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sábado, 17 de fevereiro de 2018

A Linha do Oriente, ou Ori


A Linha do Oriente, ou Ori, é uma linha neutra, na qual trabalham os Espíritos de Orientais. Estas entidades, em sua maioria, foram em vidas passadas monges, sábios e magos orientais. Também se manifestam nesta mesma linha de Umbanda falanges de Indianos, Egípcios e demais povos do Oriente Médio. Não raro manifestam-se também na Linha do Oriente alguns Espíritos de Xamãs de antigas civilizações da América Central.

Quando incorporam dão ao médium uma sensação de estatura alta e esguia. São sérios e falam pouco. Eficientes em trabalhos de cura e solução de perturbações mentais, demonstram grande conhecimento sobre astrologia, astronomia, alquimia e ciências. Usam incensos e quando vibram junto a outras entidades da mesma linha entoam mantras. 

A Linha do Oriente ficou popular entre os anos 50 a 60, período em que as filosofias budistas e hindus se popularizaram no Brasil. Os imigrantes chineses e japoneses, principalmente, passaram a frequentar a Umbanda e abaram incorporando seus ancestrais e costumes mágicos de seu continente de origem. Segundo relatos de umbandistas mais antigos, em muitos Terreiros, os Espíritos Ciganos trabalhavam originalmente na Linha do Oriente. Nos anos 70 os Ciganos passaram a ser cultuados como uma Linha Neutra distinta da Oriental, a Linha dos Ciganos.

Nas oferendas para o Povo do Oriente utilizamos velas cor-de-rosa, amarela-clara, azul-clara, alaranjada, e ou branca. Servindo suco de morango ou abacaxi, água com mel e vinho doce, branco ou tinto. Os Orientais que fazem uso de fumígenos, para defumações direcionadas, usam cigarros de cravo ou cigarrilhas compridas. 

Alfazema, flores brancas, palmas amarelas, monsenhor branco e monsenhor amarelo, são os elementos vivos do reino vegetal usados em suas entregas e trabalhos. Suas essências: alfazema, olíbano, benjoim, mirra, sândalo e tâmara. Pedras: Citrino, quartzo rutilado, topázio imperial (citrino tornado amarelo por aquecimento) e topázio. Seu dia de maior poder é o primeiro da Lua Cheia.

Orientais na Umbanda ¹

Os Orientais na Umbanda são entidades do Povo do Oriente, ligados às curas e às ciências, que se manifestam em seus médiuns auxiliando no tratamento médico e espiritual, com seu profundo conhecimento destas artes. Se manifestam tanto na Umbanda, como em centros espíritas. 

A Linha do Oriente é dividida em 07 falanges, é composta em sua maioria por entidades de origem oriental é nessa linha que se encontram as falanges dos hindus, árabes, japoneses, chineses, mongóis, egípcios romanos, etc. 

Compõem-se estas falanges de espíritos que tiveram encarnação nesses povos e que através do ensino das ciências ocultas, praticam a caridade pregada na Umbanda.Suas falanges tem por líder São João Batista e são, na Umbanda popular, assim descritas, a partir de cada chefe:

  • Chefiada por Zartú - Legião dos hindus;
  • José de Arimatéia- Legião dos médicos e cientistas;
  • Chefiada por Jimbaruê - Legião dos árabes e marroquinos;
  • Chefiada por Ori do Oriente - Legião dos japoneses, chineses, mongóis e esquimós;
  • Chefiadas por Inhoarairi, Imperador Inca antes de Cristo - Legião dos Egípcios, Astecas, Mongóis e Esquimós, Incas e outras raças antigas.
  • Chefiada por Itaraiaci - Legião dos Índios caraíbas,
  • Chefiada por Marcus I, Imperador Romano - Legião dos Gauleses, Romanos e outras raças européias.

Esta Linha procurou abrigar as mais diversas entidades, que a princípio não se encaixavam na matriz formadora do brasileiro (ameríndios, europeus e africanos). Podendo, a Linha do Oriente vir representada por entidades da linha de caboclo ou pretos-velhos.

As entidades que compõem esta linha são discretas, falando pouco, com linguajar perfeito e bastante correto, sendo que não gostam de dar consultas, e se precisam passar algum ensinamento ao consulente, o fazem através de frases curtas e cheias de significados. Os mais altos conhecimentos esotéricos da antiguidade são conhecidos, no plano astral, pelas entidades que se manifestam nessa Linha, já que nela estão representados grandes mestres do ocultismo (Esoterismo - Cartomancia - Quiromancia - Astrologia - Numerologia - Grafologia - etc.).

Atuando com a arte da cura, as entidades da Linha do Oriente buscam fazer o encarnado compreender bem as causas de suas enfermidades e a necessidade de mudança nessas causas, bem como a necessidade de seguirem à risca os tratamentos indicados. São entidades que vêm com a missão de humanizar corações endurecidos e fecundar a fé, os valores espirituais, morais e éticos no mental humano.

A Linha do Oriente é regida por Oxalá, e Xangô. Sendo que as entidades dessa Linha atuam nas irradiações dos diversos orixás, conforme as demais falanges da Umbanda. (1- Wikipédia)




quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Oração da Quarta-feira de Cinzas ✝ Para o início da Quaresma




Quaresma é como se chama o período de quarenta dias que antecedem a Páscoa cristã, a ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no domingo e praticada desde o século IV.

A Quaresma começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos, anterior ao Domingo de Páscoa. Durante os quarenta dias que precedem a Semana Santa e a Páscoa, os cristãos dedicam-se à reflexão, a conversão espiritual e se recolhem em oração e penitência para lembrar os 40 dias passados por Jesus no deserto e os sofrimentos que ele suportou na cruz.

Na Bíblia, o número quarenta é bastante frequente, para representar períodos de 40 dias ou quarenta anos, que antecedem ou marcaram fatos importantes: 40 dias de dilúvio, quarenta dias de Moisés no Monte Sinai, 40 dias de Jesus no deserto antes de começar o seu ministério, 40 anos de peregrinação do povo de Israel no deserto.

Cerca de duzentos anos após o nascimento de Cristo, os cristãos começaram a preparar a festa da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 a Igreja aumentou o tempo de preparação para quarenta dias e foi assim que surgiu a Quaresma.

Nas missas realizadas na Quarta-feira de Cinzas, os participantes são abençoados com cinzas. O padre sinaliza a testa de cada participante com cinzas ou as coloca sobre suas cabeças. Os cristãos normalmente deixam as cinzas em sua testa e nos cabelos até o pôr-do-sol, antes de lavá-los. Esse simbolismo relembra a antiga tradição do Oriente Médio de jogar cinzas sobre a cabeça, como sinal de arrependimento perante Deus.

As cinzas usadas no ritual costumam ser obtidas pela queima dos ramos secos entregues nas paróquias e comunidades, que haviam sido abençoados e distribuídos no ano anterior no Domingo de Ramos.

 Ato de Contrição 

Senhor e Mestre de minha vida,
afasta de mim o espírito de preguiça, 
de abatimento, de domínio, de loquacidade,
e concede a mim, teu servo, um espírito de integridade,
de humildade, de paciência e de amor

Sim, Senhor e Rei, 
concede ver meus pecados e não julgar meus irmãos
porque és bendito pelos séculos dos séculos

Amém

 Oração 

Pai nosso, 
que estais no Céu, 
durante esta época 
de arrependimento, 
tende misericórdia de nós

Com nossa oração, 
nosso jejum 
e nossas boas obras, 
transformai 
o nosso egoísmo 
em generosidade

Abri nossos corações 
à vossa Palavra, 
curai as nossas feridas do pecado, 
ajudai-nos a fazer o bem neste mundo

Que transformemos a escuridão
e a dor em vida e alegria. 
Concedei-nos estas coisas 
por Nosso Senhor Jesus Cristo 

Amém

 Trechos do Evangelho para Meditação 

“Então Tamar tomou cinza sobre a sua cabeça, e a roupa de muitas cores que trazia rasgou; e pôs as mãos sobre a cabeça, e foi andando e clamando.”
2 Samuel 13:19

“Para um imundo, pois, tomarão da cinza da queima da expiação, e sobre ela colocarão água corrente num vaso.” 
Números 19:17

“E eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, e saco e cinza.”
Daniel 9:3

“Apascenta-se de cinza; o seu coração enganado o desviou, de maneira que já não pode livrar a sua alma, nem dizer: Porventura não há uma mentira na minha mão direita?” 
Isaías 44:20

“Chegando o tentador, disse-lhe: se és filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães. Mas, Jesus respondeu: está escrito: não só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.” 
Mateus 4:3,4


sábado, 10 de fevereiro de 2018

Magia para Proteção no Carnaval




Carnaval é um período onde muitas pessoas, mesmo desconhecidas se encontram para comemorar a folia de Momo. Obviamente, a mistura de tantas pessoas, com o acréscimo de álcool presente em quase todos os festejos aliada as vezes a exposição sexual ou erótica deliberada, causam uma abertura negativa no espírito, pois expõe aquele que está brincando o carnaval e está muitas vezes bem intencionado, mas infelizmente; ao lado de alguns muito mal intencionados que “poluem” espiritualmente qualquer ambiente.

Proteção antes e depois do carnaval

Antes de começar a folia ou mesmo o descanso proteja-se espiritualmente tomando um banho de limpeza e energização na sexta-feira que antecede o carnaval. Este banho pode ser feito também ao final das comemorações do carnaval, na quarta-feira de cinzas.
  • uma rosa branca
  • um ramo de alecrim
  • 9 cravos-da índia
Colocar 1 litro de água para ferver. Quando levantar fervura desligar o fogo e despejar as pétalas da rosa branca, o alecrim e os cravos-da-índia. Abafar até que esfrie. Coar e reservar as pétalas, o alecrim e os cravos-da-índia para jogar posteriormente em um jardim ou em um vaso de planta juntamente com o cabo da rosa.

Tomar um banho higiênico como de costume e antes de se secar despejar lentamente o banho de limpeza de frio a morno da cabeça aos pés, mentalizando a limpeza espiritual e harmonização das energias que a envolvem.

Usar uma roupa clara, preferencialmente branca após este banho, se possível.

Proteção durante o carnaval

Durante o carnaval, use um amuleto de proteção como uma figa de prata, brincos ou pulseiras de búzios, contra-eguns, olho grego, patuás de proteção, etc. Esse tipo de amuleto captura as más energias filtrando-as para que não façam mal a você durante sua comemoração de carnaval.

Você pode adquirir um guia preta e vermelha e consagra-la a sua Pombagira ou Exú pessoal antes do uso. Lave-a com água e sabão e depois deixe de molho alguns minutos em água com sal. Descarte a água com sal na pia e acenda uma vela branca comum a essa entidade de proteção (Exú ou Pombagira), pedindo que dê energia aquela guia para proteger você durante o carnaval. Deixe a vela queimar até o fim e depois utilize a guia no pulso esquerdo.

Que você tenha um ótimo carnaval com a companhia dos bons espíritos para guiar você em suas comemorações! Axé!

Fonte: https://www.raizesespirituais.com.br/carnaval-e-protecao-espiritual/



quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Quanto tempo dura um amuleto, patuá ou objeto cruzado?





Amuleto, patuá e objetos cruzados. Nos trabalhos de Umbanda é comum o Guia cruzar ou recomendar estes elementos e outros como guias, imagens, ervas, velas e pedras para proteção e outros fins.

Mas fica uma pergunta no ar: “Quanto tempo vale um elemento cruzado”? Pessoas carregam guias (fios de conta) nos seus pescoços, nos seus carros. Carregam pedras e imagens em seus altares. Carregam patuás em seus bolsos. De quanto em quanto tempo devemos trocá-los?

Para responder, seguiremos alguns princípios:

1 – Princípio da doutrina

Precisamos entender que cada Casa tem a sua doutrina. Textos de internet jamais podem ser colocados acima delas. Na dúvida sobre um procedimento de Umbanda, procure o Pai ou Mãe de Santo de sua confiança.

2 – Princípio do mistério do Guia

Cada falange espiritual domina uma determinada gama de magias. Muitas vezes utilizam magias diferentes para se chegar a um mesmo resultado.

Por exemplo: posso tomar passe em uma linha de Baianos e de Esquerda queixando-me da má sorte. Pode ser que o Baiano no domínio do seu mistério opte por um trabalho com cocos verdes em uma entrega enquanto Exu opte por um patuá ou amuleto.

Se eu passar ainda na linha de Ciganos posso ser atendido com o pedido ou a indicação de uma pedra ou amuleto e assim por diante.

Um aspecto importante a considerar sobre o tempo de durabilidade dos itens magísticos é o mistério de cada Guia e muitas vezes eles não vão ser encontrados nos livros e páginas de internet.

3 – Princípio da necessidade

Quando um médico indica um remédio a um doente, aquele remédio é acompanhando de um período no qual a dose de remédio é suspensa quando houver o término da queixa.

Quando um elemento magístico estiver sobre este princípio, perceba que o Guia dará um tempo àquele objeto ou banho.

Por exemplo:
“Tome este banho de arruda por sete dias”;
“Acenda uma vela de sete dias branca”;
“Deixe esta pedra tomar um dia de banho de sol e um dia de banho de lua”, etc.

Ou ainda, quando o amuleto é usado como defesa ou transporte de má energia, o Guia, ao invés de dar prazo fixo pode estabelecer a regra do tempo de vida útil do objeto.

Por exemplo:
“Troque o patuá quando o alho estiver murcho”;
“Deixe este galho de arruda no travesseiro e troque-o quando estiver murcho”, e assim por diante.

4 – Princípio de tratamento ou período específico

Aqui o Guia recomendará o elemento por um período fechado.

Por exemplo:
“Deixe água com 3 pedaços de carvão em sua porta todo período da quaresma”;
“Troque as moedas do Cigano em toda lua nova”;
“Acenda vela de anjo de guarda toda sexta até que a pessoa tenha alta do hospital”;
“Leve o bracelete da Pombagira com quem você tomou passe e traga de volta quando conseguir o que pediu”, e assim por diante.

5 – Outras considerações sobre durabilidade dos objetos

Para quem é médium, um método muito eficaz de trocar seus elementos é a intuição.

Você receberá intuição dos seus Guias sobre quando renovar a energização dos seus itens e/ou quando trocá-los.

Para quem não é médium, o ideal é sempre perguntar ao Guia que lhe deu ou recomendou o objeto sobre a periodicidade ou durabilidade do mesmo.

Se imaginarmos ainda o objeto (amuleto, patuá, fio de conta, pedra, etc) como uma “pilha” podemos fazer a analogia de como as pilhas duram diferente conforme o uso.

Imaginemos que uma pessoa carregada e uma não carregada ganham patuás de Exu com os mesmos elementos. É natural que a pessoa carregada tenha o tempo de vida útil do seu patuá diferente da pessoa não carregada.

Suponhamos que uma pessoa trabalhe na UTI de um hospital e outra em uma loja de ervas; é maior a probabilidade da pessoa que trabalha no hospital ter a sua energia drenada muito mais do que a pessoa da casa de ervas.

6 – Princípio do respeito, amor e caridade

A Umbanda trabalha com a manipulação de energias, das forças da natureza e com orientação dos nossos Orixás e mentores.

Não há uma formulá mágica ou verdade absoluta. Todo Guia que vem em Terra para contribuir com a prestação da caridade, com a propagação do amor, vem ajudar na evolução dos seres humanos devem ter seus mistérios respeitados.

Umbanda é fundamento e é preciso estudar. Umbanda é religião e é preciso respeitar.

Fonte: Blog do Baiano Juvenal


terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Santos católicos do mês de Fevereiro

Imagens de alguns Santos e Santas do Mês de Fevereiro

1. Santa Veridiana (+ Toscana, Itália, 1242)

Nascida na Toscana, em 1182, consagrou desde muito jovem sua virgindade a Deus. Nasceu  ali mesmo nos arredores da cidade que amou e onde viveu quase toda sua existência, só que enclausurada numa minúscula cela, de livre e espontânea vontade. Pertenceu a uma família nobre e rica, os Attavanti. Peregrinou a Santiago de Compostela e a Roma, retornando depois à terra natal, onde voluntariamente viveu murada numa cela, durante 34 anos, em meio a rigorosas penitências e recebendo graças místicas extraordinárias. Veridiana levou uma vida santa, que ficou conhecida muito além das fronteiras de sua terra; e que lhe valeu inclusive a visita em pessoa, de seu contemporâneo Francisco de Assis, que a abençoou e admitiu na Ordem Terceira, em 1221. O culto de Santa Veridiana foi aprovado pelo papa Clemente VII no ano de 1533.


2. Apresentação de Jesus no Templo e Purificação de Nossa Senhora

O Evangelho de São Lucas narra que, depois do nascimento de Nosso Senhor e decorrido o prazo que a Lei mosaica estabelecia para a purificação das mulheres que davam à luz, Nossa Senhora e São José levaram o Menino Jesus ao Templo para O apresentarem a Deus, conforme também prescrito na Lei. Na ocasião, Maria Santíssima ofereceu ao Senhor o sacrifício ritual de dois pombinhos, estabelecido para a purificação de mulheres pobres. Jesus e Maria não estavam sujeitos à Lei, mas quiseram observá-la por amor à humildade e para nos dar o exemplo.

3. São Brás, Bispo e Mártir (+ Sebaste, Armênia, 316)

Foi médico e depois bispo de Sebaste, onde sofreu o martírio por não sacrificar aos deuses pagãos. É invocado especialmente contra as doenças da garganta, porque certa vez salvou, conforme narram as Atas de sua vida, um menino que estava para morrer por ter engolido uma espinha de peixe.

4. São João de Brito, Mártir (+ Malabar, Índia, 1693)

Seu pai, Salvador Pereira de Brito, foi governador-geral do Brasil, nomeado pelo rei D. João IV. São João de Brito ingressou na Companhia de Jesus e foi enviado como missionário às Índias, onde, após muitos anos de trabalhos apostólicos, sofreu o martírio.

5. Santa Águeda - ou Ágata (+ Sicília, 251)

Uma das mais conhecidas mártires dos primeiros séculos do Cristianismo. De origem nobre, sofreu sem esmorecer um cruel martírio, para preservar a virtude da pureza e a integridade de sua fé. Teve os ossos desconjuntados e os seios dilacerados e arrancados com garfos de ferro; arrastaram-na sobre cacos de vidro e carvões em brasa. Depois de passar por esses tormentos, foi conduzida ao cárcere e ali morreu, enquanto reza.

6. S Paulo Miki e Companheiros (+ Nagazaki, Japão, 1597)

São Paulo Miki era jesuíta e se dedicava ao ensino do catecismo com muito zelo, obtendo nesse apostolado conversões espantosas. Foi crucificado em Nagazaki, por ordem do imperador pagão, juntamente com outros dois jesuítas, seis franciscanos e dezessete leigos. Foram canonizados pelo Papa Pio IX, em 1862. A elevação sobre a qual os 26 heróis de Jesus Cristo receberam o martírio ficou conhecida como Monte dos Mártires.

7. São Ricardo, Rei (+ Luca, Itália, 722)

Este monarca inglês teve um reinado curto, mas cheio de bons exemplos de governo sábio e prudente. Sua principal preocupação era ministrar a justiça, tendo um dom especial para apaziguar contendas e harmonizar interesses conflitantes. Abdicou da coroa e partiu para a Terra Santa, com o desejo de se tornar monge, mas faleceu durante a viagem, na Itália. Foi pai de três príncipes que também receberam as honras dos altares: São Vinebaldo, São Vilibaldo e Santa Valberga.

8. São Jerônimo Emiliano (+ Veneza, 1537)

Pertencente a uma família nobre de Veneza, fez rápida carreira como militar e como político. Aprisionado pelos franceses, durante o cativeiro resolveu renunciar ao mundo e consagrar-se por inteiro a Deus. Foi libertado prodigiosamente por Nossa Senhora e retornou a sua cidade natal, onde foi ordenado sacerdote e se dedicou ao cuidado dos órfãos pobres. Fundou a Ordem dos Clérigos Regulares

9. São Miguel Febres Cordero (+ Cuenca, Equador, 1910)

Nascido em Cuenca, enfrentou grande oposição da família para cumprir sua vocação de Irmão das Escolas Cristãs (Lassalista). Apesar das dificuldades, ingressou na vida religiosa e se destacou como educador da juventude, afirmando-se também como escritor, gramático e filólogo. Chegou a ser eleito membro da Academia Equatoriana da Língua. A fama de santidade eminente o acompanhou durante toda a vida e perdurou depois do falecimento. Foi canonizado por João Paulo II em 1984.

10. Santa Escolástica, Virgem (+ Úmbria, Itália, 543)

Era, segundo a tradição, irmã gêmea e filha espiritual do grande São Bento. Fundou o ramo feminino da Ordem beneditina. Quando faleceu, seu irmão viu sua alma sendo conduzida ao Céu.

11. Nossa Senhora de Lourdes (França, 1858)

Em Lourdes, na gruta de Massabielle, Nossa Senhora apareceu dezoito vezes a Santa Bernardete, então menina de 14 anos. Na última das aparições, a Virgem Se identificou: "Eu sou a Imaculada Conceição". Com essas palavras, confirmava o ato solene pelo qual o Papa Pio IX, quatro anos antes, proclamara a Conceição Imaculada da Santa Mãe de Deus. Até nossos dias, curas e milagres prodigiosos ocorrem no local, que é procurado por peregrinos do mundo inteiro.

12. S. Eulália de Barcelona (+ Barcelona, 304)

Tendo apenas 14 anos, apresentou-se voluntariamente às autoridades pagãs e invectivou-as por sua impiedade. Foi torturada cruelmente com ferros em brasa e depois morreu numa fogueira.

13. Santa Catarina de Ricci (+ Itália, 1590)

Ingressou com somente 12 anos na Ordem dominicana. Ainda bem jovem foi nomeada mestra de noviças e pouco depois vice-prioresa de seu convento. A partir dos 30 anos, exerceu vitaliciamente a função de prioresa. Grande mística, era arrebatada em freqüentes êxtases a propósito da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Correspondeu-se com São Filipe Néri, com São Carlos Borromeu e com o Papa São Pio V. Foi conselheira espiritual de bispos e cardeais.

14. S. Cirilo e São Metódio (+ 869 e 885)

Eram irmãos, naturais da Tessalônica, e se dedicaram à evangelização dos eslavos, na Europa Central. São Cirilo criou um alfabeto próprio para os eslavos, para cuja língua traduziu as Sagradas Escrituras e os principais livros litúrgicos, sendo por isso considerado o pai da cultura eslava. São Metódio foi bispo de Sírmio. Em 1980 ambos foram proclamados co-patronos da Europa, ao lado de São Bento, pelo Papa João Paulo II.


15. S. Cláudio La Colombière (+ França, 1682)

Grande apóstolo da devoção ao Sagrado Coração de Jesus, foi confessor e diretor espiritual de Santa Margarida Maria Alacoque, a privilegiada vidente que recebeu em Paray-le-Monial as revelações e promessas do Sagrado Coração. Defendeu-a contra as incompreensões e perseguições de que era vítima. Lutou contra o jansenismo, ou seja, contra a influência do protestantismo em meios católicos. Nomeado capelão da duquesa de York, transferiu-se para a Inglaterra, sendo preso e banido por fazer proselitismo católico, que estava proibido naquele país. Retornou à França com a saúde muito abalada e faleceu com 41 anos de idade.

16. Santo Onésimo (+ Roma, final do séc. I)

Era escravo de Filêmon, cristão de Colossos. Tendo praticado um roubo e receando ser castigado, fugiu para Roma, onde foi convertido pelo Apóstolo São Paulo. Dedicou-se à pregação do Evangelho e foi bispo de Éfeso, sofrendo mais tarde o martírio em Roma, por apedrejamento.

17. Sete Santos Fundadores dos Servitas (+ Florença, séc. XIII) 

Sete nobres florentinos, convocados pela própria Mãe de Deus, fundaram a Ordem dos Servos de Maria, destinada a promover a devoção a suas dores. A Ordem rapidamente se expandiu. Tão unidos eram os sete fundadores que foram sepultados num mesmo sepulcro, tendo-se misturado até mesmo suas cinzas.

18. Santa Bernardete Soubirous (+ Nevers, França, 1879)

Era extremamente pobre e ignorante a menina a quem Nossa Senhora de Lourdes apareceu, naquele ano de 1858. Mas possuía uma grande candura de alma, que parece ter encantado a Mãe de Deus. Esta lhe recomendou repetidas vezes que fizesse penitência pelos pecadores e prometeu fazê-la muito feliz, não neste mundo, mas no outro. Assim aconteceu. Perseguida e sempre doente, Santa Bernardete ingressou num convento em Nevers e após sofrimentos pungentes faleceu aos 35 anos de idade.

19. São Conrado de Placência (+ Itália, 1351)

Era casado e vivia na cidade de Placência, na Itália. Provocou, certo dia em que estava caçando, um incêndio acidental que causou grandes danos, e fugiu para escapar à justiça. Tendo sabido que um inocente fora condenado em seu lugar, apresentou-se, confessou sua responsabilidade e ofereceu todos os seus bens para indenizar os prejuízos. De comum acordo com a esposa, ela ingressou num convento e ele foi servir num hospital da Sicília. Algum tempo depois retirou-se para a solidão, onde viveu 40 anos na oração e na penitência.

20. Santo Euquério, Bispo (+ Hasbain, 738)

Nascido em Orléans, destacou-se desde jovem pela sabedoria, pela santidade e pela devoção a Maria Santíssima. Fez-se monge e algum tempo depois obrigaram-no a aceitar o Bispado de Orléans. Durante 15 anos cumpriu eximiamente os deveres de bispo zeloso até que, devido a intrigas na Corte, foi exilado por Carlos Martel para Hasbain, próximo a Liège. Ali, num mosteiro, viveu ainda seis anos de vida recolhida, até que o Senhor o chamou para Si.

21. S. Pedro Damião (+ Itália, 1072)

Teve origem muito modesta, chegando a ser na infância guardador de porcos. Fez com grande brilho seus estudos e ingressou na Ordem dos Camaldulenses, na qual logo ocupou cargos de responsabilidade. Foi forçado a aceitar a nomeação como cardeal e bispo de Óstia, mas alguns anos depois conseguiu demitir-se dessas funções e retornar à vida monástica. Grande penitente, severíssimo consigo mesmo, foi também severo no fustigar os males do seu tempo, escrevendo cartas a autoridades eclesiásticas e civis e increpando com apostólica franqueza os respectivos delitos. Sua produção intelectual é muito vasta. Como sofria de insônia e freqüentes enxaquecas, é invocado pelos que padecem dessas enfermidades.

22. Cátedra de São Pedro

Neste dia se comemora o Apóstolo São Pedro enquanto no exercício de suas funções docentes: a cátedra, ou cadeira, do Vigário de Jesus Cristo, Mestre da Igreja universal. São Pedro foi bispo de Antioquia durante alguns anos e depois instalou sua cátedra definitivamente em Roma.

23. São Policarpo (+ 155)

Discípulo de São João Evangelista, foi nomeado, ainda no tempo dos Apóstolos, bispo de Esmirna, na atual Turquia. Teve como discípulo e continuador o grande Santo Ireneu, bispo de Lyon. São Policarpo foi martirizado aos 86 anos de idade, por ter increpado sacerdotes pagãos.

24. São Sérgio (+ 304) Antigo magistrado, fez-se monge e sofreu o martírio em Cesaréia, por ter denunciado de público a falsidade do culto a Júpiter.

25. São Cesário (+ Constantinopla, 369)

Era irmão de São Gregório Nazianzeno, e exercia funções de médico na Corte do imperador Juliano, o Apóstata, que quis pervertê-lo ao paganismo. Escapando de ser morto devido a um terremoto, preferiu afastar-se daquela Corte corrompida.

26. S. Porfírio de Gaza (+ Palestina, 420)

Natural da Macedônia, distribuiu aos pobres toda a sua fortuna e passou a viver na Terra Santa, como eremita, às margens do Rio Jordão. Foi mais tarde ordenado sacerdote e escolhido para bispo de Gaza, na Palestina. Depois de muito ter insistido, conseguiu obter do Imperador um decreto mandando fechar todos os templos pagãos de Gaza, e reduzir a cinzas todos os ídolos de sua diocese. Faleceu muito idoso, sempre no exercício zeloso de suas funções pastorais.

27. São Gabriel da Virgem Dolorosa (+ Ancona, Itália, 1862)

Religioso da Congregação passionista, viveu discretamente, sem chamar a atenção sobre si, e faleceu com apenas 24 anos, vitimado pela tuberculose. Sua fama de santidade, confirmada por numerosos milagres, rapidamente se espalhou. Foi canonizado em 1920.

28. São Romão e S. Lupicino (+ séc. V)

Naturais da França, eram irmãos. Depois de passarem algum tempo num mosteiro da região de Lyon, partiram para outras fundações, na França e até na Alemanha. De temperamentos diversos -- São Romão era inclinado à indulgência, enquanto São Lupicino tendia mais para a severidade -- os dois irmãos completavam-se admiravelmente.

29. Santo Osvaldo (+ Inglaterra, 992)

Era monge beneditino e foi simultaneamente bispo de Worcester e de York. No exercício dessas funções, nunca deixou a austeridade da vida monacal. Faleceu deixando fama de santidade eminente. Nos anos não bissextos, sua festa se celebra no dia 28 de fevereiro.

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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Mensagens e Orações de Meimei (através de Chico Xavier)

Irma de Castro Rocha, a nossa amada irmã Meimei

"Irma de Castro Rocha, conhecida como Meimei por meio de psicografias, foi um espírito que se manifestava mediante as cartas do líder espírita Chico Xavier. Ela deixou grandes lições de benevolência com o próximo e sua história foi contada em diversas obras mediúnicas. São elas: “Pai Nosso”, “Amizade”, “Palavras do Coração”, “Cartilha do Bem”, “Evangelho em Casa”, “Deus Aguarda” e “Mãe”.

Meimei nasceu na cidade de Mateus Leme, em Minas Gerais, em 22 de outubro de 1922. Seu nome espiritual trata-se de uma expressão familiar adotada por ela e seu marido, Arnaldo Rocha, com quem se casou aos 22 anos.

O apelido surgiu a partir da leitura que o casal fez do livro “Momentos em Pequim”, do filósofo chinês Lyn Yutang. No glossário da obra, eles encontram o significado da palavra Meimei – que significa “a noiva bem amada”. A partir deste momento, Rocha chamava Irma pelo apelido, mas ninguém a conhecia por esse nome. Era o segredo daquele casal.

Seu marido dizia que qualquer criança que passasse por Meimei recebia o cumprimento: “Deus te abençoe”. Mesmo sendo católica, ela já demonstrava sinais de mediunidade. Ela tinha um filho imaginário. Quando chegava do trabalho, às vezes ela falava ao esposo: “meu bem, você está sentado em cima de meu princepezinho”. Na época ele pensava que suas visões se tratavam de disfunções psíquicas.

Segundo os relatos de sua vida passada, psicografados por Chico, esses fatos se tratavam dos compromissos na corte de Felipe II, ao lado do marido Fernando Álvares de Toledo – O Duque de Alba. Após dois anos em matrimônio, ela ficou doente por dois meses e desencarnou em Belo Horizonte, em 1º de outubro de 1946.

Após 50 dias do retorno da esposa à Pátria Espiritual, Arnaldo Rocha e seu irmão Orlando (que era espírita), estavam em Belo Horizonte quando encontraram o médium Francisco Cândido Xavier. Segundo Rocha, o que aconteceu o surpreendeu de forma nunca antes vista. “Chico olhou-me e disse: ‘ora gente, é o nosso Arnaldo, está triste, magro, cheio de saudades da querida Meimei…’”. O fato foi intrigante, pois ninguém sabia do apelido Meimei, até então mantido em sigilo.

Logo após abraçá-lo, o médium acrescentou: “Deixe-me ver, meu filho, o retrato de nossa Meimei que você guarda na carteira”. Ao olhar a foto, o líder espírita disse: “Nossa querida princesa Meimei quer muito lhe falar!”. Rocha ficou aturdido e curioso sobre o que sua mulher poderia lhe dizer sobre o mundo espiritual. Naquela mesma noite, o médium redigiu a primeira mensagem de Irma ao marido. Meimei ainda é homenageada por diversas casas espiritas até os dias de hoje."

  Mensagens de Meimei  

"Quando Jesus começou a prece dominical, satisfazendo ao pedido dos companheiros que desejavam aprender a orar, iniciou a rogativa, dizendo assim:

- Pai Nosso, que estás nos céus...

O Mestre queria dizer-nos que Deus, acima de tudo, é nosso Pai.

Criador dos homens, das estrelas e das flores.

Senhor dos céus e da Terra.

Para Ele, todos somos filhos abençoados.

Com essa afirmativa, Jesus igualmente nos explicou que somos no mundo uma só família e que, por isso, todos somos irmãos, com o dever de ajudar-nos uns aos outros.

Ele próprio, a fim de instruir-nos, viveu a fraternidade pura, auxiliando os homens felizes e infelizes, os necessitados e doentes, mostrando-nos o verdadeiro caminho da perfeição e da paz.

Na condição de aprendizes do nosso Divino Mestre, devemos seguir-lhe o exemplo.

Se sentirmos Deus como Nosso Pai, reconheceremos que os nossos irmãos se encontram em toda parte e estaremos dispostos a ajudá-los, a fim de sermos ajudados, mais cedo ou mais tarde. A vida só será realmente bela e gloriosa, na Terra, quando pudermos aceitar por nossa grande família a Humanidade inteira."

XAVIER, Francisco Cândido. Pai Nosso. Pelo Espírito Meimei. FEB.

 Oração Diante da Palavra 

"Senhor!

Deste-me a palavra por semente de luz.
Auxilia-me a cultivá-la.

Não me permitas envolvê-la na sombra que projeto.

Ensina-me a falar para que se faça o melhor.

Ajuda-me a lembrar o que deve ser dito e a lavar da memória tudo aquilo que a tua bondade espera se lance no esquecimento.

Onde a irritação me procure, induze-me ao silêncio, e, onde lavre o incêndio da incompreensão ou do ódio, dá que eu pronuncie a frase calmante que possa apagar o fogo da ira.

Em qualquer conversação, inspira-me o conceito certo que se ajuste à edificação do bem, no momento exato, e faze-me vigilante para que o mal não me use, em louvor da perturbação.

Não me deixes emudecer, diante da verdade, mas conserva-me em tua prudência, a fim de que eu saiba dosar a verdade em amor, para que a compaixão e a esperança não esmoreçam, junto de mim.

Traze-me o coração ao raciocínio, sincero sem aspereza, brando sem preguiça, fraterno sem exigência e deixa, Senhor, que a minha palavra te obedeça a vontade, hoje e sempre."


 A Bênção do Trabalho 

"É pela bênção do trabalho que podemos esquecer os pensamentos que nos perturbam, olvidar os assuntos amargos, servindo ao próximo, no enriquecimento de nós mesmos.

Com o trabalho, melhoramos nossa casa e engrandecemos o trecho de terra onde a Providência Divina nos situou.

Ocupando a mente, o coração e os braços nas tarefas do bem, exemplificamos a verdadeira fraternidade e adquirimos o tesouro da simpatia, com o qual angariaremos o respeito e a cooperação dos outros.

Quem não sabe ser ítil não correspondeà Bondade do Céu, não atende aos seus justos deveres para com a humanidade e nem retribui a dignidade da pátria amorosa que lhe serve de mãe.

O trabalho é uma instituição de Deus."

 Senda da Perfeição 

"Quem move as mãos no serviço,

Foge à treva e à tentação.

Trabalho de cada dia

É senda de perfeição."
.

 Luz em Ti 

"É um tesouro inigualável, teu somente.

Ninguém dispõe dele em teu lugar.

Nas horas mais difíceis, podes gastá-lo sem preocupação.

Quando alguém te fira, é capaz de revelar-te a grandeza da alma, no brilho do perdão.

No momento em que os seres mais queridos porventura te abandonem, será parte luminosa de tua bênção.

Ante os irmãos infelizes, é o teu cartão de paz e simpatia.

Nos empreendimentos que te digam respeito ao próprio interesse, converte-se em passaporte para a aquisição das vantagens que desejes usufruir.

No relacionamento comum, transforma-se na chave para a formação das amizades fiéis.

Na essência, é um investimento, a teu próprio favor, que realizas sem o menor prejuízo.

Esse tesouro é o teu sorriso, - luz de Deus em ti mesmo, - que nenhuma circunstância pode extinguir e que ninguém consegue arrebatar."

 Confia Sempre 

"Não percas a tua fé entre as sombras do mundo. 

Ainda que os teus pés estejam sangrando, segue para a frente, erguendo-a por luz celeste, acima de ti mesmo. 

Crê e trabalha. 

Esforça-te no bem e espera com paciência. 

Tudo passa e tudo se renova na terra, mas o que vem do céu permanecerá. 

De todos os infelizes os mais desditosos são os que perderam a confiança em Deus e em si mesmo, porque o maior infortúnio é sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo. 

Eleva, pois, o teu olhar e caminha. 

Luta e serve. Aprende e adianta-te. 

Brilha a alvorada além da noite. 

Hoje, é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com a aflição ou ameaçando-te com a morte... 

Não te esqueças, porém, de que amanhã será outro dia."





        

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Iemanjá, a Rainha do Mar

"Iemanjá, rainha do mar, é também conhecida por dona Janaína, Inaê, Princesa de Aiocá e Maria, no paralelismo com a religião católica. Aiocá é o reino das terras misteriosas da felicidade e da liberdade, imagem das terras natais da África, saudades dos dias livres na floresta."
Jorge Amado


É uma das rainhas das águas, sendo as duas salgadas: as águas provocadas pelo choro da mãe que sofre pela vida de seus filhos, que os vê se afastarem de seu abrigo, tomando rumos independentes; e o mar, sua morada, local onde costuma receber os presentes e oferendas dos devotos. 

Em Cuba, é conhecida por Yemayá e também possui as cores azul e branca, é uma rainha do mar negra, assume o nome cristão de La Virgen de la Regla e faz parte da Santeria como santa padroeira dos portos de Havana.

Odoyá Mãe Iemanjá, Senhora da calunga grande, rainha do mar. Sincretizada com Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora dos Navegantes, é a grande Mãe de toda vida na Terra. As cerimônias em sua homenagem são comumente feitas à beira-mar, as oferendas podem ser feitas na areia ou colocadas em um barquinho que é solto após passar (pular) por 7 ondas. Suas cores são o azul claro e branco, sua bebida é a sidra, espumante e champanhe. 

A mais tradicional Festa de Iemanjá acontece em Salvador, capital da Bahia, tem lugar na praia do Rio Vermelho todo dia 2 de Fevereiro. No Sul é sincretizada com Nossa Senhora dos Navegantes, lá recebe uma das maiores homenagens feitas à Orixá, no mesmo dia da Santa católica (02/02). Na mesma data, Iemanjá também é cultuada em diversas outras praias brasileiras, onde lhe são ofertadas velas e flores, lançadas ao mar em pequenos barcos artesanais. Na verdade suas festividades e homenagens começam logo após o Natal e se estendem por todo mês de janeiro do ano seguinte em todo Brasil. Na praia de Copacabana as comemorações de Iemanjá marcam a passagem de ano e podem ser vistas também por toda orla marítima do Rio de Janeiro.

Qualidades ~ Candomblé: Yemowô - que na África é mulher de Oxalá, Iyamassê - é a mãe de Sàngó, Yewa - rio africano paralelo ao rio Ògún e que frequentemente é confundido em algumas lendas com Iemanjá, Olossa - lagoa africana na qual desaguam os rios Yewa e Ògún, Iemanjá Ogunté - que casa com Ògún Alagbedé, Iemanjá Asèssu - muito voluntariosa e respeitável, Iemanjá Saba ou Assabá - está sempre fiando algodão é a mais jovem.

IEMANJÁ = Santa Maria, Nossa Senhora
COR: azul 
DIA: 2 de fevereiro (31 de dezembro / 1 de janeiro)
DIA DA SEMANA: Sábado
METAL: prata e prateados
SÍMBOLOS: abebé prateado, alfange, agadá, obé, peixe, couraça, adê, braceletes, e pulseiras
AMALÁ: 7 velas brancas e 7 azuis, champanhe, manjar branco, rosas brancas ou outro tipo de flor branca. Local da entrega: Na praia. 
ERVAS (banho de descarrego): Pata de Vaca, Folhas de Lágrima de N. Senhora, Erva Quaresma, Trevo e chapéu de couro, Alfazema.


Arquétipo: (Do livro "Orixás - Pierre Fatumbi Verger - Editora Corrupio")

Tomamos emprestada a descrição do arquétipo de Iemanjá a Lydia Cabrera, sua filha, certamente a mais competente de todas aquelas que nos foi dado o prazer de conhecer: "As filhas (e filhos) de Iemanjá são voluntariosas, fortes, rigorosas, protetoras, altivas e, algumas vezes, impetuosas e arrogantes; têm o sentido da hierarquia, fazem-se respeitar e são justas mas formais; põem à prova as amizades que lhes são devotadas, custam muito a perdoar uma ofensa e, se a perdoam, não a esquecem jamais. 

Preocupam-se com os outros, são maternais e sérias. Sem possuírem a vaidade de Oxum, gostam do luxo, das fazendas azuis e vistosas, das jóias caras. Elas têm tendência à vida suntuosa mesmo se as possibilidades do cotidiano não lhes permitem um tal fausto". 

No arquétipo psicológico, segundo o livro 'Os Orixás', publicado pela Editora Três, expandem-se as características insinuadas pela descrição dos mitos e lendas de Iemanjá. Também fica fácil entender os conceitos principais se mantivermos a comparação com o Orixá Oxum. Como os filhos da mãe da água doce, os de Iemanjá, também gostam de luxo, das jóias caras e dos tecidos vistosos. Gostam de viver num ambiente confortável e, mesmo quando pobres, pode-se notar uma certa sofisticação em suas casas, se comparadas com as demais da comunidade de que fazem parte. 

Enquanto os filhos de Oxum são diplomatas e sinuosos, os de Iemanjá se mostram mais diretos. São capazes de fazer chantagens emocionais, mas nunca diabólicas. A força e a determinação fazem parte de seus caracteres básicos, assim como o sentido da amizade e do companheirismo. Como são pessoas presas ao arquétipo da mãe, a família e os filhos têm grande importância na vida dos filhos de Iemanjá. A relação com eles pode ser carinhosa, mas nunca esquecendo conceitos tradicionais como respeito e principalmente hierarquia. 


São pessoas que não gostam de viver sozinhas, sentem falta da tribo, inconsciente ancestral, e costumam, por isso casar ou associar-se cedo. Não apreciam as viagens, detestam os hotéis, preferindo casas onde rapidamente possam repetir os mecanismos e os quase ritos que fazem do cotidiano. Apesar do gosto pelo luxo, não são pessoas obcecadas pela própria carreira, sem grandes planos para atividades a longo prazo, a não ser quando se trata do futuro de filhos e entes próximos.

Todos esses dados nos apresentam uma figura um pouco rígida, refratária a mudanças, apreciadora do cotidiano. Ao mesmo tempo, indicam alguém doce, carinhoso, sentimentalmente envolvente e com grande capacidade de empatia com os problemas e sentimentos dos outros. Mas nem tudo são qualidades em Iemanjá, como em nenhum Orixá. Seu caráter pode levar o filho desse Orixá a ter uma tendência a tentar concertar a vida dos que o cercam - o destino de todos estariam sob sua responsabilidade. Ela é mãe de todos nós.

Os filhos de Iemanjá são bons conhecedores da natureza humana, analíticos, demoram um pouco pra confiar em alguém. Quando aceitam uma pessoa no seu círculo íntimo de amigos, deixam de ter restrições, aceitando-a completamente e defendendo-a; seja nos erros ou acertos, tendo grande capacidade de perdoar as pequenas falhas humanas. Se um(a) filho(a) de Iemanjá guarda rancor ou tem sentimentos negativos para com outra pessoa, é melhor se afastar e esquecer. A mãe de toda vida terrena repudia violência, desamor, vingança, ódio e qualquer sentimento negativo entre seus filhos.

 Lenda de Iemanjá 
 segundo o Candomblé 



Iemanjá era a filha de Olokum, a deusa do mar. Em Ifé, ela tornou-se a esposa de Olofin-Odudua, com o qual teve dez filhos, estas crianças receberam nomes simbólicos e todos tornaram-se orixás. Um deles foi chamado de Oxumaré, o Arco-Íris, “aguele-que-se-desloca-com-a-chuva-e-revela-seus-segredos”. De tanto amamentar seus filhos, os seios de Iemanjá tornaram-se imensos. 

Cansada da sua estadia em Ifé, Iemanjá fugiu na direção do “entardecer-da-terra”, como os iorubas designam o Oeste, chegando a Abeokutá. Ao norte de Abeokutá, vivia Okerê, rei de Xaki. Iemanjá continuava muito bonita. Okerê desejou-a e propôs-lhe casamento. Iemanjá aceitou mas, impondo uma condição, disse-lhe: “Jamais você ridicularizará da imensidão dos meus seios.” Mas, um dia, ele bebeu vinho de palma em excesso. Voltou para casa bêbado e titubeante. Ele não sabia mais o que fazia. Ele não sabia mais o que dizia. Tropeçando em Iemanjá, esta chamou-o de bêbado e imprestável. Okerê, vexado, gritou: “Você, com seus seios compridos e balançantes! Você, com seus seios grandes e trêmulos!” Iemanjá, ofendida, fugiu em disparada.

Certa vez, antes do seu primeiro casamento, Iemanjá recebera de sua mãe, Olokum, uma garrafa contendo uma poção mágica pois, dissera-lhe esta: “Nunca se sabe o que pode acontecer amanhã. Em caso de necessidade, quebre a garrafa, jogando-a no chão.” Em sua fuga, Iemanjá tropeçou e caiu, a garrafa quebrou-se e dela nasceu um rio. As águas tumultuadas deste rio levaram Iemanjá em direção ao oceano, residência de sua mãe Olokum. Okerê, contrariado, queria impedir a fuga de sua mulher. 

Querendo barrar-lhe o caminho, ele transformou-se numa colina, chamada, ainda hoje, Okerê, e colocou-se no seu caminho, Iemanjá quis passar pela direita, Okerê deslocou-se para a direita, Iemanjá quis passar pela esquerda, Okerê deslocou-se para a esquerda. Iemanjá vendo assim bloqueado seu caminho para a casa materna, chamou Xangô, o mais poderoso dos seus filhos. Xangô veio com dignidade e seguro do seu poder, Ele pediu uma oferenda de um carneiro e quatro galos, um prato de “amalá”, preparado com farinha de inhame, e um prato de “gbeguiri”, feito com feijão e cebola e declarou que, no dia seguinte, Iemanjá encontraria por onde passar. 

Nesse dia, Xangô desfez todos os nós que prendiam as amarras da chuva, começaram a aparecer nuvens dos lados da manhã e da tarde do dia, começaram a aparecer nuvens da direita e da esquerda do dia e quando todas elas estavam reunidas, chegou Xangô com seu raio. Ouviu-se então: "Kakara rá rá rá" … Ele havia lançado seu raio sobre a colina Okere. Ela abriu-se em duas e, "suichchchch" … Iemanjá foi-se para o mar de sua mãe Olokum, aí ficou e recusa-se, desde então, a voltar em terra.





Seus filhos chamam-na e saúdam-na: 

“Odo Iyá, a Mãe do rio, ela não volta mais.
Iemanjá, a rainha das águas, que usa roupas cobertas de pérola.”
Ela tem filhos no mundo inteiro. 
Iemanjá está em todo lugar onde o mar vem bater-se com suas ondas espumantes.
Seus filhos fazem oferendas para acalmá-la e agradá-la.
Odô Iyá, Iemanjá, Ataramagbá
Ajejê lodô! Ajejê nilê!
“Mãe das águas, Iemanjá, que estendeu-se ao longe na amplidão. 
Paz nas águas! Paz na casa!”

 Oração de Iemanjá para abrir caminhos 

"Salve, Estrela do Mar, deusa poderosíssima, mãe e advogada de todos os que navegam no mar agitado da vida!

À vossa valiosa proteção confia-nos o vosso séquito de auxiliares, sereias, ninfas, caboclas do mar, para serem nossas guias, protetoras, consolo e alento durante as tempestades da vida terrestre.

Refugiamo-nos cheios de confiança e fé em vossa aura e manto vibratório.

Seja nossa guia, seja nosso farol, seja sempre nossa brilhante estrela divina que nos orienta, a fim de que nunca pereçamos nem nos falte rumo da rota segura que nos fará desviar dos escolhos do mar agitado da vida material.

Aceitai a minha devoção humilde como símbolo de meu carinho e esperança, para que eu possa trilhar o caminho vital com a mente limpa e o corpo sem os fluídos negativos que possam dificultar minhas atividades. 


Odoyá! Assim seja!"

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ORAÇÕES CATÓLICAS À IEMANJÁ (NOSSA SENHORA)
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 Nossa Senhora dos Navegantes 

"Ó Nossa Senhora dos Navegantes, Mãe de Deus criador do céu, da terra, dos rios, lagos e mares; protegei-me em todas as minhas viagens. 

Que ventos, tempestades, borrascas, raios e ressacas, não perturbem a minha embarcação e que monstro nenhum, nem incidentes imprevistos causem alteração e atraso à minha viagem, nem me desviem da rota traçada. 

Virgem Maria, Senhora dos Navegantes, minha vida é a travessia de um mar furioso. As tentações, os fracassos e as desilusões são ondas impetuosas que ameaçam afundar minha frágil embarcação no abismo do desânimo e do desespero. 

Nossa Senhora dos Navegantes, nas horas de perigo eu penso em vós e o medo desaparece; o ânimo e a disposição de lutar e de vencer tornam a me fortalecer. Com a vossa proteção e a bênção de vosso Filho, a embarcação da minha vida há de ancorar segura e tranqüila no porto da eternidade.

Nossa Senhora dos Navegantes, Rogai Por Nós!"

 Nossa Senhora do Perpétuo Socorro 

"Ó Senhora do Perpétuo Socorro, mostrai-nos que sois verdadeiramente nossa Mãe, obtendo-me o seguinte benefício: (faz-se o pedido) e a graça de usar dela para a glória de Deus e a salvação de minha alma.

Ó glorioso Santo Afonso, que por vossa confiança na bem-aventurada Virgem conseguistes tantos favores e tão perfeitamente provastes, em vossos admiráveis escritos, que todas as graças nos vêm de Deus pela intercessão de Maria, alcançai-me a mais terna confiança para com nossa Mãe do Perpétuo Socorro e rogai-lhe, com instância, que me conceda o favor que reclamo de seu poder e bondade maternal.

Eterno Pai, em nome de Jesus e pela intercessão de nossa Mãe do Perpétuo Socorro e de Santo Afonso, peço-vos que me atendais para vossa glória e bem da minha alma. ASSIM SEJA."
~~~~~~~

 Nossa Senhora da Piedade 

"Prostrado aos vossos pés, ó grande Rainha dos céus, vos venero e confesso que sois filha do divino Pai, Mãe do Verbo divino e Esposa do Espírito Santo. Sois cheia de graça, de virtude e de dons celestes, sois templo puríssimo da Santíssima Trindade. Sois a tesoureira e despenseira de suas misericórdias. 

Sendo vosso puríssimo coração cheio de caridade, de doçura e de ternura para conosco, pecadores, por isso vos chamamos mãe da divina Piedade. Por isso, com grande confiança me apresento a vós, mãe amorosíssima, aflito e angustiado, e vos peço fazer-me experimentar a caridade com que me amastes, concedendo-me a graça... se for conforme a divina vontade e para meu proveito. 

Volvei, vos suplico, os vossos puríssimos olhos a mim e a todos os meus próximos. Recordai-vos, terníssima mãe, que somos vossos filhos redimidos com o preciosíssimo sangue de vosso Unigênito. Dignai-vos rogar incessantemente à Santíssima Trindade, a fim de que nos conceda as graças com as quais os justos se santificam e os pecadores se convertem. 

Rogai, mãe amorosíssima, esta graça pela infinita bondade de Deus, pelos méritos de vosso santíssimo Filho, pela solicitude com que o servistes, pelo amor com que amastes, pelas lágrimas que derramastes e pela dor que sofrestes em sua paixão. 

Alcançai-nos o grande dom que todo o mundo forme um povo e uma Igreja, que dê glória, honra e agradecimento à Santíssima Trindade a vós que sois a medianeira. Esta graça nos conceda o poder do Pai, a sabedoria do Filho e a virtude do Espírito Santo. Assim seja."

 Nossa Senhora Aparecida 
(Para pedir uma graça - Reze 3 dias seguidos, em caso extremo fazer em 3 horas)

"Querida Mãe Nossa Senhora Aparecida,
Vós que nos amais e nos guiais todos os dias,
vós que sois a mais bela das Mães,
a quem eu amo de todo o meu coração.
Eu vos peço mais uma vez que me ajudeis a alcançar uma graça...
Sei que me ajudareis e sei que me acompanhareis sempre,
até a hora da minha morte. AMÉM."



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