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domingo, 25 de outubro de 2020

Meditando a Bíblia: Mateus 22:34-40

Jesus: amar Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo


"34. E os fariseus, ouvindo que ele fizera emudecer os saduceus, reuniram-se no mesmo lugar.  35. E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo:  36. Mestre, qual é o grande mandamento na lei?  37. E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.  38. Este é o primeiro e grande mandamento.  39. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.  40. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas."    Mateus 22:34-40


"34. E os fariseus, ouvindo que ele fizera emudecer os saduceus, reuniram-se no mesmo lugar.

35. E um deles, doutor da lei, interrogou-o para o experimentar, dizendo:

36. Mestre, qual é o grande mandamento na lei?

37. E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento.

38. Este é o primeiro e grande mandamento.

39. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.

40. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas."


Mateus 22:34-40

Evangelho segundo Mateus - Bíblia Sagrada - Versão ACF - Almeida Corrigida Fiel


Como viver estas palavras em nosso dia a dia?


Deus nos deixou este texto para que cada um tire suas próprias conclusões, pois aí se encerra grande conhecimento na Lei maior que é a do AMOR.

Minha compreensão dessa passagem importantíssima do Evangelho é de que amar ao Senhor, nosso Deus, de todo nosso coração, alma e pensamento é amar o Criador e toda sua obra. Amar Deus do fundo dos nossos corações nos emociona, aquece a fé, traz uma profunda admiração por toda forma de vida e pela natureza.

Amar a criação é amar ao Criador e amar ao criador é amar a criação. Não há amor sem respeito, cuidado, carinho, admiração, contemplação, atenção, presença, e louvor. 

Para amar ao próximo como a nós mesmos, precisamos primeiramente nos amar, e para tanto, por tanto, amar toda criação, amando em primeiro lugar a Deus. Assim conseguimos exercer o amor próprio para então poder distribuir este amor, pois como poderemos dar uma coisa que não possuímos?


Ame-se e então ame!


Espalhando o amor por toda Terra a vida terá mais sabor, novos tempos nascerão e as pessoas de mãos dadas rumarão juntas em direção ao progresso, à evolução espiritual, moral e social de toda a humanidade.

Deus vive dentro de todos nós e amar ao Senhor também é amar-se, é amar a natureza, é amar toda criação, todos os seres animados e inanimados, visíveis e invisíveis.

Com amor no coração nos sintonizamos com a fonte de toda criação, com o Cristo Cósmico que está em tudo e em toda parte, que tudo vê, tudo sabe e de onde emana todo poder.

O Cristo é o caminho, a verdade e a vida e se ninguém vai ao Pai se não por Ele. A porta para este caminho de verdade, paz e bem está dentro de cada um de nós e a chave para abrir esta porta acessarmos este caminho é o AMOR.

Acredito que embora as religiões sejam muitas, DEUS é UM só, e Seu Espírito se manifesta em tudo, em todos, em toda parte. Isto é lindo! Com a conexão desta compreensão ao momento presente, um amor profundo, por tudo e por todos, nasce, cresce e vive para sempre dentro de nós, ao nosso redor, em toda parte com Deus permanecendo sempre dentro de nós e caminhando ao nosso lado. Lembre-se, somos todos irmãos!

Com amor, Seu Irmão, Ronald 𓂀



terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Meditando o Evangelho: Mateus 6:25-34 (Interpretação Espírita)

Para  Mt  (6:25) - Não é a vida mais que o alimento? - leiamos “Palavras de Vida Eterna”, de Emmanuel por Chico Xavier:    "Aconselha-te com a prudência para que teu passo não ceda à loucura.  Há milhares de pessoas que efetuam a romagem carnal, amontoando posses exteriores, à gana de ilusória evidência. Senhoreiam terras que não cultivam. Acumulam ouro sem proveito. Guardam larga cópia de vestimenta sem qualquer utilidade. Retém grandes arcas de pão que os vermes devoram. Disputam remunerações e vantagens de que não necessitam.  E, imobilizam-se no medo ou no tédio, no capricho maligno ou nas doenças imaginárias, até que  a morte lhes reclama a devolução do próprio corpo.  Não olvides, assim, a tua condição de usufrutuário do mundo e aprende a conservar no próprio íntimo os valores da Grande Vida.  Vale-te dos bens passageiros para estender o bem eterno. Aproveita os obstáculos para incorporar a riqueza da experiência. Não retenhas recursos externos de que não careças. Não desprezes lição alguma. Começa a luta de cada dia, com o deslumbramento de quem observa a beleza terrestre pela primeira vez e agradece a paz da noite como quem se despede do mundo para transferir-se de residência.  Ama pela glória de amar.  Serve sem prender-te.  Lembra-te de que amanhã restituirás à vida o que a vida te emprestou, em nome de Deus, e que os tesouros de teu espírito serão apenas aqueles que houveres amealhado em ti próprio, no campo da educação e das boas obras."    Para Mt (6:25-34), - A Divina Providência - lemos em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Alan Kardec, o que se segue:   "Essas palavras, tomadas ao pé da letra, seriam a negação de toda previdência, de todo trabalho e, por conseguinte, de todo o progresso. Com semelhante princípio, o homem se reduziria a uma passividade expectante; suas forças físicas e intelectuais estariam inativas; se tal tivesse sido sua condição moral na Terra, não teria jamais saído do estado primitivo, e se dela fizesse sua lei atual, não teria mais senão viver sem nada fazer. Tal não pode ter sido o pensamento de Jesus, porque estaria em contradição com o que disse em outro lugar, e mesmo com as leis da Natureza. Deus criou o homem sem roupa e sem abrigo, mas deu-lhe a inteligência para fabricá-los.  Não se deve, pois, ver nessas palavras senão uma poética alegoria da Providência, que não abandona jamais aqueles que colocam nela sua confiança, mas quer que trabalhem de seu lado. Se ela não vem sempre em sua ajuda por um socorro material, inspira as ideias com as quais se acham os meios de se livrar da dificuldade."

25. Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?

26. Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?

27. E qual de vós poderá, com todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura?

28. E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam;

29. E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.

30. Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé?

31. Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos?

32. Porque todas estas coisas os gentios procuram. Decerto vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas;

33. Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.

34. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.


Mateus 6:25-34


Para  (Mt. 6:25) - Não é a vida mais que o alimento? - leiamos “Palavras de Vida Eterna”, de Emmanuel por Chico Xavier:


"Aconselha-te com a prudência para que teu passo não ceda à loucura.

Há milhares de pessoas que efetuam a romagem carnal, amontoando posses exteriores, à gana de ilusória evidência. Senhoreiam terras que não cultivam. Acumulam ouro sem proveito. Guardam larga cópia de vestimenta sem qualquer utilidade. Retém grandes arcas de pão que os vermes devoram. Disputam remunerações e vantagens de que não necessitam.

E, imobilizam-se no medo ou no tédio, no capricho maligno ou nas doenças imaginárias, até que  a morte lhes reclama a devolução do próprio corpo.

Não olvides, assim, a tua condição de usufrutuário do mundo e aprende a conservar no próprio íntimo os valores da Grande Vida.

Vale-te dos bens passageiros para estender o bem eterno. Aproveita os obstáculos para incorporar a riqueza da experiência. Não retenhas recursos externos de que não careças. Não desprezes lição alguma. Começa a luta de cada dia, com o deslumbramento de quem observa a beleza terrestre pela primeira vez e agradece a paz da noite como quem se despede do mundo para transferir-se de residência.

Ama pela glória de amar.

Serve sem prender-te.

Lembra-te de que amanhã restituirás à vida o que a vida te emprestou, em nome de Deus, e que os tesouros de teu Espírito serão apenas aqueles que houveres amealhado em ti próprio, no campo da educação e das boas obras."


Para (Mt. 6:25-34), - A Divina Providência - lemos em “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de Alan Kardec, o que se segue:


"Essas palavras, tomadas ao pé da letra, seriam a negação de toda previdência, de todo trabalho e, por conseguinte, de todo o progresso. Com semelhante princípio, o homem se reduziria a uma passividade expectante; suas forças físicas e intelectuais estariam inativas; se tal tivesse sido sua condição moral na Terra, não teria jamais saído do estado primitivo, e se dela fizesse sua lei atual, não teria mais senão viver sem nada fazer. Tal não pode ter sido o pensamento de Jesus, porque estaria em contradição com o que disse em outro lugar, e mesmo com as leis da Natureza. Deus criou o homem sem roupa e sem abrigo, mas deu-lhe a inteligência para fabricá-los.

Não se deve, pois, ver nessas palavras senão uma poética alegoria da Providência, que não abandona jamais aqueles que colocam nela sua confiança, mas quer que trabalhem de seu lado. Se ela não vem sempre em sua ajuda por um socorro material, inspira as ideias com as quais se acham os meios de se livrar da dificuldade."




segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Epístola de São Judas Tadeu (Carta de Judas)

1. Judas, servo de Jesus Cristo, irmão de Tiago, aos eleitos amados em Deus Pai e conservados por Jesus Cristo:  2. a misericórdia, a paz e o amor vos sejam dados copiosamente.  3. Caríssimos, desejando vivamente escrever-vos acerca de nossa comum salvação, senti a necessidade de fazê-lo exortando a combaterdes pela fé, que uma vez para sempre foi dada aos santos.  4. Porque dissimuladamente se introduziram alguns homens, já desde tempos antigos, destinados a esta condenação, ímpios que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam nosso único soberano e Senhor, Jesus Cristo.  5. Embora saibais tudo, quero, não obstante, lembrar-vos uma vez por todas que o Senhor, depois de salvar o povo do Egito, fez perecer, a seguir, os incrédulos.  6. Os anjos que não guardaram sua dignidade e abandonaram seu domicílio, ele os guardou presos com cadeias eternas nas trevas para o julgamento do grande dia.  7. Da mesma forma Sodoma e Gomorra e as cidades vizinhas, que, como elas, cometeram imoralidades, correndo atrás dos vícios contra a natureza, servem como advertência, agora que sofrem a pena de um fogo eterno.  8. Assim também eles num louco desvario mancham o próprio corpo, menosprezam a soberania de Deus e blasfemam dos seres angélicos.  9. O Arcanjo Miguel, quando discutia com o diabo, disputando-lhe o corpo de Moisés, não se atreveu a proferir um juízo de blasfêmia mas disse: Repreenda-te o Senhor.  10. Estes, no entanto, blasfemam de tudo que ignoram. E se corrompem mesmo naquilo que, à maneira de animais irracionais, só conhecem de modo instintivo.  11. Ai deles, porque andaram pelo caminho de Caim e, pelo amor do lucro, caíram no erro de Balaão e pereceram na revolta de Coré!  12. Eles são a vergonha de vossos banquetes. Banqueteiam-se convosco sem vergonha nenhuma, apascentando-se a si mesmos. São nuvens sem água arrastadas pelo vento. São árvores no fim do outono sem fruto algum, duas vezes mortas, sem raízes.  13. São ondas furiosas do mar, que lançam a espuma de suas impurezas. Astros errantes, aos quais está reservada a escuridão das trevas para sempre.  14. É deles que Henoc, o sétimo patriarca desde Adão, profetizou, dizendo: “Eis que vem o Senhor com suas santas miríades,  15. para exercer um juízo contra todos e convencer todos os ímpios de todas as impiedades que praticaram e de todas as palavras duras que os pecadores ímpios falaram contra ele”.  16. São murmuradores, queixosos, que andam segundo suas paixões, cuja boca fala arrogâncias e que adulam as pessoas por interesse.  17. Vós, caríssimos, lembrai-vos do que foi predito pelos apóstolos de Nosso Senhor Jesus Cristo.  18. Eles vos diziam: “No final dos tempos haverá zombadores que andarão segundo seus ímpios desejos”.  19. Estes são os que fomentam as divisões. Vivem à mercê dos instintos, e não têm o Espírito.  20. Vós, porém, caríssimos, edificando-vos pela vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo,  21. conservai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de Nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna.  22. Para uns exercei vossa misericórdia, pois que ainda vacilam.  23. A outros salvai, arrancando-os do fogo. Dos outros compadecei-vos com temor, execrando até a túnica contaminada por sua carne.  24. Àquele que pode guardar-vos da queda e apresentar-vos irrepreensíveis e com alegria perante a sua glória,  25. ao único Deus, Salvador nosso, por Jesus Cristo Nosso Senhor, seja a glória, a magnificência, o império e o poder, desde antes de todo tempo e agora e por todos os séculos Amém.


São Judas é apontado, segundo a tradição eclesiástica, como sendo o autor da epístola canônica que traz o seu nome. Ao que parece, essa carta foi dirigida aos judeus cristãos da Palestina, pouco depois da destruição da cidade de Jerusalém, quando a maioria dos apóstolos já havia falecido. O breve escrito de São Judas Tadeu é uma severa advertência contra os falsos mestres e um convite a manter a pureza da fé.

A carta de Judas foi escrita por um homem apaixonado e preocupado com a pureza da fé cristã e a boa reputação do povo cristão. O escritor diz que ele planejava escrever uma carta diferente, mas ouvindo os pontos de vista errados de falsos professores da comunidade cristã ele urgentemente escreveu esta carta para alertar a igreja para acautelar-se contra eles.

A tradição ocidental baseada nos contos apócrifos da “Paixão de Simão e Judas” diz que após pregarem no Egito, Simão juntou se a Judas e foram em missões para a Pérsia. Lendas do século sexto descrevem o martírio de ambos Simão e Judas na Pérsia, na cidade de Sufian (Siani); embora a tradição oriental diz que Simão morreu pacificamente em Edessa. Como São Tadeu, São Judas Tadeu tem sido confundido também com Santo Addai na Mesopotâmia.


A Epístola de São Judas Tadeu (Judas 1)


"1. Judas, servo de Jesus Cristo, irmão de Tiago, aos eleitos amados em Deus Pai e conservados por Jesus Cristo:

2. a misericórdia, a paz e o amor vos sejam dados copiosamente.

3. Caríssimos, desejando vivamente escrever-vos acerca de nossa comum salvação, senti a necessidade de fazê-lo exortando a combaterdes pela fé, que uma vez para sempre foi dada aos santos.

4. Porque dissimuladamente se introduziram alguns homens, já desde tempos antigos, destinados a esta condenação, ímpios que transformam em libertinagem a graça de nosso Deus e negam nosso único soberano e Senhor, Jesus Cristo.

5. Embora saibais tudo, quero, não obstante, lembrar-vos uma vez por todas que o Senhor, depois de salvar o povo do Egito, fez perecer, a seguir, os incrédulos.

6. Os anjos que não guardaram sua dignidade e abandonaram seu domicílio, ele os guardou presos com cadeias eternas nas trevas para o julgamento do grande dia.

7. Da mesma forma Sodoma e Gomorra e as cidades vizinhas, que, como elas, cometeram imoralidades, correndo atrás dos vícios contra a natureza, servem como advertência, agora que sofrem a pena de um fogo eterno.

8. Assim também eles num louco desvario mancham o próprio corpo, menosprezam a soberania de Deus e blasfemam dos seres angélicos.

9. O Arcanjo Miguel, quando discutia com o diabo, disputando-lhe o corpo de Moisés, não se atreveu a proferir um juízo de blasfêmia mas disse: Repreenda-te o Senhor.

10. Estes, no entanto, blasfemam de tudo que ignoram. E se corrompem mesmo naquilo que, à maneira de animais irracionais, só conhecem de modo instintivo.

11. Ai deles, porque andaram pelo caminho de Caim e, pelo amor do lucro, caíram no erro de Balaão e pereceram na revolta de Coré!

12. Eles são a vergonha de vossos banquetes. Banqueteiam-se convosco sem vergonha nenhuma, apascentando-se a si mesmos. São nuvens sem água arrastadas pelo vento. São árvores no fim do outono sem fruto algum, duas vezes mortas, sem raízes.

13. São ondas furiosas do mar, que lançam a espuma de suas impurezas. Astros errantes, aos quais está reservada a escuridão das trevas para sempre.

14. É deles que Henoc, o sétimo patriarca desde Adão, profetizou, dizendo: “Eis que vem o Senhor com suas santas miríades,

15. para exercer um juízo contra todos e convencer todos os ímpios de todas as impiedades que praticaram e de todas as palavras duras que os pecadores ímpios falaram contra ele”.

16. São murmuradores, queixosos, que andam segundo suas paixões, cuja boca fala arrogâncias e que adulam as pessoas por interesse.

17. Vós, caríssimos, lembrai-vos do que foi predito pelos apóstolos de Nosso Senhor Jesus Cristo.

18. Eles vos diziam: “No final dos tempos haverá zombadores que andarão segundo seus ímpios desejos”.

19. Estes são os que fomentam as divisões. Vivem à mercê dos instintos, e não têm o Espírito.

20. Vós, porém, caríssimos, edificando-vos pela vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo,

21. conservai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de Nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna.

22. Para uns exercei vossa misericórdia, pois que ainda vacilam.

23. A outros salvai, arrancando-os do fogo. Dos outros compadecei-vos com temor, execrando até a túnica contaminada por sua carne.

24. Àquele que pode guardar-vos da queda e apresentar-vos irrepreensíveis e com alegria perante a sua glória,

25. ao único Deus, Salvador nosso, por Jesus Cristo Nosso Senhor, seja a glória, a magnificência, o império e o poder, desde antes de todo tempo e agora e por todos os séculos Amém."



sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Meditando a Bíblia: "A parábola dos vinhateiros homicidas"

Meditando a Bíblia: "A parábola dos vinhateiros homicidas" - Mateus 21:33-43 - Com a famosa parábola dos vinhateiros homicidas, Jesus anuncia a sua morte próxima pelas mãos dos doutores da lei e as consequências desse homicídio para o povo eleito que, em vez de dar bons frutos de justiça, produz 'injustiça e iniquidade.' (Is. 5, 7).    Cristo os adverte: 'O Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos' (v. 43). E, compreendendo que era deles que Jesus falava, procuram prendê-lo e matá-lo. De que modo podemos aplicar esse ensinamento de Jesus à nossa vida?

"33. Ouvi, aina, outra parábola: Houve um homem, pai de família, que plantou uma vinha, e circundou-a de um valado, e construiu nela um lagar, e edificou uma torre, e arrendou-a a uns lavradores, e ausentou-se para longe.

34. E, chegando o tempo dos frutos, enviou os seus servos aos lavradores, para receber os seus frutos.

35 E os lavradores, apoderando-se dos servos, feriram um, mataram outro, e apedrejaram outro.

36 Depois enviou outros servos, em maior número do que os primeiros; e eles fizeram-lhes o mesmo.

37. E, por último, enviou-lhes seu filho, dizendo: Terão respeito a meu filho.

38. Mas os lavradores, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo, e apoderemo-nos da sua herança.

39. E, lançando mão dele, o arrastaram para fora da vinha, e o mataram.

40. Quando, pois, vier o senhor da vinha, que fará àqueles lavradores?

41. Dizem-lhe eles: Dará afrontosa morte aos maus, e arrendará a vinha a outros lavradores, que a seu tempo lhe dêem os frutos.

42. Diz-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra, que os edificadores rejeitaram, essa foi posta por cabeça do ângulo; pelo Senhor foi feito isto, E é maravilhoso aos nossos olhos?

43. Portanto, eu vos digo que o reino de Deus vos será tirado, e será dado a uma nação que dê os seus frutos."

Mateus 21:33-43


Meditação da Palavra na parábola dos vinhateiros homicidas


Com a famosa parábola dos vinhateiros homicidas, Jesus anuncia a sua morte próxima pelas mãos dos doutores da lei e as consequências desse homicídio para o povo eleito que, em vez de dar bons frutos de justiça, produz 'injustiça e iniquidade.' (Is. 5, 7).


Cristo os adverte: 'O Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos' (v. 43). E, compreendendo que era deles que Jesus falava, procuram prendê-lo e matá-lo.


De que modo podemos aplicar esse ensinamento de Jesus à nossa vida?


A parábola dos vinhateiros homicidas foi inspirada no capítulo 5 do livro do profeta Isaías, como em Mateus 21: ambas falam da vinha de um amigo, cujos empregados não a cultivaram com o devido zelo e, por isso, foram punidos pelo dono.


O texto de Isaías é um cântico de amor onde Deus manifesta todo o seu carinho pela humanidade. Nele vemos a benevolência do Senhor para com o povo de Israel, bem como do seu amor não correspondido: 'Israel era ainda criança, e já eu o amava, e do Egito chamei meu filho. Mas, quanto mais os chamei, mais se afastaram; ofereceram sacrifícios aos Baal e queimaram ofertas aos ídolos.' (Os. 11, 1).


Esta parábola nos ensina justamente como é um relacionamento de amor. Uma pessoa que ama procura demonstrar o amor por meio de ações concretas e constantes. Deus agiu na história em favor dos homens. Ocorre, porém, que não acreditamos nesse amor, se não tivemos fé. E só pode ser amado quem acredita no amor, e sem fé não se pode receber amor de ninguém.


O povo de Israel, porém, via apenas as exigências da religião, apenas as leis. Deus, então, envia-lhe os profetas, a fim de recordar-lhe o significado de sua Palavra e o quanto Ele o amava.


Além disso, retira também parte de seu favor para que Israel perceba a própria debilidade; perceba que, sem o auxílio divino, não é capaz de nenhum bem: 'Vou desmanchar a cerca, e ela será devastada; vou derrubar o muro, e ela será pisoteada. Vou deixá-la inculta e selvagem: ela não será podada nem lavrada, espinhos e sarças tomarão conta dela; não deixarei as nuvens derramarem a chuva sobre ela.' (Is. 5, 5).


Então, Deus envia seu filho para ser o novo coração do homem, um coração capaz de entender sua Palavra e de receber o seu divino amor. Mas esse filho é não somente rejeitado, mas açoitado até a morte pelo povo escolhido e amado.


Com a parábola dos vinhateiros homicidas, Jesus interpreta o papel de Natã e, colocando os fariseus diante de uma história de vergonhosa injustiça, faz com eles o que o profeta fez com Davi, cujo comportamento pecaminoso era o mesmo do personagem iníquo da história que lhe fora contada. Assim como Davi, os fariseus se dão conta da perversidade de seus atos. Mas, ao contrário do rei, não se arrependem, pois são ingratos.


Os corações dos fariseus se endurecem pela falta de fé e não aceitam as palavras salvadoras de Jesus. O mesmo pode acontecer conosco se não pedirmos a Deus a graça de um novo coração, como cumprimento da promessa de Ezequiel: 'Dar-vos-ei um coração novo e em vós porei um espírito novo; tirar-vos-ei do peito o coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne' (Ez. 36, 26). Como recorda-nos o apóstolo São Paulo: 'O justo vive pela fé' (Rm. 1, 17).


Portanto devemos agradecer diariamente a Deus, imitando os passos de São Francisco, cuja memória é celebrada no dia 4 de outubro. Ele, que se lamentava pelo amor que não era amado, procurou viver esse amor em cada gesto, em cada ocasião. Peçamos também à Virgem Maria, o dom de amar seu Filho Jesus com todo o nosso coração, pois 'nunca se ouviu dizer que algum daqueles que têm a vós recorrido, fosse por vós abandonado'.


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sábado, 7 de setembro de 2013

Meditando a Bíblia: 1 Coríntios 15:50-55

"50 E agora digo isto, irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção.  51 Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados;  52 Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.  53 Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade.  54 E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória.  55 Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?"

"50 E agora digo isto, irmãos: que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herdar a incorrupção.

51 Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados;

52 Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.

53 Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade.

54 E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que está escrita: Tragada foi a morte na vitória.

55 Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória?"

1 Coríntios 15:50-55

Fonte: Bíblia Sagrada Almeida Corrigida Fiel: (ACF) '1 Coríntios'



domingo, 17 de março de 2013

A Transfiguração de Jesus Cristo: Marcos 9, 2-10

"O Evangelho de São Marcos (Mc 9, 2-10) nos convida a contemplar a transfiguração de Jesus. É um convite para nos lembrar, especialmente quando atravessamos uma prova difícil, que o Senhor Ressuscitou e não permite que a escuridão tenha a última palavra."

Papa Francisco


"2 E seis dias depois Jesus tomou consigo a Pedro, a Tiago, e a João, e os levou sós, em particular, a um alto monte; e transfigurou-se diante deles;  3 E as suas vestes tornaram- se resplandecentes, extremamente brancas como a neve, tais como nenhum lavadeiro sobre a terra as poderia branquear.  4 E apareceu-lhes Elias, com Moisés, e falavam com Jesus.  5 E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Mestre, é bom que estejamos aqui; e façamos três cabanas, uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias.  6 Pois não sabia o que dizia, porque estavam assombrados.  7 E desceu uma nuvem que os cobriu com a sua sombra, e saiu da nuvem uma voz que dizia: Este é o meu filho amado; a ele ouvi.  8 E, tendo olhado em redor, ninguém mais viram, senão só Jesus com eles.  9 E, descendo eles do monte, ordenou-lhes que a ninguém contassem o que tinham visto, até que o Filho do homem ressuscitasse dentre os mortos.  10 E eles retiveram o caso entre si, perguntando uns aos outros que seria aquilo, ressuscitar dentre os mortos."

Palavras da Salvação


2 E seis dias depois Jesus tomou consigo a Pedro, a Tiago, e a João, e os levou sós, em particular, a um alto monte; e transfigurou-se diante deles;

3 E as suas vestes tornaram- se resplandecentes, extremamente brancas como a neve, tais como nenhum lavadeiro sobre a terra as poderia branquear.

4 E apareceu-lhes Elias, com Moisés, e falavam com Jesus.

5 E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Mestre, é bom que estejamos aqui; e façamos três cabanas, uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias.

6 Pois não sabia o que dizia, porque estavam assombrados.

7 E desceu uma nuvem que os cobriu com a sua sombra, e saiu da nuvem uma voz que dizia: Este é o meu filho amado; a ele ouvi.

8 E, tendo olhado em redor, ninguém mais viram, senão só Jesus com eles.

9 E, descendo eles do monte, ordenou-lhes que a ninguém contassem o que tinham visto, até que o Filho do homem ressuscitasse dentre os mortos.

10 E eles retiveram o caso entre si, perguntando uns aos outros que seria aquilo, ressuscitar dentre os mortos.


Marcos 9:2-10


Meditação do Evangelho de Marcos, a Transfiguração de Jesus


A Celebração da Transfiguração de Jesus em Cristo remonta ao século V, no Oriente. Na Idade Média estendeu-se por toda a Igreja, em seguida por todas as comunidades cristãs.  Pedro, João e Tiago viram Jesus se transfigurar diante deles! Seu corpo ficou luminoso e suas vestes resplandecentes. Com isto foi manifestado aos discípulos que Jesus era realmente o Cristo, Filho e enviado de Deus.  Jesus é o cumprimento das promessas de Deus; é Deus conosco. Manifestação da ternura e misericórdia do Pai entre a humanidade. A sua paixão e morte não foram o fim, pois tudo se engrandeceu em sentido quando Deus o ressuscitou dos mortos e lhe deu assento à Sua direita, em toda Sua glória.  Tudo isto é contado através dos séculos de maneira clara – Luz, brancura, glória, nuvem… e a presença de Deus. Jesus nos revela um Deus surpreendente e Glorioso. Nos mostrando que o caminho para a Glória é o caminho da Cruz, da paixão e morte, da entrega total de Sua vida pelo perdão das faltas morais de todos nós.  Já o profeta Daniel ficou surpreendido, de ver entrar na glória e receber uma realeza divina, com poder eterno, alguém semelhante a qualquer filho do homem. Mas teve que passar pela cova de leões.  Surpreendidos ficaram também os três apóstolos no Monte Tabor ao verem Jesus tão divinamente transfigurado, estando precisamente a rezar preocupado, como qualquer homem, com o que ia sofrer em Jerusalém.  Na meditação de hoje, comente realizada por todos os cristãos no segundo domingo da quaresma, o Apóstolo descreve no Evangelho que Jesus levou consigo Pedro, Tiago e João a um monte elevado e se transfigurou diante deles, tornando-se resplandecente de tal brancura que "lavadeiro algum da terra poderia branquear as suas vestes assim".   É neste mistério de Luz para o qual somos convidados a fixar nosso olhar. No rosto transfigurado de Jesus brilha um raio da Luz divina que Ele conservava no seu íntimo. Esta mesma Luz resplandeceu no rosto de Cristo no dia da Ressurreição, tornando-se eterna, pois trouxe a revelação da confirmação da presença do Cristo entre nós. A vida que veio salvar a humanidade em forma humana, mas que vive e reina do alfa ao ômega, pelos séculos dos séculos, do incriado e indestrutível Todo Poderoso Imperador do Mundo.  Neste sentido, a Transfiguração manifesta-se como uma antecipação daquilo que nós nos revestiremos quando tudo se consumar em todos. Aí celebraremos o mistério pascal.  A Transfiguração convida-nos a abrir os olhos do coração para o mistério da Luz de Deus, presente em toda a história da salvação. Já no início da criação, o Todo-Poderoso diz: "Faça-se a Luz!" (Gn 1, 3), e verifica-se a separação entre a Luz e as trevas.   Esta Luz é um sinal que revela algo de Deus: é como o reflexo da sua glória, que acompanha as suas manifestações. Quando Deus aparece, "o seu esplendor é como a Luz, das suas mãos saem raios" (Hab 3, 4 s.). Como se afirma nos Salmos, a Luz é o manto com que Deus se reveste (cf. Sl 104, 2).  No Livro da Sabedoria, o simbolismo da Luz é utilizado para descrever a própria essência de Deus: a sabedoria, efusão da glória de Deus, é "um reflexo da Luz eterna", superior a todas as Luzes criadas (cf. Sb 7, 26.29 s.). No Novo Testamento, é Cristo que constitui a plena manifestação da Luz de Deus. A sua Ressurreição aboliu para sempre o poder das trevas do mal.  Com Cristo ressuscitado a verdade e o amor triunfam sobre a mentira e as graves faltas morais. Nele, a Luz de Deus já ilumina definitivamente a vida dos homens e o percurso da história. "Eu sou a Luz do mundo" afirma Ele no Evangelho "Quem me segue não caminhará nas trevas, mas terá a Luz da vida" (Jo 8, 12).  Marcos, em seu Evangelho recorre a elementos simbólicos do Antigo Testamento, faz uma catequese sobre Jesus, o Cristo, Filho amado de Deus, que concretiza o seu projeto libertador em favor dos homens através do dom da vida.   A ti que muitas vezes estás, desanimado e assustado, Jesus diz: o caminho do dom da vida não conduz ao fracasso, mas à vida plena e definitiva. Segui-l'O é a garantia da vitória final e definitiva.  Portanto, nesta meditação realizada anualmente no segundo Domingo da Quaresma, a Palavra de Deus define o caminho que o verdadeiro discípulo deve seguir para chegar à vida nova, renascendo em Cristo. E este não é senão o caminho da escuta atenta de Deus e dos seus projetos, o caminho do amor à obediência que todos devemos ter aos planos do Pai.  Que a exemplo de Cristo possamos todos nos transfigurar, deixando nossos erros no passado e levando a partir de agora uma vida digna, seguindo os preceitos morais elevados do Cristo, a palavra de Deus, e renascendo para uma vida nova, repleta de Alegria, Paz, Luz e Bem. Meditemos: para que sofrer se podemos viver uma vida repleta de milagres, bençãos e bem-aventurança?  Lembre-se que Deus já está dento de nós, a única coisa que precisamos fazer é segui-l'O, ao invés de ir atrás das ilusões distópicas colocadas pela ilusão da matéria e dos efêmeros prazeres hedonistas. Pois, em verdade: "O reino de Deus está dentro de nós." (Lc. 17:21)

A Celebração da Transfiguração de Jesus em Cristo remonta ao século V, no Oriente. Na Idade Média estendeu-se por toda a Igreja, em seguida por todas as comunidades cristãs.

Pedro, João e Tiago viram Jesus se transfigurar diante deles! Seu corpo ficou luminoso e suas vestes resplandecentes. Com isto foi manifestado aos discípulos que Jesus era realmente o Cristo, Filho e enviado de Deus.

Jesus é o cumprimento das promessas de Deus; é Deus conosco. Manifestação da ternura e misericórdia do Pai entre a humanidade. A sua paixão e morte não foram o fim, pois tudo se engrandeceu em sentido quando Deus o ressuscitou dos mortos e lhe deu assento à Sua direita, em toda Sua glória.

Tudo isto é contado através dos séculos de maneira clara – Luz, brancura, glória, nuvem… e a presença de Deus. Jesus nos revela um Deus surpreendente e Glorioso. Nos mostrando que o caminho para a Glória é o caminho da Cruz, da paixão e morte, da entrega total de Sua vida pelo perdão das faltas morais de todos nós.

Já o profeta Daniel ficou surpreendido, de ver entrar na glória e receber uma realeza divina, com poder eterno, alguém semelhante a qualquer filho do homem. Mas teve que passar pela cova de leões.

Surpreendidos ficaram também os três apóstolos no Monte Tabor ao verem Jesus tão divinamente transfigurado, estando precisamente a rezar preocupado, como qualquer homem, com o que ia sofrer em Jerusalém.

Na meditação de hoje, comente realizada por todos os cristãos no segundo domingo da quaresma, o Apóstolo descreve no Evangelho que Jesus levou consigo Pedro, Tiago e João a um monte elevado e se transfigurou diante deles, tornando-se resplandecente de tal brancura que "lavadeiro algum da terra poderia branquear as suas vestes assim". 

É neste mistério de Luz para o qual somos convidados a fixar nosso olhar. No rosto transfigurado de Jesus brilha um raio da Luz divina que Ele conservava no seu íntimo. Esta mesma Luz resplandeceu no rosto de Cristo no dia da Ressurreição, tornando-se eterna, pois trouxe a revelação da confirmação da presença do Cristo entre nós. A vida que veio salvar a humanidade em forma humana, mas que vive e reina do alfa ao ômega, pelos séculos dos séculos, do incriado e indestrutível Todo Poderoso Imperador do Mundo.

Neste sentido, a Transfiguração manifesta-se como uma antecipação daquilo que nós nos revestiremos quando tudo se consumar em todos. Aí celebraremos o mistério pascal.

A Transfiguração convida-nos a abrir os olhos do coração para o mistério da Luz de Deus, presente em toda a história da salvação. Já no início da criação, o Todo-Poderoso diz: "Faça-se a Luz!" (Gn 1, 3), e verifica-se a separação entre a Luz e as trevas. 

Esta Luz é um sinal que revela algo de Deus: é como o reflexo da sua glória, que acompanha as suas manifestações. Quando Deus aparece, "o seu esplendor é como a Luz, das suas mãos saem raios" (Hab 3, 4 s.). Como se afirma nos Salmos, a Luz é o manto com que Deus se reveste (cf. Sl 104, 2).

No Livro da Sabedoria, o simbolismo da Luz é utilizado para descrever a própria essência de Deus: a sabedoria, efusão da glória de Deus, é "um reflexo da Luz eterna", superior a todas as Luzes criadas (cf. Sb 7, 26.29 s.). No Novo Testamento, é Cristo que constitui a plena manifestação da Luz de Deus. A sua Ressurreição aboliu para sempre o poder das trevas do mal.

Com Cristo ressuscitado a verdade e o amor triunfam sobre a mentira e as graves faltas morais. Nele, a Luz de Deus já ilumina definitivamente a vida dos homens e o percurso da história. "Eu sou a Luz do mundo" afirma Ele no Evangelho "Quem me segue não caminhará nas trevas, mas terá a Luz da vida" (Jo 8, 12).

Marcos, em seu Evangelho recorre a elementos simbólicos do Antigo Testamento, faz uma catequese sobre Jesus, o Cristo, Filho amado de Deus, que concretiza o seu projeto libertador em favor dos homens através do dom da vida. 

A ti que muitas vezes estás, desanimado e assustado, Jesus diz: o caminho do dom da vida não conduz ao fracasso, mas à vida plena e definitiva. Segui-l'O é a garantia da vitória final e definitiva.

Portanto, nesta meditação realizada anualmente no segundo Domingo da Quaresma, a Palavra de Deus define o caminho que o verdadeiro discípulo deve seguir para chegar à vida nova, renascendo em Cristo. E este não é senão o caminho da escuta atenta de Deus e dos seus projetos, o caminho do amor à obediência que todos devemos ter aos planos do Pai.

Que a exemplo de Cristo possamos todos nos transfigurar, deixando nossos erros no passado e levando a partir de agora uma vida digna, seguindo os preceitos morais elevados do Cristo, a palavra de Deus, e renascendo para uma vida nova, repleta de Alegria, Paz, Luz e Bem. Meditemos: para que sofrer se podemos viver uma vida repleta de milagres, bençãos e bem-aventurança?

Lembre-se que Deus já está dento de nós. A única coisa que precisamos fazer para ouvi-l'O é entrar em sintonia com ele através da voz interior dita por nossa própria consciência, ao invés de ir atrás das ilusões distópicas colocadas pela ilusão da matéria e dos efêmeros prazeres hedonistas. Pois, em verdade: "O reino de Deus está dentro de nós." (Lc. 17:21)


Recomendado: ter o Evangelho sempre à mão, para leitura e meditação...


Fonte: Twitter oficial do Papa Francisco (@Pontifex_pt) - Evangelho de São Marcos - Adaptação livre de texto da homilia diária - destinada ao segundo domingo da Quaresma - do site "Canção Nova": página eletrônica mantida pelos Irmãos Salesianos, com muito amor, para a propagação da fé em Cristo e divulgação da Sua palavra - Adaptação feita com a finalidade de estudo e meditação do Evangelho - Imagens: divulgação/internet (Mc 9, 2-10).



terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Meditando a Bíblia: Habacuque 1

"1 O peso que viu o profeta Habacuque.  2 Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! e não salvarás?  3 Por que razão me mostras a iniqüidade, e me fazes ver a opressão? Pois que a destruição e a violência estão diante de mim, havendo também quem suscite a contenda e o litígio.  4 Por esta causa a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta; porque o ímpio cerca o justo, e a justiça se manifesta distorcida.  5 Vede entre os gentios e olhai, e maravilhai-vos, e admirai-vos; porque realizarei em vossos dias uma obra que vós não crereis, quando for contada.  6 Porque eis que suscito os caldeus, nação amarga e impetuosa, que marcha sobre a largura da terra, para apoderar-se de moradas que não são suas.  7 Horrível e terrível é; dela mesma sairá o seu juízo e a sua dignidade.  8 E os seus cavalos são mais ligeiros do que os leopardos, e mais espertos do que os lobos à tarde; os seus cavaleiros espalham-se por toda parte; os seus cavaleiros virão de longe; voarão como águias que se apressam a devorar.  9 Eles todos virão para fazer violência; os seus rostos buscarão o vento oriental, e reunirão os cativos como areia.  10 E escarnecerão dos reis, e dos príncipes farão zombaria; eles se rirão de todas as fortalezas, porque amontoarão terra, e as tomarão.  11 Então muda a sua mente, e seguirá, e se fará culpado, atribuindo este seu poder ao seu deus.  12 Não és tu desde a eternidade, ó Senhor meu Deus, meu Santo? Nós não morreremos. Ó Senhor, para juízo o puseste, e tu, ó Rocha, o fundaste para castigar.  13 Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal, e a opressão não podes contemplar. Por que olhas para os que procedem aleivosamente, e te calas quando o ímpio devora aquele que é mais justo do que ele?  14 E por que farias os homens como os peixes do mar, como os répteis, que não têm quem os governe?  15 Ele a todos levantará com o anzol, apanhá-los-á com a sua rede, e os ajuntará na sua rede varredoura; por isso ele se alegrará e se regozijará.  16 Por isso sacrificará à sua rede, e queimará incenso à sua varredoura; porque com elas engordou a sua porção, e engrossou a sua comida.  17 Porventura por isso esvaziará a sua rede e não terá piedade de matar as nações continuamente?"

"1 O peso que viu o profeta Habacuque.

2 Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! e não salvarás?

3 Por que razão me mostras a iniqüidade, e me fazes ver a opressão? Pois que a destruição e a violência estão diante de mim, havendo também quem suscite a contenda e o litígio.

4 Por esta causa a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta; porque o ímpio cerca o justo, e a justiça se manifesta distorcida.

5 Vede entre os gentios e olhai, e maravilhai-vos, e admirai-vos; porque realizarei em vossos dias uma obra que vós não crereis, quando for contada.

6 Porque eis que suscito os caldeus, nação amarga e impetuosa, que marcha sobre a largura da terra, para apoderar-se de moradas que não são suas.

7 Horrível e terrível é; dela mesma sairá o seu juízo e a sua dignidade.

8 E os seus cavalos são mais ligeiros do que os leopardos, e mais espertos do que os lobos à tarde; os seus cavaleiros espalham-se por toda parte; os seus cavaleiros virão de longe; voarão como águias que se apressam a devorar.

9 Eles todos virão para fazer violência; os seus rostos buscarão o vento oriental, e reunirão os cativos como areia.

10 E escarnecerão dos reis, e dos príncipes farão zombaria; eles se rirão de todas as fortalezas, porque amontoarão terra, e as tomarão.

11 Então muda a sua mente, e seguirá, e se fará culpado, atribuindo este seu poder ao seu deus.

12 Não és tu desde a eternidade, ó Senhor meu Deus, meu Santo? Nós não morreremos. Ó Senhor, para juízo o puseste, e tu, ó Rocha, o fundaste para castigar.

13 Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal, e a opressão não podes contemplar. Por que olhas para os que procedem aleivosamente, e te calas quando o ímpio devora aquele que é mais justo do que ele?

14 E por que farias os homens como os peixes do mar, como os répteis, que não têm quem os governe?

15 Ele a todos levantará com o anzol, apanhá-los-á com a sua rede, e os ajuntará na sua rede varredoura; por isso ele se alegrará e se regozijará.

16 Por isso sacrificará à sua rede, e queimará incenso à sua varredoura; porque com elas engordou a sua porção, e engrossou a sua comida.

17 Porventura por isso esvaziará a sua rede e não terá piedade de matar as nações continuamente?"

Links externos (Bíblia online) : Habacuque 2 - Habacuque 3

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Meditação da Palavra do Profeta Habacuque


"Deus não é a causa das injustiça sociais e nem das violações de questões legais estabelecida pelos homens. O juízo de Deus foi estabelecido sobre a humanidade em Adão, e a justiça de Deus manifesta-se em Cristo. No juízo está a condenação da humanidade, na justiça de Deus manifesta aos homens em Cristo, está a salvação...

Habacuque considerava que a impiedade do seu povo era proveniente da opressão, da violência, do litígio, das injustiças, porém, esqueceu que os homens são ímpios porque foram gerados e concebidos em pecado. Ele não atinou que o primeiro pai dos homens (Adão) pecou e por isso todos tornaram-se pecados, e carecem da glória de Deus."


Estudos Bíblicos "Prossigamos até a perfeição" (Hb. 6:1)
Habacuque 1 – Realizarei em vossos dias uma obra

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Meditando a Bíblia: Apocalipse 12:7-9

Apocalipse significa retirar o véu. A verdadeira natureza das pessoas sendo revelada em momentos de grandes adversidades, se unindo por mudanças positivas reais. Apocalipse não é o destino que nos ensinaram a acreditar. A palavra "apokálypsis" significa simplesmente revelação.

Passagem do livro da revelação (Apocalipse) sobre o Arcanjo Miguel


7 Houve então uma guerra no céu. Miguel e seus anjos lutaram contra o dragão, e o dragão e os seus anjos revidaram.

8 Mas estes não foram suficientemente fortes, e assim perderam o seu lugar no céu.

9 O grande dragão foi lançado fora. Ele é a antiga serpente chamada diabo ou Satanás, que engana o mundo todo. Ele e os seus anjos foram lançado à terra.
Apocalipse 12:7-9 (NVI)

Apocalipse significa retirar o véu. A verdadeira natureza das pessoas sendo revelada em momentos de grandes adversidades, se unindo por mudanças positivas reais. Apocalipse não é o destino que nos ensinaram a acreditar. A palavra "apokálypsis" significa simplesmente revelação.

       

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Meditando a Bíblia: Sofonias 1:1-3

Imagem de um farol sobre um monte e o mar ao fundo num dia de sol: Leitura bíblica:1 Palavra do SENHOR, que veio a Sofonias, filho de Cusi, filho de Gedalias, filho de Amarias, filho de Ezequias, nos dias de Josias, filho de Amom, rei de Judá.  2 Hei de consumir por completo tudo de sobre a terra, diz o Senhor.  3 Consumirei os homens e os animais, consumirei as aves do céu, e os peixes do mar, e os tropeços juntamente com os ímpios; e exterminarei os homens de sobre a terra, diz o Senhor.

1 Palavra do SENHOR, que veio a Sofonias, filho de Cusi, filho de Gedalias, filho de Amarias, filho de Ezequias, nos dias de Josias, filho de Amom, rei de Judá.

2 Hei de consumir por completo tudo de sobre a terra, diz o Senhor.

3 Consumirei os homens e os animais, consumirei as aves do céu, e os peixes do mar, e os tropeços juntamente com os ímpios; e exterminarei os homens de sobre a terra, diz o Senhor.

Sofonias 1:1-3

          


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