Nosso conteúdo é vasto! Faça sua busca personalizada e encontre o que está procurando...

Translate

Mostrando postagens com marcador nova era. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador nova era. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Instruções dos Espíritos: A Nova Era (Um Espírito Israelita, 1861)

"O Evangelho segundo o Espiritismo", de Allan Kardec: Capítulo 1: Não vim destruir a lei: Instruções dos Espíritos: A nova era: 9 (Tradução de Guillon Ribeiro) - Imagem: Nebulosa Carina (detalhe) NASA/HUBBLE (CC0)

"9. Deus é único e Moisés é o Espírito que Ele enviou em missão para torná-lo conhecido não só dos hebreus, como também dos povos pagãos. O povo hebreu foi o instrumento de que se serviu Deus para se revelar por Moisés e pelos profetas, e as vicissitudes por que passou esse povo destinavam-se a chamar a atenção geral e a fazer cair o véu que ocultava aos homens a divindade.

Os mandamentos de Deus, dados por intermédio de Moisés, contêm o gérmen da mais ampla moral cristã. Os comentários da Bíblia, porém, restringiam-lhe o sentido, porque, praticada em toda a sua pureza, não na teriam então compreendido. Mas nem por isso os dez mandamentos de Deus deixavam de ser um como frontispício brilhante, qual farol destinado a clarear a estrada que a Humanidade tinha de percorrer.

A moral que Moisés ensinou era apropriada ao estado de adiantamento em que se encontravam os povos que ela se propunha regenerar, e esses povos, semisselvagens quanto ao aperfeiçoamento da alma, não teriam compreendido que se pudesse adorar a Deus de outro modo que não por meio de holocaustos, nem que se devesse perdoar a um inimigo. Notável do ponto de vista da matéria e mesmo do das Artes e das Ciências, a inteligência deles muito atrasada se achava em moralidade e não se houvera convertido sob o império de uma religião inteiramente espiritual.

Era-lhes necessária uma representação semimaterial, qual a que apresentava então a religião hebraica. Os holocaustos lhes falavam aos sentidos, do mesmo passo que a ideia de Deus lhes falava ao espírito.

O Cristo foi o iniciador da mais pura, da mais sublime moral, da moral evangélico-cristã, que há de renovar o mundo, aproximar os homens e torná-los irmãos; que há de fazer brotar de todos os corações a caridade e o amor do próximo e estabelecer entre os humanos uma solidariedade comum; de uma perfeita moral, enfim, que há de transformar a Terra, tornando-a morada de Espíritos superiores aos que hoje a habitam.

É a lei do progresso, a que a Natureza está submetida, que se cumpre, e o Espiritismo é a alavanca de que Deus se utiliza para fazer que a Humanidade avance.

São chegados os tempos em que se hão de desenvolver as ideias, para que se realizem os progressos que estão nos desígnios de Deus. Têm elas de seguir a mesma rota que percorreram as ideias de liberdade, suas precursoras. Não se acredite, porém, que esse desenvolvimento se efetue sem lutas. Não; aquelas ideias precisam, para atingirem a maturidade, de abalos e discussões, a fim de que atraiam a atenção das massas.

Uma vez isso conseguido, a beleza e a santidade da moral tocarão os espíritos, que então abraçarão uma ciência que lhes dá a chave da vida futura e descerra as portas da felicidade eterna. Moisés abriu o caminho; Jesus continuou a obra; o Espiritismo a concluirá. – Um Espírito israelita. (Mulhouse, 1861.)"
____
Fonte: "O Evangelho segundo o Espiritismo", de Allan Kardec: Capítulo 1: Não vim destruir a lei: Instruções dos Espíritos: A nova era: 9 (Tradução de Guillon Ribeiro) - Imagem: Nebulosa Carina (detalhe) NASA/HUBBLE (CC0)




quarta-feira, 24 de junho de 2015

O enfrentamento final entre Deus e Satanás (N. S. de Fátima)

“O enfrentamento final entre Deus e Satanás será sobre a família e a vida.” Revelações importantes da Irmã Lúcia, vidente de Fátima, na carta que escreveu ao cardeal Cafarra, e ele compartilha isso conosco ...




Deus contra Satanás: a última batalha, o enfrentamento final, será sobre a família e sobre a vida. A profecia é da Irmã Lúcia dos Santos, a vidente de Fátima, cujo processo de beatificação começou em fevereiro de 2015.


A carta a Lúcia



Em uma entrevista concedida a La voce di Padre Pio em março de 2015, o cardeal Carlo Cafarra conta que escreveu uma carta à Irmã Lúcia pedindo orações. Na época, João Paulo II lhe confiou a tarefa de fundar o Instituto Pontifício para os Estudos sobre Matrimônio e Família, do qual hoje é professor emérito.


No início desse trabalho – explica Cafarra – escrevi à Irmã Lúcia, por meio do bispo, porque não era permitido fazê-lo diretamente. Inexplicavelmente, ainda que eu não esperasse uma resposta (porque só lhe pedia orações pelo projeto), depois de poucos dias recebi uma longa carta de punho e letra dela – carta esta que se encontra atualmente nos arquivos do Instituto.


Nessa carta da Irmã Lúcia, está escrito que o enfrentamento final entre o Senhor e o reino de Satanás será sobre a família e sobre o matrimônio. “Não tenha medo, acrescentava, porque quem trabalha pela santidade do casamento e da família será sempre combatido e odiado de todas as formas, porque este é o ponto decisivo.”

A coluna que sustenta a Criação

A freira de Fátima afirma que Nossa Senhora esmagou a cabeça de Satanás. E Cafarra conclui: 
Advertia-se também, falando com João Paulo II, que este era o ponto central, porque se tocava a coluna que sustenta a Criação, a verdade sobre a relação entre o homem e a mulher, e entre as gerações. Quando se toca a coluna central, todo o edifício cai, e é isso que estamos vendo agora, neste momento, e já sabemos.
Fonte: Aleteia





sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Bate-papo com Carlos Castañeda


"– Dom Juan dizia que para pensar bem é preciso deixar de pensar.

– Sim, é preciso deixar o mundo do pensamento habitual, que são só reafirmações sobre você mesmo. O mestre yaqui dizia que a descida do espírito acontece quando este corta o nosso diálogo interno, e lamentava que ninguém quisesse ser livre.

⋐⋑⋓⋐⋑⋓⋐⋑⋐⋑⋓⋐⋑⋓⋐⋑⋐⋑⋓⋐⋑⋓⋐⋑

– Se existem outros aspectos da realidade, tem que ser um indivíduo muito especial para captá-los?

– As pessoas têm um profundo sentido do mágico, mas o fato de ser racional constitui uma desvantagem.

– Por quê?

– O mundo cotidiano é tão extraordinariamente poderoso que não nos permite saídas. Ensina-nos desde muito cedo a obsessão pela pessoa; não pelo ser total, mas só pela pessoa social; a obsessão não nos deixa sair.

– É assim para todos?

– Os anos que transcorrem nesse tipo de prática erradicam a magia, e então só existem o eu pessoal e as tolices.

⋐⋑⋓⋐⋑⋓⋐⋑⋐⋑⋓⋐⋑⋓⋐⋑⋐⋑⋓⋐⋑⋓⋐⋑

– Por que Dom Juan dizia que se tem que ensinar ao homem, agora mais do que nunca, a conectar-se com seu ser interior? É porque alcançou um maior nível de desenvolvimento intelectual?

– Qual o que! (exclama). É porque agora sim estamos na bancarrota; estamos (continua irritado) em meio a uma luta entre duas superpotências que vão acabar com a humanidade. Já abriram um buraco na camada de ozônio. Você acredita que vão tapar? Vão diminuir seus enormes gastos com a defesa para consertar a Terra? Mais que nunca (conclui em tom de firmeza) o homem precisa da ajuda da magia."

Fonte: "Conversando com Carlos Castañeda" de Fort, Carmina - Editora Record, 1991.



quarta-feira, 1 de julho de 2009

Hipocrisia, fardo pesado

"O hipócrita com a boca arruina o seu próximo; mas os justos são libertados pelo conhecimento" (Provérbios 11:9)

"Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve" (Mt. 11:28-30)


"Perdoai-nos Senhor, por nossa hipocrisia cotidiana. Princípios bonitos nos transbordam da boca, escritos em mensagens de Páscoa e Natal, ornamentadores de discursos, agregadores de prédicas, colados nos átrios das instituições e no quadro de avisos de empresas. Frases melosas recortadas em agendas, proclamadas aos filhos e os jovens em formaturas e eventos.

Tudo falsidade, contos da Carochinha nas tardes de hospícios.

Dinheiro não traz felicidade. Mas por ele vivemos, uns trabalham, outros roubam. O elixir da juventude eternamente buscado. Na sua falta, assume o estresse, uma angústia inexplicável cava úlceras no estômago. A família nos acusa de derrotados, a sociedade nos impinge o desprezo, os pretensos amigos nos ridicularizam.

As aparências enganam, o essencial é invisível aos olhos. E abarrotam-se as clínicas de plásticas sobre o visível. Cultivamos o corpo, valorizamos a roupa e o automóvel, pensamos por um mês ou mais nas roupas de uma festa. 

Como são importantes as colunas sociais com seu a comentários sobre chiques e bregas, seus elogios ao fútil e ao efêmero. E promovemos concurso de beleza, e compramos revista de decoração. Decoramos a casa e o escritório com os tons do momento, e contratamos assessores visuais na arquitetura de lojas e igrejas. E pintamos o cabelo, Senhor, fazemos implantes, clareamos os dentes e colocamos aparelho. Rejeita-se o feio, o gordo, o velho. Nas feiras e bancos, na televisão e nos restaurantes, as moças bonitos e os moços sarados lideram as frentes.

Todos são iguais perante a lei. Na prática, há muitos pesos e medidas. Somos todos diferentes. Algumas penas, inexplicavelmente se abrandam; outras, imperiosamente, se agravam. A terra do presidente não se iguala à dos índios. A uns, empréstimos; a outros, impostos. Pobre sempre mata por motivo fútil, rico age por violenta emoção.

A vida é o mais importante, dizem as camisetas. E fumamos, e bebemos, e usamos drogas. Senhor, é justa a morte na defesa dos bens com suor adquiridos, não achais? Matar pela honra é nobre. Contaminamos a água, envenenamos a terra, cobramos royalties por remédios. Salvar o sistema financeiro é mais importante do que matar a fome. Fazemos armas, e encarceramos os homicidas. Fabricamos carros potentíssimos, e penalizamos os velozes.

Estudar é preciso, insiste o pai no almoço. À tarde, idolatramos os jogadores de futebol analfabetos ganhando mais que juízes e professores universitários. No outro dia, a mãe tira a filha da escola para um teste na agência de modelos. Ontem, o bebê filmou um comercial de shopping.

A cultura salvara o país, Senhor, diz a apresentadora de televisão. Logo depois, entrevista um cantor milionário e ignorante que opina professoralmente sobre as relações familiares e o futuro do jovem, no país onde bundas vendem mais que Chico Buarque. 

Nação consumidora de revista de fofoca, que crê ser Raquel de Queiroz uma personagem de novela mexicana. Quantos apreciam o teatro, o cinema de qualidade, os recitais de música? Por que sabemos mais de Joana Prado que de Amélia Prado?

Perdoai-nos, Senhor, por nossa hipocrisia. Perdoai-nos porque não só não sabemos o que é feito, o que é dito, o que é visto, o que é desejado, o que somos, o que esperamos, o que valorizamos. Nem sequer sabemos o que escrevemos e o que rezamos.

Mas eu desejo mudar, Senhor. Prefiro a felicidade ao dinheiro, a essência à aparência, a justiça ao privilégio, a vida à economia, o estudo à fama, a cultura ao consumo, a espiritualidade às coisas. Amém!

P.S. -Senhor, desculpai-me, mas acho que me empolguei um pouco. Deixa-me pensar mais no assunto. Preciso terminar minha leitura de Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas. Aliás, você como Deus tem um enorme potencial sabia?"


De Pablo Morenno

Pablo Morenno nasceu em 21.05.1969, em Belmonte, SC, e atualmente mora em Passo Fundo, RS. É licenciado em Filosofia e bacharel em Direito; professor de Espanhol em cursinhos pré-vestibular, músico e servidor público federal do Tribunal Regional do Trabalho/4ª Região, pinta nas horas vagas. Escreve uma coluna semanal de crônicas no jornal O Nacional, de Passo Fundo RS, e Nossa Cidade de Marau-RS. Colabora com os jornais Zero Hora, Direito e Avesso, e com sites de leitura e literatura. É Membro da Academia Passofundense de Letras, ocupando a cadeira cujo patrono é Érico Veríssimo. Como animador cultural e escritor, participa de projetos de leitura do IEL- Instituto Estadual do Livro do RS e de eventos literários no Rio grande do Sul e Santa Catarina. Com suas palestras interdisciplinares e descontraídas, utilizando-se de histórias e da música, conversa com crianças, jovens, pais, professores e idosos sobre a importância da leitura e da arte na vida. Clique aqui e conheça as publicações de Pablo Morenno...

"O hipócrita com a boca arruina o seu próximo; mas os justos são libertados pelo conhecimento" (Prov. 11:9)

Doe para continuarmos nossa obra:

Gostou?
Então contribua com qualquer valor
Use a chave PIX ou o QR Code abaixo
(Stresser Mídias Digitais - CNPJ: 49.755.235/0001-82)

Sulpost é um veículo de mídia independente e nossas publicações podem ser reproduzidas desde que citando a fonte com o link do site: https://sulpost.blogspot.com/. Sua contribuição é essencial para a continuidade do nosso trabalho.