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sábado, 15 de maio de 2010

Deusa Maia ::: 15 de maio ::: Goddess Maia ::: May 15

Maia (do grego dórico Μαία), na mitologia grega era uma das sete irmãs que, fugindo do gigante Órion, se transformaram na constelação das Plêiades. Era uma ninfa. Com Zeus teve Hermes, o belo mensageiro dos Deuses. Maia e Hermes temiam a fúria de Hera, por ciúmes de Zeus. Porém, em vez de serem odiados, os dois conseguiram a simpatia de Hera. A Maia era consagrado o dia 15 de maio. Na tradição romana, Maia talvez seja outra, diferente dessa ninfa da Arcádia, a que personificava o despertar da natureza na primavera e que viria a se transformar na mentora de Mercúrio.

Ela é deusa da fecundidade, e da projeção da energia vital. Maia era à ninfa que personificava os lugares frios. Maia também é filha de Atlas e Plêione.

Na mitologia romana, Maia era identificada como Maia Maiestas (também chamada de Fauna, Bona Dea - a "Boa Deusa" - e Ops), uma deusa, que pode ser equivalente à uma velha deusa da Primavera dos primeiros povos itálicos. O mês de maio foi nomeado em sua honra; o primeiro e o décimo quinto dias de maio eram sagrados para ela. No primeiro de maio, o flamen de Vulcano sacrificava-se uma porca grávida, um sacrifício adequado também para uma deusa da terra como a Bona Dea: a porca podia ser substituída por uma em forma de bolacha.

Referências: Harry Thurston Peck, Harper's Dictionary of Classical Antiquities, 1898 / Encyclopaedia Britannica, 1911 / Wikipedia

MAIA was the eldest of the Pleiades, the seven nymphs of the constellation Pleiades. She was a shy goddess who dwelt alone in a cave near the peaks of Mount Kyllene in Arkadia where she secretly gave birth to a son by Zeus, the god Hermes. She also raised the boy Arkas in her cave, whose mother Kallisto had been transformed into a bear.

Aiskhylos apparently idenifies Maia "the nursing mother" with Gaia "the Earth." On several occassions he calls the earth-goddess Gaia Maia (Mother Earth) and pairs her with Hermes Khthonios ("of the Earth").

Maia
by Daphne Elliott

"The Pleiades" was the name given to the seven daughters of Atlas and Pleione. Maia was the eldest of the daughters, and said to be the most beautiful. Being shy, she lived quietly and alone in a cave on Mount Cyllene, in Arcadia. Zeus, however, discovered the beautiful young woman, and fell in love with her. He came to her cave at night, to make love to her away from the jealous eyes of his wife, Hera. As a result, Maia bore Zeus a son, Hermes.

When still an infant, Hermes stole some cattle from the god Apollo, and hid them in his mother's cave. When Apollo stormed into Maia's cave, she showed him the tiny baby to prove he could not have been the cattle thief. Apollo was not fooled, however, and angrily appealed to Zeus to punish Hermes. Zeus arbitrated by requiring Hermes to give back the cattle. During the feud, baby Hermes played the lyre, and Apollo was so enchanted by the music that he dropped the charges, and even gave some of the cattle to Hermes, as well as other gifts.

Some time later, Maia helped Zeus when Hera had caused the death of one of his other mistresses, Callisto, who had borne him a son, named Arcas. Zeus ordered Hermes to give Arcas to Maia to raise as her own, which she did. Arcas and Callisto were eventually placed in the sky, becoming the constellations Ursa Major and Ursa Minor (Big and Little Bear) to escape the wrath of the ever-jealous Hera.

Maia (wikipedia)

Vulcan and Maia, by Bartholomäus SprangerMaia[1] (pronounced /ˈmeɪ.ə/ or /ˈmaɪ.ə/; Greek: Μαῖα; Latin: Maia, "great") in Greek mythology, was the eldest of the Pleiades, the seven daughters of Atlas[2] and Pleione[3]. She and her sisters, born on Mount Cyllene in Arcadia, are sometimes called mountain goddesses, oreads, for Simonides of Ceos sang of "mountain Maia" (Maia oureias) "of the lively black eyes".[4] Maia was the oldest, most beautiful and shyest. Aeschylus repeatedly identified her with Gaia.

She and her sisters were pursued by Orion, and turned into doves to preserve their safety.[5] According to the Homeric Hymn to Hermes, Zeus in the dead of night secretly begot Hermes upon Maia, who avoided the company of the gods, in a cave of Cyllene. After giving birth to the baby, Maia wrapped him in blankets and went to sleep. The rapidly-maturing infant Hermes crawled away to Thessaly, where by nightfall of his first day he stole some of Apollo's cattle and invented a lyre. Maia refused to believe Apollo when he claimed Hermes was the thief and Zeus then sided with Apollo. Finally, Apollo exchanged the cattle for the lyre.

Maia also raised the infant Arcas[6] to protect him from Hera, who had turned his mother, Callisto, into a bear. Arcas is the eponym of Arcadia.

In Roman mythology, Maia was identified with Maia Maiestas (also called Fauna, Bona Dea (the 'Good Goddess') and Ops), a goddess who may be equivalent to an old Italic goddess of spring. The month of May was named for her;[7] the first and fifteenth of May were sacred to her. On the first of May the flamen of Vulcan sacrificed to her a pregnant sow,[8] an appropriate sacrifice also for an earth goddess such as Bona Dea: a sow-shaped wafer might be substituted. The goddess was accessible only to women; men were excluded from her precincts.

Notes:
1. The alternate spelling Maja uses long i between two vowels, similar to Pompeji or Sequoja.
2. Hesiod, Theogony 938; Hymn to Hermes
3. Pseudo-Apollodorus, Bibliotheke 3.110.
4. Simonides, Fragment 555.
5. Hesiod, Works and Days 619ff.
6. Pseudo-Apollodorus, Bibliotheke 3.101.
7. Ovid, Fasti v.73, makes it the month of the maiores, the "ancients": "The proof that May was the month of the maiores ('ancients' or 'old') lies in the fact that on the first day the Lares were honoured for the anniversary of their altar in their role of Praestites, 'protectors' of the city" observes Robert Turcan, The Gods of ancient Rome: religion in everyday life from archaic to imperial times 2000, p. 70.
8. See Ambrosius Theodosius Macrobius, Saturnalia I.12; Juvenal, Satires ii.86; Festus 68

References: Harry Thurston Peck, Harper's Dictionary of Classical Antiquities, 1898
Encyclopædia Britannica, 1911

Imagem/Image: Vulkan und Maia Artist: Spranger, Bartholomäus: Deutsch 1585 Current location Deutsch: Kunsthistorisches Museum, Gemäldegalerie

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Saravá Preto-velho!

Neste dia 13 de maio de 2010, se for possível, acenda uma vela preta e uma branca ao lado de uma cocada ou doce de amendoim... em qualquer pedaço de verde ao ar livre está valendo. Bata palmas e diga 'Atotô Abaluiaiê! Saravá os Pretos e Pretas-velhas de Umbanda! Neste mundo Oxalá é quem manda me abençoe que sou da sua banda!' Vire de costas e váq embora sem olhar para trás. Está feito.

Pra quem ainda não sabe, 13 de maio além de dia de Preto-velho e Omolú é o 133º dia do ano, que é considerado pelas ordens secretas, esotéricas, filosóficas e místicas como sendo uma proporção áurea do ano. (vide Wikipédia)

A data, historicamente, também recorda a assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, que aboliu a escravidão no Brasil.

Que Zambi, através de seu Divino Filho Oxalá, também nos permita o exercício pleno desta liberdade.

Saravá! : )

Imagem: Pai Maneco (by Jimmy)

Recomendado

Pinga Fogo 1971 ::: Umbanda e Caboclos ::: Chico Xavier



"Nós respeitamos a religião de Umbanda como devemos respeitar todas as religiões..." 
Chico Xavier


segunda-feira, 10 de maio de 2010

Mitologia Celta: conheça as deusas celtas

Pedra Celta pré-histórica, na localidade de Draguignan, Provença, França  (Wikimedia Commons)


"Celtas é a designação dada a um conjunto de povos, organizados em múltiplas tribos, pertencentes a família linguística indo-européia que se espalhou pela maior parte do oeste da Europa a partir do segundo milenio antes de Cristo. A primeira referência literária aos celtas (Κελτοί) foi feita pelo historiador grego Hecateu de Mileto no século VI a.C.

Boa parte da população da Europa ocidental pertencia às etnias celtas até a eventual conquista daqueles territórios pelo Império Romano. Organizavam-se em tribos, que ocupavam o território desde a península Ibérica até a Anatólia. A maioria dos povos celtas foi conquistada, e mais tarde integrada, pelos romanos, embora o modo de vida Celta tenha sobrevivido em grande parte do território por eles ocupado.

Existiam diversos grupos celtas compostos de várias tribos, entre eles os bretões, os gauleses, os escotos, os eburões, os batavos, os belgas, os gálatas, os trinovantes e os caledônios. Muitos destes grupos deram origem ao nome das províncias romanas na Europa, as quais que mais tarde batizaram alguns dos estados-nações medievais e modernos da Europa.

Os celtas são considerados os introdutores da metalurgia do ferro na Europa, dando origem naquele continente a Idade do Ferro. Do ponto de vista da independência política, grupos celtas perpetuaram-se pelo menos até ao século XVII na Irlanda, país onde por seu isolamento, melhor se preservaram as tradições de origem celta.

Outras regiões europeias que também se identificam com a cultura celta são o País de Gales, a Cornualha, a Gália, o norte de Portugal e a Galiza. Nestas regiões os traços linguísticos celtas sobrevivem nos topônimos, nalgumas formas linguísticas, no folclore e nas tradições.

A influência cultural celta, que jamais desapareceu, tem mesmo experimentado um ciclo de expansão em sua antiga zona de influência, com o aparecimento de música de inspiração celta e no reviver de muitos usos e costumes conhecidas hoje como Celtismo.

DEUSAS CELTAS


Abnoba: Deusa da Floresta negra (Forêt-Noire, Schwarzwald).

Aine: Aine é uma deusa primária da Irlanda, soberana da terra e do sol, associada ao Sostício de Verão, que sobreviveu na forma de uma Fada Rainha. Seu nome significa: prazer, alegria, esplendor. Ela é irmã gêmea de Grian, a Rainha dos Elfos e era também considerada um dos aspectos da Deusa Mãe dos celtas Ana, Anu, Danu ou Don. Juntas Grian e Aine, alternavam-se como Deusas do Sol Crescente e Minguante da Roda do Ano, trocando de lugar a cada solstício.

Os pagãos acreditam que na entrada do Solstício de Verão, todos os Povos pequenos vêm a Terra em grande quantidade, pois é um período de equilíbrio entre Luz e Trevas. Se estiver em paz com eles, acredita-se que, ao ficar de pé no centro de um anel-das-fadas é possível vê-los. É um período excelente para fazer amizade com as fadas e outros seres do gênero.

Rainha dos reinos encantados e mulher do Lado, ela é a Deusa do amor, da fertilidade e do desejo. É filha de Dannann, e esposa e algumas vezes filha de Manannan Mac Liir, e mãe de Earl Gerald. Como feiticeira poderosa, seus símbolos mágicos são "A égua vermelha", plantações férteis, o gado e o ganso selvagem.

Existem duas colinas, perto de Lough Gur, consagradas à Deusa, onde ainda hoje ocorrem ritos em honra a fada Aine. Uma, a três milhas a sudoeste, é chamada Knockaine, em homenagem a esta deusa. Nessa colina possui uma pedra que dá inspiração poética a seus devotos meritórios e a loucura à aqueles que são por Ela rejeitados.

Esta é uma Deusa-Fada que segundo a tradição celta ajudava os viajantes perdidos nos bosques irlandeses. Diziam que para chamá-la bastava bater três vezes no tronco de uma árvore com flores brancas. Sempre que se sentir "perdido", faça o mesmo, chame por Aine batendo três vezes no tronco de uma árvore de flores brancas. Ela não vai tardar em ajudar.

Andrasta: Deusa guerreira. Aparece com a rainha Budica. Tinha um esposo de que foi identificado com Marte (deus da guerra) romano.

Arduina: Deusa de Ardennes. Foi identificada pelos romanos como Diana, a Ártemis grega.

Arianrhod: Ela é a guardiã da "roda de prata" que circunda as estrelas, considerada símbolo do tempo e do carma. É igualmente deusa da reencarnação, da Lua Cheia dos namorados e a Grande mãe Frutuosa.

Arianrhod aparece no Mabinogion, uma coleção de relatos escritos entre o século XI e XIII d.C., como filha do deus Don e mãe dos gêmeos Lleu Llow Gyffes e Dylan.

Esta deusa é a figura primal de poder e autoridade feminina, considerada a Deusa dos Ancestrais Celtas. Vive em um reino estelar, Caer Arianrhod, na constelação Corona Borealis, com suas sacerdotisas e de lá decide o destino dos mortos, carregando-os para a Lua ou para a sua constelação.

É também uma deusa da fertilidade e de tudo que é eterno. O espírito de Arianrhod é símbolo de profecia e sonhos. Ela controla a dimensão do tempo. O viajante que a seguir deve estar com o coração e a mente aberta para seus ensinamentos. Convide-a para ajudar-lhe com dificuldades passadas e para contatar o povo das estrelas.

Na Tradição Avalônica ela corresponde ao elemento Fogo e seu chakra correspondente é o cardíaco. Já na tradição celta esta deusa apresenta três aspectos: donzela, mãe e crone, representando os três estágios da vida de uma mulher.

A Arianrhod é atribuído os poderes da coruja, que através de seus olhos vê o subconsciente da alma humana. A coruja é um pássaro nocturno que simboliza a morte, renovação, sabedoria, a magia da lua e as iniciações.

Armid: Airmid é a Deusa da Cura dos celtas. É filha de Daincecht, avô de Lugh, e possuía quatro irmãos: Miach, Cian, Cethe e Cu.

Lugh foi o guerreiro que tinha uma lança mágica que disparava fogo e rugia e libertou o rei Nuada e os Tuatha Dé Danann das mãos dos Formori, os demônios da noite que tinham um só olho. Nuada perdeu sua mão direita durante um combate e, para que pudesse continuar a ser rei, ele precisava estar inteiro, então, o médico Dianchecht construiu uma maravilhosa prótese de prata, o que rendeu a Nuada o apelido de "Mão de Prata".

A estória da Deusa Airmid inicia-se quando faz uma visita ao castelo do rei Nuada.

Conta-se que os portões do castelo do rei Nuada era guardado por um homem que não tinha um dos olhos e trazia escondido em sua capa um gato. Quando Airmid e seu irmão Miach, em visita ao castelo, apresentaram-se como curandeiros, o tal homem pediu-lhes para reconstituir o olho perdido. Os deusemédicos concordaram e transplantaram o olho do gato para o espaço do olho vazio do porteiro. Entretanto, não tinham como mudar as características do olho do animal. Sendo assim, a noite ele ficava aberto em busca de caça e durante o dia fechava-se exausto. Mas o porteiro ficou muito feliz por ter novamente os dois olhos.


Banba, Eriu e Fodla:Trio de deusas filhas de Fiachna que personificam o Espírito da Irlanda.

Blodeuwedd: Seu nome foi traduzido como "flor branca", sendo representada, muitas vezes, com um lírio branco nas cerimônias de iniciação celtas de Gales. Criada por Math e Gwydion, o Druida, para ser esposa de Lleu, foi transformada em coruja por causa do seu adultério e da conspiração para a morte do marido. Aspecto virginal da Deusa Tríplice dos galeses, Blodeuwed tinha por símbolo uma coruja. Seu domínio é o das flores, sabedoria, mistérios lunares e iniciações.

Boann: Deusa da água e da fertilidade, seu animal sagrado é a vaca branca.

Branwen: Irmã de Bran e esposa do rei irlandês Matholwch. Vênus dos Mares do Norte, filha de Llyr, uma das três matriarcas da Grã-Bretanha. Branwen é chamada Dama do Lago, sendo a deusa do amor e da beleza no panteão galês.

Brigit: Irmã do deus Oengus, o Cupido irlandês, divindade do amor. Brigit é uma deusa tríplice, a menos que haja três irmãs com o mesmo nome. É venerada pelos poetas, ferreiros e pelos médicos. Enquanto deusa das estações do ano, seu culto se celebrava no
primeiro dia de fevereiro, dia do Imbolc, a grande festa de purificação.

Cerridwen / Ceridwen / Caridwen: Deusa da Lua do panteão galês, sendo chamada de Grande Mãe e A Senhora. Deusa da natureza, Cerridwen era esposa do gigante Tegid e mãe de uma linda donzela, Creirwy, e de um feio rapaz, Avagdu. Os bardos galeses chamavam a si mesmos de Cerddorion, filhos de Cerridwen. Há uma lenda que diz que o grande bardo Taliesin, druida da corte do rei Arthur, nascera de Cerridwen e se tornara grande mago após tomar algumas gotas de uma poderosa poção de inspiração que Cerridwen preparava no seu caldeirão. Cerridwen é ainda a deusa da Morte, da fertilidade, da regeneração, da inspiração, magia, astrologia, ervas, poesia, encantamentos e conhecimento.

Cliodna: Deusa da beleza e do Outro mundo, mais tarde se tornou uma Rainha-fada.

Cuchulainn: As aventuras de Cuchulainn (diz-se Cu-hu-lim) constituem a epopéia principal do ciclo heróico de Ulster. Ao nascer, chamava-se Setanta; era filho de Dechtiré, irmã do rei Conchobar, casada com Sualtan, o profeta. Seu pais verdadeiro, porém, era o deus Lug, mito solar dos Tuatha Dê Danann. Foi criado entre os demais filhos dos vassalos e guerreiros do rei. Com sete anos matou o terrível cão de guarda de Culann, chefe dos ferreiros de Ulster; vem daí o nome Cuchulainn, "Cão de Culann". O menino possuia uma força incrível e, quando dominado pela ira, lançava calor intenso e suas feições transformavam-se, pavorosamente. Algum tempo depois de matar o cão, massacrou três guerreiros mágicos gigantes, que tinham desafiado os nobres do Ramo Vermelho (uma milícia ou ordem primitiva de cavaleria de Usler, provavelmente). Depois, mandam-no para Scâthach, a Rainha das Trevas, epônima da ilha Skye, onde conclui sua educação. A feiticeira ensina a ele a arte da magia. Antes de voltar para casa, decide matar uma inimiga de sua professora, a amazona Aiffé, uma mortal. Não só a derrota mas deixa-a grávida. Volta, assim, para Ulster, munido de armas prodigiosas. Pouco tempo passado, se apaixona por Emer (diz-se Avair), filha de Forgall Manach, mágico poderoso. Este não permite o relacionamento; Cuchulainn, então, rapta-a, depois de ter matado toda a guarnição e o pai da moça. Neste período é que as grandes batalhas e aventuras tomam lugar.

Dama Branca: Conhecida em todos os países celtas, era identificada como Macha, Rainha dos Mortos, a forma idosa da Deusa. Simbolizava a morte e a destruição. Algumas lendas chamam-na de Banshee, aquela que traz a morte.

Dana: Segundo uma lenda, Dana nasceu em uma Clã de Dançarinos que viviam ao longo do rio Alu. Seu nome foi escolhido por sua avó, Kaila, Sacerdotisa do Clã. Foi ela que sonhou com uma barca carregando seu povo por mares e rios até chegarem em uma ilha, onde deveria construir um Templo, para que a paz e a abundância fossem asseguradas. Ao despertar, Danu relatou seu sonho ao conselho e a grande viagem começou então a ser planejada.

Também conhecida como Danu, é a maior Deusa Mãe da mitologia celta. Seu nome "Dan", significa conhecimento, tendo sido preservada na mitologia galesa como a deusa Don, enquanto que outras fontes equipararam-na à deusa Anu. Na Ibéria, a divindade suprema do panteão celta é considerada a senhora da luz e do fogo. Era ela que garantia a segurança maetrial, a proteção e a justiça. Dana ou Danu também é conhecida por outros nomes: Almha, Becuma, Birog, ou Buan-ann, de acordo com o lugar de seu culto.

O "Anuário da Grande Mãe" de Mirella Faur, nos apresenta o dia 31 de março como o dia de celebrar esta deusa da prosperidade e abundância. Conta ainda, que os celtas neste dia, acreditavam que dava muito azar emprestar ou pegar dinheiro emprestado, por prejudicar os influxos da prosperidade. Uma antiga, mas eficaz simpatia, mandava congelar uma moeda, fazendo um encantamento para proteger os ganhos e evitar os gastos.

Os descendentes da Dana e seu consorte Bilé (Beli) eram conhecidos como os "Tuatha Dé Dannan" (povo da Deusa Dana), uma variação nórdica de Diana, que era adorada em bosques de carvalhos sagrados.O nome "Dana"é derivado da Palavra Céltica Dannuia ou Dannia. É significativo que o rio Danúbio leve seu nome, pois foi no Vale do Danúbio, que a civilização Celta se desenvolveu. A ligação Celta com o vale do rio Danúbio também é expressa em seu nome original. "Os filhos de Danu", ou "Os filhos de Don".

Dana é irmã de Math e seu filho é Gwydion. Sua filha é Arianrhod, que tem dois filhos, Dylan e Llew. Os dois outros filhos de Dana são Gobannon e Nudd.

É certo que Dana deveria ser considerada a Mãe dos Deuses, depois de ter lhes dado seu nome. Há várias interpretações do seu nome, sendo que uma delas é "Terra Molhada" e o mais poética, "Água do Céu".

Danu é uma das Dea Matronae da Irlanda e a Deusa da fertilidade. Seu símbolo mágico é um bastão.

Seu personagem foi cristianizado na figura de Santa Ana, mãe da Virgem Maria, pois sua existência é proveniente de uma antiga divindade indo-européia. Também é conhecida na Índia, como o nome de "Ana Purna" e em Roma toma o nome de "Anna Perenna".

Druantia: Na mitologia britânica, Druantia era a deusa druida do nascimento, sabedoria, morte e metempsicose. É a mãe do alfabeto das árvores irlandês.

Épona: "A Cavaleira" ou "A Amazona". É representada sempre a cavalo, sentada de lado, como as amazonas do século passado; na cabeça tras um diadema; ao seu lado vê-se uma jumenta ou um poldro, que, às vezes, é alimetado pela deusa. Seus atributos eram a cornucópia, uma pátera e frutos. Presidia, também, à fecundidade do solo, fertilizado pelas águas.

Elaine: Na mitologia celta, Elaine (Lily-Maid) era a deusa virgem da beleza e da lua.

Eriu / Erin: Filha do Dagda, Erin era uma das três rainhas dos Tuatha de Dannan da Irlanda.

Flidais: Deusa da floresta, dos bosques e criaturas selvagens do povo irlandês. Viajava numa carruagem puxada por veados e tinha a capacidade de mudar de forma.

Mm: Na mitologia celta, Mm era a deusa do pensamento dos povos independentes do Norte.

Morgana: Morgana representa na lenda arturiana, a figura de uma Deusa Tríplice da morte, da ressureição e do nascimento, incorporando uma jovem e bela donzela, uma vigorosa mãe criadora ou uma bruxa portadora da morte. Sua comunidade consta de um total de nove sacerdotisas (Gliten, Tyrone, Mazoe, Glitonea, Cliten, Thitis, Thetis, Moronoe e Morgana) que, nos tempos romanos, habitavam uma ilha diante das costas da Bretanha. Falam também das nove donzelas que, no submundo galês, vigiam o caldeirão que Artur procura, como pressagiando a procura do Santo Graal. Morgana faz seu debut literário no poema de Godofredo de Monntouth intitulado "Vita Merlini", como feiticeira benigna. Mas sob a pressão religiosa, os autores a convertem em uma irmã bastarda do rei, ambígua, freqüentemente maliciosa, tutelada por Merlim, perturbadora e fonte de problemas.

Nenhum personagem feminino foi tão confusamente descrito e distorcido como Morgana ou Morgan Le Fay. A tradição cristã a apresenta como uma bruxa perversa que seduz seu irmão mais novo, Artur, e dele concebe o filho. Entretanto, nesta época, em outras tribos celtas, como em muitas outras culturas, o sangue real não se misturava e era muito comum casarem irmãos, sem que isso acarretasse o estigma do incesto.

Morgana e Artur tiveram um filho fruto de um Matrimônio Sagrado entre a Deusa (Morgana encarna como Sacerdotisa) e o futuro rei.

O "Matrimônio Sagrado" era um ritual, no qual a vida sexual da mulher era dedicada à própria Deusa através de um ato de prostituição executado no templo. Essas práticas parecem, sob o ponto de vista da nossa experiência puritana, meramente licenciosas. Mas não podemos ignorar que elas faziam parte de uma religião, ou seja, eram um meio de adaptação ao reino interior ou espiritual. Práticas religiosas são baseadas em uma necessidade psicológica. A necessidade interior ou espiritual era aqui projetada no mundo concreto e encontrada através de um ato simbólico Se os rituais de prostituição sagrada fossem examinados sob essa luz, torna-se evidente que todas as mulheres devessem, uma vez na vida, dar-se não a um homem em particular, mas à Deusa, a seu próprio instinto, ao princípio Eros que nela existia. Para a mulher, o significado da experiência devia residir na sua submissão ao instinto, não importando que forma a experiência lhe acontecesse.

Morrigan: Morrigan era a deusa celta da guerra e da morte.

Rhiannon: Grande rainha dos galeses, Rhiannon era a protectora dos cavalos e das aves. Rege os encantamentos, a fertilidade e o submundo. Aparece sempre montando um veloz cavalo branco.

Rosmerta: Na mitologia celta gaulesa, deusa do fogo, calor, prosperidade e abundância.

Scathach / Scota / Scatha / Scath: Seu nome traduzia-se como A Sombra, Aquela que combate o medo. Deusa do submundo, Scath era a deusa da escuridão, aspecto destruidor da Senhora. Mulher guerreira e profetisa que viveu em Albion, na Escócia, e que ensinava artes marciais para os guerreiros que tinham coragem suficiente para treinar com ela, pois era tida como dura e impiedosa. Não foi à toa que o adestramento do herói Cu Chulainn foi levado a cabo por ela mesma, considerada a maior guerreira de toda a Irlanda. Scath era ainda a patrona dos ferreiros, das curas, magia, profecia e artes marciais.

Sulis: Na mitologia celta, deusa de profecia, inspiração, sabedoria e morte."


sexta-feira, 7 de maio de 2010

Pequeno Exorcismo de São Miguel Arcanjo

Composto pelo Papa Leão XIII

"São Miguel Arcanjo, defendei-nos neste combate, sede nosso auxílio contra a maldade e ciladas do demonio. Instante e humildemente vos pedimos que Deus sobre ele impere e vós, Príncipe da milícia celeste, com esse poder Divino, precipitai no Inferno a satanás e aos outros espíritos malignos que vagueiam pelo mundo para perdição das almas. Assim seja!"

ORAÇÃO DE EXORCISMO DE SÃO MIGUEL

Publicado por ordem de sua Santidade, o Papa Leão XIII, em 1884, para uso público e privado, por parte de sacerdotes e leigos.

Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amem.

(Segurar um crucifixo até o fim do exorcismo)

Oração a São Miguel Arcanjo
(de joelhos)

"Gloriosíssimo Príncipe dos Exércitos celestes, São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate contra os principados e as potestades, contra os chefes deste mundo de trevas, contra os espíritos malignos espalhados pelos ares 
(Ef. VI, 10-12)

Vinde em auxílio dos homens que Deus fez à Sua imagem e semelhança, e resgatou com grande preço da tirania do Demónio 

(Sab. II, 23-24; I Cor. VI, 20)

É a vós que a Santa Igreja venera como seu guardião e patrono, vós a quem o Senhor confiou as almas resgatadas para as introduzir na felicidade celeste. Suplicai, pois, ao Deus da Paz, que esmague Satanás sob os nossos pés a fim de lhe tirar o poder para prejudicar a igreja. Apresentai ao Altíssimo as nossas orações para que depressa desçam sobre nós as misericórdias do Senhor. E sujeitai a antiga serpente – que não é outro senão o Diabo ou Satanás – para o precipitar encadeado nos Abismos, de modo que não possa, nunca mais, seduzir as nações." (Apoc. XX, 3)

Exorcismo
(de pé)

"Em nome de Jesus Cristo, nosso Deus e Senhor, com a intercessão da Imaculada Virgem Maria, Mãe de Deus, de São Miguel Arcanjo, dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, e de todos os santos, apoiados na autoridade sagrada:

Da Santa Igreja Católica (para os leigos) do nosso ministério (para os sacerdotes) nós empreendemos, com confiança, a batalha para afastar os ataques e as emboscadas do demônio."

Salmo

"Levanta-se o Senhor e sejam dispersos os seus inimigos! Fujam diante dele aqueles que O odeiam! Desvaneçam como se desvanece o fumo. E como se derrete a cera ao fogo, assim pereçam os pecadores diante do rosto de Deus (Salmo 67, 2 e 3).

V. Eis a Cruz do Senhor, fugi potências inimigas!
R. Venceu o leão da tribo de Judá, o descendente de David.
V. Que a Tua misericórdia, senhor, seja sobre nós!
R. Como nós esperamos em Ti.

Nós te exorcizamos, espírito imundo, potência satânica, invasão do inimigo infernal, legião, reunião ou seita diabólica. Em nome e pela virtude de Nosso Senhor Jesus Cristo, sejas desarreigado e expulso da Igreja de Deus, das almas criadas à imagem de Deus e resgatadas pelo precioso Sangue do Divino Cordeiro. Desde este momento, não te atrevas mais, pérfida serpente, a enganar o género humano, perseguir a Igreja de Deus e sacudir e joeirar como o trigo os eleitos de Deus.

Manda-to o Deus Altíssimo, ao qual, na tua grande soberba, presumes ainda ser semelhante. Ele “que deseja que todos os homens se salvem e conheçam a verdade”. Manda-to Deus Pai. Manda-to Deus Filho. Manda-to Deus Espírito Santo. Manda-to o Cristo, Verbo Eterno de Deus feito carne. Ele que para salvação da nossa progénie perdida por tua inveja – se humilhou e “tornou obediente até a morte” (Fil. II, 8).

Ele que edificou a Sua Igreja sobre pedra firme e prometeu que as portas do inferno não prevaleceriam jamais contra Ela, querendo permanecer com Ela “todos os dias até o fim do mundo” (Mat. XXVIII, 20).

Manda-to o sinal sagrado da Cruz, e a virtude de todos os mistérios da nossa Fé Cristã. Manda-to a poderosa Mãe de Deus, a Virgem Maria, que desde o primeiro instante da sua Imaculada Conceição, pela sua humildade esmagou a tua cabeça orgulhosa. Manda-to a fé dos santos Apóstolos Pedro e Paulo, e dos outros apóstolos. Manda-to o sangue dos mártires e a piedosa intercessão de todos os Santos e Santas.

Então, dragão amaldiçoado e toda a legião diabólica, nós te esconjuramos:

Pelo Deus Vivo, pelo Deus Verdadeiro, pelo Deus Santo, pelo Deus que tanto amou o mundo que lhe deu Seu único Filho, para que quem creia nele não pereça mas tenha a Vida Eterna (Jo. III, 14 e 15):

Cessa de enganar as criaturas humanas e de derramar sobre elas o veneno da condenação eterna: Cessa de danificar a Igreja e de armar laços à sua liberdade.

Vai-te Satanás, inventor e mestre de enganos, inimigo da salvação dos homens. Cede o lugar a Cristo, em Quem não encontraste nada das tuas obras.

Cede o lugar à Igreja – Una, Santa, católica e Apostólica – que o próprio Cristo adquiriu com o Seu Sangue.

Humilha-te sob a poderosa Mão de Deus; treme e foge à invocação, feita por nós, do Santo e terrível nome de Jesus que faz tremer o inferno; a Quem as Virtudes dos Céus, as Potestades e as Dominações estão submissas; e que os Querubins e os Serafins louvam sem cessar dizendo: “Santo, Santo, é o Senhor o Deus dos Exércitos”.

V. Senhor ouvi a minha oração.
R. E cheque a Vós o meu clamor.
V. O Senhor esteja convosco (para os sacerdotes).
R. E contigo também.

Oração Final
(de joelhos)

"Oremos:

Deus do Céu, Deus da Terra, Deus dos Anjos, Deus dos Arcanjos.
Deus dos Patriarcas, Deus dos Profetas, Deus dos Apóstolos.
Deus dos Mártires, Deus dos confessores, Deus das virgens.

Deus que tendes o poder de dar a vida depois da morte, o repouso depois do trabalho. Porque não há outro Deus senão Vós; e não pode haver outro a não ser Vós; o Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis, cujo Reino não terá fim; Com humildade suplicamos que a Vossa Gloriosa Majestade se digne livrar-nos poderosamente, e guardar-nos sãos e salvos de todo o poder, laço, mentira e malvadez dos espíritos infernais. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amem.

Das emboscadas do Demonio, livra-nos Senhor.

V. Dignai-vos conceder à vossa Igreja a segurança e a liberdade para Vos servir.
R. Nós Vos suplicamos, ouvi-nos Senhor.
V. Dignai-vos humilhar os inimigos da Santa Igreja.
R. Nós Vos suplicamos, escutai-nos Senhor"

(Aspergir com água benta as pessoas e o lugar)



quinta-feira, 6 de maio de 2010

Dica para o uso de ervas aromáticas na culinária



Esse tesouro antiquíssimo de saúde e sabor pode ser utilizado em diversos fins, desde os medicinais, culinários, etc. Frescas ou secas, são elas que dão aos pratos sabor e aroma únicos, realçando os seus sabores naturais, podendo-se diminuir a utilização de sal na confecção dos alimentos sem destronar o prazer da boa mesa. Uma vez combinadas com o cheiro genuíno dos alimentos conseguem-se aromas novos, mais subtis, capazes de surpreender o olfato.

Facilmente cultiváveis em canteiros, e vasos, estas plantas podem fazer parte do nosso jardim familiar, ornamentando as cozinhas e impregnando-as com o seu aroma. Encontram-se também à venda nos mercados, bastando simplesmente selecioná-las ao gosto de cada um, tendo em mente a utilização adequada a cada alimento.

Não existem regras rígidas que limitem o uso destas ervas em culinária. Compete a cada um de nós determinar qual a erva adequada e a sua proporção, tendo em conta o receituário tradicional de cada região.

Tendo em conta a imensidão destas ervas e, para quem não as conhece, segue uma lista com o nome de algumas e os alimentos cujo sabor poderá ser realçado por estas:

Alecrim – É utilizado com moderação em marinadas para a caça (coelho manso) dando-lhe sabor do bravo; pode ainda servir para aromatizar carnes de porco, vaca ou borrego. Grelhados ao ar livre, peixe ou carne, podem ficar com sabor melhorado.

Alho – Os dentes de alho são utilizados praticamente em todos os pratos.

Azedas – As folhas novas, de sabor amargo, são utilizadas cruas em saladas e poderão também ser utilizadas na preparação de sopas.

Beldroegas – É utilizada em sopas (famosa a sopa alentejana de beldroegas) e saladas de Inverno.

Cebolinho – É utilizado cru em saladas, pratos de ovos; é ótimo para o molho tártaro. Em geral utiliza-se em pratos salgados.

Cerefólio – É utilizado em sopas, e molhos ou como guarnição, sendo muito frequente a sua utilização em omeletas.

Coentros – Muito utilizado na cozinha portuguesa para temperar sopas, peixe, carnes e saladas.

Endro – Folhas podem servir para guarnição, podendo dar sabor peculiar (anisado) a pratos de peixes e molhos.

Erva-cidreira – Utilizam-se as folhas frescas picadas para aromatizar pratos de peixe, estufados e certas sopas.

Estragão – Utilizado em pratos de aves (carnes brancas), peixes frios, saladas, vinha-d’alhos e molhos. Alguns galhos de estragão são óptimos para perfumar vinagre de vinho branco ou tinto.

Funcho – As suas folhas são utilizadas para aromatizar pratos de peixe (robalo grelhado), carne de porco, vitela e de frango. Finamente picado pode ser adicionado a diversas sopas ou ao molho vinagreta.

Hortelã – Utilizada em sopas, legumes, peixes, carne de borrego, saladas de frutos, bebidas e doces.

Louro – As folhas de louro, secas ou frescas, são utilizadas em sopas, pratos de peixe, carnes e saladas.

Manjericão – Utilizado em saladas de tomate, pratos de massa, pizzas e sopas.

Manjerona – Muito utilizada na região beirã, é óptima para pratos de peixe grelhados ou assados, omeletas e recheios de carnes de porco e de vaca.

Orégãos – Utilizado para aromatizar saladas, molhos de tomate, pizzas, peixes assados e pratos de carne.

Salsa – Utiliza-se em todos os pratos salgados.

Sálvia – Para carne assada, recheio de aves ou peixes cozidos em geral.

Segurelha – Utilizada em carnes, recheio de frango, saladas de tomate e molhos.

Tomilho – Erva aromática picante é utilizado em molhos de tomate, canapés à base de queijo, carnes e alguns doces.


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segunda-feira, 3 de maio de 2010

Oração para vencer dificuldades em negócios




Glória a Deus nas alturas e Paz na terra aos homens de boa vontade.

Louvo São Judas Tadeu, São Benedito, Santo Antão, São Policarpo. Louvo Santo Expedito pelo bom êxito dos meus negócios, pela minha tranquilidade, pela minha paz. Graças vos sejam dadas, meu Bom Jesus, pela Vossa misericordiosa proteção.

Louvado seja Deus, Criador do Céu e da Terra, Eterno Pai de todas as criaturas. Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo, pela sua misericórdia. Louvado seja o Divino Espírito Santo, pela sua sabedoria. Louvado seja para todo o sempre a Santíssima Trindade.

Meu Deus, embora talvez eu não seja merecedor, com toda humildade Vos peço a graça de me amparardes em meus trabalhos, em minha profissão, em meus negócios.

Senhor Jesus Cristo, Vós disseste: “Pedi e recebereis”. Com firme confiança em Vossa Justiça e misericórdia, rogo o Vosso amparo, afastando as dificuldades, os obstáculos, os impedimentos de meu caminho.

Concedei-me, Senhor, a felicidade de colher o fruto dos meus esforços. Dai-me Senhor, a ventura de poder sustentar-me com o meu trabalho e assim dar um exemplo de fidelidade à Vossa Vontade, aos meus filhos, aos meus amigos, aos meus conhecidos.

Creio em Vós, Senhor, e tenho certeza de que não serei desamparado.

Oxalá assim seja!

domingo, 2 de maio de 2010

Oração a São Vicente de Paulo (combate a pobreza)




"deixe que tudo seja feito com caridade"
São Vicente de Paulo O.P.N.
"Deus, Senhor Nosso , que ao bem aventurado Vicente de Paulo concedestes o privilégio de imitar os Vossos divinos mistérios; assim falastes pela boca do rei Davi: “Aos pobres de Sião saciarei de pães; seus sacerdotes vestirei de graça saudável, em alegria exultarão seus Santos”

Glorioso S. Vicente de Paulo, vós que fostes na Terra a personificação da caridade divina, dignai-vos atender à prece que vos dirige este fiel devoto. Pelos vossos méritos alcançai de Nosso Senhor Jesus Cristo o perdão dos meus pecados. 

Oxalá assim seja!

Sede propício, S. Vicente de Paulo, obtendo do Altíssimo, pela vossa intercessão, a graça de nunca faltar pão à minha mesa e de serem afastadas de mim as aflições dos que passam necessidades.

Rogo-vos obter a tranquilidade na aquisição do meu alimento, do meu vestuário da minha habitação e condução, a fim de que seja sempre manifesta, no mundo, a vossa caridade e os vossos méritos perante o Altíssimo. 

Oxalá assim seja!"

Rezar: 1 Credo, 1 Pai-Nosso e 1 Ave-Maria

sábado, 1 de maio de 2010

Opção sexual é pecado? O quê é pecado?



Visitando hoje o blog do Ricardo Barreira, presidente da Federação de Umbanda e Candomblé do Estado de São Paulo, me deparei com questões que respondem a uma série de perguntas. 

O fundador do "Instituto Sócio Cultural Umbanda Fest" comenta a declaração de um pastor, neopentecostal paulista, acerca da homossexualidade.

No texto, redigido pelo pastor e publicado em 26/04/2010 na coluna Opinião, do Jornal da Cidade, de Baurú/SP, o autor se utiliza passagens bíblicas para condenar as práticas ditas homossexuais.

De maneira sagaz, o Umbandista responde as críticas contra a diversidade e livre opção sexual, citando um acontecimento célebre ocorrido com Laura Schlessinger, uma personalidade do rádio norte-americano, que aconselha pessoas que ligam para seu programa. A radialista estadunidense afirmou, em seu programa de rádio, que a homossexualidade é uma abominação de acordo com Levíticos 18:22, e, portanto não pode ser perdoada sob qualquer circunstância.

Dado a gravidade das intolerantes afirmações da senhora Schlessinger, um cidadão americano acabou tomando a iniciativa de responder, por meio de carta aberta, as afirmações da radialista. Esta carta, enviada em resposta aos ataques contra a livre opção sexual, garantida por lei, é muito interessante pois também cita passagens bíblicas para reflexão.

Transcrevo a seguir a carta redigida por este defensor do bom senso, a qual encontra-se disponível na internet e no blog do Pai Ricardo:

"Cara Dra. Laura:

Obrigado por ter feito tanto para educar as pessoas no que diz respeito à Lei de Deus. Eu tenho aprendido muito com seu show, e tento compartilhar o conhecimento com tantas pessoas quantas posso. Mas eu preciso de sua ajuda, entretanto, no que diz respeito a algumas leis específicas e como segui-las:

Quando eu queimo um touro no altar como sacrifício, eu sei que isso cria um odor agradável para o Senhor (Levíticos 1:9). O problema são os meus vizinhos. Eles reclamam que o odor não é agradável para eles. Devo matá-los por heresia?

Eu gostaria de vender minha filha como escrava, como é permitido em Êxodo 21:7. Na época atual, qual você acha que seria um preço justo por ela?

Eu sei que não é permitido ter contato com uma mulher enquanto ela está em seu período de impureza menstrual (Levíticos 15:19-24). O problema é: como eu digo isso a ela? Eu tenho tentado, mas a maioria das mulheres toma isso como ofensa.

Levíticos 25:44 afirma que eu posso possuir escravos, tanto homens quanto mulheres, se eles forem comprados de nações vizinhas. Um amigo meu diz que isso se aplica a mexicanos, mas não a canadenses. Você pode esclarecer isso? Por que eu não posso possuir canadenses?

Eu tenho um vizinho que insiste em trabalhar aos sábados. Êxodo 35:2 claramente afirma que ele deve ser morto. Eu sou moralmente obrigado a matá-lo mesmo?

Um amigo meu acha que mesmo que comer moluscos seja uma abominação (Levíticos 11:10), é uma abominação menor que a homossexualidade. Eu não concordo. Você pode esclarecer esse ponto?

Levíticos 21:20 afirma que eu não posso me aproximar do altar de Deus se eu tiver algum defeito na visão. Eu admito que uso óculos para ler. A minha visão tem mesmo que ser 100%, ou pode-se dar um jeitinho?

A maioria dos meus amigos homens apara a barba, inclusive o cabelo das têmporas, mesmo que isso seja expressamente proibido em Levíticos 19:27. Como eles devem morrer?

Meu tio tem uma fazenda. Ele viola Levíticos 19:19 plantando dois tipos diferentes de vegetais no mesmo campo. Sua esposa também viola Levíticos 19:19, porque usa roupas feitas de dois tipos diferentes de tecido (algodão e poliester). Ele também tende a xingar e blasfemar muito. É realmente necessário que eu chame toda a cidade para apedrejá-los (Levíticos 24:10-16)? Nós não poderíamos simplesmente queimá-los em uma cerimônia privada, como deve ser feito com as pessoas que mantêm relações sexuais com seus sogros (Levíticos 20:14)?

Eu sei que você estudou essas coisas a fundo, então estou confiante que possa ajudar. Obrigado novamente por nos lembrar que a palavra de Deus é eterna e imutável.
Seu discípulo e fã ardoroso."

Bom, dado o exposto me parece dispensável qualquer comentário (tsk,tsk). Se o amigo ou a amiga leitora achar que cabem aí mais considerações, por favor, deixe suas impressões aqui ou no blog do companheiro Ricardo Barreira.

Axé!


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