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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Oração da Sexta-feira Santa


Reflexão:  Muitos aproveitam a semana que antecede a Páscoa para ter um momento de reflexão. É hora de lembrar que Nosso Senhor Jesus Cristo, com seu amor e infinita bondade, morreu crucificado para nos salvar.   Fazer uma oração para Sexta-feira Santa e jejuar, abster-se de carne ou outro alimento, para agradecer Jesus pelo Seu sacrifício são algumas maneiras de fazer o melhor com esse dia especial.

"Rezar a Paixão do Senhor é segui-lo no seu esvaziamento por amor do mundo, dos homens.

O Senhor está sozinho em sua luta pela salvação do mundo. Ele dará o sim ao Pai, um sim total e definitivo em nome de toda a Humanidade.

Após a Ceia, o Senhor se retira para rezar com seus discípulos, mas eles dormem. Jesus sente a solidão. É difícil ficar só. Ele volta três vezes ao grupo, mas eles dormem. Diante do Senhor o universo do pecado, do desconhecimento do amor divino, do menosprezo do carinho de Deus. Jesus sente o peso dos pecados de todos os homens.

Sente o peso da natureza humana em ruptura com o Pai, submetida ao “Príncipe das Trevas”. É a hora da opção, da escolha definitiva. Ele sendo o “SIM” do Pai deve ratificar sua missão. Até em sua carne repercute o drama de sua escolha a ponto de suar sangue. 

“Minha alma está triste até a morte”. Jesus é tentado a largar tudo, a renunciar. Ele diz: “Pai, afasta de mim este cálice”!

Contudo esse grito de dor, já é demonstração de confiança e também já é uma aceitação. Pai, não o que eu quero, mas o que Tu queres! E nós, como vivemos os momentos duros de paixão, de solidão? Sejamos humildes como Jesus foi humilde...

Ele, o filho de Deus pede e aceita o reconforto do Anjo... Sinal do amor do Pai.

Não nos espantemos de oscilar daqui, dali e de repetir sempre as mesmas palavras...

Jesus vai-e-vem, busca apoio e a ele renuncia. Diz sempre as mesmas palavras... O Amor sem palavras..... Apesar de sua agonia, Jesus pensa nos outros, em seus Apóstolos: 'Rezai para não entrardes em tentação.'"

(Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos para a Sexta-feira Santa)
Fonte: Rádio Vaticano

Reflexão

Muitos aproveitam a semana que antecede a Páscoa para ter um momento de reflexão. É hora de lembrar que Nosso Senhor Jesus Cristo, com seu amor e infinita bondade, morreu crucificado para nos salvar. 

Fazer uma oração para Sexta-feira Santa e jejuar, abster-se de carne ou outro alimento, para agradecer Jesus pelo Seu sacrifício são algumas maneiras de fazer o melhor com esse dia especial. 

Oração

"Ó Cristo Ressuscitado, da morte vencedor. Por tua vida e teu amor, revelaste a nós a face do Senhor. Por tua Páscoa o Céu à Terra unistes, e o encontro com o amor de Deus a todos nós permitistes. 

Por ti, Ressuscitado, os filhos da luz renascem para a vida eterna, e abrem-se para os crentes em Tua palavra, as portas do reino dos céus. De Ti recebemos a vida que possuis em plenitude, pois nossa morte foi redimida pela Tua ressurreição, nossa vida ressurge e se ilumina agora, hoje e sempre. 

Volta a nós, ó nossa Páscoa, Teu semblante redivivo e permita que, através de escutarmos a Tua Boa Nova, sejamos renovados, em alegria e amor, por atitudes de ressurreição e alcancemos graça, paz, saúde e felicidade para Contigo nos revestir de amor e imortalidade. 

Com Deus e Jesus agora a vida é eterna. Aproveitamos este momento para celebrar a Tua Glória, a Tua Paixão e a abertura do Céu a todos nós crentes em Tua palavra de esperança e amor. 

A Ti, inefável doçura e nossa vida eterna, o Teu poder e o Teu amor reinem entre nós agora e para todo o sempre. Que a Tua palavra seja a alegria de todos que em reunião com fé renovada celebram Jesus ressuscitado em glória a Teu nome. 

Amém!"

Oração ao Jesus Crucificado

"Ó Jesus Crucificado que, com infinito amor, quisestes sacrificar a vida pela nossa salvação; aqui viemos para agradecer-Vos tão grande bondade, mediante nossa entrega, arrependimento e conversão. 

Pedimos perdão pelas culpas que cometemos contra a justiça e a caridade fraterna. Queremos, como Vós, perdoar, amar e acudir às necessidades de nossos irmãos. Dai-nos força para carregar a cruz de cada dia, suportando com paciência os trabalhos e enfermidades. Amigo dos pobres, dos enfermos e dos pecadores, vinde em nosso socorro! E, se for para nosso bem, concedei-nos a graça que instantemente Vos pedimos. 

Ó Jesus Crucificado, Caminho, Verdade e Vida, prometemos fiéis ao Vosso amor, seguir-Vos hoje e sempre, a fim de que, purificados pelo Vosso preciosos Sangue, possamos partilhar convosco das eternas alegrias da Ressurreição! 

Assim seja."

Oração para a Sexta-feira Santa


"Meu Deus,

Recordamos hoje, a dor e o sofrimento da cruz, e tudo o que Jesus estava disposto a suportar, para que pudéssemos ser libertados. Ele pagou o preço, um sacrifício tão grande, para nos oferecer o dom da vida eterna.

Ajuda-nos a nunca tomar como certo este enorme presente de amor em nosso nome. Ajude-nos a lembrar-nos do custo de tudo isto. Perdoai-nos por estarmos demasiado ocupados, ou distraídos por outras coisas, por não reconhecermos plenamente o que haveis dado gratuitamente, o que tendes feito por nós.

Obrigado, Senhor, por termos sido curados pelas tuas feridas. Obrigado por causa do teu enorme sacrifício, podemos viver livres. Obrigado que o pecado e a morte foram vencidos, e que o teu poder é eterno.

Obrigado por podermos dizer com grande esperança: “Está consumado…” Porque sabemos o que ainda está para vir. E a morte perdeu o seu ferrão. Nós te louvamos porque você está fazendo todas as coisas novas.

Em nome de Jesus,

Amém!"

A noite da Sexta-feira Santa

Sexta-feira Santa, de noite, é tradição as paróquias fazerem a encenação da Paixão de Jesus Cristo, com o sermão da descida da cruz. Depois, é realizada a Procissão do Enterro, que leva o esquife com a imagem de Cristo morto. 

Para os fiéis essas tradições e celebrações são de extrema importância, porque colocam seu coração em contato com a Paixão e os sofrimentos do Senhor. Todos os rituais ajudam na evolução espiritual deste dia. 

Na verdade não existe nenhuma forma de compensarmos ao Senhor por seu sofrimento, por tudo o que Ele fez por nós. Entretanto, Lhe agrada celebrarmos com devoção o Seu sacrifício e isso faz com que a gente melhore como seres humanos, filhos de Deus.

Nos entregarmos com devoção e amor à Paixão de Cristo, torna possível também colhermos Seus frutos de salvação. Meditar sobre a vida, paixão e ressureição de Cristo; entregando-nos a Ele amorosamente, de corpo e alma, nos faz tornar-mos pessoas melhores.



quinta-feira, 13 de abril de 2017

Oração da Quinta-feira Santa

A Quinta-feira Santa, Quinta-feira de Endoenças ou Grande e Sagrada Quinta-feira é a quinta-feira que antecede a celebração da morte e ressurreição de Jesus. É o quinto dia da Semana Santa no cristianismo ocidental e o sexto no cristianismo oriental (que conta também o Sábado de Lázaro, anterior ao Domingo de Ramos).

Oração da Santa Ceia: Para ser dita na Quinta-feira Santa: "Ó Pai, estamos reunidos para a Santa Ceia, na qual o vosso filho único, ao entregar-se à morte, deu ao mundo um novo e eterno sacrifício, como banquete do seu amor. Concedei-nos, por mistério tão excelso, chegar à plenitude da caridade e da vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém."
A Última Ceia, afresco de Leonardo da Vinci - Convento de Santa Maria Delle Grazie Milão, Itália

É neste dia que se reza a Missa dos Santos Óleos, se comemora o lava-pés e a Última Ceia de Jesus com seus apóstolos segundo o relato dos evangelhos canônicos.

A Quinta-feira Santa abre solenemente o Tríduo Pascal e é o dia da entrega. “Antes da festa da Páscoa, Jesus sabia que tinha chegado a sua hora” (Jo 13,1a). Jesus se entrega à violência humana, é torturado impiedosamente, crucificado como um bandido e sepultado às pressas. Ele se oferece livremente para que, com sua morte, todos tenhamos vida em plenitude.

A Missa da Quinta-feira Santa não termina com a bênção. Depois da Missa, transfere-se o Santíssimo Sacramento para um altar lateral ou para um local apropriado, onde acontece a Vigília Eucarística, conforme costume de cada Comunidade, geralmente até as 00h00.

Nas Igrejas, feita a transladação, procede-se à “desnudação do altar”. Lembrando a prisão de Cristo, sua humilhação no julgamento diante de Anás, Caifás e Pilatos, são tiradas as toalhas, flores do altar, do tabernáculo e as imagens. As que não podem ser retiradas, devem ser cobertas com pano roxo.

A Bíblia não comanda essa celebração, mas a Igreja a faz em sinal de louvor pelo sacrifício de Cristo e pela sua lição de humildade dada na última ceia. É um dia para preparar o seu coração para o Tríduo Pascal, quando se comemora a paixão, morte e ressurreição de Cristo.

A Benção dos Óleos

Não é possível dizer exatamente quando teve início na Igreja a Benção dos Santos Óleos durante a Quinta Feira da Semana Santa. Esta benção já foi realizada em outros dias, como no Domingo de Ramos ou no Sábado de Aleluia, mas atualmente as igrejas preferem celebrar a benção desses óleos durante a quinta feira santa pelo fato de ser o último dia em que se celebra uma missa antes da Vigília Pascal.

Nessa cerimônia, abençoa-se o óleo do crisma, dos catecúmenos e dos enfermos.

Óleo do Crisma – que é usado no sacramento da confirmação, quando o cristão é confirmado na graça e no dom do Espírito Santo para viver como adulto na fé.

Óleo dos Catecúmenos – os catecúmenos são aqueles que se preparam para receber o batismo, antes do ritual do banho de água. É o óleo da libertação do mal, que liberta e prepara para o nascimento no Espírito Santo.

Óleo dos Enfermos – é o óleo usado no sacramento dos infernos, que muita gente chama de “extrema-unção”. Este óleo significa a força do Espírito de Deus para o fortalecimento da pessoa, para que ela enfrente a dor, e se for por vontade divina, a morte.

Oração da Santa Ceia
Para ser dita na Quinta-feira Santa


"Ó Pai, estamos reunidos para a Santa Ceia, na qual o vosso filho único, ao entregar-se à morte, deu ao mundo um novo e eterno sacrifício, como banquete do seu amor. Concedei-nos, por mistério tão excelso, chegar à plenitude da caridade e da vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém."


Pela manhã

"Sentaste-te à mesa da eterna festa da fraternidade. Sabes muito bem o que há dentro da cada um de nós, os Teus convidados. Por isso Tu, que na Tua angústia ante a morte clamaste a Deus e, sofrendo, aprendeste a obedecer, quiseste fazer tuas as paixões e sofrimentos humanos. Derrotaste a morte derrotando a iniquidade e a injustiça... 

Compadeces-Te tanto das nossas debilidades, que queres ficar para sempre conosco e assim poder nos dar Sua mão quando seja necessário. Converteste-Te para os que obedecem a Deus em autor de salvação. E a nossa salvação, Senhor, é querer-Te e amar-Te.

Tens sentado à mesa, e tens convidado como comensal a todo mundo. Acabou-se a negativa de compartilhar; a divisão entre os irmãos já não faz sentido; o desprezo pelos pobres converte-se em acolhimento e serviço ao lavar-lhes os pés com gestos reais de entrega radical. Sim, tens sentado à mesa e nos dizes de coração que desejas comer esta comida pascal conosco, antes de padecer. 

Consciente de que chegava a Tua hora, Jesus, nos tendo amado, amou até o extremo. E com o pão na mão, abençoas e repartes entre nós, nos animando a que o comamos porque é o Teu Corpo. E sem ter podido sair ainda do nosso assombro, encheste o copo de vinho e nos passa, para que também bebamos, porque é o Teu sangue. Depois que fores, quando nos reunamos e repitamos este gesto do pão e do vinho, Tu estarás ao nosso lado para que possamos anunciar ao mundo a Tua morte e ressurreição.

Cristo maravilhoso, obrigado por nos ensinar a descobrir o irmão, a estender a mão, a apresentar a outra face, a compartilhar o pão e o lar. Obrigado por esse pedaço de pão nas Tuas mãos e esse copo de vinho, com os quais nos dizes como se vence o pecado, os erros cometidos dos quais nos arrependemos, a fome, a morte. 

Que agora nós continuemos a Tua luta para que todo o homem e mulher sejam queridos e respeitados, para que ninguém lhes negue o pão e o trabalho, para que as crianças possam rir encantadas. Sim, continuaremos a Tua luta para que ninguém se enriqueça com o trabalho dos demais e para que ninguém tenha medo de nada."

À noite

"Hoje, dia do amor fraterno, partilha o Teu pão com o faminto, hospeda aos pobres sem teto, veste ao que está nu e não Te feches à tua própria carne. Na última ceia, Jesus, disseste-nos com a Tua própria vida entregue à morte, que o único que vale é o amor aos irmãos, até ser capazes de dar a vida por eles."Quem perde a sua vida, a ganha para sempre".

Hoje, a véspera de padecer pela nossa salvação e de toda a humanidade, toma o pão e dizes: 'TOMEM E COMAM, ISTO É O MEU CORPO'. Pega depois o copo de vinho, e acrescentas: 'TOMEM E BEBAM, PORQUE ESSE É O MEU SANGUE'. Por favor, nos suplica Jesus, façam sempre e onde estejam o que acabo de fazer.

Graças, Pai Deus, por tanto amor. Graças, Jesus, porque na última ceia criastes a missa; porque na Quinta-Feira Santa ensinaste-nos a servir. Obrigado, Jesus, porque inclusive chamaste amigo ao traidor Judas; porque nos deste um Mandamento Novo; porque nos deste um coração parecido ao Teu.

Amém!"

Veja também a Oração de Nosso Senhor Jesus Cristo:



quarta-feira, 12 de abril de 2017

Oração da Quarta-feira Santa


Quarta-feira Santa ou Grande e Sagrada Quarta-feira é a quarta-feira que antecede a celebração da morte e ressurreição de Jesus. É o quarto dia da Semana Santa no cristianismo ocidental e o quinto no cristianismo oriental (que conta também o Sábado de Lázaro, anterior ao Domingo de Ramos). Logo depois dos eventos do Domingo de Ramos, o Sinédrio se reuniu e planejou matar Jesus antes da festa da Páscoa judaica (relatos em Mateus 26:3-5, Marcos 14:1-2 e Lucas 22:1-2). Na quarta-feira antes de sua morte, Jesus estava em Betânia, hospedado na casa de Simão, o Leproso. 

Enquanto jantavam, uma mulher chamada Maria ungiu a cabeça e os pés de Jesus com um caro óleo de nardo (Mateus 26:8-9, João 12:5 e Marcos 14:4-5). Mas Judas Iscariotes, que cuidava do dinheiro do grupo de Jesus, queria ter utilizado o dinheiro para dar aos pobres (ou para si mesmo, segundo João 12:6). 

Logo depois do evento, Judas foi até o Sinédrio e ofereceu-se para entregar Jesus em troca de dinheiro e, a partir daí, só lhe faltava encontrar a oportunidade ideal (Mateus 26:14-16, Marcos 14:10-12 e Lucas 22:3-6).

Embora também seja frequentemente celebrada na Quinta ou na Sexta-feira Santa o Ofício das Trevas ("Tenebrae") acontece nesta data. A palavra "tenebrae" vem do latim e significa "escuridão". 

Neste serviço, todas as velas da mesa do altar são apagadas gradativamente até que todo a igreja fique escura. Neste momento de trevas, um grande barulho simboliza a morte de Jesus. O "strepitus", como é conhecido o som, provavelmente relembra também o terremoto que se seguiu à morte de Jesus (descrito em Mateus 27:51).


Oração da Quarta-feira Santa

Pela manhã

"Por qual porta posso entrar para Te abraçar, Deus? Pela que está elevada sobre a terra e tem forma de Cruz; pela porta do ferimento aberto pela lança. O que assim está convertido em porta absoluta, com seu corpo ferido, nos atrai para ti. Buscou a paz para nós. Tirou a raiz amarga que nos fazia tanto dano: a morte.

Colocou em nosso prato de cada dia outra comida: a dos filhos já reconciliados e reunidos em Sua festa, para escutar a voz de quem nos convocava. Deus nos teve desde sempre inscritos no registro de Seu fogo e quis sempre nos fazer partícipes da plenitude de Seu amor. Porque nunca terá amor maior aquele que dá a vida por aqueles a quem se ama.

Estou convidado a fazer o mesmo: convidado a amar como fui amado; convidado a dar minha vida pelos irmãos. Cristo meu, Tu não resistes nem volta atrás na hora de cumprir esta missão de nos amar até o extremo. Ofereceu Teu corpo todo aos que quiseram o destroçar.

Não escondestes o rosto para evitar os ultrajes que te fizeram. O Senhor era Tua ajuda; sabia com certeza que, com Ele a Teu favor, não ficaria defraudado. Teu sangue, que correu abundante acusando, mas ao mesmo tempo fecundando a terra, apura nossa consciência das obras da morte e nos prepara para nos apresentar ao Deus vivo.

Tudo isto já o sei. E a cada dia, através desta oração redundante, recordo-O e faço-O presente e desejo assimilá-Lo. Mas não tenho que inventar coisas novas para falar contigo ou para comunicar a meus irmãos, tentando talvez mais que orar de verdade ante os demais com este exercício diário, mas vaidoso, das entregas que lhes faço.

Disseste-o tudo já com Tua própria vida; só temos que olhar e querer repetir com a nossa aquilo que Tu foste para todos. Deve ser uma opção minha, da cada um, em liberdade completa escolher  ser imitador de Deus e viver como Ele no amor. Quero vestir-me com Teus sentimentos, para que a força de repetir e repetir, de recordar e recordar, o que Tu és vá insensivelmente acabando com o que eu sou antes de chegar à fé e Te conhecer.

E a força de querer que vivas em mim, chegue o momento de que já não seja eu quem vive, senão Tu em mim, meu Cristo. Que como Paulo, possa eu repetir que para mim a vida é Cristo, e um ganho morrer."

À noite

"Minhas mãos estão estendidas para Ti, Deus de todos e mais ainda dos humildes, como oferenda agradecida. Porque quando recordo a história de minha vida, descubro que segue sendo o que acolhe a qualquer hora, ao não saber nunca recusar a quem a Ti chega. É misericórdia que não se esgota, o Deus que nunca esquece Sua bondade e mantém Sua promessa para sempre.

A cólera não Te pertence; é algo exclusivamente nosso. Entranha de misericórdia é o que és.  Hoje segue realizando proezas, portentos, façanhas de amor incalculáveis. Abraça-me com Teus com laços de bondade; escolhe-me como amigo e confidente. Pelo sangue de Teu Filho, faz-me entrar em uma doce intimidade contigo. Comunica a meus olhos a luz e a alegria que Tu mesmo és. Minhas mãos estendidas expressam tudo isso: qual deus é grande como nosso Deus?

Teu poder é o perdão; por isso Te sobram todos os exércitos, polícias ou tribunais constitucionais. Teu braço resgata-nos com a vida, jamais com a força da violência, algo também exclusivamente nosso. Só em Ti descanso e tenho paz; só de Ti vem minha salvação; só Tu és a rocha de minha esperança. Deixa-me, Senhor, estremecer-me ante o que és.

Permite-me, apesar das nuvens que escurecem minha vida, me permite me ajoelhar e desafogar em Ti meu coração. Possa adorar-Te e acolher-Te para que me dê a vida, e saiba te agradecer com toda a alma o que fizestes a Cristo para mim, para nós, para todos sabedoria, justiça, santificação e redenção. E que por Ele, por seu sangue, recebo o perdão dos pecados, que são meus erros pretéritos. Por Ele nos reconciliaste, e fizeste a paz pelo Sangue de Sua Cruz."




terça-feira, 11 de abril de 2017

Oração da Terça-feira Santa


Terça-feira Santa ou Grande e Sagrada Terça-feira - em grego: Μεγάλη Τρίτη; transl.: Megale Trite - é a terça-feira que antecede a celebração da morte e ressurreição de Jesus. 

É o terceiro dia da Semana Santa no cristianismo ocidental e o quarto no cristianismo oriental (que conta também o Sábado de Lázaro, anterior ao Domingo de Ramos).

Na Igreja Católica Romana, as leituras para este dia são Isaías 49:1-6, o Salmo 71, I Coríntios 1:18-31, João 13:21-33 e João 13:36-38.

Pela manhã

"Que possa me tirar o que me estorva e às más ações do pecado que me ata, para correr o caminho que pertence, sem me render, sem abandonar, com os olhos fixos em Ti, Jesus que já percorreste o caminho, e que inicia e completas nossa fé.

Você mesmo, renunciando ao desfruto imediato que sempre o mundo oferece, suportou com integridade a Cruz, sem importar-se com o descrédito e o desprezo dos importantes.

Que não me canse eu nem perca o ânimo; ainda não cheguei ao sangue em minha briga contra o pecado, as faltas pretéritas.

Aceito com gosto a correção que vem de Ti, Pai Deus, embora me doa, porque o único que pretende me presentear, como fruto de minha conversão, é uma vida ressuscitada, semelhante à de Teu Filho.

Fortalece, Senhor, minhas mãos débeis e faça fortes meus joelhos vacilantes, para que caminhe seguro por Tua senda.

Quero imitar-Te, Jesus Cristo, para poder chegar e viver na familiaridade com Deus, Teu Pai e nosso Pai.

Encurta minha vida anterior, radicalmente, para que seja possível o começo de uma vida nova.

Ajuda-me a pôr entre o anterior e o que vem uma morte necessária.

Que as águas do batismo, nas que Você mesmo me batize: as águas de Teu sangue, sepultem meu corpo de pecado e despojem minha vida dos baixos instintos e de todas as obras da carne; para emergir depois, com Você,  dessas mesmas águas como se me levantasse da morte, lavado e purificado, ressuscitado, convertido em espiga de mil grãos."

Pela noite

"Conduz a tua Igreja, que é Teu povo novo, conduz à humanidade inteira a essa Páscoa da vida.

Atravessado pela lança de um soldado anônimo sabe agora, soube sempre sanar nossas feridas.

E para fazer-nos saber que Tu perdoavas quando se deixou fincar em uma Cruz, perdoa outra vez àquela adúltera, só, desprezada, mas arrependida; perdoa de novo àquele publicano do templo de olhos quase na terra, suplicando; perdoa outra vez Zaqueu, tão pequeno e que tanto roubava; perdoa outra vez ao ladrão que morre a Teu lado; perdoa aos que durante Tua agonia debocharam de ti e blasfemaram...

Perdoa-os, porque de todos eles há muito de cada um em nós.

E se os perdoou, foi para nos dizer que também a nós quer nos perdoar."



segunda-feira, 10 de abril de 2017

Oração da Segunda-feira Santa

Segunda-feira Santa ou Grande e Sagrada Segunda-feira - em grego: Μεγάλη Δευτέρα; transl.: Megale Deutera - é a segunda-feira precede a comemoração da morte e ressurreição de Jesus.  Neste dia, proclama-se, durante a Missa, o Evangelho segundo São João. Seis dias antes da Páscoa, Jesus chega a Betânia para fazer a última visita aos amigos de toda a vida. Está cada vez mais próximo o desenlace da crise. “Ela guardava este perfume para a minha sepultura” (cf. João 12,7); Jesus já havia anunciado que Sua hora havia chegado.  Na Igreja Católica Romana, a leitura do Evangelho durante a missa é João 12:1-9, um evento que, cronologicamente, ocorreu antes da Entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, descrita em João 12:12-19. As outras leituras do dia são Isaías 42:1-7 e o Salmo 27.  Poucas denominações protestantes tem serviços específicos para a Segunda-feira Santa. As que têm, geralmente seguem o padrão geral da observância católica.
Jesus amaldiçoando a figueira, um evento celebrado na Segunda-feira Santa.

Segunda-feira Santa ou Grande e Sagrada Segunda-feira - em grego: Μεγάλη Δευτέρα; transl.: Megale Deutera - é a segunda-feira precede a comemoração da morte e ressurreição de Jesus.

Neste dia, proclama-se, durante a Missa, o Evangelho segundo São João. Seis dias antes da Páscoa, Jesus chega a Betânia para fazer a última visita aos amigos de toda a vida. Está cada vez mais próximo o desenlace da crise. “Ela guardava este perfume para a minha sepultura” (cf. João 12,7); Jesus já havia anunciado que Sua hora havia chegado.

Na Igreja Católica Romana, a leitura do Evangelho durante a missa é João 12:1-9, um evento que, cronologicamente, ocorreu antes da Entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, descrita em João 12:12-19. As outras leituras do dia são Isaías 42:1-7 e o Salmo 27.

Poucas denominações protestantes tem serviços específicos para a Segunda-feira Santa. As que têm, geralmente seguem o padrão geral da observância católica.

Oração da Segunda-feira Santa:


Pela manhã

"Temos entrada livre, Jesus, a este caminho novo de Teu sangue. Pode fazê-lo ou retirar-te. Mas chegou o momento da decisão, a última etapa do caminho.

Temos longos momentos contigo, cheios de aventuras, surpresas e transformações.

E eu estou na véspera de ser testemunha da surpresa maior: Teu passo decidido para o ocaso de tua carne, para iluminar desde a humilhação de Tua morte no dia da Luz definitiva.

Não vais voltar atrás; não desertará nem recusará esta HORA definitiva, embora saiba que Te vão pisotear até te matar.

E porque morre dá-nos a vida aos que, por nossa condição de mortais, não tínhamos possibilidade de viver. 

"Sabendo Jesus que chegava sua hora, tendo amado aos seus, os amou até o extremo”.

Como dizia são Paulo, Deus nos livre de gloriarmos se não é na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Tua Cruz adoramos, Senhor, e veneramos tua paixão gloriosa. Tenha piedade de nós, Tu que morreste por nós."

À noite

"Naqueles dias primeiros, recém iluminados, os cristãos, os discípulos de Jesus suportavam combates e sofrimentos; expunham-se publicamente a insultos e tormentos, ou faziam-se solidários dos que assim eram tratados.

Compartilhavam o sofrimento dos encarcerados, aceitavam com alegria que lhes confiscassem os bens, convencidos que tinham bens melhores e permanentes.

Hoje talvez, seguramente, falta-nos constância para cumprir a vontade de Deus. Não vivemos tão intensamente de fé; acovardamo-nos com frequência.

Que o Senhor nos conceda essa fé e que nos faça pessoas decididas, que nunca voltemos atrás (cf. Hebreus 10,35-39).

Que realmente sejamos valentes até no sangue, para cumprir Tua vontade, Pai Deus.

Levanta nossa débil esperança; e com a força da paixão de Teu Filho protege nossa fragilidade, fragilidade de humanos pequenos e covardes."


domingo, 9 de abril de 2017

Sábado de Lázaro e Domingo de Ramos

Domingo de Ramos é uma festa móvel cristã celebrada no domingo antes da Páscoa. A festa comemora a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, um evento da vida de Jesus mencionado nos quatro evangelhos canônicos (Marcos 11:1, Mateus 21:1-11, Lucas 19:28-44 e João 12:12-19).


"Em muitas denominações cristãs, o Domingo de Ramos é conhecido pela distribuição de folhas de palmeiras para os fiéis reunidos na igreja. Em lugares onde é difícil consegui-las por causa do clima, ramos de diversas arvores são utilizados.

O Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa, que mistura os gritos de hosanas com os clamores da Paixão de Cristo. O povo acolheu Jesus agitando seus ramos de oliveiras e palmeiras. Os ramos significam a vitória: 
"Hosana ao Filho de Davi: bendito seja o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel; hosana nas alturas".
Os ramos apresentados pelo povo nos remetem ao sacramento do batismo, por intermédio do qual nos tornamos filhos de Deus [...]. E o ato de levarmos os ramos para casa nos lembra que estamos unidos a Cristo na luta pela salvação do mundo.

Pensando na cena clássica descrita no Domingo de Ramos, podemos retirar algumas simbologias que trazem um significado importante para nossa reflexão. 

O jumento, animal utilizado por Jesus Cristo para a sua entrada na cidade de Jerusalém, trata-se de um animal pacífico, utilizado para transporte de cargas comuns, água, alimentos. Ao contrário do cavalo, representaria um animal de grande serventia para guerra. Ao entrar a cidade de Jerusalém montado em um jumento, Jesus evoca a imagem do Príncipe da Paz. 

Diferentemente do que se pensava na época, o Filho de Deus não viria montado em um cavalo e cercado por um exército, para expulsar e humilhar Pôncio Pilatos e o Governo Romano. Jesus traz consigo a mensagem do triunfo que é ocasionado pela Paz.

Outro símbolo que podemos extrair, naturalmente, são os ramos. Em diversas passagens bíblicas os ramos de palmeiras, de oliveiras, ou outros tipos de materiais, eram utilizados para cobrir o caminho de alguma pessoa que era tida como merecedora desta honra. 

Jesus também foi acolhido dessa forma, naquele momento, pelo povo que cobriu o seu caminho com ramos de palmeiras, juncos que eram cortados e até mesmo as próprias vestes daquela pequena multidão que O seguia. Os ramos também simbolizam, conforme já citado, a nossa união com Deus e a lembrança da nossa comunhão com Jesus.

A Procissão de Ramos tem como objetivo apresentar a peregrinação que cada cristão realiza sobre a Terra buscando a vida eterna ao lado do Senhor. Esse ato nos faz relembrar que somos peregrinos neste mundo e que o céu é o lugar de onde viemos e para onde devemos voltar. 

Devemos lembrar também o dia anterior ao Domingo de Ramos, o Sábado de Lázaro, no qual Lázaro ressuscitado pelas mãos do Cristo serve de prelúdio para a sua ressurreição que ocorrerá dias após."

Fonte: Compartilhado de http://brancaumbanda.blogspot.com.br/2013/03/domingo-de-ramos.html



sábado, 8 de abril de 2017

Thelema

O Hexagrama Unicursal,
mais importante símbolo em Thelema,
equivalente do Egípcio Ankh
ou a Rosa Cruz dos Rosacruzes'
Thelema é a filosofia ou religião (dependendo do ponto de vista) baseada nos dois preceitos fundamentais da chamada Lei de Thelma. 

A lei de Thelema é "Faze o que tu queres há de ser tudo da Lei. O amor é a lei, amor sob vontade." 

A lei de Thelema foi desenvolvida no início de 1900, por Aleister Crowley, um escritor inglês e cerimonial mágico:
"Faze o que tu queres será o todo da Lei."  (orig. "Do what thou wilt shall be the whole of the Law.")
"Amor é a lei, amor sob vontade." (orig. "Love is the law, love under will.")

A palavra Thelema é incomum no Grego Clássico, significando o desejo, mesmo o sexual. Porém já se torna comum na Septuaginta (versão da Bíblia hebraica para o dialeto grego Koiné). Antigas escrituras cristãs utilizavam esta palavra por vezes para se referir à vontade humana, mas era mais usual como referência à vontade de Deus. 

Na oração do Pai Nosso, por exemplo, em "Venha a nós o Vosso reino, seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu;" (Mateus 6:10), o original de "vontade" é θέλημα. 

Ainda no mesmo evangelho, em Mateus 26:37, tem-se Jesus dizendo a Deus: "Faça-se a Tua vontade", novamente com o termo Thelema no original. Ainda além, Santo Agostinho, em um sermão do Séc. V d.C., utiliza a frase "Dilige et quod vis fac" ("Ama e faze o que tu queres").

O texto renascentista "Hypnerotomachia Poliphili", creditado ao monge dominicano Francesco Colonna e com primeira publicação em 1449, possui uma personagem chamada Thelemia, representativa da vontade ou desejo, que em conjunto com Logistica (a razão) guiavam o protagonista Polifilo por sua jornada em busca de sua amada. Quase sempre, ao ser obrigado a escolher entre os conselhos de Logistica e Thelemia, Polifilio dava ouvidos à seus impulsos sexuais e não à lógica. 

Esse livro teve grande influência sobre outra obra de grande importância para a base filosófica thelêmica, a novela do século XVI, "Gargantua e Pantagruel", do monge franciscano François Rabelais. Neste texto clássico se descreve a "Abadia de Thélème", cuja única regra consistia em "Faix çe que tu veux" ("Faze o que tu queres"). 

Já em meados do século XVIII, Sir Francis Dashwood inscreve este adágio, que se tornaria o lema do Hellfire Club, na porta de entrada de sua própria abadia, em Medhenmam, Inglaterra. Gargantua e Pantagruel também é referenciado na novela de Sir Walter Besant e de James Rice, "Os Monges de Thelema" (1878), e na utopia "A Construção de Thelema" (1910), de C. R. Ashbee.


quinta-feira, 6 de abril de 2017

10 Ervas Aromáticas Poderosas

Alecrim – A sua ação antisséptica e anti-inflamatória ajuda a reduzir a pressão arterial e a preservar o fígado. De aroma suave e comum em chás, o alecrim ajuda ainda a combater a depressão e a reduzir os sintomas pré-menstruais. / Manjericão – Presente nas mais tradicionais pastas italianas, o manjericão tem um alto poder anti-inflamatório e antioxidante. / Salsa – Esta é uma das ervas aromáticas mais comuns na culinária portuguesa e talvez das mais poderosas também. Além de ajudar na menstruação, diz a publicação, a salsa é também boa para cuidar de problemas urinários e renais. E ainda ajuda a branquear os dentes. / Tomilho – Anti-envelhecimento e aliado no combate a problemas respiratórios. / Hortelã – Seja em refeições salgadas ou doces, a hortelã possui uma ação analgésica, estimulante, aromatizante, antioxidante e ajuda ainda a aliviar problemas digestivos. / Orégano – Esta é a erva que mais e melhor combate as bactérias inimigas do organismo. E ainda uma das mais versáteis para uso culinário. / Camomila – Calmante, antidiarreica, analgésica, antialérgica, anti-inflamatória, sedativa e diurética, diz a Exame. / Erva-príncipe – Esta é uma das mais poderosas a nível antibacteriano e antidepressivo. / Chagas – Reforça o sistema imunológico e possui ainda poderes digestivos e antibacterianos. / Sálvia – Diz a Exame que esta erva é digestiva, diurética, hipoglicémica, antisséptica e antioxidante.

As Ervas Aromáticas ajudam a aromatizar os alimentos e a diminuir o consumo do sal, mas seus benefícios são bem maiores e vastos. 

Pequenas, poderosas, verdes e amigas da saúde, as ervas aromáticas são mais do que temperos ou substitutos do sal. 

São aliadas ao bom funcionamento do organismo e também podem servir como autênticos escudos de proteção contra algumas das mais variadas doenças.

Alecrim – A sua ação antisséptica e anti-inflamatória ajuda a reduzir a pressão arterial e a preservar o fígado. De aroma suave e comum em chás, o alecrim ajuda ainda a combater a depressão e a reduzir os sintomas pré-menstruais.

Manjericão – Presente nas mais tradicionais pastas italianas, o manjericão tem um alto poder anti-inflamatório e antioxidante.

Salsa – Esta é uma das ervas aromáticas mais comuns na culinária portuguesa e talvez das mais poderosas também. Além de ajudar na menstruação, diz a publicação, a salsa é também boa para cuidar de problemas urinários e renais. E ainda ajuda a branquear os dentes.

Tomilho – Anti-envelhecimento e aliado no combate a problemas respiratórios.

Hortelã – Seja em refeições salgadas ou doces, a hortelã possui uma ação analgésica, estimulante, aromatizante, antioxidante e ajuda ainda a aliviar problemas digestivos.

Orégano – Esta é a erva que mais e melhor combate as bactérias inimigas do organismo. E ainda uma das mais versáteis para uso culinário.

Camomila – Calmante, antidiarreica, analgésica, antialérgica, anti-inflamatória, sedativa e diurética, diz a Exame.

Erva-príncipe – Esta é uma das mais poderosas a nível antibacteriano e antidepressivo.

Chagas – Reforça o sistema imunológico e possui ainda poderes digestivos e antibacterianos.

Sálvia – Diz a Exame que esta erva é digestiva, diurética, hipoglicémica, antisséptica e antioxidante.


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Saiba mais e leia também o livro digital:


Este livro rememora as histórias e lendas extraordinárias que cercam as especiarias desde a Antiguidade. Usadas como condimentos, moeda, perfumes ou remédios, especiarias e ervas acompanham o homem, seus inventos e descobertas há milênios. Nos séculos XV e XVI eram um bem tão valioso que impulsionaram as Grandes Descobertas. 

Bem antes disso, já figuravam na Bíblia e nos Evangelhos, e hoje é contínuo o interesse por temperos orientais, medicina fitoterápica e os usos e poderes de plantas e sementes. Com uma linguagem acessível, o biólogo Jean-Marie Pelt detalha as características botânicas, farmacológicas e culinárias das especiarias, reunindo várias curiosidades como a que a pimenta-do-reino tem pelo menos seis variedades, que a baunilha não é uma vagem, e as melhores maneiras de utilizar as ervas de Provence. 

A edição brasileira conta ainda com um box sobre o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, o primeiro jardim de aclimatação do Brasil. Um índice com nomes em português, latim e francês de cerca de 90 especiarias, ervas aromáticas e arômatas facilita a identificação das espécies. 

Além disso, mais de 130 delicadas ilustrações a traço, datadas dos séculos XV a XIX, foram cuidadosamente selecionadas a partir de extensiva pesquisa e consulta a obras raras, tratados sobre botânica e enciclopédias. Como um condimento a essa leitura, o criativo e inspirado cordon-bleu Jean Cabodi ensina em cerca de vinte receitas os segredos para harmonizar de forma perfeita as especiarias para o prazer do nosso paladar.





 

domingo, 2 de abril de 2017

Os 8 versos que Transformam a Mente


Também conhecido como Lojong – Os 8 Versos para o Treinamento da Mente

Sua Santidade o Dalai Lama deu ensinamentos sobre os 8 versos em maio de 2006, em São Paulo. Sua Santidade diz:

“Este texto foi composto por Geshe Langri Tangpa (1054-1123), um bodisatva bastante incomum. Eu próprio o leio todos os dias, tendo recebido a transmissão do comentário de Kyabje Trijang Rinpoche.” 

Leia abaixo ou leia o texto com comentários no site Dalai Lama Brasil. Leia mais sobre algumas formas de meditação budista. 

1. Com a determinação de alcançar
O bem supremo em benefício de todos os seres sencientes,
Mais preciosos do que uma jóia mágica que realiza desejos,
Vou aprender a prezá-los e estimá-los no mais alto grau.

2. Sempre que estiver na companhia de outras pessoas, vou aprender
A pensar em minha pessoa como a mais insignificante dentre elas,
E, com todo respeito, considerá-las supremas,
Do fundo do meu coração.

3. Em todos os meus atos, vou aprender a examinar a minha mente
E, sempre que surgir uma emoção negativa,
Pondo em risco a mim mesmo e aos outros,
Vou, com firmeza, enfrentá-la e evitá-la.

4. Vou prezar os seres que têm natureza perversa
E aqueles sobre os quais pesam fortes negatividades e sofrimentos,
Como se eu tivesse encontrado um tesouro precioso,
Muito difícil de achar.

5. Quando os outros, por inveja, maltratarem a minha pessoa,
Ou a insultarem e caluniarem,
Vou aprender a aceitar a derrota,
E a eles oferecer a vitória.

6. Quando alguém a quem ajudei com grande esperança
Magoar ou ferir a minha pessoa, mesmo sem motivo,
Vou aprender a ver essa outra pessoa
Como um excelente guia espiritual.

7. Em suma, vou aprender a oferecer a todos, sem exceção,
Toda a ajuda e felicidade, por meios diretos e indiretos,
E a tomar sobre mim, em sigilo,
Todos os males e sofrimentos daqueles que foram minhas mães.

8. Vou aprender a manter estas práticas
Isentas das máculas das oito preocupações mundanas,
E, ao compreender todos os fenômenos como ilusórios,
Serei libertado da escravidão do apego.

As 8 preocupações mundanas são:

1. Querer ser elogiado – 2. Não querer ser criticado
3. Querer prazer- 4. Não querer dor
5. Querer ganhar – 6. Não querer perder
7. Querer ser reconhecido – 8. Não querer ser ignorado

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