisavam tanto de remédio mas de mim, para que pudessem atender ao estômago torturado!…

Vi a penúria cansada de pranto e reparei, em muito corações desvalidos, mudo desespero por minha causa Entretanto, Senhor, quase sempre estou encarcerado por aquelas mesmas criaturas que te dizem honrar.

Falam em teu nome, confortadas e distraídas na moldura do supérfluo, esquecendo que caminhaste, no mundo, sem reter uma, pedra em que repousar a cabeça.

Elogiam-te a bondade e exaltam-te a glória, sem perceberem, junto delas, seus próprios irmãos fatigados e desnutridos. 10 E, muitas vezes, depois de formosas dissertações em torno de teus ensinos, aprisionam-me em gavetas e armários, quando não me trancam sob a tela colorida de vitrinas custosas ou no recinto escuro dos armazéns.

Ensina-lhes, Senhor, nas lições da caridade, a dividir-me por amor, para que eu não seja motivo à delinquência.

E, se possível, multiplica-me, por misericórdia, outra vez, a fim de que eu possa aliviar todos os famintos da Terra, porque, um dia, Senhor, quando ensinavas o homem a orar, incluíste-me entre as necessidades mais justas da vida, suplicando também a Deus: — “O pão nosso de cada dia dai-nos hoje.”"


Chico Xavier e Meimei, em 'O Espírito da Verdade'¹


1- Veja na Amazon: 'O Espírito da Verdade', por  F. C. Xavier, Waldo Vieira e Autores Diversos


'O Evangelho Segundo o Espiritismo'²: Convidar os pobres e os estropiados


"7. Disse também àquele que o convidara: Quando derdes um jantar ou uma ceia, não convideis nem a vossos amigos, nem os vossos irmãos, nem a vossos parentes, nem os vosso vizinhos que forem ricos, para que em seguida não vos convidem a seu turno e assim retribuam o que de vos receberam. — Quando derdes um festim, convidai para ele os pobres, os estropiados, os coxos e os cegos; — e sereis ditosos por não terem eles meios de vo-lo retribuir, pois isso será retribuído na ressurreição dos justos.

Um dos que se achavam à mesa, ouvindo essas palavras, disse-lhe: Feliz do que comer do pão no reino de Deus! (São Lucas, capítulo XIV, vv. 12 a 15.)

8. “Quando derdes um festim, disse Jesus, não convideis para ele os vossos amigos, mas os pobres e os estropiados.” Estas palavras, absurdas, se tomadas ao pé da letra, são sublimes, se lhes buscarmos o espírito. Não é possível que Jesus haja pretendido que, em vez de seus amigos, alguém reúna à sua mesa os mendigos da rua. Sua linguagem era quase sempre figurada e, para os homens incapazes de apanhar os delicados matizes do pensamento, precisava servir-se de imagens fortes, que produzissem o efeito de um colorido vivo. O âmago do seu pensamento se revela nesta proposição: “E sereis ditosos por não terem eles meios de vo-lo retribuir.” Quer dizer que não se deve fazer o bem tendo em vista uma retribuição, mas tão só pelo prazer de o praticar. Usando de uma comparação vibrante, disse: Convidai para os vossos festins os pobres, pois sabeis que eles nada vos podem retribuir; por festins deveis entender, não os repastos propriamente ditos, mas a participação na abundância de que desfrutais.

Todavia, aquela advertência também pode ser aplicada em sentido mais literal. Quantos não convidam para suas mesas apenas os que podem, como eles dizem, fazer-lhes honra, ou, a seu turno, convidá-los! Outros, ao contrário, encontram satisfação em receber os parentes e amigos menos felizes. Ora, quem não os conta entre os seus? Dessa forma, grande serviço, às vezes, se lhes presta, sem que o pareça. Aqueles, sem irem recrutar os cegos e os estropiados, praticam a máxima de Jesus, se o fazem por benevolência, sem ostentação, e sabem dissimular o benefício, por meio de uma sincera cordialidade."


2- Veja na Amazon: 'O Evangelho Segundo o Espiritismo', por Allan Kardec



domingo, 6 de junho de 2021

Emmanuel: 'Oração e Provação'

Questão n.° 663 de 'O Livro dos Espíritos':  "Podem as preces, que por nós mesmos fizermos, mudar a natureza das nossas provas e desviar-lhes o curso?  “As vossas provas estão nas mãos de Deus e algumas há que têm de ser suportadas até ao fim; mas, Deus sempre leva em conta a resignação. A prece traz para junto de vós os bons Espíritos e, dando-vos estes a força de suportá-las corajosamente, menos rudes elas vos parecem. Hemos dito que a prece nunca é inútil, quando bem feita, porque fortalece aquele que ora, o que já constitui grande resultado. Ajuda-te a ti mesmo e o Céu te ajudará, bem o sabes. Demais, não é possível que Deus mude a ordem da natureza ao sabor de cada um, porquanto o que, do vosso ponto de vista mesquinho e do da vossa vida efêmera, vos parece um grande mal é quase sempre um grande bem na ordem geral do Universo. Além disso, de quantas males não se constitui o homem o próprio autor, pela sua imprevidência ou pelas suas faltas? Ele é punido naquilo em que pecou. Todavia, as súplicas justas são atendidas mais vezes do que supondes. Julgais, de ordinário, que Deus não vos ouviu, porque não fez a vosso favor um milagre, enquanto que vos assiste por meios tão naturais que vos parecem obra do acaso ou da força das coisas. Muitas vezes também, as mais das vezes mesmo, ele vos sugere a ideia que vos faz sair da dificuldade pelo vosso próprio esforço.”
Altar da Igreja de São Vicente de Paulo - Imagem de RonaldSanson por Pixabay


"A oração não suprime, de imediato, os quadros da provação, mas renova-nos o espírito, a fim de que venhamos a sublimá-los ou removê-los.

Repara o caminho que a névoa amortalha, quando a noite escura te distancia do Sol.

Em cima, nuvens extensas furtam-te aos olhos o painel das estrelas e, em baixo, espinheiros e precipícios ameaçam-te os pés.

Debalde, consultarás a bússola que a treva densa embacia.

Se avanças, é possível te arrojes na lama de covas escancaradas; se paras, é provável padeças o assalto de traiçoeiros animais…

Faze, porém, pequenina luz, e tudo se modifica.

O charco não perde a feição de pântano e a pedra mantém-se por desafio que te adverte na estrada; entretanto, podendo ver, surgirás, transformado e seguro, para seguir à frente, vencendo as armadilhas da sombra e as aperturas da marcha.

Assim, também, é a oração nos trilhos da experiência.

Quando a dor te entenebrece os horizontes da alma, subtraindo-te a serenidade e a alegria, tudo parece escuridão envolvente e derrota irremediável, induzindo-te ao desânimo e insuflando-te o desespero; todavia, se acendes no coração leve flama da prece, fios imponderáveis de confiança ligam-te o ser à Providência Divina.

Exteriormente, em torno, o sofrimento não se desfaz da catadura sombria; a morte, ainda e sempre, é o véu de dolorosa separação; a prova é o mesmo teste inquietante e o golpe da expiação continua sendo a luta difícil e inevitável, mas estarás, em ti próprio, plenamente refeito, no imo das próprias forças, com a visão espiritual iluminada por dentro, a fim de que compreendas, acima das tuas dores, o plano sábio da vida, que te ergue dos labirintos do mundo à bênção do amor de Deus."


Chico Xavier e Emmanuel, em 'Religião dos Espíritos'

Reunião pública de 11 de Maio de 1959


Questão n.° 663 de 'O Livro dos Espíritos':


663. Podem as preces, que por nós mesmos fizermos, mudar a natureza das nossas provas e desviar-lhes o curso?

“As vossas provas estão nas mãos de Deus e algumas há que têm de ser suportadas até ao fim; mas, Deus sempre leva em conta a resignação. A prece traz para junto de vós os bons Espíritos e, dando-vos estes a força de suportá-las corajosamente, menos rudes elas vos parecem. Hemos dito que a prece nunca é inútil, quando bem feita, porque fortalece aquele que ora, o que já constitui grande resultado. Ajuda-te a ti mesmo e o Céu te ajudará, bem o sabes. Demais, não é possível que Deus mude a ordem da natureza ao sabor de cada um, porquanto o que, do vosso ponto de vista mesquinho e do da vossa vida efêmera, vos parece um grande mal é quase sempre um grande bem na ordem geral do Universo. Além disso, de quantas males não se constitui o homem o próprio autor, pela sua imprevidência ou pelas suas faltas? Ele é punido naquilo em que pecou. Todavia, as súplicas justas são atendidas mais vezes do que supondes. Julgais, de ordinário, que Deus não vos ouviu, porque não fez a vosso favor um milagre, enquanto que vos assiste por meios tão naturais que vos parecem obra do acaso ou da força das coisas. Muitas vezes também, as mais das vezes mesmo, ele vos sugere a ideia que vos faz sair da dificuldade pelo vosso próprio esforço.”



☞ Clique aqui e adquira o livro 'Religião dos Espíritos' na Amazon...




terça-feira, 1 de junho de 2021

Emmanuel: 'Oração e Renovação'

 “Holocaustos e oblações pelo pecado não te agradaram.”

Paulo, em 'Hebreus', 10:6


"É certo que todo trabalho sincero de adoração espiritual nos levanta a alma, elevando-nos os sentimentos. A súplica, no remorso, traz-nos a bênção das lágrimas consoladoras. A rogativa na aflição dá-nos a conhecer a deficiência própria, ajudando-nos a descobrir o valor da humildade. A solicitação na dor revela-nos a fonte sagrada da Inesgotável Misericórdia. A oração refrigera, alivia, exalta, esclarece, eleva, mas, sobretudo, afeiçoa o coração ao serviço divino. Não olvidemos, porém, de que os atos íntimos e profundos da fé são necessários e úteis a nós próprios. Na essência, não é o Senhor quem necessita de nossas manifestações votivas, mas somos nós mesmos que devemos aproveitar a sublime possibilidade da repetição, aprendendo com a sabedoria da vida. Jesus espera por nossa renovação espiritual, acima de tudo. Se erraste, é preciso procurar a porta da retificação. Se ofendeste a alguém, corrige-te na devida reconciliação. Se te desviaste da senda reta, volta ao caminho direito. Se te perturbaste, harmoniza-te de novo. Se abrigaste a revolta, recupera a disciplina de ti mesmo. Em qualquer posição de desequilíbrio, lembra-te de que a prece pode trazer-te sugestões divinas, ampliar-te a visão espiritual e proporcionar-te consolações abundantes; todavia, para o Senhor não bastam as posições convencionais ou verbalistas. O Mestre confere-nos a Dádiva e pede-nos a Iniciativa. Nos teus dias de luta, portanto, faze os votos e promessas que forem de teu agrado e proveito, mas não te esqueças da ação e da renovação aproveitáveis na obra divina do mundo e sumamente agradáveis aos olhos do Senhor."  Chico Xavier e Emmanuel, em "Vinha de Luz" Capítulo 21

"É certo que todo trabalho sincero de adoração espiritual nos levanta a alma, elevando-nos os sentimentos.
A súplica, no remorso, traz-nos a bênção das lágrimas consoladoras. A rogativa na aflição dá-nos a conhecer a deficiência própria, ajudando-nos a descobrir o valor da humildade. A solicitação na dor revela-nos a fonte sagrada da Inesgotável Misericórdia.
A oração refrigera, alivia, exalta, esclarece, eleva, mas, sobretudo, afeiçoa o coração ao serviço divino. Não olvidemos, porém, de que os atos íntimos e profundos da fé são necessários e úteis a nós próprios.
Na essência, não é o Senhor quem necessita de nossas manifestações votivas, mas somos nós mesmos que devemos aproveitar a sublime possibilidade da repetição, aprendendo com a sabedoria da vida.
Jesus espera por nossa renovação espiritual, acima de tudo.
Se erraste, é preciso procurar a porta da retificação.
Se ofendeste a alguém, corrige-te na devida reconciliação.
Se te desviaste da senda reta, volta ao caminho direito.
Se te perturbaste, harmoniza-te de novo.
Se abrigaste a revolta, recupera a disciplina de ti mesmo.
Em qualquer posição de desequilíbrio, lembra-te de que a prece pode trazer-te sugestões divinas, ampliar-te a visão espiritual e proporcionar-te consolações abundantes; todavia, para o Senhor não bastam as posições convencionais ou verbalistas.
O Mestre confere-nos a Dádiva e pede-nos a Iniciativa.
Nos teus dias de luta, portanto, faze os votos e promessas que forem de teu agrado e proveito, mas não te esqueças da ação e da renovação aproveitáveis na obra divina do mundo e sumamente agradáveis aos olhos do Senhor."

Chico Xavier e Emmanuel, em "Vinha de Luz" Capítulo 21







domingo, 25 de abril de 2021

Emmanuel: 'Renovação'

"Ante os conflitos mentais com que somos defrontados, habituamo-nos a falar em desobsessão, liberação, cura espiritual, sedação, socorro magnético e, efetivamente, é impossível negar o valor dessas formas de auxílio.  Cabe-nos, porém, reconhecer que a renovação íntima é o fator básico de todo reequilíbrio nesse sentido.  Daí procede, leitor amigo, a organização deste volume despretensioso, englobando avisos, apelos, comentários e lembretes de irmãos para irmãos, no propósito de estudarmos juntos as nossas próprias necessidades.  Compreendamos que atuar no rendimento do bem de todos; projetar a luz da instrução sobre os labirintos da ignorância; efetuar o próprio burilamento; promover iniciativas de solidariedade; praticar a abnegação e realizar o melhor que possamos fazer de nós, onde estejamos, são alguns dos programas de ação que a todos nós compete.  Por isso mesmo, todos aqueles companheiros da Humanidade que não mais desejam:    zelar pela própria apresentação;  aprender uma lição nova;  multiplicar os interesses de viver;  acentuar estudos para discernir com mais segurança;  partilhar campanhas de educação e beneficência;  aperfeiçoar-se na profissão;  prestar serviço ao próximo;  adaptar-se a novidades construtivas; acompanhar o progresso;  aprimorar expressões e maneiras;  altear ideias e emoções;  ler um livro recente;  adquirir mais cultura;  recomeçar um empreendimento que o fracasso esmagou;  aumentar o número das afeições;  sofrer complicações em favor dos amigos;  criar novos recursos de atividade edificante, em torno de si mesmo.    Todos aqueles, enfim, que desistiram de qualquer transformação na própria senda, renunciando no dever de melhorar-se, mais e sempre, se fazem menos permeáveis ao apoio curativo ou libertador, seja com a intervenção da Ciência ou com o amparo da Religião.  Este livro é, desse modo, um convite a que nos desagarremos das sombras do desânimo ou da inércia, onde surjam, para nos colocarmos todos no encalço das realidades do Espírito, em nós mesmos, recordando a advertência do Mestre Inolvidável: “conhecereis a verdade, e a verdade vos fará livres”¹.   E estejamos convencidos de que marchar para a verdade será sempre transitar para diante nos caminhos do burilamento e do trabalho, da renovação e da luz.    Chico Xavier e Emmanuel, no prefácio de 'Paz e Renovação'

"Ante os conflitos mentais com que somos defrontados, habituamo-nos a falar em desobsessão, liberação, cura espiritual, sedação, socorro magnético e, efetivamente, é impossível negar o valor dessas formas de auxílio.

Cabe-nos, porém, reconhecer que a renovação íntima é o fator básico de todo reequilíbrio nesse sentido.

Daí procede, leitor amigo, a organização deste volume despretensioso, englobando avisos, apelos, comentários e lembretes de irmãos para irmãos, no propósito de estudarmos juntos as nossas próprias necessidades.

Compreendamos que atuar no rendimento do bem de todos; projetar a luz da instrução sobre os labirintos da ignorância; efetuar o próprio burilamento; promover iniciativas de solidariedade; praticar a abnegação e realizar o melhor que possamos fazer de nós, onde estejamos, são alguns dos programas de ação que a todos nós compete.

Por isso mesmo, todos aqueles companheiros da Humanidade que não mais desejam:

zelar pela própria apresentação;

aprender uma lição nova;

multiplicar os interesses de viver;

acentuar estudos para discernir com mais segurança;

partilhar campanhas de educação e beneficência;

aperfeiçoar-se na profissão;

prestar serviço ao próximo;

adaptar-se a novidades construtivas; acompanhar o progresso;

aprimorar expressões e maneiras;

altear ideias e emoções;

ler um livro recente;

adquirir mais cultura;

recomeçar um empreendimento que o fracasso esmagou;

aumentar o número das afeições;

sofrer complicações em favor dos amigos;

criar novos recursos de atividade edificante, em torno de si mesmo.

Todos aqueles, enfim, que desistiram de qualquer transformação na própria senda, renunciando no dever de melhorar-se, mais e sempre, se fazem menos permeáveis ao apoio curativo ou libertador, seja com a intervenção da Ciência ou com o amparo da Religião.

Este livro é, desse modo, um convite a que nos desagarremos das sombras do desânimo ou da inércia, onde surjam, para nos colocarmos todos no encalço das realidades do Espírito, em nós mesmos, recordando a advertência do Mestre Inolvidável: “conhecereis a verdade, e a verdade vos fará livres”¹. 

E estejamos convencidos de que marchar para a verdade será sempre transitar para diante nos caminhos do burilamento e do trabalho, da renovação e da luz.


Chico Xavier e Emmanuel, no prefácio de 'Paz e Renovação'

(Uberaba, 1º de fevereiro de 1970)


1- Citação do Evangelho: "Conhecereis a verdade, e a verdade vos livrará." Jesus, em João 8:32


Clique aqui e adquira o livro 'Paz e Renovação' na Amazon ...





sexta-feira, 12 de março de 2021

Emmanuel: 'Banquete Interior'

Imagem: Piqsels - Legendas: e-magia

"O conhecimento evangélico em nosso mundo íntimo é sempre milagrosa festa de luz.

É o banquete com o Pão que desceu do Céu, a inundar-nos de paz, esperança, fortaleza e alegria…

Nossos velhos amigos — os ideais de felicidade que abraçamos — encontram novo apoio e se materializam em trabalho promissor de fé, vaticinando-nos abençoado futuro.

Alimentam-se, triunfantes à nossa mesa farta de júbilo, e como que se exteriorizam, constantemente, através de pregações valiosas e apontamentos sublimes, no entusiasmo com que nos devotamos à salvação alheia.

Mas, temos também, na intimidade de nosso coração, antigos adversários do nosso equilíbrio e da nossa paz que, raramente, convocamos ao nosso deslumbramento.

É o orgulho — louco inimigo do nosso progresso…

É a vaidade — infeliz companheira de nossos desequilíbrios…

É a preguiça mental — infortunada mendiga, que estima residir conosco, paralisando os impulsos de servir…

É o egoísmo — lamentável amigo destruidor, que teima em cristalizar-nos nas sombras da ignorância…

É o ódio — milenário perseguidor a inclinar-nos para o despenhadeiro da vingança…

É a ingratidão — triste comparsa de delitos escuros, a seguir-nos de remoto passado, induzindo-nos à dureza de coração.

É o desânimo — mísero pedinte, asilado em nossa alma, encarcerado nas trevas do medo de trabalhar e de algo fazer, na sementeira da caridade e da luz…

Convidemos todos esses velhos companheiros de jornada evolutiva para o banquete do Evangelho em nosso templo íntimo.

E, de certo, se converterão em cooperadores prestimosos de nosso reajuste, transformando-nos em vivo santuário de bênçãos, para a execução plena e vitoriosa da Vontade de Deus."


Chico Xavier e Emmanuel


Fonte: "Banquete Interior" - trecho do livro "Construção do Amor", de Francisco Cândido Xavier, ditado pelo Espírito Emmanuel - Imagem: Piqsels (Licença Creative Commons)


terça-feira, 2 de março de 2021

Emmanuel: 'Guardemos o Cuidado'

 "… mas nada é puro para os contaminados e infiéis …" — Paulo (Tito 1:15)



"O homem enxerga sempre, através da visão interior. Com as cores que usa por dentro, julga os aspectos de fora.

Pelo que sente, examina os sentimentos alheios. Na conduta dos outros, supõe encontrar os meios e fins das ações que lhe são peculiares.

Daí, o imperativo de grande vigilância para que a nossa consciência não se contamine pelo mal.

Quando a sombra vagueia em nossa mente, não vislumbramos senão sombras em toda parte.

Junto das manifestações do amor mais puro, imaginamos alucinações carnais.

Se encontramos um companheiro trajado com louvável apuro, pensamos em vaidade.

Ante o amigo chamado à carreira pública, mentalizamos a tirania política.

Se o vizinho sabe economizar com perfeito aproveitamento da oportunidade, fixamo-lo com desconfiança e costumamos tecer longas reflexões em torno de apropriações indébitas.

Quando ouvimos um amigo na defesa justa, usando a energia que lhe compete, relegamo-lo, de imediato, à categoria dos intratáveis.

Quando a treva se estende, na intimidade de nossa vida, deploráveis alterações nos atingem os pensamentos. Virtudes, nessas circunstâncias, jamais são vistas. Os males, contudo, sobram sempre. Os mais largos gestos de bênção recebem lastimáveis interpretações.

Guardemos cuidado toda vez que formos visitados pela inveja, pelo ciúme, pela suspeita ou pela maledicência.

Casos intrincados existem nos quais o silêncio é o remédio bendito e eficaz, porque, sem dúvida, cada Espírito observa o caminho ou o caminheiro segundo a visão clara ou escura de que dispõe."


Chico Xavier e Emmanuel, em "Fonte Viva"




quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Emmanuel: 'A Vida e Nós'


"Criando as criaturas para a glória da vida, na condição de Espíritos eternos, destinados a lhe herdarem as qualidades divinas, o Criador criou.

Um reino — o Universo.

Uma organização comunitária — os mundos da vastidão cósmica.

Um lar — a Natureza.

Uma família — a Humanidade universal.

Um ambiente — a paz.

Um envoltório — a matéria.

Um sistema de controle — a afinidade com a gravitação.

Uma religião — o amor.

Uma lei — a justiça.

Um tribunal — a consciência.

Uma doutrina de compensação — a cada um por suas obras.

Uma riqueza igual para todos — o tempo.

Uma força — o bem.

Um princípio — a liberdade.

Um direito — o apoio ao dever cumprido.

Uma regra para o dever — a disciplina.

Um regime para as criaturas — o equilíbrio.

Uma ordem — o progresso.

Uma tabela de responsabilidade — o conhecimento em vários graus.

Um metro — a lógica.

Um código de trânsito espiritual — a fraternidade com o respeito mútuo.

Uma escola — a reencarnação.

Um processo de aprendizagem — a experiência.

Uma instituição crediária — o serviço ao próximo.

Um instrumento para cada criatura — o trabalho.

Uma oficina — o burilamento.

Um objetivo — a perfeição.

À face de semelhantes realidades todos os atritos, conflitos, provações, aflições, dificuldades e embaraços são criações nossas na Criação de Deus e que, tão só na escola das vidas sucessivas com criteriosa aplicação dos tesouros do tempo, conseguiremos nós extinguir."


Chico Xavier e Emmanuel

(Anuário Espírita, 1969)


Fonte: "A Vida e Nós" (1), trecho do livro "Passos da Vida", por Francisco Cândido Xavier e Autores Espirituais diversos - Imagem: NASA - Telescópio Espacial Hubble - A nebulosa de Hélix, apelidada “Olho de Deus” (CC0)



sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Emmanuel: 'Meditação'

"Vinde a mim todos os que andais aflitos, e sobrecarregados, e eu vos aliviarei." (Mateus, 11.28)



"1. Quando, nas horas de íntimo desgosto, o desalento te invadir a alma e as lágrimas te aflorarem aos olhos, busca-me: 'Eu sou aquele que sabe sufocar-te o pranto e estancar-te as lágrimas.'

2. Quando te julgares incompreendido dos que te circundam e vires que em torno há indiferença, acerca-te de mim: 'Eu sou a luz, sob cujos raios te aclaram a pureza de tuas intenções e a nobreza de teus sentimentos!'

3. Quando se te extinguir o ânimo para arrostares as vicissitudes da vida e te achares na iminência de desfalecer, chama-me: 'Eu sou a força capaz de remover-te as pedras do caminho e sobreporte às adversidades do mundo!'

4. Quando inclementemente te açoitarem os vendavais da sorte e seja não souberes onde reclinar a cabeça, corre para junto de mim: 'Eu sou o refúgio em cujo seio encontrarás guarida para teu corpo e tranquilidade para teu Espírito!…'

5. Quando te faltar a calma, nos momentos de maior aflição e te considerares incapaz de conservar a serenidade de espírito, invoca-me: 'Eu sou a paciência que te faz vencer os transes mais dolorosos e triunfar nas situações mais difíceis.'

6. Quando te debateres nos paroxismos da dor e tiveres a alma ulcerada pelos abrolhos, grita por mim: 'Eu sou o bálsamo que cicatriza as chagas e te minora os padecimentos!'

7. Quando o mundo te iludir com suas promessas falazes e perceberes que ninguém pode inspirar-te confiança, vem a mim: 'Eu sou a sinceridade que sabe corresponder à franqueza de tuas atitudes e à excelsitude de teus ideais!'

8. Quando a tristeza e a melancolia te povoarem o coração e tudo te causar aborrecimento, chama por mim: 'Eu sou a alegria que insufla um alento novo e te faz conhecer os encantos do teu mundo interior!'

9. Quando, um a um, te fenecerem os ideais mais belos e te sentires no auge do desespero, apela por mim: 'Eu sou a esperança que te robustece a fé e te acalenta os sonhos!'

10. Quando a impiedade recusar-se a relevar-te as faltas e experimentares a dureza do coração humano, procura-me: 'Eu sou o perdão que te levanta o ânimo e promove a reabilitação do teu Espírito!'

11. Quando duvidares de tudo, até de tuas próprias convicções, e o ceticismo te avassalar a alma, recorre-te a mim: 'Eu sou a crença que te inunda de luz e entendimento e te habilita para a conquista da felicidade!'

12. Quando já não provares a sublimidade de uma afeição terna e sincera e te desiludires do sentimento do teu semelhante, aproxima-te de mim: 'Eu sou a renúncia que te ensina a olvidar a ingratidão dos homens e a esquecer a incompreensão do mundo!'

13. E quando, enfim, quiseres saber quem sou, pergunta ao riacho que murmura e ao pássaro que canta, à flor que desabrocha e à estrela que cintila, ao moço que espera e ao velho que recorda: 'Chamo-me AMOR, o remédio para todos os males que te atormentam o espírito! Eu sou JESUS!'


Chico Xavier e Emmanuel, em 'Paz e Libertação'


Fonte: capítulo 18 do livro "Paz e Libertação", de Francisco Cândido Xavier e Autores Espirituais Diversos - Imagem: 'Pequena árvore e Araucária (pinheiro brasileiro) encontrada crescendo sobre uma rocha no 'Rio Caveiras' em Urupema, Santa Catarina', por Martin Blackberry (phhere - CC0) - Imagem com sobreposição do versículo 13 do texto acima 'Meditação, por Emmanuel'.   Para adquirir este e outros livros, clique aqui e siga este link...



terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Meditando o Evangelho: Mateus 6:25-34 (Interpretação Espírita)

Para  Mt  (6:25) - Não é a vida mais que o alimento? - leiamos “Palavras de Vida Eterna”, de Emmanuel por Chico Xavier:    "Aconselha-te com a prudência para que teu passo não ceda à loucura.  Há milhares de pessoas que efetuam a romagem carnal, amontoando posses exteriores, à gana de ilusória evidência. Senhoreiam terras que não cultivam. Acumulam ouro sem proveito. Guardam larga cópia de vestimenta sem qualquer utilidade. Retém grandes arcas de pão que os vermes devoram. Disputam remunerações e vantagens de que não necessitam.  E, imobilizam-se no medo ou no tédio, no capricho maligno ou nas doenças imaginárias, até que  a morte lhes reclama a devolução do próprio corpo.  Não olvides, assim, a tua condição de usufrutuário do mundo e aprende a conservar no próprio íntimo os valores da Grande Vida.  Vale-te dos bens passageiros para estender o bem eterno. Aproveita os obstáculos para incorporar a riqueza da experiência. Não retenhas recursos externos de que não careças. Não desprezes lição alguma. Começa a luta de cada dia, com o deslumbramento de quem observa a beleza terrestre pela primeira vez e agradece a paz da noite como quem se despede do mundo para transferir-se de residência.  Ama pela glória de amar.  Serve sem prender-te.  Lembra-te de que amanhã restituirás à vida o que a vida te emprestou, em nome de Deus, e que os tesouros de teu espírito serão apenas aqueles que houveres amealhado em ti próprio, no campo da educação e das boas obras."    Para Mt (6:25-34), - A Divina Providência - lemos em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Alan Kardec, o que se segue:   "Essas palavras, tomadas ao pé da letra, seriam a negação de toda previdência, de todo trabalho e, por conseguinte, de todo o progresso. Com semelhante princípio, o homem se reduziria a uma passividade expectante; suas forças físicas e intelectuais estariam inativas; se tal tivesse sido sua condição moral na Terra, não teria jamais saído do estado primitivo, e se dela fizesse sua lei atual, não teria mais senão viver sem nada fazer. Tal não pode ter sido o pensamento de Jesus, porque estaria em contradição com o que disse em outro lugar, e mesmo com as leis da Natureza. Deus criou o homem sem roupa e sem abrigo, mas deu-lhe a inteligência para fabricá-los.  Não se deve, pois, ver nessas palavras senão uma poética alegoria da Providência, que não abandona jamais aqueles que colocam nela sua confiança, mas quer que trabalhem de seu lado. Se ela não vem sempre em sua ajuda por um socorro material, inspira as ideias com as quais se acham os meios de se livrar da dificuldade."

25. Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?

26. Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?

27. E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura?

28. E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam;

29. E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.

30. Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé?

31. Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?

32. Porque todas estas coisas os gentios procuram. Decerto vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas;

33. Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

34. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.


Mateus 6:25-34


Para  (Mt. 6:25) - Não é a vida mais que o alimento? - leiamos “Palavras de Vida Eterna”, de Emmanuel por Chico Xavier:


"Aconselha-te com a prudência para que teu passo não ceda à loucura.

Há milhares de pessoas que efetuam a romagem carnal, amontoando posses exteriores, à gana de ilusória evidência. Senhoreiam terras que não cultivam. Acumulam ouro sem proveito. Guardam larga cópia de vestimenta sem qualquer utilidade. Retém grandes arcas de pão que os vermes devoram. Disputam remunerações e vantagens de que não necessitam.

E, imobilizam-se no medo ou no tédio, no capricho maligno ou nas doenças imaginárias, até que  a morte lhes reclama a devolução do próprio corpo.

Não olvides, assim, a tua condição de usufrutuário do mundo e aprende a conservar no próprio íntimo os valores da Grande Vida.

Vale-te dos bens passageiros para estender o bem eterno. Aproveita os obstáculos para incorporar a riqueza da experiência. Não retenhas recursos externos de que não careças. Não desprezes lição alguma. Começa a luta de cada dia, com o deslumbramento de quem observa a beleza terrestre pela primeira vez e agradece a paz da noite como quem se despede do mundo para transferir-se de residência.

Ama pela glória de amar.

Serve sem prender-te.

Lembra-te de que amanhã restituirás à vida o que a vida te emprestou, em nome de Deus, e que os tesouros de teu Espírito serão apenas aqueles que houveres amealhado em ti próprio, no campo da educação e das boas obras."


Para (Mt. 6:25-34), - A Divina Providência - lemos em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Alan Kardec, o que se segue:


"Essas palavras, tomadas ao pé da letra, seriam a negação de toda previdência, de todo trabalho e, por conseguinte, de todo o progresso. Com semelhante princípio, o homem se reduziria a uma passividade expectante; suas forças físicas e intelectuais estariam inativas; se tal tivesse sido sua condição moral na Terra, não teria jamais saído do estado primitivo, e se dela fizesse sua lei atual, não teria mais senão viver sem nada fazer. Tal não pode ter sido o pensamento de Jesus, porque estaria em contradição com o que disse em outro lugar, e mesmo com as leis da Natureza. Deus criou o homem sem roupa e sem abrigo, mas deu-lhe a inteligência para fabricá-los.

Não se deve, pois, ver nessas palavras senão uma poética alegoria da Providência, que não abandona jamais aqueles que colocam nela sua confiança, mas quer que trabalhem de seu lado. Se ela não vem sempre em sua ajuda por um socorro material, inspira as ideias com as quais se acham os meios de se livrar da dificuldade."




Doe para continuarmos nossa obra:

Gostou?
Então contribua com qualquer valor
Use a chave PIX ou o QR Code abaixo
(Stresser Mídias Digitais - CNPJ: 49.755.235/0001-82)

O Sulpost é um veículo de mídia independente e nossas publicações podem ser reproduzidas desde que citando a fonte com o link do site: https://sulpost.blogspot.com/. Sua contribuição é essencial para a continuidade do nosso trabalho.