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sábado, 8 de abril de 2017

Thelema

O Hexagrama Unicursal,
mais importante símbolo em Thelema,
equivalente do Egípcio Ankh
ou a Rosa Cruz dos Rosacruzes'
Thelema é a filosofia ou religião (dependendo do ponto de vista) baseada nos dois preceitos fundamentais da chamada Lei de Thelma. 

A lei de Thelema é "Faze o que tu queres há de ser tudo da Lei. O amor é a lei, amor sob vontade." 

A lei de Thelema foi desenvolvida no início de 1900, por Aleister Crowley, um escritor inglês e cerimonial mágico:
"Faze o que tu queres será o todo da Lei."  (orig. "Do what thou wilt shall be the whole of the Law.")
"Amor é a lei, amor sob vontade." (orig. "Love is the law, love under will.")

A palavra Thelema é incomum no Grego Clássico, significando o desejo, mesmo o sexual. Porém já se torna comum na Septuaginta (versão da Bíblia hebraica para o dialeto grego Koiné). Antigas escrituras cristãs utilizavam esta palavra por vezes para se referir à vontade humana, mas era mais usual como referência à vontade de Deus. 

Na oração do Pai Nosso, por exemplo, em "Venha a nós o Vosso reino, seja feita a Tua vontade, assim na terra como no céu;" (Mateus 6:10), o original de "vontade" é θέλημα. 

Ainda no mesmo evangelho, em Mateus 26:37, tem-se Jesus dizendo a Deus: "Faça-se a Tua vontade", novamente com o termo Thelema no original. Ainda além, Santo Agostinho, em um sermão do Séc. V d.C., utiliza a frase "Dilige et quod vis fac" ("Ama e faze o que tu queres").

O texto renascentista "Hypnerotomachia Poliphili", creditado ao monge dominicano Francesco Colonna e com primeira publicação em 1449, possui uma personagem chamada Thelemia, representativa da vontade ou desejo, que em conjunto com Logistica (a razão) guiavam o protagonista Polifilo por sua jornada em busca de sua amada. Quase sempre, ao ser obrigado a escolher entre os conselhos de Logistica e Thelemia, Polifilio dava ouvidos à seus impulsos sexuais e não à lógica. 

Esse livro teve grande influência sobre outra obra de grande importância para a base filosófica thelêmica, a novela do século XVI, "Gargantua e Pantagruel", do monge franciscano François Rabelais. Neste texto clássico se descreve a "Abadia de Thélème", cuja única regra consistia em "Faix çe que tu veux" ("Faze o que tu queres"). 

Já em meados do século XVIII, Sir Francis Dashwood inscreve este adágio, que se tornaria o lema do Hellfire Club, na porta de entrada de sua própria abadia, em Medhenmam, Inglaterra. Gargantua e Pantagruel também é referenciado na novela de Sir Walter Besant e de James Rice, "Os Monges de Thelema" (1878), e na utopia "A Construção de Thelema" (1910), de C. R. Ashbee.


quarta-feira, 23 de maio de 2012

Seja feita a sua vontade, ou não...


Não permita que o perverso lhe intoxique com sua retórica comercial. Sente-se à mesa para compartilhar, não para negociar. Se for ao balcão, não compre, apenas troque. 

As pessoas são o que são, não o que possuem. Vendedores e veiculações comerciais só podem lhe influenciar a comprar o que você não precisa, e na verdade não quer, se você permitir que lhe influenciem. 

Esteja alerta! 

Quando estamos cientes de nossa vontade, que quando pura é manifestação do amor. No momento em que claramente vemos que ser vale mais que ter, nenhuma estratégia de venda pode manipular o que a vontade nos leva a desejar.

Se venda é trabalho, compra é escolha. Ninguém é obrigado a comprar ou vender nada, faz quem quer. A pessoa que se deixa persuadir por comerciantes inescrupulosos está fazendo a vontade de outra pessoa, que muitas vezes pode não ser sua... 
Agora, sem hipocrisia, quando a vontade for realmente sua e você tiver certeza deste sentimento... faça o que pode para se satisfazer, levando sempre em conta a vontade das outras pessoas. 

Quando não se faz o que se quer se faz o que se pode!


Se é perverso o uso da persuasão de maneira perversa, amor é vontade. "Amor é a lei, amor sob vontade". Isto deve ser aprendido como significando que, enquanto Vontade é a Lei, a natureza daquela Vontade é o amor. Mas este amor é como se fosse um sub-produto daquela Vontade; não a contradiz ou suplanta; e se a contradição aparente erguer-se numa crise, é a Vontade que nos guiará corretamente. 

Se ligue! enquanto no Livro da Lei há muito de Amor, não há palavra de sentimentalismo. O ódio mesmo, é quase como o Amor! "Como irmãos lutai!" Todas as raças másculas do mundo entendem isto. O Amor de Liber Legis é sempre audaz, viril, mesmo orgiástico. Há delicadeza, mas é a delicadeza da força. Pujante, terrível e glorioso como ele é; contudo, é apenas a flâmula sobre a sagrada lança da Vontade... 


Amor é a lei, amor sob vontade. Sua vontade não tem qualquer limite, desde que não interfira com a vontade de outra pessoa. Entretanto, se ambos tiverem a mesma vontade... bom, aí já é!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O Axé materializador - Manifeste e materialize seus sonhos e desejos

Imagem: 'Lua de Ogum', por Ronald Sanson Stresser, Jr


Todas as nossas ações e realizações futuras originam-se na consciência. 

Nossos pensamentos são como uma incubadora, alimentada pelo Axé, energia que está presente em toda criação. 

O corpo humano, veículo da alma, armazena o Axé em quantidades realmente consideráveis. As células formadoras desta parte material do ser humano renovam-se constantemente e com o Axé ocorre o mesmo.

Na renovação biológica as células mortas voltam para a Natureza, enquanto na renovação etérica o Axé é agente formador da matéria, é o pavimento que calça nosso caminho.

Espaço e tempo nada mais são que teatralizações; na forma de aberrações físicas, produzidas no cerne da mente humana, com objetivo de criar um campo evolucional para educação do Espírito, encarnado na matéria. Todo universo palpável, ao nosso alcance, faz parte do solo assentado pelo Criador para que possamos concluir etapas cármicas pré-estabelecidas. O que não é palpável pode ser esclarecido pela mente humana, isto é física, é matemática, não, é magia.

Teoricamente podemos perceber, compreender esta verdade, pois ela pode ser sentida; entretanto, muitas vezes nos deixamos levar sem aproveitar de acordo o poder que é dado, a cada ser vivente, para escrever sua própria história e até criar as suas próprias adequações as leis da física.

Nem tudo está escrito, pois gozamos do livre-arbítrio, dom que nos permite escolher o terreno pelo qual caminharemos, bem como os obstáculos que iremos transpor, para alcançar nosso destino. Isto não é papo furado! É importante para sua vida pessoal e profissional. O acaso depende da sorte enquanto a ação faz sua própria sorte. Inevitavelmente todos chegaremos ao nosso destino, mas a energia gasta com o tempo e distância percorrida depende única e exclusivamente de nós mesmos.

Confesso que por muitas vezes minha escolha foi pelo caminho mais árduo, quiçá pelo gosto de aventura. O resultado aí reside na apreciação do custo/benefício. É claro que a energia despendida ao percorrer um terreno acidentado, por pura opção, poderia perfeitamente ser canalizada na materialização de elementos não menos nobres e mais salutares. O graal aí parece estar no uso correto do Axé, tendo em mente que o escopo está no destino final e não no espaço percorrido ou no tempo gasto. Esforços, apesar de louváveis, não são elemento facilitador.

Meditar, seguir crenças religiosas, rituais, filosofias... faça o que quisers, é tudo da Lei, entretanto na maioria das vezes o silêncio basta para que possamos receber a orientação necessária. Esta energia silenciosa, que rege o Universo, atemporal e imensurável, irá lhe atender. Mas atenção! Mesmo sabendo que sempre estes pedidos aos Orixás são ouvidos e atendidos, se não for tomada uma atitude, a resposta esperada poderá ocorrer a qualquer tempo, e nem sempre este é o que irá perdurar nossa vida atual. Zambi (Deus) não usa relógio!

Para lidar melhor com esta relação espaço/tempo, tendo como escopo a materialização síncrona do objeto de suas preces (pedidos, entregas, obrigações...), você precisa criar seu espaço. Aliás, melhor digo, este seu espaço etérico próprio já existe, você apenas precisa encontrar a chave que lhe abrirá a porta. Você irá encontrar seu caminho em algum tempo aqui na Terra: durante uma caminhada, em um sonho, em um momento de silêncio... neste tempo tudo que você pede de bom acontece uma conexão com o Astral.

Neste milésimo de segundo o tempo deixa de existir e o Universo, através do Axé, se conecta ao seu corpo físico. Aonde encontrar a chave e a porta par este lugar mágico? Começe sabendo que no Astral Superior não há distância, então estes objetos mágicos estão em toda parte, e lá podem ser encontrados.
 
Transforme seus pensamentos em silêncio para ouvir, para ver e principalmente para sentir. Experimente compartilhar, de forma ritual, um pouco daquilo que a Natureza lhe dá de volta com Ela. Convide a Natureza para um banquete como convida a sua mãe. Chame o Universo para dentro de você, volte a fazer parte dele como o bom filho que a casa torna. O Axé é a emanação do poder Divino, encontre seu espaço em sua consciência e receba estas bênçãos em tempo. Renove sempre seu Axé!

© Ronald Sanson Stresser, Jr - 03/03/2010




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