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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Primavera, a estação das flores



A Primavera é a estação do ano associada a renovação da flora e da fauna terrestres. No hemisfério norte é chamada "Primavera boreal", e no hemisfério sul é chamada "Primavera austral". A Primavera boreal começa em 20 de Março e termina dia 22 de Junho. A Primavera austral, que é a nossa aqui do Brasil, começa dia 22 de Setembro, terminando em 20 de Dezembro.

A primavera do hemisfério sul inicia-se no equinócio de Setembro, terminando no solstício de Dezembro. No hemisfério norte inicia-se no equinócio de Março e termina no solstício de Junho.

No dia do equinócio o dia e a noite têm a mesma duração. A cada dia que passa, o dia aumenta e a noite vai encurtando um pouco, aumentando, assim, a incidência dos raios solares sobre o hemisfério em que ocorre.

No início da Primavera do hemisfério sul, os oceanos meridionais ainda estão frios e vão aos poucos aquecendo, fazendo a Primavera ter temperaturas amenas ao longo da estação. O equinócio, que pra gente é dia 22 de setembro, é definido como um dos dois momentos em que o Sol, em sua órbita aparente (como vista da Terra), cruza o plano do equador celeste (a linha do equador terrestre projetada na esfera celeste). Mais precisamente é o ponto onde a eclíptica cruza o equador celeste.

A palavra equinócio vem do latim e significa "noites iguais". Os equinócios acontecem em março e setembro, as duas ocasiões em que o dia e a noite duram o mesmo tempo. Ao medir a duração do dia, considera-se que o nascer do Sol é o instante em que metade do corpo solar está acima (ou metade abaixo) do horizonte; e o pôr do Sol o instante em que o corpo solar encontra-se metade abaixo (ou metade acima) do horizonte. Com esta definição, o dia durante os equinócios têm 12 horas de duração.




Em várias culturas nórdicas ancestrias, o equinócio da primavera era festejado com comemorações que deram origem a vários costumes hoje relacionados com a Páscoa da religião cristã. Nos dias do equinócio é possível obter uma medida aproximada da latitude, por um observador munido de instrumentos muito simples: um fio de prumo, uma trena e um relógio.

Para fazer isso é só medir o tamanho da sombra de um fio de prumo, exatamente ao meio-dia local. Sendo h o comprimento do fio de prumo e l o tamanho da sombra na horizontal, a latitude lat, medida ao meio-dia local num dia de equinócio, é dada pela fórmula lat = arctan (l / h).

Dica de leitura: livros sobre astronomia...

A magia da primavera e o que ela representa na astrologia


A primavera é a estação mais bonita do ano, na qual a vida se renova. Vemos aparecer, com explendor, o verde das árvores. Após o equinócio as tardes vão ficando mais longas e nos presenteiam com espetaculares pores do Sol. As flores desabrocham por toda parte, atraindo pássaros e insetos que se reproduzem aos milhares.

Na primavera celebramos o renascimento da Natureza, o retorno à Vida daquilo que se julgava morto, mas que na verdade, estava apenas adormecido. Em crenças espíritas e esotéricas fazemos uma alusão da primavera com a reencarnação. O Sol é a fonte de luz e calor que permite a vida em nosso planeta. A palavra Sol deriva do latim Solus, que significa O Único.

Assim como a vida do nosso sistema solar depende do Sol, nós também precisamos encontrar, conhecer e desenvolver nosso Sol interior. O Sol é o fator mais importante do mapa astral, é o centro do mapa. Ele representa o caráter, a personalidade, o ego ou eu pessoal. Quando alguém pergunta nosso signo, respondemos dizendo o nome daquele que contém o nosso Sol. 







O signo onde se encontra o Sol, ou signo solar, segundo a astrologia, indica a missão pessoal de cada um, o propósito que necessitamos manifestar em nossas vidas para revelar nossa verdadeira natureza total, nossa individualidade, nosso poder pessoal, vontade e criatividade. O Sol brilha sobre bons e maus, justos e injustos, à ninguém se nega, pois o amor guardado não é derramado, não é amor, é egoísmo.

O Sol exerce uma atração magnética irresistível, orientando nossa vida, dando significado, motivação e indicando o rumo a seguir. Devemos procurar e encontrar esse Sol em nossa natureza interior, espiritual, ou não conseguiremos transformar nossa consciência, que elevada, nos mostra pertencermos a algo maior do que nós mesmos. Independentemente da estação do ano, devemos viver e sentir a Primavera eternamente em nosso interior, renascendo e evoluindo sempre.

Fonte: Postagem reeditada de 22 de setembro de 2008: http://floresemcasa.blogspot.com/2008/09/primavera-estao-das-flores.html


terça-feira, 21 de setembro de 2010

A Pedra Filosofal, a Alquimia e a Transmutação

"Para Fulcanelli, a alquimia seria o elo de ligação com as civilizações desaparecidas desde há milênios e ignoradas pelos arqueólogos.

O Despertar dos Mágicos (Livro)
Evidentemente, nenhum arqueólogo considerado honesto e nenhum historiador de igual reputação admitirá a existência no passado de civilizações que tenham possuído uma ciência e técnicas superiores as nossas. 

Mas uma ciência e técnicas avançadas simplificam ao máximo a aparelhagem, e talvez os vestígios estejam sob os nossos olhos sem que sejamos capazes de os ver como tais. Nenhum arqueólogo e nenhum historiador honesto, que não tenha recebido uma formação científica em alto grau, poderá efetuar pesquisas susceptíveis de nos fornecer a esse respeito qualquer esclarecimento.

A separação das disciplinas, que foi uma necessidade do fabuloso progresso contemporâneo, talvez nos dissimule qualquer coisa de fabuloso no passado. Sabe-se que foi um engenheiro alemão, encarregado da construção dos esgotos de Bagdá, que descobriu na amálgama de objetos do museu local, sob a vaga etiqueta de objetos de culto, pilhas elétricas fabricadas dez séculos antes de Volta, durante a dinastia dos Sassanides.

Enquanto a arqueologia apenas for praticada por arqueólogos, não saberemos se a noite dos tempos era obscura ou luminosa. Jean-Fredérich Schweitzer, dito Helvétius, violento adversário da alquimia, conta que na manhã de 27 de Dezembro de 1666 se apresentou em sua casa um estrangeiro. Era um homem de aparência honesta e séria, e de expressão autoritária, vestido com um simples capote, como um mennonita.

Depois de perguntar a Helvétius se acreditava na pedra filosofal - ao que o famoso médico respondeu negativamente - o estrangeiro abriu uma pequena caixa de marfim que continha três pedaços de uma substância semelhante ao vidro ou a opala. O seu proprietário declarou tratar-se da famosa pedra, e que com uma tão mínima quantidade podia produzir vinte toneladas de ouro. Helvétius pegou num dos fragmentos e, depois de agradecer ao visitante a sua amabilidade, pediu-lhe que lhe desse um bocado.

O alquimista recusou num tom brusco, acrescentando com mais cortesia que, mesmo a troco de toda a fortuna de Helvétius, não se poderia separar da menor parcela desse mineral, por uma razão que não lhe era permitido divulgar. Instado para que desse uma prova das suas palavras, realizando uma transmutação, o estrangeiro respondeu que voltaria três semanas mais tarde e mostraria a Helvétius uma coisa susceptível de o assombrar.

Voltou pontualmente no dia marcado, mas recusou executar a operação, afirmando que lhe era proibido revelar o segredo. Condescendeu no entanto em dar a Helvétius um pequeno fragmento da pedra, não maior do que um grão de mostarda. E como o médico emitisse a dúvida de que uma tão ínfima quantidade pudesse produzir o menor efeito, o alquimista partiu o corpúsculo em dois, deitou uma metade fora e entregou-lhe a outra dizendo: Aqui está justamente aquilo de que precisa.

O nosso sábio viu-se então obrigado a confessar que durante a primeira visita do estrangeiro conseguira apoderar-se de algumas partículas da pedra, as quais tinham transformado o chumbo, não em ouro, mas em vidro.

Devia ter protegido a pedra com cera amarela, respondeu o alquimista, isso ajudá-la-ia a penetrar o chumbo e a transformá-lo em ouro. O homem prometeu voltar de novo no dia seguinte de manhã, às nove horas, e realizar o milagre - mas não apareceu, e no dia a seguir também não. Posto isto, a mulher de Helvétius persuadiu-o a tentar ele próprio a transmutação:

Helvétius procedeu de acordo com as instruções do estrangeiro. Derreteu três dracmas de chumbo, envolveu a pedra em cera, e deixou-a cair no metal líquido. E este transformou-se em ouro! Levamo-lo imediatamente ao ourives, que declarou tratar-se do ouro mais fino que jamais vira, e propôs pagá-lo a cinquenta florins a onça. Helvétius, ao concluir a sua narrativa, disse-nos que a barra de ouro continuava na sua mão, prova tangível da transmutação. Possam os Santos Anjos do Senhor velar por ele - o alquimista anônimo - como sobre um manancial de bênçãos para a cristandade. Tal é a nossa prece constante, por ele e por nós.

A novidade espalhou-se como um rastilho de pólvora. Spinoza, que não podemos incluir no número dos ingênuos, quis saber a verdade da história. Fez uma visita ao ourives que avaliara o ouro. O relatório foi mais do que favorável: durante a fusão, a prata incorporada à mistura transformara-se igualmente em ouro.

O ourives, Brechtel, era moedeiro do duque de Orange. Sabia sem dúvida do seu ofício. Parece difícil acreditar que ele possa ter sido vítima de um subterfúgio, ou que tenha pretendido enganar Spinoza. Spinoza dirigiu-se então a casa de Helvétius, que lhe mostrou o ouro e o crisol que servia para a operação. Aderiam ainda ao interior do recipiente restos do precioso metal; como os outros, Spinoza ficou convencido de que a transmutação se operara realmente.

A transmutação, para o alquimista, é um fenômeno secundário, realizado apenas a título de demonstração. É difícil formar uma opinião sobre a realidade dessas transmutações, embora diversas observações, como a de Helvétius ou a de Van Helmont, por exemplo, pareçam surpreendentes."

Fonte: Trecho do livro: "O Despertar dos Mágicos", Louis Pauwels e Jacques Bergier, Bertrand Brasil (1998)

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"Ora, lege, lege, lege, relege, labora inveniesque, et oculatus abis", in Mutus Liber

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

São Miguel, São Gabriel e São Rafael, Arcanjos de Deus


"A Igreja Católica, no seu conjunto, é a sociedade de Deus com os anjos e os homens fiéis. Durante toda a eternidade ela subsistia em Deus, ou melhor, era o próprio Deus: sociedade inefável de três pessoas numa mesma essência. 

Agora, ela transpõe os séculos, passa sobre a terra para associar-nos à sagrada unidade universal e perpétua, e retornar conosco à eternidade de que proveio.

Os primeiros chamados a essa união divina foram os anjos. Tendo sido criados bons, porém livres, Deus os põe à prova, tal como fez conosco. 

Desde então houve cisma e heresia. Em lugar de tomarem como única regra a si próprios. Foram excluídos da comunhão de Deus, mas não da sua providência.

Divididos em nove coros subordinados um ao outro, os anjos que se conservaram fiéis foram um exército invencível. Seu número é incalculável.

Quando o altíssimo está sentado no seu trono, mil anjos o servem, e dez mil vezes cem mil compõe a sua corte. Ele denomina a si próprio o Deus dos deuses. Há anjos encarregados de governar os astros, os elementos, os reinos, as províncias; outros, o comportamento dos indivíduos.

Como filhos da Igreja, constituímos com eles uma única sociedade. Pois, diz São Paulo, aos cristãos da raça de Jacó: "não vos aproximastes como aqueles que receberam a antiga lei de uma montanha sensível e terrestre, de um fogo ardente e de uma nuvem escura e tenebrosa, de tempestades e raios, do som de uma trombeta, e do clamor de uma voz formidável. Mas vos aproximastes da montanha de Sião, da cidade de Deus vivo, da Jerusalém celeste, de inumeráveis miríades de anjos, da assembléia e da Igreja dos primogênitos que estão inscritos no céu, de Deus que é o juiz de todos, dos espíritos dos justos que estão na glória, de Jesus que é o mediador da nova aliança, e daquele sangue por nós derramado e que fala mais proveitosamente do que o de Abel.

Desde o início existiu o ministério dos santos anjos. Depois de ter lançado a sua sentença sobre nossos dois primeiros antepassados, Deus colocou os querubins às portas do paraíso terrestre com uma espada flamejante, incumbidos de guardar-lhe a entrada. Eram provavelmente os quatro querubins citados várias vezes nas profecias de Ezequiel, e no Apocalipse de São João, e que apareciam como as quatro principais potências pelas quais Deus governa o universo material, o gênero humano, e a Igreja cristã. Seu conjunto forma uma espécie de carro sobre o qual o Altíssimo avança através dos mundos e dos séculos; um trono onde está sentado, e do qual ele lança suas sentenças sobre os reis e as nações. Do centro do trono partem os trovões e os raios que executam as sentenças. Será essa, talvez, a significação da espada de fogo brandida à entrada do paraíso. Deus que a princípio tratara o homem com a familiaridade de um pai, quer fazer-lhe suceder, segundo parece, o formidável aparato de um senhor e soberano juiz.

Com Abraão, inicia-se uma era de misericórdia. Três anjos ou personagens, nos quais os Padres da Igreja reconheceram as três pessoas divinas, lhe aparecem sob o carvalho de Mambré, e lhe anunciam um filho em que serão abençoados todas as nações da terra. Dois anjos salvam Lot e sua família, antes de começarem a destruição de Sodoma e Gomorra. Vê-se a providência ministerial do anjo em relação a Agar e Ismael, pai dos árabes: o anjo de Deus no episódio do sacrifício de Isaías na montanha de Moriah, mais tarde do Calvário: os anjos de Deus subindo e descendo a escada de Jacó, em Bethel: a luta de Jacó contra um anjo que o abençoa e lhe dá o nome de Israel: os anjos perante Deus, e satã entre eles, na história de Jó: o anjo do Eterno na sarça ardente, confiando uma missão a Moisés: o anjo de Deus que guiou o povo de Israel: o anjo aparecendo a Balaam: o anjo de Deus dando ordens a Josué, a fim de introduzir o povo na terra prometida: o anjo aparecendo a Gedeão e designando-o para salvar o seu povo: o anjo anunciando o nascimento de Sansão, que libertaria o povo do jugo dos filisteus. Depois de ter pregado a penitência no reino de Israel, o profeta Elias diante do trono de Deus e recebe uma missão. Os querubins são avistados pelo profeta Ezequiel.


Só há três anjos cujos nomes próprios as Escrituras Sagradas nos dão a conhecer:

Miguel é o grande capitão do exército celeste. Seu nome Mi-cha-el significa, quem é igual a Deus? Quando Lúcifer, cego pelo orgulho, quis igualar-se ao Altíssimo, Miguel exclamou com voz trovejante: "Quem é igual a Deus?" E acompanhado pelos anjos fiéis, precipitou do alto dos céus a tropa rebelde dos apóstatas. Assim se tornou o generalíssimo do incontável exército dos santos anjos. Vê-se, nos profetas, que era o protetor do povo de Israel; agora o é da Igreja. 

Rejubilemo-nos por estarmos sob o comando de tão destemido chefe; mas também imitemos a sua fidelidade.

A grande batalha iniciada no céu prossegue sobre a terra, Batalha cujo objeto somos nós. Satanás e seus demônios gostariam de arrastar-nos com ele para o inferno; Miguel e seus anjos gostariam de levar-nos com eles para o céu. 

Com quem permaneceremos eternamente? Com quem estamos agora? Necessariamente devemos estar com um ou com outro: não é possível nos conservarmos neutros. Ao lado de quem combateremos? De quem seguiremos as inspirações? Do anjo de Deus ou do anjo de Satã? Se morrermos no estado em que nos encontramos, seria um anjo ou um demônio, que nos apresentaria ao tribunal de Deus? Com efeito, será que, ao morrermos, nos reconhecerá São Miguel como fiéis companheiros de armas?

Se me deixar derrotar pelo demônio nessa batalha, a culpa será unicamente minha. Deu-me Deus um defensor para o corpo e para a alma, meu anjo bom. Ser-me-á bastante escutá-lo: combaterá comigo e por mim. No fundo, só há um inimigo a temer: eu mesmo.

Gabriel, cujo nome significa Força de Deus, anuncia ao profeta Daniel a época da grande obra de Deus, a época do Filho de Deus feito homem, Cristo condenado à morte, a remissão dos pecados, o Evangelho pregado a todas as nações, a ruína de Jerusalém e de seu templo, a condenação final do povo judeu. É o mesmo anjo Gabriel que prediz ao sacerdote Zacarias, no templo, no santuário, junto ao altar dos perfumes, o nascimento de um homem que será chamado João, ou cheio de graça, e que não mais anunciará a vinda do Salvador, mas que o apontará: 

"Eis o Cordeiro de Deus! Eis quem tira os pecados do mundo!"

É o mesmo arcanjo, sempre enviado para anunciar grandes coisas, que irá à humilde casa de Nazaré anunciar à Virgem Maria a maior de todas as coisas; comunicar que, sem deixar de ser virgem, ela daria à luz ao Filho do Altíssimo, que seria chamado Jesus ou Salvador, porque seria o Salvador do mundo. É esse glorioso arcanjo que nos ensina a dizer tal como ele: "Ave-Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois vós entre as mulheres!"

Rafael, cujo nome significa Médico ou cura de Deus, dá-se a conhecer a Tobias: "Quando oráveis, vós e Sara vossa nora, ou apresentava o memorial de vossas orações diante do santo; e quando sepultáveis os mortos, estava presente junto de vós. Quando não vos recusáveis a levantar-vos da mesa e deixar vosso jantar para amortalhardes um morto, o bem que praticáveis não permanecia oculto; pois eu estava convosco. E por que éreis agradáveis a Deus, foi necessário que fosseis provados. Agora, porém, Deus enviou-me para curar-vos, a vós e a Sara, esposa de vosso Filho. 

Sou Rafael, um dos sete anjos que apresentam as orações dos santos, e que podem defrontar a majestade do Santíssimo!

Feliz Tobias! Diremos nós. Teve um anjo como companheiro de viagem! Mas cada um de nós não tem um anjo de Deus que o acompanha por toda a parte? ... Pensamos nisso com a necessária frequência."
Padre Rohrbacher ¹

Fonte: 1- Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume XVII, p. 126 a 132.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Salmo XXI: “A vitória é de Deus”

Esse salmo é eficaz para aumentar a sintonia entre os casais, promover a felicidade conjugal e afastar as traições. O Salmo 21 ajuda a obter favores e felicidade no casamento.


Em época de eleições esse Salmo também pode ser lido para atrair a força divida ao auxílio do políco honesto, que jamais traiu os princípios da caridade, humildade e subserviência aos propósitos e planos divinos, naturais, ao passo que serve também para lançar desgraça sobre os ímpios, inimigos de Deus, que se utilizam de cargos públicos exclusivamente para projetos pessoais, ou partidários, em detrimento da sociedade como um todo, pois perante Deus somos todos iguais, independente de etnia, credo ou classe social. O Salmo XXI é um dos Salmos mais poderosos! Ore com fé e respeito!


Salmo 21


I. Na tua força, ó Senhor, o rei se alegra; e na tua salvação quão grandemente se regozija!
II. Concedeste-lhe o desejo do seu coração, e não lhe negaste a petição dos seus lábios.
III. Pois o proveste de bênçãos excelentes; puseste-lhe na cabeça uma coroa de ouro fino.
IV. Vida te pediu, e lha deste, longura de dias para sempre e eternamente.
V. Grande é a sua glória pelo teu socorro; de honra e de majestade o revestes.
VI. Sim, tu o fazes para sempre abençoado; tu o enches de gozo na tua presença.
VII. Pois o rei confia no Senhor; e pela bondade do Altíssimo permanecerá inabalável.
VIII. A tua mão alcançará todos os teus inimigos, a tua destra alcançará todos os que te odeiam.
IX. Tu os farás qual fornalha ardente quando vieres; o Senhor os consumirá na sua indignação, e o fogo os devorará.
X. A sua prole destruirás da terra, e a sua descendência dentre os filhos dos homens.
XI. Pois intentaram o mal contra ti; maquinaram um ardil, mas não prevalecerão.
XII. Porque tu os porás em fuga; contra os seus rostos assestarás o teu arco.
XIII. Exalta-te, Senhor, na tua força; então cantaremos e louvaremos o teu poder.

Livro: Salmos - Salmo 21 / Imagens: Salmo 21:13 em inglês (Google images)

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Arcanjo Gabriel ☧ גבריאל ☧ Força de Deus

Gabriel, do hebreu: גבריאל (Gavriell), as 3 primeiras consoantes GVR sozinhas têm o som Gavar, que significa força e EL.

Seu nome significa: “Força de Deus” ou "Homem de Deus"

"São Gabriel, glorioso Arcanjo, fortaleza de Deus, eu vos chamo e invoco para que me alcanceis a fortaleza, para desprezar o mundo, vencer o demónio e dominar os meus apetites e paixões até o fim da minha vida, carregando a minha cruz de cada dia com fé, alegria, paz, resignação e acção de graças. Glorioso São Gabriel, rogai por nós!"


Sua festa é celebrada no dia 29 de Setembro, junto com Miguel e Rafael. No passado era celebrado sozinho no dia 24 de Março. Seu emblema é uma lança e um escudo gravado com um lírio. É o padroeiro das boas notícias. 

É o Arcanjo da Esperança, da Anunciação, da Revelação, sendo comumente associado a uma trombeta - é a Voz de Deus, o transmissor das boas novas. 

Gabriel é também creditado em guardar a "Árvore da Vida" e pode ter sido o ser celestial que teria expulso Adão e Eva do Éden. Ele é usualmente mostrado na liturgia da Igreja como um belo arcanjo segurando um pergaminho com as palavras: "Avé Maria Gratia Plena".

"A Maria é enviado Gabriel, que significa “Força de Deus” vinha anunciar aquele que se dignou aparecer humilde para combater as potestades do ar. Portanto, devia ser anunciado pela força de Deus o Senhor dos exércitos que vinha poderoso no combate. Foi por isso que à Virgem Maria não foi enviado um anjo qualquer, mas o Arcanjo Gabriel; para tal missão, era justo que fosse o máximo anjo para anunciar a máxima notícia" (Papa São Gregório Magno, das Homilias sobre os Evangelhos)

Gabriel e seus anjos são os mensageiros das boas notícias, nos ajudam a dar bom rumo e direcção à nossa vida, nos dão compreensão e sabedoria. É a ele que recorremos quando necessitamos desses dons.

Segundo a religião islâmica ao anjo Gabriel foi atribuída a revelação do Corão ao profeta Maomé.

O Arcanjo Gabriel é citado várias vezes na Bíblia:

Foi ele que anunciou ao profeta Daniel a vinda do Redentor.

Disse assim o profeta: "Apareceu Gabriel da parte de Deus e me falou: dentro de setenta semanas de anos (ou seja 490 anos) aparecerá o Santo dos Santos". (Dn 9)

Apareceu a Zacarias para lhe anunciar que ia ter por filho João Batista:

"Ora, exercendo Zacarias diante de Deus as funções de sacerdote, na ordem da sua classe... (Lc 1,8)

Apareceu-lhe então um anjo do Senhor, em pé, à direita do altar do perfume... (Lc 1,11). Não temas, Zacarias, porque foi ouvida a tua oração: Isabel, tua mulher, dar-te-á um filho, e chamá-lo-ás João. Ele será para ti motivo de gozo e alegria, e muitos se alegrarão com o seu nascimento; porque será grande diante do Senhor e não beberá vinho nem cerveja, e desde o ventre de sua mãe será cheio do Espírito Santo; ele converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus, e irá adiante de Deus com o espírito e poder de Elias para reconduzir os corações dos pais aos filhos e os rebeldes à sabedoria dos justos, para preparar ao Senhor um povo bem disposto" (Lc 1,13-17)

E o anjo disse a Zacarias: “Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado para te falar e te trazer esta feliz nova. Eis que ficarás mudo e não poderás falar até o dia em que estas coisas acontecerem, visto que não deste crédito às minhas palavras, que se hão de cumprir a seu tempo". (Lc 1,19-20)

O Arcanjo Gabriel anunciou a encarnação, nascimento, do Filho de Deus.

"No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria" (Lc 1,26-27)
"...o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo". (Lc 1,28)

"O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim". (Lc 1,30-33)

"O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril, porque a Deus nenhuma coisa é impossível". (Lc 1,35-37)

"E ouvi uma voz humana vinda do meio do Ulai: Gabriel, gritava, explica-lhe a visão. Dirigiu-se então em direcção ao lugar onde eu me achava. À sua aproximação, fiquei apavorado e caí com a face contra a terra. Filho do homem, disse-me ele, compreende bem que essa visão simboliza o tempo final. Enquanto falava comigo, desmaiei, com o rosto em terra. Mas ele tocou-me e me fez ficar de pé. Eis, disse, vou revelar-te o que acontecerá nos últimos tempos da cólera, porque isso diz respeito ao tempo final. O carneiro de dois chifres, que viste, simboliza os reis da Média e da Pérsia. O bode valente é o rei de Javã; o grande chifre que ele tem entre os olhos é o primeiro rei. Sua ruptura e o nascimento de quatro chifres em seu lugar significam quatro reinos saindo dessa nação, mas sem terem o mesmo poder. No fim do reinado deles, quando estiver cheia a medida dos infiéis, um rei surgirá, cheio de crueldade e fingimento. Seu poder aumentará, nunca porém por si mesmo. Fará monstruosas devastações, terá êxito nas suas empresas, exterminará os poderosos e o povo dos santos". (Dn 8,16-24)

"Eu falava ainda, pedindo, confessando meu pecado e o de meu povo de Israel, depositando aos pés do Senhor, meu Deus, minha súplica pelo seu monte santo; não havia terminado essa prece, quando se aproximou de mim, num relance (era a hora da oblação da noite), Gabriel, o ser que eu havia visto antes em visão. Deu-me, para meu conhecimento, as seguintes explicações: Daniel, vim aqui agora para te informar. Apenas havias iniciado a tua oração e uma palavra foi pronunciada; eu venho desvendá-la a ti, porque és um homem de predilecção. Presta pois atenção a este oráculo e compreende bem a sua revelação: Setenta semanas foram fixadas a teu povo e à tua cidade santa para dar fim à prevaricação, selar os pecados e expiar a iniquidade, para instaurar uma justiça eterna, encerrar a visão e a profecia e ungir o Santo dos Santos. Sabe, pois, e compreende isto: desde a declaração do decreto sobre a restauração de Jerusalém até um chefe ungido, haverá sete semanas; depois, durante sessenta e duas semanas, ressurgirá, será reconstruída com praças e muralhas. Nos tempos de aflição, depois dessas sessenta e duas semanas, um ungido será suprimido, e ninguém (será) a favor dele. A cidade e o santuário serão destruídos pelo povo de um chefe que virá. Seu fim (chegará) com uma invasão, e até o fim haverá guerra e devastação decretada. Concluirá com muitos uma sólida aliança por uma semana e no meio da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; sobre a asa das abominações virá o devastador, até que a ruína decretada caia sobre o devastado". (Dn. 9,20-27)


Orações ao Arcanjo Gabriel:

1)

"Portador das boas novas, das mudanças,
da sabedoria e da inteligência.
Arcanjo da Anunciação, trazei todos os dias mensagens boas e otimistas.

Fazei com que eu também seja um mensageiro, proferindo somente palavras e atos de bondade e positivismo.
Concedei-me o alcance de meus objetivos.

Que assim seja."

Autoria: Eunice Ferrari

2)

"Que eu possa ascender do meu mundo cotidiano até a perfeição de Deus.

Que eu possa ascender até a eterna bem-aventurança . Que eu possa ascender da tristeza à alegria, do medo à fé, do conflito à harmonia, da guerra à paz, da pobreza à prosperidade.

Desejo que toda a minha vida seja uma constante ascensão. Mas uma ascensão pura, em que eu possa me elevar e ajudar meus semelhantes, enxugar as lágrimas de quem sofre e nunca ferir ninguém.

Arcanjo Gabriel, oriente-me no dia a dia para que eu possa ver com clareza como ascender em todos os aspectos de minha vida. Eleve-me com sua bênção.

Arcanjo Gabriel: sinto depressão, desarmonia e nervosismo. Mas não vou abandonar minha meditação espiritual, porque sei que você pode me levantar do barro e me elevar até às águas puras que limpam e rejuvenescem.

Quero ter uma mente jovem. Quero ver a vida com os olhos da harmonia. Quero abandonar a depressão e a tristeza. Peço que me eleve em consciência e me faça descobrir o poder da chama da ascensão. Dê-me a tocha da ascensão, estou disposto a cumprir minha parte elevando minha mente e minhas emoções. Abençôo-o e peço sua proteção.

Arcanjo Gabriel, receba meu amor. Que minha alma ascenda dos problemas da vida para a perfeição da vida. Que eu perceba Deus em todos os seres. Que eu possa levar os meus sentimentos, pensamentos, corpo, lar, todos os meus assuntos, para uma maior perfeição. Sou filho de Deus, reivindico meu direito de tomar a chama da ascensão e levantar-me dos entulhos para criar uma vida nova e melhor."

Autoria: Padma Patra

3)

"Para que todos os inimigos façam as pazes:

Em nome do Pai + do Filho + do Espírito Santo

Bem aventurados os pacíficos porque deles será o reino dos Céus.

Bem-aventurados os mansos e humildes de coração porque dominarão a Terra.

Bem-aventurado o homem que teme o Senhor.

Bem-aventurados os que se humilham, porque serão exaltados.

São estes os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo que vive e reina com o Pai, por todos os séculos dos séculos.

Assim seja S. Gabriel, pureza, força, graça e beleza, sede o meu intercessor perante o trono de Deus.

S. Gabriel, intercedei Junto ao Senhor para que perdoe Fulano e Beltrano (dizer os nomes das pessoas) e lhes conceda a graça de verem o seu estado de pecado e de ofensa a Deus, mantendo-se ambos nessa inimizade.

S. Gabriel, rogai a Deus que ambos cessem o seu ódio e reconciliem-se na santa amizade de Nosso Senhor Jesus Cristo, que padeceu e morreu pelos pecados dos homens e perdoou seus algozes.

Rogo-Vos também, S. Gabriel, intercedei por min junto ao Senhor para que eu seja perdoado das minhas faltas.

Senhor Deus misericordioso, derramai sobre os corações de Fulano e de Beltrano (repetir os nomes das pessoas) a luz do seu amor, para que sejam bons Irmãos, reconciliados, esquecidos das ofensas e sem mais recaírem em inimizade possam um dia ser dignos da felicidade eterna.

Assim seja.

Instruções: Rezar diante de uma vela acesa, durante sete dias, de preferência à noite."

Fonte: Orações de Sempre - Autoria: desconhecida

4)

(reza-se de manhã, ao meio dia e à noite)

"O Anjo do Senhor anunciou a Maria
E Ela concebeu do Espírito Santo.
Ave Maria...
Eis aqui a escrava do senhor
Faça-se em mim segundo a Vossa Palavra.
Ave Maria...
O verbo se fez carne
E habitou entre nós
Ave Maria...
Rogai por nós Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Jesus Cristo.

Oremos: Derramai ó Deus a vossa graça em nossos corações para que, conhecendo pela mensagem do Anjo Gabriel a encarnação de Cristo, a glória da ressurreição pela intercessão da Virgem Maria. Pelo mesmo Jesus Cristo, Senhor nosso, Amém."

Autoria: desconheceida

5)

"Anjo da encarnação, fiel mensageiro de Deus, abri nossos ouvidos, até para as mais leves admoestações e toques da graça do coração de nosso Senhor. Permanecei sempre conosco, nós vo-lo suplicamos, para que compreendamos devidamente a Palavra de Deus, sigamos suas inspirações e docilmente, cumpramos aquilo que Deus quer de nós. Fazei que sejamos sempre prontos e vigilantes, para que o Senhor, quando chegar, não nos encontre dormindo.

Oremos:

Saudou Nossa Senhora com as palavras: “Ave-Maria cheia de graça, o Senhor é convosco...”

Ó poderoso Arcanjo São Gabriel, a vossa aparição à virgem de Nazaré, trouxe a luz ao mundo que estava mergulhado nas trevas. Assim falaste à Santíssima Virgem: “Ave-Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco... o Filho que de ti nascer será chamado Filho do Altíssimo”.

São Gabriel intercedei por nós junto à Virgem Santíssima, Mãe de Jesus, o Salvador. Afastai do mundo as trevas da descrença e da idolatria. Fazei brilhar a luz da fé em todos os corações. Ajudai a juventude a imitar Nossa Senhora nas virtudes da pureza e da humildade. Dai força a todos os homens contra os vícios e o pecado.

São Gabriel! Que a luz da vossa mensagem anunciadora a Redenção do gênero humano, ilumine o meu caminho e oriente toda a humanidade rumo ao Céu. Amém.

São Gabriel, rogai por nós!"

6)

"Ó glorioso arcanjo São Gabriel, chamado fortaleza de Deus, príncipe excelentíssimo entre os espíritos angélicos, embaixador do Altíssimo que merecestes ser o escolhido para anunciar à Santíssima Virgem a encarnação do divino Verbo em suas puríssimas entranhas. Nós te suplicamos, rogo a Deus por nós, pobres pecadores, para que conhecendo e adorando esse inefável mistério, consigamos gozar do fruto da divina redenção na glória celestial.

Amém!"

7)

"São Gabriel, glorioso Arcanjo, fortaleza de Deus, eu vos chamo e invoco para que me alcanceis a fortaleza, para desprezar o mundo, vencer o demônio e dominar os meus apetites e paixões até o fim da minha vida, carregando a minha cruz de cada dia com fé, alegria, paz, resignação e ação de graças. Glorioso São Gabriel, rogai por nós!"

8)

"São Gabriel, São Miguel, e São Rafael. Alcançai-nos de Deus a saúde de todo o nosso ser. Defendei-nos contra todos os males particularmente das violências de nossos semelhantes. Livrai-nos dos desastres, da morte repentina, dos perigos e acidentes em viagens e guiai-nos na difícil caminhada rumo à casa do Pai. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Amém!"

9)

"Gabriel, Arcanjo dos Anjos
Bendito é o seu amor
Que reflecte a inteligência divina
Me faça carregar no coração
A justiça e a bondade do Pai
Que vosso poder
Amado Arcanjo Gabriel
Seja reconhecido por todos que me cercarem
Através do espírito de luz infinito resplandecente
Em vosso amor
Que me protege, me ilumina
E me faz compreender
Que nunca estou só
Arcanjo Gabriel
Que carrega o amor absoluto
Livrai meu corpo, minha alma
E meu coração de energias negativas
Que eu carregue a paz
E consiga propagar a fé e a coragem

Amém!"

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Ecologia Mundialização e Espiritualidade

Resenha do livro: 'Ecologia Mundialização e Espiritualidade', de Leonardo Boff - Editora Ática - 1996, Capítulos II, IV, V

por: Manoel Gomes


'Ecologia, mundialização, espiritualidade' (Amazon)


"Leonardo Boff é um expressivo teólogo da libertação, censurado pela Cúria Romana, por se posicionar em defesa dos direitos humanos e eclesiásticos. Vários de seus livros foram editados nos principais idiomas e receberam muitos prêmios e títulos. Seu tema atual é Ecologia Mundialização e Espiritualidade, visando construir uma democracia onde há integração global.

O autor no capitulo II, enfatiza sobre a volta do Fenômeno Religioso e Místico apesar da racionalidade decorrente do processo tecnológico. Boff cita, Comte, K. Marx, S. Freud, M. Weber para mostrar como a modernidade viu a religião. O saber como modelo da modernidade, entrou em crise, o que explica a volta vigorosa do religioso e místico, diz Boff.

A religião faz parte do ser humano desde os primórdios é inseparável da raça humana, afirma o autor.

Leonardo Boff mostra que as religiões se encontram em dois aspectos básicos: A valorização da vida em si e a compaixão para com os oprimidos. Exortando as igrejas cristãs a apoiarem os movimentos de liberdade dos pobres em questão de justiça societária sendo um desafio lutar contra a desumanização da qualidade de vida no mundo em que vivemos.

As religiões cooperam com as culturas a tomarem a reta posição. A religião é algo eterno nunca desaparece; e o século XXI será religioso, prevê Boff.

Em seus capítulos III e IV, o autor sugere uma democracia ecológico-social argumentando que a sociedade não é uma coisa, mas uma rede de relações entre pessoas, suas funções, suas coisas e instituições. O autor destaca que o capitalismo não venceu com a queda do socialismo, citando que há um lado positivo do socialismo; o da revolução da fome, e da sociedade igualitária, o do socialismo.

No socialismo, o social possui a centralidade, o que não é encontrado na área capitalista. Afirma Boff que a Teologia da Libertação, desde o início, não coloca no centro de sua prática e de suas reflexões o socialismo, mas os pobres coletivos e conflitivos, tendo em seu nascimento duas experiências, uma Política e outra Teológica. Ainda no capitulo IV, Boff explica que a Teologia da Libertação busca uma modernidade alternativa e integrada, importa construir uma convergência através de uma nova revolução mundial, que postule uma modernidade alternativa e integral que incorpore o imenso cabedal de ciências e de técnicas, mas para isso é importante a solidariedade.

No capitulo IV, o autor diz que a libertação só é real quando se criam as condições políticas para a realização da justiça societária. A teologia da libertação, vê a ciência, a tecnologia e o poder como parte do projeto de resgate, construção, consolidação e expansão da vida e da liberdade humana, finaliza Boff.

Através de seus textos Leonardo Boff assim como Fernando Campelo Gaivota, Edgar Alan Poe e G. Write busca um lugar melhor para a humanidade, onde haverá mais igualdade social. O autor idealiza através do seu livro uma solução, que a primeira análise, pode parecer utópica levando em conta as atuais circunstâncias do mundo em que vivemos, principalmente no que diz respeito ao emergente neo-liberalismo fulminante na individualização do homem.

Nos resta esperar o que propõe o autor no seu livro, uma justiça societária, um futuro que parece distante."

Fonte:http://pt.shvoong.com/humanities/221218-ecologia-mundializa%C3%A7%C3%A3o-espiritualidade/ - publicado em: maio 09, 2006 - acessado em: setembro 15, 2010.


"O caminhar na ambição de obter Luz é como o vôo de mariposas em torno da lâmpada" - Trigueirinho




terça-feira, 14 de setembro de 2010

Santo Materno, Bispo :: 14 de setembro



Santo Materno de Colônia (O.P.N.)
É conhecido apenas como o primeiro bispo da história cristã da cidade de Colônia, na Alemanha. 

Desde o século IV, se criou uma tradição cristã, na cidade de Trevire, na Alemanha, segundo a qual Materno teria vindo da Palestina. E não é só isso: o próprio apóstolo Pedro é que o teria enviado, para divulgar o Evangelho ao mundo germânico.

Essa tradição fazia de Trevire a primeira sede episcopal cristã da Alemanha e, portanto, dotada de jurisprudência sobre as demais, por uma questão de antigüidade. 

A personagem de Materno, o Bispo de Colônia, é de fato muito importante para a história Igreja, que já estava liberta das perseguições externas, por obra do imperador Constantino. Mas a ela continuava exposta às divisões internas dos cristãos que, insistentemente, prejudicavam a si próprios.

Materno é um de seus pacificadores, convocado a deixar a Alemanha para resolver um grande conflito nascido no norte da África: o cisma donatista. Liderados pelo bispo Donato, esse grupo de radicais tinha uma visão extremamente elitista, era totalmente contrário às indulgências e pregava a segregação dos bons cristãos daqueles infiéis e traidores. 

Os donatistas consideravam traidores os cristãos que, por medo, durante a perseguição do imperador Diocleciano, haviam renegado a fé e entregue os Livros Sagrados às autoridades romanas. Inclusive, negavam-se a aceitar a re-inclusão dos sacerdotes que haviam agido desta maneira, bom como a inclusão de novos sacerdotes, caso também tivessem sido considerados, anteriormente, indignos. E por isto, os donatistas de Cartago, não reconhecem o novo Bispo Ceciliano, porque um dos Bispos que o consagraram havia renegado à fé, durante as perseguições.

Chamado para arbitrar o imperador Constantino, em 313, escreve ao Papa Melquior, de origem africana, para convocar o Bispo Ceciliano, bem como outros, favoráveis ou não à sua questão, para uma decisão final, imparcial. 


E ainda o informa que os Bispos: Materno da Alemanha, Retício e Martino da França já estavam a caminho de Roma. O imperador Constantino, obedecendo a suas conveniências políticas, promoveu um ato incisivo no colegiado eclesiástico, afiançando o caso africano também aos bispos da Alemanha e França.

Mais nada se sabe de Materno depois dessa importante missão em Roma, que se concluiu com a sentença favorável ao Bispo Ceciliano. Mas este cisma não terminou, mesmo contando também com notável presença de Santo Agostinho, Bispo de Hipona.

Entretanto, em Trevire, a fama de santidade de seu primeiro Bispo, faz a figura de Materno tomar vulto e a população começa a venerá-lo. Ao longo dos séculos, a Catedral de Trevire, que abriga as relíquias de Santo Materno, foi reconstruída e hoje podemos ver o grau de devoção dos fiéis estampado nos vitrais deste templo. Este culto foi autorizado pelo Vaticano, em conseqüência detesta devoção secular e, ainda presente nos fiéis, a data de sua tradicional festa litúrgica no dia 14 de setembro, foi mantida.

Fonte: Texto: http://www.portalangels.com/santo_do_dia/14setembro.htm - Imagem: Google images

Reflexão

Na história da Igreja muitos foram os homens e as mulheres que doaram suas vidas e suas capacidades para manter a unidade da fé. Guiados pelo Espírito Santo e convictos da Boa Nova do Reino, estas pessoas viveram plenamente sua vocação de servir a Deus e ao próximo, a exemplo de Jesus Cristo.  

Oração

"Ó Deus pai de bondade, que enviastes vosso servo São Materno para reconciliar os cristãos entre si e manter a unidade da fé, ensinai-nos a viver de tal modo unidos a Vós que em tudo que fizermos proclamemos vosso amor. 

Por Cristo Nosso Senhor. 

Amém."

Para fazer um pedido pela intercessão de São Materno

"Pela intercessão de São Materno, concedei-nos, Senhor, a graça de vivermos em paz e a unidade  para vossa Igreja e (fazer o pedido).
Por Cristo Nosso Senhor.

Amém!

São Materno de Colônia,

Rogai por nós!"

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

São João Crisóstomo :: 13 de setembro



João Crisóstomo foi um grande orador do seu tempo. Todos os escritos dizem que multidões se juntavam ao redor do púlpito onde estivesse discursando. Tinha o dom da oratória e muita cultura, uma soma muito valiosa para a pregação do cristianismo. João nasceu no ano 309 em Antioquia, na Síria, Ásia Menor, procedente de família muito rica considerada pela sociedade e pelo Estado. Seu pai era comandante de tropas imperiais no oriente, um cargo que cedo causou sua morte. Mas a sua mãe Antusa, piedosa e caridosa, agora Santa, providenciou para o filho ser educado pelos maiores mestres do seu tempo, tanto científicos quanto religiosos, não prejudicando sua formação.

O menino, desde pequeno, já demonstrava a vocação religiosa, grande inteligência e dons especias. Só não se tornou eremita no deserto por insistência da mãe. Mas, depois que ela morreu, já conhecido pela sabedoria, prudência e pela oratória eloqüente, foi viver na companhia de um monge no deserto, durante quatro anos. Passou mais dois, retirado numa gruta sozinho, estudando as sagradas escrituras e, então, considerou-se pronto. Voltou para Antioquia e se ordenou sacerdote.

Sua cidade vivia a efervescência de uma revolta contra o Imperador Teodósio I. O povo quebrava estátuas do imperador e de membros de sua família. Teodósio, em troca, agia ferozmente contra tudo e contra todos. Membros do senado estavam presos, famílias inteiras tinham fugido e o povo só encontrava consolo nos discursos e pregações de João, chamado por eles de Crisóstomo, isto é : "boca de ouro". Tanto que foi o incumbido de dar à população a notícia do perdão imperial. Alguns anos se passaram, a fama do santo só crescia e, quando morreu o Bispo de Constantinopla, João foi eleito para sucedê-lo. Constantinopla era a grande capital do Império Romano, que havia transferido o centro da economia e cultura do mundo de então, para a Ásia Menor. 

Entretanto, para João era apenas um local onde o clero estava mais preocupado com os poderes e luxos terrenos que os espirituais. Ali reinavam a ambição, a avareza, a política e a corrupção moral. Como Bispo abandonou então os discursos e se dispôs a enfrentar a luta e, como conseqüência, a perseguição.


Arrumou inimigos tanto entre o clero quanto na corte. Todos, liderados pela imperatriz Eudoxia, conseguiram tirar João Crisóstomo do cargo, que foi condenado ao exílio. Mas essa expulsão da cidade provocou revolta tão intensa na população, que o Bispo foi trazido de volta para reassumir seu cargo. Entretanto, dois meses depois, foi exilado pela segunda vez. Neste, já com a saúde muito debilitada, ele não resistiu e morreu. Era 14 de setembro de 407.

Sua honra só foi limpa quando morreu a família imperial e voltou a paz entre o clero na Igreja. Papa ordenou o restabelecimento de sua memória. O corpo do João Crisóstomo foi trazido com de volta a Constantinopla, em 438, num longo cortejo em procissão solene.. Mais tarde, suas relíquias foram trasladadas para Roma, onde repousam no Vaticano. Dos seus numerosos escritos destacasse o pequeno livro "Sobre o sacerdócio", um clássico da espiritualidade monástica. São João Crisóstomo é venerado um dia antes da data de sua morte: em 13 de setembro, com o título de Doutor da Igreja, sendo considerado um modelo para os oradores clérigos.

Fonte: Texto: http://www.portalangels.com/santo_do_dia/13setembro.htm - Imagem: Google images

Reflexão

São João Crisóstomo é considerado um dos quatro grandes Doutores da Igreja Oriental e deixou uma produção intelectual abundante e variada, composta de aproximadamente 600 sermões e discursos. Sua eloqüência extraordinária lhe valeu o título de Crisóstomo, que em grego significa “Boca de Ouro”. Ele é chamado patrono da eloqüência sagrada.

Oração

"Ó Deus, que marcastes pela vossa doutrina a vida de São João Crisóstomo, concedei-nos, por sua intercessão, que sejamos fiéis à mesma doutrina, e a proclamemos em nossas ações. 

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. 

Amém!"


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