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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Intolerância Religiosa

Axé para todos que lutam contra a bestial, e ignorante, intolerância religiosa pregada por alguns contra as religiões Afro-Decendentes e Espiritismo. Oxalá esteja conosco, Ogum nos proteja e defenda.

Saravá!

Recebi do irmão Ricardo Barreira o e-mail que transcrevo a seguir:

Hoje é o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa

O 21 de janeiro, como Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, foi instituído pelo presidente da República com a Lei Nº 11.635, em 27 de dezembro de 2007. A data foi escolhida para coincidir com o aniversario de morte da Yalorixá (Mãe de Santo) Gilda de Ogum, que morreu de infarto fulminante em 2000, após ter seu terreiro invadido duas vezes por religiosos contrários a suas práticas e ver sua foto ilustrando matéria de teor depreciativo veiculada por jornal religioso.

A Intolerância Religiosa não é algo que atinge apenas uma religião, não é não. Cada qual ao seu grau. O que acontece é que no Brasil nenhuma outra religião foi tão massivamente e históricamente perseguida como as religiões denominadas afro-brasileiras, entre elas, Umbanda e Candomblé.

Mas por quê? De onde vem tanto preconceito com as religiões afro-brasileiras?

Um estudo mais aprofundado nos mostra que o motivo primórdio deste preconceito é justamente por ser AFRO-brasileira. Como tudo que veio da África, como tudo que está relacionado ao negro, por melhor que seja, sofre ou já sofreu, muito preconceito... Continua no Blog www.ricardobarreira.com

"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei. No dia seguinte vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei. No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei. No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar” - Martin Niemöller

sábado, 16 de janeiro de 2010

Mensagem do Dalai-Lama para o Haiti

13 de janeiro de 2010

A René Garcia Préval
Presidente da República do Haiti
Porto Príncipe
Haiti

Vossa Excelência:

Estou profundamente triste com a perda de tantas vidas e bens, como resultado do terremoto que atingiu a capital, Porto Príncipe, na terça-feira.

Eu estendo a minha solidariedade e sentidas condolências a todas as famílias que foram diretamente afetadas pelo que eu entendo ser o pior terremoto em dois séculos na história do Haiti.

Eu ofereço minhas orações para aqueles que perderam a vida nesta tragédia, condolências aos seus familiares e outras pessoas afetadas por esta catástrofe natural.

Com minhas orações.

O Dalai Lama

Fonte: http://www.dalailama.com/news/post/481-message-to-haiti

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Bate-papo com Carlos Castañeda


"– Dom Juan dizia que para pensar bem é preciso deixar de pensar.

– Sim, é preciso deixar o mundo do pensamento habitual, que são só reafirmações sobre você mesmo. O mestre yaqui dizia que a descida do espírito acontece quando este corta o nosso diálogo interno, e lamentava que ninguém quisesse ser livre.

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– Se existem outros aspectos da realidade, tem que ser um indivíduo muito especial para captá-los?

– As pessoas têm um profundo sentido do mágico, mas o fato de ser racional constitui uma desvantagem.

– Por quê?

– O mundo cotidiano é tão extraordinariamente poderoso que não nos permite saídas. Ensina-nos desde muito cedo a obsessão pela pessoa; não pelo ser total, mas só pela pessoa social; a obsessão não nos deixa sair.

– É assim para todos?

– Os anos que transcorrem nesse tipo de prática erradicam a magia, e então só existem o eu pessoal e as tolices.

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– Por que Dom Juan dizia que se tem que ensinar ao homem, agora mais do que nunca, a conectar-se com seu ser interior? É porque alcançou um maior nível de desenvolvimento intelectual?

– Qual o que! (exclama). É porque agora sim estamos na bancarrota; estamos (continua irritado) em meio a uma luta entre duas superpotências que vão acabar com a humanidade. Já abriram um buraco na camada de ozônio. Você acredita que vão tapar? Vão diminuir seus enormes gastos com a defesa para consertar a Terra? Mais que nunca (conclui em tom de firmeza) o homem precisa da ajuda da magia."

Fonte: "Conversando com Carlos Castañeda" de Fort, Carmina - Editora Record, 1991.



segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Osho: 'Voltar-se para dentro'



"Voltar-se para dentro não é movimentar-se, absolutamente. Ir para dentro de si não é deslocar-se. Voltar-se para dentro simplesmente significa que você tem estado perseguindo um desejo atrás do outro, que esteve correndo cada vez mais, para chegar repetidas vezes à frustração; que cada desejo traz infelicidade, que não existe nenhum preenchimento por meio de desejos; que você nunca chega a lugar nenhum, que o contentamento é impossível.

Percebendo a verdade de que correr atrás de desejos não leva a lugar nenhum, você acaba parando. Não que você faça algum esforço para parar. Se você fizer qualquer esforço para parar, de uma maneira sutil você ainda estará correndo atrás de alguma coisa novamente.

Você ainda está desejando - talvez, agora, seja a ausência de desejo o seu desejo. Se estiver fazendo algum esforço para voltar-se para dentro, você ainda estará saindo de si mesmo. Qualquer esforço só poderá levá-lo para fora, em direção ao exterior. Todas as viagens são viagens para fora - não há viagem para dentro.

Como você pode viajar para dentro de si mesmo? Você já está ali, não faz sentido ir. Quando o deslocar-se cessa, a viagem desaparece; quando não há mais nenhum desejo obscurecendo a sua mente, você está dentro. A isso é que se chama voltar-se para dentro. Mas não se trata absolutamente de um deslocamento, trata-se simplesmente de não sair para fora."

Fonte: Osho 'This Very Body The Buddha' - Capítulo 9


sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

O Manuscrito 512

O manuscrito 512, ou documento 512 (ver imagem), consiste em um dos arquivos manuscritos da época Brasil colonianista que está guardado no acervo da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Tal documento, tem caráter expedicionário, e consiste em um relato de um grupo de bandeirantes, embora o nome de seu autor seja desconhecido.


Este manuscrito é a base da maior fábula arqueológica nacional, e um dos mais famosos documentos da Biblioteca Nacional. O acesso ao relato original é extremamente restrito atualmente, embora uma versão digitalizada dele tenha sido disponibilizada recentemente com a atualização digital da biblioteca nacional.

Descoberta e Valorização


Não obstante a datação do anos de 1753, estima-se que a escritura seja realmente setecentista por determinados aspectos relatados, seu descobrimento e noção de relevância, contudo, ocorreram apenas em 1839. De forma um tanto irônica para com a importância do documento, e ainda de maneira a reforçar todo o mito que envolve o objeto, o documento 512 foi encontrado ao acaso, esquecido no acervo da biblioteca da corte (então a biblioteca nacional).

O manuscrito, muito antigo, e já deteriorado pelo tempo, foi descoberto por Manuel Ferreira Lagos, e posteriormente entregue ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB); foi nas mãos de um dos fundadores do instituto que a escritura teve seu real valor reconhecido e e divulgado: após leitura o cônego Januário da Cunha Barbosa publicou uma cópia integral do manuscrito na Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, com a adição de um prefácio no qual esboçava uma teoria de ligação entre o assunto do documento e a saga de Roberto Dias, um homem que fora aprisionado pela coroa portuguesa por se negar a fazer revelações a respeito de minas de metais preciosos na Bahia.

Em um contexto de busca da identidade nacional, e valoração dos atributos brasileiros, o documento ganhou um destaque e um enfoque cada vez maiores ao longo dos anos, tanto por parte de aventureiros, como intelectuais, religiosos, e até do próprio imperador Dom Pedro II. O tão investigado relato que faz o documento, e que foi motivo de sua relevância ao longo da história defendido arduamente por muitos, contestado calorosamente por outros, e obsessivamente buscado por alguns: o documento 512 traz o relato do encontro de alguns bandeirantes com as ruínas de uma cidade perdida, uma civilização arruinada em meio à selva brasileira com indícios de desenvolvimento cognitivo, além de riquezas, e um fim desconhecidos.

O Mito da Cidade Perdida

O documento que hoje traz o subtitulo de Relação histórica de uma occulta e grande povoação antiquissima sem moradores, que se descobriu no anno de 1753, narra o encontro do grupo de bandeirantes com ruínas de uma cidade perdida e desconhecida até então.

O relato da expedição, em sua parte mais conhecida, conta que houve quem avistasse de uma grande montanha brilhante, em consequência da presença de cristais e que atraiu a atenção do grupo, bem como seu pasmo e admiração. Tal montanha frustou o grupo ao tentar escalá-la, e transpô-la foi possível apenas por acaso, pelo fato de um negro que acompanhava a comitiva ter feito caça a um animal e encontrado na perseguição um caminho pavimentado em pedras que passada por dentro da montanha rumo a um destino ignorado.

Após atingir o topo da montanha de cristal os bandeirantes avistaram uma grande cidade, que a princípio confundiram com alguma pole já existente da costa brasileira e devidamente colonizada e civilizada, todavia ao inspecioná-la verificaram uma lista de estranhezas entre ela e o estilo local, além do fato de estar em alguns trechos completamente arruinada, e absoluta e totalmente vazia: seus prédios, muitos deles co mais de um andar jaziam abandonados e sem qualquer vestígio de presença humana, como móveis ou outros artefatos.

A entrada da cidade era possível apenas por meio de somente um caminho, macadamizado, e ornado na entrada com três arcos, o principal e maior ao centro, e dois menores aos lados; o autor do texto expedicionário observa que todos traziam inscrições em uma letra indecifrável no alto, que lhes foi impossível ler dada a altura dos arcos, e menos ainda reconhecer.

O aspecto da cidade narrada no documento 512 mescla caracteres semelhantes aos de civilizações antigas, porém traz ainda outros elementos inidentificados ou sem associação; o cronista observa que todas as casas do local semelhavam à apenas uma, por vezes ligadas entre si em uma construção simétrica e uníssona.

Há descrição de diversos ambientes observados pelos bandeirantes, admirados e confusos com seu achado, todos relatados com associações do narrador, tais como: a praça na qual se erguia uma coluna negra e sobre ela uma estátua que apontava o norte, o pórtico da rua que era encimado por uma figura despida da cintura para cima e trazia na cabeça uma coroa de louros, os edifícios imensos que margeavam a praça e traziam em relevo figuras de alguma espécie de corvos e cruzes.

Segundo a narrativa transcrita no documento, próximo a tal praça haveria ainda um rio que foi seguido pela comitiva e que terminaria em uma cachoeira, que aparentemente teria alguma função semelhante a de um cemitérios, posto que estava rodeada de tumbas com diversas inscrições, foi neste local que os homens encontraram um curioso objeto que segue descrito a seguir.

Entrementes, quando a expedição seguiu adiante e encontrou os rios Paraguaçu e Una, o manuscrito foi confeccionado em forma de carta, com o respectivo relato, e enviado às autoridades no Rio de Janeiro; a identidade dos bandeirantes do grupo aparentemente foi perdida, restando apenas o manuscrito enviado, e a localização da cidade supostamente visitada tornou-se um mistérios que viria atrair atenção de renomadas figuras históricas.

A Moeda de Ouro e O Rapaz Ajoelhado

O único objeto mencionado pela expedição de bandeirantes, que foi encontrado ao acaso, e descrito cuidadosamente na carta consiste em uma grande moeda confeccionada em ouro. Tal objeto, de existência e destino incógnitos, trazia emblemas em sua superfície: cravados na peça havia em uma face o desenho de um rapaz ajoelhado, e no reverso combinados permaneciam as imagens de um arco, uma coroa, e uma flecha.

O Manuscrito 512

Relação historica de huma oculta, e grande Povoação, antiguissima sem moradores, que se descubrio no anno de 1753.

Em a America ................. nos interiores ................. contiguo aos ................. Mestre de campo .................. e sua comitiva, havendo dez annos de que viajava pelos certões, a vêr se descubria as decantadas minas de Prata do grande descubridor Moribeca, que por culpa de hum Governador se não fizerão patentes, pois queria lhe uzurpar-lhe esta gloria e o teve prezo na Bahia até morrer, e fi-arão por descubrir: Veio esta noticia ao Rio de Janeiro em principio do anno de 1754.

Depois de huma longa, e inoportuna perigrinação, incitados da incaciavel cobiça de ouro, e quazi perdidos em muitos annos por este vastissimo certão, descubrimos huma cordi-lheira de montes tão elevados, que parecia chegavão a Região etheria, e que servirão de throno ao vento as mesmas estrellas; o luzimento que de Longe se admirava, principalmente quando o Sol fazia impressão ao Cristal de que era composta e formando hu-ma vista tão grande e agradavel, que nin-guem daquelles reflexos podia afastar os olhos: entrou a chover antes de entrarmos a registrar esta christallina maravilha e viamos sobre a pedra escalvada correr as agoas precipitando-se dos altos rochedos, parecendo-nos como a neve, ferida dos raios do sol, pelas admiraveis vistas daquelle chris .................. uina se reduziria ................. das aguas e tranqui-lidade do tempo nos resolvemos a investigar aquelle admiravel prodigio da natureza, chegando-nos no pé dos Montes, sem embaraço algu de Matos, ou Rios, que nos difficultasse o trânsito, porem, circulando as Montanhas, não achamos pasio franco para exe-cutar-mos a rezolução de accommeter-mos estes Al-pes e Pyrineos Brasílicos, rezultando-nos deste des-engano huma inexplicavel tristeza.

Abarracados nós, e com o dezignio de retrocedermos no dia seguinte, sucedeo correr hum negro, andando à lenha, a hum veado branco, que vio, e descobrir por este acazo o caminho entre duas serras, que parecião cortadas por artifi-cio, e não pela Natureza: com o alvoroço desta novi-dade principiamos a subir, achando muita pedra solta, e amontoada por onde julgamos ser calçada desfeita com a continuação do tempo. Gasta-mos boas tres horas na subida, porém suave pelos christaes que admiravamos, e no cume do Monte, fizemos alto, do qual estendendo a vista, vimos em hum Campo razo maiores demonstracoes para a nossa admiração.

Divisamos cousa de legoa, e meia huma Povoação grande, persuadindo-nos pelo dilatado da figu-ra ser alguma cidade da Corte do Brazil: descemos logo ao Valle com cautela ................ lferia em semelhante cazo, mandando explorar ................ gar a qualidade, e ................. se bem que repararam ................. Fuminés, sendo este, hum dos signaes evidentes das povoações.

Estivemos dois dias esperando aos ex-ploradores para o fim que muito desejavamos, e só ouviamos cantar gallos para ajuizar que havia alli po-voadores, até que chegarão os nossos desenganados de que não havia moradores,ficando todos confu-zos: Resolveo-se depois hum índio da nossa com-mitiva a entrar a todo risco, e com precaução, mas tornando assombrado, afirmou não achar, nem desco-brir rastro de pessoa algua: este cazo nos fez confundir de sorte, que não o acreditamos pelo que via-mos de domecilios, e assim se arranjarão todos os exploradores a ir seguindo os passos do índio.

Vierão, confirmando o referido depoimento de não haver povo, e assim nos determinamos todos a entrar com armas por esta povoação, em huma madrugada, sem haver quem nos sahisse ao encontro a impedir os passos, e não achamos outro caminho senão o unico que tem a grande povoação, cuja entrada he por tres arcos de grande altura, o do meio he maior, e os dois dos lados são mais pequenos: sobre o grande, e principal devizamos Letras, que se não poderão copiar pela grande altura

Faz huma rua da largura dos três arcos, com cazas de sobrados de huma, e outra parte, com as fronteiras de pedra lavrada, e já denegrida. So ................ inscripções, abertas todas ................. ortas são baxas defei................. nas, notando que pela regularidade, e semetria em que estão feitas, pa-rece huma só propriedade de cazas, sendo em realidade muitas, e alguas com seus terraços des-cubertos, e sem telha, porque os tetos são de ladri-lho requeimado huns, e de lajes outros.

Corremos com bastante pavor alguas cazas, e em nenhuma achamos vestígios de alfaias, nem móveis, que pudéssemos pelo uso, e trato, conhecer a qualidade dos naturaes: as cazas são todas escuras no interior, e apenas tem huma escaça luz, e como são abóbodas, ressoavam os ecos dos que falavão, e as mesmas vozes atemorizavão.

Passada, e vista a rua de bom cumprimento, demos em huma Praça regular, e no meio della huma collumna de pedra preta de grandeza extraordinária, e sobre ella huma Estatua de homem ordinario, com huma mão na ilharga esquerda, e o braço direito estendido, mostrando com o dedo index ao Polo do Norte: em cada canto da dita Praça está huma Agulha a immitação das que usavão os Romanos, e mais algumas já maltratadas, e partidas, como feridas de alguns raios.

Pelo lado direito desta Praça esta hum soberbo edifício, como casa principal de algu se-nhor da Terra, faz hum grande sallão na entrada e ainda com medo não corremos todas as casas, sendo tantas, e as retrat ................... zerão formar algu............... mara achamos hum................. massa de extraordinária................. pessoas lhe custavão a levanta lla.

Os morcegos erão tantos, que investião as caras das gentes, e fazião uma tal bulha, que admirava: sobre o pórtico principal da rua está huma figura de meio relevo talhada da mes-ma pedra e despida da cintura para cima, coroa-da de louro: reprezenta pessoa de pouca idade, sem barba, com huma banda atraveçada, e hum fraldelim pela cintura: debaixo do escudo da tal figura tem alguns characteres já gastos com o tempo, divizão-se, porém os seguintes:

Da parte esquerda da dita Praça esta outro edifício totalmente arruinado, e pelos vestígios bem mostra que foi Templo, porque ainda conserva parte de seu magnífico frontespicio, e alguas naves de pedra inteira: ocupa grande territorio, e nas suas arruinadas paredes, se vem obras de primor com alguas figuras, e retratos embutidos na pedra com cruzes de vários feitios, corvos, e outras miudezas que carecem de largo tempo para admira llas. Segue-se a este edificio huma grande parte de Povoação toda arruinada e sepultada em grandes, e medonhas aberturas da terra, sem que em toda esta circunferencia se veja herva, arvore, ou plan-ta produzida pela natureza, mas sim montões de pedra, humas toscas outras lavradas, pelo que entendemos ha as fronteiras de ................. verção, porque ainda entre ................. da de cadáveres, que ................ e parte desta infeliz ................. da, e desamparada, ............. talves por algum terremoto.

Defronte da dita Praça corre hum caudalozo Rio, arrebatadamente largo, e espaçoso com alguas margens, que o fazem muito agradavel a vista, terá de largura onze, até doze braças, sem voltas concideraveis, limpas as margens de arvoredo, e troncos, que as inundações costumão trazer: sondamos a sua Altura, e achamos nas partes mais profundas quinze, até dezesseis braças. Daparte dalém tudo são campos muito viçosos, e com tanta variedade de flores, que parece entoar a Natureza, mais cuida-doza por estas partes, fazendo produzir os mais mi-mozos campos de Flora: admiramos tambem algu-mas lagôas todas cheias de arrôs: do qual nos aproveitamos e também dos innumeraveis ban-dos de patos que se crião na fertilidade destes campos, sem nos ser deficil cassa-llos sem chum-bo mas sim as mãos.

Tres dias caminhamos Rio abaixo, e topamos huma catadupa de tanto estrondo pela força das agoas, e rezistencia no lugar, que julgamos não faria maior as boccas do decantado Nillo: depois deste salto espraia de sorte o Rio que parece o grande Oceano: He todo cheio de Peninsulas, cubertas de verde relva: com alguas arvores disperças, que fazem...............hum tiro com davel. Aqui achamos................. a falta delle de noss............... ta variedade de caça................ tros muitos animais criados sem cassadores que os corrão, e os persigão.

Daparte do oriente desta catadupa achamos varios subcavões, e medonhas covas, fazendo-se experiência de sua profundidade com muitas cordas; as quais por mais compridas que fossem, nunca podemos topar com o seu centro. Achamos também alguas pedras soltas, e na superfície da terra, cravadas de pra-ta, como tiradas das minas, deixadas no tempo

Entre estas furnas vimos huma coberta com huma grande lage, e com as seguintes figuras lavradas na mesma pedra, que insinuão grande mistério ao que parece. **** Sobre o Portico do Templo vimos outras da forma seguinte dessignadas.

Afastado da Povoação, tiro de canhão, está hum edificio, como caza de campo, de duzentos e sincoenta passos de frente; pelo qual se entra por hum grande portico, e se sobe, por huma escada de pedra de varias côres, dando-se logo em huma grande salla, e depois desta em quin-ze cazas pequenas todas com portas para a dita salla, e cada huma sobre si, e com sua bica de agoa ...............qual agoa de ajunta ...............mão no pateo externo ..................columnatas em cir- ................dra quadrados por arteficio, suspensa com os seguintes caracteres:

Depois destas admirações entramos pelas margens do Rio a fazer experiencia de descobrir ouro e sem trabalho achamos boa pinta na superficie da terra, prometendo-nos muita grandeza, assim de ouro, como de prata: admiramo-nos ser deixada esta Povoação dos que a habita-vão, não tendo achado a nossa exacta diligencia por estes certões pessoa algua, que nos conte desta deploravel maravilha de quem fosse esta povoação, mostrando bem nas suas ruínas a figura, de grandeza que teria, e como seria populosa, e oppulenta nos séculos em que floreceu povoada; estando hoje habitada de andorinhas, Morcegos, Ratos e Rapozas que cebadas na muita creação de galinhas, e patos, se fazem maiores que hum cão perdigueiro. Os Ratos tem as per-nas tão curtas, que saltão como pulgas, e não andão, nem correm como os de povoado.

Daqui deste lugar se apartou hum companheiro, o qual com outros mais, depois de nove dias de boa marcha avistarão a beira de huma grande enseada que faz hum Rio a huma canôa com duas pessoas brancas, e de cabellos pretos, e soltos, vestidos a Europea, e dando hum tiro como signal para sever .................... para fugirem. Ter ................ felpudos, e bravos, .................. ga a elles se encrespão todos, e investem

Hum nosso companheiro chamado João Antonio achou em as ruinas de huma caza hum dinheiro de ouro, figura esferica, maior que as nossas moedas de seis mil e quatrocentos: de huma parte com a imagem, ou figura de hum moço posto de joelhos, e da outra parte hum arco, huma coroa e huma setta, de cujo genero não duvidarmos se ache muito na dita povoação, ou cidade dissolada, por que se foi subversão por algu terremoto, não daria tempo o repente a por em recato o preciozo, mas he necessario hum braço muito forte, e poderozo para revolver aquele entulho calçado de tantos annos como mostra.

Estas noticias mando a v.m., deste cer-tão da Bahia, e dos Rios Pará-oaçu, Uná, assen-tando não darmos parte a pessoa algua, por-que julgamos se despovoarão Villas, e Arraiais; mas eu a V.me. a dou das Minas que temos descuberto, lembrando do muito que lhe devo.

Suposto que da nossa Companhia sahio já hum companheiro com pretexto differente, contudo peço-lhe a V.me. largue essas penúrias, e venha utilizar-se destas grandezas, usando da industrias de peitar esse indio, para se fazer perdido, e conduzir a V.me. para estes thesouros, etc ................... Acharão nas entradas .................... sobre lages.

Referências

Anonimo: Relação histórica de uma oculta e grande povoação antiquíssima sem moradores, que se descobriu no ano de 1753. Na América [...] nos interiores [...] contiguos aos [...] mestre de campo e sua comitiva, havendo dez anos, que viajava pelos sertões, a ver se descobria as decantadas minas de prata do grande descobridor Moribeca, que por culpa de um governador se não fizeram patentes, pois queria uzurpar-lhe esta glória, e o teve preso na Bahia até morrer, e ficaram por descobrir. Veio esta notícia ao Rio de Janeiro no princípio do ano de 1754.. Bahia/Rio de Janeiro: Fundação Biblioteca Nacional, documento n. 512, 1754.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Manuscrito_512

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Ressureição e Imortalidadade de Láhiri Mahasáya

Sri Yukteswar
Sri Yuktéswar e Yogananda

"Graças ao meu paramguru meu livro “A Ciência Sagrada” esgotou rapidamente. “Na manhã seguinte ao término de meus esforços literários”, continuou o mestre, “fui ao ghat Raí banhar-me no Ganges. O ghat estava deserto; detive-me silencioso um instante gozando uma paz radiante. 

Depois de imersão nas águas cintilantes, voltei para casa. Naquele silêncio, o único ruído que ouvia era o da toalha ensopada das águas do Ganges farfalhando a cada passo meu. Como passasse além das grandes banyans, próximas da margem, forte impulso forçou-me a olhar para trás. Ali, à sombra de uma banyan, cercado por alguns discípulos, estava o Grande Bábají!

"-Saudações Swamijí!" A bela voz do mestre fez-se ouvir para assegurar-me que eu não estava sonhando. "Vejo que você teve pleno sucesso com seu livro. Como havia prometido, aqui estou para agradecer-lhe".

Com o coração batendo descompassadamente, prostreí-me completamente aos seus pés. '- Paramgurují', disse eu súplice, 'não poderíeis vós e vossos chelas honrar minha miserável casa com vossa presença?'

- A palavra paramguru refere-se ao guru de um guru. Assim, Bábají, o guru de Láirhi Mahásaya, é o paramguru de Sri Yuktéswar. Mahavatar Bábají é o supremo guru na linha indiana de Mestres que assumem a responsabilidade do bem-estar espiritual de todos os membros SRF-YSS que fielmente pratiquem Kryia Yoga -

“O supremo guru declinou amavelmente: '- Não filho', disse ele. '- Somos gente que aprecia o abrigo das árvores. Este lugar é bastante confortável.'

“- Peço-lhe, então, demore-se mais um pouco, mestre', supliquei-lhe contemplando-o. 'Volto num instante com deliciosas iguarias'.

“Quando após alguns minutos retornei com um prato de manjares, a nobre banyan não mais abrigava o grupo celestial. Procurei-os pelo ghat, mas em meu coração senti que o pequeno grupo já estava então escapando em vôos etéreos.

“Fiquei profundamente magoado. 'Não obstante nosso novo encontro, eu não poderia estar incomodando ao falar com Bábají', disse a mim mesmo. 'Ele foi grosseiro ao abandonar-me tão repentinamente.' Isto eram só arrufos de amor, naturalmente, e nada mais. Poucos meses depois, visitei Láhiri Mahásaya em Benares. Ao entrar na sala de visitas, meu guru. sorriu -me em saudação.

“- Benvindo Yuktéswar”, disse ele, “Você pode ver o virtuoso Bábají à soleira de meu quarto?”

“Não, por quê?” respondi surpreso.

"Venha cá.” Láhiri Mahásava tocou-me gentilmente a testa; desta vez contemplei junto à porta a figura de Bábají florescente como um perfeito lótus.

Lembrei-me de minha mágoa e não o saudei. Láhiri Mahásaya olhou-me com espanto.

“O divino guru estava me contemplando com olhos perscrutadores. '- Você ficou aborrecido comigo?'

“- Senhor, por que não deveria ficar? “respondi. Do ar vieste com vosso grupo, e no rarefeito ar vos desvanecestes.

“- 'Falei-lhe que ia vê-lo, mas eu não disse que ficaria mais tempo'. Bábají riu afavelmente. 'Você estava muito excitado. Asseguro -lhe que eu já estava quase extinto no éter pelo pé-de-vento de seu ressentimento.'

“Fiquei instantaneamente satisfeito por esta explanação pouco lisonjeira. Ajoelhei-me aos seus pés; o supremo guru bateu-me afavelmente no ombro.

“- 'Filho, você deve meditar mais', disse ele. 'Sua contemplação não é perfeita. Você nem pôde ver-me sumindo através da luz do sol.' Com estas palavras em voz semelhante ao som de uma flauta celestial Bábají desapareceu dentro de um esplendor.

“Esta fora uma de minhas últimas visitas a Benares para ver meu guru”, concluiu Sri Yuktéswar. “Como Bábají predissera na Kumbha Mela, a encarnação de chefe de família de Láhiri Mahásaya estava se encaminhando para o fim,

Durante o verão de 1895, desenvolveu-se um pequeno tumor nas costas de seu robusto corpo. Quiseram lancetá-lo, ele protestou; saldava em sua própria carne o mau carma de alguns de seus discípulos. Afinal, dois ou três chelas tornaram-se muito insistentes; o mestre respondeu, enigmaticamente:

“- O corpo tem de encontrar uma causa para a morte; concordo, façam o que bem entenderem.

“Pouco tempo depois, o incomparável guru abandonou seu corpo em Benares. Não mais necessito procurá -lo em sua pequena sala de recepção; todos os dias de minha vida são abençoados por ele, meu guia onipresente. (26 de setembro de 1895 foi a data em que Láhiri Mahásaya abandonou o corpo. Alguns dias depois ele teria completado 67 anos.)

“ Anos mais tarde, dos lábios de Swâmi Keshabananda, um discípulo adiantado, ouvi muitos detalhes admiráveis sobre a partida de Láhiri Mabásaya.

“- Poucos dias antes de meu guru abandonar o corpo - contou-me Keshabananda - ele se materializou diante de mim, quando me encontrava sentado em meu eremitério de Hardwar.

“- Venha imediatamente a Benares. - Com estas palavras, Láhiri Mahásaya desapareceu.

“Tomei o trem imediatamente para Benares. Em casa de meu guru, encontrei muitos discípulos reunidos. Durante horas, naquele dia, o mestre explicou o Gíta; depois, com simplicidade, dirigiu -se a nós:
“- Volto para o meu lar.

“Nossos soluções de angústia prorromperam, irresistíveis.

“- Consolem-se; eu ressuscitarei. - Após esta afirmação, Láhiri Mahásaya levantou-se de seu assento, três vezes girou seu corpo em círculo, sentou-se em posição de lótus encarando o norte e gloriosamente entrou em mahásamádhi.

“O belo corpo de Láhiri Mahásaya, tão caro a seus devotos, foi cremado segundo os ritos solenes reservados aos chefes de família, em Manikarnika Chat, junto ao Ganges sagrado - continuou Kesbabananda. - No dia seguinte, às dez horas da manhã, enquanto ainda me encontrava em Benares, meu quarto inundou-se de uma grande luz. À minha frente apareceu, em carne e osso, de pé, Láhiri Mahásaya. Seu corpo parecia-se exatamente ao interior, embora mais jovem e mais radiante. Meu divino guru me disse:

“- Keshabananda, sou eu mesmo. Com os átomos que se desintegraram de meu corpo cremado, remodelei minha forma, ressuscitei. Minha tarefa como chefe de família no mundo terminou; mas não deixo a Terra inteiramente.

Doravante, passarei uma temporada com Bábají no Himalaia e outra com Bábají no cosmo.

“Abençoando-me com algumas palavras, o transcendente mestre desapareceu. Uma inspiração maravilhosa saturou-me o coração; fui elevado em Espírito, à semelhança dos discípulos de Cristo e de Kabir, que contemplaram seus gurus redivivos após a morte física.

“Quando regressei a meu eremitério isolado, em Hardwar - prosseguiu Kesbabananda -levei comigo uma parcela das cinzas sagradas de meu guru. Sabia que ele escapara à prisão do espaço e do tempo; o pássaro da onipresença estava livre. Entretanto, era um consolo para meu coração guardar suas sagradas cinzas em meu santuário.”

Outro discípulo abençoado com a visão do ressuscitado guru foi o santo Panchanon Bhattachárya. Visitei-o em sua morada em Calcutá e ouvi com deleite a história de sua convivência de muitos anos com o mestre. Em remate, narrou-me o acontecimento mais maravilhoso de sua vida.

-Aqui em Calcutá -disse Pancharion -às dez horas da manhã seguinte à sua cremação, Láhiri Mahásaya apareceu diante de mim, gloriosamente vivo.

Swâmi Pranabananda, “o santo com dois corpos”, também me fez confidências detalhadas de sua sublime experiência. Durante sua visita à minha escola de Ranchi, Pranabananda contou-me:

-Alguns dias antes de Lábiri Mahásaya abandonar o corpo, recebi dele uma carta solicitando minha ida imediata a Benares. Fui, porém, inevitavelmente retardado e não pude partir no mesmo instante, Exatamente quando me preparava para partir para Benares, cerca de dez horas da manhã, senti-me dominado por súbita alegria ao ver em meu quarto a figura resplandecente de meu guru.

“- Por que se apressa a ir em Benares? - disse Láhiri Mahásaya, sorrindo. - Não me encontrará mais ali.

“Quando compreendi o significado de suas palavras, chorei tristemente, acreditando que o contemplava apenas numa visão.

“O mestre aproximou-se de mim, confortadoramente: - Toque à minha carne - disse ele -estou vivo, como sempre. Não se lamente; não estou consigo por toda a eternidade?”

Dos lábios destes três, grandes discípulos emergiu uma história de maravilhosa verdade: um dia após a entrega às chamas do corpo de Lábiri Mabásaya, o mestre ressurrecto, em corpo real mas transfigurado, apareceu diante de três discípulos, em cidades diferentes, à mesma hora, dez da manhã.

“E quando este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, a este corpo mortal se revestir de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: - Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó sepulcro, a tua vitória?"

I Coríntios, 15:54-55 “Por que se julgaria uma coisa incrível entre vós, que Deus ressuscitasse os mortos?” (Ats, 26:8).


domingo, 3 de janeiro de 2010

A Roda do Tempo

Outra estupenda unidade desse estranho sistema cognitivo era a compreensão e a utilização dos conceitos de tempo e espaço. Para eles, tempo e espaço não eram os mesmos fenômenos que fazem parte de nossas vidas, em virtude de serem parte integral de nosso sistema cognitivo normal. Para o homem comum, a definição de habitual de tempo é "um continuum não-espacial no qual os eventos ocorrem numa sucessão aparentemente irreversível do passado, através do presente, para o futuro". E espaço é definido como "a infinita extensão do campo tridimensional no qual as estrelas e as galáxias existem; o Universo".

Para os xamãs do México antigo, o tempo era algo como um pensamento; um pensamento pensado por alguma coisa inconcebível em sua magnitude. Os argumentos lógicos para eles era que, sendo parte desse pensamento que era pensado por forças inconcebíveis para sua mentalidade, o homem ainda preservava uma pequena percentagem desse pensamento; uma percentagem que, sob certas circunstâncias e com disciplina extraordinária, podia ser resgatada.

O espaço era, para esses xamãs, uma região abstrata da atividade. Eles a chamavam infinito, e se referiam a ela como a soma de todos os esforços das criaturas vivas. O espaço era, para eles, mais acessível, alguma coisa quase realista. Era como se eles tivessem uma percentagem maior na formulação abstrata do espaço. De acordo com relatos de Dom Juan, os xamãs do México antigo nunca viram tempo e espaço como abstrações obscuras nós os vemos. Para eles, tanto tempo quanto espaço, ainda que incompreensíveis em suas formulações, eram parte integral do homem. Esses xamãs tinham uma outra unidade cognitiva chamada a "roda do tempo" .

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

FELIZ ANO NOVO COM MUITA PAZ, SAÚDE E PROSPERIDADE !!!




"NESTE ANO QUE SE INICIA VAMOS... 
Multiplicar o amor!
Que nossas mãos sejam portadoras de Paz...
De Afagos...
De Carinhos...
Que escorra delas os mais límpidos sentimentos...
De bálsamos...
De alívio...
De Força...
De Luz...
Que possam ser espalhados na terra árida... 
Fazendo germinar o amor entre as pessoas... 
Multiplicando cada melhor essência de nós...
Fazendo-nos fortes ao meio a tempestade...
Deixando-nos ver o Sol que nasce...
Que rompe a noite...
Que se faz dia...
Que se faz belo...
Que se faz vida...
Que se chama amor..."

Mensagem de Ano Novo recebida de Meri Rodrigues

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Orixá regente de 2010




Agora entendo porque estava prevendo no início de dezembro Yansã como Orixá regente de 2010. Chove na maior parte do país e, esta água que cai do céu, corre a terra para limpar as larvas deixadas por 2009. Realmente o Grande Regente de 2010 parece ser Oxalá... o Natal caiu numa sexta... o 1º do ano cai numa sexta também... Pra quem não sabe sexta-feira é o dia da semana reservado ao Criador da Terra. Dificilmente Oxalá deixará Outro governar 2010.

Junto com Oxalá, Yemanjá será a co-regente do ano que está para nascer. A Mãe d'água recebe neste momento as energias que correm através de Oxum para os mares. Yansã limpa enquanto a Oxirá da água doce se encarrega de transportar as energias vencidas para a Calunga Grande (mar).

A confirmação só vem mesmo, com certeza, na madrugada do dia 1º de janeiro, quando Orumilá, através de Ifá, conta para a humanidade (através dos Babalawos e Yalorixás) quem serão os Orixás regentes do ano que nasce. Entretanto é certo que Yansã está no momento tendo grande influência na Terra (persiste na confirmação).

Tempestade é uma só, seja de chuva ou neve, e através deste entendimento podemos perceber que a Senhora dos Ventos e Tempestades mostra sua força também no hemisfério norte. Diga-se de passagem, Yansã é a mais presente energia cósmica influente, nos dias de hoje, no clima do Planeta.

A purificação, que visivelmente trazem as intempéries mundialmente distribuídas, é fato. O ano regido por Oxalá e Yemanjá é um ano de grande mudanças, afinal estes são os Orixás, pela ordem, criadores da Terra e da Vida que nela existe. 2010 será como um renascimento, o ano deve começar tempestuoso e terminar em águas calmas, límpidas e cristalinas. Eclipse e Lua Azul, para bons observadores da Natureza, só vem a confirmar estas predições que faço agora.

Muita Luz irá iluminar as mentes dos seres pensantes. É epoca de abandonar velhos conceitos, quebrar tabús e paradigmas. É tempo de evolução, de revolução! Afinal, 2010 é o ano em que faremos contato.【ツ】

Axé!

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